-  Atualizado 24/05/2017

Ilha de Marajó | Onde ficar: Soure ou Salvaterra?

Publicado por: Silvia Oliveira Belém, Hospedagem, Ilha de Marajó

Ilha de Marajo Barra Velha Soure

Praia de Barra Velha, Soure

As duas principais cidades da Ilha de Marajó são Soure (conhecida como a “capital”) e Salvaterra, onde chegam os barcos e as balsas que vêm de Belém e do porto de Icoaraci. Veja aqui como chegar à Ilha de Marajó.

As duas têm atrativos, mas Soure abriga a maior parte deles, além de ter restaurantes e hotéis mais estruturados. Em Salvaterra você tem basicamente duas praias famosas, Joanes (com ruínas jesuíticas) e Praia Grande — a mais frequentada pelos turistas.

Ilha de Marajo Praia do Pesqueiro

Praia do Pesqueiro, Soure

Já em Soure, além das praias de Barra Velha e do Pesqueiro, você pode fazer alguns dos principais passeios da Ilha de Marajó como a visita à Fazenda São Jerônimo (veja nosso relato completo aqui), à Fazenda Bom Jesus, ao laticínio Mironga para ver a produção do queijo de búfala, comprar cerâmicas marajoara, participar de apresentações de carimbó (ritmo que nasceu na ilha) e almoçar (ou jantar) no  tradicional  restaurante Delícias da Nalva.

Ilha de Marajo vista da pousada

Vista do amanhecer na Pousada Bosque dos Aruãs, Salvaterra

Mas indo na contramão do que a maioria recomenda, eu fiquei em Salvaterra — o lado menos muvucado da ilha. Minha escolha foi monetária. Ao pesquisar hospedagem, a pousada que tinha o menor preço e a maior nota na avaliação do Booking.com era a Bosque dos Aruãs justamente em Salvaterra.

Minha preocupação, então, foi descobrir se era fácil chegar a Soure partindo de Salvaterra. As duas cidades estão divididas pelo rio Paracauari. Para ir de Salvaterra a Soure (ou vice-versa) é necessário pegar uma balsa (gratuita para passageiros, carros pagam uma taxa) que cruza o rio de hora em hora. A travessia é bem rápida, cerca de 10 minutos. (Dou mais detalhes aqui.)

Ilha de Marajo Pousada Bosque dos Aruas 2

Pousada Bosque dos Aruãs: hospedagem simples em Salvaterra

A Pousada Bosque dos Aruãs, onde nos hospedamos, fica a 5 minutos caminhando da Praça da Igreja, local de onde saem os barcos para Soure. Os chalés são de madeira com quartos beeeeem simples precisando de uma mão de tinta urgente. :mrgreen:

O luxo: ficam de frente para a Baía de Marajó com um nascer do sol espetacular. Para ajudar quem não quer fazer a travessia para tomar sol em Soure, a pousada fica a 800 metros da Praia Grande, a mais famosa de Salvaterra.

Apesar da simplicidade, os chalés da Bosque dos Aruãs têm ar condicionado e estão equipados com TV via satélite e frigobar vazio (você coloca o que quiser). Wi-fi ruim, mas isso é um problema na ilha em geral. Para compensar a falta de opção de onde comer à noite em Salvaterra, a pousada tem restaurante que serve carnes, frutos do mar e massas.

Ilha de Marajo Ruinas Joanes

Ruínas jesuíticas do século 17 em Joanes, Salvaterra

A comida é ótima, mas sempre demorava mais de uma hora para ficar pronta. Ou seja, peça algo para beliscar antes se estiver com muita fome. A melhor parte, no entanto, era escutar os causos do Seo Jurandir — dono da pousada — que sempre estava por ali contando histórias e dando dicas da região.

A diária está a partir de R$ 100 o casal ou R$ 115 quarto triplo (nossa opção). Café da manhã  — com tapioca e queijo de búfala — incluído! Vale a pena para quem quer muito sossego, pagar bem pouco e não está preocupado em encontrar hotel padrão.

Caso eu estivesse disposta a pagar um pouco mais minhas opções talvez seriam o Hotel Casarão da Amazônia (mais caro e sem café da manhã), o hotel Canto do Francês (valor médio e boa estrutura) ou a Pousada Aruanã (econômica e bem localizada, mas que não estava disponível quando fui)  — todas em Soure. (Clique nos links para ver a avaliação dos hóspedes.)

Ilha de Marajo travessia Soure Salvaterra

Travessia de Salvaterra para Soure

Gostei de ter ficado em Salvaterra, mas reconheço que é bem mais prático se hospedar em Soure. O problema não foi ter que fazer a travessia todos os dias (isso era a parte mais legal, um passeio à parte), mas a pequena estrutura turística fica na “capital” da ilha.

No quesito comida, principalmente à noite, só tínhamos o restaurante da pousada que apesar de ser bom, não era barato e nem todos os dias queríamos jantar banquete. Um lanche resolveria, por exemplo.

Em Salvaterra também há um pequeno centro comercial, mas fica mais afastado da pousada e nós estávamos sem carro, dificultando esse vai e vem. Se você estiver motorizado deve ponderar o que terá melhor custo-benefício para o sucesso da sua viagem.

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Pagamos todas as nossas despesas de viagem. Não aceitamos convites nem cortesias. Sempre nos hospedamos anonimamente nos hotéis indicados. A proposta é mostrar para você uma resenha íntegra e isenta do lugar. Aqui, você pode confiar!

Disclaimer | Este post contém links para o Booking.com, parceiro comercial do blog, inseridos espontaneamente pela autora.
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Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados. ©



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9 comentários

  1. Comentário do dia 28/8/2015 às 19:27

    Que lindeza de fotos, Silvia. É um dos passeios de barco que mais gostaria de fazer. parabéns! Trocaria de lugar se fosse novamente? 😉

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Dan, se eu for novamente (e pretendi ir!) ficarei em Soure, até porque já aparecem novas pousadas em Soure por preços bem muquiranas (do jeitim que a gente gosta!). 😉

    (Responder)

  2. Bóia
    Comentário do dia 31/8/2015 às 14:51

    Oi, Silvia. Tudo bem? 🙂

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia – Natalie

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Obrigada, Boia! É sempre um orgulho estar no concorrido #linkódromo do Viaje na Viagem. Bjs! 😀

    (Responder)

  3. Comentário do dia 02/9/2015 às 10:55

    O que mais me chamou a atenção foi a pousada, com certeza uma experiência diferente para quem está acostumado a viajar para hotéis. Fiquei imaginando o sossego da manhã enquanto se toma o café. Marajó é um destino que eu pouco tinha pesquisado, mas agora com certeza passo a considerar. Lindo post!

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    A pousada é muito limpa, mas simplérrima… tem que ser bastante desapegado para ficar bem ali. 😀 Mas era inacreditável o sossego e a beleza do lugar com aquele amanhecer todos os dias na nossa janela!

    (Responder)

  4. Shari
    Comentário do dia 13/10/2015 às 00:51

    por favor me ajude com meu muito pequeno inquérito para o meu curso universitário e passá-lo para outros
    https://www.surveymonkey.com/r/TOUR6080Brazilmarket-POR

    (Responder)

  5. Comentário do dia 05/1/2016 às 12:20

    Excelente

    (Responder)

  6. Renato
    Comentário do dia 10/1/2016 às 22:54

    Oi Silvia! Conheci seu blog pesquisando por Souré e achei o máximo. Parabéns! Escuta, me ajuda? Estou indo pra Belém no carnaval e queria chegar direto do aeroporto para Souré (chegamos em Belém no sábado, lá pelo meio dia). Será que vale a pena ir direto ou é melhor dormir em Belém e ir para lá no domingo? Pretendo ficar um dia e meio/dois dias em Souré. Abraços!

    (Responder)

  7. M
    Comentário do dia 19/2/2016 às 00:04

    ?Oi gente,

    Fui a Belém no Carnaval de 2016. A cidade é linda, cheia de atrações no centro e passeios turísticos em cidades próximas, as pessoas ão muito educadas e a gastronomia é MARAVILHOSA!! Só tem que prestar bastante atenção nas datas e horários; nem sempre as informações da Internet valem para os feriados. Basicamente, Belém fica vazia enquanto acontece o carnaval do Sudeste porque as escolas de samba belenenses desfilam uma semana antes e no feriado as pessoas viajam pro interior. Então, vários restaurantes e casas noturnas recomendados ficam fechados todo o tempo. Muitos museus também só voltam a abrir na 5a-feira depois do Carnaval. Quase todas as agências de turismo ficam fechadas e poucos passeios ficam disponíveis, tem que reservar antes do Carnaval. Durante o Carnaval mesmo acontecem poucos bloquinhos na capital, sempre de tarde. O Mangal das Garças fica aberto e é imperdível, tanto o restaurante quanto o passeio (tem horários de alimentação das aves e soltura das borboletas). Se puder fazer o passeio de barco de 1h30 da Valeverde Turismo na Baía do Rio Guamá logo que chegar a Belém, vá (são 3 horários por dia com apresentações de Carimbó, informações importantes dos guias sobre os principais pontos da orla da cidade e venda de comidas típicas, além de dicas dos guias sobre o que fazer no Carnaval e reserva de passeios). A agência tem uma unidade na Estação das Docas e o passeio sai de lá. Na 4a-feira de cinzas costuma ter preços mais baixos. No aeroporto também tem uma unidade e vale a pena passar de lá ao chegar para se informar sobre passeios antecipadamente e não correr o risco de ficar atrás das atrações em dias parados. Pra quem quer aproveitar o feriado em outras cidades da região, vale conhecer o carnaval de Cametá, que é grande e tradicional (mais de 6 horas de viagem de Belém, não dá pra ir e voltar no mesmo dia). Algodoal é super lindo, mas tem que pegar ônibus e barco pra chegar e precisa ficar atento aos horários do barco, pode não ter volta pro fim da tarde. Salinas é lindo também, muitas agências turísticas levam mas é possível ir de ônibus da rodoviária e pegar um táxi até a praia chegando lá (a praia fica a 15km da rodoviária de Salinas). Almoce no barracão Verde-Mar, recomendo MUITO! Atendimento excelente, comida excelente, pratos diferentes e preço justo. Se pegar o ônibus das 6h30 da manhã, dá pra voltar no mesmo dia (são 4 horas de viagem). Marajó é imperdível, dizem que é interessante ficar ao menos 3 dias mas nós fomos e voltamos no mesmo dia de barco (Expresso Tapajós, viagem de 2 horas). Tome remédio contra enjoo antes, muita gente passa mal no caminho mas com remédio nem sentimos. Marajó tem muitas praias e diferentes cidades, como Soure e Salvaterra. Se tiver pouco tempo, vale a pena escolher Soure, que é a que tem mais atrativos (a capital da ilha). As praias de Barra Velha, Pesqueiro e Araruna são incríveis. Na Praia do Pesqueiro, almoce na Pousada dos Guarás, é excelente. O passeio nas fazendas vale muito a pena para conhecer um pouco de tudo (breve trilha terrestre, barco a remo, caminhada em uma praia deserta, breve trilha em madeira no manguezal e passeio de búfalo). Recomendo a Fazenda São Jerônimo (ligue com antecedência para reservar o passeio). O barco sai todos os dias às 8h do Terminal Hidroviário de Belém e a volta é às 14h30, mas no domingo a volta é às 16h, ideal para aproveitar mais. Leve dinheiro, não aceitam cartão. Eu vi agências oferecendo passeios como Ilha dos Papagaios, que parece ser bem legal, e Alter do Chão (voo de 1h10 para Santarém para conhecer a praia mais famosa da região norte). Icoaraci é um distrito mais afastado de Belém, é conhecida pela cerâmica marajoara mas fica quase deserta no Carnaval (principalmente na 2a-feira, quando as olarias fecham e só sobram os restaurantes, feirinha de artesanato e um bloquinho). De lá da pra pegar um barco até a praia de Cotijuba, mas não fomos. Pra chegar a Icoaraci pega-se o ônibus 871 perto do mercado Ver-o-Peso, são 18km. Vale a pena percorrer pela manhã as ruas movimentadas de comércio que terminam no Ver-o-Peso. Também vale a pena atravessar a Baía do Rio Guamá, em Belém, para almoçar em Combu. De noite, se não encontrar aberto o lugar em que pretendia ir, vá jantar na Estação das Docas (várias opções de restaurante e música ao vivo) ou no Roxy Bar (não tem comidas típicas mas é muito gostoso). Cuidado com os pertences ao andar pelo Ver-o-Peso. Além disso, alguns belenenses me
    disseram que a Praça do Relógio e o Portal da Amazônia não são locais muito seguros. Ah, não esqueçam que provar tudo o que puderem da comida paraense; tudo é delicioso e muito diferente do que se come nas outras regiões do país.

    É isso, espero ter ajudado pessoal!!??
    Boa viagem 😉

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Muito, muito obrigada pelas dicas e relato! Valeu! 😉

    (Responder)

  8. iara fonseca
    Comentário do dia 20/2/2016 às 22:59

    Amei, amei, amei suas dicas. Estou pretendendo ir em maio me ajudou muitissimo e me deixaram mais motivada ainda. bjs

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Que legal, Iara! Depois volte para contar as novidades!

    (Responder)

  9. Gerson vieira
    Comentário do dia 02/3/2016 às 13:52

    Boa tarde sou Gerson sou de São Paulo,morei dois anos em Belém2012/2014…Sou casado com uma Paraense e meu filho nasceu tb lá…conheci Ilha de mosqueiro,outeiro,e Ilha de Cotijuba,em junho vou de Férias vou conhecer Abaetetuba,Ilha de Algodoal e adorei suas dicas porque irei até a Ilha do Marajó!

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Que bacana, Gerson! 😉

    (Responder)

Um Trackback

  1. Por Onde ficar na Ilha do Marajó, no Pará | 360meridianos em 30 de agosto de 2017 às 18:29

    […] das atrações fica em Soure, o que forçará algumas travessias do rio Paracauari. A Silvia, do blog Matraqueando, ficou em Salvaterra e gostou da […]

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