domingo, 25 de setembro de 2011

Encontro das Águas, Manaus | Parte 2

A melhor época para conhecer o Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões é entre abril e agosto, meses das cheias em Manaus. Por isso mesmo o risco de chuva é maior. Mas se você vier fora desta época, provavelmente, não vai conseguir fazer a segunda parte do passeio – a visita a comunidades ribeirinhas e um tour dentro de uma canoa motorizada para conhecer igarapés e vitórias-régias.

Após o ápice do passeio, o Encontro das Águas em si, eu pensei que o barco fosse dar meia-volta e partir para o porto de Manaus ou parar em algum ponto estratégico para o almoço em restaurante flutuante – que estava incluído na excursão. Pensando que já havia passado por tudo a que tinha direito naquela viagem-superação … vem a notícia. Sairíamos do nosso barcão para entrar numa canoinha onde, sentada, minha mão alcançava o rio.

Fiz a linha sô-xique-num-faço-escândalo e entrei quietinha na voadeira. Dali partimos para um incursão pelo Parque Ecológico do Janauari, infestado de igarapés – uma espécie de braço de rio bem estreito que corre mata adentro. Justamente pela geografia apertada só podem ser percorridos por pequenas embarcações. Toda a região está entrecortada por pequenas e grandes árvores com cipós – vegetação típica desse ecossistema. A invasão de mosquitos é imediata. Exagere no repelente e ainda assim você será devorado por eles.

Durante o passeio, aparecem outras canoas com algumas crianças que oferecem, para comprar, doces caseiros e frutinhas da região. Por um sacão dessa frutinha amarela (não me lembro do nome, caso você saiba, conte pra nós!) paguei R$ 2. Era bem azedinha, uma delícia! Ao sair dos Igarapés uma parada estratégica num centro de artesanato super lindo, em plena bacia amazônica. Tudo produzido pelas comunidades ribeirinhas da região. Vai de colares a barcos de madeira! Daqui você pode levar seu autêntico imã de geladeira amazonense.

Mas, para mim, o ponto fulminante – e encantador – foi cruzar uma pinguela para encontrar umas das imagens mais fantásticas de toda a viagem: um enorme conglomerado de vitórias-régias – planta aquática típica da região. São cenas de filme, todo a vista é emoldurada por árvores secas e, bem ali, aparece um jacaré (o bicho deve ser mancomunado com a empresa do passeio)!!! Justamente quando os turistas se aproximam, lá vem ele. Faz pose, tira foto, abana o rabinho e volta para o rio. Rá rá!

Finalizamos com o almoço em restaurante flutuante, em pleno Rio Negro, onde você se serve à vontade. São várias opções de peixe, incluindo o meu preferido – o tambaqui e suas costelinhas inconfundíveis.

Na volta para o porto de Manaus você estará cansado, mas assim mesmo sobrará disposição para acompanhar os últimos retratos deste passeio fantástico: fofíssimas casinhas de palafitas, habitação típica da região e a imensidão daquele lugar!

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SERVIÇO

Quem leva: várias operadoras fazem o passeio. Contratei a Amazon Explores.
Quanto custa: R$ 120,00 – inclui almoço em restaurante flutuante.
Duração: o dia inteiro
Dica: vista roupas confortáveis e não se esqueça de usar protetor solar e repelentes.
Nota: de setembro a dezembro, período da vazante, o passeio de canoa é substituído por uma caminhada pela selva com visita a maior árvore nativa da região, a Samaúma.

Fotos: Sílvia Oliveira | Matraca’s Image Bank

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Minha visita a Manaus faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto. Para ver todas as reportagens da expedição, clique aqui.

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