Silvia Oliveira

Na categoria Buenos Aires

segunda-feira, 11 de abril de 2011

40 sensacionais atrações grátis em Buenos Aires

1. City Tour Gratuito em Buenos Aires. O Free Walking Tour percorre pontos de interesse cultural e histórico. De 2ª a sábado, com saídas às 11h da Plaza del Congreso (Av. Rivadavia y Rodriguez Peña). Os guias são argentinos, mas o tour é feito em inglês.

2. Retire material informativo gratuito sobre a cidade – como mapas e guias – nos Centros de Informação Turística (CIT). Há postos no Centro (Calle Florida, 100), Puerto Madero (Dique 4), Recoleta (Calle Quintana, 96), San Telmo (Calle Defensa, 1250) e nos aeroportos.

3. Conheça o Congreso de la Nación, sede do poder legislativo do país. O edifício é colossal e ricamente decorado. Aqui foram velados Perón e Evita. Visita guiada grátis às 2ª, 3ª e 6ª – 11h e 17h (em espanhol) e 2ª, 3ª e 6ª – 11h e 16h (em inglês). Recesso de 31/12 a 15/02.

4. Passear pelo Bairro Abasto, onde cresceu Carlos Gardel que - embora não se saiba exatamente onde tenha nascido - se tornou o mais famoso cantor de tango argentino. Na região há um lindo conglomerado de casas e estabelecimentos comerciais (na altura da Calle Zelaya) pintados com os fileteados porteños – estilo artístico de pintura característico de Buenos Aires. São desenhos coloridos que recorrem a espirais, sombras e perspectivas.

5. Visite a Casa de la Cultura, sede do Ministério da Cultura da cidade. Apresentações, mostras artísticas e concertos são oferecidos à comunidade. A fachada do prédio é o único exemplo na Argentina do estilo neobarroco do arquiteto francês Charles Garnier, o mesmo que projetou a Ópera de Paris e o Cassino de Montecarlo. Visitas guiadas grátis aos sábados (16h e 17h) e domingos (11h às 16h, de hora em hora). O tour começa em frente ao portão de bronze do Palácio del Gobierno. Horários podem mudar. Informe-se antes de ir. Tel. +54 11 4323.9669.

6. Com jardins cheios de palmeiras imperiais, a Casa Rosada é o cartão postal de Buenos Aires. A sede do Poder Executivo oferece visitas guiadas grátis aos sábados e domingos, às 10h e 18h. O tour free passa por salas reservadas à presidência da república e faz uma paradinha na célebre sacada em frente à Plaza de Mayo.

7. Aliás, a própria Plaza de Mayo, é ponto de interesse do turista engajado. Qualquer panelaço na cidade começa aqui. Além de ser ponto de manifestações políticas e culturais, a praça está abraçada pelos principais edifícios institucionais da cidade – como a Casa Rosada, o Cabildo e a Catedral.

8. A Catedral Metropolitana lembra um colossal templo grego. Dentro está o mausoléu do líder da independência argentina (e também peruana e chilena), general San Martín. Depois da missa das 12h30 (de 2ª a 6ª) há uma bonita benção às futuras mamães (mulheres grávidas, ou que querem engravidar ou em trâmite de adoção). É um dos pontos mais visitados em toda a Argentina. De 2ª a 6 ª, 9h às 21h, sábado e domingo, 12h às 19h. Visitas guiadas ao mausoléu e cripta de segunda a sábado, às 11h45. Fica em frente à Plaza de Mayo.

9. A curiosa Manzana de Las Luces (Quarteirão das Luzes) recebeu este nome por causa da filosofia iluminista das escolas que ocuparam o conjunto de construções históricas. A quadra compreende as ruas Alsina, Moreno, Bolívar e Peru. A presença misteriosa e enigmática de túneis subterrâneos que conectam igrejas e edifícios públicos é a atração do lugar. Visitas guiadas de 2ª a 6ª – 15h e aos sábados e domingos, 15h, 16h30 e 18h. Custa 7 pesos. Grátis às segundas-feiras.

10. O charmoso Centro Cultural Recoleta tem mostras de arte, teatro e oferece cursos. Funciona de 2ª a 6ª, 14h às 21h e sábado, domingo e feriados, 10h às 21h. No mesmo prédio – do século 18 – funciona o interessante Museo Participativo de Ciências  (pago à parte).

11. Aos domingos pela manhã você já tem compromisso marcado. Feira da Plaza Dorrego ou, como é mais conhecida, Feira de San Telmo. É uma feira de antiguidades divertida e agitada. Quase 300 barracas disputam à tapa os quase 15 mil turistas que passam por ali. Há shows de tango gratuitos.

12. Já que você está por aqui, pertinho da feira de San Telmo fica a Iglesia Nuestra Señora de Belén y San Telmo. Abrigou feridos durante as guerras de independência. Não é visita obrigatória, mas não deixa de ser interessante. Abre diariamente, das 8h às 12h e das 16h às 20h.

13. Dê uma passadinha no Café Tortoni, considerado o mais antigo da cidade. Inaugurado em 1858 já foi encontro de políticos e artistas – entre eles Carlos Gardel, Jorge Luís Borges, Julio Cortázar e Federico García Lorca. Todo o mobiliário é original, com vitrais, lustres e espelhos. Caso queira se sentar, peça churros e um cafezinho. A conta não sai mais do que R$ 5. De qualquer maneira, entrar só para conhecer não paga nada. Abre todos os dias de 8h30 às 2h. Av. de Mayo, 825, no Centro.

14. Vá ao Mercado de las Pulgas. Um armazém abriga toda a sorte de quinquilharias (ops, perdão, antiguidades) como quadros, louças importadas, discos de vinil e telefones antigos. O local é uma tremenda desordem. Mas o passeio é interessante. Fica em Palermo Hollywood. De 3ª a domingo, 10h às 19h.

15. No Cemitério da Recoleta estão os mausoléus das aristocracia portenha e de personagens famosos da história do país. Cerca de 70 túmulos são declarados Patrimônio Histórico Nacional – entre eles o de Evita. Visitas guiadas grátis em português às 6ª, às 11h e de 3ª a domingo, 9h30, 11h, 14 e 16h em espanhol.

16. Quando quiser sair um pouco do roteiro turístico obrigatório, corra para o bairro Las Cañitas, perto de Palermo. Na Calle Báez – na altura do número 200 – há um pulsante corredor cheinho de bares e restaurantes com mesinhas nas calçadas.

17. Para conhecer um pouco da pintura argentina contemporânea visite o Museo de Artes Plásticas Eduardo Sívori. Tem jardins com esculturas, lojinha e cafeteria. Está perto do Rosedal do Parque Tres de Febrero (Bosques de Palermo). De 3ª a 6ª, 12h às 20h, sábado e domingo, 10h às 20h. Grátis 4ª e sábado. (Mas se quiser ir em outros dias, a entrada custa apenas 1 peso, algo como R$ 0,40!)

18. A maior área verde de Buenos Aires está nos Bosques de Palermo (cujo nome verdadeiro é Parque Tres de Febrero). Por ter dois enormes lagos artificiais é também conhecido como a “praia” portenha, embora seja proibido nadar por ali. Andar de barquinhos e pedalinhos (pagos à parte) são passeios bacanas, principalmente para quem está com crianças. Vira e mexe há apresentações gratuitas de tango. É o melhor lugar da cidade para você fazer seu pic-nic com delícias compradas nos supermercados de Buenos Aires – como queijos, vinhos e alfajores.

19. Tango. O ritmo foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial pela UNESCO. Há várias casas com diversos tipos de apresentações – que vão das mais intimistas às hollywoodianas. Mas caso não queira gastar para ver algum show circule pelo Caminito, ponto turístico de Buenos Aires. Por ali, sempre há grupos ou casais dando demonstrações do compasso que retrata a alma argentina.

20. Você vai garantir sua mais tradicional foto em Buenos Aires sem gastar um só tostão. No Caminito – no bairro La Boca – um conjunto colorido de casebres feitos em chapa de aço e zinco é o ponto fervilhante da cidade, turisticamente falando. Vai desde restaurantinhos ordinários, pasando por exposições ao ar livre e até inusitados shows de tango. Na Calle Magallanes há uma sacada com bonecos gigantes de Maradona, Evita e Carlos Gardel. Apesar do jargão do viajante descolado chamar isso de roubada, desculpe, para mim é parada obrigatória. Adoooro!

21. De 2ª a sábado, a Plaza Itália é palco de uma interessante feira de livros usados. Fica na Av. Sarmiento e Av. Santa Fe, em Palermo.

22. O shopping Galerías Pacífico é considerado Monumento Histórico Nacional. O edifício foi inspirado nas Galerias Lafayette de Paris. Trata-se um centro comercial como outro qualquer. Mas a construção e a decoração fazem a diferença. Recomendo uma passadinha por lá! Calle Florida, no Centro.

23. Puerto Madero. Para passear, sempre. Por mais que digam que a região se tornou centro de restaurantes pega-turistas, não se pode ignorar o bilionário projeto de revitalização da área. Antes, a “orla” portenha era decadente e abandonada. Nos últimos 20 anos foi tudo restaurado e as docas se transformaram em bares, cinemas e até escritórios. No Dique 3 você encontra a Puente de La Mujer, valente obra do arquiteto espanhol Santiago Calatrava – o mesmo que projetou a Cidade das Artes e das Ciências de Valência e o Complexo Olímpico de Atenas.

24. Garanta sua foto na frente do Obelisco, imponente símbolo de Buenos Aires, erguido em 1936. Tem 67 metros de altura e fica na respeitável Av. 9 de Julio, esquina com Av. Corrientes.

25. A Biblioteca Nacional de Buenos Aires completa 200 anos. Não chega a ser um ponto de interesse turístico, mas tem arquitetura externa diferenciada, uma espécie de caixa suspensa. De 2ª a 6ª, 9h às 21h e sábado e domingo, 12h às 19h. Na Recoleta.

26. No Museo Nacional de Arte Decorativo você encontra um banho de luxo e criatividade. Trata-se de um palácio do século 20 que pertencia aos Alvear, sobrenome aristocrático de Buenos Aires. São quase cinco mil peças, entre vasos chineses, vitrais, móveis antigos e um pé direito digno de Versailhes. O horário de funcionamento muda de acordo com a época do ano. Entrada a 5 pesos, mas às 3ª feiras a visita é grátis!

27. Já o Museo Nacional de Bellas Artes tem a mais importante coleção do país. Há um andar totalmente dedicado às obras de artistas argentinos. Abriga ainda esculturas de Rodin e quadros de Monet, Degas (e suas bailarinas), assim como Picasso, El Greco, Goya e Tintoretto. De 3ª a 6ª, 12h30 a 20h30, sábado e domingo, 9h30 às 20h30. Grátis todos os dias.

28. No Jardín Botánico Charles Thays você encontra mais de cinco mil espécies de plantas do mundo inteiro. Há uma seção só com a flora argentina, dividida por estados. De 2ª a 6ª, 8h às 18h45, sábados e domingos, 9h30 às 18h45. Oferece visitas guiadas nos fins de semanas (sab/dom) às 10h30 e 15h. Av. Santa Fe, 3951 – em Palermo.

29. A livraria mais linda do mundo – na minha opinião, ¿puedo? – já foi teatro e cinema. Hoje, o El Ateneo Grand Splendid é um dos grandes atrativos turísticos de Buenos Aires. O antigo palco virou um charmoso café, onde você pode folhear livros e ouvir música. Tem três galerias, sendo que o subsolo está reservado à literatura infantil. Um dos meus passeios preferidos em Buenos Aires. De 2ª a 5ª, 10h às 22h, 6ª e sábado, 10h às 23h e domingo, 14h às 22h.

30. A Papelera Palermo não entra nos guias tradicionais como atração turística. Uma injustiça. Estamos falando da papelaria-design que foi pioneira no bairro que hoje é referência no gênero em Buenos Aires. Caderninhos decorados, blocos criativos, pastas modernas, caixas inventivas. Mesmo sendo local de comprinhas, o local merece uma visita, nem que seja para apurar o gosto. Até porque para entrar… não paga nada! De 2ª a sábado, 10h às 20h, domingo, 14h às 20h. Calle Cabrera, 5227 – Palermo Soho.

31. Se alguém me dissesse para visitar alguma farmácia em Buenos Aires só porque ela é antiguinha eu ia achar meio que ideia de jerico. Mas não deixe de conhecer a Farmácia de La Estrella, a mais antiga da cidade. Não se trata de qualquer botica, mas aquela que preservou todo o mobiliário colonial, com prateleiras de madeira nogal antiga, quadros, pinturas do século 19, cristais de murano e piso veneziano. Uma fofa! De 2ª a 6ª, 8h às 20h e sábados, 8h às 13h.

32. Ao lado da Farmacia de la Estrella, está o Museo de La Ciudad – que como o próprio nome diz – retrata a Buenos Aires dos séculos 19 e comecinho do 20. Funciona de 2ª a 6ª, 11h às 19h, sábado e domingo, 10h às 20h. Grátis às 3ª e 4ª. Calle Defensa, 219, no centro.

33. A escultura Floralis Genérica merece uma visita. E uma foto. É uma estrutura curiosa, criativa e singular. Todos os dias, a partir das 8h da manhã a enorme flor de metal abre suas seis pétalas através de um sistema elétrico. Ao entardecer, ela se recolhe. Feita pelo arquiteto argentino Eduardo Catalano, está na Plaza Naciones Unidas, na Recoleta.

34. Na Av. del Libertador esquina com Av. Sarmiento, admire o Monumento de los Españoles – um marco em Palermo. Feito em mármore branco, a escultura tem 25 metros de altura e foi um presente da Espanha em homenagem ao 1º centenário da independência Argentina. Quatro figuras de bronze na base do monumento fazem referências às regiões do Rio da Prata, Andes, Pampa e Chaco.

35. Para entender um pouco mais da história do país corra para o Museo Histórico Nacional. Há fotos e mobiliário original do general José de San Martín, líder da independência argentina. De 4ª a domingo, 11h às 18h. Está anexo ao Parque Lezama, em San Telmo.

36. O Palais de Glace (ou Palácio Nacional de Artes) foi um dos principais salões de baile de Buenos Aires. Recebeu grandes orquestras de tango. Até Carlos Gardel cantou aqui. Hoje é um ativo centro de exposições e mostras artísticas. Funciona de 3ª a 6ª, 12h às 20h, sábado e domingo, 10h às 20h. Entrada livre. Visitas guiadas grátis aos sábados e domingos, 16h30 e 18h.

37. Caso sobre um tempinho, leve para casa uma foto da Torre de los Ingleses, o Big Ben de Buenos Aires. O monumento foi doado pelos moradores britânicos em homenagem ao centenário da independência em 1810. O nome correto é Torre Monumental, embora todo mundo chame de Torre de los Ingleses. Há uma mostra grátis permanente de fotografias. De 2ª a 6ª, 10h às 17h, sábado e domingo, 10h às 18h. Fica na Av. del Libertador, 48 – no bairro Retiro.

38. O Museo Metropolitano está num lindíssimo casarão de 1928. Oferece várias exposições, cursos e oficinas. Calle Castex, 3217 – em Palermo.

39. A Estación Perú (Linha A) merece uma visitinha. Foi a primeira estação de metrô de Buenos Aires, inaugurada em 1913. Os vagões têm banco de madeira, como antigamente. Fica no bairro de Monserrat. Já a Estación Carlos Gardel (Linha B), de 1930, traz diversos murais de cerâmica utilizando a técnica do fileteado com referências ao tango e ao próprio Gardel. No bairro Abasto.

40. No seu momento-patrão percorra os quarteirões de puro luxo da Av. Alvear. Além de várias grifes internacionais (Louis Vitton entre elas) a avenida abriga alguns dos mais belos palacetes da cidade. Destaque para a Embaixada da França (já na  Calle Cerrito, 1399 – continuación da Alvear) e o Palácio Casares (no nº 1345), sede do Jockey Club. Passeio de luxo… gratuito!

Fotos: Raul Mattar

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quarta-feira, 09 de dezembro de 2009

Extra: Argentina vai aceitar a CNH na aduana

buenos aires 01

A partir do dia 18 de dezembro, a CNH – Carteira Nacional de Habilitação – vai ser aceita para fazer a imigração na Argentina, no chamado Corredor Turístico. Atualmente só a identidade (com foto recente) e o passaporte são aceitos.

Lembrando que carteiras funcionais (de médico, contador, jornalista, etc..) não são aceitas na aduana. Para adequar a nova estrutura e melhor atender os turistas já foram inauguradas 13 cancelas de fiscalização na Argentina.

Informou, o Matraca’s News!

ATUALIZAÇÃO

O acordo é válido para quem vai ficar em Puerto Iguazu por até 72h (área geográfica conhecida como “Corredor Turístico Iguaçu”, constituído pelos territórios dos municípios de Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú.) A ideia é facilitar a entrada do turista que quer ver as cataratas do lado argentino. Na imigração eles perguntam se você vai ficar mais tempo ou vai para outras cidades da Argentina. Se a resposta for positiva – ou seja, se o turista pretende seguir viagem – mas não tiver a identidade, vai ser barrado. Isso significa que se você quiser ir a Buenos Aires, por exemplo, somente com RG recente OU  passaporte.

Foto: Raul Mattar

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terça-feira, 03 de março de 2009

Guia Gay de Buenos Aires

 
Atualizando meus dados sobre Buenos Aires encontrei um projeto interessante da Secretaria de Governo da cidade com todas as dicas para o setor. A quem interessar possa, entre aqui: Guia Gay de Buenos Aires.
 
Foto: fachada do café mais popular e democrático da capital portenha. (Raul Mattar)
 
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quarta-feira, 08 de agosto de 2007

Estudar espanhol em Buenos Aires

Buenos Aires é o destino da hora. Venho falando isso há tempos. A cidade – que está barata por si só – ficou ainda mais acessível aos brasileiros com a super queda do dólar. Quem quiser aproveitar o passeio para dar uma guaribada no castelhano vai ter uma surpresa: estudar espanhol lá pode ficar mais barato que aqui. Abaixo, algumas possibilidades:
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AYRES DE ESPAÑOL
 
Essa escola cobra apenas US$ 8,00 por HORA. Com a cotação do dólar a R$ 1,88 – duas horas de aulas por dia durante uma semana vão custar R$ 150,00!! Fica em Palermo Viejo, que agora também é chamado de Palermo SoHo, uma bairro descoladíssimo, cheio de designers, lojinhas de estilo e ateliês de arte. Está a uns 15 minutos do centro, bem do lado da estação de metrô.
 
 
BASP – Buenos Aires Spanish School
 
Uma semana de aula, com QUATRO horas diárias, sai por US$ 100. Se fizer 10 horas semanais o investimento será de US$ 70 (cada aula sairia por US$ 7,00 apenas!) No entanto, tem US$ 20 de matrícula. Algumas escolas cobram matrícula e outras não. Muito bem localizada, servida por várias estações de metrô.

 

IBL
É um curso tradicional, muito conhecido. Apesar de ter um preço médio ( + ou – US$ 120 por semana) tem um horário de aula horroroso: das 10h às 12h e das 13h às 15h. Ou seja, a gente perde metade da manhã e metade da tarde. Se o objetivo for SÓ estudar espanhol talvez valha a pena. É um dos mais baratos para QUATRO HORAS DIÁRIAS. Extremamente bem localizada: Galeria Güemes, na Calle Florida, (o calçadão deles), onde vi o melhor tango de Buenos Aires , o Piazzolla Tango.
 
LGB – Spanish Lessons
A semana aqui custa US$ 100. Mas as classes duram 50 minutos. Super bem localizada, perto do Obelisco, um monumento bem famoso por lá.

ONE ON ONE

É um curso “VIP”, personalizado, com enorme flexibilidade de horários. Tanto que oferece o chamado CURSO FLEXIBLE e cobra US$ 11 por UMA HORA E MEIA. Isso significa que se você fizer TRÊS horas de curso por dia (duas aulas diárias) a semana vai custar US$ 110, apenas 10 dólares a menos que no IBL. Escola bem simples. Mas por ser pequena atende as necessidades do aluno. Um curso quase particular.Também oferece cursos privados por US$ 11 a HORA. Excelente localização, bem no centro e com boa infra-estrtura. Cobra US$ 125 por semana. 
MOMENTO EXTRAVAGÂNCIA => DANIELA WASSER SCHOOL

Essa é bem famosa, MAS É CARA.: US$ 160 por semana e US$ 18 por HORA. Mas é a melhor em infra-estrutura e atendimento. Dá credibilidade. Fica no bairro de PALERMO, que está na moda.

E de lambuja, uma escola baratérrima na ESPANHA (para quem quiser ir mais longe):

CEE Idiomas

 Pela bagatela de 78 € ou 132 € por MÊS (o preço varia de acordo com o número de horas de clases por semana), você aprende o idioma de Cervantes no centrinho de Madri.

NOTA IMPORTANTE: não testei nem conheço quem tenha testado aulas nestes lugares. Acho que pode ser uma loteria. Às vezes a escola é muito boa e você, infelizmente, pega um professor que não agrada. Por isso, se houver interesse, não deixe de entrar em contato diretamente com todas elas para tirar dúvidas e fazer as perguntas necessárias.

¡Muy buena suerte!

Foto: Raul Mattar

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segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Buenos Aires: bairro a bairro


Os pacotes para a capital argentina são, normalmente, de três dias. Pouco. Fiquei cinco. Achei pouco também. Quer dizer, depende do seu estilo e do seu ritmo. Eu gosto de ver tudo nos mííííínimos detalhes. Desde as arandelas usadas nos postes até os tipos de janelas das casas, passando pelos mercados livres, feiras de artesanato e antiguidade, indo pelos pontos mais conhecidos e voltando pelos menos favorecidos. Vi gente rica, gente pobre, casa bonita, casa feia, lugar cheio, lugar vazio. E ainda deixei de visitar um museu, uma feira (que só acontecia aos domingos e eram duas no mesmo dia), assistir a outro show de tango recomendadíssimo e não consegui entrar (e comer) em todos os lugares que haviam me indicado. Por isso, tenho que voltar.

La Boca e o Caminito

Era o bairro que tinha tudo para dar errado: está na boca do porto, foi centro de prostituição e suas casas eram (algumas ainda são), na verdade, casebres improvisados com chapas de aço e zinco para abrigar os imigrantes e a pobreza. Até que apareceu Benito Quinquela Martín, um dos mais populares pintores argentinos. O artista, que viveu até os seis anos em um orfanato e morreu na década de 70, adotou o bairro La Boca quando adulto. Sem imaginar que ali criaria o principal – pelo menos o mais visitado – ponto turístico da cidade, o Caminito (foto acima), Quinquela Martín e alguns amigos saíram pintando uma pequena rua de várias cores, transformando em arco-íris o cinza dos antigos cortiços.

Nas calles ao lado do Caminito se aglomeram diversos ateliês e exposições ao ar livre. É neste bairro, claro, que está o La Bombonera, o estádio do Boca Juniors. Para comer por aqui tente o La Rueda (Calle Magallanes, 854). Parrillada para dois por R$ 20,00. Acompanha salada, batata frita e show de tango ao lado da sua mesa. Ônibus: 25, 29, 33, 64, 152. Não é servido por metrô. Táxi do centro até aqui: + ou – R$ 15,00

San Telmo e os antiquários

 

Faz divisa com o La Boca. É o bairro dos antiquários e das principais casas de tango. Mesmo que não goste de antiguidades ou desse tipo de música, San Telmo é obrigatório. Aqui está a parte mais antiga da cidade, com muitos casarões dos séculos 18 e 19. Já foi a região mais rica de Buenos Aires, mas uma epidemia de febre amarela vinda do porto espantou os barões deste recanto. Depois de muitos anos foi redescoberto, os casarões foram restaurados e hoje muitos deles abrigam pequenos hotéis e mais de 500 antiquários, que considero pequenos museus com entrada franca.

Mas se você acha que antiquário é sinônimo de velharia, deixe para visitar a principal feira do bairro, que acontece aos domingos na Plaza Dorrego. É uma Feira de Antiguidades que mistura uma pouco da feira do Largo da Ordem de Curitiba com a Rua Uruguaiana, no Rio de Janeiro. Dá de tudo. Ônibus: 24, 28, 29, 65, 70, 195. Não é servido por metrô. Táxi do centro até aqui: + ou – R$ 12,00 

Montserrat e o Tortoni

 

O coração político de Buenos Aires está em Montserrat. Neste bairro central as mães da Plaza de Mayo saíram em protesto contra o governo há mais de 30 anos, exigindo a volta do seus filhos desaparecidos nos porões da ditadura militar. Em frente a esta plaza está a Casa Rosada que – dizem os poetas – era uma referência à conciliação política já que as cores dos partidos rivais no século 19 eram branca e vermelha. Mas reza a história que a cor da Casa de Gobierno é mistura de cal e sangue de boi – usada para impermeabilizar as paredes.

 

Caminhando pela Av. de Mayo em direção ao Congresso Nacional está o Café Tortoni, um entre centenas de cafés que existem na cidade. Mas era neste que se reuniam Borges, às vezes Gardel e – por um período – até García Lorca, que viveu na cidade em 1933. Foi inaugurado em 1858 e preserva tudo intacto: espelhos, cristais, lustres. Oferece show de tango por R$ 25,00. Entre, sente-se próximo à caricatura de Borges ao fundo e peça um café, tostadas e dois churros. São R$ 10,00 ao lado da mais pura história portenha. Ônibus: 22, 24, 28, 29, 64, 86, 105, 111. Metrô: Para a Plaza de Mayo desça nas Estação Bolívar (Linha E) ou Estação Peru (Linha A) ou Estação Catedral (Linha D). Para sair exatamente em frente ao Tortoni desça na Estação Piedras (Linha A).

O Centro e a Recoleta

Os tradicionalistas que me perdoem, mas Recoleta e Centro – para mim – é tudo a mesma coisa. Por aqui estão o Cemitério da Recoleta, onde o túmulo de Evita Perón é atração e o Museu Nacional de Belas Artes, entrada gratuita – com um acervo interessante (Goya, El Greco, Monet, Van Gogh, Renoir). Nessa região está o Teatro Colón – que não visitei porque está em reforma – e o Obeslico de 67 metros de altura, fincado para celebrar o quatro centenário da fundação de Buenos Aires. Depois há a famosa Calle Florida, o calçadão – cheia de loja evidentes e quiosques vendendo pancho – o cachorro quente deles – e alfajores. Na mesma Florida estão as Galerias Pacífico. Vale a visita pela arquitetura deslumbrante. Mas é um shoppinzão como outro qualquer. Ou seja, estes são os bairros para bater perna sem rumo, observando as pessoas e seu modo viver e/ou comprar. Para jantar, recomendo o lindo e hermoso Suipacha. O lugar é glamouroso, mas oferece bife de chorizo por módicos R$ 9,00. (Atualização: o Teatro Colón já reabriu e oferece visitas guiadas diariamente, inclusive nos feriados. Saídas de 9h às 15h45. O tour dura aproximadamente 1 hora. Custa 20 pesos para os argentinos e US$ 15 para estrangeiros. Reservas: visitasguiadas@teatrocolon.org.ar )

Destaco que foi na Calle Florida, longe do reduto tangueiro, que vi o melhor show de Buenos Aires já comentado no post O tango da minha vida. O Piazzolla Tango (foto geral acima) está na Galeria Güemes, construída em 1915. Prefiro que as fotos falem por mim:


Abasto e Carlos Gardel


O Abasto pretende se transformar no bairro do tango. Foi aqui que cresceu Carlos Gardel, o maior cantante do gênero e sua casa hoje é um pequeno museu. Com incentivo da prefeitura muitas viviendas, na altura da Calle Zelaya, passaram a pintar suas fachadas com letras de música ou usaram o fileteado, técnica artística portenha.

O Shopping Abasto, antigo mercado municipal, era freqüentado por Gardel. A não ser que você queira fazer compras em lojas tradicionais, é entrar e sair correndo. Mas dedicar algumas horas pelo bairro vale a pena, ainda que esteja bem longe de superar San Telmo ou La Boca. Ônibus: 12, 29, 34, 41, 64, 111, 118, 152, 194. Metrô: Estação Carlos Gardel (Linha B). Táxi do centro até aqui: + ou – R$ 15,00.

 Palermo SoHo e Palermo Hollywood

Tudo era Palermo Viejo. Ainda há um pedaço do bairro que se intitula assim. Mas com aquelas tacadas marketeiras-turísticas de mestre, dividiram o bairro em dois, antes e depois da linha de trem. Agora o must de Buenos Aires está em algum destes Palermos, principalmente no Soho e Hollywood. Eu ia ficar num hotel em San Telmo, aquela coisa tangueira, histórica. Na última hora optei por Palermo Hollywood, fiquei no Solar Soler, um dos Bed & Breakfast mais charmosos da região, instalado num casarão do século 19 totalmente reformado. US$ 55 dólares, o casal, com café da manhã. No SoHo portenho estão as lojas moderninhas, os estilistas de vanguarda, os designers da hora, os descolados dos descolados. Jorge Luís Borges viveu alguns anos por aqui, na Calle Serrano, 2135. Tem também uma Feria Urbana, onde os bambambãs da arte e do design expõem seus trabalhos nos finais de semana. O bairro é gigante, merece um dia inteiro de visita ou voltar em dois diferentes. O melhor dia aqui é sábado. Ônibus: 34, 140, 151, 166. Metrô: Estação Palermo (linha D). Táxi do centro até aqui: + ou – R$ 16,00.

 Puerto Madero


A investida do designer francês Phillippe Starck por aqui começa a dar resultados: Puerto Madero já é o metro quadrado mais caro da Argentina, algo como 2,5 mil dólares. O bairro começou pelo avesso. A idéia (e o investimento) do rico comerciante Eduardo Madero – lá no século 19 – de construir diques em frente ao centro da cidade naufragou feio. A “orla” portenha era decadente e abandonada. Só em 1989 a região passou por um bilionário projeto de reurbanização. Foi tudo restaurado e as docas se transformaram em bares, restaurantes, cinemas, escritórios e até residências. Há inúmeros restaurantes de parrillas libres (mais ou menos um churrasco rodízio). Recomendo – para um momento extravagância – o Siga La Vaca. De segunda a sexta é mais barato, de R$ 80 a R$ 100,00 o casal. Ônibus: 20, 22, 33, 64, 74, 109, 140, 143, 152, 159. Metrô: Está próximo da Estação Bolívar (Linha E), Estação Peru (Linha A), Estação L.N. Alem (Linha B). Táxi do centro até aqui: + ou – uns R$ 12,00.

Seção mão-de-vaca-muquirana

Almoce um – ou dois – panchos: pão, salsicha, mostarda e ketchup. No melhores (e em quase todos) quiosques da cidade. R$ 0,90. Por esse preço, mata ou não mata a fome?

Fotos: Raul Mattar

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quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Buenos Aires: 10 motivos para ir…

1. O destino está barato. Um pacote de cinco dias, com avião e hotel, fica em torno de US$ 400,00 – comprado com antecedência e fora dos feriadões. Com este valor você também pode ir para Natal ou Maceió – aliás, outras ótimas opções. A diferença é que Buenos Aires, além de ser um destino internacional, nunca esteve tão disponível aos brasileiros.

2. Acabou a cafonice. O famosésimo designer francês Philippe Starck – o mestre da vida, já deixou a marca dele por aqui. Contratado para recriar todo um quarteirão da cidade, a primeira investida de Starck foi (re) desenhar uma construção inglesa de 100 anos, que hoje abriga o espetacular Hotel Faena, no dique 02 de Puerto Madero (foto acima). Diárias a partir de US$ 350,00. (Quem sabe numa outra vida.) Mas é possível conhecer o hotel-design comendo em um dos seus restaurantes, o El Mercado. Uma pizza, claro. Tem que reservar. Calle Martha Salotti 445, tel. 4010-9000.


3. Parece mesmo um canto da Europa. Um pouco decadente, admito. Mas a cidade nasceu para ser a Paris sul-americana. Quase conseguiu: cheia de cafés, muitas livrarias, edifícios neo-clássico-rococó, praças arborizadas enormes no centro e até Carlos Gardel – dizem – veio de lá. 
  
4. O melhor do tango, obviamente, está aqui. E por toda parte. Há vários estilos: shows no estilo Broadway, intimista ou ao ar livre. Quem não quiser ver (e pagar) pelos grandes espetáculos tem a possibilidade de testemunhar os inúmeros shows na rua. De graça.
  
5. Cada bairro é um tour – ou uma cidade – diferente. Existem poucas no mundo com esta característica – talvez São Paulo, Jerusalém e a própria Paris. Isso quer dizer que os principais pontos turísticos não são um ponto exatamente, mas alguns quarteirões inteiros. Entre eles La Boca, San Telmo, Palermo e Abasto.
 
6. É o segundo lugar do mundo – dos que conheço – e talvez o único das américas que tem sorvete de marrom-glacê. (O primeiro é Paris, por supuesto!) Eu me lembro do marrom-glacê daquelas latinhas (iguais as de goiabada) que eu comia inteira quando criança. Pois aqui tem sorvete disso! Se sorvete por si só já é uma perdição, imagine a combinação dessas duas coisas? Procure pela sorveteria Persicco, há vários endereços na cidade.

7. Dá para pegar um táxi de vez em quando sem ter que cortar a janta. Uma corrida da Recoleta (região central) até Palermo Hollywood (onde começa o agito) sai por uns 19 pesos ou o equivalente a R$ 8 (atualizado em setembro de 2011). Para completar, as linhas de metrô servem boa parte da cidade e o passe custa 1,10 pesos de pesos ou 0,45 centavos da nossa moeda. Um leque de abanar moscas. Ou seja, nada!

8. Para quem gosta de produtos em couro, achou o lugar. Mas isso não quer dizer que vai encontrar os melhores preços, mas sim a melhor qualidade.

9. A cidade tem aquelas histórias – parecida em muita coisa com a nossa – de deixar o queixo caído: foi palco de ditaduras devastadoras, recebeu milhares de imigrantes e protagonizou um período de enorme força cultural. Até o espanhol Federico García Lorca morou por aqui no auge da sua carreira.

 
10. Buenos Aires é a cidade natal do escritor Jorge Luís Borges. Portanto, nada mais a acrescentar.

Fotos: Raul Mattar

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quarta-feira, 13 de setembro de 2006

O tango da minha vida

Meu passado me condena. Fui bailarina. Clássica. Daquelas de treinar 8 horas por dia, pés cheios de bolhas, sapatilhas de ponta e apresentações pelos mais variados palcos do Brasil, incluindo o Teatro Guaíra, em Curitiba. Foram 12 anos (DOZE, eu disse!) entre degagés, relevés e demi-pliés. Abandonei a profissão por causa do jornalismo. Da noite para o dia. Nunca me arrependi. Mas sempre digo que jornalista é a minha identidade secreta, porque sou mesmo da dança! Sou vidrada no flamenco, fico impressionada com a dança do ventre, adoro os bailados gaúchos, sou boa na gafieira, arrisco a salsa e fico completamente paralisada ao assistir um tango.

Por isso, minha viagem para Buenos Aires foi pautada por uma rota tangueira. Já visitei os bairros San Telmo (onde estão as principais casas do gênero) e Abasto (onde viveu Carlos Gardel). Assisti a dois espetáculos. Um no El Viejo Almacén, a casa de tango mais antiga da cidade – que traz um concerto mais hollywoodiano. Mas foi no Piazzolla Tango (foto), um antigo cabaré-bordel do século passado todo restaurado que vi o melhor show da minha vida. O local é uma homenagem a Astor Piazzolla que – com sua genialidade – deu ao bandoneón o status que o ritmo merecia.

Foto: Raul Mattar

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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