Na categoria Comidinhas
segunda-feira, 09 de janeiro de 2012

Passei o Ano Novo na praia e a novidade na nossa ceia foi a Salada de Frutos do Mar preparada pela minha mãe. Eu acompanhei o passo a passo. É muito fácil de fazer e deliciosa como entrada ou aperitivo.
Ingredientes
200 g de camarão grande e limpo
200 g de lulas em anéis
200 g de kani kama
200 g de salmão
200 g de mexilhões
5 limões
Sal e pimenta branca a gosto
Azeite de oliva

Modo de preparo
Deixe todos os ingredientes (menos o kani kama) marinando no suco de limão com sal e a pimenta por no mínimo 1 hora. Só o limão já “cozinha” o camarão e os outros ingredientes. Mas minha mãe preferiu dar uma fervida no camarão. Depois é só tirar os frutos do mar da marinada e arrumar na travessa onde vai ser servida a salada e acrescentar azeite de oliva.

Dica: caso queira você pode acrescenta vôngole, polvo ou vieiras limpas e ainda tomates e palmito.
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Fotos: Sílvia Oliveira
sexta-feira, 01 de julho de 2011

Como podem ver, a holding Sílvia Oliveira – Eventos Criativos (ou Matraca’s Party Designer) não para de crescer. Nosso último – e trabalhosíssimo evento – foi o aniversário de três anos da Matraquinha. Tudo começou quando eu decidi que a festinha ia ser com o tema da abelhinha. Num súbito rompante de rebeldia precoce, a minha “nenê” tascou: eu quero uma festa da Barrrbie – assim, com o “r” bem norte-americano.
Foi um choque. Eu nunca nem sequer havia comprado Barbies para a Mariana. E ela também não tinha nada (roupas ou acessórios) da famosa boneca. Além do que, não sou fã daquelas festas cheias de painéis e balões, muito menos com esses personagens tradicionais, quando não, cafonas! Para mim, esse tipo de decoração polui um pouco o visual – além de atrapalhar o fundo das fotos na hora do Parabéns! (Ai, sou chatíssima, eu sei!)

Para não dar o braço a torcer, fiz a tal festa da abelhinha na escolinha dela aqui em Curitiba. Já a festa da Barrrbie (que na verdade foi transformada em um delicado encontro cheio de princesas) foi na casa da minha mãe, em Londrina. Penei um monte para tentar montar o “projeto” da festa. Mas o primeiro passo foi definir as cores. A Mariana só falava em “rosa” e eu só pensava em “lilás”.

Como eu ainda tenho algum domínio sobre a minha filha de três anos decidi que ia ser lilás, com alguns toques de rosa (para agradar à pequena) e violeta. Modéstia às favas, achei a escolha acertadíssima, porque o resultado final ficou exatamente como imaginei. Concentrei meu trabalho na montagem das mesas dos convidados e na mesa de doces. Mandei fazer bases de sousplat em MDF no Pradela Móveis & Design (de Curitiba) e pedi para o Ateliê Julia Maria (de Londrina) confeccionar capas para os suportes de pratos nos tons lilás puro e lilás com delicadas florzinhas brancas. A ideia de fazer os guardanapos em forma de laço – bem apropriado para uma festa infantil – também veio do ateliê e eu aprovei na hora.


Já minha mãe – juntamente com suas 262 irmãs – vestiram, no melhor estilo Victor Valentim, mais de 20 bonecas Barbies, com um modelo de vestido mais deslumbrante do que o outro. Elas criaram, costuraram e colocaram as bonecas em ação. Elaboraram pequenas jóias (brincos e colares) e fizeram penteados especiais. Não satisfeitas com a produção, minhas tias também vestiram mais umas 30 bonequinhas, uma espécie de microbarbie, para a felicidade absoluta da aniversariante que estava radiante! Na verdade, quando minha mãe me falou que ia vestir algumas bonecas eu fiquei contrariada, não sabia se aquilo ia dar certo, se ficaria bonito ou trash. Mas quando vi o resultado, quase caí dura. Ficou simplesmente lindo! Até a Mariana ganhou uma Barbie-Sósia, uma das bonecas estava com uma roupa (feita pela vovó também) igualzinha a da aniversariante.


Um mês antes do evento preparei os convites (que levavam um delicado vestidinho lilás feito em sracpbook e decorado com strass) e já comecei a confeccionar os itens que iam compor a mesa de doces. Tudo, incluindo o cardápio que ficou sobre as mesas, seguia a linha do convite – além de manter o monograma com a letra “M” que também acompanhou vários elementos na decoração das guloseimas. Uma das coisas que eu mais queria fazer eram as garrafinhas de água decoradas. Apostei num tom violeta para contrastar. São super fáceis de montar e achei que ficou bem bacana.


Utilizando técnicas e ferramentas de scrapbook produzi algumas latinhas que levavam balinhas dentro. Preste atenção no detalhe do strass colado na latinha. Fofo!!! Aproveitando a mesma linha de cores e papéis aproveitei para embalar deliciosas barras de chocolate que havia recém trazido de Gramado. Sem contar que – sei que você não vai acreditar – TODOS os doces especiais também foram feitos por mim. POR MIM! Pronto, falei mais alto para você não pensar que estava tendo alucinações ao ler este blog!



De Brigadeiro de Copinho a Cupcakes, passando por delicados Petit Verres de Chocolate Noir a Cestinhas de Chocolate com Physalis, a mamãe Silvinha (como carinhosamente sou chamada pela Mariana) quase teve um siricotico de tanta correria… mas deu conta do recado. Até meu pai botou a mão na massa e cuidou das bebidas e tratou de providenciar na última hora o bolo – o BOLO! – que eu havia esquecido de encomendar! Claro que jurei por tudo e por todos que nuuuunca mais ia fazer uma festa na vida… até começar a pensar na próxima. Hohohoho!

O clã da Família Oliveira.


Já as comidinhas do evento foram inseridas num regado café colonial. Um cardápio simples, sem muita complicação. Até queria ter enfeitado mais a mesa dos salgados, mas sem chance. Às duas da tarde (a festa já estava praticamente começando) eu ainda estava tostando – no sentido mais literal da palavra – algumas receitas de cupcake. Mas as minhas queridas garçonetes Margareth e Rose deram conta do recado e montaram uma charmosa mesa com frios, pães, geléias, café, sucos e todos os etcs que convém a esse tipo de menu. A festa, apesar de todos os detalhes, foi um encontro familiar. Reunimos pessoas queridas, minhas amigas que conheci há 20 anos na universidade (e até hoje fazem parte da minha vida) e até um casal de amigos curitibano percorreu 400 km para prestigiar a herdeira.
O clã da Família Mattar veio especialmente de Maringá.

Os arranjos de flores também foram montados por nós, quer dizer, pela minha mãe – para ser mais exata. Comprei estes baldinhos de alumínio na loja Tok e Stok. As flores – que mesclavam vários tons de lilás, rosa e branco – nós adquirimos em maços fechados na Floricultura Shangri-lá de Londrina. Fica quase três vezes mais barato você comprar o ramalhete e montar do que pedir para a floricultura fazer este trabalho.



Família Matraca, ativar!
Mas o tranchã mesmo da festa foi a lembrancinha oficial, um sachê em forma de vestidinho que vinha pendurado num micro cabide. Um fascínio! Também produção e execução do Ateliê Julia Maria – com apoio e finalização das 262 irmãs da minha mãe, claro! Além disso, tivemos todas aquelas atividades inerentes a um evento com este público: cama elástica, bolha de sabão, pintura, massinha e outra mesa (além da oficial) com quitutes disponíveis para a molecada como gelatina, pipoca, marshmalow e docinhos tradicionais. A Mariana, em êxtase com sua “Festa de Barbie”, realizou o sonho dela… e eu, com certeza, também alcancei o meu! Rá!

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Fotos: Raul Mattar, Alessandro Pradela e Matraca’s Image Bank
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tudo bem que a festinha já foi há quase um mês. Mas para quem faz do blog um livro de memórias como eu, nunca é tarde para registrar esses momentos. Como sabem, não tenho muito o que fazer na vida. Então, resolvi preparar um encontro com poucos e bons amigos – não mais do que 15 pessoas – para o aniversário do marido. Já aviso: as fotos são só para lembrança… uma vez que o fotógrafo oficial do brogue estava de folga nesse dia.

O detalhe é que eu não sei “só” chamar o pessoal, comprar cerveja e assar uma carninha… eu preciso “inventar moda” ou “arrumar sarna para me coçar” – como muito bem define o Raul.

Primeiro, escolhi os tons preto e branco para o aniversário. Comprei uns cachepôs pretos e pedi que uma floricultura fizesse um arranjinho não muito caro com flores brancas, tipo lisianto e boca de leão. Uma belezura. O destaque ficou por conta dos quitutes. Decidi que o menu seria baseado em comida de boteco: carne de onça, mandioquinha e polenta fritas, charque acebolado, alcatra em tiras e torresminho. Não, não cozinhei nada disso. Comprei tudo pronto na Casa di Bel, um lugar delicioso para almoçar, jantar ou petiscar em Curitiba. Falando em menu, elaborei um cardápio em scrapbook para que os convidados pudessem acompanhar a comilança.


Por minha conta, ficaram algumas entradinhas: verrine de salada tropical (a receita a gente já deu aqui) e sushis. Sim, aprendi a fazer sushis!!! Tudo bem que sushi não tem nada a ver com comida de boteco. Mas eu precisava treinar – e exibir – os dotes do meu curso de sushi-woman recém concluído… hohohoho!

Nas mesas deixei um mix de castanhas que preparei com pistache, castanha de caju, amendoim, semente de abóbora e uva passa. Distribuí os nuts em copinhos pretos e brancos – desses que a gente compra em casas de embalagem. Em travessinhas de porcelana montei um clássico patê de azeitona preta de um lado e berinjela escabeche do outro – tudo acompanhado de torradinhas, fatias de wrap e grissinis. Ah, os grissinis coloquei em taças. Uma graça!!!

Já na bancada maior aproveitei meus recipientes de porcelana próprios para finger food (comidinhas que a gente come com as mãos) para montar o cenário. Essas colherzinhas chinesas comprei na loja Tok Stok. Elas foram perfeitas para acomodar os pãezinhos com carne de onça.


De sobremesa havia bombons variados, brigadeiro de colher, tortinha de limão no copo e… frutinhas - rá rá rá - para ajudar na digestão. Foi um momento muito especial para o maridex: os irmãos vieram de Maringá com a sobrinhada e a sogrinha querida (dele!) – leia-se: minha mãe! – também veio prestigiar o “evento”!
Fotos: Raul Mattar, Alessandro Pradela e Matraca’s Image Bank
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sábado, 23 de outubro de 2010

Qualquer doce no copinho fica um luxo. Mas se for de brigadeiro… fica perfeito! A receita é praticamente a mesma que você usaria para fazer o doce em formato bolinha. O detalhe é que o Brigadeiro de Copinho deve ter uma consistência mais cremosa, já que vai ser comido de colher. Veja como fazer:
Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1/2 caixinha de creme de leite
3 colheres de sopa de chocolate em pó
1 colher de sopa de margarina
Modo de preparo
Misture delicadamente todos os ingredientes em uma panela. Leve ao fogo brando mexendo sem parar. Deixe ferver e abaixe o fogo. Cozinhe por mais uns 5 ou 8 minutos. Mexa sempre para não formar grumos. Quando começar a soltar do fundo da panela pode desligar o fogo. O brigadeiro vai estar com uma aparência mais para cremosa do que para firme. É assim mesmo. Depois que ele esfriar fica mais consistente. Coloque nos copinhos e decore com granulados ou bolinhas de confeitar.
Dica da Matraca: estes copinhos podem ser encontrados em casas de embalagens ou até em supermercados. O pacotinho (com 10 unidades) geralmente não custa mais do que R$ 2,00. Você pode substituir o brigadeiro pelo doce Beijinho. No lugar do chocolate, acrescente 50 g de coco ralado (ou 1/2 xícara) e decore com lascas de coco fresco.
Foto: Raul Mattar
quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Frito, cozido, mexido, quente, pochet ou travestido de omelete – o ovo, por muito tempo, esteve condenado à morte. E junto com ele, execrado igualmente, estaria quem abusasse das gemas amarelo-ouro, aquelas que adoramos romper – suculentas – sobre um punhado de arroz fumegante.
É o meu prato preferido. Meu acompanhamento do pão fresco. Injustamente, de médicos a modelos, foi taxado de vilão. Receitas incrementadas com ovos de mais… significavam saúde de menos. Ficou relegado ao rol de comidas simples, sem glamour. Coisa de pobre… de espírito, eu diria!
Tremenda falta de sensibilidade. Já reinventaram o chuchu, investiram na espuma de abacate e enalteceram o aipim. Vamos dar uma chance ao ovo e suas formas perfeitas. Levemente tostadinho embaixo, saia branca suavemente enrijecida e o miolo-sol nem tão mole que chegue a espatifar – mas nem tão duro que não possa escorrer.
De tabu culinário a patrimônio imaterial da humanidade. Uma chance ao ovo!
Foto: Matraca’s Image Bank
quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Nem sei se o nome é esse. Poderia ser simplesmente… misto-quente. O detalhe é que o pão francês tem a casquinha mais crocante que a do pão de forma. Daí você coloca o montadito numa frigideira em fogo baixo. Tosta de um lado, tosta do outro… e fica essa belezura.
Foto: Matraca’s Image Bank
sábado, 20 de junho de 2009
Meninas, morram de inveja: meu marido cozinha. Tudo bem, sei que isso está cada dia mais comum e que não é assim, nada extraordinário. Mas chegar em casa, às dez da noite, 6º graus lá fora, depois de um dia inteiro de trabalho e encontrar um dos meus pratos preferidos… não tem preço. (Desculpe, mas eu gosto de jantar, não importa a hora.) Vamos, pare de lamber os beiços e anote aí a receitinha:

INGREDIENTES:
1 quilo de mandioca
1 quilo de ripa de costela bovina
1 cebola grande
1 cabeça de alho
1 colher de sopa de açúcar para deixar a carne dourada
2 colheres de sopa de óleo
água
pimenta do reino branca a gosto
sal a gosto
salsinha a gosto

MODO DE PREPARO:
Na panela de pressão, despeje o óleo e em seguida o açúcar. Mexa até ficar um tom caramelo. Depois acrescente a costela em pedaços, mexendo sempre, até a carne ficar dourada. Coloque a cebola e o alho picados e deixe fritar, em fogo médio, tudo junto. Ponha quanto bastar de sal e pimenta. Por fim, coloque a mandioca e encha de água até quase cobrir os ingredientes. Quando pegar pressão cozinhe por 10 minutos. Ao abrir a panela, a vaca já estará pronta. Para ficar mais cremosa é só amassar algumas mandiocas. Enfeite com a salsinha picada.
DICA DO RAUL:
Acrescentar uma batata média, cortada em pedacinhos. Durante o cozimento ela vai derreter e ajudar a engrossar o caldo.
Fotos: o cozinheiro
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