-  Atualizado 24/08/2010

Arraiá da Matraca

Publicado por: Silvia Oliveira Matraqueando

Antes tarde do que muito tarde! O mês acaba amanhã, mas cá estou para falar da minha manifestação popular preferida: a festa junina. Quem mora no sul ou no sudeste talvez não consiga perceber a dimensão desse evento. (Por aqui, quando se fala em “arraiá”, lembramos da quermesse da igreja ou da quadrilha na escola.) Mas no nordeste brasileiro, festa junina é coisa de gente grande e algumas cidades da Paraíba, por exemplo, tornam-se peregrinação turística nessa época do ano.
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O detalhe é que nem sempre a gente pode pegar uma aviãzinho básico para tomar quentão, comer bolo de fubá e participar do casamento na roça lá do outro lado do país. O bão da história é que – mais do que o Carnaval, o Natal ou a Páscoa ­– essa folia dura o mês inteiro em qualquer canto do país. E guardadas as devidas proporções você pode se deleitar (no seu bairro mesmo) com este imenso festejo que, na verdade, são celebrações para homenagear alguns de nossos santos mais populares: Santo Antônio, São João e São Pedro.
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Embora tenha origem européia (os portugueses trouxeram para cá no período colonial), a festa junina – com o passar dos séculos – foi se misturando aos aspectos culturais dos brasileiros. É a única festa do país com dialeto próprio: “Nóis espera ocê lá no sitio du cumpadi. Vem cum rôpa de quadria pá mó da genti si diverti.”
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Depois, vem a lambança com aquela comidaiada. Como junho é época da colheita de milho, muitos doces e salgados são feitos com o grão, como bolos, pamonha, pipoca e canjica. Mas ainda tem pé de moleque, pinhão e vinho quente, o afamado, quentão.
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Para quem gosta de turismo de aventura, a festa junina ainda oferece a barraca do beijo e o correio elegante. Depois é só colocar chapéu de palha, roupa de chita ou remendada e se incorporar à festança na roça. Tem gente – quase sempre um rabugento – que acha um sacrilégio essa imitação do nosso sertanejo caipira. Eu prefiro achar que é um tributo às coisas e à vida dos nossos matutos, campesinos e agrestes.
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Fotos: Festa Junina da academia de natação H2O, de Curitiba. (Raul Mattar)


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5 comentários

  1. fernanda freitas braga
    Comentário do dia 29/6/2008 às 22:11

    FESTA JUNINA, é em MINAS uai!!!!
    Mas o que eu sinto mais falta aqui, é o pinhão que não é muito comum.
    Beijo pro ces.

    (Responder)

  2. Claudia
    Comentário do dia 01/7/2008 às 18:06

    Ah, eu também adoro festa junina! Vou em todas as de colégio aqui em Curitiba e sempre fazemos uma entre os amigos. Comida boa e diversão garantida!!

    (Responder)

  3. SÍLVIA OLIVEIRA
    Comentário do dia 01/7/2008 às 23:31

    Fernanda… huuummm… ainda masi se a festa daí tiver muito paõzim de queijo! Ui!!!

    (Responder)

  4. SÍLVIA OLIVEIRA
    Comentário do dia 01/7/2008 às 23:34

    Claudia, pois é, eu não pude acompanhar muitas das festas este mês, afinal a Mariana ainda não pode comer bolo de fubá nem tomar quentão! hohohohoho! Mas no ano que vem, ela vai estar com um aninho… vou até fazer vestidinho caipira, sô!

    (Responder)

  5. Comentário do dia 08/4/2015 às 15:40

    Silviaaaa!! alguém!! Estou procurando festas juninas “singelas” tradicionais, no sertão, em povoados ou cidades pequenas. Coisas “pé na terra”. Alguma dica?

    (Responder)

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