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Como ir do aeroporto de Paris (Charles de Gaulle) ao centro

O Aeroporto Charles de Gaulle é o maior e mais movimentado da França. Quase 60 milhões de pessoas passaram por aqui em 2010. Está a 25 quilômetros do centro de Paris. Veja como chegar:

Metrô – O aeroporto Charles de Gaulle não é servido por metrô que leva ao centro.

Trem –  O RER B (trem metropolitano) é o transporte preferido dos turistas que chegam ao aeroporto Charles de Gaulle. Além de ser econômico, faz ligação com o metrô no centro da cidade. O ticket deve ser comprado antes do embarque. Para chegar à bilheteria ou aos terminais de autoatendimento siga as placas “Paris par train”. Lembre-se de validar o ticket antes de embarcar. O trajeto dura 25 minutos até a Estação Gare du Nord. Já a Estação Châtelet- les Halles (uma depois da Gare du Nord) está interligada com mais linhas de metrô. Mas para saber onde vai descer leve em consideração a localização do seu hotel. Funciona das 4h45 às 22h50 (segunda a sexta) e até às 23h50 nos fins de semana. Veja o mapa do itinerário aqui.  A passagem custa € 9,10.

Ônibus – O Roissy Bus é um ônibus especial do transporte público de Paris que faz o trecho Aeroporto-Ópera. Você pega nos terminais 1, 2 e 3 e desce na Ópera/Palácio Garnier. Funciona das 6h às 23h. O trajeto dura em torno de 1 hora e o bilhete custa € 10. O Cars Air France é o serviço – pago – de traslado da companhia área francesa. São quatro linhas. (Uma delas faz a ligação entre o Charles de Gaulle e o aeroporto Orly por € 19). A linha que leva à Gare Montparnasse custa € 16,50. Já até a Place de l’Etoile (onde fica o Arco do Triunfo) são € 15.  Funciona das 6h às 22h. O bilhete pode ser comprado nos guichês da Les Car Air France ou diretamente com o motorista. Dica: se comprar ida e volta o bilhete sai mais em conta e quatro pessoas comprando juntas têm desconto de 15% sobre a tarifa. Para quem chega de madrugada e não quer pegar táxi há a opção dos ônibus noturnos N 140 e N 143 que saem do Terminal 3 e leva até a Estação Gare de l’Est. O bilhete custa € 7,60 e pode ser comprado a bordo.

Shuttle – Para quem viaja em grupo o shuttle, aquela vanzinha com um motorista que ajuda você a entuchar o porta mala com sua bagagem, pode sair uma pechincha. O Paris Shuttle , por exemplo, cobra € 12,50 por pessoa se o carro sair lotado com oito passageiros. Faça sua reserva on-line aqui. Um motorista estará esperando por você com um cartaz e deixará o grupo na porta do hotel. Com o Paris Airport Shuttle  você pode ir sozinho por € 30 ou pagar € 17 em grupo de 4 ou mais pessoas. Estes preços são para corridas entre 5h às 23h30. Depois desse horário, geralmente, há um acréscimo de € 3 por pessoa.

Táxi – Dependendo do trânsito a corrida do aeroporto até o centro pode custar entre € 50 e € 60. O trajeto dura em torno de 45 minutos. Em horários de pico pode calcular uma hora.

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Foto: Enrico Nunziati

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Paris: como fazer um romântico passeio de barco pelo Rio Sena sem gastar muito

Sim, é um passeio romântico. Mas serve também – e principalmente - para quem viaja entre amigos ou sozinho. Há duas formas de conhecer Paris pelo Rio Sena. Os passeios tradicionais, em barcos de turismo, oferecem visitas guiadas que explicam os principais monumentos vistos do rio. A outra opção, mais charmosa (e beeem mais cara!) é jantar a bordo de barcos refinados.

Várias empresas oferecem o passeio.  A duração média é de uma hora e o preço por pessoa, em torno de € 10. O passeio com jantar custa a partir de € 95 por pessoa e inclui entrada, prato principal, queijo, sobremesa e vinho.

A melhor hora para entrar no barco é ao entardecer quando as luzes da cidade começam a acender e Paris ganha tons de laranja e dourado. Caso não queira pagar pelo jantar você pode levar alguns belisquetes como queijinhos, minipães e até vinho - mas nada de farofagem, por favor! São só uns petiscos para você poder dizer depois que fez um passeio pelo Sena regado a vinho e queijo franceses. Rá!

SERVIÇO:

Bateaux Mouches
Port de la Conferénce (Pont de l’Alma), Metrô Alma Marceau. Tel.: 01/42259610.  No verão, das 10h15-23h.

Les Bateaux Parisiens
Port de la Tour Eiffel. Metrô: Birk-Hakeim, Trocadéro. Tel.: 08/25010101. No verão, das 10h-22h.

Vedettes de Paris 
Port de Suffren. Metrô: Birk-Hakeim &Trocadéro (linha 6) e Trocadéro (linha 9). No verão, das 10h30 às 23h.

Fotos: Diana Dima

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França a 50 euros por dia – Parte 3

ONDE FICAR NA FRANÇA
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Seja lá onde for se hospedar na França, vá com tudo reservado, sempre. Se sua intenção é garantir cama barata, outro detalhe: a reserva deve ser feita com muita antecedência. Lembre-se de que o país é o mais visitado do mundo. Não há rede hoteleira que dê conta de receber tanta gente. Mesmo na baixa temporada hotéis e albergues trabalham com grande ocupação, principalmente em Paris – o principal destino do país. A rede de albergues é enorme. Há os independentes e os que são filiados ao Hosteling International. Quem quiser um hotel econômico, a rede Formule 1 (presente em diversas cidades brasileiras) é francesa e está pipocada por toda a França. Você pode encontrar quartos em Paris por 40 euros, para três pessoas. Importante: a localização não ajuda. Geralmente estão nos subúrbios ou até em cidades vizinhas. Consulte o site dos hotéis Formule 1 – rede que pertence à Accor.
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HOSPEDAGEM ECONÔMICA NA FRANÇA
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Em Paris, ao optar por um albergue da HI fique com o Jules Ferry. São 21 euros nos dormitórios coletivos. Quartos para duas pessoas saem por 42 euros, com café da manhã (simples) incluído. O albergue independente Auberge Internacionale des Jeunes oferece quarto duplo a partir de 36 euros (16 por pessoa). Com café da manhã incluído. Detalhe: não aceita maiores de 35 anos. Para ficar no charmoso bairro de Montmartre, uma opção econômica é o albergue Woodstock,  da rede C.H.E.A.P. Oferece quartos coletivos a partir de 19 euros. Quarto duplo a partir de 44 euros (22 por pessoa). Café da manhã incluído. No Hôtel Rivoli (rue des Mauvais Garçons, 44) o quarto de casal sai a partir de 44 euros, sem café da manhã. Ótima localização. (Não confundir com o Hôtel Paris Rivoli, ali perto, mas o dobro do preço).
Na região da Alsácia, Estrasburgo oferece uma das estadas mais contemplativas da França. O Hotel Le Grillon, central e descontraído, tem quartos duplo a partir de 40 euros – nem todos com banheiro privativo. Café da manhã buffet por 7,50 euros. Em frente à estação de trem o Hotel du Rhin  oferece quartos de casal a partir de 40 euros, com banheiro privativo, TV e telefone. Não inclui café da manhã.

 

Ao fazer de Tours seu ponto de parada para conhecer os castelos do Vale do Loire uma boa opção é o Hotel Terminus,  do lado da estação de trem. A partir de 45 euros para duas pessoas. Tem wi-fi grátis nos quartos. Café da manhã cobrado à parte. Em Carcassonne não é necessário dormir. Um dia basta na cidade. Mas se você ficar hipnotizado com a beleza do lugar passe uma noite aqui no Hotel Central . Quarto de casal a partir de 39 euros, com wi-fi grátis, banheiro no corredor. Café da manhã continental por 7 euros. Pela Cote D’Azur, nada mais que lagartear nas praias de Nice. O Hotel D’Orsay, do lado da estação de trem, tem diárias a partir de 36 euros para duas pessoas, com banheiro no corredor ou quarto duplo por 43 euros, com banheiro privativo. Todos têm TV e toalhas. Café da manhã por 5 euros. 

ONDE COMER BARATO NA FRANÇA 

Comida francesa em restaurante estrelado já custa caro aqui no Brasil, imagine in loco – pagando em euros. Mas isso não quer dizer que você não poderá desfrutar de deliciosas refeições por um preço honesto e de acordo com seu modelo 5.0 de viagem.

Nos bistrôs e restaurantinhos o menu turístico se chama formules. Estão incluídos prato principal, bebida e sobremesa. Geralmente custam em torno de 8,50 euros.
Mas podem chegar a 12 ou 13 euros, dependendo do ambiente e da localização. Querendo variar o cardápio quando você avistar “comida grega”, pode entrar. Geralmente come-se bem e não paga-se mais que 10 euros. 


Petit déjeuner (café da manhã) numa boulangerie (padaria) típica não sai mais que 3 euros. (Foto: Martin B.) 

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Em Paris a cadeia de restaurantes Cojean – não muito conhecida dos turistas, mas famosa entre os parisienses – oferece almoços rápidos e saborosos por uma média de 15 euros, com entrada, prato principal e sobremesa. Só para ter uma idéia uma lasanha vegetariana sai por 8,70 euros. Existem várias unidades na cidade. Na primeiro andar da loja de departamento Printemps (você com certeza vai passar por lá para comprar um creminho), há uma filial da Cojean, aberta o ano todo das 9h30 às 20h. Para ver o cardápio da rede com preços (válido até outubro de 2009) clique aqui

Antes de ir ao supermercado, conheça a rede Goutu em Paris – que lançou a marketeira (e acertada) campanha de sanduíches a 1 euro cada! Pegadinha: o detalhe é que o sanduíche é pequeno para quem está acostumado com aqueles baguetões espalhados pela cidade. Mas os produtos são frescos e o sandubão, ajeitado. Se a fome for muita peça três de uma vez e, mesmo assim, a conta fica em 3 euros. Também há salada e sopas a partir de 3 euros. Aberto de segunda a sexta, das 11h às 16h. Sábado e domingo, fechado. As estações de metrô mais próximas são Notre Dame de Lorette e Le Peletier. Conheça o menu com preços, clicando aqui

Depois do seu almoço turístico, aproveite para passear pelos supermercados e garantir um jantar à la Rei Luis XV. De todos os países da nossa série, fazer compras num mercadinho francês pode se tornar um momento extravagância. Não pelo preço. Mas pela experiência de comprar tudo o que você risca da sua listinha aqui no Brasil, pagando muito pouco lá. Queijos brie, ementhal (pedaços a 2 euros e servem mais de uma pessoa) pães, salames de todos os tipos, formas e tamanhos, saladinhas prontas, sucos de 1 litro por 1,50 euros, patês, cremes de azeitona e vinhos de primeira por preço de quinta! A rede Auchan – completa e mais em conta que o Carrefour -  está nas principais cidades do país. 

Em Estrasburgo circule pela praça central e procure pelos Choucrute Garnie, lugares que oferecem comida típica alemã (a região já pertenceu a Alemanha) por preços módicos. Quiosques de kebab estão por toda a parte. Aproveite o mercado ao ar livre da Place de la Marne

SESSÃO-MÃO-DE-VACA-MUQUIRANA 

 

Cuscuz de graça em alguns restaurantes de Paris. (Foto: Carolina Aguiar Lépée)
 
Quer comer de graça? Alguns restaurantes de Paris conseguiram chamar a atenção de turistas e parisienses oferecendo comida grátis. O cliente só paga a bebida. O cardápio é único e muda conforme o dia da semana: cuscuz marroquino ou mexilhões com fritas (moules-frites). Não tem pegadinha. Você paga uma consumação e come à vontade.
  
Como a maioria oferece música ao vivo, os donos dos restaurantes ganham justamente com as biritas, já que o pessoal acaba bebendo a noite toda. A dica é chegar cedo para conseguir uma mesa. Alguns dos restaurantes que oferecem o menu-mão-de-vaca: La Cordonnerie (142 rue Saint-Denis. Metrô: Étienne Marcel e Réaumur Sébastopol): oferece cuscuz todas às quintas e sábados a partir das 20h30. Tribal Café (3 cour des Petites-Ecuries. Metrô Château d’eau ): foi um dos primeiros a ter essa idéia. Moules-frites todas às quartas e quintas a partir das 21h e cuscuz nas noites de sexta e de sábado. La Chope du Château Rouge (40 rue de Clignancourt) : cuscuz todas as sextas e sábados a partir das 21h. Cerveja a dois euros! Le Taïs (129 Boulevard de Ménilmontant. Metrô: Ménilmontant): mexilhões com fritas às quartas e quintas e cuscuz às sextas e sábado. Sempre a partir das 19h. Uma garrafa de vinho aqui sai a partir de 12 euros. Le Trois Frères (14 rue León. Metrô: Château Rouge): serve cuscuz nas quintas e sopa no sábado. Ambos a partir das 21h30. A dica é do Paris em Foco da Carolina Aguiar Lépée. O blog dela é cheio de dicas de Paris grátis. Corre .
MOMENTO EXTRAVAGÂNCIA

 

Hospede-se, nem que seja uma única noite, num castelo francês. Existem várias opções para seu momento Antonieta. O Château d’Esclimont está a 60 quilômetros de Paris, entre entre Rambouillet e Chartres. As diárias variam entre 180 e 890 euros, dependendo dos aposentos que vossa alteza escolher. O Grandes Etapes Française traz tudo – em português – sobre 10 castelos-hoteis da França, incluindo preços, fotos e possibilidade de reserva. Alguns são até mais “baratinhos”, a partir de 123 euros. Um l-u-x-o! 

Ó QUE CURIOSO 

Os franceses consomem em média 67 quilos de pão por pessoa ao ano. Tá confirmado. O pão francês (o de farinha, não o Olivier Anquier) é o melhor do mundo. Déjà vu? 

UM FILME PARA INSPIRAR 

O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet (2001) 

 

FRANÇA LEMBRA 

Brigitte Bardot, crêpe Suzette, queijo brie, Código da Vinci, La Roche-Posay, boulangerie e vin

MELHOR ÉPOCA PARA IR
A baixa temporada (novembro a fevereiro) é a melhor época para preços baixos e menos filas. Quando começa a esquentar, Paris já vira época de grande trânsito para os turistas. Outono e primavera são as estações indicadas. No verão, só vá se quiser gastar muito dinheiro (tudo fica mais caro) e tempo (as filas nos monumentos e restaurantes são intermináveis). Nem no McDonald’s dá para entrar. 

Site do país: www.franceguide.com
Embaixada brasileira: 34, Cours Albert 1er – Paris, F. 01 45 6163 00 – www.bresil.org 

 
No nosso próximo destino desembarcamos na Grécia. Hérete! 

 

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França a 50 euros por dia – Parte 1


Vista do Sena, o rio que corta Paris. (Foto: Diana Dima)Não saberia dizer quando a história começou, mas até hoje qualquer coisa com pedigree francês tem pinta de ser chique, moderna, elegante, última moda e bem frequentada.

Para entrar no clube dos que têm bom gosto, sabem tudo de vinho, apreciam boa gastronomia, contemplam arte e filme-cabeça é fundamental ter no currículo uma viagem à França. Não que um passeio pelos arrondissements de Paris vá trazer tudo isso a você.

Mas há séculos o país dita moda e impõe debates que vão da segregação racial à união civil de pessoas do mesmo sexo. A França é politizada – a revolta estudantil de 1968 é referência até hoje – e apesar da avalanche de turistas (recebe em torno de 73 milhões de pessoas por ano) mantém intacta sua identidade.

A Revolução Francesa colocou fim à monarquia, mas nem Jean-Marie Le Pen – o ultraconservador político que faz José Sarney se sentir o último dos comunistas – mitiga o sopro sedutor que impõe vossa alteza, os franceses.

COTIDIANO RURAL, S’IL VOUS PLAÎT

 

Interprete seu destino.

Não procure a França para depois falar mal dela. Concordo, existe uma certa resistência dos nativos em falar inglês. Aproveite você, então, para arriscar um Bonjour Madame ou Bonjour Monsieur.

Torre Eiffel, em Paris. (Foto: Guillaume Jautzy)

Esqueça essa papagaiada de que francês não toma banho. Os melhores perfumes vêm de lá, mas não para disfarçar qualquer cheirinho diferenciado e, sim, porque eles – quase sempre – são muito bons no que fazem. E c’est fini.

Em tempo: a França não se resume a Paris. Mas todo mundo (ou quase) só quer saber dela. De fato, a cidade introduz a riqueza cultural que você vai encontrar aonde vá pelo país.

Por mais que já tenha sido esquadrinhada pelos guias, ressaltada pelos artistas e exaltada pelos amantes, a capital francesa consegue sempre se reinventar. Seja nos cafés, nos bistrôs ou nos tradicionais monumentos. Motivo para a gente sempre voltar.

Mas você só vai conseguir decifrar o cotidiano do país quando considerar os castelos do Vale do Loire, se embrenhar nos campos de lavanda da Provence, ou degustar os vinhos da Borgonha. Sem falar dos vilarejos simples (e cinematográficos) nas regiões da Bretanha e Normandia, no norte do país.

No seu momento extravagância, consagre-se nos 300 quilômetros de praia da Riviera Francesa. Saint-Tropez, Cannes e Nice esperam você no mais cálido clima mediterrâneo. Não tente se ludibriar, a França é isso mesmo: uma sinopse de boa parte da Europa. Incluindo gente simples e comida regional… caseira.

O BARATO DA FRANÇA

 

PARIS – Você já deve estar cansado de ler por aí que o mais bonito e divertido de Paris – caminhar pela cidade – é gratuito. Então comece com uma voltinha pelas margens do Sena, o mitológico rio que corta a cidade. Perto dele está a Catedral de Notre-Dame, um enorme templo da Idade Média, onde Napoleão foi coroado em 1804. Entrada gratuita. Para subir nas torres invista 7,50 euros (ou 4,80 para estudantes), mas no primeiro domingo do mês o acesso é gratuito. Outro roteiro de charme de graça é a Champs-Elysées, a avenida com o metro quadrado mais caro da Europa. Cheia de bistrôs, lojas legais e restaurantinhos inteligentes, a super-rua tem o Arco do Triunfo (gratuito no primeiro domingo do mês) numa ponta e o Obelisco da Place de La Concorde na outra. Para um momento despojado opte pelo Quatier Latin, o bairro dos intelectuais, boêmios e estudantes. Por aqui está o Jardim de Luxemburgo, o parque ideal para seu pic-nic francês. Coma sossegadamente uma baguete com queijo por aqui. Talvez você tenha a sorte de se sentar debaixo das mesmas árvores que inspiraram os escritores Baudelaire e Victor Hugo. Entrada gratuita. Em Montmartre, o bairro dos cafés simpáticos, você conhecerá a linda Basílica de Sacré-Coeuer, dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, com entrada grátis. Aos pés da construção uma vista sublime da cidade. Mas a melhor visão de Paris, só o cartão-postal mais famoso do mundo poderá conceder. A Torre Eiffel, do alto dos seus 320 metros de altura e de algumas horas na fila para entrar, é o marco da capital francesa. De elevador até o 1º andar são 4,80 euros. Para o 2º, o ingresso custa 7,80 e para chegar ao topo são 12 euros. Subindo a pé o investimento é menor, 4 euros. Mas são 360 degraus até o 1º andar ou 700 até o 2º. No entanto, as melhores vistas (e fotos) da torre são a partir do Champ de Mars e do Trocadéro, que fica na margem oposta do Rio Sena. Dedique uma tarde (para começar) ao Louvre, o museu mais importante do mundo. Entrada a 9 euros. Nas quartas e sextas custa 6 euros a partir das 18h e no primeiro domingo do mês é gratuito. Site da cidade:

www.parisinfo.com

 
Château de Chambord, um dos maiores castelos do Vale do Loire. (Foto: Celine Gros)

VALE DO LOIRE – Bastava ser burguês para ter o direito de construir um castelo no Vallée de la Loire. A moda foi incentivada no século 18 e resultou em uma das regiões mais inspiradoras da França. A cidade de Tours (onde nasceu Balzac) deve ser sua base para conhecer os principais castelos e mansões medievais do vale. Em todas as construções paga-se para entrar. Vale muito a pena conhecer o interior de todas elas. Mas é do lado de fora – sempre grátis – que você leva as melhores impressões deste momento faraó dos franceses. O Château d’Amboise (entrada a 9 euros) está a 20 minutos de Tours. Já o Château de Blois, na cidade de mesmo nome, (a 40 minutos de Tours) está a beira do rio Loire. Entrada a 6,50. Um dos maiores castelos da região, o Château de Chambord (9,50 euros), a 16 quilômetros de Blois produz um lindo espetáculo noturno – com luz e som – durante o verão: o Les Nocturnes Musical acontece todas as noites às 22h (no verão, reforço) e custa 10 euros. O Chenonceau (25 minutos de Tours) revive os saraus freqüentados por Voltaire, Rousseau e Montesquieu. Site da região: http://www.loirevalleytourism.com e site de Tours: www.ligeris.com

PROVENCEÉ a roça francesa. Um lugar onde nunca foi tão apurado sujar as botas no meio do campo. O ambiente rural da Provence – rodeada por vilarejos medievais, vinhos de primeira e campos de lavanda – favorece uma viagem sem pressa, de preferência com carro para sair sem rumo. Perder-se entre casinhas de pedra, estradas agrestes e feiras de queijos vai ser seu melhor programa – grátis – por aqui. Para apreciar (e fotografar!) os mais bonitos campos de lavanda vá a Abadia de Senánque, próxima à vila de Gordes, uma cidadezinha fofa ali perto. Admire e agradeça por fazer uma viagem tão luxuosa, gastando tão pouco – evidentemente optando por hospedagens modestas e comida fora do circuito turismo-pega-trouxa. O estilo provençal é justamente não ter que bater ponto em cartão postal. Mas se você não abre mão de um museuzinho corra para Aix-en-Provence, terra natal de Paul Cézanne.  O ateliê do artista está à sua disposição. Site da região: www.visitprovence.com

NORMANDIA – A região é marcada e reconhecida pelo Dia D, a batalha que pôs fim a Segunda Guerra Mundial. Mas aqui encontra-se (na divisa com a Bretanha) o expressivo e improvável Mont St-Michel, uma espécie de monumento-ilha, cuja visitação depende da boa vontade da maré. A 10 quilômetros do monte está a cidadela de Pontorson (distante 3h30 de Paris por trem). Não leve muita tralha porque não existem lockers no local. A vista por fora é faustosa e gratuita. Mas já que você chegou até aqui pague os 8,50 euros para entrar. São quatro museus internos e o ticket combinado (para conhecer todos eles) sai por 18 euros. Site: www.ot-montsaintmichel.com

ESTRASBURGO – Está no nordeste da França, na região da Alsácia e tem muito da cultura alemã. O Strasbourg Pass custa11,90 euros por três dias. Dá direito à entrada gratuita em um museu (qualquer um que você escolher, mas recomendo o reputado Museu de Arte Moderna), na torre e no relógio da catedral (outra Notre-Dame), um passeio de barco (pelo Rio Reno), à diária de uma bicicleta e a descontos nas entradas de várias atrações. É um bom negócio. Site da cidade: www.ot-strasbourg.fr

NICE – Sua estréia na Riviera Francesa deve começar por Nice, a capital da região. Já aviso, é difícil passar uma temporada por aqui a 50 euros por dia. A fama da Côte d’Azur é justamente de ser cara e voltada para o turismo de massa. Mas com algum esforço (eles também têm supermercado) você pode se sentir um príncipe gastando bem menos do que a maioria. Além da praia, grátis e sempre à sua ordem, no primeiro e no terceiro domingo de cada mês os museus são gratuitos. A 113 quilômetros de Nice você desvenda Saint-Tropez, sim, aquela da Brigitte Bardot. Por incrível que pareça até hoje a cidade tem pouco mais de cinco mil habitantes, mas é lotada de hotéis chiques (que chegam a cobrar 10 euros por uma cafezinho!) e iates de modelos, atores e endinheirados de todo o mundo. Faça um bate-volta desde Nice e molhe os pés na Praia de Pampellone, a mais descolada do balneário. Site da cidade: www.nicetourism.com

PARA FUGIR DO ÓBVIO

Não ignore a região de Champagne – onde são produzidos os Moët & Chandon e Veuve Clicquot da vida. Mas se puder percorra a Rota dos Vinhos da Alsácia. A província domina a produção de vinho branco no mundo. Entre as cidades de Marlenheim a Thann são 170 quilômetros de pequenos povoados cheio de vinícolas com a plaquinha dégustation gratuite

SEM MARCAR TOUCA

Para desfrutar do sistema  Vèlib, que aluga bicicletas em Paris, (meia hora é gratuita) é necessário ter um cartão de crédito com CHIP. Toda operação é realizada em totens computadorizados, estilo self-service. Mas não aceita cartão com tarjeta magnética nem dinheiro. Caso tenha interesse em usar o Vèlib solicite com antecedência ao seu banco um cartão compatível.

Não perca: no + 15 da França outros passeios por Paris e dicas para percorrer a região vinícola de Bordeaux, Versalhes e visitar os mercados ao ar livre da Provence.

E ainda: hospedagem e alimentação econômicas, momento extravagância e informações essenciais.

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Paris: Torre Eiffel completa 120 anos

Isso mesmo: o monumento pago mais visitado do mundo tem pouco mais de um século. Inaugurada em maio de 1889 para comemorar o centenário da Revolução Francesa, a Torre Eiffel era para ser temporária. Mas a obra de Gustave Eiffel acabou ficando. Pode não ser a mais bonita nem a mais importante do planeta – mas se tornou um ícone do turismo mundial.

São 313 metros de altura e 10 mil toneladas de ferro! Só no ano passado recebeu quase 7 milhões de visitantes. É quase o dobro do número de turistas que vêm ao Brasil inteiro anualmente. Uma exposição chamada “Epopeia da Torre Eiffel” ficará aberta ao público nas escadarias e no primeiro andar da torre até o dia 31 de dezembro. A mostra traz maquetes do monumento e fotos das etapas da construção. Estive aqui duas vezes, em 1997 e 10 anos depois. Na primeira vez subi de escada – (aventura para os pão-duro-mão-de-vaca-muquirana. Paga-se, mas bem menos do que de elevador – minha opção na segunda visita.

Quando vier para cá prepare-se para enfrentar fila: no mínimo duas horas de espera. Para conhecer um pouco mais sobre a Torre Eiffel, entre no site oficial de La Tour Eiffel. As informações estão em oito idiomas, inclusive em português. Funciona a partir das 9h e encerra as atividades entre 22h e meia-noite, dependendo da época do ano. Os metrôs mais próximos são Bir-Hakeim, Trocadéro e Ecole Militaire. O ingresso para subir até o topo – de elevador – está 12 euros. Crianças de 3 a 11 anos pagam 6,70 euros.

Foto: Raul Mattar

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Ano da França no Brasil

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Começa hoje o Ano da França no Brasil

Eles continuam barrando a gente nos aeroportos e devolvendo aqueles que consideram intrometidos ou candidatos a clandestino.  Mas insistem em promover o país e reforçar laços. Vai entender! De 21 de abril a 15 de novembro acontece o Ano da França no Brasil. Aproveitemos o lado bom. Teremos debates de idéias, criação artística, apresentação de pesquisas científicas, divulgação da cultura regional  e discussões em torno dos elementos que constroem a sociedade francesa.

Em Curitiba, a exposição de fotos de Robert Doisneau abre o Ano da França na cidade.  São 106 imagens de um dos maiores fotógrafos do século 20. Em sua primeira etapa, a mostra fica na capital paranense até o dia 14 de junho, na Casa Andrade Muricy. Depois vai para São Paulo, onde permance de 27 de outubro a 6 de dezembro, na FIESP. A entrada é gratuita nas duas cidades.

Foto: Basílica de Sacré Coeur, Paris. (Raul Mattar)

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