Silvia Oliveira

Na categoria Gramado

sexta-feira, 05 de junho de 2009

Gramado: sequência de fondue no La Gruyère

É o prato clássico da cidade. Uma espécie de rodízio suíço. Começa com queijo, passa pelas carnes e finaliza com o chocolate. Diria que quase todos os restaurantes de Gramado oferecem uma sequência de fondue. É mais ou menos como ir a Paris e comer um crepe. Ou a Belém e pedir o tacacá. Faz parrrte!

Optamos pelo La Gruyère (antigo Cantina Frigideira) que está em novo endereço com casa totalmente redecorada. (Antes eles ficavam em frente ao Hotel Serrano, agora estão bem no centro). O ambiente é muito acolhedor. Uma enorme lareira aquece o lugar. Pouca luz, paredes com madeiras rústicas e um atendimento fascinante.

Começa o estrago. Primeiro servem o fondue de queijo. (Na verdade, sempre tive dúvida se era o foundue ou a fondue. Mas consultando o Aurélio, nosso matraca-padroeiro, descobri que é um substantivo que aceita os dois gêneros!). O sabor forte dessa rodada é amenizado com pães, batatinhas cozidas, bolinhas de polenta frita e pedacinhos de goiabada. 

Segunda etapa. As carnes. Tiras de filé mignon, picanha, frango e lombo de porco. Você coloca para grelhar na pedra – em forma de réchaud. Tudo acompanhado por 17 molhos, entre eles, cebola caramelada, tártaro, curry, pasta de azeitona, doce de uva (eu adoro misturar salgado com doce!), de laranja e rosé. Sua boca encheu d’água? A minha também, só de lembrar! 

Por fim, quando a gente pensa que não aguenta comer mais nada, chega o fondue de chocolate. São sete tipos de frutas diferentes – adoro com banana, melão e uva – e bolachas waffer. Só faltou rapar a cumbuqinha com os dedos. O local – apesar de fazer a linha rústica – tem ares sofisticado, mas não é o mais caro da cidade. A sequência de fondue custa R$ 41,00 por pessoa. E eles não cobram os 10%. Nós é que pedimos para incluir na conta. Um casal – sem o vinho – gasta menos de R$ 100,00. Para o padrão de Gramado, estilo do restaurante e prato escolhido é um custo-benefício excelente. Pelo menos em uma de suas refeições na cidade se dê ao luxo! 

La Gruyèreque ainda não tem site – também é especializado em comida italiana, com massas, sopas, lasanhas, risotos e apresenta uma bonita mesa de antepasto. Tudo sob a batuta da importante e conhecida chef Gringa – gramadense da gema – que na foto aparece preparando um espaguete. Depois, a massa é servida numa frigideira fazendo uma alusão ao antigo nome do lugar! Show! IMPORTANTE: leitor do Matraqueando tem 15% de desconto no rodízio de fondue e 10% de desconto nos pratos à la carte. Mas o desconto só é válido para quem disser que conheceu o La Gruyère aqui. :-)

SERVIÇO: 

LA GRUYÈRE
Rua: João Petry, nº 74 – Centro
Tel.: 54 3295.1789
E-mail: lagruyere@hotmail.com

Fotos: Matraca’s Image Bank

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quarta-feira, 03 de junho de 2009

Gramado: roteiro de três dias

  
 

Sim, é tudo isso que você viu na TV, nas revistas especializadas e nos panfletos de divulgação: chocolates, fondue, folhas de plátano, gente chique, vitrines caras, comida de primeira, café colonial, muito frio, casinhas enxaimel. Todos os estereótipos são confirmados num passeio rápido pela Av. Borges de Medeiros, no centrinho.

Lembra muito, mas muito mesmo um pedacinho da Europa. Com apenas 32 mil habitantes, Gramado consegue ferver o ano inteiro por conta das festas típicas, dos casais em lua-de-mel, da paisagem, do Festival de Cinema e da boa gastronomia que oferece.

A pouco mais de uma hora de Porto Alegre, Gramado é destino de fim de semana para muitos gaúchos e turistas de outros estados. Faz parte da Rota Romântica e está a 110 quilômetros de Bento Gonçalves – de onde saem os tours pelo Vale dos Vinhedos. Sem falar que apenas uma rua separa Gramado da cidade de Canela, onde está localizado o Parque do Caracol.

Ponto importante: a hospitalidade dos gramadenses. Uma coisa é você ser bem tratado no hotel, no restaurante, nas lojas. Outra coisa é você ser muuuito bem tratado por onde quer que vá. Todos são muito solícitos, generosos e atentos.

Se você tem um fim de semana em Gramado é melhor dividir o roteiro em três partes: gastronômico, museus temáticos e parques. Ou apenas eleger um deles. Caso prefira o gastronômico, prepare-se para enfiar o pé na jaca (de tanto comer) e a mão no bolso. A cidade tem diversos lugares para todos os gostos – comida italiana, suíça, contemporânea, galeterias.

Quase sempre os restaurantes badalados são os mais caros, mas há opções que ajudam a evitar que você use o penhor da Caixa para pagar as contas na volta.

Sem carro a coisa complica. Mas não é impossível. Afinal a gente percorre tantos lugares no mundo a pé, de ônibus, de metrô e sempre chega. Caso você vá desmotorizado pegue a charmosinha Jardineira das Hortênsias.

É o city tour oficial. A vantagem é que fazendo esse passeio você terá noção das distâncias entre alguns cartões-postais como o Lago Negro e a o centro, onde está a Rua Coberta. Depois você pode voltar aos pontos que mais interessaram com os coletivos municipais ou de táxi.

Então – como sugestão – divida seu tempo assim:

1º dia:
- Faça uma caminhada pela Av. Borges de Medeiros. É a melhor maneira para introduzir Gramado. Você decifra um pouco o estilo da cidade. É só ir e vir. As principais lojas de chocolates, roupas, galerias, restaurantes e bistrôs estão aqui. Está cheia de árvores com folhas de plátanos que nesta época ficam alaranjadas.

- Ainda na Borges de Medeiros visite a Igreja de São Pedro, que está ao lado do palácio do Festival de Cinema de Gramado – que por sua vez fica em frente à Rua Coberta, uma espécie de espaço gastronômico ao ar livre, mas com um teto de folhagens como proteção. Você mata um monte de coelho em um quarteirão só.

- Caso esteja sem carro, dê uma geralzão no lugar com a Jardineira das Hortênsias. Custa R$ 16,00 por pessoa. Saídas às 10h, 12h, 14h e 16h. O passeio dura uma hora e meia.

- Dê uma esticada ao Le Jardin: o primeiro parque de lavandas do Brasil. A florada acontece de setembro a novembro, mas mesmo fora de época é um agradável passeio.

- Almoço no Petite Maison (Rua São Pedro, nº 462. Reservas pelo telefone 54 3286.4702). O restaurante está descuidado, mas oferece uma deliciosa truta com alcaparras. Para o jantar, o clássico da cidade: sequencia de fondue no Cantina Frigideira. (Fica na Rua João Petry, 74. Reservas pelo telefone 54 3295.1789.) Ambos não têm site.

2º dia:
- Conheça o Lago Negro, que oferece margens decoradas com árvores importadas da Floresta Negra da Alemanha. No verão existe o contraste com o azul das hortênsias. O passeio clássico ali dentro é andar nos pedalinhos. Funciona das 8h30 às 19h. Passe uma manhã sossegada aqui.

- Depois do almoço no restaurante Trattoria del Corso – que serve um prático buffet a quilo com comida caseira – vá conhecer o Mini Mundo.  É um universo imaginário e criativo, onde mostra réplicas de castelos, ferrovias, moinhos, praças, igrejas, estaleiros, teleféricos, torres, lagos, cascatas e casas típicas. (Mas cobra por crianças pequenas, o que eu acho injusto!)

- Em vez de um almoço tradicional, faça um brunch no Café Colonial Bela Vista. São 80 variedades entre bebidas, doces e salgados. Divirta-se entre pães caseiros, tortas coloniais, bolos, cucas, geléias e uma saborosa tábua de frios. São R$ 45,00 por pessoa (atualizadoem junho de 2011). Fica na Av. das Hortênsias, nº 3500. Reservas pelo telefone 54 3286.1608).

- Termine seu dia no Parque Knorr, que abriga a Aldeia do Papai Noel. Um local para crianças, mas os adultos também vão adorar. Tem a Árvore dos Desejos, o Chalé dos Ursos, Fábrica de Brinquedos, além da primeira casa da região em estilo bávaro, datada de 1940, toda decorada com motivos natalinos – onde, claro, hoje mora o Papai Noel. A aldeia esta aberta o ano inteiro.

- Tá podendo? Vá jantar no Belle du Valais – considerado um dos melhores restaurantes suíços do Brasil. Nós não fomos, mas o Diego dos Destemperados esteve lá e conta tudo aqui. Um casal, tomando vinho, gasta – em média – R$ 200,00. Ou invista no tradicional galeto no restaurante Mamma Mia. Nós fomos e adoramos!

 

3º dia:
- De carro vá pela Av. das Hortênsias (também chamada de Estrada Gramado-Canela) e visite O Reino do Chocolate, um espaço temático da fábrica Caracol que conta a história do cacau e tem um café com uma vista maravilhosa para o Vale do Quilombo. Funciona todos os dias das 8h às 22h. O ingresso custa R$ 5,00 – convertidos em chocolate.

- Na mesma avenida estão os museus do Automóvel, do Perfume ou Museu de Cera. O primeiro traz uma linda exposição de carros antigos. Já o segundo exibe, entre outras curiosidades, 450 frascos – como o Violeta di Parma – criado especialmente para Maria Luigia, esposa de Napoleão Bonaparte. O Museu de Cera traz réplicas de artistas internacionais. Achei meio brega, mas não deixa de ser divertido!

- Dali parta para o Parque do Caracol, em Canela – cidade a 7 quilômetros de Gramado. Lá você encontra a Cascata do Caracol que despenca 131 metros em queda livre. Há ainda trilhas ecológicas, lojinhas de artesanato, um mirante e uma escadaria com 927 degraus que leva à base da cascata. Adultos pagam R$ 10,00. Funciona das 8h30 às 17h30. Na volta, coma o melhor Apfelstrudel do Brasil no Castelinho Caracol, um mistura de museu e casa de chá.

- Depois de ter deixado até a ceroula no Belle du Valais coma um delicioso Tagliatelle a Quatro Queijos com Iscas de Mignon por R$ 25,00 por pessoa (atualizado em junho de 2011) no Sabor de Frutas - café e restaurante que fica na Rua Coberta (Rua Madre Verônica, nº 47, loja 125. Telefone: 54 3286.4714).Ou desfrute um saboroso pastel no Pasteleiro, lanchonete temática onde tudo faz referência ao cinema - uma alusão a um dos maiores festivais do gênero que acontece na cidade.

Caso você tenha mais do que três dias:

- Conheça o deslumbrante Templo Budista de Três Coroas, a 30 quilômetros de Gramado.

- Estando com crianças, dê uma passadinha no novo zoológico da cidade, onde a fauna é 100% brasileira.

?

Acredite: mesmo com este roteiro apertado fica muita coisa para trás. Mas Gramado é cidade para voltar. Venha. Faça tudo do seu jeito e no seu ritmo. O gostinho de quero mais sempre vai ficar.

Fotos: Raul Mattar

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Gramado & Canela | Post – Índice

Bento Gonçalves

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sábado, 30 de maio de 2009

Tempo desGramado… com imprevisto!

Já sabíamos: ia fazer muito frio e chover. Só que frio ainda vá lá. Já com a chuva a gente tem que saber lidar. Como a meteorologia previa uma aguinha constante neste sábado já havíamos nos programado para fazer vários passeios internos – como conhecer alguns museus (do Automóvel, Medieval, do Perfume, do Vapor), casas temáticas de chocolate e, claro, almoço e jantar em lugares onde o restaurante por si só valesse a pena.

Mas veio o imprevisto. Em vez da Mariana dar trabalho, quem ficou doente foi o Raul. De manhã, após nossa visita ao Museu do Vapor, ele teve uma crise de hipertensão, braço esquerdo dormente, dor forte… Ishhh. Corremos para o hospital da Unimed – que fica quase em frente ao nosso hotel. Imagine só, tive que dirigir o carro alugado debaixo de chuva, numa cidade desconhecida, com uma lente de contato que não me deixa ler placas. Foi nessa hora que o Raul, de fato, quase infartou! Rá rá rá

Como era de se imaginar, ele estava com a pressão lá nas alturas. Fez eletrocardiograma (tudo certo!), foi medicado e teve que ficar umas duas horas lá, esperando a pressão baixar. O médico disse que é comum quadros como o dele em Gramado, por causa da altitude da cidade. Depois, repouso absoluto. Saímos apenas para um jantar rápido. De volta ao nosso ninho – e o Raul bem melhor – já nos preparamos para um domingo mais seco, apenas com pancadas de chuva rápida.

Essa é a lei do imprevisto: saber passar por ele como se fosse um teste… de bom-humor, paciência e solidariedade.
Porque o destino é só um detalhe. O que importa, no nosso caso, é estarmos juntos, mesmo que seja para passar a tarde tomando chá de tangerina com cravo na recepção do hotel.

Foto: Raul Mattar – antes de ter o piripaque.

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sábado, 30 de maio de 2009

Ao chegar a Gramado…

Não, não fui direto me entupir de chocolate. Descarregamos as malas primeiro. Já eram quase três da tarde quando desembocamos na cidade. Demos a atenção necessária para Mariana – trocar fralda, esquentar papinha, fruta de sobremesa.



Encapotamos nossa pequena – estava 7 °C graus, com previsão de fazer 2 °C na madrugada – e desembestamos pela Av. Borges de Medeiros, uma mistura da chiquete Oscar Freire de São Paulo com a cheia-de-gente-descolada Vila Capivari de Campos do Jordão.

Primeira parada: chocolate quente no café/restaurante da empresa Caracol, tradicionalíssima no ramo. Pedi o Latte Submarino, uma taça de leite espumante com uma barra de chocolate preto mergulhada, por R$ 6,00. O Raul pediu o Chocolate Quente Cremoso com Chatilly. Dos deuses, parecia brigadeiro derretido. Achei mais gostoso do que o meu. A xícara saiu por R$ 7,50.

Aproveitamos para zanzar pelas lojinhas da avenida, priorizando as casas-tentação. Entramos também no Chocolate Planalto. Não tem o glamour da Caracol, mas o produto é delicioso e bem mais em conta.

Depois (tudo ali mesmo, na Av. Borges de Medeiros) entre dezenas de portinhas, você também encontra a Lugano que – como todas as outras – tem grande preocupação com a qualidade da matéria-prima e acabamento do chocolate.



Jantamos e voltamos cedo para a calefação do hotel.
Porque o fim de semana promete. Brrrrrr. Sigam-me os bons!

Fotos: Raul Mattar

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

De Porto Alegre a Gramado pela Rota Romântica

Chegamos ao aeroporto de Porto Alegre às 11h30 da manhã. Pegamos nosso carro alugado na LocarAlpha – por R$ 49,00 + seguro, com quilômetragem livre e partimos para Gramado, a 115 quilômetros da capital gaúcha. Optamos pela Rota Romântica, um roteiro gracioso cheio de imagens bucólicas e casinhas coloridas, inspirado num simular do norte da Alemanha.

Não espere encontrar no trajeto resquícios dos campos daToscana italiana ou dos picos nevados dos Alpes suíços. A Rota Romântica é uma estrada cercada por vilarejos, vaquinhas pastando, carros de bois e flores.



Não vimos as típicas hortênsias (uma ou outra estava florida, viemos fora de época). Mas as árvores de plátano – trazidas pelos imigrantes alemães – com tons amarelos e laranja enfeitam o passeio e dão ares europeus.

A rota é formada por 13 cidades: São Leopoldo, Novo Hamburgo, Estância Velha, Ivoti, Dois Irmãos, Morro Reuter, Santa Maria do Herval, Presidente Lucena, Picada Café, Nova Petrópolis, Gramado, Canela e São Francisco de Paula. Nós não entramos em nenhuma delas, exceto Gramado – nosso destino final – e Canela, que está aqui do ladinho.

Mas durante todo o trajeto há diversos restaurantes, cafés coloniais, lojas de roupas, malharias, móveis e calçados. Não pense que é, assim, uma muvuca. Lembre-se do nome, Romântica. O olhar sobre a região deve ser lânguido.

Caso a expectativa for muita, você se decepciona. Então, aproveite para lembrar que está de férias e desfrute dos detalhes.

Fotos: Raul Mattar

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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