Silvia Oliveira

Na categoria Brasil

segunda-feira, 23 de abril de 2012

As comidinhas de São Paulo

É certo que o circuito gastronômico das grandes cidades não tem fim. São tantas e variadas opções que mesmo quem mora em São Paulo não consegue conhecer todos os bons restaurantes, lanchonetes e padarias listados nos mais diversos guias.

Mas existe uma categoria gastronômica que sempre embala uma história feliz: as comidinhas. Elas estão em qualquer lugar. Nem precisa ser uma metrópole para colecionar vários endereços com “aquele” sanduíche ou “aquela” empada.

No caso de São Paulo, especificamente, eu teria que nascer umas três vezes para dar conta de conhecer todos estes cantinhos especiais da cidade. E fico com a impressão de que cada vez que tico um da minha lista aparecem mais dois para conhecer e provar.

O Tempurá do mercadinho Kaisen | Olha só o tamanho da criança. Vale como uma refeição. Vem com camarão, legumes fininhos e é megacrocante. Aqui são feitos também o Takoyaki, bolinhos de polvo (seis unidades por R$ 6). Fica na Rua Galvão Buenos, 276, Liberdade.

Doce de feijão | No mesmo bairro, sempre compro o Mandiu (duas unidades por R$ 4). Não tenho um endereço certo para provar este acecipe. Mas por ali, em qualquer lodjinha que vender um, valerá à pena garantir o seu.

O Bauru de Rosbife do Ponto Chic | É maravilhosamente preparado da mesma forma há décadas. Pão francês, rosbife, tomate pepino em conserva e vários queijos fundidos (R$ 17,90). Existem 3 filiais na cidade. Eu fui à unidade que fica no bairro Paraíso.

O Sanduíche de Mortadela | É quase um imortal. Vários pontos da cidade já colocaram o sandubão com 300 g de mortadela no cardápio. Mas o do Bar do Mané, no Mercado Municipal, é o mais tradicional.

Pastel de Bacalhau | Outro clássico. Está por todos os lados, mas é no Hocca Bar que você prova o autêntico.

O Torresmo do Mocotó | Feito artesanalmente. Sedutor por dentro, malandro por fora. Perfeito. (R$ 3,90 um torresmo, porção acima).

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Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Rio de Janeiro: café da manhã no Forte de Copacabana

Acho que já faz, pelo menos, uns 5 anos que tento conhecer a Confeitaria Colombo que fica no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. Nas últimas vezes em que estive na cidade ou choveu ou a programação estava corrida ou minha desorganização não deixou espaço para esse momento-patrão.

Nesta semana fiz um bate-e-volta ao Rio para participar de um evento – junto com os queridos Elisa, Riq e Alison – que promovia os roteiros turísticos do Mato Grosso do Sul. Por sorte – meu anjo da guarda é mochileiro, lembra? – no dia em que fui embora o céu amanheceu azulíssimo. Não tive dúvidas: abandonei o café da manhã do hotel e corri para o Forte de Copacabana.

Aqui está uma filial da célebre Confeitaria Colombo. O local é famoso não necessariamente pela cozinha, mas pela vista que oferece. Como se não bastasse, o próprio forte é um daqueles lugares emblemáticos da história brasileira: serviu de arena para a Revolução dos 18 (em 1922), um movimento tenentista que pedia o fim da oligarquias do poder.

Você pode vir aqui só para provar o espresso ou degustar o pastel de belém. Ou, ainda, tomar um café da manhã completo – como eu fiz. Reforço, não é um cardápio gritante. O próprio café da manhã não tem extravagância alguma, levando em conta o preço do dito cujo – R$ 33. (Mais R$ 4 para entrar no Forte.) Vem com pães, frios, manteiga, geleia, café com leite (ou chocolate quente ou chá), biscoitinhos, bolo e cereais. Mas você vai encontrar um item que não é qualquer menu que oferece: a vista mais linda do mundo. Estão aos seus pés toda a orla da praia de Copacabana com a silhueta do Pão de Açúcar no fundo.

Mais do que isso: não parece que você está numa megalópole. Lá dentro do forte venta gostoso, faz silêncio, é possível ouvir os passarinhos. O Forte de Copacabana abre somente às 10h. Se você achar tarde para o desjejum, a Confeitaria Colombo também oferece almoço e chá da tarde. De qualquer maneira, espere encontrar as mesinhas do lado de fora sempre cheias.

SERVIÇO

Confeitaria Colombo | Forte de Copacabana
Local: Praça Cel Eugênio Franco nº1 | Copacabana | Rio de Janeiro
Tel: (21) 3201-4049 e (21) 2247-6168
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 20h. De terça a sexta há um menu especial de almoço a la carte das 12h às 16h.
Importante: como a Confeitaria Colombo está dentro do Forte de Copacabana é necessário pagar para entrar: R$ 4. O ingresso dá direito a conhecer Museu, Fortificação, Salões de Exposições Temporárias e Galeria de Arte.  Estas atrações abrem e fecham em horários diferentes. COnsulte antes de ir.

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Fotos: Sílvia Oliveira

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segunda-feira, 09 de abril de 2012

Casa da Li: o restaurante na Vila Madalena que guarda um pedaço da história da gente

Essa coisa de espuma de abacate, nitrogênio líquido ou caviar de sagu não me convence. São itens que devem ter lá seu valor na cozinha contemporânea ou molecular. Mas eu, particularmente, preciso de certo conforto no paladar. Ou de qualquer receita que tenha uma memória afetiva relevante na minha história.

A Casa da Li é assim. Você abre o cardápio e diz: quero tudo! A fachada vermelha é um convite ao bom apetite. Dentro, o ambiente é íntimo com doses pensadas de cor. A cozinha é quase uma extensão da sua mesa. Não há sequer vidro que separe você do território gastronômico do restaurante-rotisserie.

Conheci a Eliane André, dona e chef-cozinheira da Casa da Li, no curso Teacher & Dinner que fiz com a chef Roberta Sudbrack, no Rio de Janeiro, há dois anos. Quer dizer, eu a conheci. Mas ela nem se deu conta de que eu estava lá! Rá rá rá! Éramos um grupo grande e a Li praticamente comandou a cozinha naquele dia. Pouco tempo depois soube que ela havia aberto uma casa na Vila Madalena, em São Paulo – uma consequência natural do trabalho que a Li desenvolvia há mais de 10 anos na capital paulista . Não demorou muito para que chovessem elogios e prêmios, consagrando uma vida inteira dedicada à sua maior paixão: a cozinha.

Ao chegar fomos recebidos com torradinhas finíssimas acompanhadas com um molho-geleia de pimenta impronunciável. Um dos pratos clássicos da Casa da Li é a Porchetta (R$ 35), uma tradicional receita italiana (porco desossado, recheado e suculento) que nas mãos da Li virou obra-prima e referência na cozinha paulistana.

Eu pedi a não menos famosa Berinjela Recheada com Carne (R$ 14). Um prato que dá para duas pessoas comerem sem dó. Acompanha arroz. Tudo tem toque caseiro, cozimento demorado, fogo brando. Aquela paciência de jó que só existe no perfil dos melhores cozinheiros do mundo!

Já o Raul pediu o Brasileirinho (R$ 29,50 no fim de semana ou R$ 26,50 de terça a sexta) que tem entrada (sopa ou salada), prato principal (pernil em lascas, frango assado, massa ou uma opção vegetariana) e sobremesa. Acompanha arroz, feijão com cachaça, farofa, pastéis de queijo e vinagrete de banana. Meus sais! Tudo o que você pode imaginar de bom nesse vinagrete de banana… ele tem!

Ainda tem Bruschetta Clássica com Tomate Basílico (R$ 6), Degustação de Antepasto (R$ 9) e todas aquelas sobremesas que vão lembrar a casa da sua avó, como o melhor Pudim de Pão (R$ 8) que já provei. Se o que a Casa da Li queria era trazer um pouco da história de cada um para a biografia do restaurante… conseguiu!

SERVIÇO

Casa da Li
Local: Rua Aspicuelta, 23 | Vila Madalena | São Paulo
Tel. (11) 3871-1002
Funcionamento: Rotisserie (de segunda a sábado – 11h às 18h e domingo – 11h às 16h). Almoço: de segunda a segunda – 12h às 15h30, sábado até 17h00 e domingo até às 16h.
Como chegar: pegue o metrô (linha verde) e desça na estação Vila Madalena.  De lá ou pegue um táxi (R$ 15) ou o ônibus Parque Edu Chaves e peça para descer o mais próximo da Rua Aspicuelta.

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Fotos: Raul Mattar

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quarta-feira, 04 de abril de 2012

Guerra e Paz: exposição leva ao grande público os dois últimos e maiores trabalhos de Cândido Portinari

Costumo enrolar horrores para escrever sobre as exposições de arte que visito. Principalmente quando eu gosto muuuito delas. Fico sem saber como começar, como me expressar, não sei exatamente o que dizer. São experiências que transcendem a palavra ou a escrita. Quase sempre me afasto dos dados técnicos e corro para o que me interessa de fato: qual a importância disso para a nossa memória? Peguei o metrô e, sozinha, fui descobrir.

A mostra Guerra e Paz traz ao Brasil – e ao brasileiro – os dois últimos e maiores murais feitos pelo artista Cândido Portinari. A obra foi encomendada pelo governo brasileiro para ser presenteada à ONU (Organização das Nações Unidas) de Nova York, em 1957. Os painéis gigantes (14 metros de altura por 10 metros de largura) ficavam no hall de entrada da Assembleia Geral e, por questões de segurança, tinham acesso restrito.

Como a ONU ia passar por uma reforma que duraria anos, nasceu o projeto Guerra e Paz, uma iniciativa do Projeto Portinari para levar este trabalho ao grande público. Foram alguns meses de articulações. Com o apoio e patrocínio de várias empresas, incluindo a intermediação do Itamaraty junto à ONU – o que parecia impossível virou… um conto de fadas. Sim, porque ver de perto esse que é considerado o mais perfeito e magistral trabalho de Portinari é algo que foge ao entendimento comum, não pode ser realidade.

A mostra está em dois pavilhões do Memorial da América Latina, em São Paulo. Na Galeria Marta Traba, há um filme que mostra o processo de desmontagem na ONU, montagem no Rio de Janeiro (por onde passou primeiro) e a restauração do painel – que durou 4 meses e foi aberta ao público. Outro dado perturbador é que quando foi convidado para fazer este trabalho Portinari estava proibido de pintar pelos médicos. Era uma tentativa de frear o processo de envenenamento pelas tintas, problema que há tempos vinha debilitando o artista.

Mas o paulista de Brodwski, cidade do interior de São Paulo, não cedeu e concluiu sua obra-prima. Outro dado curioso é que quando os painéis já estavam no Brasil, a equipe de restauradores percebeu que o painel Guerra estava praticamente intacto enquanto que o da Paz estava completamente desbotado. Mas antes que qualquer um metido a Nostradamus viesse com alguma profecia, os restauradores trataram de explicar: no painel Paz, Portinari usou muito a cor branca que, sob luz intensa – caso da entrada da ONU onde estava exposto – acaba tendo esse desgaste natural.

No Salão de Atos Tiradentes estão expostos os dois painéis. Portinari retratou a guerra sem colocar um único soldado ou arma. Ele foi direto às vítimas, e criou, entre outras figuras geniais, uma espécie de Pietá ao traduzir a dor da mãe que perde o filho. Já no painel da Paz um cavalo branco e crianças brincando de “pula carniça” mostram o que todos buscam, sempre: serenidade. Acredite, a entrada é franca!

SERVIÇO

Guerra e Paz | Projeto Portinari
Local: Memorial da América Latina | Barra Funda
Horário: terça a domingo, 9h às 18h.
Duração: até 21 de abril de 2012
Entrada: franca
Como chegar: pegue o metrô e desça na estação Barra Funda. Dentro da estação já há placas indicativas para o Memorial da América Latina. É só atravessar a rua.

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Fotos: Sílvia Oliveira

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segunda-feira, 02 de abril de 2012

Mocotó: o estrelado restaurante de comida nordestina com o melhor custo-benefício de São Paulo

Esqueça a sofisticação que acompanha muitos dos restaurantes estrelados. O Mocotó preserva a tradição cultural, mantém a simplicidade como aliada e une alta gastronomia com regionalismo. O restaurante fica na Vila Medeiros, numa quadra singela e longe do burburinho gastronômico paulistano. Há quase 40 anos era um empório que vendia carne seca, rapadura, farinha e um caldinho de mocotó que ficou famoso na vizinhança e acabou dando nome ao estabelecimento.

Mas a fase gorda e áurea do Mocotó começou há 8 anos quando o chef-gato-lindo-de-morrer, Rodrigo Oliveira, assumiu o restaurante. Colocou em prática tudo o que aprendeu com os pais – nordestinos e fundadores da casa. Levou para a cozinha do restaurante aquilo que faz a diferença: técnica, estudo e paixão.

Fomo numa sexta-feira, na hora do almoço. Não havia filas, mas nos fins de semana os clientes costumam se aglomerar na porta para disputar uma mesa. O cardápio tem uma receita mais salivante do que a outra: sarapatel, favada, feijão de corda, dobradinha, atolado de bode, lingüiça de pernil artesanal, carne de sol assada, pirarucu, entre outra delícias. Os dadinhos de tapioca – R$ 16,90 – (cubinhos de tapioca com queijo coalho servido com molho de pimenta agridoce) estão entre os petiscos mais solicitados.

Pedimos uma porção de torresmo (R$ 3,90). Olhe para a cara disso. Nunca vi igual. Uma carne macia por dentro e uma casca crocantinha por fora. O melhor torresmo que já provamos!

O Escondidinho de Carne Seca (R$ 18,90) é feito com purê de mandioca cremoso, com recheio de – muita – carne seca e requeijão e gratinado com queijo coalho. Quando chega, a cumbuquinha parece pequena, mas nós três comemos à vontade.

O famoso Baião-de-Dois (feijão com arroz incrementado com queijo coalho, linguiça, bacon e carne seca) é servido em vários tamanhos, desde o mini (R$ 8,50) ao grande (R$ 25,90). No pedimos a porção média (R$ 17,90) que deu e sobrou. Não resisti ao ovo caipira frito (R$ 2,90) e pedi logo dois!

A carta de doces é um capítulo à parte: pudim de tapioca, cocada cremosa, jaca em calda, sorvete de rapadura e muitas outras alternativas para seu paladar. Para agradar a Mariana fomos de Bolo de Chocolate com Cupuaçu e Castanha do Pará (R$ 11,90). É um bolo cremoso de chocolate meio-amargo, servido quentinho com uma bola de sorvete artesanal de nata.

O restaurante é todo decorado com ícones originais do nordeste como quadros, esculturas e uma seleção fenomenal de cachaças. Uma das paredes está repleta dos prêmios que o Mocotó ganhou nos últimos anos, inclusive como o melhor “Bom e Barato” de São Paulo. O atendimento foi impecável, muito amável e solícito. O sous-chef Clayton Mendes se ofereceu para nos acompanhar pelo restaurante e nos apresentou até a cozinha experimental, que fica na casa ao lado. Isso sem perguntar quem éramos e o que estávamos fazendo ali. O Mocotó é aquele tipo de experiência gastronômica feliz do começo ao fim!

SERVIÇO

Mocotó Restaurante e Cachaçaria
Local: Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100 | Vila Medeiros | São Paulo-SP
Tel. (11) 2951-3056
Como chegar: pegue o metrô linha Azul e desça na estação Tucuruvi. De lá, vá até à Rua Paranabi (em frente ao metrô) e pegue o ônibus 121G-10 (Parque Novo Mundo), que para na esquina do Mocotó. Se for à noite, em vez de pegar o ônibus recomendo ir de táxi.

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terça-feira, 27 de março de 2012

Cinco atrações grátis e estreladas em Curitiba

Curitiba tem uma vantagem inegável: a cidade é feita de parques e todos eles são gratuitos e dispõem de uma infraestrutura bacana para toda a família. Selecionei alguns dos meus preferidos, além de outras opções na faixa para você. Mas a ideia nunca é esgotar as possibilidades!

1. Ópera de Arame | Era uma pedreira que acabou transformada num inusitado teatro. Com estrutura tubular de aço e teto transparente, a ópera é rodeada parcialmente por um lindo lago artificial. O acesso ao auditório é sobre uma passarela de “arames” entremeados. A arquitetura do lugar é uma das mais inovadoras do mundo. De terça a domingo, das 8h às 22h.

2. Memorial Ucraniano | Fica no Parque Tingui. O memorial é um dos mais fotogênicos da cidade. Toda a estrutura da construção é feita de madeira encaixada, ao melhor estilo ucraniano. Ao lado está a réplica da Igreja São Miguel Arcanjo, onde funciona um museu com objetos da igreja ortodoxa, coleção de pêssankas e artesanato típico. Todos os dias, das 8h às 18h.

3. Centro Histórico | É uma fofura. Bem cuidado, colorido e pequeno. Por ali estão o Museu Paranaense, o Palácio Garibaldi, o Relógio das Flores, a Casa Romario Martins e a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Chagas. Sem contar que é nesta região que, aos domingos, acontece a Feirinha do Lago da Ordem, uma das maiores do Brasil.

4. Jardim Botânico | O cartão postal de Curitiba não é óbvio. O local reúne jardim francês e uma estufa com as principais espécies da Mata Atlântica. O Jardim das Sensações (terça a domingo, 9h às 17h) estimula o olfato e a percepção de texturas. O turista é convidado a conhecer essa ala do jardim botânico de olhos vendados para descobrir através do toque a essência das plantas. Diariamente, das 6h às 20h.

5. Batel Soho | Acabou virando o contraponto do centro histórico. É a parte moderninha e pra frentex da cidade. Fica no quadrilátero da Praça da Espanha, uma região cheia de bons restaurantes, cafés, galerias de arte e decoração. Ferve mesmo aos sábados quando acontece na praça uma feira de antiguidades e desfile de carros antigos!

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Foto: Raul Mattar

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segunda-feira, 19 de março de 2012

Casa de Sucos da rodoviária de Londrina: parada até para quem não vai embarcar

Neste fim de semana fiz um carreto bate-e-volta para Londrina. Fui levar algumas encomendas de Curitiba para minha mãe. Viajei com o Matraca-Móvel. Mas mesmo assim bati ponto na rodoviária da cidade. Toda vez que vou para lá a Casa de Sucos e Vitaminas do Renato entra no nosso cronograma infância-remember.

Antigamente, o quiosque ficava ao lado da antiga rodoviária de Londrina (ali na Rua Sergipe) e vendia somente frutas. Com o aumento da demanda passaram a fazer sucos variados com as mais diferentes combinações de frutas. Hoje, a casa está instalada na nova rodoviária da cidade e oferece mais de 60 tipos diferentes de sucos. Só neste endereço já se vão mais de 20 anos!

O Raul pediu uma vitamina tradicional: abacate, mamãe, banana e maçã (R$ 7). Eu quis provar um dos sucos de frutas vermelhas mais pedidos: morango, framboesa, uva e goiaba. (R$ 7,50). O detalhe é que você pede um copo… e vem dois! A espécie de “chorinho” é tradição! Dá para pedir também em jarra, que rende uns seis copos, e sai a partir de R$ 19.

É realmente fantástica. Só usam frutas in natura (as polpas são incluídas nas combinações mais exóticas como cupuaçu) e qualquer suco vem supercremoso. O ambiente é simples, lembre-se, estamos numa… rodoviária! Mas o cheiro da quitanda e o atendimento simpático fazem toda a diferença na gélida arquitetura da rodoviária (projetada por Oscar Niemeyer) de Londrina. :-)

SERVIÇO

Renato Casa de Sucos e Vitaminas (ou Casa de Sucos da Rodoviária)
Local: Av 10 de Dezembro, 1830 | Box 22 | Londrina – PR
Fone: (43) 3323-6466
Dica: quem consome acima de R$ 15 ganha duas horas no estacionamento da rodô.

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Fotos: Sílvia Oliveira

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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