-  Atualizado 24/08/2010

Bonito, Mato Grosso do Sul | Por Fernanda Braga

Publicado por: Silvia Oliveira Bonito

Quando minha querida amiga Fernanda me contou que havia passado uns dias em Bonito, eu – imediatamente – a convoquei para fazer um relato para nós sobre a cidade, um dos destinos ecológicos brasileiros mais queridos (e caros!) do gênero. Em dois dias estava tudo no meu e-mail – texto e lindas fotos. Só que eu, mais desnaturada impossível, demorei alguns meses para colocar a matéria no ar. Poizé, antes tarde do que… muito tarde! Mas não se enganem, a Fer – mineirinha de Juiz de Fora – não é daquelas (como eu!) que saem descendo rio em cima de boia. Essa parte, digamos, difícil ela deixou pro maridão Henrique. Olhe só a saga ecológica-gastronômica dos dois!

Texto: Fernanda Braga | Fotos: Henrique Braga

“Acompanhei meu marido, o Henrique, a uma conferência científica em Bonito, MS, em outubro do ano passado. Ficamos por lá durante uma semana. Optamos voar pela Azul, que fez o trajeto Rio (Santos. Dumont) – Campo Grande em duas etapas: Rio-Campinas e Campinas-Campo Grande. Na ida, usamos a mesma aeronave (nem saímos dela em Campinas). Na volta foi preciso trocar de aeronave.

Foi muito bom voar no Embraer 190, uma aeronave confortável, com pessoal de bordo muito acolhedor. O céu estava “para Brigadeiro”, tanto na ida quanto na volta, e não tivemos o dissabor de enfrentar turbulências. Por haver comprado os bilhetes aéreos com certa antecedência, nós conseguimos que a viagem saísse por R$ 460,00 – ida e volta por pessoa. De Campo Grande a Bonito, havia uma VAN da Vanzella Viagens e Turismo para nos conduzir a Bonito, um percurso de pouco mais de quase quatro horas, considerando uma parada no Posto/Restaurante/Artesanato Tuiuiú (BR 060, Km 03, Nioaque, MS).

Chegamos a Bonito sobre forte calor, mais de 35 graus, o que durou uns dois dias. Muitos amigos aproveitaram o fim de semana para os passeios: Balneário Municipal, flutuações no Rio da Prata ou Rio Sucuri, cavernas, Gruta do Lago Azul, etc. Nós preferimos conhecer melhor o centro da cidade, com muitos restaurantes de comida típica pantaneira, carnes exóticas (jacaré, tartaruga, cobra, javali etc.) e peixes de água doce.


Pousada Chamamé, com diárias a partir de R$ 160,00 o casal: excelente custo-benefício.

Além disso, a rua principal – Rua Cel. Pilad Rebuá – e transversais possuem muitas lojas de artesanatos e de conveniências. A praça central também é bem simpática, com seu lago e esculturas de piraputangas, uma visão ainda mais interessante à noite, devido à iluminação apropriada. A cidade é quase plana e não é cansativo caminhar para conhecê-la. O nosso hotel, a Pousada Chamamé, estava situado a menos de 15 minutos a pé do centro. É uma pousada nova, muito bem decorada, com quartos simples, mas confortáveis; e uma área de convivência muito bem decorada (jardim, bar, lago, piscina e churrasqueira).


Fernanda e Henrique pegaram dias de frio em pleno Mato Grosso do Sul.

No terceiro dia a temperatura caiu para menos de 15 graus. Ventava muito e a sensação térmica era de cerca de 10 graus. Ainda assim, muitos colegas fizeram os seus passeios programados, arriscando a contrair um bom resfriado, já que muitos fizeram flutuação (mergulho com snorkel) nas águas claras dos rios vizinhos.


No Restaurante Casa do João: o que sobrou da traíra.

Nos dias frios, nós ainda pudemos visitar o Restaurante Casa do João, especialista em traíras (a “vestida”, que tem acompanhamentos e a “pelada”, sem acompanhamentos). É uma excelente opção gastronômica, com muito profissionalismo e agilidade. Outra opção boa foi o Cantinho do Peixe  com pratos muito saborosos, muquecas e o famoso caldo de piranha. Pena que demorou muito para sermos atendidos.


Flutuação nas águas cristalinas do Rio Sucuri: um dos mais translúcidos do mundo.

Faltando dois dias para partirmos, o tempo voltou a esquentar, mas sem as elevadas temperaturas dos primeiros dias. O Henrique chegou a visitar o Balneário Municipal com suas águas claras com muitas piraputangas, vegetação exuberante e ainda pôde avistar cutias, araras azuis e tucanos. Por falar em animais, é muito comum avistar pelas estradas os veados campeiros, emas, avestruzes entre outras espécies da região.


Exclusivo: Henrique Braga na flutuação do Rio Sucuri.

O Henrique ainda teve coragem de ir à flutuação no Rio Sucuri – um passeio que lhe custou R$119,00 – incluindo o almoço. A flutuação é organizada pela equipe da fazenda, que possui um guia, veículo próprio para levar grupos de até 8 pessoas e roupas especiais (neoprene). Há auxiliares que fotografam e filmam o passeio, uma documentação eletrônica que é “oferecida” depois em CD-ROM por R$ 40,00. Antes de entrar na água cristalina do Rio Sucuri – considerado um dos rios com as águas mais limpas e translúcidas do mundo – o grupo precisa fazer uma pequena caminhada na mata fechada, mas bem calçada. Neste momento é possível avistar alguns animais (micos, por exemplo), árvores da região e a nascente principal do Rio Sucuri, cujo leito é de calcário e muito branco.


Detalhes do charmoso artesanato regional.

A água contém magnésio e não deve ser bebida pois desenvolve o intestino além do normal (você sabe o que isto quer dizer!). Na sede da fazenda é possível contratar ainda o passeio de quadriciclo, vôo panorâmico (R$ 450,00 para 3 pessoas), passeio a cavalo e visita a cachoeiras. O local recebe milhares de turistas anualmente e, enquanto estávamos lá, vimos um grupo de umas 30 crianças norte-americanas que estavam aproveitando muito a vida na natureza e também iriam fazer a flutuação. Ah! Durante a flutuação é possível ver piraputangas, dourados e curimbas. O mergulho leva cerca de 50 minutos e o percurso é de cerca de 2 quilômetros. Imperdível.


Fernanda e o famoso cantor e compositor sul-matogrossense Geraldo Espíndola.

Esperamos poder voltar a Bonito, a fim de fazer os outros passeios que não foram possíveis: visitas às cavernas, mergulho em caverna, flutuação no Rio da Prata, entre outros. Pra quem curte turismo ecológico, essa é uma opção que precisa ser vivida.”

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Valeu, queridos Fernanda e Henrique! O Matraqueando agradece o delicioso relato. Se não fosse por vocês, tão cedo não teríamos Bonito por aqui! 🙂

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