terça-feira, 07 de outubro de 2008

Vaticano: um estado dentro da cidade

Quer saber? Eu nunca sei direito o que é, geograficamente falando, o Vaticano. Os livros costumam dizer que é uma cidade-estado (mas o que significa isso?), na verdade o menor estado independente do mundo. Há quem diga que a sede da Igreja Católica tem todos os trejeitos de um país, mas está dentro de outro município, Roma.
Para mim funciona assim: é um bairro beeeem grande da capital italiana, onde fica a casa do Papa, uma das maiores basílicas do mundo e ilustres museus. Mas voltando aos livros, politicamente pode ser considerado uma Autocracia porque todos os poderes (executivo, legislativo e judiciário) estão concentrados na figura do Papa – que não possui ninguém fiscalizando seu trabalho, já que é considerado (atenção, pára tudo!) sucessor de São Pedro.
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Independente de religião, o Vaticano merece uma visita de dia inteiro (ou mais, se tiver tempo). A Basílica de São Pedro é a segunda maior das igrejas católicas. Há alguns anos perdeu o título de maior igreja do mundo para a Basílica de Nossa Senhora da Paz de Yamoussoukro, na Costa do Marfim. Mas a do Vaticano é ainda a mais famosa e a mais visitada.

Não circule por lá sem saber o que está vendo. Preste atenção no pórtico, a Porta Santa, feita em bronze. Admire as obras internas: além da consagrada Pietá, de Michelangelo tem uma escultura de São Longuinho (isso, aquele dos três pulinhos e três gritinhos), feita pelo artista italiano Bernini. Ocupa um dos quatro enormes nichos redondos dentro da basílica, cada um traz estátuas gigantescas de mais de cinco metros de altura.

Tem ainda a entrada do túmulo de São Pedro, onde estariam os restos mortais do santo. Sem falar na própria Cúpula, a mais elevada do Vaticano.
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Perto dali está a Capela Sisitina, que faz parte dos Museus do Vaticano. Os museus são um conglomerado de instituições culturais da Santa Sé. Reservam um acervo de valor inestimável de obras, entre outras, colecionadas ao longo dos séculos pelos papas.
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A Capela Sistina revela uma das mais extraordinárias obras de arte: os afrescos bíblicos de Michelangelo, que levou quatro anos para concluir o trabalho. Na parede do altar, sua obra prima O Juízo Final representa as almas reencontrando-se com Deus. É uma visão avassaladora, que só poderia ter sido reproduzida por um gênio como Michelangelo.
Os Museus do Vaticano são algo mais para sentir do que para ver. Não entendo muito de arte, quase sempre não sei dizer quem fez o quê. Prefiro olhar, deixar o instituto agir. Se gosto, recomendo. Se não, fico na minha.
Mas se você quer conhecer os detalhes do que vai encontrar nos Museus do Vaticano indico o Artetropia, da minha amiga Patrícia. Só mesmo uma especialista no tema como ela para identificar que na Capela Sistina não pode fotografar, fazer vídeos e falar alto.

Porque nós fotografamos, filmamos e falamos médio (alto também não dá, né! Em tempo: não foi desrespeito, não vimos plaquinha nenhuma de proibição.) Aliás, não só nós, mas quase todo mundo que estava lá dentro. E como você pode ver na foto não era pouca gente. A Pati conta tudinho aqui, tim-tim por tim-tim.

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