Silvia Oliveira

Na categoria Pernambuco

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Onde comer bem e barato no Recife

Bem… barato, baraaaaato mesmo são as comidinhas – nem sempre confiáveis, é verdade – ali do centro da cidade. Mas para fazer uma refeição típica, o destino deve ser o restaurante Parraxaxá . Com duas unidades, uma em Boa Viagem e outra no bairro Casa Forte, o cardápio reúne o fino da gastronomia nordestina: carne de sol, escondidinho de charque, paçoca, baião de dois, bode guisado, feijão verde, macaxeira frita e farofa.

De sobremesa – pra rebater – pamonha, munguzá, tapioca ensopada, arroz doce, fatias de banana douradas e o afamado bolo de rolo.  Nos fins de semana, a casa abre a partir das 6h da manhã para quem quiser começar o dia arretado: tapioca fresquinha com ovo de capoeira e pão assado na brasa com manteiga de garrafa, acompanhado de um cafezinho com leite que, dizem, veio da fazenda.

O ambiente é fofo, decorado com esmero. O pessoal do atendimento se apresenta, digamos, caracterizado. O Parraxaxá funciona em formato buffet. Custa R$ 32,90 o quilo. Eu comi bem, repeti, pedi um suco regional (acho que foi de cajá, não me lembro agora) e a conta saiu por R$ 19,80.

Surpresa mesmo tive no aeroporto do Recife. Comi o melhor feijão de corda com queijo coalho da minha curta biografia. Ainda veio acompanhando com dois bifinhos suculentos. O Restaurante Romar (81 – 3464-4050/3464-4820) – com garçons e garçonetes também vestidos à caráter – serve vários pratos regionais e é famoso também pelos cafés que oferece. Meu prato (quase uma tigela!) custou  R$ 15,50 na promoção do dia e eu ainda ganhei o refri! Rá!

Fotos: Matraca’s Image Bank

Leia também:

Recife: centro histórico

As atrações culturais e arquitetônicas de Olinda

Olinda: patrimônio histórico e cultural

Hospedagem boa e barata em Olinda

Post relacionado:

Onde comer bem e barato em Natal

—————-

Minha visita ao Recife  faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto.

Share
quarta-feira, 24 de março de 2010

Recife: centro histórico

É uma questão de gosto. Se você tivesse apenas quatro horas para desbravar algum ponto do Recife, provavelmente ia se embrenhar lá pela praia de Boa Viagem – a melhor da cidade: tem calçadão, ciclovia, um monte de quiosque e sempre está cheia de gente bronzeada. Mas meu GPS interno não permite esses desvios de conduta. O sistema de informação eletrônico do Matraqueando é um disco arranhado: centro histórico, centro histórico, centro histórico.

O que fiz foi caminhar, andar a esmo, perambular pelas ruas da capital de Pernambuco. Vindo do aeroporto de metrô, desça na estação final. Ela está ao lado da Casa da Cultura (que vai ganhar post próprio), onde as lojas de artesanato funcionam dentro do antigo presídio da cidade. Passando por camelôs – gente vendendo de aquários a chaveiros –  e desvendando inúmeras barracas de comidinhas, encontrei o Acarajezinho por R$ 0,20 a unidade. Vinte centavos, você não leu errado. Mais adiante, ele – o afamado queijo coalho por um realzinho. Fissura para os olhos, coloridos e cheirosos carrinhos lotados de cajá e umbu, frutas típicas. Uma porção por R$ 2,00. Essa eu levei. Ah, e tomei uma água de coco m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a por apenas R$ 0,70! Pensei, isso é a antecâmara do céu para nenhum muquirana botar defeito.

Tirei a foto clássica do conjunto de casario da Rua Aurora em frente ao rio Capibaribe – aquele que deu o título de Veneza Brasileira a Recife. (Adoooro estes slogans cafonas, tipassim, Curitiba – Capital Ecológica ou Paris – Cidade Luz!). Em direção ao Recife Antigo – caminho onde todo mundo me alertava para tomar cuidado com a máquina fotográfica – conheci lindos prédios e casarões antigos. Sem contar que o trajeto da estação central ao bairro histórico faz você passar pelo Palácio da Justiça e pelo antigo Liceu de Artes e Ofícios, preservadas edificações do século 19.

Quando os invasores holandeses chegaram ao Brasil, no século 17, houve um período de liberdade religiosa no Recife. Muitos judeus se estabeleceram bem nessa região e deram origem ao bairro mais tradicional da cidade. A atual Rua do Bom Jesus (abaixo)  abriga a Torre Malakoff, o Centro Cultural Judaico e a Embaixada dos Bonecos Gigantes – inaugurada no ano passado. São diversas pontes emoldurando a cidade. Alguns trechos estão bem fedidinhos, é verdade… (lembra, aqui é a Veneza do Brasil!). Mas é uma paisagem muito diferente dos cenários que existem na maioria dos grandes centros urbanos. Fiquei absolutamente vidrada por este lugar!

Leia também:

Onde comer bem e barato em Recife

As atrações culturais e arquitetônicas de Olinda

Olinda: patrimônio histórico e cultural

Hospedagem boa e barata em Olinda

Posts relacionados:

São Luís (MA): sugestão de roteiro pelo centro histórico

Centro Histórico de João Pessoa (PB): modo de usar

Fotos: Sílvia Oliveira 

___________________

A visita ao Recife  faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto.

Share
segunda-feira, 15 de março de 2010

Hospedagem boa e barata em Olinda

A proposta do projeto Expedição Brasil Express é ficar em albergues da juventude, sempre que possível. No máximo, uma pousadinha econômica. Como viajo sozinha, dividir um quarto coletivo vai baratear (e muito) meus custos. Mas minha ideia é basicamente avaliar este tipo de hospedagem que, no Brasil, conheço bem pouco.

O Albergue de Olinda , filiado ao Hostelling International, está em ótima localização. O ônibus que vem do Recife, a sete quilômetros, para a 100 metros do hostel – bem no coração da cidade baixa. São 16 quartos, com piscina e terraço com redes. Há uma área verde para churrasco, televisão coletiva, sala de leitura e – importante – wi-fi grátis! Mas eles oferecem também um computador com acesso a internet: R$ 2,00 por 15 minutos. Ah, tem estacionamento para quem chega em veículo próprio.

Na recepção fui atendida pelo simpático Ailton. Paguei os R$ 28,00 da diária em quarto com seis camas (só havia mais duas meninas, uma belga e uma portuguesa no dormitório), mas com banheiro privado. Para quem não sabe: o pagamento nos albergues é feito no check-in. Os lençóis – assim como o delicioso café da manhã – estão incluídos. Aluguei uma toalha por R$ 2,00. Importante: a corrente elétrica é de 220 V.

Aliás, o café da manhã foi um capítulo à parte. Quem está acostumado a ficar em albergues pelo mundo sabe que uma das características do modus-operandi desses locais é oferecer cafés que vão do merreca ao mixuruca. Em Olinda, esse quesito fugiu totalmente à regra. Havia várias frutas disponíveis, sucos de manga e goiaba (naturais!), café com leite, pães e ovos mexidos. Além de uma saborosa manteiga. Tudo em louça simples, sem luxo. Mas saí de lá praticamente almoçada.

Reserva: feita pelo formulário do site, dois dias antes da minha chegada. Não foi preciso fazer depósito antecipado. Quarto coletivo por R$ 28,00 (alberguistas) ou R$ 35,00 (não alberguistas). Quarto de casal com banheiro privado sai por R$ 75,00 (alberguista) ou R$ 80,00 para não-sócios. Todos com ventilador.

Pontos positivos
Farto café da manhã
Ótima localização
Excelente atendimento
Boa infra-estrutura, com cozinha equipada para hóspede
Wi-fi grátis

Pontos negativos
Quarto coletivo sem ar-condicionado, só com ventilador – que não dá conta do calor.
O banheiro estava cheiroso, mas tinha mais bolorzinho do que deveria, principalmente no chão do box.

Como chegar ao albergue:

Do aeroporto: pegar ônibus do aeroporto e descer na avenida Domingos Ferreira em Boa Viagem. Em seguida pegar os ônibus Rio Doce ou Casa Caiada/Barra de Jangada. Ou pegar o metrô que fica a 300 metros do aeroporto e descer na Estação Central. Dali você pega os ônibus para Olinda. Descer na Praça do Carmo, nos Correios de Olinda. O albergue fica a 100 m.

Da rodoviária: pegar metrô até a Estação Central Recife. Em seguida ônibus Rio Doce/Princesa Isabel em frente a estação do metrô. Descer em frente aos correios, em Olinda.

Outras opções de hospedagem econômica em Olinda

Pousada São Francisco | Fica do lado do albergue de Olinda. Apartamentos a partir de R$ 120,00 – o casal. Café da manhã incluído.

Pousada Marin dos Caetés ­| Os apartamentos recebem nomes de personalidades da região. O Chico Science tem vista para o centro histórico e sai por R$ 70,00 (quarto duplo), com banheiro no corredor.  Já a suíte Maurício de Nassau, de frente para o mar, sai por R$ 120,00. Ambos têm televisão e ar-condicionado.

Casa Maloca | Quarto para casal a partir de R$ 110,00 (com ventilador) ou R$ 140,00 (com ar-condicionado).  Café da manhã incluído. Cobra taxa extra de R$ 6,00 por dia pelo wi-fi.

Leia também:

As atrações culturais e arquitetônicas de Olinda

Olinda: patrimônio histórico e cultural

Onde comer bem e barato em Recife

Recife: centro histórico

Post relacionado:

Hospedagem boa e barata em Natal

Hospedagem boa e barata em São Luís

Fotos: Sílvia Oliveira

___________________________

A visita a Olinda faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto.

Share
domingo, 14 de março de 2010

As atrações culturais e arquitetônicas de Olinda


Convento de São Francisco: o mais antigo do Brasil.

Quando você pega o mapa turístico de Olinda só aparece igreja para tudo quanto é lado. São algumas dezenas, espalhadas pelo centro histórico da cidade. Se você tiver dois ou três dias aqui talvez até consiga fazer uma peregrinação por todas elas. Como não sou nenhuma fanática pelo gênero – até porque já fui duas vezes a Ouro Preto, portanto minha cota igrejística já está de bom tamanho – selecionei as que considero mais significativas.

IGREJAS

Igreja Nossa Senhora do Carmo

A partir da praça principal é a primeira igreja imponente do roteiro. Fundada em 1580 é o mais antigo santuário da Ordem Carmelita do Brasil. Visitas diárias das 9h-17h. Localizada na Praça do Carmo.


Igreja Nossa Senhora do Carmo: antigo santuário da Ordem Carmelita do Brasil.

Igreja da Sé

No terraço panorâmico desta igreja tem-se a vista mais famosa de Olinda, com a Igreja do Carmo lá embaixo, rodeada de coqueiros e ao fundo o mar esverdeado. Abriga um descuidado arranjo de azulejos portugueses, precisando de restauro urgentemente. Na frente do altar está o túmulo de Dom Helder Câmara. No Alto da Sé, s/nº. Diariamente das 9h-17h.

Igreja Nossa Senhora dos Homens Pretos de Olinda

Foi construída por escravos alforriados no século 17, sendo a primeira do estado edificada por uma congregação de negros. No altar principal você pode apreciar uma rara imagem de Moisés negro. Para visitar a igreja, é necessário ir à casa vizinha. De seg/sex, das 8h-11h e das 13h-17h. Fica no Largo do Bonsucesso, 45. Tel. 81/3439.2495

Igreja da Misericórdia

Tem um mirante que proporciona uma linda vista da cidade baixa, com a a capital, Recife, ao fundo – que eu só vi em foto porque está em reforma. Vale a visita pela fachada. Fica no Alto da Sé. Tel. 81/3494.9100.


Igreja da Misericórdia: tem ótimo mirante, mas está fechada para reforma.

Basílica e Mosteiro de São Bento

Foi o segundo mosteiro beneditino em terras brasileiras. O primeiro está na Bahia. Chegou a ser incendiado pelos holandeses em 1631, mas foi restaurado anos mais tarde. Tem apenas uma torre sineira, com o mais sonoro carrilhão de Olinda. É uma das igrejas mais ricas do barroco brasileiro. No domingo das 10h-12h há apresentação de canto gregoriano. Aberta diariamente para visitas das 9h-11h45 e 14h-17h. Rua de São Bento s/nº. Tel. 81/3429.3288.

Convento de São Francisco

É o convento franciscano mais antigo do Brasil, fundado em 1577. Tem altar rococó, pinturas emolduradas por lindas talhas douradas (algumas bem desgastadas). Um corredor cheio de painéis profanos – que retratam o cotidiano da antiga corte – levam à sacristia. Visitas de seg/sex, das 7h-12h e 14h-17h. Sábado, das 7h-12h.

Seminário de Olinda | Igreja Nossa Senhora das Graças

Fica no ponto mais alto de Olinda. Tem lindo conjunto formado por igreja e seminário. É um marco da arquitetura jesuítica do século 16. Mas, infelizmente, a preservação do lugar foi abandonada. Abre todos os dias, das 9h-11h45 e das 14h-17h. Rua Bispo Coutinho, s/nº. Alto da Sé.


Seminário de Olinda: arquitetura jesuítica precisando urgente de uma mãozinha de tinta.

MUSEUS

Existem três museus em Olinda que parecem ser bem interessantes: o de Arte Sacra de Pernambuco (ter/sex, das 9h-12h30. Gratuito), o Regional de Olinda (ter/sex, das 9h-17h e sáb/dom 13h-17h. Entrada a R$ 1,00) e o Museu do Mamulengo – único do gênero na América Latina, com 1200 peças no acervo (ter/dom, das 10h-17h. Entrada a R$ 2,00). Não visitei nenhum deles. Mas fica aqui a dica!

Posts relacionados

As atrações culturais e arquitetônicas de Olinda

Olinda: patrimônio histórico e cultural

Hospedagem boa e barata em Olinda

Onde comer bem e barato em Recife

Recife: centro histórico

Leia também

Centro Histórico de João Pessoa (PB): modo de usar

Centro Histórico de São Luís (MA): sugestão de roteiro

Fotos: Sílvia Oliveira

________________

A visita a Olinda faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto.

Share
domingo, 14 de março de 2010

Olinda: patrimônio histórico e cultural

A ordem das cidades que vão aparecer elencadas na Expedição Brasil Express não é aleatória. Há um requisito fundamental: sol. Tenho a listinha dos destinos operados pela Azul. (Para quem chegou atrasado entenda a expedição aqui.) Com os nomes das cidades em mãos, busco no Weather o lugar com menos probabilidade de chuva. Não tenho nenhum problema em fazer turismo debaixo de um aguaceiro – faço coleção de capa de chuva, inclusive – mas para quem vai ficar 24 horas no lugar, qualquer chilique de São Pedro pode ser um baita estraga prazer.

Pernambuco ganhou disparado porque, além de arder de calor nos últimos dias, duas de suas principais cidades – Recife e Olinda – faziam aniversário bem na semana da minha visita. Desembarquei na capital na hora do almoço. Percorri o Recife Antigo e só no fim da tarde fui para Olinda, onde fiquei hospedada no Albergue da Juventude de lá. (Aguarde post expecífico sobre o hostel). Peguei um engarrafamento terrível e demorei quase 1h15 – de ônibus – para percorrer os SETE quilômetros que separam as duas cidades!

Mesmo sabendo que a noite olindense é bem agitada, que a maioria das tapioqueiras só abre no fim do dia, que fotos noturnas poderiam render boas imagens… fui direto para o hostel. Havia acordado às 5h da matina, caminhado alguns quilômetros debaixo de um sol escaldante (tá, eu escolhi isso!), então, às 19h30 eu só queria tomar banho e dormir. O sono dos justos, diga-se. Melhor decisão, impossível. Na manhã seguinte, o centro histórico parecia ser só meu. Certo, encontrei um grupo enorme de turistas alemães, branquelos como eu, tostando nos 30ºC que faziam às 8h30. E só!

Estava tudo calmo, lojas de artesanato vazias, ladeiras desocupadas. Fui cumprimentada por todos os nativos que me encontravam pelo caminho. Estava em casa! O colorido do casario – nem tão conservado como eu gostaria – com o mar de fundo, o Convento de São Francisco e o terraço panorâmico da Igreja da Sé (de onde você tira as melhores fotos da cidade) só para mim. Matutei: é tuuuudo meoooo! Se você é adepto de muvuca e tromba-tromba certamente não ia gostar. Além do que, Olinda – Patrimônio Cultural da Humanidade – é famosa pelo Carnaval. Nada de abadás ou trios elétricos. O frevo e o maracatu embalam as máscaras de papel machê e os bonecos gigantes nas ladeiras coalhadas de gente durante quase oito dias.

O barato aqui é deleitar-se com a história, a arquitetura e as inúmeras lojas de artesanato. Ladeira acima, os melhores lugares para comprinhas estão no Alto da Sé. Comprei dois imãs de geladeira arretados na Ecological com por R$ 1,50 cada. A loja também tem toalhas feitas com fibra de coco, bonecas de cabaça, tear e esculturas em casca de cajá. Achei tudo muito acessível (e olha que vocês me conhecem: sou pão dura!), principalmente porque estava no apogeu turístico de Olinda. Mesmo assim os preços eram totalmente honestos.

Comida típica

Só encontrei duas tapioqueiras abertas (as tapiocas de Olinda são famosíssimas!) – a maioria só funciona à tarde, assim como muitas igrejas. Apostei na barraca da Maria de Ely, que preparou no capricho a mais tradicional delas: de coco ralado com queijo coalho. Inacreditável, mas em cinco minutos você tem em mãos uma das iguarias brasileiras mais suaves e, ao mesmo tempo, saborosas. Por fora, a massa é sequinha, há um levíssimo crocante. Em contrapartida, o recheio é gordo e úmido. Um casamento perfeito.

A tapioca tem origem indígena. É feita com fécula extraída da mandioca – também chamada de goma da tapioca, polvilho, goma seca, entre outros apelidos. Ao ser espalhado na frigideira aquecida, o farelo gruda e vira um tipo de panqueca. O recheio varia de acordo com o gosto do freguês. Pode ser apenas com manteiga ou incrementar com banana, chocolate, carne de sol, goiabada com queijo… até onde chegar a criatividade e o estômago de cada um. A minha custou R$ 3,00. Vale como um lanche reforçado!

Curiosidade

Uma crença popular diz que o nome Olinda teve origem numa suposta exclamação do donatário Duarte Coelho: “Oh, linda situação para se construir uma vila!” Ó, linda. Olinda. =)

Leia também

As atrações culturais e arquitetônicas de Olinda

Hospedagem boa e barata em Olinda

Onde comer bem e barato em Recife

Recife: centro histórico

Posts relacionados:

Centro Histórico de João Pessoa (PB): modo de usar

Centro Histórico de São Luís (MA): sugestão de roteiro

Fotos: Sílvia Oliveira

__________________

A visita a Olinda faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto.

Share
sábado, 13 de março de 2010

Memórias da 2ª parada da Expedição Brasil Express

Juro que da próxima vez vou me obedecer. Quando apresentei o projeto Expedição Brasil Express disse que ia fazer uma bate-volta a alguns lugares interessantes do Brasil escolhendo uma única atividade: ou um museu, ou o centro histórico, ou uma praia, ou um tour bacana. Afinal, na maioria das vezes, eu tenho menos do que 24 horas no destino. Pois é… na segunda decolagem da expedição meu objetivo era Olinda. E somente Olinda. Deixaria Recife para o fim de abril – aproveitando para ir com o Raul e incluir Porto de Galinhas.

O  detalhe é que quando saí da estação central de metrô – que fica ao lado da Casa da Cultura, bem no centro da capital de Pernambuco – não resisti. Aquele lugar quente, serpenteado de pontes e canais, lotado de gente, comidinhas de rua e logo “ali”, o Recife Antigo – bairro histórico da cidade. Pensei: ah, vou dar um pulinho rápido na região e depois corro para Olinda, onde ia ficar hospedada. Rá-Rá-Rá. Deixe-me rir!

Bem, comecei a caminhar sem rumo e Recife – a todo instante – pegava no meu ponto fraco: casarões, arquitetura barroca, becos charmosos. Além de gente receptiva, educada e disposta a ajudar. Parei várias vezes para perguntar o caminho, dados e dicas. Todos foram bárbaros e a maioria me alertou: cuidado com a máquina fotográfica! Mas, de dia, achei tudo absolutamente tranquilo. Só não sabia que o pôr-do-sol acontecia tão cedo. Às seis da tarde já estava tudo escuro e, então, disparei para Olinda… meu próximo post! (Minha aventurazinha de quatro horas em Recife também vai render boas traçadas linhas por aqui. Acompanhe-nos!)

Leia também

Onde comer bem e barato em Recife

Recife: centro histórico

As atrações culturais e arquitetônicas de Olinda

Olinda: patrimônio histórico e cultural

Hospedagem boa e barata em Olinda

Fotos: Sílvia Oliveira (Centro do Recife, capital de Pernambuco).

Share
sexta-feira, 12 de março de 2010

Recife e Olinda comemoram aniversário

É hoje o aniversário das cidades-irmãs Recife e Olinda. Para quem está chegando agora e não me acompanhou no twitter, estive lá na quarta e na quinta. Voltei ontem à noite. Vou recontar alguns pedacinhos dessas duas cidades nos próximos posts!

Entre várias atrações o ponto alto das comemorações do aniversário de Recife – que comemora 473 anos - será a gravação do DVD de Elba Ramalho, a partir das 21h, no Marco Zero. A apresentação, que celebra seus 30 anos de carreira, contará com a participação de Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Lenine, Chico César, Alcione e André Rio. A entrada é gratuita.

Já em Olinda, que completa 475 anos, houve repique de sinos agora ao meio-dia, que se repetirá às 18h.  Na parte da tarde, às 15h30, uma comitiva da Coral e representantes da Prefeitura de Olinda farão uma pintura simbólica de um dos casarões ao som do frevo. Às 18h, acontece o tradicional corte do bolo.  A partir das 19h, começam os shows.

Eu volto a qualquer momento com mais informações! :-)

Leia também

Onde comer bem e barato em Recife

Recife: centro histórico

As atrações culturais e arquitetônicas de Olinda

Olinda: patrimônio histórico e cultural

Hospedagem boa e barata em Olinda

Fotos: Sílvia Oliveira

Share
Páginas:12
MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista & Blogueira | Curitiba, BR

Todos os direitos reservados. 2006-2013 © VoucherPress | Agência de Notícias.
Está proibida a reprodução, sem limitações, de textos, fotos ou qualquer outro material contido neste site, mesmo que citada a fonte.
Caso queira adquirir nossas reportagens, entre em contato.

Desenvolvido por Dintstudio
Content Protected Using Blog Protector By: PcDrome.