Silvia Oliveira

Na categoria Nova York

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Nova York bairro a bairro: Harlem

Harlem Apollo Theater

Você não precisa de guia ou roteiro para conhecer o Harlem. Apenas compreender um pouco da história do maior reduto da cultura afro-americana já basta para viver uma experiência única em Manhattan. Prometo ser o mais objetiva possível no textão introdutório. (Mas sem ele fica difícil entender e dar o devido valor ao bairro!)

O Harlem era essencialmente agrícola. Foi povoado por holandeses, recebeu imigrantes judeus e latinos e, por ter aluguéis mais baratos, foi se consolidando como uma referência para os negros que vinham do sul dos Estados Unidos fugindo do preconceito e da segregação racial.

Na década de 20, foi do auge — com o Harlem Renaissance (uma explosão cultural que tinham nomes como Louis Armstrong à frente) —  à decadência total com a quebra da Bolsa de Nova York em 1929, o crash que deu todo o sentido à frase comer o pão que o diabo amassou.

Continue lendo o texto…

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terça-feira, 04 de agosto de 2015

Como usar o metrô de Nova York

Metro de Nova York Chrysler

Embora tenha testado todas as possibilidades do transporte público de Nova York começo a escrever tensa. Não sei exatamente onde está meu trauma com o metrô da cidade (porque o ônibus só conheci no ano passado), mas estou quase certa de que as linhas nominadas basicamente com números e letras exigem demais do meu raso e inexistente raciocínio lógico.

Sem contar que nem sempre as estações do metrô estão interligadas como acontece em Paris, Londres ou Lisboa. Isso significa que é preciso entender bem o mapinha e saber exatamente aonde você quer ir. Algumas linhas atravessam Manhattan de norte a sul. Outras são curtas e servem rotas específicas.

Confesso que os posts que li por aí antes de viajar me ajudaram muito pouco. (Veja, o problema está comigo, não nos posts!) É difícil visualizar ou aprender a usar o metrô de Nova York só na teoria do texto. É muito número, é muita letra, tem um tal de Uptown para cá, Downtown para lá.

Pretendo ser o mais didática possível. Se você achar que eu estou tentando falar com um leitor de cinco anos, não se assuste. É que estou escrevendo e explicando para mim mesma! 😀

+ Nova York pela primeira vez: roteiro de 3 dias

Metro de Nova York

Como  circular de metrô em Nova York

1. Abra o mapa do metrô de Nova York. (É possível também fazer o download neste mesmo link.) Assim, sempre que eu começar a falar e você não entender a lógica do trampo, consulte o mapa para visualizar melhor. Ah, você pode conseguir este mapa gratuitamente nas cabines das estações.

2. O metrô pode nos levar a qualquer um dos cinco boroughs (distritos) de Nova York: Manhattan, Brooklyn, Queens, Bronx e Staten Island. (Para chegar a Staten Island você tem que pegar um ferry grátis no Whitehall Terminal — ao lado do Battery Park, Metrô Whitehall, Linhas N e R. Chegando à ilha você circula com a Staten Island Railway.)

3. Existem muitas linhas que cortam a cidade de norte a sul e poucas opções que levam de leste a oeste. As que fazem o trajeto norte a sul vêm do Bronx (ao norte), cruzam Manhattan inteirinha e chegam ao Brooklyn (já no sul de Nova York). As linhas 4, 5 e 6 sobem e descem pelo lado LESTE da cidade. Já as linhas 1, 2, 3, A e C circulam pelo lado OESTE. Não dá muito para ir pela cor da linha, porque uma mesma cor pode atender a diversas linhas. Vai vendo…

4. Para cruzar a cidade no sentido leste-oeste (ou o contrário) há poucas opções — aí é que entram os ônibus, tema para outro post, aliás. As principais linhas de metrô que fazem esse trajeto são N, R — que vêm do Queens para Manhattan. Há ainda o Shuttle, trem que faz somente o pequeno trajeto entre Grand Central e Times Square e a 7 (linha roxa), além da Q (antiga linha W) que sai do nada para lugar nenhum. Ela começa (ou termina) na estação Astoria-Ditmars Boulevard (pros lados do aeroporto La Guardia). É claro, ela deve atender a muita gente como os moradores. Mas turisticamente não ajuda muito, até porque quem quiser usar o transporte público para sair do La Guardia tem que pegar um ônibus até a estação Astoria Boulverda e de lá o metrô. Nhé! Não há linha de metrô atravessando o Central Park. Para cruzá-lo de um lado pro outro somente a pé, de ônibus ou táxi.

5. Compre seu MetroCard. É um cartão com tarja magnética que dá acesso ao metrô, ao ônibus e ao bondinho (tram) de Roosevelt Island em Nova York. Eu explico aqui como comprar e usar o MetroCard num passo a passo com fotos.

+ Hotel bom e barato em Nova York: dicas testadas e aprovadas

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Metro de Nova York como circular pela cidade

6. Antes de entrar na estação observe se o trem vai para o norte (Uptown) ou para o sul (Downtown) da cidade. Caso você pegue para a direção errada — e isso pode acontecer algumas vezes — fique calmo e tente fazer o caminho inverso para voltar. O detalhe é que, dependendo de onde você pegou o metrô, para mudar de direção é necessário pagar nova passagem (às vezes até sair daquela estação e pegar em outra no lado oposto da rua). Muitas estações não estão interligadas. Na prática, desenhando, é assim: se você está na 33 St (olha lá no mapa!) e quer ir para 110 St, significa que você quer subir, ir para o norte da cidade — sentido Queens e Bronx. Então sua direção é Uptown. Mas se o número diminuir (você quer ir para a 14 St, por exemplo), sua direção é o sul, sentido Brooklyn. Então, escolha Downtown.

7. Já a espera na plataforma é outro momento em que a pressão arterial explode. Saiba que vários trens (com diferentes destinos) vão passar por ali. Avisos luminosos destacam quais estão chegando. Então confira o mapa, leia o aviso eletrônico e confirme se o trem da vez é o seu ou não.

8. Mas nada é tão ruim para o nosso entendimento que não possa piorar. As linhas oferecem dois tipos de serviço: Local ou Express. A linha Local para em todas as estações. A Express pula várias e só para nas principais, geralmente as mais movimentadas e turísticas. É uma linha mais rápida, daí o nome: express. Na frente do trem e nos avisos eletrônicos aparecem a informação “local” ou “express”. Cuidado para não pegar a linha express como uns e outros fazem (serei eu, mestre?) e pular justo a estação na qual você queria descer. O mapa do metrô também indica as paradas. Quando a estação tiver bolinha preta somente param os trens locais. Já nas estações com bolinhas brancas param expressos e locais. Para não confundir, anote aí as linhas expressas: 2 e 3 (vermelha), A (azul), Q (amarela), 4 e 5 (verde), B e D (laranja).

9. Durante o horário de pico (6h30 às 9h30 e 15h30 às 20h, dias de semana) os trens passam, em média, de três em três minutos. Fora desse horário o tempo de espera pode variar de cinco a oito minutos. E quanto mais tarde fica, dependendo da estação, passam de 20 em 20 minutos. Eu já fiquei 25 minutos esperando numa estação do Brooklyn por volta das 22h30. Importante: o metrô de Nova York funciona 24 horas, mas algumas estações fecham determinadas entradas durante a madrugada.

10. Outra coisa que eu aprendi na raça, ou seja, me ferrando: condutores de trens e metrôs usam dialeto próprio feito para ninguém entender. Às vezes eles avisam que aquele determinado trem vai ser desmembrado ou pular alguma estação (por motivos de avaria, por exemplo). Mas é claro que você não entendeu (não se culpe, o problema não é do seu inglês, mas do dialeto empregado). Quando o cara fala algo e eu não entendo… pergunto aos outros passageiros e toco a vida. Atenção também aos cartazes nas paredes da estação, eles costumam trazer informações importantes.

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Metro 96 street

11. Expectativa: as estações levam os nomes das ruas onde estão localizadas. U-hu, isso ajuda muito. 😀 Realidade: algumas estações têm nomes iguais, mas passam em linhas diferentes. Fuén fuén. :( Por exemplo, temos a parada 96 St que fica no leste da cidade e a 96 St, no lado oeste de Manhattan (imagem acima). Há cinco (CINCO!) estações com o nome 23 St, uma na linha azul, outra na vermelha, outra na laranja, outra na amarela e outra na verde (imagem abaixo). Como é que uma pessoa de “humanas” como eu poderia entender essa dinâmica?

Metro 23 street

Como ir de metrô às principais atrações turísticas de Nova York

American Museum of Natural History | Linhas B e C. Descer na 81th Street

Brooklyn Bridge | Linhas 4, 5 e 6. Descer na Brooklyn Bridge-City Hall.

Cathedral of St. John the Divine | Linha 1. Descer na Cathedral Pkwy (110th Street).

Chrysler Building | Linhas, 4, 5, 6 e 7. Descer na Grand  Central Station-42nd Street

Chinatown | Linhas N, Q, R, Z e 6. Descer na Canal Street.

Empire State Building | Linhas N, Q, R, B, D, F e M. Descer na 34th Street-Herald Square.

Estátua da Liberdade | Linhas N e R. Descer em Whitehall St. Daqui você anda  uns cinco minutos até o embarque para pegar o ferry que leva ao monumento.

Grand Central Terminal | Linhas 4, 5, 6, 7 e S. Descer na Grand Central-42nd Street

Ground Zero | Linhas 2, 3, A, C, J e Z. Descer na Fulton Street.

Metropolitan Museum of Art (MET) e Guggenheim Museum | Linhas 4, 5 e 6. Descer na 86th Street.

Museum of Modern Art (MoMA) | Linhas E e M. Descer na 5th Av-53rd Street.

Nações Unidas | Linhas 4, 5, 6, 7 e S. Descer na Grand Central-42nd Street. (A ONU está a quatro quadras da estação, uns 10 minutos caminhando.)

Rockefeller Center | Linhas B, D e F. Descer na 47th-50th Streets-Rockefeller

St. Patrick´s Cathedral | Linhas E e M. Descer na 5th Av-53rd Street. Ou linhas 4 e 6. Descer na 51st Street.

The Cloisters | Linha A. Descer na 190th Street.

Times Square | Linhas 1, 2, 3, 7, A, C, E, N, Q, R e S. Descer na 42nd  Street-Times Square. Um trem chamado “Shuttle” faz o pequeno trajeto Grand Station-Times Square.

Wall Street | Linhas 4 e 5. Descer na Wall Street.

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Outras informações

– O metrô de Nova York nem de longe lembra o de São Paulo ou o de Madri. As estações de NY geralmente são feias, sujas e mal cuidadas. Mas não vejo insegurança. No entanto, evitaria circular por ali sozinha e/ou de madrugada.

– As placas indicativas dentro do metrô com os nomes das estações trazem muita informação junta. Ou seja, são pouco intuitivas e de difícil compreensão numa primeira vez. Só para avisar que seu tilt cerebral será normal.

– Existem vários aplicativos para celular para entender melhor o metrô de Nova York. Eu usei o Google Maps mesmo, que dá a rota sem erros. Mas o próprio site do metrô traz uma lista com sugestões de apps: veja aqui.

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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Nova York pela primeira vez: roteiro de 3 dias

Nova York Chrysler

Taí um post que não sei exatamente como escrever: roteiros fechados de acordo com determinado número de dias. Eu gosto mesmo é da fórmula bairro a bairro, marca registrada no blog e nos Guias Matraqueando. No meu sistema preferido a pessoa escolhe uma região da cidade para passear (uma manhã, uma tarde ou o dia inteiro) e desenvolve o passeio a seu bel-prazer.

Mas entendo que essa tomada de decisão não é nada fácil para quem vai pela primeira vez a uma cidade do porte de Nova York. Estamos falando do centro do centro do mundo. E exatamente como acontece com os grandes destinos europeus, o leque de atrativos não acaba nunca. Há dezenas de museus, centros culturais, parques, praças, feiras, lojas, comidinhas e um sem fim de shows e espetáculos (a Broadway é aqui, lembra?).

Nova York I love NY camisetas

A cidade é dividida em cinco distritos: Bronxs, Queens, Brooklyn, Staten Island e Manhattan. A jurupoca começa a piar justamente quando você se pergunta onde se hospedar. Hotel bom e barato em Nova York é lenda urbana. O que você encontra são algumas opções com relativo bom custo/benefício.

Muitos preferem ficar na região conhecida como Midtown, em Manhattan (a área mais turística de NY), mas até o Brooklyn (antes decadente) e o Harlem (sempre marginalizado) ressucitaram e podem ser interessantes se o seu estilo de viagem for mais cool e desencanado.

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NOVA YORK | ROTEIRO DE 3 DIAS

É sua primeira vez em Nova York? Tem só 72 horas na cidade? Então, não queira pagar de viajante padrão Ed Motta e ignorar os principais, manjados e disputados atrativos turísticos. Quem tem medo de dor de barriga não come, né. Então, se joga, migão! Você ainda vai voltar muitas vezes!

Cinco dias seriam o mínimo do mínimo para conhecer o básico da cidade, é bem verdade. Mas se não der para ficar mais tempo, nada de mimimi. Portanto, analise bem seu ritmo e adapte o passeio à sua expectativa e disposição.

1º DIA | LOWER MANHATTAN

Você pode começar pelo Battery Park (Metrô South Ferry – Linha 1) de onde saem as balsas para a Estátua da Liberdade (Liberty Island) e para Ellis Island, que abriga o Museu da Imigração, grátis — mas não o conheço e não sei dizer se vale a pena. A visita à estátua custa US$ 18 (ou US$ 21 para subir à coroa) e o ingresso pode ser comprado on-line ou no quiosque do parque que fica no Castle Clinton — um forte construído em 1812 aberto à visitação.

Nova York Vista Manhattan Passeio State Island

Vista de Manhattan no ferry grátis que leva a Staten Island

A opção muquirana superluxo para quem não quer pagar para (ou não tem interesse em) visitar a estátua é pegar a balsa gratuita no Whitehall Terminal, (ao lado do Battery Park, Metrô Whitehall – Linhas N e R) até Staten Island. Durante o trajeto, que dura uns 25 minutos, além de passar próximo à Estátua da Liberdade você tem a visão do lindíssimo skyline de Manhattan.

Financial District

Saindo do Battery Park pegue a Broadway, uma rua que corta Manhattan de norte a sul, em direção ao Financial District. Caminhando cinco minutinhos você chega ao Bowling Green Park onde está o Charging Bull, o touro de bronze — escultura famosa do artista ítalo-americano Arturo di Modica.

Nova York Charging Bull

Charging Bull: o poderoso touro de bronze em Wall Street

Talvez seja a atração gratuita mais disputada de Nova York. Reza a tradição que passar a mão nos testículos do cidadão atrai prosperidade e fortuna. E a jacuzada (presente!) não se faz de rogada para garantir uma foto com o tal do boizão poderoso.

Ainda pela Broadway, duas quadras acima, está a Wall Street (Metrô Wal Street – Linhas 2 e 3), o centro financeiro de Nova York. Observe a arquitetura histórica da região onde nasceu a cidade. Por aqui temos edifícios lendários como a Bolsa de Valores e o Federal Hall National Memorial, onde George Washington tomou posse como primeiro presidente dos Estados Unidos em 1789.

Escondida e espremida entre arranha-céus do bairro está a Trinity Church, uma igreja anglicana histórica (Broadway, 75, esquina com Wall Street). Subindo um pouco mais Broadway você passará pelo Zucotti Park (pequena praça bastante danificada durante os ataques do 11 de setembro) e sua gigante escultura vermelha Joie de Vivre do escultor Mark di Suvero.

Nova Yorl Memorial September 11

Memorial em homenagem às vítimas do 11 de setembro

Na praça, vire à esquerda na Liberty Street e dois quarteirões mais você está no Ground Zero, a área onde ficavam as Torres Gêmeas. Estive pela primeira vez neste local seis meses após os atentados de 2001. Apesar de ter voltado aos Estados Unidos em outras oportunidades, somente no ano passado quis novamente visitar a região.

O Memorial construído é lindo, silencioso, sereno e, sim, triste. Aqui fica o National September 11 Memorial & Museum  (Metrô Fulton – Linhas 4 e 5 e Cortlandt – Linhas N e R), construído no subsolo das torres. A visita ao museu dói e causa certa angústia por remeter vivamente àquela manhã trágica.

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Nova York Memorial 11 setembro

Mas para quem gosta de história e se lembra até hoje onde estava quando recebeu a notícia do acontecido, será um aprendizado e tanto. A entrada custa US$ 24. Gratuito às terças-feiras, a partir das 17h. É necessário pegar diretamente no museu o tíquete free que é distribuído neste dia a partir das 16h.

(Nota: a visita completa ao museu — o que inclui alguns filmes — pode levar de 3 a 4 horas. Analise se cabe no seu roteiro e se está de acordo com seus interesses da viagem).

** Não quero tirar seu foco (1): mas bem ao lado do Ground Zero tem uma Century 21, a loja de departamentos com os melhores preços da cidade. Fica na Courtlandt, 22.

Daqui suba mais três quadras até o City Hall, sede da prefeitura de Nova York. Dependendo do seu ritmo e o tempo dedicado à Estátua da Liberdade e ao Museu 9/11 (ou à Century 21) pode ser que seu dia termine aqui. Mas se você estiver numa cadência mais ligeira vá caminhando até a Brooklyn Bridge (Metrô Brooklyn Bridge-City Hall, Linhas 4, 5 e 6) para conhecer uma das mais afamadas pontes de Nova York. Fica bem pertinho do City Hall.

Nessa sua primeira vez na cidade — e tendo só três dias para desbravar newyorkcity — sugiro tirar uma foto da ponte e partir para o Chinatown (Metrô Canal Street – Linhas 1, 2, 4, 6, J, N, R, Q) que fica grudado no Little Italy que por sua vez fica próximo ao SoHo e ao Nolita. São bairros localizados entre Lower Manhattan e Midtown.

Chinatown e Little Italy

Nova York Chinataown

Chinatown é um universo curioso, um pedaço da China dentro da estrambótica Nova York. Apesar de ser uma região turística, é voltada principalmente para a comunidade chinesa com letreiros, cardápios e placas… em chinês.

É, também, um reduto de compras made in… China. Portanto, o que você vai encontrar aqui não será muito diferente dos bons camelôs da 25 de Março em São Paulo. O passeio vale mais pela experiência antropológica, por assim dizer.

Nova York Little Italy

Da Canal Street suba a Mulberry Street, a principal rua de Little Italy, local cheio de restaurantes, obviamente, italianos. É bem menor que Chinatown, mas mantém algumas tradições como a Festa de San Genaro e diversos cafés que servem o típico cannoli, deliciosa sobremesa siciliana. Aqui fica a tradicional Lombardi’s Pizza. Funcionando desde 1905 é considerada a primeira pizzaria dos Estados Unidos. A Pizza de seis fatias sai a partir de US$ 16. Pagamento só em dinheiro. (Poizé…)

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SoHo e Nolita

Nova York Loja SoHo

Lojinhas inventivas do SoHo

Mas se você quiser algo mais moderninho e hype pule o Chinatown e o Little Italy (ou tente encaixá-los em outro dia) e parta para o SoHo (abreviação de South of Houston Street). Já foi uma região deteriorada. Mas na década de 60, os aluguéis baratos atraíram artistas e designers que passaram a montar seus ateliês e estúdios na região. A arquitetura do SoHo também é singular. São mais de 250 prédios com fachadas em ferro fundido (Cast Iron).

De lugarzinho maluco-beleza o SoHo se transformou em atrativo para ricos excêntricos que passaram a viver nos lofts restaurados do bairro. As lojas são puro delírio para fashionistas e apreciadores do design inventivo. O Metrô Broadway-Lafayette St (linhas D e F) deixa você no miolinho histórico do bairro.

Nova York SoHo

Quase afogado entre SoHo e Chinatown está o bairro de Nolita, uma continuação natural para quem visita o SoHo. Assim como seu vizinho ilustre, Nolita é uma área bacana, mas sem aquela movimentação frenética. A Old Saint Patrick´s Cathedral está na Mott Street com Prince Street. A construção de 1815 foi a primeira igreja católica de Nova York, depois transferida para a Saint Patrick’s da 5 ª Avenida.

Nova York New Museum

New Museum of Contemporary Art: fachada premiada

É nesta região que você pode conhecer o New Museum of Contemporary Art, um museu destinado aos artistas contemporâneos que estão despontando no mercado. Só a parte externa do prédio já vale a visita. Lembra uma coluna vertebral contorcida, projeto dos premiados arquitetos japoneses Kazuko Sejima e Ryue Nishizawa.

(Ah, a uma quadra daqui tem um Whole Foods Market, o templo da comida orgânica fresca e saudável com ótimos preços. 95 East Houston St)

** Não quero tirar seu foco (2): mas na Broadway entre a Prince St e a Houston St tem uma Victoria Secrets. (Não está mais aqui quem falou.)

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Nova York Brooklyn

Vista noturna de Manhattan a partir do Brooklyn

Dica da Matraca | Caso você opte pelo passeio grátis de balsa só para visualizar a Estátua da Liberdade, não queira visitar o Museu do 11 de Setembro e pule o New Museum of Contemporary é bem provável que sobre tempo para você cruzar a ponte do Brooklyn e jantar por lá mesmo observando uma das vistas mais lindas de Manhattan.

2 º DIA | MIDTOWN

Se você tivesse um único dia em Nova York eu diria para se concentrar nesta região. Midtown reúne alguns dos maiores ícones turísticos não só da cidade como do mundo: Times Square e o Empire State Building. Existem muitas formas de começar seu passeio por aqui.

Nova York Grand Central Terminal

Eu escolheria o Grand Central Terminal (42nd St com a Park Avenue, Metrô Grand Central – Linhas 4, 5, 6, 7 e S) como ponto de partida. É o maior terminal ferroviário do mundo em número de plataformas e umas das construções mais incríveis da cidade em estilo beaux-arts. Observe o teto do Salão Principal (Main Concourse) com uma agradável pintura do céu e suas constelações e astros do universo, além dos três enormes janelões para entrada de luz natural de 23 metro de altura.

A obra é do artista francês Paul César Helleu. Ao sair da estação — que também conecta Manhattan a outros destinos do estado de Nova York e Connecticut — examine a fachada da 42nd Street. O relógio é a maior peça de vidro Tiffany do mundo e está rodeado por esculturas de deuses gregos como Hércules, Minerva e Mercúrio.

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Nova York Magnolia Bakery

Dentro da estação há uma loja da Apple e uma Magnolia Bakery e seus cupcakes consagrados na série Sexy and City. Não achei nada demais. Acho que é mais fama do que sabor. Mas os bolos e as bolachinhas são incríveis. Valeu para matar a curiosidade. Há outras unidades em Nova York.

Nova York Chrysler Building

Continue pela 42nd Street em direção ao lado leste. Você verá o Chrysler Building (405 Lexington Ave esquina com a 42nd St). Quando o prédio de 77 andares — 319 metros de altura — foi inaugurado em 1930 era o mais alto de Nova York. De todos os arranha-céus daqui este é o meu preferido. A torre no estilo art-déco feita em aço inoxidável tem janelas triangulares vazadas e lembra o radiador de um automóvel. Não à toa o prédio reflete o poderio econômico das indústrias automobilísticas da época.

Mais quatro quarteirões e você está na sede da ONUOrganização das Nações Unidas. O prédio é projeto do brasileiro Oscar Niemeyer em dobradinha com Le Corbusier. É possível fazer um tour guiado que dura uma hora. O passeio mostra a história e o funcionamento do lugar e ainda te leva à maior sala de reuniões das Nações Unidas, a General Assembly Hall (Assembleia Geral), local onde os 193 membros da ONU se reúnem para discussões.

O tour custa US$ 18 e o bilhete deve ser adquirido on-line antecipadamente (não é vendido na sede da ONU). Você deve chegar 45 minutos antes do horário agendado para passar pelo sistema de segurança. Não são permitidas crianças menores de cinco anos. (Nota: este tour pode tomar quase 2,5 horas do seu dia, uma vez que é obrigatório chegar com muita antecedência. Analise se cabe no seu roteiro e se está de acordo com seus interesses de viagem.)

Pegue novamente a 42nd Street, mas agora em direção à 5th Avenue. Você chegará à New York Public Library (5th Ave e 42nd St) , um magnífico exemplo do Beaux-Arts, um estilo arquitetônico rebuscado que mistura influências gregas, romanas e renascentistas. O edifício, todo em mármore, é de 1911. Dentro, possui uma gigantesca sala de leitura. Acesso livre.

Nova York I love NY

Atrás da biblioteca fica o Bryant Park. Se você for em novembro/dezembro aproveite a feirinha natalina que acontece por ali. O parque também tem uma pista de patinação no gelo, bem menor que a do Rockfeller Center, mas com uma diferença gritante: é grátis! Patins para alugar a partir de US$ 15 (preço de 2014). Metrô 42st-Bryant Park – Linhas B, D, F e M)

Você já está quase chegando à Times Square. Mas calmaí, deixe para tirar a sua selfie lá quando estiver anoitecendo. A foto vai ficar muito mais linda, garanto. Aproveite que ainda está de dia (suponho) e vá para seu momento-patrão na 5ª Avenida, talvez a rua mais glamourosa do planeta.

Subindo cinco quadras na 5th Ave, a partir do Bryan Park, você chega ao Rockfeller Center, um dos quadriláteros mais imponentes da cidade. O complexo compreende a região da W 48th St à W 51st ST, entre a 5th Ave e 6th Ave.  Abriga 14 prédios comerciais em art-déco. Uma das principais atrações, a Ice-Skating Rink (pista de patinação) fica aberta de outubro a abril.

Nova York Radio City Hall

Já o teatro Radio City Music Hall foi o maior do mundo quando inaugurado em 1932. Os estúdios da rede NBC de televisão (o tour à sede está suspenso no momento por motivo de reforma) e a célebre casa de leilões Christie’s também ficam aqui.

Mas o prédio mais assediado é o G.E. Building, onde está o Top of The Rock, com três observatórios que permitem uma vista de 360º de Nova York, além de favorecer uma belíssima foto do Central Park. É do Top of The Rock (US$ 30 para subir) que você também terá a melhor vista do seu concorrente direto, o Empire State Building.

** Não quero tirar seu foco (3): mas a Saks Fith Avenue, uma das maiores lojas de departamento de Nova York, está praticamente em frente ao Rockfeller Center.

A uma quadra está a Saint Patricks Cathedral (na 5th Ave, entre a E 51st St e E 50th St), maior catedral gótica dos Estados Unidos.

Nova York MoMA

Mais três quarteirões acima a partir da catedral e você chega ao MoMaThe Museum of Modern Art, o museu que abriga uma das maiores (se não for a maior) coleção de arte moderna do mundo. O quadro que marcou o começo do cubismo — Les Demoiselles d’Avigon (1907) de Pablo Picasso — está aqui.

A lojinha do museu é incrível, tem desde fofos imãs de geladeira até pôsteres com reprodução das obras com preços bem honestos. Ah, o MoMA é grátis às sextas-feiras, das 16h às 20h30. (Se esta for sua opção prepare-se para enfrentar a enorme fila!)

(Nota: a visita ao museu pode tomar de duas a três horas do seu dia. Analise se cabe no seu roteiro e se está de acordo com seus interesses de viagem. Por exemplo, entre a visita à ONU e ao MoMa com qual você ficaria?)

Nova York Apple 5th ave

Loja da Apple na 5ª Avenida: aberta 365 dias por ano, 24 horas por dia

Continue pela 5ª Avenida apreciando o gramur da região. Você vai passar pela Tiffany & Co. (nº 727) e mais adiante encontrará o emblemático cubo de vidro da Apple Store, (nº 767), loja que fica aberta 365 dias por ano, 24 horas por dia. Grudada na Apple está a lendária loja de brinquedos F.A.O Schwarz (nº 767) e seu disputado piano no chão onde os turistas tocam músicas pisando nas teclas.

Nova York FAO Schwarz

A lendária loja de brinquedos F.A.O Schwarz

Chegou a hora de voltar. O foco agora é o Empire State Building, que está a dois quilômetros da Apple Store. Você pode descer pela própria 5ª Avenida ou pegar a Madison Ave, paralela, e conhecer outra importante artéria comercial da cidade. Mas com roteiro apertado e para ganhar tempo pegue o metrô na estação 5 Av-59 st (Linhas N, Q, R – a uma quadra da Apple Store) e desça na 34st –Herald Sq (Linhas N, Q, R – ao lado do Empire State).

Nova York Empire State Building

O Empire State  Building tem 102 andares e talvez seja o prédio mais famoso de Nova York. Foi inaugurado em 1931 e durante 40 anos ostentou o título de mais alto do mundo. Perdeu o posto em 1972 com a abertura da torre norte do World Trade Center. O prédio muda de cor de acordo com o dia ou datas comemorativas como o Natal. O observatório (US$ 32 para subir) oferece uma excelente vista da cidade, mas não dá para ver muito bem o Central Park.

A pergunta que não quer calar: Top of The Rock ou Empire State Building? O primeiro tem bem menos fila e permite uma visão maravilhosa da cidade, do Central Park e do próprio concorrente. Já o segundo é o… Empire State Building. Decida! A minha dica é, tendo dinheiro e tempo, visite os dois — um de dia e o outro ao anoitecer. Só não sei se caberia visitar os dois no mesmo dia.

** Não quero tirar seu foco (4): mas a gigante Macy’s está a duas quadras do Empire State Building, na Herald Square (151 W 34th St). A loja de departamento parece um shopping e ocupa uma quadra inteira. Apresente seu passaporte no setor de visitantes e retire um cartão de descontos de 10%.)

Cem metros para frente você chega ao Madison Square Garden, sede de importantes times de basquete e casa de eventos das mais variadas atrações. É possível conhecer o local com um tour.

Nova York Times Square anoitecendo

Se já anoiteceu pegue a Broadway e corra para a, enfim, Times Square. Prepare-se para desequilibrar os chacras. Centenas de luminosos gigantes, telões enormes de propaganda, muitas lojas e restaurantes farão você ficar com dor no pescoço olhando para cima e vendo aquele jogo frenético e intenso de luzes contínuas.

Nova York Times Sqaure Taxis

A Times Square é uma espécie de largo composto por vários cruzamentos. O principal entroncamento está na Broadway com a 7th Ave. Além dos outdoors, a região está cheia de telões das empresas jornalísticas como Reuters e redes ABC e NBC transmitindo notícias o tempo todo. A região abriga também o Museu de Cera Madame Tussauds (o local onde as fotos jacus alcançam seu grau máximo) e as deliciosas lojas Toy “R” Us e M&M, o viciante chocolatinho colorido.

Nova York Times Sqaure Broadway

Se ainda tiver pique para ver algum espetáculo da Broadway vá ao escritório da TKTS (Broadway esquina com 47th St) e compre ingressos com até 50% de desconto para as sessões realizadas no mesmo dia. Ou tente pelo site de desconto.  Há outros escritório da TKTS no Brookylin e no South Street Seaport, perto do Financial District — ambos com bem menos fila.

Nova York Eataly

Eataly: complexo dedicado à gastronomia italiana gourmet

Dica da Matraca | Se você passar batido pela ONU e pelo MoMA pode ser que consiga encaixar neste mesmo dia um pulinho no Eataly (W 23rd St esquina com a 5th Ave, Metrô E 23 St – Linhas N e R), um complexo dedicado à gastronomia italiana gourmet.  Quase em frente ao Eataly está o Flatiron Building, um dos primeiros prédios construídos de Nova York. O nome Flatiron (ferro de passar) vem de sua arquitetura que tem o formato de um ferro de passar roupa. Você tem uma visão boa do edifício a partir do Empire State Building.

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Nova York Highline Park Chelsea

Outra opção é correr para o Chelsea Market (a umas 10 quadras da Madison Square, metrô 14st – Linhas A, C e E) e conhecer, ali perto, o superjardim suspenso, o High Line Park – uma antiga linha de trem transformada em parque.

3 º DIA | UPTOWN – UPPER EAST SIDE E UPPER WEST SIDE

Como em quase todos os roteiros em Nova York a caminhada é o que revela o melhor da cidade. Nesta região, circular tanto pelo Upper West Side (entre a 60th Street e a 110th Street) quanto pelo Upper East Side (entre a 60th Street e a 96th Street) será sua melhor opção para entender a dinâmica, a arquitetura e a história do local.

No lado leste você vislumbra as sofisticadas e elegantes boutiques. É considerada uma das áreas mais ricas de Manhattan. Foi cenário da queridinha série Gossip Girls, que retrata a vida chique e luxuosa de adolescentes novayorquinos.

Nova York Upper West Side

Enquanto o lado leste abriga a aristocracia, o Upper West Side tem fama de acolher intelectuais, escritores e filósofos da cidade. De qualquer forma, ambos bairros são ilustres e caros, onde um plebeu dificilmente teria cacife para comprar seu puxadinho. Já foi reduto de imigrantes vindos do leste Europeu e Alemanha, a maioria judeus. No ano passado eu fiquei hospedada aqui num hotel bacana e econômico.

+ Hotel bom e barato em Nova York: dicas testadas e aprovadas

+ Hotéis bacanas em Upper West Side: sem taxa de reserva e com cancelamento grátis!

O Central Park é uma das estrelas de Uptown. Um dia inteiro seria pouco para desbravar essa imensa área verde de Manhattan. O parque envolve mais de 50 quarteirões — vai de Midtown até chegar ao Harlem. É formado por lagos (o Reservoir é o maior deles), quase 40 pontes, muitos playgrounds (as crianças adoram!) e mais de 90 quilômetros de calçadas para pedestres. Até um tradicional zoológico com 130 espécies animais faz parte do local.

É possível alugar barcos e bicicletas na Loeb Boathouse. Há banheiros públicos e diversas opções de locais para comer como lanchonetes e restaurantes. A região do Central Park está limitada entre a W 59th Street (ao sul) e W 110th Street (ao norte); 5ª Avenida (a leste) e 8ª Avenida (a oeste).

Upper West Side

Nova York Dakota Building

Dakota Building: onde John Lennon morou e foi assassinado

Dentro do parque na altura da 72nd Street, lado oeste, você chega ao Strawberry Fields, uma homenagem a John Lennon idealizada por Yoko Ono. Na mesma rua, saindo do parque está o Dakota Building, prédio residencial em art-déco, onde o cantor morou e foi assassinado em 1980.

Este roteiro não foca o lado gastronômico da cidade, mas não posso deixar de destacar que é aqui, na West 74th Street, que está a Levain Bakery, padaria que produz o melhor cookie do mundo. Não é exagero nem modo de falar. Veja nosso relato completo aqui!

Nova York Levain bakery e Grays Papaya

Sem contar que a duas quadras da Levain está a unidade mais famosa do Gray´s Papaya, o cachorro quente célebre da cidade (acompanhado de.. suco de papaya). Por menos de US$ 5 você compra dois sanduíches feito no melhor estilo americano. Ou seja, almoço e sobremesa para muquirana algum botar defeito!

Ao lado do Levain Bakery está o histórico Beacon Theatre (Metrô 72nd Street – Linhas 1, 2 e 3), perfeito para shows intimistas. Marisa Monte já cantou aqui. Tem uma arquitetura interna lindíssima, não costuma ter muita fila e está longe do agito broadwiano. Veja a grade de shows aqui.

Nova York Museu Historia Natural

Pertinho está o American Museum of Natural History (Museu de História Natural, Metrô 81st – Linhas A, B e C e Metrô 79th – Linhas 1 e 2), quase sempre indicado para quem está com crianças. Mas garanto, agrada a todos. O museu ocupa quatro quarteirões e tem acervo gigante que vai de meteoritos, vasta coleção de fósseis, animais empalhados a esqueletos de dinossauros, incluindo o do Tiranossaurus rex. A entrada tem o valor sugerido de US$ 22 como colaboração — sendo que você pode pagar o quanto quiser para visitar o museu.

A três quadras do Museu de História Natural está outro espaço incrível feito para os bacuris de zero a 10 anos: o Children’s Museum of Manhattan (entre as estações de Metro 79th ou 86th – Linhas 1 e 2). O museu é dividido em quatro andares temáticos. Há brinquedos de vários tipos e quase tudo é interativo.

Há uma programação especial com apresentações de teatrinho e contação de histórias. Custa US$ 11 (adultos e crianças maiores de um ano pagam o mesmo valor). Grátis na primeira sexta-feira do mês, das 17h às 20h. (Nota: você fica três horas facinho aqui dentro. Analise se cabe no seu roteiro e se está de acordo com seus interesses de viagem.)

Ainda deste lado está o Riverside Park, margeando o Rio Hudson. Como é sua primeira vez na cidade imagino que sua opção de área verde vai ficar concentrada no Central Park.

Mas deixo aqui registrado porque o Riverside Park, apesar de ser bem menos turístico, já foi cenário de muitos filmes, tem extensa área arborizada, quadras de futebol, vôlei, basquete e um pôr do sol i.n.c.r.í.v.e.l. Podendo voltar aqui no fim do dia, recomendo. Lembrando que no verão o sol se põe por volta das 21h.

Nova York Estatua da Liberdade Souvenir

Descendo mais um pouco você encontra o Lincoln Center (Metrô 66 St – Lincoln Center), um dos complexos culturais mais respeitados do mundo, daqueles que a gente não sabe que roupa coloca para ir nem onde enfia a mão quando chega lá.

A instituição é dividida em vários espaços entre eles o Avery Fisher Hall (que recebe a Filarmônica de Nova York) e o Metropolitan Opera House, talvez a melhor casa de ópera dos Estados Unidos. O Lincoln Center também é responsável por três grandes festivais anuais na cidade: Mostly Mozart, o Lincoln Center Festival e o American Songbook. Oferece diferentes tours a partir de US$ 18.

Nova York Time Warner

Time Warner Center: gigante centro comercial na Columbus Circle

Caminhe mais três quadras pela Broadway, sentido sul, e logo você estará na Columbus Circle, uma das rotatórias mais emblemáticas de Nova York, aos pés do Central Park. Aqui ficam os dois arranha-céus do Time Warner Center, um supercomplexo que lembra muito um shopping de luxo brasileiro com banheiros limpíssimos à disposição do visitante. São várias lojas (a maioria caríssima, mas tem uma H&M para a gente não morrer de ódio) e restaurantes com preço médio de US$ 120 por pessoa. Ou seja…

Nova York Whole Food Market Time Warner

Whole Foods Market:  buffet por quilo de comida orgânica e saudável

Mas é justamente no subsolo do Time Warner Center que você encontra uma megaloja da Whole Foods Market, o caminho, a verdade e a vida da comida orgânica e fresca. Além de sanduíches e porções de comida para levar, oferece um buffet por quilo maravilhoso. Um bom prato não sai mais de US$ 10.

O chiquérrimo hotel Mandarin Oriental está entre o 35º e 54º andar do Time Warner Center. Oferece vistas espetaculares do Central Park, do Rio Hudson e da linha do horizonte de Manhattan. A diária custa módicos US$ 845, mas mortais como nós podemos almoçar no restaurante do hotel gastando em torno de US$ 50 por pessoa pelo menu do dia.

Só para constar, caso seja do seu interesse, na Columbus Circle também fica o novo Museum of Arts and Design, espaço dedicado à criatividade dos profissionais da área.

Nova York Upper West Side casas

Upper East Side

Para chegar ao lado leste pegue a W 59th Street até a 5ª Avenida. (Dica: se no dia anterior você não conseguiu visitar a megastore da Apple, prestenção, a loja e seu enorme cubo de vidro estão justamente nesta esquina da 5th Ave, entre a E 59th Street e a 58th Street.)

Caminhe até a 2nd Ave com a 60th Street para fazer um dos passeios mais inusitados de Nova York: o teleférico Roosevelt Island Tram. Não é gratuito, mas se você tiver um MetroCard Unlimited (veja aqui como adquirir o seu) não paga nada. O trajeto dura tão somente quatro minutos e oferece uma vista incrível de Manhattan (passa por cima das ruas) e do East River. Parece um tour de helicóptero voando baixo.

+ Como comprar e usar o MetroCard em Nova York

Na 61st Street quase esquina com a Lexington Ave está o Brio, um restaurante italiano agradabilíssimo, atendimento impecável com pratos incríveis e um dos melhores custo/benefício de Nova York. Média de US$ 20 por pessoa (ou menos) sem vinho. Superdica da Marcie do blog Abrindo o Bico que nos levou lá para jantar!

** Não quero tirar seu foco (5): mas há uma loja do estilista norte-americano Michel Kors, um dos mais influentes da sua geração, bem pertinho. Fica na 790 Madison Ave, entre a 66th e a 67th Street. (Tá, se não é para seu bolso vale nem que seja uma olhadinha para apurar o gosto!)

Nova York Museum Mile 5th ave

Um dos marcos desta região, no entanto, fica um pouco mais para cima. É a Museum Mile, um pedaço da 5ª Avenida (entre a 82nd Street e agora até a 110th Street com a chegada do The Africa Center) que abriga nove espaços culturais com imensa diversidade em arte, cultura, história e design. Visitar todos no mesmo dia é humanamente impossível. Veja a lista completa aqui  e escolha aquele que mais agrade ao seu estilo e que esteja de acordo com suas expectativas de viagem. Abaixo, um resuminho dos três museus da Museum Mile que eu já visitei.

Metropolitan Museum of Art | 5th Ave, entre a 82nd e 86th Sreet

Guardadas as devidas proporções, o Met — como também é chamado — é quase um Louvre novayorquino. Talvez esteja entre os maiores e mais importantes do mundo. Tem quase 2 milhões de obras, um acervo que vai de artes egípcias, objetos com mais de 50 mil anos a exposições contemporâneas. O terraço tem uma linda vista do Central Park. Oferece tour em português. A entrada tem o valor sugerido de US$ 25 como colaboração — sendo que você pode pagar o quanto quiser para visitar o museu. O ingresso do Met dá direito à visita na mesma semana ao The Cloisters, museu escondido no Harlem focado na arte medieval.

Nova York Guggenheim e Neue

Neue Galerie | 5th Ave com 86th Street

Um pequeno e maravilhoso museu dedicado à arte alemã e austríaca com destaque para Klimt e Schiele. Não é permitido fotografar as galerias nem a lojinha do museu. Entrada: US$ 20. Grátis na primeira sexta-feira do mês das 18h às 20h.

Solomon R. Guggenheim Museum | 5th Ave com 88th Street

O prédio com fachada de linhas curvas e em espiral é projeto do célebre arquiteto americano Frank Lloyd Wright. O museu tem importante acervo de arte moderna. São mais de 600 obras doadas pelo próprio Guggenheim. Traz nomes como Van Gogh, Kandinsky, Picasso e Chagal, além de uma extensa coleção fotográfica registrada por Robert Mapplethorpe.  Entrada US$ 25. Grátis aos sábados das 17h45 às 19h45.

Nova York Museum Mile

Apresentações de rua durante o Festival Museum Mile

Em breve a Museum Mile vai ganhar um novo museu: o The Africa Center. Localizado inicialmente no Queens, estava fechado desde 2010 para reformulações e transferência para um prédio da 5th Ave esquina com a 110th Street. A instituição acabou de anunciar a contratação da ex-embaixadora dos Estados Unidos em Botswana e especialista em África, Michele Gavin, para ser a diretora do Museu.  A reinauguração estava prevista para março de 2015, mas ainda não aconteceu.

Ah, durante o Festival Museum Mile, que em 2015 acontece no dia 9 de junho, este trecho da avenida fica fechado ao tráfego de carros e todos os museus abrem suas portas gratuitamente. Espere filas quilométricas, já aviso. Além da gratuidade dos museus neste dia, são mais de 20 quarteirões cheios de animação, atividades para crianças e apresentações de rua.

Dica da Matraca | Esta região de Uptown reserva muitos museus. Se não for sua praia você talvez possa tirar meio dia para dar uma esticada ao Harlem (post completo sobre o bairro aqui) e conhecer o maior reduto cultural e comercial dos afro-americanos. Nas minhas duas idas a Nova York no ano passado incluí este bairro, região quase sempre desprezada pelos turistas. Para mim, foi a melhor parte da viagem! 😉

Nova York Harlem

Harlem: fila gigante para assistir ao culto da Abyssinian Baptista Church

Se for domingo, tente assistir ao culto gospel na Abyssinian Baptista Church. Começa às 11h30. Eu cheguei às 9h e já havia fila para entrar. (Atenção: alguns blogs e guias dizem que é possível assistir ao culto das 9h. Não é possível. Este horário é exclusivo para membros da igreja.)

O culto pode chegar a três horas (ou mais!) e não se trata de uma performance de artistas hollywoodianos. É uma cerimônia religiosa. Importante: é proibido entrar com mochilas, fotografar ou filmar. Não há guarda-volume. Você deve tratar o “passeio” como uma experiência lúdica e sensorial, não turística. Veja meu post completo sobre o que fazer, onde comer, onde comprar e ficar no Harlem.

+ Compre com antecedência ingressos para museus e atrações em Nova York e escape das filas!

Nova York bones

Prontinho. Sei que seu ritmo e interesse pessoal podem ser bem diferentes do meu. Leia e releia este post e tire (ou acrescente) o que seja mais viável ao seu modo de turistar. Já disse lá em cima e reforço aqui: este roteiro não é uma receita pronta.

Já vi vários blogs e guias em que a pessoa se concentra somente nos pontos turísticos em si. O cara está lá na Estátua da Liberdade e o cidadão manda pegar um metrô direto para a Times Square. É válido? Se sua ideia é só “ticar” monumentos e pontos turísticos, acredito que sim!

Nova York Trukey leg

Por favor, lembre-se de comer uma turkey leg por mim. Gradecida.

Mas meu céLebro não permite ziguezague na cidade. Por isso, eu particularmente prefiro me organizar por bairros (o que, de certa forma, até consegui neste roteiro de 3 dias) e resolver o que quero ver em determinada região, ganhando tempo e aumentando minha produtividade turística. Lembre-se: Nova York é feita de pessoas e seus estilos. Os atrativos são meros coadjuvantes. Vai ser na sua caminhada de um ponto ao outro que você realmente conhecerá e entenderá a cidade.

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Importante: não tive a ambição neste post de esgotar todos os aspectos e pontos da cidade. Você não vai encontrar aqui uma lista do que é obrigatório ou não fazer, muito menos diquinhas de “lugares escondidos”. Esta é sua primeira vez, néam? Então, pelo menos os clássicos estão aqui. A proposta vai ao encontro do meu perfil pessoal: o que eu gostaria de ter feito na minha primeira vez em Nova York se, naquela época, existissem blogs de viagem para me ajudar! 😀

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Texto e fotos: Sílvia Oliveira | Todos os direitos reservados.

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Nova York | Como comprar e usar o MetroCard

Não sei trabalhar sob pressão. Quando me aproximo de uma maquininha que vende tíquetes de metrô e começa a formar uma fila atrás de mim… eu si perdo toda. Fico tão tensa que quase sempre dou preferência aos guichês com atendentes de verdade.

O detalhe é que em Nova York muitas estações não têm pessoas de carne e osso para ajudar na sua compra. E quando existe um ser vivo disponível para isso pode saber que vai encontrar uma corrente humana gigante à sua frente tentando o mesmo que você: livrar-se da agonia do autoatendimento.

EUA Matraca

Selfie em Wall Street. :mrgreen:

Mas depois que a gente tenta, calmamente, fazer a operação pela primeira vez tudo ficará facílimo em outras oportunidades. Para produzir este artigo quase tive que tomar um calmante porque, além de comprar o tíquete, fotografei o passo a passo para postar aqui. E a filinha atrás de mim só aumentando… Rá! (Importante: tirei estas fotos em junho de 2014, qualquer alteração nas telas das máquinas, por favor, avise-me!)

+ Nova York: roteiro de 3 dias

O QUE É O METROCARD

É um cartão com tarja magnética que dá acesso ao metrô, ao ônibus e ao bondinho (tram) de Roosevelt Island em Nova York. Com o MetroCard você poderá, por exemplo, usar o transporte público da cidade para viagens ilimitadas (Unlimited Ride) nas opções semanal (US$ 30) ou mensal (US$ 112) ou carregá-lo com um valor específico (Pay Per Ride) — mínimo de US$ de 5 e máximo de US$ 100 — e vai descontando US$ 2,50 a cada viagem viagem feita. *Valores em novembro de 2014.

PARA QUEM É INDICADO O METROCARD UNLIMITED RIDE

Para os turistas que vão passar mais de 3 dias na cidade. Apenas como exemplo, com um MetroCard na categoria Unlimited Ride de 7 dias você pode usar o transporte público (com direito à transferência gratuita no metrô-ônibus e ônibus-ônibus) por todo este período quantas vezes quiser. O metrô de Nova York, aliás, funciona 24 horas por dia!

PARA QUEM É INDICADO O METROCARD PAY PER RIDE

Para quem for passar até 3 dias em Nova York e pretende usar o metrô duas ou três vezes por dia, no máximo. Caso seu roteiro exija o uso excessivo de metrô em 3 dias considere comprar o passe semanal. Reforço que no Pay Per Ride descontam-se US$ 2,50 por cada viagem. *Valores em novembro de 2014.

PARA QUEM NÃO É INDICADO O METROCARD

Para quem só anda de táxi ou quer pagar penitência cruzando Manhattan de norte a sul a pé.

COMO COMPRAR O METROCARD

Toda estação de metrô tem uma máquina de autoatendimento com touchscreen.

MetroCard Nova Yprk como comprar

1. Clique no botão Start que fica no canto superior direito.

MetroCard Nova York idiomas

2. Selecione o idioma. Não tem português (mas tem espanhol). Nesta simulação eu escolhi inglês.

MetroCard Nova York passo a passo

3. Vão aparecer três opções. Selecione MetroCard (ou Single Ride caso queira comprar um único tíquete válido por duas horas).

MetroCard new

4. Após selecionar o MetroCard novamente aparecem três opções: Refill your card (para recarregar um MetroCard), Get card info (para saber quanto dinheiro ainda existe no seu passe) e Get new card (para comprar um novo cartão). Selecione Get New Card. Observe que será cobrado US$ 1 pelo cartão, valor que não é convertido em passagem.

MetroCard Nova York Unlimited Ride

5. Em seguida a máquina pergunta qual o tipo de MetroCard você vai querer: Regular MetroCard ou Unlimited Ride. Selecione Unlimited Ride. (Caso você prefira o Regular Metrocard a página seguinte mostrará algumas opções de valores pré-determinados.

Caso não exista nenhum valor que você queira recarregar, clique em “other amounts” e continue o processo. ATENÇÃO: PATH (sistema ferroviário que liga Manhattan a Nova Jersey), Airtrain (monotrilho do JFK) e Express Bus não aceitam o MetroCard Unlimited Ride.

MetroCard Nova York 7 days

6. Mas como aqui selecionamos o Unlimited Ride aparecem três opções fixas: 7 days – US$ 30, 30 days – US$ 122 e 7 days XBussPass – US$ 55 (que dá acesso aos ônibus expressos que não são cobertos pelo MetroCard normal). A opção escolhida deve estar de acordo com suas necessidades. Nesta simulação selecionei o passe semanal, 7-Day. *Valores em novembro de 2014.

MetroCard Nova York cash

7. Como você quer pagar? Dinheiro (Cash), ATM Card (cartões de débito com conta nos EUA) ou Cartão de Crédito (Credit Card)? Eu selecionei “cash” porque morro de medo destas máquinas engolirem ou prenderem meu cartão (já aconteceu comigo na França, veja que meu trauma com estas engenhocas é antigo!) Se você tiver um cartão internacional de débito pré-pago (tipo VTM ou Global Travel) deve selecionar “Credit card”.

São aceitos também cartões brasileiros internacionais com autorização de compra no estrangeiro. Em algum momento da compra com cartão o sistema pede o CEP (Zip Code) digite 00000 (ou qualquer outro número cinco vezes) e tudo certo! Quando o cartão não é americano eles não verificam o CEP.

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MetroCard Nova York cash credit card

8. Se você selecionar cash tenha em mãos dinheiro trocado porque as máquinas devolvem, no máximo, US$ 8 de troco. Insira o dinheiro e espere a emissão do seu MetroCard. Prontinho!

MetroCard Nova York como comprar

METROCARD | PERGUNTAS FREQUENTES

1. Posso usar um mesmo MetroCard para duas ou mais pessoas?
Se você usar o MetroCard no sistema Pay Per Ride (aquele em que você coloca uma quantia de dinheiro e vai descontando o valor da passagem a cada viagem), sim! Já o MetroCard Unlimited Ride não permite esta opção. Aliás, na alternativa unlimited ride o sistema só libera a catraca para ser usado novamente após 18 minutos.

2. Eu comprei um MetroCard Unlimited Ride de sete dias. A validade acabou, posso recarregar no sistema Pay Per Ride, ou seja, colocar uma quantia extra de dinheiro?
Sim. É possível fazer o inverso também: recarregar com um passe semanal um bilhete que, a princípio, foi comprado no sistema Pay Per Ride.

3. O bilhete único (Single Ride) dá direito à transferência metrô-ônibus?
Não. O bilhete Single Ride (US$ 2,75) é válido somente para o metrô ou transferência de ônibus-ônibus, mas não é válido para usar a transferência gratuita de metrô para ônibus. Lembrando que este tipo de tíquete é válido por duas horas após a compra e só está à venda nas máquinas de autoatendimento. * Valores em novembro de 2014.

4. Crianças pagam o metrô em Nova York?
Crianças com até 1,11 metro não pagam. Ou seja, eles selecionam esta questão pela altura do guri e não pela idade. Nos ônibus crianças menores de 2 anos não pagam se não ocuparem assento.

5. Toda vez que eu for recarregar meu MetroCard terei que pagar a taxa de US$ 1 pelo cartão?
Não. Você só paga esta taxa quando compra um cartão novo.

6. O MetroCard é válido no trem LIRR (Long Island Rail Road)?
Não.

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Fotos: Sílvia Oliveira

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sábado, 08 de novembro de 2014

Nova York | Levain Bakery: o cookie para toda a vida

Levain Bakery Nova York

Não há muita explicação nem adjetivos para descrever. O melhor cookie do mundo está em Nova York. Ponto. Massa perfeita, uma combinação cuidadosa de ingredientes frescos e selecionados.

Único defeito: o tamanho generoso não satisfaz. Você vai querer outro e outro e mais outro. Anote este nome: Levain Bakery, a padaria responsável pelo cookie-notável!

Levain Bakery Cookies Upper West Side Nova York

A dica veio da repórter-blogueira Camille Panzera que publicou uma foto inenarrável do tal cookie no Instagram do Melhores Destinos. Ela estava nos steitis na mesma época que eu.

Fomos ao Levain Bakery no dia seguinte. Pedimos quatro unidades de sabores diferentes, comemos todos e ainda levamos mais dois para o hotel juntamente com um pedaço de bolo de limão (cake lemon) tão absolutamente sensacional quanto o cookie.

Levain Bakery Upper West Side Nova York Cookies

Levain Bakery Upper West Side Nova York

O nome “Levain” vem de um termo francês para um fermento natural. As fundadoras da bakery começaram o negócio em 1994 fazendo pães artesanais que, aliás, até hoje são vendidos na casa. Mas o cookie gigante de massa levemente crocante e recheio molhado é o carro-chef-top-master.

Chega a formar fila na discreta porta localizada no Upper Westside, perto do Museu de História Natural. O lugar, já aviso, é minúsculo. Não há mesas para comer por lá. Comprou, vazou!

Levain Bakery Nova York Como chegar

Levain Bakery Nova York Horario

Os cookies são feitos em quatro sabores. No recheio você encontra gotas de chocolates ou castanhas ou amendoim… tudo quentinho, levemente derretido. Custa US$ 4 cada. E para terminar de enlouquecer os fãs do amazing-cookie, a Levain Bakery lançou uma loja online que envia os cookies para qualquer lugar do mundo!

O combo sortido com 12 unidades, por exemplo, sai por US$ 71, mais taxa de envio. Para os aficionados, seguramente, isso é dinheiro de pinga! :mrgreen:

Levain Bakery Nova York Localizacao

SERVIÇO

Levain Bakery
Local: 167 West 74th St – Metrô 72 St (linha vermelha) | Nova York
Tel: 212-874-6080
Horário: segunda a sábado, 8h às 19h e domingo, 9h às 19h.
Dica: há outro Levain no Harlem. Fica na 2167 Frederick Douglass Blvd e funciona no mesmo horário.

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Sílvia Oliveira

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terça-feira, 04 de novembro de 2014

Nova York | Como chegar e sair do aeroporto JFK

Regra número 01: não fique afobado. Se você estiver chegando do Brasil, provavelmente, seu voo vai pousar cedinho em Nova York e seu hotel, sabemos, só estará disponível para check-in a partir das 15h (e, em alguns casos, a partir das 16h).

Regra número 02: escolha o transporte que melhor atenda às suas necessidades, não apenas o mais barato. Com crianças e muita bagagem (ou mesmo sozinho e cansado), o táxi – embora mais caro – pode ser a melhor alternativa. (Ou você já se imaginou arrastando 20 quilos de mala com mais dois bacuris a tiracolo escada acima do metrô?)

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Como ir do aeroporto JFK Nova York a Manhattan Airtrain

METRÔ E TREM

1. Dentro do aeroporto siga as placas para pegar o Airtrain, um monotrilho que liga, gratuitamente, os oito terminais do JFK. No entanto, para sair do Airtrain você paga US$ 5.

2. Embarque no Airtrain e desça na estação Jamaica. Atenção: nem todos os trens que param no seu terminal levam à Jamaica Station. Fique de olho nos avisos da “televisãozinha” na porta de embarque ou pergunte para o pessoal de apoio que fica por ali.

3. Antes de sair da área do monotrilho você tem que comprar um tíquete de US$ 5. As máquinas estão um pouquinho antes das catracas do seu lado direito. Você pode comprar com dinheiro ou cartão. Pegadinha: se for comprar com dinheiro tenha trocado em mãos, porque o sistema devolve troco de, no máximo, 8 dólares. Selecione o MetroCard de US$ 5 (mais US$ 1 do valor do cartão), totalizando US$ 6. Portanto, se você colocar US$ 20 dólares não receberá troco, a menos que você carregue o seu MetroCard com este valor e use o saldo para pagar o metrô pelo modo “pay-per-ride”, que vai descontando US$ 2,50 a cada viagem.

Como ir do aeroporto JFK a Manhattan Airtrain

À espera do Airtrain: monotrilho que liga gratuitamente os oito terminais do JFK

4. A partir daqui você tem duas opções: pegar o metrô (linha E) ou o trem que leva à Penn Station, estação que fica na altura da 7ª Avenida e 33 St. A escolha entre uma ou outra vai depender de onde você estiver hospedado.

5. Se sua opção for o metrô, além de comprar o MetroCard de US$ 5 para sair do Airtrain compre, também, o tíquete avulso do metrô (US$ 2,75) ou o passe semanal que dá direito a viagens ilimitadas por sete dias (US$ 30) — o que for mais conveniente para você.  (Em qualquer um dos casos vai ser cobrado US$ 1 pelo cartão). Assim que sair do Airtrain continue até o final da plataforma e vire à esquerda, seguindo as placas “Subway” (metrô). No meio do caminho você vai passar pelas catracas do trem que leva à Penn Station, continue reto até chegar ao final do corredor onde estão os elevadores. Pegue o elevador e vá até o andar do metrô. Ao sair do elevador, você logo verá a entrada do metrô. Passe pela catraca com aquele tíquete avulso (US$ 2,75) ou com o passe semanal que você comprou. Desça as escadas rolantes e pegue a linha E, onde você poderá fazer as devidas baldeações. Para ir de Manhattan ao aeroporto faça o caminho inverso. Ao chegar à Jamaica Station você deve ter US$ 5 no MetroCard para entrar no Airtrain. O tempo de viagem, tanto na ida quanto na volta, pode ficar entre 1h15 e 1h30 — chegando ou saindo da estação da Lexington Av (53 St). Como eu ainda não fiz um post explicando sobre o metrô de Nova York, entenda-se com este mapa aqui.

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6. Se você optar pelo trem LIRR (Long Island Rail Road) que leva à Penn Station, ao sair das catracas do Airtrain caminhe até o fim da plataforma e vire à esquerda. Ande um pouquinho mais e já verá, ao seu lado esquerdo, as máquinas onde você deve comprar seu tíquete. Se você estiver viajando na hora de pico (6h às 10h) selecione a tarifa “peak” (US$ 9,50). Fora destes horários, escolha a opção “off peak” (US$ 7). Passe a catraca e busque nos painéis qual a plataforma do trem que vai até à Penn Station. Ao entrar no trem, tenha o seu tíquete fácil na mão porque um fiscal passará conferindo o bilhete. Pegadinha: o bilhete diário/semanal do metrô NÃO vale aqui. E se você estiver já dentro do trem sem o tíquete correto terá que pagar para o fiscal, na hora, uma tarifa maior (US$ 13 a US$ 16, dependendo do horário). Ao chegar à Penn Station você poderá pegar um táxi até seu hotel ou fazer baldeação com o metrô. Se for fazer baldeação veja se não compensa ir direto de metrô ao seu destino final, usando as informações do item n. 05. Na volta faça o caminho inverso, lembrando que o horário de pico nesta direção é das 16h às 20h. Do aeroporto até à Penn Station são 25 minutos de viagem. Mais informações aqui.

Dica | Eu já usei as duas opções. A vantagem do trem é que ele é o meio mais rápido para chegar a Manhattan. O metrô, embora mais demorado, é mais barato.

ÔNIBUS

Fica fácil pegar o metrô quando você chega a Nova York com uma malinha só. Mas na volta, com a bagagem provavelmente triplicada por causa das compritchas, o ônibus pode ser uma ótima opção para quem não quer gastar os tubos com o táxi.

A NYC Airporter é a empresa de ônibus que leva e traz dos aeroportos JFK e La Guardia. Para ir de Manhattan ao aeroporto JFK há três pontos de parada: rodoviária Port Authority (42 St entre a 8ª e 9ª Av), Penn Station (33 St entre 6ª e 7ª Av) e Grand Central Station (42 St esquina com Park Av).

Transfer onibus NYC Airporter Manhattan JFK

Os quiosques de venda ficam na calçada mesmo, no lugar da parada. Aceitam dinheiro e cartão. Você pode comprar on-line ou na hora (mas, neste caso, corre-se o risco de não ter vaga no horário em  que você deseja). Os ônibus passam de 30 em 30 minutos. Saindo da Grand Central Station levam em torno de 1h (podendo chegar a 1h30, dependendo do trânsito) para fazer o trajeto.

Na minha última vez em Nova York eu voltei com a mesma malinha de bordo que fui, mas havia comprado uma cadeirinha de carro para a Mariana e a caixa era enooorme. Como eu estava sozinha (uma vez que meu marido voltou em outro vôo), optei pelo ônibus para não enfrentar o trem/metrô. Peguei na Grand Central Station e desci na porta do aeroporto uma hora depois. Mais tranqüilo, impossível. Mas se você pegar trânsito… comece a rezar! Os ônibus circulam das 5h às 23h e a passagem custa US$ 16. Ah, e quem vem do aeroporto e desce na Grand Central Station tem direito a uma van — de grátis! — para os hotéis que estão entre a 23 St e 63 St.

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SHUTTLE

O sistema de Shuttle é aquele que usa veículos do tipo “van” e pega você no aeroporto e deixa na porta do hotel e vice-versa. Essa opção vai compensar mais caso você esteja sozinho. A vantagem em relação ao ônibus é que você ficará já no seu destino final. Há duas empresas: Super Shuttle e Go Airport.

A Super Shuttle cobra US$ 20 p/p numa van com 10 pessoas. Se estiver viajando em grupo talvez compense fretar a van inteira por US$ 115 até 10 passageiros. Eventualmente eles publicam um cupom de desconto que não fica muito explícito na capa do site. Procure no Google por “how do I get a supershuttle discount” que deve aparecer o link e as instruções do desconto que chega a 15%. A Go Airport cobra US$ 21 para levar até a região da Lexington Avenue.

Pegadinha: na volta o shuttle pode buscar você no hotel com até quatro horas de antecedência do seu voo. Mas não se iluda achando que vai chegar cedo para fazer o check-in. Em alguns casos a empresa vai passar em outros hotéis e a viagem, se houver trânsito, pode demorar bastante. Aviso: nunca testei o shuttle. Apenas deixo como opção para que você decida se vale ou não a pena no seu caso e necessidade.

TÁXI

Ah, o táxi! Aquele sonho de consumo de qualquer mortal que chega esbugalhado ao destino depois de um voo continental. Pois bem, assim que você sair na área de desembarque siga as placas indicando… “Taxi”. Mesmo em dia de aglomerações e fila grande a coisa é organizada e flui bem.

Taxi aeroporto JFK a Manhattan

Do aeroporto JFK a qualquer ponto de Manhattan a tarifa é fixa: US$ 52 + pedágio + gorjeta. Espere gastar uns US$ 65/70 pela corrida. O carro pode acomodar até quatro pessoas (caso toda a bagagem caiba no porta-malas). De Manhattan para o JFK o valor é o mesmo.

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Fotos: Sílvia Oliveira

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terça-feira, 24 de junho de 2014

Hotel bom e barato em Nova York: dicas testadas e aprovadas

Matraqueando Instagram

Na minha última viagem a Nova York perdi mais tempo tentando encontrar uma hospedagem econômica e decente do que estudando o roteiro em si. É preciso paciência na pesquisa e certa dose de desprendimento. Se você não abre mão de localização, banheiro privativo, certa sofisticação e amenities no banheiro, provavelmente, não vai pagar menos de US$ 200 por uma diária em quarto duplo.

Você até acha por aí vários blogs que dão dicas e fazem listas de hotéis em Nova York (sem o blogueiro ter se hospedado em nenhum deles) com tarifas mega-atrativas. A verdade é que para conseguir um hotel bom (nível 3 ou 4 estrelas) e barato na cidade é preciso ter, basicamente, sorte. Tipo, oferta de última hora. Ou optar por aqueles que são mais simples e oferecem praticamente a mesma tarifa o ano inteiro (salvo alta temporada), sem pegadinha.

Como eu ia sozinha minha meta era gastar em hospedagem US$ 50/60 dólares por dia/pessoa. (Não é para rir!) Com esse budget só me restavam os hostels (leia-se quarto e banheiro compartilhados). Mas depois que minha passagem já estava emitida, meu digníssimo esposo resolveu viajar comigo e a luta, companheiros, foi tentar achar um quarto duplo de até US$ 100/120. Veja por onde passamos!

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INTERNATIONAL STUDENTS RESIDENCE

Hotel bom e barato em Nova York International Students Residence Fachada

Reserva | Pelo Booking.com. O sistema não cobra taxa de reserva e tem cancelamento grátis para a maioria dos quartos, incluindo este.

O quarto | Como meu marido veio dois dias depois de mim, assim que cheguei fiquei hospedada no quarto coletivo quádruplo. Enorme e limpíssimo, o dormitório tem cozinha equipada e banheiro privativo. Tudo simples, porém novíssimo. Veja mais fotos aqui.

Wi-fi | Ótimo, gratuito e está disponível em todas as áreas do hotel, incluindo o quarto.

Copia de Hotel bom e barato em Nova York International Students Cozinha e Banheiro

Localização | Fica no Harlem, ao norte de Manhattan, região conhecida por ser um polo cultural e comercial dos afro-americanos. O hotel está a um quilômetro do Central Park, a 15 minutos da Grand Central Station, a 20 minutos da Times Square de metrô e a 3 quilômetros do Museu Metropolitano de Nova York. O International Students Residence fica a duas quadras da estação 110 St (linha verde). É uma área residencial e tranquila com mercados, frutarias, farmácias e restaurantes.

Check-in | A partir das 15h.

Ckeck-out | Saída até às 11h. Aceita Visa, Máster e American Express.

+ Leitor do Matraqueando tem 15% de desconto no seguro de viagem da Mondial (e ainda dá para dividir em até 6 vezes!)

Hotel bom e barato em Nova York International Students Residence

Atendimento | Básico e sem sorrisos. A atendente era só ”hi and bye”.

Vantagem | É uma hospedagem nova, inaugurada em abril de 2014. Ótimo para quem está disposto a pagar pouco e quer cozinha (dentro do quarto) e banheiro privativo à disposição. Quem for ficar por um longo período tirou a sorte grande aqui. Nas áreas comuns tem sala de TV e salão de jogos.

Hotel bom e barato em Nova York International Students Residence Area Comum

Desvantagem | Se você nunca esteve na cidade, saiba que o Harlem fica longe das principais atrações turísticas. Por isso, muitas pessoas desencorajam a hospedagem aqui. De qualquer maneira, o metrô que liga Lower Manhattan ao bairro tem uma linha expressa que para em menos estações e te deixa mais rápido em diversos pontos da cidade. O quarto não tem armário individual (como nos hostels tradicionais), apenas um locker pequeno para guardar coisas de valor. Crianças não podem ser acomodadas no hotel, o que seria uma vantagem por conta da cozinha.

Preço | Quarto no dormitório a partir de US$ 49 e quarto duplo a partir de US$ 129. Todos os quartos têm cozinha equipada e banheiro privativo. É quase um flat! 😀

+ Excursões e passeios de um dia saindo de Nova York

BROADWAY HOTEL AND HOSTEL

Hotel bom e barato em Nova York Broadway Hotel

Reserva | Pelo Booking.com. O sistema não cobra taxa de reserva e tem cancelamento grátis para a maioria dos quartos, incluindo este.

O quarto | O Broadway Hotel and Hostel oferece quartos duplos (com duas camas ou um beliche) e quartos com cama de casal. Nós ficamos uma noite no quarto duplo (beliche) e outra no quarto de casal. Em ambos, o banheiro era compartilhado. (Existe quarto de casal com banheiro privado também. Mas quando fizemos a reserva já não havia mais disponibilidade). O quarto com beliche não tinha nada, só uma pia e uma arara para pendurar as roupas. Já o quarto duplo tinha TV, um armário, mesa de trabalho e base para iPod. Os banheiros estão recém-reformados, novos e com excelente ducha. Veja mais fotos aqui.

Hotel bom e barato em Nova York Broadway Hotel Quarto Casal

Wi-fi | Funciona bem, mas só nas áreas comuns do hotel.

Localização | Fica no Upper West Side, a três quadras do Central Park e a duas do lindo Riverside Park. A estação de metrô mais próxima do hotel é a 103 St (linha 01 – vermelha) que leva fácil a atrações como Lincoln Center, Columbus Circle (Time Warner Center), Times Square e South Ferry (de onde saem os barcos para a Estátua da Liberdade e Staten Island.

Check-in | A partir das 15h. (Se você chegar antes desse horário poderá deixar suas malas e até tomar um banho, se quiser). Atenção: hóspedes com menos de 21 anos só poderão se hospedar aqui acompanhados de um dos pais ou responsável legal.

Copia de Hotel bom e barato em Nova York Broadway Hotel Area Comum

Ckeck-out | Até às 11h. Aceita Visa, Máster e American Express. Caso precise deixar sua bagagem na saída para vir buscar depois serão cobrados US$ 2 por volume.

Atendimento | Muito simpático. Tirei várias dúvidas com a atendente Mag sobre locomoção na cidade.

Vantagem | Adorei a localização. Tem restaurantes, vários supermercados (incluindo um Whole Foods Market que funciona 24 horas). A linha 01 do metrô (vermelha) passa a duas quadras do hotel e leva aos principais pontos de interesse da cidade. O hotel oferece cozinha de uso comum com geladeira e micro-ondas. Tem sala de TV com biblioteca e lareira. Oferece café da manhã cobrado à parte. Você paga o que consumir. Preços ótimos. Crianças menores de 17 anos podem ser acomodadas gratuitamente pelo uso de camas existentes no quarto. Para mim, custo/benefício excelente.

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Hotel bom e barato em Nova York Broadway Hotel Cafe da Manha

Desvantagem | Levando em consideração o custo/benefício não vejo desvantagem, mas destaco alguns “pormenores”. O elevador é pequeno e bem lento. Tenha paciência ou peça para ficar em andares mais baixos e use a escada. De manhã, a limpeza começa cedo e a bateção de porta pode incomodar quem quer dormir até mais tarde. O colchão do quarto-dormitório (onde havia o beliche) era ruim e barulhento. Mas o do quarto de casal era ótimo.

Preço | Cama em dormitório (os dormitórios tem apenas um beliche, portanto se você viaja sozinho só compartilha o quarto com mais uma pessoa) a partir de US$ 45. Quarto duplo com banheiro compartilhado a partir de US$ 98 e quarto de casal com banheiro privativo a partir de US$ 118.

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POD 39

Hotel bom e barato em Nova York POD 39

Reserva | Pelo Booking.com. O sistema não cobra taxa de reserva e tem cancelamento grátis para a maioria dos quartos, incluindo este.

O quarto | Uma ervilha. Mas este é o conceito “pod”, palavra que em português quer dizer “vagem”. Apesar de pequeno, o quarto tem instalações novas, decoração moderninha, banheiro no quarto (com amenities e secador), escrivaninha para trabalho, ar condicionado e televisão a cabo. As roupas você pode acomodar nos gavetões embaixo da cama e nos cabides logo acima da mesa de trabalho. Ressalva importante: se você é claustrofóbico, vai fazer muitas compras ou está viajando com mais de duas malas, procure outra opção porque o tamanho do quarto vai incomodar.

Wi-fi | Excelente e gratuito. Pega em todas as áreas do hotel, incluindo os quartos.

Hotel bom e barato em Nova York POD 39 Quarto Duplo

Localização | O POD 39 fica na rua E 39th, numa área chamada Murray Hill (Midtown), a cinco minutos de caminhada da Grand Central Station (de onde sai metrô para todos os lados da cidade). Você chega a Times Square em 20 minutos a pé. Está a quatro quadras de um trecho bacana da 5ª Avenida.

Check-in | A partir das 15h. Se você for pagar com cartão de crédito eles passam seu cartão no check-in por garantia. Se você for pagar em dinheiro tem que deixar US$ 100 de caução. Este valor é devolvido no check-out.

Ckeck-out | Até às 12h. Aceita Visa, Máster e American Express.

Atendimento | Simpático e solícito. E apenas para constar: na primeira noite (fiquei três dias aqui) recebi uma ligação inoportuna da recepção a 1h da manhã no telefone do quarto. Repetindo, a 1 hora da madrugada! Não, não era engano. O atendente queria resolver um detalhe da caução que deixamos no check-in. Na mesma hora mandei um e-mail para o gerente reclamando sobre isso. No dia seguinte, quando desci, fui diretamente à recepção reclamar pessoalmente. Pois o gerente Timothy Lau (para quem havia escrito) estava lá, falou comigo  — ele, inclusive, já havia respondido ao meu e-mail — pediu mil desculpas, disse que foi um erro interno e meu deu 15% de desconto na diária. Imagine uma Matraca feliz! :mrgreen:

Copia de Hotel bom e barato em Nova York POD 39 Mesa e Banheiro

Vantagem | Hotel novo, bem localizado, área comum bacana com bar descoladinho e preço abaixo dos praticados em Nova York, embora não seja nenhuma barganha, aviso! Tem café da manhã simples cobrado à parte (US$ 3), que inclui uma bebida e um tipo de pão.

Desvantagem | Se você entendeu que está reservando um quarto-ovo, não há desvantagens. Embora o hotel tenha ótima nota no Booking.com, vejo alguns depoimentos de hóspedes reclamando do tamanho do quarto. Rélôôôu! Essa é a proposta POD: quarto novo, pequeno e bem localizado. Tendo problemas com isso, busque outra opção. 😉

Preço | Quarto duplo a partir de US$ 120.

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IMPORTANTE | O sistema de saúde dos Estados Unidos é um dos mais caros do mundo. Se você viajar sem um seguro internacional corre o risco de pagar uma pequena fortuna para ser atendido por uma simples dor de garganta. Por isso, é importantíssimo adquirir um seguro para viajar tranquilo. Leitor do Matraqueando tem 15% de desconto no seguro da Mondial Assistance, uma das maiores seguradoras do mundo.  Pegue seu cupom aqui e garanta já o seu! Vale para viajante solo, mochileiro, luxo e família. E ainda dá para dividir em até 6 vezes! :)

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Pagamos todas as nossas despesas de viagem. Não aceitamos convites nem cortesias. Sempre nos hospedamos anonimamente nos hotéis indicados. A proposta é mostrar para você uma resenha íntegra e isenta do lugar . Aqui, você pode confiar!

Disclaimer | Este post contém links para o Booking.com (parceiro comercial do blog) inseridos espontaneamente pela autora. O Matraqueando não faz post patrocinado. 
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Matraqueando - Blog de viagem | Por Sílvia Oliveira

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