quinta-feira, 30 de abril de 2009

O que levar na mala do bebê

Esse tema tem sido meu maior desafio. A dúvida, na verdade, não é saber exatamente o que levar, mas como acomodar tudo (e não é pouca coisa) nas nossas malas, sem parecer que estamos transportando o guarda roupa do bebê junto. O Raul e eu temos o costume de viajar carregando,  cada um, uma mala pequena, durinha, daquelas com quatro rodinhas. Já não cabe muita coisa na nossa bagagem, a não ser o essencial para estar devidamente vestido e apresentável aonde quer que a gente vá. (Sem contar que depois dos 30 meus cremes aumentaram consideravelmente – o que me fez tirar o sapato social e a calça jeans extra da matula…)

Quando fizemos nossa primeira viagem com a Mariana de carro fomos para o Costão do Santinho, em Florianópolis. Ela tinha dois meses e meio e só queríamos um fim de semana com estrutura, mas fora da nossa rotina. Quase tive um ataque de sarampo, verruga, bicheira e cracão ao ver cinco (!) malas dentro do matraca-móvel. Três, só do bebê. Uma maior, uma média… e uma de mão para alguma emergência. Fui de Curitiba a Florianópolis em estado de choque, imaginando o que seria, então, 15 dias na Europa com a herdeira do clã. Numa segunda viagem – indo visitar os avós no norte do Paraná – também me perdi entre tantos itens necessários e obrigatórios.

Agora me libertei, utilizo com a Mariana a mesma filosofia que tenho para mim: escolho tudo o que quero levar para ela e corto pela metade. Sujou, lave! Faltou algo, compre. Fraldas? Só para os dois primeiros dias (e já são umas 18!). As outras adquira no destino. Por outro lado, existe um kit-básico que deve ser montado – e carregado – obedecendo as necessidades de cada bebê. Para facilitar comprei uma mochila durinha para mim, do mesmo material da mala. Cabe muuuita coisa e não me deixa parecendo uma patropi sei lá entende. Paguei 29 dólares na loja Chenson, em Ciudad del Este. Quando der, coloco a foto dela aqui.

1. Sabonete e xampu líquido
Se a viagem for curta compre frascos menores em casa de embalagens e transfira o conteúdo. Vão ocupar menos espaço na mala.

2. Pomadas que previnem e/ou tratam assaduras.
Compre um tubo menor para viagem. Não sei se o modelo que você usa tem variação de tamanho, mas a Hipoglós®, por exemplo, tem o bisnagão econômico (que uso em casa) e outro modelo, mais discreto, digamos.

3. Fraldas descartáveis
Eu calculo uma para cada duas horas de viagem/trânsito. E coloco umas cinco a mais caso ocorra alguma surpresinha no meio do caminho. Fraldas ocupam muito espaço na bagagem, mas não vá colocar menos do que o necessário – pelo menos enquanto durar o trajeto – para não ficar na mão. Seria um desastre.

4. Lenços umedecidos e lenços de papel
Assim como as fraldas descartáveis, os lencinhos umedecidos não podem faltar. Acomode um pacotinho novo na mala do bebê e outro que esteja pela metade ou terminando na sua bagagem de mão. Só para garantir. Já os lencinhos de papel que vêm em embalagem pequenas podem ficar na bolsa da mãe.

5. Saquinhos plásticos

Leve vários, esses de supermercado mesmo. Nunca se sabe quando a roupa vai molhar. Além do mais, bebês podem vomitar, fazer cocô fora da fralda ou sujar o sapatinho quando estão dando os primeiros passinhos. O saquinho serve para guardar/esconder tudo isso até que você possa ter acesso a um tanque ou pia decentes.

6. Babador, mamadeira, copinho, colher e porta leite em pó
Utilizo uns babadores impermeáveis, que não molham e é só passar um papel neles que ficam praticamente limpos. Mamadeira, leve duas, a do leite e a do suco/água. Copinho, no meu caso, é fundamental. A Mariana só toma água/suco no copo, aqueles com biquinhos. Colher para a papinha, tenho três. Não ocupa muito espaço e como sempre estão desaparecendo… Se a viagem durar mais do que três dias leve a lata de leite industrializado, caso o bebê não esteja mais mamando no peito. Se for um bate-volta (viagens em que vamos de manhã e voltamos à noite ou, no máximo, no dia seguinte), armazene o leite em potinhos específicos. Comprei um da marca Infanti por R$ 4,90. Ou utilize algum tapeware esterelizado.

7. Manta, lençol e toalhas
Mesmo que você estiver indo para um lugar quente, leve uma manta. Nunca se sabe como será a noite no seu destino. Se for para um hotel que ofereça berço deixe o lençol em casa. Mas se for ficar na casa de algum parente ou amigo, pergunte se é necessário levar uma muda de roupa de cama para o bebê. Leve uma toalha de tecido de fralda. Ocupa menos espaço e seca mais rápido.

8. Filtro solar, repelente e/ou mosquiteiro
Atenção: o pediatra deve ser consultado sobre o uso do filtro e repelente. A Mariana foi autorizada a usar protetor solar depois dos seis meses. No hotel onde nos hospedamos em Bombinhas tinha um mosquiteiro – aquela redinha que cobre o berço. Evitamos, assim, o repelente.

9. Lanterna
O Raul comprou uma bem pequena, que cabe da minha bolsa. (Deixe-a na sua bolsa do dia a dia, assim não terá que promover uma caça ao tesouro na hora em que mais precisar.) Este item já foi fundamental para me localizar dentro do carro nas viagens noturnas.

10. Roupas
Não queira levar todos os conjuntinhos, vestidinhos, sapatinhos e jaquetinhas do bebê. Já fiz isso. Não usei nem a metade e foi o que tomou mais espaço na mala. Informe-se sobre o clima no destino e priorize roupas da estação. Se estiver fazendo calor, leve mais roupas frescas. Mas não deixe de acrescentar algumas peças que possam agasalhar o bebê durante uma queda brusca de temperatura. Calcule, em média, duas trocas por dia. E leve dois pijaminhas – ou algo que sirva como – para usar somente durante o soninho.

11. Remédios básicos
Automedicação, nunca. Mas leve um antitérmico (recomendado pelo pediatra, em caso de febre), antigases (para os bebês que ainda sofrem com cólicas), um termômetro e um soro fisiológico para pingar no narizinho ressecado, entupido ou ranhento.

12. Canguru ou sling
Se for do seu gosto, leve-o. São aqueles apetrechos que utilizamos para levar o bebê grudado no nosso corpo. Ganhei um canguru da minha mãe da marca Chicco. Destaco a marca porque comprar um de boa procedência é fundamental para não destruir o que restou das suas costas após o parto. Usei bastante até os seis meses (porque ela pesava menos), mas até hoje – quando vou a Feira do Largo da Ordem, por exemplo, é ótimo porque deixa as mãos livres.

13. Carrinho
Minha sogra me deu um carrinho da Chicco que pesa super pouco (5,5 quilos) e tem o tamanho ideal para despachar no avião. Inclusive na foto de propaganda do dito cujo ele aparecia em uma esteira do aeroporto. Mas agora que Mariana está maiorzinha estamos procurando um estilo guarda-chuva. Vai facilitar ainda mais a nossa vida.

14. Documentos
Ainda vou subir um post sobre documentos necessários para viagens de ônibus e avião. Mas em qualquer circunstância leve uma cópia autenticada da certidão de nascimento e a carteirinha do plano de saúde, caso tiver. Deixe anotado os telefones do pediatra e informe-se antes de ir se no seu destino existem hospitais e postos de saúde com fácil acesso. Caso vá para o exterior o passaporte é o documento oficial do bebê. Em países do Mercosul a carteira de identidade vai ser exigida. Trate de providenciá-la.

Atualização em 01/05/2009 – às 23h05

15. Chupetas (dica mega-super-bem lembrada pela Nair na caixa de comentários!)
A Mariana não usa chupeta, por isso acabei comendo barriga na informação. Mas se for o caso do seu filho(a) não se esqueça de levar umas três unidades  extras.  Eu já tinha lido várias orientações dessa natureza. Imagine ficar sem a “salvadora da pátria”  numa madrugada, em alguma cidade desconhecida quando você nem faz idéia onde fica a farmácia mais próxima? Previna-se!