Silvia Oliveira

Na categoria Morretes

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Restaurante Lubam: peixe, camarão e barreado à vontade em Morretes

Há algumas semanas, em uma das nossas microviagens a Morretes, chegamos tarde para o almoço na minha cidade histórica preferida no Paraná. A maioria dos restaurantes estava encerrando os serviços. Por indicação de um local, conhecemos o Restaurante Lubam – que fica fora do burburinho turístico, a pouco mais de um quilômetro do centrinho morretense.

A proposta é bacana: peixe, camarão e barreado à vontade por um preço fixo: R$ 26 por pessoa. Acompanha arroz branco, salada e um pirãozinho maravilhoso! Crianças até cinco anos não pagam. Não há luxo algum. Mas o restaurante está num local tranquilo, ao lado do Rio Marumbi.


Barreado: prato típico paranaense.

Não dá para dizer que é um precinho muquirana (a conta final com bebida e taxa de serviço chega fácil a R$ 70 reais o casal), mas está dentro do esperado para a cidade. O detalhe é que comemos muito… e muito bem! Caso prefira, o Lubam também tem opções a la carte e oferece barreado congelado para viagem!

SERVIÇO

Restaurante Lubam
Local: Rua XV de Novembro, 1333 | Morretes-PR
Funcionamento: todos os dias, 11h30 às 16h30 na alta temporada (novembro a fevereiro) e de terça a domingo, 11h30 às 16h na baixa temporada (março a outubro)
Tel. 41 3462-1629

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Fotos: Sílvia Oliveira | Matraca’s Image Bank

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Anoitecer em Morretes

No domingo passado  – ao descer a Estrada da Graciosa para ver o Carnaval de Antonina  – paramos, primeiro, em Morretes. Já era tarde, quase oito da noite. Fomos com um casal de amigos, Alessandro e Conchita.

Ao chegar a Morretes, uma das charmosas cidades históricas do Paraná, nos demos conta de que estava tudo fechado e vazio. Todo mundo já tinha zarpado para a vizinha Antonina.

Ficamos por ali uma meia hora e o Alessandro posicionou a máquina fotográfica dele num dos cantinhos mais pitorescos da cidade. Uma ruela cheia de arandelas, com a igreja ao fundo. Estava trovejando e caíam muitos raios. Num dos clarões, o Alessandro conseguiu este clique  – dando luz ao céu, naquela altura, totalmente apagado. Ficou lindo e ele, gentilmente, cedeu a imagem para o Matraqueando! :mrgreen:

Foto: Alessandro Pradela

Para ver esta ruela de dia, dê uma espiada no nosso post sobre Morretes.

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quinta-feira, 26 de março de 2009

Cidades históricas, Serra do Mar e Estrada da Graciosa: quando ir?

Depois da nossa microssérie viajando de trem, passando pelas cidades históricas e descendo a Estrada da Graciosa muitos deixaram comentários perguntando qual a melhor época para ir. E tem gente que já decidiu: a Priscila vem no feriado do dia 21 de abril e a Nair pensa em fazer a rota, quiçá, no primeiro de maio.

A única recomendação é: antes da viagem confira os sites de meteorologia. É que se chover ou a previsão for de neblina boa parte do passeio se perde. No caso da chuva, fica impossível transitar pelas cidades históricas e o bonito do casario vai rio Nhudiaquara abaixo.

Se a opção for conhecer a Serra do Mar de trem redobre a atenção. A viagem de ida acontece pela manhã, horário predileto dos nevoeiros. Portanto se o tempo não ajudar fica difícil ver qualquer coisa através das janelinhas dos vagões. O que significa que a paisagem – um dos pontos altos do passeio – fica para a próxima.

Alguns sites para consultar sobre o tempo – que vai ajudar, inclusive, em outras viagens:

Weather Brasil
É meu preferido. Ele dá a previsão (entenda, falei PREVISÃO…sempre pode haver surpresinhas, mas quase sempre acerta) com até 10 dias de antecedência.

ClimaTempo
Gosto deste também. Além de fazer as previsões é uma espécie de portal de notícias sobre o tempo.

Simepar
É o site de meteorologia do Paraná. Traz previsões de todas as cidades do estado inclusive as pequenininhas como Antonina e Morretes. O que não acontece nos outros.

Foto: Raul Mattar

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terça-feira, 17 de março de 2009

Hospedagem em Morretes

Quem visita Morretes no fim de semana geralmente volta e dorme em Curitiba. Mas para o interessado em passar uma noite ao pé da serra, eis algumas sugestões:

Hospedagem muquirana

Pousada e Camping Dona Siroba
Nem é tão muquirana assim. A pousada – localizada no povoado Porto de Cima, a seis quilômetros de Morretes – cobra a partir de R$ 90,00 a diária para o casal, com café da amanhã. Já o camping custa R$ 20,00 por pessoa, sem café da manhã. Mas dá direito a usufruir das instalações da pousada.

Hospedagem classe média

Pousada Dona Laura
Inaugurada há pouco tempo, esta pousada está bem localizada. Fica no centro histórico, a 50 metros do rio Nhudiaquara. São 14 suítes sendo que duas delas têm vista para o Marumbi.
Diárias a partir de R$ 150,00 o casal, com café da manhã.

Pousada Graciosa
Fica no km 8 da Estrada da Graciosa. Boa para quem está de carro. São seis chalés distribuídos em meio ao bosque. Possui vegetação nativa e oferece sossego em meio à mata. Diárias a partir de R$ 150,00 o casal, com café da manhã.

Momento extravagância

Não há. Pelo que oferecem as pousadinhas da cidade, inclusive as citadas acima, já cobram caro demais para o meu gosto. Mas é que há pouca oferta, por isso os preços vão lá em cima.

Foto: Pousada Dona Laura, inaugurada há pouco tempo.(Raul Mattar)

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segunda-feira, 16 de março de 2009

Morretes: cidade histórica do Paraná

Muita gente nem sabe que o Paraná tem cidades históricas. É certo que as de Minas Gerais são hour-concour no quesito casario, obra de arte e número – elevado – de visitantes. Mas quem vem a Curitiba deveria programar um fim de semana inteiro somente para fazer a viagem de trem pela Serra do Mar e, de quebra, conhecer Morretes, Antonina e Paranaguá.

Elas estão bem próximas da capital. Morretes fica a 67 quilômetros de Curitiba e Paranaguá, por exemplo, a 84 quilômetros. De carro, em uma hora chega-se a qualquer uma delas. Aliás, para chegar a Morretes você pode pegar o trem ou descer pela Estrada da Graciosa, um dos passeios terrestres mais bonitos do Brasil. (Dá para pegar a BR 277 e pagar o pedágio de R$ 12,50. Mas além de ficar mais caro, não tem graça!)

A pequena Morretes ficou famosa pelos seus 23 restaurantes – todos oferecem o tipiquíssimo Barreado , casarões relativamente preservados e ruas arborizadas. Está ao pé da Serra do Mar e apresenta clima beeem quente e abafado no verão. Melhor ir no outono ou primavera.

Os nativos que vendem produtos da terra – como a bala de banana, cachaça e farinha – armam as barracas da feirinha todo sábado, domingo e feriado. Ficam na praça central, rodeando o rio Nhudiaquara, que corta toda a cidade e já foi a única ligação entre planalto e litoral no século 16. As corredeiras do rio são propícias para a prática do boia-cross e para banhos refrescantes.

Para alugar as boias vá ao povoado Porto de Cima – a seis quilômetros de Morretes. Como não sou adepta do gênero fluvial, aproveitei para visitar a igrejinha colonial do lugar. A Igreja de São Sebastião está bem em frente à praça principal de Porto de Cima e foi tombada pelo patrimônio histórico do Paraná. Mas está bem feinha e, aparentemente, mal cuidada.

Morretes foi muito importante para o desenvolvimento do estado. Tem patrimônio cultural, histórico e natural. No entorno existem caminhos coloniais – como o Caminho de Itupava – com cascatas, que atraem adeptos do montanhismo e pessoas que gostam de natureza em geral.

A novidade para mim (só vi, não embarquei) foi o passeio na “gôndola” morretense. Um tiozinho improvisou uma canoa e por R$ 5,00 (cincão!) leva os turistas para uma voltinha pelo rio Nhudiaquara. Como estava com a Mariana preferi não arriscar. Já perdi as contas de quantas vezes estive em Morretes. É na simplicidade do lugar que construí fins de semana criativos, agradáveis e bem saborosos.

Fotos: Raul Mattar

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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