Silvia Oliveira

Na categoria Santa Catarina

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

As ostras do Costão

Imagine uma pessoa como eu – acostumada a comer quirera com lingüiça – se deparar com um panelão de ostras para comer à vontade. Muita gente acha que essa iguaria é gosmenta e que tem de ser comida crua.

Mas a ostra do Costão não era qualquer ostra. Essas eram gratinadas com queijos “finos” (assim me explicou o cozinheiro), quer dizer, chef – profissional especializado em dar nome bonito a quitutes esquisitos! O prato é típico no Costão do Santinho e em toda Florianópolis, maior produtora nacional do molusco.

Isso foi o que sobrou. Pensando o quê? Sô xique, bein!
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Fotos: Raul Mattar
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Costão do Santinho: resort II, o retorno.

Todo o preâmbulo anterior para dizer que voltei. Quatro anos depois da primeira tentativa, voltei para um resort. Já desabafei aqui, onde disse que eu – muito pateta e simplória – até havia pensado em passar a lua-de-mel no Costão do Santinho, em Florianópolis. Mas o resort estava muito (mas muito mesmo) acima das minhas posses.
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Deixei para lá, até porque ­– abramos novo parêntese – lá tudo funciona perfeitamente, você é tratado como rei, possui piscinas maravilhosas (no caso do Costão, aquecidas, inclusive!) e uma praia só para ele – mas este tipo de complexo não é para mim (nos mais variados quesitos).
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Só que como para Deus nada é impossível, veja só: no fim de semana do Dia do Pais, mega-promoção: diária de baixa-temporada e pai acompanhado do filho de até 11 anos não pagava. A “oferta” era válida para apartamento superior (o melhor, uma espécie de flat) ­– com todas as refeições e taxas incluídas. Hã?
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Não, não era pegadinha. Havia uma explicação: o Costão do Santinho foi eleito três vezes como o melhor resort de praia do Brasil. E nós estamos em pleno inverno. Faz frio e, invariavelmente, chove em Floripa. Para aumentar a taxa de ocupação nessa época do ano eles cometem essas loucuras. Ainda assim, dois dias aqui custam mais do que um pacote de sete dias para Porto de Galinhas, por exemplo.
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Mas do que precisávamos, novamente, era descansar. Com um agravante: tínhamos que testar a Mariana em uma viagem curta e com estrutura (porque a pobre nem imagina o que vem por aí). Pimba! E lá fomos nós – de matraca-móvel – enfrentar mais uma vez o mundo raso dos resorts.
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Já no check-in não foi preciso nem chegar o drinque de boas-vindas para ser informada sobre o Costão Baby, uma parte do complexo dedicada aos bebezinhos, com berçário e atividades lúdicas. Quê? Deixar minha filhotinha de 2 meses e meio, sozinha, olhando para fantoches e cubos amarelos. ­– Não, moça. Brigada. Ela veio para ficar com a gente.
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E a lua-de-mel se deu a três. Na melhor companhia que podíamos imaginar sem nunca pensar que seria tão bom e divertido. Fui embora pensando no escritor Borges, lá do post anterior. Será que, enfim, mudei de idéia? Será que farei como 99% dos pais acompanhados de filhos que – por comodidade ou gosto – ficam na rota resort-hotel-fazenda até a molecada colocar a primeira mochila nas costas? – Não, Sílvia, é que foram só dois dias. Não deu tempo de sentir vontade de ir para o centro da cidade, disse nosso sábio Raul. Ah, bão.
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Então, agora só me falta o gramour.
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Fotos: Raul Mattar
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sexta-feira, 05 de outubro de 2007

A maior festa alemã das Américas

Blumenau sempre foi, para mim, aquela cidadezinha bucólica cheia de casas de boneca que minha família e eu visitávamos quando ficávamos no Candeias de Piçarras. Mas para todo o resto do mundo ela é a sede da Oktoberfest, maior festa alemã das Américas.

Você já está careca de saber: a nossa Oktoberfest foi inspirada na festa homônima alemã, que teve origem há 196 anos em Munique – hoje a maior do mundo. Mesmo quem não é chegado a um barril de chopp, a visita ao Parque Vila Germânica, na cidade catarinense, é um passeio riquíssimo. Até o dia 21 de outubro, Blumenau vira o centro das atenções de boa parte dos turistas brasileiros e estrangeiros.
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Num mesmo lugar é possível encontrar comida típica, tradições, roupas regionais, músicas características, carros alegóricos e artesanato. Mais de 600 mil pessoas são esperadas nos 18 dias de festa. Sem contar que – ao vir para Blumenau – a gente encontra, em uma raio de 60 quilômetros, relíquias como Pomerode, Nova Trento e Timbó.

Voltamos a qualquer momento com mais informações. ;-)

Imagem: cartaz de divulgação da 24ª Oktoberfest de Blumenau
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domingo, 06 de agosto de 2006

Floripa: para os manés de todas as ilhas

Florianópolis é a Daslu do turismo nacional. A ilha se tornou rota obrigatória dos endinheirados. Virou marca. Mas assim como a Daslu tem umas regatinhas de algodão para oferecer às garimpeiras da loja, Floripa tem pousadas acessíveis e até camping, para nós – com muito orgulho – farofeiros do turismo. Um camping, por exemplo, em JURERÊ INTERNACIONAL, a praia das dasluzetes. Por deizão a diária!

Quem nasce em Florianópolis – todo mundo sabe – é conhecido como “Mané”, o Manezinho da Ilha. Vem do tupi “manema”, que significa farinha grossa, o “que come farinha” ou “pessoa ingênua”. Mas mané mesmo sou eu que demorei muito para aceitar Floripa como o destino da hora.
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Não saberia descrever muito bem as praias, nem conseguiria memorizar o nome de todas. Porque são muitas e para todos os gostos: calma, agitada, morna, fria, com onda, sem onda, areia clara, areia escura, lotada, deserta. Também não poderia enumerar todos os restaurantes que oferecem ostras pela bagatela de R$ 8,00 a dúzia. A cidade é a maior produtora nacional dessa gosminha que – dizem – é comida de gente rica. Ou seja, essa estatística não poderia estar em outro lugar. (Admito: COMI OSTRA! Afinal, viajar é para isso mesmo: por algumas horas você vira patrão. Só passeia, vive pulando de restaurante em restaurante e todo dia tem alguém para arrumar o seu quarto.)

Seria difícil também eleger o norte ou o sul da ilha como preferido. São diferentes, com públicos distintos e paisagens alternativas. A cidade tem dado certo por isso mesmo. Consegue reunir num pedacinho de terra (é menor que Londrina!) praias com azul caribenho, casario colonial para Ouro Preto nenhuma botar defeito, qualidade de vida, segurança e, de quebra, tem uma das melhores universidades do país. Santa Catarina, definitivamente, deu sorte!

Fotos: Raul Mattar

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terça-feira, 01 de agosto de 2006

Santa Catarina: para entender Floripa

Fez um sol danado e um frio de rachar o cano. A massa de ar POLAR vinda da Argentina acertou em cheio Florianópolis no fim de semana. A cidade estava glacial (sou hiperbólica mesmo – quando se trata de frio, friagem, geada, nevasca ou granizo. Por isso, aviso aos matraqueadores: é provável que nunca encontrem aqui um post sobre esqui, snowboard, Chillán, Bariloche ou Serra Nevada), mas o céu azulíssimo me mostrou uma cidade calma e despreocupada. A baixa temporada e os 8º graus de sábado à noite me fizeram descobrir que existe vida depois de Jurerê Internacional. Para que se possa entender a atual Florianópolis hippie-chic, no entanto, tenho que ilustrar – primeiro – o estado de Santa Catarina. É um dos menores do país e consegue ter, surpreendentemente, tudo isso:


- 560 quilômetros de praias, incluindo algumas das mais bonitas do Brasil;

- Baleias-francas, que visitam o mar de Garopaba e da Praia do Rosa;

- Oktoberfest, a maior festa da cerveja do país e segunda do mundo, só perdendo mesmo para a original em Munique, na Alemanha;

- Uma região serrana que recebe neve e muitos turistas todos os anos;

- Laguna, a terra de Anita Garibaldi e cidade principal do movimento separatista da Revolução Farroupilha;

- Beto Carrero World, um parque temático para os aficionados do gênero;
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- Camboriú da velha guarda, a preferida das famílias, idosos e argentinos (se bem que estes últimos estão por toda a parte no estado, desde que o lugar escolhido tenha praia!);

- Praia do Pinho, a primeira oficial de naturismo no Brasil. (Nudismo virou naturismo, entendeu?);

- Pomerode, Nova Trento e Treze Tílias, principais representantes da arquitetura e das tradições alemã, italiana e austríaca, respectivamente;

- Rendeiras que preservam a tradição herdada dos colonos açorianos: o crivo. Um bordado doido que, para formar lindos desenhos, primeiro tem que desfiar todo o tecido;

- Joinville, pólo industrial com vocação para serviços. Vive brigando com Londrina na disputa pelo 3º lugar de maior cidade do sul do país. Tem a melhor escola de balé do Brasil e, ainda, Tia Esperança, Aninha e Moisés que – para mim – já são mais do que um ótimo motivo para visitar a cidade;

- Resorts como o Costão do Santinho, para quem ainda prefere um piscinão às praias;

- Madre Paulina, imigrante italiana que adotou o Brasil aos nove anos de idade. É a primeira (e única) santa “brasileira”. Há vários santuários dela espalhados pelo estado, mas o principal fica em Nova Trento, considerado a 2ª maior estância turístico-religiosa do Brasil. A primeira é Aparecida, em São Paulo;


- Águas cristalinas em Quatro Ilhas, uma das praias de Bombinhas, outro município famoso cheio de enseadas e costões;

- Comida muito boa: ostras gratinadas no litoral, marreco recheado no Vale do Itajaí e sopa de pinhão na serra.

Simplesmente tudo num raio de 200 quilômetros da capital – agora, sim, entendo – o metro quadrado mais caro do Brasil. (Sem contar a especulação imobiliária, obviamente). E olha que quase nem falei, ainda, da própria Florianópolis. Mas essa conversa já é para o próximo post.

Fotos: Raul Mattar

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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