Na categoria Itália
quinta-feira, 24 de março de 2011

O aeroporto internacional de Roma – também chamado de Fiumicino – é o maior da Itália. O nome oficial é Leonardo da Vinci, homenagem ao artista renascentista que teria projetado o primeiro helicóptero. Recebe por ano em torno de 36 milhões de passageiros. Está a 35 quilômetros do centro. Veja como chegar:
Metrô – O metrô romano não chega ao aeroporto Fiumicino.
Trem – A maneira mais prática e econômica de sair do aeroporto internacional Leonardo da Vinci (Fiumicino) é por trem. O Leonardo Express vai até a estação central Termini – de onde saem outros trens e está conectada ao metrô. O trajeto dura 30 minutos, sem paradas, e custa € 14. Também é possível utilizar a linha Fara Sabina – Fiumicino (trem comum) para chegar ao centro. Custa apenas € 8, mas faz várias paradas pelas principais estações de Roma como Tiburtina, Tuscolana, Ostiense, Trastevere. O trajeto dura 1 hora. Mais informações na Trenitalia.com.
Ônibus – É possível chegar ou sair do aeroporto de Roma com várias linhas de ônibus. A empresa Cotral faz o trajeto que liga o aeroporto ao terminal Tiburtino. Para quem vai descer no centro deve parar na Piazza dei Cinquecento – que fica em frente à Estação Termini. A passagem custa € 4,50 e funciona de madrugada. O bilhete é comprado diretamente com o motorista. Outra opção seria o Bus Shuttle (mais confortável e com espaço para bagagem) que deixa na Via Marsala (também central). Bilhete a € 10.
Shuttle – A empresa Airport Shuttle pega no aeroporto e deixa na porta do seu hotel. Tarifa a partir de € 25 por pessoa. Já a Rome Airport Shuttle cobra € 29 euros por pessoa. Mas se van sair com 5 pessoas fica € 13,60 cada uma. Valores de 7h às 19h. Após este horário tem que pagar um suplemento de € 3 por passageiro.
Táxi – Do aeroporto ao centro são € 40 – tabelado. Já se for do centro ao aeroporto espere pagar entre € 50/60 pela corrida, já incluindo as bagagens. E torça para não pegar o infernal trânsito de Roma. Carros médios acomodam até 4 passageiros.
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Foto: Detalhe do Coliseu, a atração turística mais visitada em Roma. (Raul Mattar)
quarta-feira, 14 de julho de 2010

E por falar em Itália, você não pode perder o blog Giro pela Toscana, criado pela brasileira Roberta Ristori. Ela faz parte do Giovani Toscani Social Media Team, um grupo formado por sete jovens de origem toscana que promovem essa fascinante região do país. O blog traz dicas de roteiros, hotéis, vinhos toscanos e dos imperdíveis outlets! Passe lá e aproveite todas as dicas! Não é sempre que a gente tem à disposição sites temáticos feitos por quem realmente entende do assunto.
Foto: Florença, capital e maior cidade da região da Toscana. (Raul Mattar)
terça-feira, 13 de julho de 2010
ONDE FICAR NA ITÁLIA
Perto das estações de trem. Quase sempre há opções muito econômicas e decentes nestas regiões. Além do que, as estações costumam ser centrais, bem localizadas e com acesso fácil a outros bairros.

Detalhe do Coliseu, o ponto turístico mais visitado em Roma. (Foto: Raul Mattar)
O viajante megaeconômico tem sempre a opção dos albergues (ostello per la gioventù), com unidades em diversas cidades do país, a partir de € 16 por pessoa em quarto coletivo. Já as pensiones são alternativas parecidas, uma espécie de hotel familiar, com quartos duplos – com diárias a partir de € 35/40 – geralmente com banheiro no corredor. Valores para baixa temporada, evidentemente.
HOSPEDAGEM ECONÔMICA NA ITÁLIA
Fique atento. Pagar barato por uma hospedagem na Itália significa abrir mão de certos confortos. As construções onde estão localizados pensões e hotéis econômicos quase sempre são bem antigas, com móveis pedindo urgente uma nova mãozinha de verniz. Justamente por causa da estrutura destes ambientes, muitos só oferecem banheiro compartilhado.
Em Roma, o Hostel Alessandro Downtown – albergue independente – fica bem próximo da estação Termini, a principal da cidade. Diárias nos dormitórios a partir de € 17 (sem banheiro) ou quarto duplo a partir de € 55 (sem banheiro) ou € 65 (com banheiro). Inclui lençóis e café da manhã. Também perto da Termini está a Pensione Fawlty Towers. Oferece internet gratuita e tem microondas e geladeira disponíveis para o hóspede. Diárias a partir de € 21 em dormitórios para quatro pessoas. Quartos duplos a partir de € 55 com banheiro. Caso você queira subir na vida – mas sem sair do nosso modelo econômico 5.0, aposte no Hotel Papa Germano. É um dois estrelas, simples, a duas quadras da estação Termini. Diárias entre € 15 e € 30 (dependendo da temporada) em dormitórios para quatro pessoas. Quarto duplo, com banheiro no corredor, a partir de € 40,00. Café da manhã incluído. Detalhe chatíssimo: nos dormitórios (quartos de 3 ou 4 pessoas) só aceitam hóspedes de até 45 anos.
Só estive uma vez em Milão, uma das cidades mais caras da Itália. Fui direto para o Ostello Piero Rotta, albergue filiado à rede Hostelling International. É um hostel enorme, longe do centro. Diárias a partir de € 20,50 nos dormitórios. Não tem quarto duplo. Café da manhã básico incluído. Hoje em dia eu tentaria o Hotel Trentina, super simples, mas bem perto da estação central. Diárias no quarto duplo a partir € 75. Café da manhã com cappuccino incluído.
Florença tem o Academy Hostel, 7º lugar no ranking dos melhores albergues do mundo. Está ao lado da Duomo, o principal cartão postal da cidade. Diárias a partir de € 28 nos dormitórios com banheiro privado. Quarto duplo a partir de € 60. Oferece internet grátis, ar condicionado e sabonete e shampoo nos banheiros. Mas depois que a Patrícia – do blog Turomaquia – passou pelo Hotel Giada - pagando € 37,60 (quarto duplo com café da manhã!) – eu diria que não há opção melhor na cidade. Ela conta tudo aqui sobre este hotel.
Veneza já foi mais cara e proibitiva. Mesmo assim, hoje em dia, encontrar hospedagem mão-de-vaca-muquirana na cidade é tarefa árdua. Na primeira vez em que estive lá, fiquei no Ostello Venezia, albergue filiado à rede Hostelling International. É a opção mais barata da cidade. Camas em quarto coletivo saem a partir de € 21. Não há quarto duplo. Café da manhã incluído. Tem restaurante e oferece refeições a partir de € 10. Quando voltei, em 2007, fiquei no Hotel Ai Tolentini. Bem simples, com decoração cafonérrima. Quartos com TV e banheiro (que inundava quando a gente tomava banho). Diárias a partir de € 60 – quarto duplo. Sem café da manhã nem ninguém para carregar suas malas. Numa próxima oportunidade eu tentaria o Hotel Ai do Mori, econômico, a poucos metros da Piazza San Marco e muito bem avaliado no TripAdvisor Diárias em quarto duplo a partir de € 50 na baixa temporada.
ONDE COMER NA ITÁLIA
Entre os países europeus acredito que a Itália é o que mais se aproxima do nosso conceito de fartura. (Ainda que a gente não possa comparar com a abastança de uma cozinha mineira, é verdade). Melhor ainda é que o cardápio nos é muito familiar: spaghetti carbonara, tortellini, muzzarela, capuccino, lasagna, bolognesa e… pizza, claro.

Vitrine de pães e guloseimas em Veneza. (Foto: Raul Mattar)
Em Roma, ao redor da estação Termini há restaurantes simpáticos e não tão caros. Há diversos estabelecimentos que oferecem o menu turístico – com primeiro e segundo pratos, sobremesa e vinho da casa – a partir de € 12,00. É claro que não estamos falando em alta gastronomia nem de lugares muito charmosos. Mas a comida na Itália, por tradição cultural, é sempre boa! Em muitos lugares você vai ver escrito pizza a taglio – que são pedaços de pizzas vendidas por quilo. Geralmente um fatia generosa custa € 3.
A Pizzeria da Baffetto é um clássico em Roma. Serve deliciosas massas a partir de € 7. O Gnocchi 4 formaggi (nhoque aos quatro queijos) sai por € 8. Veja o menu completo com preços aqui. Outra pizzeria na capital que faz a gente lamber os beiços e pagar pouco é a Dar Poeta – no bairro de Trastevere. Massas a partir de € 6. O Calzone de Presunto e Queijo sai por € 8 e dá para duas pessoas. Veja menu completo com preços aqui.
Em Florença, a Osteria i’Brincello serve menu turístico, com dois pratos principais, sobremesa e bebida a partir de € 12. Não tem site. Fica na Via Nazionale, 110. Fone: 282.645. É fácil de achar. Bem central. Em qualquer taverna ou trattoria não deixem de provar a bruschetta – uma torrada com alho e óleo, acompanhada de tomate. Sem falar no gelato, o impronunciável sorvete italiano. Em média, uma bola, custa € 2.
Cuidado com o coperto, o couvert obrigatório em alguns restaurantes, que custa entre € 3 e € 6. Pergunte antes para não ter surpresinhas na hora de pagar a conta.
SESSÃO MÃO-DE-VACA-MUQUIRANA
Quando você vir a palavra panini… pare e entre. É ali mesmo que você vai poder forrar a pança com sanduichinhos simpáticos e crocantes a partir de € 3.
MOMENTO EXTRAVAGÂNCIA
Alugar um estúdio (apartamento de quarto e sala) e passar um mês na Toscana como fez a blogueira Mari Campos. Ela contou toda a experiência nesta edição da revista Viagem e Turismo. A extravagância em si não é nem o valor do aluguel mensal, que saiu por € 890. Mas, sim, dar-se ao luxo de passar 30 dias na “roça chique” da Itália, vivendo como um deles. Para alugar apartamentos de temporada na Itália consulte o site Perfect Places, Friendly Rentals ou o VRBO.
Ó QUE CURIOSO
Comer pizza na Itália vai ser barato. Qualquer bodega (no sentido xexelento da palavra) serve uma. Só não se anime com os recheios. Lá eles dão mais valor à massa (fina, leve e crocante) do que ao que vem em cima dela. E esqueça: a de frango e catupiry com borda recheada você só encontra aqui. No Brasil.
UM FILME PARA INSPIRAR
Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore (1988).
ITÁLIA LEMBRA…
Michelangelo, Novela da Grobo (Matteo, amore mio), cornetto e macarronada da avó no domingo.
MELHOR ÉPOCA PARA IR
Uma coisa é certa: eu nunca mais volto ao país no verão italiano. Em junho já peguei 40 graus. É absolutamente insuportável (e olha que eu gosto de calor!). Faria uma opção pelas estações intermediárias outono e primavera.
Site do país: www.enit.it
Embaixada brasileira: Piazza Navona, 14 | Fone 06 683 981 | www.ambasciatadelbrasile.it
Próximo destino da série Europa Barata: PORTUGAL! Pois.
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terça-feira, 30 de março de 2010
+ 15 DICAS DA ITÁLIA
1. Em Roma, para ir do aeroporto de Fiumicino ao centro a opção mais econômica é tomar o trem (€ 11,00) até a estação Termini. É mais barato do que o táxi (que deve ficar em torno de 50-60 euros, dependendo do número de malas) e também mais rápido – cerca de trinta minutos, porque evita o trânsito pesado da capital italiana. Já do aeroporto Ciampino, onde chegam muitos voos low cost, a opção é tomar um ônibus que vai até a estação Termini e custa € 8,00.
2. O principal centro de informações de Roma está na estação de trem Stazione Termini, próximo à plataforma 24 – em direção à rua. Aberto todos os dias das 8h-21h. Do lado, há um quiosque que reserva hotéis e cobra € 3,00. Em alguns casos, este valor pode ser descontado da diária. Nos centros de informação turística você pode pegar mapas gratuitos e comprar o Roma Pass – que dá descontos em várias atrações.

Detalhes de Roma. (Foto: Raul Mattar)
3. Para circular na cidade, o melhor mesmo é andar a pé. Para distâncias maiores (como o Vaticano) use metrô, bonde ou ônibus. O bilhete simples custa € 1,00 (válido por 75 minutos).
4. Os Museus do Vaticano – um conglomerado de instituições culturais da Santa Sé – podem ser considerados uma atração cara se você pensar só no valor do ticket: € 15,00. O detalhe é que reservam um acervo de valor inestimável. A Capela Sistina revela uma das mais extraordinárias obras de arte: os afrescos bíblicos de Michelangelo, que levou quatro anos para concluir o trabalho. Na parede do altar, sua obra prima O Juízo Final representa as almas reencontrando-se com Deus. É uma visão avassaladora, que só poderia ter sido reproduzida por um gênio como Michelangelo. Fique sem jantar um dia, se for preciso. Mas não perca por nada aquele que vai ser um dos maiores eventos culturais da sua viagem a Itália.
5. Ao redor da estação Termini há restaurantes simpáticos e não tão caros. Outra boa opção é a região entre a Piazza Navona e o Campo dei Fiori. É fácil encontrar por ali o menu turístico – com primeiro e segundo pratos, sobremesa e vinho da casa – a partir de € 11,00.
6. Nos arredores de Florença, há vários outlets de grandes grifes com descontos de até 50%. O mais conhecido é o The Mall. Informe-se na rodoviária sobre os horários dos ônibus que vão de Florença para lá. Lembrando que uma bolsinha Gucci, básica, mesmo com desconto pode custar o equivalente a uma semana de hospedagem.
7. Para viajar pela Toscana procure o maior escritório de turismo da região, que está em Florença, perto da Duomo, a principal igreja da cidade. Fica na Via Cavour 1r. Aberto seg/sáb 8h30-18h30 e domingos 8h30-13h30. Oferecem mapas, informações de hotéis e dicas para viajar por todos os vilarejos que compõem o lado brejeiro da Itália.
8. Pisa – a famosa cidade da torre inclinada – está a uma hora de trem, partindo de Florença. É o bate-volta perfeito, que pode ser feito em uma manhã. Para entrar na torre são 15 pilas, digo, euros! Numa viagem com orçamento apertado, fique só com aquela foto de fora: você fingindo que está segurando a bendita! Caso queira entrar, prepare-se para enfrentar uma fila quilométrica. Se preferir, compre seu ingresso na Bilheteria On-line de Pisa. Reserva a € 2,00. Querendo comer por ali, em frente à estação de trem há (havia pelo menos) uma deliciosa e barata pizzaria que vende pizza al taglio, ou seja, por quilo.
9. Já falei no post anterior que o Roma Pass ajuda a evitar a superfila para entrar no Coliseu. Mas pior do que essa, só a que você vai enfrentar nos Museus do Vaticano, caso não compre o ingresso antecipado. Ao comprar seu ticket na Bilheteria On-line do Vaticano – além do valor da entrada (€ 15,00) – você paga uma taxa de € 4,00 pela reserva. Sim, fica bem caro. Mas eu prefiro ter um siricotico agora, do que lá na hora, três horas em pé, esperando para entrar.

Veneza: a cidade improvável da Itália. (Foto: Raul Mattar)
10. Em Florença acontece a mesma coisa. Se bobear, a gente passa mais tempo na fila do que dentro do museu. Além do que, às vezes a espera para ver sua obra de arte preferida é tanta que já entramos esgotados nas galerias. Para amenizar esse quiproquó, a cidade passou a oferecer um sistema de reserva on-line que cobra € 3,00- € 4,00 por bilhete. Como economia de tempo é sempre um bem maior nas viagens, faça sua reserva pelo site Firenze Musei. É só retirar o ticket na hora marcada.
11. Não é muito comum alguém incluir Milão numa viagem com o orçamento tão restrito. Mas caso você tenha vindo para cá, numa espécie de up grade da viagem, aproveite para fazer um bate-volta ao Lago di Como, na fronteira com a Suíça. Está a uma hora de Milão.
12. Em Milão, a forma mais econômica para ir do aeroporto Bergamo (onde chegam voos da Ryanair, uma das principais low costs europeias) ao centro é pegar o ônibus da empresa Terravision. Custa € 10,00 (ida) ou € 16,00 (ida e volta). Os ônibus saem a cada 30 minutos durante o dia e com menor frequência, à noite. A viagem dura 1h. Veja os horários aqui.
13. Se você estiver visitando Nápoles, não deixe de fazer um bate-volta a Pompéia – a antiga cidade romana destruída durante uma erupção do vulcão Vesúvio. O sítio arqueológico está a 35 minutos de distância de Nápoles. A passagem custa € 2,40. Compre seu bilhete na estação central da cidade. A entrada nas ruínas custa € 11,00. Maiores de 65 anos não pagam.
14. Quem disse que Capri não é para seu bico? A famosésima e paradisíaca ilha está próxima do continente. Linhas regulares de barco levam você até lá. Demora de 40 minutos a 1h30 de Nápoles ou 20-40 minutos saindo de Sorrento. A passagem custa entre € 9,60 e € 16,00. Tempo de viagem e valor do bilhete dependem do tipo de embarcação: Aliscafi – uma espécie de lancha de alta velocidade ou Traghetti – embarcações menores e mais lentas. Não ouse pensar em dormir por lá, a não ser que seja seu momento-extravagância da viagem. Mas dá para visitar a Gruta Azul, onde a luz penetra na água dando um visual interessante, um tom azul-neón. Tem gente que ama, tem gente que odeia o passeio. As excursões que saem da Marina Grande custam a partir de € 23,00 (com o ingresso incluído). Para economizar, pegue um ônibus na Anacapri por € 1,40 e pague a entrada diretamente na gruta (€ 4,00). Só não perca o retorno à Nápoles: o último barco sai às 18h.
15. Dá para conhecer a Costa Amalfitana pela janelinha do ônibus! A empresa SITA opera diversos trajetos na região, com passagens a partir de € 7,00.
AMANHÃ: Comida boa e barata na Itália. E AINDA: Hospedagem econômica em Roma, Florença, Veneza e até Milão!
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segunda-feira, 29 de março de 2010

Veneza: cotidiano anfíbio. (Foto: Raul Mattar)
O que dizer de um país que concentra 60% de todos os monumentos artísticos do mundo? A Itália é pouco maior que o estado do Tocantins e, ainda assim, reserva surpresas incomparáveis de norte a sul. Poucos lugares na Europa desvendam paragens tão qualificadas que vão de ruínas romanas, passando por castelos medievais a turbulentos centros urbanos.
O próprio italiano é um capítulo à parte. Bon vivant, falante e impulsivo, há quem o considere mal-educado e grosseiro. Mas eu aposto num nativo mais bonachão e despreocupado. Questão de ponto de vista e bom humor. Somos rivais no futebol e nas pizzas. A deles é fininha e com pouco molho. Nós preferimos as grossas e com borda recheada.
Todos os países que habitam a Itália
Cada região da Itália poderia ser considerada um país diferente. A cidade mais improvável do mundo – Veneza – está aqui. Um lugar com cotidiano anfíbio, plantado sobre o oceano há 1500 anos! Durante o renascimento, Florença fez a Itália se transformar no centro cultural e científico do mundo. Leonardo da Vinci e Michelangelo foram destaques de uma era que marcou a história da humanidade.
O patrimônio de Roma e o curioso Vaticano, a cidade-estado chamada de país, convertem a capital da Itália em núcleo personalizado e único no continente europeu. Com a Toscana de enfeite – a roça chique – uma viagem pelas curvas dos vilarejos engrandecem a alma de qualquer visitante.
O BARATO DA ITÁLIA
ROMA – A cada dois passos uma ruína e alguns milhares de anos de história para contar. Toda é qualquer referência à civilização ocidental passa pela capital italiana. Assim como Paris, Roma fica mais bonita à noite, com os principais monumentos iluminados. Mas acho que é de dia que o roteiro na cidade funciona melhor – além de ser menos perigoso. Comece pelo Coliseu (o verdadeiro nome é Anfiteatro Flávio), o mais famoso e antigo monumento de Roma. Ali aconteciam as brutais lutas de gladiadores. Entrada a 13,50 euros. O ticket é válido também para o Palatino e o Fórum Romano. Lá de dentro é possível apreciar por inteiro o Arco de Constantino, construído no século 4, depois de Cristo. Uma linda vista gratuita! Aproveite para gastar a sola do sapato. O arrebatador de Roma está em qualquer esquina, em cima de qualquer calçada. A cada meio quarteirão você se depara com algum sítio arqueológico. No momento Ben-Hur da viagem vá ao Circo Maximo (abaixo do Palatino, entre as vias del Circo Massimo e del Cerchi) – acesso livre – onde os romanos organizavam as espetaculares corridas de bigas e quadrigas, fortemente retratadas no filme protagonizado por Charlton Heston. Seguindo, percorra a Via Apia Antiga para chegar às catacumbas, antigos cemitérios subterrâneos. As Catacumbas retratam a fé dos primeiros caras que aderiram ao cristianismo, cuja crença se baseava (e ainda se baseia) na esperança de vida eterna após a morte. Quando se deparar com a Piazza di Spagna, suba a escadaria. Você conhecerá a Villa Borghese que – num clichê bem típico – é uma espécie de oásis urbano, com acolhedores jardins. É a melhor ocasião para cumprir o ditado: em Roma faça como os romanos. Conheça Fontana di Trevi à noite – cenário do filme La Dolce Vita, de Federico Fellini. Certamente você não será o único a ter essa ideia. O local fica coalhado de turista, quase não dá para tirar uma foto decente. Gratuito. Só lembre-se de jogar uma moedinha. Reza a lenda que o ritual garante seu retorno a Roma! Para conhecer a praça mais pitoresca e típica da capital italiana vá a Piazza Navona. Fica cheia de artistas, músicos e tem alguns simpáticos cafés. Saindo daqui, cruze a Corso Vittorio Emanuele para conhecer o Campo de Fiori. Diferente da Navona, esta praça está cheia de feirantes e romanos! Na mesma região está o Pantheon – provavelmente o templo antigo mais bem preservado de Roma. Site da cidade: www.romaturismo.it

Coliseu: um dos principais atrativos turísticos de Roma. (Foto: Raul Mattar)
VATICANO – Eu nunca sei direito o que é, geograficamente falando, o Vaticano. Os livros costumam dizer que é uma cidade-estado, na verdade o menor estado independente do mundo. Para mim funciona assim: é um bairro beeeem grande da capital italiana, onde fica a casa do Papa, uma das maiores basílicas do mundo e ilustres museus. A Basílica de São Pedro é a segunda maior das igrejas católicas. Há alguns anos perdeu o título de maior igreja do mundo para a Basílica de Nossa Senhora da Paz de Yamoussoukro, na Costa do Marfim. Mas a do Vaticano é ainda a mais famosa e a mais visitada. Entrada gratuita. Perto dali está a Capela Sisitina, que faz parte dos Museus do Vaticano. Entrada a 15 euros. Fecha aos domingos, exceto o último do mês quando é gratuito. Site: www.vatican.va
FLORENÇA – Corra para a Accademia e fique estupefato com a perfeição de Davi de Michelangelo. Só depois dessa visita você poderá entender porque o artista disse “Parla!” quando terminou a escultura. Entrada a 6,50 euros. Fecha às segundas. Já o Duomo também chamado de Cattedrale di Santa Maria Del Fiori, é o principal atrativo arquitetônico de Florença. Não é permitido entrar de bermuda ou camiseta sem manga ou decotada. Mas a visita é grátis! Para subir até a cúpula são 463 degraus e 8 euros. A recompensa: a melhor vista panorâmica da cidade. Na Galleria Degli Uffizi você encontra uma das coleções mais importantes de arte italiana. A Uffizi é o mais significativo museu sobre a Renascença, legado da família Médici. Paciência: o tempo na fila – caso não compre seu ingresso on-line – chega a durar de 2h ou 3h. Entrada a 6,50 euros. Passe uma tarde pelos arredores da Ponte Vecchio – a ponte mais antiga de Florença Atualmente abriga muitas lojas de jóias e artistas locais expondo seu trabalhos. Uma das melhores fotos de Florença você tira aqui. Site da cidade: www.firenzeturismo.it

Florença: renascimento em estado puro. (Foto: Raul Mattar)
MILÃO – Quase todo mundo que vem à Itália pela primeira vez costuma ignorar Milão. Dizem que não tem a história de Roma nem o charme da Toscana. De fato, a capital da Lombardia não é para ser comparada, mas justificada. Tome um café na Galleria Vittorio Emanuele, toda em aço, cheia de vitrais. Vai ser o café mais caro da sua vida, mas a experiência não tem preço! Ao lado da galeria está a Catedral de Milão, uma das maiores em estilo gótico da Europa. É o cartão-postal da cidade. Começou a ser construída no século 14 e demorou quinhentos anos para ficar pronta. Entrada gratuita. Do Teatro Alla Scala você já deve ter ouvido falar. Aqui se consagraram Verdi e Maria Callas. Tem um museu que conta um pouco da história glamourosa do edifício e das óperas. Eu pagaria os 5,50 euros para conhecer o interior do teatro. Para ver A Última Ceia, de Leonardo da Vinci vá a Igreja de Santa Maria delle Grazie. O acesso à igreja é gratuito. Já para admirar um dos trabalhos mais famosos de Da Vinci paga-se 6,50 euros. É necessário agendar a visita com antecedência aqui. A surpresa final fica por conta do Castello Sforzesco. Para quem gosta daquele arzinho rural fica feliz da vida ao visitar seus pátios e jardins (gratuitos!) e os museus (a 3 euros) que ficam dentro do castelo. No meio daquele burburinho você encontra uma face da essência prosaica da Itália.
VENEZA – Sabe-se lá o que é uma cidade rodeada por 118 minúsculas ilhas, todas alinhavadas por mais de 400 pontes e canais, onde não existem carros e os ônibus são curiosas embarcações, que lembram mais uma chalana mato-grossense? Os gondoleiros, cantarolando músicas venezianas, atravessam a Ponte de Rialto, levando gente apaixonada e turista curioso. Perder-se nas ruas estreitas e quase sempre encharcadas é o programaço desta inconcebível paragem italiana: ficar andando, atravessando pontes, pulando poças, imaginando a Veneza que motivou Vivaldi a compor As Quatro Estações. Não se preocupe, todos os caminhos dão na água e levam sempre de volta à Piazza San Marco. Ali, visite a Basílica di San Marco – que reflete o estilo bizantino. Entrada a 4 euros.
TOSCANA – Florença, a capital da região, juntamente com Arezzo, San Gimignano, Cortona, Pisa e Siena formam a roça chique italiana. É uma linda zona rural. Na paisagem, há campos dourados de feno, enormes plantações de girassóis. Está toda entremeada por vilarejos que a gente só vê no cinema ou em folhetos de propaganda turística. Não se trata de desbravar pontos turísticos, mas de explorar paradas escolhidas a seu bel-prazer.
PARA FUGIR DO ÓBVIO
Já pensou em alugar um apartamento em vez de ficar nas caras hospedagens italianas? Pesquise alguns sites que oferecem apartamentos em localizações bacanas a partir de 55 euros por dia. Veja: Perfect Places, Rental in Rome e Rome City Apartments.
SEM MARCAR TOUCA
O Roma Pass custa 25 euros e dá direito a duas atrações grátis, descontos em quantas mais vocês quiser visitar em 72 horas, mais três dias de uso ilimitado de ônibus, metrô e bonde. Fica bem interessante se você gastar suas entradas grátis nas atrações mais caras como o Coliseu (o ingresso avulso custa 13,50 euros) e a Galleria Borghesi (que sai por 8,50 euros). E você ainda não enfrenta a fila no Coliseu!
AMANHÃ => + 15 dicas de como aproveitar mais e melhor a Itália.
E AINDA=> Economize tempo. Saiba como fugir das filas em Roma, Florença, Pisa e Milão, comprando seu ingresso on-line!
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Veneza: a única cidade com cotidiano anfíbio plantada sobre um oceano há mais de 16 séculos. (Foto: Raul Mattar)
Ando com o coração apertado.
Ao rever fotos, trabalhar na nossa série Europa Barata, conversar com amigos que acabaram de chegar de lá (culpa sua, Alessandra!), organizar tickets, guardanapos usados, rir com os vídeos pessoais…
Lembrei-me do blog da Luisa, o fascinante Arquivo de Viagens. No texto introdutório ela destaca: a ordem dos posts será completamente aleatória, posso falar de uma viagem que fiz ontem, ou há 3 anos: o critério utilizado será tão-somente a minha “saudade do dia”.
É isso. Veneza é hoje minha saudade do dia.
quinta-feira, 08 de outubro de 2009

Pinóquio: personagem italiano dos contos infantis. (Foto: Raul Mattar)
Encontramos estes Pinóquios numa praça em Florença, Itália. Não, não comprei nenhum. Sou adepta dos imãs de viagem, lembra? Mas agora, revendo essa foto, imagino que poderia ter sido um souvenir bem bonitinho e original – para deixar no quarto das crianças, por exemplo. Foge dos lugares-comuns das máscaras de Veneza ou das miniaturas do Coliseu. Custava 1 euro.
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