Encontro das Águas, Manaus | Parte 2

A melhor época para conhecer o Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões é entre abril e agosto, meses das cheias em Manaus. Por isso mesmo o risco de chuva é maior. Mas se você vier fora desta época, provavelmente, não vai conseguir fazer a segunda parte do passeio – a visita a comunidades ribeirinhas e um tour dentro de uma canoa motorizada para conhecer igarapés e vitórias-régias.

Após o ápice do passeio, o Encontro das Águas em si, eu pensei que o barco fosse dar meia-volta e partir para o porto de Manaus ou parar em algum ponto estratégico para o almoço em restaurante flutuante – que estava incluído na excursão. Pensando que já havia passado por tudo a que tinha direito naquela viagem-superação … vem a notícia. Sairíamos do nosso barcão para entrar numa canoinha onde, sentada, minha mão alcançava o rio.


Fiz a linha sô-xique-num-faço-escândalo e entrei quietinha na voadeira. Dali partimos para um incursão pelo Parque Ecológico do Janauari, infestado de igarapés – uma espécie de braço de rio bem estreito que corre mata adentro. Justamente pela geografia apertada só podem ser percorridos por pequenas embarcações. Toda a região está entrecortada por pequenas e grandes árvores com cipós – vegetação típica desse ecossistema. A invasão de mosquitos é imediata. Exagere no repelente e ainda assim você será devorado por eles.



Durante o passeio, aparecem outras canoas com algumas crianças que oferecem, para comprar, doces caseiros e frutinhas da região. Por um sacão dessa frutinha amarela (não me lembro do nome, caso você saiba, conte pra nós!) paguei R$ 2. Era bem azedinha, uma delícia! Ao sair dos Igarapés uma parada estratégica num centro de artesanato super lindo, em plena bacia amazônica. Tudo produzido pelas comunidades ribeirinhas da região. Vai de colares a barcos de madeira! Daqui você pode levar seu autêntico imã de geladeira amazonense.




Mas, para mim, o ponto fulminante – e encantador – foi cruzar uma pinguela para encontrar umas das imagens mais fantásticas de toda a viagem: um enorme conglomerado de vitórias-régias – planta aquática típica da região. São cenas de filme, todo a vista é emoldurada por árvores secas e, bem ali, aparece um jacaré (o bicho deve ser mancomunado com a empresa do passeio)!!! Justamente quando os turistas se aproximam, lá vem ele. Faz pose, tira foto, abana o rabinho e volta para o rio. Rá rá!




Finalizamos com o almoço em restaurante flutuante, em pleno Rio Negro, onde você se serve à vontade. São várias opções de peixe, incluindo o meu preferido – o tambaqui e suas costelinhas inconfundíveis.



Na volta para o porto de Manaus você estará cansado, mas assim mesmo sobrará disposição para acompanhar os últimos retratos deste passeio fantástico: fofíssimas casinhas de palafitas, habitação típica da região e a imensidão daquele lugar!


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SERVIÇO
Quem leva: várias operadoras fazem o passeio. Contratei a Amazon Explores.
Quanto custa: R$ 120,00 – inclui almoço em restaurante flutuante.
Duração: o dia inteiro
Dica: vista roupas confortáveis e não se esqueça de usar protetor solar e repelentes.
Nota: de setembro a dezembro, período da vazante, o passeio de canoa é substituído por uma caminhada pela selva com visita a maior árvore nativa da região, a Samaúma.
Fotos: Sílvia Oliveira | Matraca’s Image Bank
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Minha visita a Manaus faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto. Para ver todas as reportagens da expedição, clique aqui.




4 comentários
¡Qué bárbaro! As fotos são magníficas, mas la foto do jacaré dá medo, assusta….
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Eu quase saí correndo, Carmen! rsrsrsrsrs!
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silvia, a frutinha amarela é o muruci (mas tem regiao que chama de mirici). no quintal da casa da minha vó em mosqueiro tinha muito!
acho muito engracado esses passeios para turistas na amazonia (acho meio artificial). como eu sempre andei de barco (grande, medio e pequeno) para lá e para cá desde crianca (toda a minha familia paterna mora no interior), essas paisagens e meio de transporte que vc citou nunca me chamaram atenção para o lado turístico da coisa. mas eh muito bacana observar a descricao feita por pessoas q nao estao acostumadas com isso. e p/ te falar a verdade, tenho certeza q o jacaré está ali sim esperando por vcs, ja faz parte do passeio (foi plantado ali)… ter a ponte de acesso para o lago ate que vai, mas ter placa (lago da vitoria regia)????… é para turistas mesmo.
ah, nao é tao facil ver jacares nas idas e vindas pelos rios….
como vc ja foi ate manaus apreciar o encontro das aguas. ja ta na hora de comecar a pensar em ir à belem para conhecer a pororoca! e tb andar de barco à noite, num breu total. e caso o barco balance bastante a ponto de entrar agua, pegar uma cuia e comecar a tirar agua do barquinho hahahahaha…. verdadeiras experiências amazônidas.
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*escrevi errado: outras regioes chamam de murici (nao mirici)
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Luiz, eu fiz o passeio com uma manauara que nunca havia visitado o encontro das águas e ela adorou o tour, chegou a ficar emocionada! Acho que para quem não teve essa vivência sua, como a maioria dos que pegam esse barcão é a melhor coisa do mundo! Amei, amei e ainda quero voltar com meu pai que é louco para conhecer essa região! Beijos e obrigadíssima pelo nome da frutinha!
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Oi.. Eu to procurando o nome dessa frutinha e n encontrei nada ate agora, mas sei q n é murici. Queria tanto saber o nome dela
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pior q essa ai é murici msm rsrsrs
me enganei
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Olá! Adorei o blog… sou de Manaus e adoro essa frutinha… podia jurar que o nome era bacuri
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