Silvia Oliveira

Na categoria Buenos Aires

sábado, 21 de janeiro de 2012

Buenos Aires bairro a bairro: Villa Crespo, a região dos outlets

Não se iluda. Para os mão-de-vaca-muquiranas como eu, Buenos Aires já não é mais a pechincha de bons anos atrás. Há inflação no país e – mesmo com o peso ainda muito desvalorizado – os produtos e serviços subiram de forma surpreendente por lá. Sim, tem muita coisa acessível que, seguramente, apresenta valores mais interessantes do que no Brasil. E isso vai de bons restaurantes a roupas bacanas. Mas nada que valha uma viagem única e exclusiva à capital argentina somente para encher as sacolas. Para isso, prefira Miami!

Por outro lado, se você quer aproveitar sua estada aqui para vasculhar os outlets da cidade, seu destino é Villa Crespo – bairro vizinho a Palermo. A região está pinhocada de lojinhas de grifes nacionais e internacionais. Minha mãe e eu percorremos diversas ruas, encontramos muitos lugares legais, provamos algumas peças e calçados, mas não levamos… nada! Juro, nem um único par de meia!

Mas isso se deve mais à nossa falta de paciência no entra-e-sai das lojas do que falta de opção. Se você tiver mais disposição do que a gente, talvez faça boas compras. A maioria das lojas fica na Avenida Córdoba e na Calles Aguirre e Gurruchaga. Muitas delas, principalmente as de marcas grã-finas, têm lojas nos principais shoppings da cidade – onde oferecem a coleção nova. Já nos outlets, geralmente, estão peças de coleções passadas ou que apresentam mínimos defeitos ou que não passaram pelo teste de qualidade da empresa. Os descontos reais chegam a 60%.

O QUE FAZER

Não é um bairro com pontos turísticos dos mais conhecidos. O barato aqui é justamente fuçar nas lojinhas. São muitas e muitas opções e todos os outlets estão bem próximos um do outro. Para quem quiser se hospedar na região e aproveitar melhor o bairro, uma boa opção é o hotel Querido, da brasileira Mariana Pereira que mantém o blog My Villa Crespo, um site supimpa cheio de dicas atualizadas.

ONDE COMER

Café Crispin | Lugar simples e despretensioso, como todo o bairro. Oferece bolos fresquinhos, sanduichinhos, diversas sobremesas e café de primeira.

Sarkis | Mesmo que você não se interesse por outlets, em Villa Crespo você encontra um dos melhores restaurantes de Buenos Aires. O armênio Sarkis tem uma decoração sem muito charme, mas isso é absolutamente insignificante se comparado com as generosas porções de comida árabe, como o quibe assado e kafta de cordeiro. E ainda por cima é barato!

ONDE COMPRAR

Saiba: as lojas não costumam abrir no mesmo horário. Chegue depois das 10h30 que não tem erro. Muitas ficam abertas até às 20h, mas a maioria fecha às 19h. No domingo, as principais lojas da Av. Córdoba não abrem. Para comprar, Villa Crespo é muito melhor durante a semana. Abaixo, listo alguns dos outlets mais famosos. Mas a região está coalhada de outras opções!

Outlets em Buenos Aires | Calle Aguirre

Daniel Hechter (nº 700), Rapsodia (nº 729), Cheeky (nº 827), Timberland (nº 840), Vitamina e Uma (nº 864), Cacharel (nº 865), Christian Dior (nº 949) e Brooksfield (nº 966).

Outlets em Buenos Aires | Calle Gurruchaga

Etiqueta negra (nº 770), Akiabara (nº 772), Wrangler (nº 783), Christian Lacroix e Yves Saint Laurent (nº 787), Puma (nº 806), Prune (nº 861), Cardon (nº 888) e Clona Shoes (nº 890).

Outlets em Buenos Aires | Av. Córdoba
Adidas (nº 4602), Levi´s (nº 4654), Nike (nº 4660), Chocolate (nº 4856) e Kevingston (nº 4870).

COMO CHEGAR

Metrô: Estação Malabia (Linha C). Ao sair da estação ande três quadras até a calle Aguirre e comece sua festa!

Buenos Aires bairro a bairro

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Abasto

Fotos: Sílvia Oliveira

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Buenos Aires bairro a bairro: Abasto

O Abasto é uma espécie de bairro temático. Talvez não tenha tantas atrações como Palermo e Recoleta, mas é referência para quem gosta de tango e sua história. Carlos Gardel era figurinha fácil no Mercado Abasto, hoje transformado no maior shopping da cidade. Dentro do centro comercial estão o Museo de los Niños e algumas das principais lojas da capital portenha. Já a casa onde viveu o maior cantor de tango da Argentina virou um charmoso museu.

É um bairro modesto, sem grandes corredores comerciais. Com incentivo da prefeitura muitas viviendas, na altura da Calle Zelaya, passaram a pintar suas fachadas com letras de música, caricaturas ou usaram o fileteado, técnica artística portenha. Ainda acho San Telmo o bairro genuinamente tangueiro de Buenos Aires. Mas o Abasto fica como opção para um passeio agradável e cheio de bossa. Digo, de tango.

O QUE FAZER

Museo de los Niños | Uma proposta criativa para introduzir as crianças de forma lúdica no mundo profissional dos adultos. É uma cidade em escala reduzida. Aqui, os niños podem ser professores, médicos e até sacar dinheiro de um banco de mentirinha.

Pasaje Zelaya | Entre as calles (ruas) Anchorena e Jean Jaurés está um dos pedaços mais sedutores do Abasto. Quase todas as casas receberam alguma intervenção artística que lembra o tango. São fileteados, trechos de tango e desenhos estilizados de Gardel – o grande homenageado e embaixador do bairro.

Paseo del Tango | Um pequeno calçadão na rua Carlos Gardel cheio de árvores e faróis antigos. Tem alguns bares temáticos com referências ao tango, incluindo a luxuosa casa Esquina de Gardel. Nos finais de semana há feirinha temática e shows de rua.

Museo Carlos Gardel | A casa onde Carlos Gardel viveu foi transformada num pequeno e instrutivo museu. Abriga fotos, documentos e objetos pessoais do cantor, incluindo a cama de bronze onde dormia. A arquitetura da casa – chamada de chorizo (salsicha) – é típica portenha: comprida e com frente estreita.

ONDE COMER

Siceramente, não sei indicar um local bacana. Nas duas vezes em que estive aqui acabei caindo na Praça de Alimentação do Shopping Abasto. Tem vários restaurantes lá, incluindo comida chinesa e paella a partir de 30 pesos (R$ 12) o prato. Ao lado do shopping tem uma enorme filial do supermercado Coto.

ONDE COMPRAR

Shopping Abasto | O antigo mercado municipal de Buenos Aires se transformou num shopping gigante. São quase 240 marcas – nacionais e importadas.

COMO CHEGAR

Ônibus: 12, 29, 34, 41, 64, 111, 118, 152, 194. Metrô: Estação Carlos Gardel (Linha B). Táxi do centro até aqui: 30 pesos ou R$ 12,00.

Buenos Aires bairro a bairro 

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Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira

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quinta-feira, 08 de dezembro de 2011

Buenos Aires bairro a bairro: Palermo

Há pouco mais de 100 anos, Palermo era uma espécie de zona rural de Buenos Aires. Tudo era chamado de Palermo Viejo. Ainda há um pedaço da região que se intitula assim. Mas com uma tacada marketeira-turística de mestre acabaram dividindo o bairro em dois: o que vem antes e o que fica depois da linha de trem. Agora o must da cidade está em algum destes Palermos, denominados Soho e Hollywood.

Há ainda o Palermo Chico, por onde não me embrenhei muito – e a área que forma o Parque Tres de Febrero, chamado também de Bosques de Palermo. É uma enorme área verde com pracinhas e atrações pra toda a família. Por ali você encontra o Jardim Zoológico, o Jardim Japonês, o Hipódromo, o fofo Jardim Botânico e um imenso Rosedal.

Na minha primeira vez em Buenos Aires, há quase seis anos, fiquei em Palermo Hollywood, que recebeu este nome porque abriga alguns canais de televisão e muitas produtoras de comerciais e filmes. Nossa opção foi o Solar Soler, um dos Bed & Breakfast mais charmosos da região, instalado num casarão do século 19 totalmente reformado. A hospedagem em si foi ótima. O detalhe é que Palermo Hollywood, na minha concepção, fica no fim do mundo. E eu só me dei conta disso quando cheguei lá. Estava longe de tudo o que eu queria ver na minha estreia na cidade e a palavra “táxi” – mesmo já sendo barato naquela época – estava banida do meu caderninho mão-de-vaca-muquirana. Sem contar que, apesar de ter bons lugares para comer, achei o local meio morto tanto de dia quanto à noite.

Já no SoHo portenho é onde Palermo “acontece”. Nesta porção do bairro estão as lojas moderninhas, os estilistas de vanguarda, os designers da hora, pubs temáticos, cafés literários, os descolados dos descolados e alguns dos melhores restaurantes da cidade. O afamado escritor argentino Jorge Luís Borges viveu alguns anos por aqui, na Calle Serrano, 2135. Eu gosto do clima festivo e modernex de Palermo Soho, mas circulando por ali me sinto,às vezes, num filme da década de 70 – tudo muito hippie, coloridinho e despojado demais para meu gosto. Rá!

O bairro todo é gigante. Aliás, Palermo é o maior da cidade. Merece mais do que um dia inteiro de visita. No ano que vem pretendo me hospedar pela primeira vez no Soho para poder esmiuçar mais essa região. É que nas três vezes em que estive aqui ainda não consegui descobrir a “minha Palermo”.

O QUE FAZER

Plaza Julio Cortazar (chamada também de Plaza Serrano) | É ponto de referência para quem quer circular pela região. Aos sábados e domingos há uma ferinha de artesanato com shows musicais. No meio da praça tem um parquinho infantil daqueles que as crianças adoram com escorregador, gangorra e balanço.

MALBA | Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires. Com arquitetura moderna, o prédio do Malba é uma atração em si. O museu abriga a obra-prima Abaporu, da brasileira Tarsila do Amaral. Sim, a expressão máxima do modernismo brasileiro está na Argentina!

Museo Evita | Para quem admira a personalidade feminina mais influente que a Argentina já teve, o museu é um passeio bacana. Está num belo casarão de 1906 e traz objetos pessoais, fotos, documentos, sapatos e bolsas que Evita usou. Oferece visitas guiadas.

Parque Tres de Febrero | Também conhecido como Bosques de Palermos, o parque é uma deliciosa área verde cheia de lagos. Um lindo Rosedal com milhares de espécies de rosas é atração. Se fosse para usar um clichê eu diria que é o “pulmão” da cidade.

Zoológico | Ótimo para quem gosta de bichos. Bacana para quem tem crianças. Promove visitas noturnas (é necessário reservar) de quarta a sexta.

Jardín Japonés | Lindo e bem preservado. Abriga mais de 300 espécies de plantas nativas japonesas, um carpário e uma ponte típica das paisagens orientais.

Barbie Store | A única loja temática da boneca mais famosa do mundo está em Buenos Aires. Para mães com meninas na fase meu-mundo-é-rosa. Tem casa de chá, área de brinquedos, cabeleireiro e manicure para as crianças. A entrada é gratuita, mas os serviços são pagos à parte.

ONDE COMER

Crizia | Restaurante contemporâneo, requintado e com excelente custo-benefício. Pelo que cobra e pelo que oferece acabou sendo uma das nossas melhores experiências gastronômicas da cidade. (Palermo SoHo)

Don Julio | Bodegón típico com atendimento familiar. Você pode escolher sua carne antes dela ir para a parilla. (Palermo SoHo)

Chori & Wine | Ambiente informal e aconchegante. O dono – e parrillero – já morou vários anos em Porto Seguro (Bahia) e fala muito bem o português. Se você não quer gastar muito e busca algo típico, talvez seja uma opção. (Palermo SoHo)

ONDE COMPRAR

Papelera Palermo | Uma papelaria super agradável, cheia de novidades e caderninhos de enlouquecer os apaixonados pelo paper-design.

Isadora | Loja de acessórios com mais de 20 endereços na cidade. São dezenas de opções em bolsas, colares, flores para o cabelo (adorei!), brincos e echarpes. Uma das poucas lojas realmente baratas de Buenos Aires. Esta filial é bem charmosinha e fica na Calle Armenia, 1789, Palermo SoHo.

Milagros | Uma recanto super delicado que vende de móveis a taças, passando por almofadas e caixas decoradas. Tudo com nuances florais e muito estilo. Fabricação própria da estilista e designer Milagros Resta. Preços amigáveis.

Tienda Malba | As lojas de museus geralmente deixam a gente babando, né? Mas a lojinha do Museo Malba é um luxo à parte. Além de ter um acervo de quase 10 mil livros de arte, ainda oferece lindos cartões-postais, cadernos e coisinhas fofas que a gente adora levar pra casa como pimenteiros e vasinhos design.

COMO CHEGAR

Linhas de ônibus: 12, 15, 29, 36, 37, 39, 41, 55, 57, 59, 60, 64, 67, 68, 93, 95, 102, 108, 111, 118, 124, 128, 130, 152, 160, 161, 166, 188.
Metrô: Estação Plaza Itália, Estação Palermo e Estação Scalabrini Ortiz (linha D). Táxi do centro até Palermo SoHo: 25 pesos ou R$ 10,00 (valores aproximados)

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Buenos Aires bairro a bairro: Recoleta

Quando estive em Buenos Aires pela primeira vez eu achava que Centro e Recoleta estavam mais ou menos tudo junto. Mesmo com as discrepantes diferenças visuais entre os dois bairros, a minha desordem cerebral se deu ao fato de que a região mais aristocrática da cidade está numa área central, a pouco mais de 30 minutos de caminhada da Casa Rosada.

A Recoleta traduz na íntregra os clichês que aproximam a capital portenha da Europa. Com construções no estilo belle époque, avenidas arborizadas e um conglomerado de lojas de grifes internacionais, acabou se transformando num dos bairros mais agradáveis para caminhar sem nenhuma obrigação turística. De qualquer maneira, aqui estão alguns dos principais atrativos de Buenos Aires como o cemitério que leva o nome do bairro e alguns dos melhores museus da cidade.

Na minha última incursão na cidade fiquei hospedada aqui, num apartamento de aluguel de temporada, a três quadras do Hotel Alvear (o Copacabana Palace deles), onde tomamos o célebre chá da tarde. Apesar de ser um bairro sofisticado, está longe de ser arrogante. A Recoleta oferece opções de restaurantes que vão dos estrelados aos bodegões que servem simplórias empanadas. Até a pracinha mais famosa do bairro se transforma em um encontro patropi-sei-lá-entende  com a feira de artesanato nos fins de semana.

O QUE FAZER

Cementerio de la Recoleta  | O mais famoso cemitério da cidade abriga os mausoléus da aristocracia argentina, incluindo o túmulo da ex-primeira dama Evita Perón.

Centro Cultural Recoleta | Oferece diversas exposições de artes – grátis. Está num prédio do século 18, ao lado cemitério.

Museo Participativo de Ciencias – Prohibido No Tocar |  Fica dentro do Centro Cultural Recoleta. A proposta é levar diversas áreas do saber a crianças e adultos de forma lúdica e interativa.

Museo Nacional de Bellas Artes | Agrega a maior coleção de arte do país. Passa por esculturas de Rodin, obras de Picasso e Rembrandt, além de dedicar um andar inteiro aos artistas argentinos.

Av. Alvear | Poderia ser comparada à Via Montenapoleone, de Milão, ou à Champs-Élysées, em Paris. São sete quarteirões que reúnem grifes de luxo, diversas embaixadas e residências neoclássicas. No comecinho da Alvear (na Calle Arroyo, 1130), você encontra o Palácio Pereda, a residência do embaixador brasileiro – lindíssima – totalmente inspirada no castelo de Fontainebleau.

El Ateneo Grand Splendid | A livraria que já foi teatro e cinema oferece um dos ambientes mais agradáveis da cidade para tomar um café (montado no antigo palco) folheando os clássicos argentinos.

ONDE COMER

El Sanjuanino | O pequeno restaurante passa longe da sofisticação do bairro. Com decoração simples e poucas mesas, oferece cozinha regional argentina – com destaque para as empanadas.

La Querência | Outro local focado na cozinha regional, com ambiente bem agradável e atendimento bacana. A panqueca com dulce de leche é quase uma janta!

La Biela | Entre os vários cafés do bairro, o La Biela é um dos mais tradicionais. Fundado no século 20 por apaixonados por carros, o local tem exposição de fotos de antigos corredores.

Chá da Tarde do Hotel Alvear | O luxo acessível. Atendimento impecável, num salão belíssimo. Uma deliciosa experiência gastronômica que cabe no seu bolso.

ONDE COMPRAR

Morph  | A loja de decoração e design mais descolada de Buenos Aires tem várias filiais espalhadas pela cidade. Mas no shopping Buenos Aires Design  – que fica ao lado do Centro Cultural Recoleta – você encontra a maior delas. É uma mistura de Tok & Stok e Imaginarium – só que 30% mais em conta!

Vasalissa Chocolatier  | Um primor de loja especializada em chocolates finos e artesanais. São mais de 30 sabores de trufas. A embalagem para presente deixa o produto mais bonito e saboroso.

Tealosophy | A loja da argentina Inés Berton é uma perdição para os apaixonados por chá. Inés tem o que os especialistas consideram “olfato absoluto”, uma incrível capacidade de memorizar e reproduzir aromas. É a única mulher entre os 11 teanoses – especialistas em chá – do mundo.  A loja, que fica ao lado do Hotel Alvear, é pequena e está bem escondidinha. Lá você poderá provar e levar qualquer um dos mais de 300 aromas criados por Bertón. A latinha de 160 g sai a partir de R$ 35. (Há uma filial em Palermo).

Patio Bullrich | Para os fashionistas e/ou endinheirados. O moderno shopping está num casarão reformado do século 19 e abriga diversas grifes como Diesel, Calvin Klein, Carolina Herrera, Cheeky, Etiqueta Negra, Hugo Boss, Lancôme, Lacoste, Salvatore Ferragamo, Zara, entre outras. Tem praça de alimentação. Com McDonald’s.  :-)

MOMENTO EXTRAVAGÂNCIA

Na Recoleta você pode fazer uni-duni-tê, tantas são as opções. Mas, para uma noite memorável, me hospedaria no tradicionalíssimo Hotel Alvear. Com diárias a partir de US$ 400 você terá um mordomo para desfazer sua mala e encontrará no banheiro notáveis amenities da podre de chique marca Hermès.

 

COMO CHEGAR

Ônibus: 5, 10, 17, 37, 38, 39, 41, 59, 60, 61, 62, 67, 75, 92, 93, 95, 101, 102, 106, 108, 110, 124, 130, 152. A Recoleta está longe metrô. A Linha Verde (D) é a que mais se aproxima, com as Estações Callao e Tribunales. Mas se você estiver no miolinho do bairro (saindo do cemitério, por exemplo) é necessário caminhar um bocado, umas 10 quadras, para chegar ao metrô. Táxi do centro até aqui: 20 pesos (R$ 8).

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Fotos: Raul Mattar

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quarta-feira, 02 de novembro de 2011

Livraria El Ateneo: se existir outra mais bonita na Argentina, avisem-me!

Já foi teatro. Virou cinema. Desvirou e encontrou sua verdadeira vocação como livraria. Mais do que isso, o El Ataneo Grand Esplendid é, também, ponto turístico. Um dos mais visitados em Buenos Aires.

O antigo palco do teatro, construído em 1919 pelo austríaco Max Glücksmann, se transformou em café. As poltronas cederam lugar a enormes prateleiras de livros e os camarotes, a cômodas salas de leitura. Não sei avaliar se essa seria a melhor livraria de Buenos Aires, mas seguramente é a mais aconchegante.

O local foi adaptado, mas manteve a estrutura do teatro fiel à original. E é justamente a preservação dessa arquitetura que confere à livraria El Ateneo o título de mais bonita da Argentina (segundo o Matraca’s Ibope) e uma das mais belas do mundo.

Na opinião do jornal inglês The Guardian ela é a segunda mais magnífica do planeta (perdendo apenas para a também lindíssima Boekhandel Selexyz Dominicanen, em Maastricht, na Holanda).

São cinco andares. Além do térreo, três galerias – com exposição de arte e apresentação de músicas clássicas – e o subsolo com a seção infantil. O afresco da cúpula foi pintado pelo artista italiano Nazareno Orlandi. Você poderá encontrar livros de grandes autores hispânicos, CDs e DVDs.

Se você gosta de passar uma tarde na livraria da sua cidade, prepare-se, porque aqui dá para ficar o dia todo entre uma taça de chá gelado e duas medialunas.

SERVIÇO

El Ateneo Grand Esplendid
Local: Av. Santa Fe, 1860 | A matriz (fundada em 1912) fica na Calle Florida, 340. | Buenos Aires
Funcionamento: segunda a quinta, 9h às 22h; sábado, 9h às 0h e domingo, 12h às 22h.

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Fotos: Raul Mattar

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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