Silvia Oliveira

Na categoria México

sexta-feira, 09 de outubro de 2009

México: táxi só para mulheres


A cidade mexicana de Puebla oferece táxi dirigido por e para mulheres. (Foto: Raimundo Pacco/Reuters)

Tudo pela segurança das nativas e turistas viajando sozinhas. Vi no UOL a matéria sobre a cidade de Puebla – a 130 quilômteros da Cidade do México – que inaugurou esta semana a frota Pink Taxi. São 35 carros dirigidos por mulheres e voltados ao público feminino. O objetivo é evitar os assédios sexuais contra passageiras. Na capital do país, por exemplo, até agosto deste ano 25 taxistas foram presos acusados de abusos. Prefeitura e iniciativa privada se reuniram para levar a cabo o projeto. “Em outros lugares do mundo vem funcionando com grande sucesso e agora Puebla será pioneira no transporte exclusivo para mulheres na América Latina”, explicou o Secretario de Comunicações e Transporte do Governo de Puebla, Valentín Meneses Rojas. Adorei o momento Penélope Charmosa. Eu me sentiria muito mais protegida utilizando este serviço. E antes de acusar o plano de sexista, leia a reportagem completa aqui.

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terça-feira, 25 de setembro de 2007

Mi Acapulco querida

Longe do glamour dos anos 50, Acapulco já não atrai tantos astros de Hollywood como antigamente. Não tem a fama de Cancún, tampouco as relíquias de Chichén Itzá. Mas foi aqui que começou a minha viagem pelo México, no mesmo lugar onde John e Jacqueline Kennedy desfrutaram sua lua-de-mel. Hoje, o chic em esticar uns dias na eterna Pérola do Pacífico (adoro esses slogans cafonas) é justamente a nostalgia dos tempos áureos.
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O penhasco La Quebrada, imortalizado nos filmes de Elvis Presley, continua sendo o ponto turístico mais visitado da cidade. Com 38 metros de altura, é do alto deste morro – às margens do oceano – que os famosos (e loucos!) mergulhadores de Acapulco saltam para desaparecer numa garganta de águas revoltas. Depois de alguns segundos embaixo d’água ressurgem para receber os aplausos assustados da fiel platéia amontoada no mirante. Nenhuma foto que tirei em La Quebrada prestou. O espetáculo acontece à noite e foi no tempo em que máquina digital era coisa dos Jetsons.
O Forte de San Diego, na parte mais alta da cidade, registra que o sucesso da cidade não remonta somente há 50 anos. Desde a época da colonização espanhola, Acapulco já seduzia piratas que chegavam pelo Pacífico. O Forte foi construído para evitar os saques, já que o porto era uma das rotas do comércio de especiarias entre Espanha e China. A cem metros do Forte está o recém-inaugurado Museu de Máscaras, que conta um pouco da história dos índios que viviam aqui antes da conquista.
No mais, Acapulco vai ser sempre muito sol e mar. Com muita sorte você até pode dar de cara com Silvester Stallone na famosa praia de Revolcadero ou ainda ouvir Julio Iglesias cantando em alguma casa noturna da avenida Costera Miguel Alemán. Ambos têm casas na cidade. Está certo que o primeiro não é Johnny Weissmuller (o inesquecível Tarzan) que agitava por aqui no auge do sucesso e Iglesias pode não ser um Sinatra. Mas não importa. Os tempos mudaram e os artistas também. E é essa capacidade de adaptação que faz de Acapulco única na glamourosa história dos balneários do Pacífico.
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Fotos: Matraca´s Image Bank
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segunda-feira, 24 de setembro de 2007

México: um estilo de ser… notado!

Mexicano gosta mesmo de aparecer. Duvida? Coloque um sombrero na cabeça e saia por aí para você ver o que acontece. Se nem com os tradicionais chapelões coloridos eles conseguirem chamar sua atenção, pode esperar. Um grupo de Mariachis vai aparecer – de repente – para esgoelar no seu ouvido algum clássico do país. Inconfundível: esse é o estereótipo que a gente tem cravado na cabeça quando se trata do país do astecas. Mas não. Nem todo mexicano canta La Curucucu Paloma, assim como nem todo brasileiro é um Macunaíma.
Ser cafona no México sempre esteve na moda. Sacumé, só mesmo o nosso preconceituoso padrão europeu de elegância para reparar no excesso de unhas e cílios postiços das mexicanas ou naqueles detalhezinhos em ouro nos dentes dos mexicanos. O que seria do amarelo se todos gostassem do azul? Na verdade, trago aqui uma revelação bombástica: os muy machos mexicanos adoram músicas de dor de cotovelo: “..piensa en mí, llora por mí… llámame a mí… no, no le hables a él” . Não estranhe se em algum restaurante chique da Zona Rosa, na Cidade do México, você escutar Leandro & Leonardo, em espanhol! Quando estive lá (e o Leandro ainda era vivo) foi um sucessão!
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Aliás, que país é esse, de povo tão simpático, tão generoso, tão sorridente e tão coloquial, onde até os carros têm seus caprichos. Bocho (o nosso fusca) que se preze tem néon na lataria, cortininha de veludo no quebra-sol e um tercinho da Virgem de Guadalupe pendurado no retrovisor. Se não for assim, está out, completamente fora do fashion mundo de Pancho Villa.
No fundo você vai ficar doidinho para ser – pelo menos enquanto durar sua visita – tão in como esse povo. Gente brega é quem acha que eles não têm bom gosto.

 

 
Fotos: Matraca´s Image Bank
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Matraqueando - Blog de viagem | Por Sílvia Oliveira

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