Silvia Oliveira

Na categoria Matraqueando

quinta-feira, 03 de dezembro de 2009

Novo Matraqueando: modo de usar

É simples: não trabalho. Meu marido me sustenta, tenho empregada que faz todo dia meu almoço e arruma minha casa, não tenho bebê para cuidar (Que Mariana? Não, você errou de endereço), nem empresa para administrar, quase nada para escrever, nem uma tese de doutorado para terminar. Como sou assim, uma pessoa desocupada – que só pensa em viajar – resolvi investir uma parte do meu vasto tempo no blog que, como sabem, é coisa de vagabundo. Ou de gente desocupada, que só pensa em viajar.

Mas apesar de ter poucas tarefas no dia a dia, quando arranjo alguma coisa para fazer, gosto de que seja bem feitinha. Tipo: organizar os esmaltes por cor (cores quentes separadas dos branquinhos, por exemplo) ou empilhar minhas revistas Contigo! por ordem cronológica ou separar as fotos que coleciono do Antonio Banderas em pastas semanais no meu computador.

Com meu brogui não poderia ser diferente. Há dois meses contratei uma empresa para criar um layout decente, que pudesse dar uma cara de site ao Matraqueando e que me desse mais liberdade de edição que no Blogspot, a plataforma antiga. Viemos para o WordPress, com o domínio próprio. Aliás, o Matraqueando.com.br foi registrado em 2007, mas estava apenas redirecionado ao Blogspot.

Na migração para o novo sistema, as dores e as delícias de um up grade dessa natureza. Foi criado um plugin para a TV Matraca (na barra lateral) – que será alimentado, em breve, com nossas reportagens em vídeo. Já temos muita coisa pronta, mas estamos atrasados com edição, sonorização e outros detalhezinhos que envolvem uma produção com o PQM – Padrão de Qualidade Matraqueando. Ainda falta incluir um plugin (ou página específica) para os podcasts da Rádio Matraca. Em breve!

Para chegar à viagem que você busca é só escolher na barra lateral em “Destinos”. Mas atenção: nem tudo foi categorizado ainda. O processo não é automático. Isso deve levar mais algumas semanas porque estou fazendo tudo manualmente. Se você tiver dificuldade em encontrar algum material, avise-me, que eu ajudo! E do que eu mais gostei: um espaço enooooorme para colocar fotos – o que era uma tremenda limitação no sistema antigo.

Já no rodapé do site foram colocadas três colunas: Matraca’s Utility (com posts de serviço e utilidade pública), Posts Mais Lidos e o Cozinha da Matraca – com alguns dos meus momentos Ofélia. Por certo, espero finalmente botar para engrenar o “comidinhas” do logotipo do Matraqueando, uma das minhas paixões, apesar de conseguir solar até bolo de caixinha. Rá!

Um detalhe pertubardor: dos nossos quase 3500 comentários, apenas 280 foram importados para cá até agora. Houve um problema, raríssimo, segundo o designer responsável pelo processo: parece que há arquivos corrompidos no Blogspost que estão impedindo a importação. Estamos tentando ainda fazer o trem funcionar. Preferi colocar o site no ar, porque não há uma previsão de quando os comentários voltarão (se é que voltarão!).  Conseguimos! Todos os comentários estão recuperados! Uhu! Mérito da equipe de designers do xCake Blogs, empresa que cuidou do nosso renascimento! Enquanto a Claudia dava os últimos retoques no visual, o Canha varou as noites tentando encontrar o erro provocado na migração, que foi feita na quinta-feira passada. Além do que, me aguentaram elegantemente uma semana surtada! \o/ \o/ \o/

Matraquetes, toda mudança é difícil. Eu sei. A gente sempre acha que o “antes” estava melhor. Além do que, até colocar a casa em ordem deve levar algum tempo. Lá em cima na barra de links tem o “Contato”, onde você poderá falar diretamente comigo com sugestões, críticas, comentários ou reclamações. :-) Só me resta reforçar o carinho que tenho por vocês, que sempre estão aqui – dando dicas, orientações, relatando suas viagens, corrigindo nossas falhas. Obrigada. A casa foi, é e sempre será sua.

Ah, não se esqueça de assinar nosso feed. É só clicar naquele selinho supercharmoso no canto superior direito da barra lateral. E aproveite: já começamos nossa série sobre o Chile. O primeiro post, logo aí abaixo, conta como é o tour guiado à vinícola Concha y Toro, uma das mais famosas do país. Melhor: a gente explica, tim tim por tim tim, o caminho das pedras para você ir por conta, sem ter que pegar (e pagar) qualquer excursão para chegar até lá!

Atualização: sexta-feira, 04 de dezembro de 2009.

cafe com fubá 2 copy

 Pessoal, ainda tô aqui na faxina. Mas acabei de passar um cafezinho. E o bolo de fubá tá uma delícia. Sirvam-se à vontade. 

Foto: Matraca’s Image Bank

Leia também:

Novidade nos comentários do Matraqueando

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mudanças no Matraqueando

Matraquetes, nos próximos dias teremos mudanças aqui no Matraqueando. Vamos migrar para a plataforma WordPress, com domínio próprio, logomarca redesenhada e um layout diferente. (Não, não se preocupe. A plaquinha com destinos imaginários será mantida).

Já estamos fazendo testes na nova plataforma e a casa de estreia – como em toda mudança – está de pernas pro ar. E mesmo quando a gente colocar definitivamente no ar, ainda deve levar uns dias para organizar grande parte dos posts, já que na migração a maioria perde sua formatação orginal.

Mas as fotos e o conteúdo estão garantidos. =)

Só vou começar a postar sobre o Chile quando a gente estiver nadando de braçada no sofá novo. Por isso, peço mais um pouquinho de paciência. E figas, para que dê tudo certo!

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domingo, 15 de novembro de 2009

Mais um..


Coleção de carimbos no passaporte: paixão de todo viajante. (Foto: Matraca’s Image Bank)

Ahhh, vai me dizer que você não tem (ou já teve) esse momento dããããrd: passa pela imigração, vai em direção às esteiras de bagagem, continua andando como quem não quer nada, dá uma disfarçadinha… e abre o passaporte para ver o mais novo carimbo da sua coleção. Rá!

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Expedição Chile

Começa hoje. Uma viagem de 10 dias pelo Chile (Santiago e Deserto do Atacama). Desde 2007 planejamos ir para lá. Cheguei a emitir as passagens naquele ano com seis meses de antecedência… e fiquei grávida três meses antes do embarque.

Não, a gente não cancelou o passeio. Apenas adiamos as férias. :-)

Até a madrugada de amanhã estaremos entre aeroportos, bagagens e check-in. Sempre que puder vou atualizar o Twitter, que nesta temporada chilena ficará aqui, do lado esquerdo do coração – mesmo que o tempo e a distância digam “não”. Rá. Tá bom, eu paro de gracinha.

Se você ainda não está no Twitter poderá me acompanhar aqui no blog mesmo, lendo as bobagens que a gente fala no widget adicionado na barra lateral.

ATENÇÃO:

É proibido ao leitor do Matraqueando deixar de ler este blog durante a ausência temporária de seus autores. A inobservância desta lei implicará em penalidades ao infrator, como multa e pragas (tipo, dois anos sem viajar!), suspensão e até a perda do título de matraquete.

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segunda-feira, 09 de novembro de 2009

Inglaterra a 50 euros por dia – Parte 1

 
Tower Bridge: você vai bater uma foto na frente dela. (Foto: Scott Liddell)

Sei, na alfândega nem sempre é assim. Mas se você cumprir as exigências necessárias e for realmente a turismo é raro que seja mandado de volta para a casa. Londres, a capital, é a cidade com mais etnias por metro quadrado do planeta. Indianos, árabes, chineses, peruanos e toda sorte e espécie de punk, góticos e emos se esbarram sem nem prestar atenção um no outro necessariamente.

Não há outro lugar no mundo em que o conceito de “aldeia global” – criado pelo sociólogo canadense Marshall McLuhan – é tão visível e presente. Pubs e chá das cinco convivem harmonicamente, cada um no seu quadrado. De Charles Chaplin aos Rolling Stones, de Hitchcock aos Beatles, sempre vai existir uma Inglaterra que cabe em você.

O VALOR DA LIBRA

Meça o valor da Inglaterra: conseguiu impor uma forma de governo obsoleta, tem religião própria e manteve a moeda – a libra esterlina – bem longe da zona do euro. Não é pouco. Os preços proibitivos do país não devem minar seus sonhos de passar uns dias aqui. Mas gastar 50 euros por dia em Londres, algo como 44 libras, pode tornar sua viagem uma expiação dos pecados se você não entrar no espírito do nosso modelo 5.0 de viagem.

Se a gente subir a conta para 50 libras, ainda assim, vai ser uma viagem modesta. Modesta, mas inesquecível. Sua cama provavelmente vai estar em algum albergue, seu almoço seguramente vai ser em algum restaurante chinês ou grego. Sua janta, o kit-salvamento-do-supermercado. Nos intervalos, fique com as praças, os parques e os museus públicos da capital do país – alguns dos melhores do mundo – que são gratuitos o ano inteiro.

Apesar de uma ou outra restrição você está na Inglaterra. Muita gente com tempo e dinheiro não vem para cá. Porque o patrimônio que a gente busca nem mesmo a libra esterlina pode comprar. :-)


Atração gratuita em Londres: troca de guarda no Palácio de Buckingham. (Foto: Akivasha)

O BARATO DA INGLATERRA

LONDRES – O seu roteiro por Londres deve ser influenciado pelo número de dias na cidade. Partindo do pressuposto de que você é obediente e segue as regras do Matraqueando, fique – no mínimo – quatro dias inteiros por aqui. Uma semana seria o ideal. O que não quer dizer que conseguirá esgotar a capital da Inglaterra durante esse período. Comece a explorar a cidade pela tradicional Piccadilly Circus, uma área cheia de… turistas. Não torça o nariz, você é um deles, lembre-se. Ali perto está a Trafalgar Square, a praça mais popular de Londres. Em frente, o National Gallery – uma das mais importantes galerias de arte do mundo com sete século de história da arte europeia. Entrada gratuita. Do lado, na Leicester Square – outra movimentadíssima praça – você encontra o Covent Garden, um antigo mercadão que se transformou num delicioso universo londrino de bares e lojas. Tome um café por aqui. Dali você pode ir a pé – mas se preferir pegue o metrô e desça na estação Westminster ¬– para, enfim, conhecer o Big Ben, a famosa torre do relógio do Parlamento. O edifício foi construído no século 19 em estilo gótico vitoriano, seja lá o que isso signifique. Custa 12 libras para conhecer o complexo, mas as sessões parlamentares são abertas ao público. A partir daqui você já está abraçando o lendário Rio Tamisa, que corta a cidade. Poucas quadras adiante você encontra o Palácio de Buckingham, a residência oficial da família real. As visitas acontecem somente em agosto e setembro (quando a rainha sai de férias) e custam caro: a partir de 16,50 libras. Com orçamento apertado já fique muito satisfeito com a célebre troca de guarda, uma bando de soldadinhos numa coreografia que atrai milhares de pessoas todos os dias no verão e em dias alternado no inverno – sempre às 11h30. Gratuito. Chegue cedo, pelo menos com uma hora de antecedência se não quiser compartilhar o “show” com um cotovelo no seu nariz. É claro que você não vai fazer isso, mas se tivesse que escolher um único museu fique com o British Museum, um dos mais fascinantes do planeta. Guarda a Pedra de Rosetta entre outras peças absolutamente importantes para a história do mundo. Gratuitíssimo, apesar da sugestão de 2 libras como doação. Próximo do museu, nas redondezas do Soho e Chinatown você vai conhecer um bairro mais londrino (1ª opção) e uma comunidade de imigrantes típica, onde se pode comer mais em conta (2ª opção). Para bater ponto no principal endereço da arte contemporânea do país conheça o Tate Modern. Entrada gratuita, exceto para exposições temporárias. Uma das mais importantes catedrais da Inglaterra – com a segunda maior cúpula do mundo – a Catedral de St. Paul’s  cobra carésimas 10 libras. No entanto, durante as missas (7h30, 8h, 12h30 e 17h) a entrada é gratuita, mas o número de pessoas é controlado. Chegue cedo. Aqui aconteceu o funeral de Winston Churchill e o televisionado casamento do Príncipe Charles e Diana. Torço para que você pegue pelo menos um dia ensolarado e conheça o Hyde Park, o badalado parque londrino. Entrada gratuita. Entre as atrações pagas, eu ficaria com duas. A Abadia de Westminster , ao lado do Parlamento, é uma delas. Um construção do século 8 onde ocorre a coroação dos monarcas britânicos e foi ali o funeral da princesa Diana, em 1997. Entrada a 15 libras. Estudantes têm desconto. Para a melhor vista de Londres suba na London Eye, uma roda gigante de ferro com 135 metros de altura, praticamente em frente ao Big Ben, só que do outro lado do Rio Tamisa. Ingresso a partir de 17,50 libras. Se fizer a reserva antecipada pelo site, ganha 10% de desconto. Site da cidade: www.visitlondon.com

LIVERPOOL – Como sabemos, os verdadeiros reis da Inglaterra se chamam Beatles. Durante muito tempo a segunda maior cidade do país só era lembrada por causa disso. O que não é pouco, convenhamos. Mas em 2008, Liverpool foi eleita a nova capital da cultura da Europa (Liverpool08.com) o que deu uma repaginada no Albert Dock – antigo porto, por exemplo – onde está o Tate Liverpool , enorme galeria e museu de arte moderna. Entrada Gratuita. Para os beatlemaníacos: bata o cartão no Beatles Story. O ingresso do museu custa 12,25 libras . Estudantes e maiores de 60 anos pagam 8,30 libras. Ou vá no The Beatles Shop  para comprar qualquer coisa do grupo. Site da cidade: www.visitliverpool.com.

BATH – A cidade de Bath, construída em torno de termas romanas, está a 180 quilômetros de Londres. Uma hora e meia de trem. Preserva desde o século 18 um ar de pompa, quase luxuoso. Roteiro clássico: ruínas das Termas  por 11 libras e os vitrais da Abadia de Bath por módicos (para os padrões ingleses) 5 libras. Site da cidade: www.visitbath.co.uk.

 
O relógio mais famoso do mundo. (Foto: Domiwo)

OXFORD E CAMBRIDGE – Os principais pólos universitários, não só da Inglaterra, mas de todo o Reino Unido estão em Oxford e Cambridge. Em ambas os melhores passeios são conhecer os colleges mais famosos. Em Oxford, o maior e o mais conhecido deles é o Christ Church College. Entrada a 4,90 libras. Estudante paga 3,90. Foi fundado em 1529. Treze primeiros-ministros britânicos estudaram aqui, além do escritor Lewis Carrol, autor de Alice no País das Maravilhas. A célebre escadaria foi cenário do filme Harry Porter. De Londres a Oxford leva uma hora de trem. Passagens a partir de 12 libras. Site da cidade: www.visitoxford.org. Já de Cambridge saíram mais de 60 ganhadores do prêmio Nobel. Visite o King’s College, com uma capela ilustre. Paga-se 5,30 libras para entrar. Estudantes pagam 3,50 libras. Mas é possível entrar gratuitamente no King’s durante a apresentação do prestigiadíssimo coral do estudantes. Segunda a sábado, às 17h30. Domingos às 10h30 e 15h30. (Menos no período de férias). Apesar do espetáculo ser free, o número de pessoas é controlado. Cambridge também está mais ou menos a uma hora de trem de Londres. Site da cidade: www.visitcambridge.org.

BRIGHTON – Imagine pegar um tempo firme, quente e com muito sol na Inglaterra. Tá bom, caí da cama e acordei. Mas, ao menos que chova sem parar, não deixe de conhecer o movimentado balneário de Brighton. Descolado, cheio de estudantes e turistas – muitos brasileiros, inclusive. Passeie pela orla. Quando não, pelo menos molhe os pés na água gelada e visite um fabuloso palácio, o Royal Pavilion – todo em estilo indiano – uma espécie de Taj Mahal inglês. Entrada por 8,80 libras. Estudantes pagam 6,60. 


O misterioso monumento pré-histórico de Stonehenge. (Foto: Peter Sem)

PARA FUGIR DO ÓBVIO

Eu sei que o tempo é curto. Mas não saia da Inglaterra sem conhecer o monumento pré-histórico mais célebre da Europa. Stonehenge  fez parte, provavelmente, de uma grande civilização neolítica. Foi construído entre 3000 e 1500 a.C. O misterioso conjunto de pedras fica em Salisbury, a 120 quilômetros de Londres. Ingressos a 6,50 libras. Estudantes pagam 5,60.  Mais barato do que a Torre de Londres, que não tem mistério algum.

SEM MARCAR TOUCA

O caro passe London Pass  promete acesso a diversas atrações. Geralmente secundárias no seu roteiro. Um dia custa 39 libras, dois dias saem a 54 libras e três, por 60 libras. É bem provável que não valha à pena.

AMANHÃ: Dicas de passeios nas feiras e nos mercados mais famosos, pubs, novas atrações gratuitas, castelos e como economizar no caríssimo transporte público.

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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