Silvia Oliveira

Na categoria Paraná

sábado, 27 de janeiro de 2007

Para o fim de semana: Serra da Graciosa

O que mais recebo é e-mail de gente pedindo dicas de roteiros econômicos para o fim de semana. Isso é a nossa cara: pouco tempo e necas de dinheiro. (Quando digo nossa cara, me refiro a nós brasileiros, a nós trabalhadores, a nós gente interessada em conhecer, passear, descansar, sem ter que gastar o 13º de 2007 já no primeiro mês do ano). Para sorte de todos os navegantes e matraqueadores sempre há uma rota pertinho de casa. Já perdi as contas das vezes que desci a Serra da Graciosa, uma estradinha histórica a 37 km de Curitiba.
O caminho era uma antiga trilha utilizada pelos índios para levar pinhão até o planalto e atravessa o trecho mais preservado de Mata Atlântica do país. Hoje, é uma das rotas mais conhecidas dos turistas que vêm à capital paranaense.

Ao longo do trajeto – que dura mais ou menos 1 hora – existem vários quiosques para descanso, banheiros, churrasqueiras, cascatinhas e algumas lanchonetes. Sabe aquilo tudo que engorda? Tem lá. Pamonha, pastel, caldo de cana, cachaça e – no fim do percurso – desembocando em Morretes, o famigerado Barreado.

Para mim é a viagem perfeita para um fim de semana. Além da Graciosa (que por si só já valeria o passeio), as cidades históricas do Paraná vêm de brinde no pacote: Morretes e Antonina (foto abaixo). No fim da estrada, andando mais alguns quilômetros aparece aquele quarteto infalível para fotos e lembranças deliciosas: casinhas coloridas, comida típica, ruínas históricas, artesanato e gente tranqüila.

Fotos: Matraca´s Image Bank

Share
terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Minhas férias – III

Maringá, Maringá…


Meu primeiro emprego como jornalista foi no SBT. Era uma das colegas de trabalho do patrão Silvio Santos. Comecei como repórter em Campo Mourão. Três meses depois me transferiram para Maringá, onde passei dois felizes anos da minha vida. Lá aprendi boa parte do que sei da profissão. Lá conheci meu marido, 11 anos atrás. Lá me casei, 10 anos depois. Lá estou sempre que dá.

Foto: Catedral de Maringá – 10º monumento mais alto do mundo, com 124 metros. No fim do ano alpinistas são contratados para ajudar na decoração natalina. (Matraca´s Image Bank)

Share
terça-feira, 29 de agosto de 2006

LAPA: o cerco histórico do Paraná

Como bem disseram alguns dos matraqueadores, o Theatro (assim, com agá) São João – do Quiz: onde está este teatro? – fica na Lapa, cidade histórica a 66 quilômetros de Curitiba, no meu Paraná. Durante o Cerco da Lapa o teatro virou uma enfermaria improvisada e foi bastante atingido pelas balas de canhões das tropas que invadiam o lugar. Mesmo associada à Rota dos Tropeiros, a Lapa ganhou fama – de verdade – depois do tal bloqueio republicano.

Pausa para o momento Barsa do Matraqueando: a zica começou após a Proclamação da República, quando os federalistas queriam libertar o Rio Grande do Sul da “tirania” de Julio Prates de Castilhos, eleito presidente (como então eram chamados os governadores) do estado gaúcho. O Partido Federalista era liderado por Gaspar Silveira Martins, um tucano de carteirinha já naquela época – 1892. Primeiro Martins era contra a monarquia, depois a favor e depois – muito pelo contrário. Mas foi o caudilho federalista Gumercindo Saraiva que se embrenhou numa luta sangrenta contra os republicanos, uma guerra civil que durou dois anos e meio. Saíram do Rio Grande do Sul e foram subindo, subindo, subindo. Passaram por Santa Catarina e chegaram ao Paraná, precisamente à Lapa. Aqui foram detidos pela obstinada resistência do General Gomes Carneiro (com muito respeito, a nossa Heloísa Helena de farda) num episódio que frustrou a tentativa da tropa federalista de chegar à capital da República, o Rio de Janeiro.
O General Carneiro – entre outros – morreu lutando, o que deixa a história (e o lugar) mais intrigante ainda. Nunca vou saber se a cidade me atrai tanto porque moro aqui perto ou porque resgata em cinco quarteirões e em uma dúzia de casas tombadas pelo patrimônio nacional esse impressionante capítulo de bravura da história do Brasil. Fico aqui imaginando se a Revolta da Chibata, a Guerra do Contestado, a Revolução de 1930 ou a Intentona Comunista (outros momentos de audácia e valentia da biografia brasileira) atrairiam tanto um turista, como a simplória Lapa.
Foto: Heróis da Lapa – Arquivo do Exército Brasileiro
Posts relacionados
QUIZ: onde está este teatro?
Lapa: por um dia e para toda vida
Share
terça-feira, 29 de agosto de 2006

LAPA por um dia e para toda a vida

Como 98% de uma visita à Lapa estão intimamente ligados a conhecer – antes – um pouco da história da cidade acredito que o post acima resolve boa parte do nosso problema. Caso você não tenha conseguido ler o artigo anterior até o final (até porque história e geografia são consideradas matérias problemáticas para muita gente) vale a pena conhecer a Lapa por outros motivos também:

- possui o maior conjunto arquitetônico preservado do Paraná com 14 quadras e 258 construções tombadas pelo patrimônio histórico. Deixe o carro e faça um passeio a pé pelo centrinho, com casario recuperado e preservado;
.
- foi morada de um monge conhecido como João Maria D’Agostinis, ermitão que vivia na chamada Gruta do Monge. A gruta está localizada em um parque estadual e é centro de peregrinação religiosa. Há vários depoimentos de graças alcançadas e de visões da Virgem Maria. Dizem que só os puros de coração conseguem ver a santa. Eu (glupt!) não vi nada;
- tem o Theatro São João, realmente estupendo. Outro muito parecido conheci em uma cidade chamada Areia, na Paraíba. Mas há um teatro do mesmo estilo elisabetano em Sabará, Minas Gerais. Portanto, este é único por essas bandas;
- é possível conhecer a Casa Lacerda, onde foi assinado o ato de rendição, em 1894. Hoje, convertida em museu, retrata como vivia uma família de classe média na época;
.

- preserva o Panteón dos Héroes (escrito desta forma, quase tudo em espanhol, porque faz uma referência ao portuñol dos combatentes do Cerco da Lapa. Total influência daquele perrengue do Tratado de Tordesilhas que – lá nos primórdios – cedia boa parte do sul do país aos espanhóis). Aqui estão os restos mortais do General Gomes Carneiro e de seus bravos companheiros. Os canhões que adornam o monumento são originais, abandonados pelas tropas federalistas durante o recuo para o sul;
.
- Santuário de São Benedito e Igreja de Santo Antônio. Esta última é a edificação mais antiga da cidade e o primeiro, mais moderno, guarda uma imagem de São Benedito da antiga capela erguida por escravos em 1870;
.
- é a oportunidade para aproveitar a deliciosa culinária lapeana: costela de porco frita, feijão tropeiro e quirera feita com milho quebrado, cozido e socado no pilão. Nos (poucos) restaurantes da cidade.
O slogan “sou brasileiro e não desisto nunca” bem que poderia ter nascido aqui. O Cerco da Lapa (olha eu de novo falando dele) é o retrato de um pequeno grupo (pouco mais de 600 homens) que enfrentou os mais de 3 mil rebeldes que queriam manter a coroa portuguesa no país. (Há muitas teorias sobre as motivações dos federalistas. Eu acredito nessa.) Resistiram durante 26 dias, muitos – inclusive os principais líderes – morreram em combate porque acreditavam na República e queriam ver o Brasil nas mãos dos brasileiros.
SERVIÇO
COMO CHEGAR
Saindo de Curitiba pela BR 476, indo por Araucária. Está a 66 quilômetros da capital paranaense.
INFORMAÇÕES TURÍSTICAS
Central de Informações Turísticas
Praça General Carneiro, 116 – Centro
Tel. 41 3622-7401
.
Fotos: Raul Mattar
..
Posts relacionados
QUIZ: onde está este teatro?
Lapa: o cerco histórico do Paraná
Curitiba
Morretes
Antonina
Estrada da Graciosa
De trem pela Serra do Mar
Share
terça-feira, 15 de agosto de 2006

QUIZ: onde está este teatro?

Este lindo teatro foi construído na segunda metade do século 19 com blocos de arenito retirados das rochas da região pelas mãos de trabalhadores escravos. Tem estilo elisabetano, mas o palco é italiano.

Em 1880, um dos camarotes foi ocupado pelo Imperador Dom Pedro II e sua comitiva. Com capacidade para pouco mais de 200 pessoas, algumas das cadeiras já não são mais originais. Mas todas – inclusive as réplicas – estão tombadas pelo patrimônio nacional.

Está localizado em uma cidade histórica, às margens da Estrada da Mata, que era um trecho do mítico Caminho Viamão-Sorocaba. Durante um dos conflitos da Revolução Federalista serviu como hospital das tropas que defendiam o lugar.

Fotos: Raul Mattar

QUIZ MATRAQUEANDO:

1. Qual o nome do teatro?

2. Em que cidade e estado está localizado?

3. Que nome recebeu o conflito que marcou a resistência dessa cidade ao ataque de rebeldes em 1894?

Resposta no próximo post. Entre para matraquear também!

Outros QUIZ:

QUIZ: onde está este castelo?

QUIZ: onde fica esta igreja?

QUIZ MATRAQUEANDO

Posts relacionados

Lapa: por um dia e para toda vida

Lapa: o cerco histórico do Paraná

Share
MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

Todos os direitos reservados. 2006-2012 © VoucherPress | Agência de Notícias.
Está proibida a reprodução, sem limitações, de textos, fotos ou qualquer outro material contido neste site, mesmo que citada a fonte.
Caso queira adquirir nossas reportagens, entre em contato.

Desenvolvido por Dintstudio
Content Protected Using Blog Protector By: PcDrome.