Silvia Oliveira
sexta-feira, 04 de maio de 2012

Al-Zein: restaurante árabe autêntico em Las Cañitas

Esta foi minha primeira vez em Las Cañitas, um microbairro próximo a Palermo. Há uns 5 anos o que parecia ser o novo point para turista ver e comer virou um corredor de restaurantes e bares bacanas.

Não são exatamente os melhores de Buenos Aires, mas ficam fora do circuito carne-de-vaca (sem trocadilho e com trocadilho) da cidade.

Por aqui encontrei o Al-Zein, um restaurante árabe autêntico e apegado às tradições. O Shawarma (kebab ou churrasquinho grego) da casa foi considerado pela revista Planeta Joy como o melhor da capital.

O ambiente é simples e o local é frequentado, principalmente, pelos conterrâneos do dono do restaurante, seu Munzer Tarbichi.

Enquanto degusta o Babaganush (18 pesos) – Puré de Berenjena em espanhol – você ouve música oriental. O pão de folha (4 pesos) chega quentinho para acompanhar.

A porção de Charutinho (Hojas de Parras por 20 pesos), com 12 unidades, derretia na boca. Mas a especialidade do Al-Zein é o Shawarma de Ternera (20 pesos). Recheio abundante, iogurte suave, cubos de tomate, um pouco de alface e um tempero que beira à perfeição.

Uma curiosidade é que a casa não oferece bebida alcoólica. Somente água, refrigerante e té de menta! O cardápio traz, entre outras especialidades, Arroz Persa, Falafel, Coalhada e doces árabes.

Na nossa moeda, um casal gasta – em média – R$ 50 pilas. O sangue libanês do Raul já decretou: pra bater cartão sempre!

SERVIÇO

Al-Zein – Comida Árabe
Local: Calle Arce, 488 (quase esquina com Ortega y Gasset) | Las Cañitas | Buenos Aires
Tel.: 4775-1402
Funcionamento: de terça a domingo, das 12h à meia-noite.

Posts relacionados

Onde comer em Buenos Aires

Chá da tarde no clássico Hotel Alvear

Brunch do Hotel Fierro: ensaio gastronômico no Hernán Gipponi Restaurante

Crizia: cozinha contemporânea singular em Palermo SoHo

El Sanjuanino: ponto certo para excelentes empanadas caseiras

La Querência: cozinha regional trancham na Recoleta

La Biela: tradicional e histórico café na Recoleta

Vasalissa: muito além do alfajor e do doce de leite

El Obrero:  o bodegón mais cultuado de Buenos Aires

Gran Parrilla del Plata: o nome já entrega onde comer a melhor carne de San Telmo

Ivan Express: o quiosque mais ajeitado da Calle Florida

Supermercados de Buenos Aires: onde é melhor comprar

Buenos Aires combina com

Colonia del Sacramento: o vilarejo que você tem vontade de abraçar

___________________

Siga o Matraqueando no Twitter | @matraqueando

Curta nossa página no Facebook | Matraqueando

Estamos no Instagram | @matraqueando

Assine nossa Newsletter | Matraca News por e-mail

___________________

Fotos: Raul Mattar

Banner Guia Buenos Aires 2014

Share
quinta-feira, 03 de maio de 2012

Cinco milongas em Buenos Aires: escolha a sua!

milonga-la-glorieta-buenos-aires-pontos-turisticos-matraqueando-1

Já até perdi as contas de quantos shows de tango assisti em Buenos Aires. Fui dos mais intimistas aos hollywoodianos. Dos clássicos aos moderninhos. Eu gosto. E sempre que puder vou assistir a alguma novidade. Mas são as milongas, uma espécie de salão de baile, a grande atração para quem quer ver de perto o que é que o portenho tem!

milonga-la-glorieta-buenos-aires-pontos-turisticos-matraqueando-6

Esqueça a sofisticação – ou a cafonice – das casas de shows. Enquanto algumas apresentações de tango lembram aqueles espetáculos desconcertantes de mulatas para gringo ver, as milongas se aproximam mais das nossas rodinhas de samba. São espaços modestos que reúnem gente de verdade, igual a mim e a você. Gente que quer aprender ou praticar o ritmo célebre da Argentina.

milonga-la-glorieta-buenos-aires-pontos-turisticos-matraqueando-2

No ano passado percorri algumas delas. Me apaixonei por todas. Mas como meu interesse era bloguístico fiquei só na observação, não arrisquei qualquer rodopio. No fim de semana – passamos o último feriadão em Buenos Aires – conhecemos a milonga Bien de Abajo que acontece na La Glorieta, no bairro de Belgrano.

O local, um coreto, é praticamente ao ar livre e tem entrada grátis. É só chegar e participar. Partimos para lá com um grupo de viajantes brasileiros. Foi o encontro #Vibaníadas2012. Para quem não sabe, Vibana® – Viciados em Buenos Aires Não-Anônimos – é um termo patenteado pela Mô Gribel e acabou entrando para o Dicionário da Boia.

milonga-la-glorieta-buenos-aires-pontos-turisticos-matraqueando-5

Não demorou muito – eu zanzando para um lado, o Raul fotografando para o outro… – e um senhorzinho me tirou para dançar. Eu fui, né! :mrgreen: Nunca havia bailado aquilo na vida, mas o Seu Silvio (meu xará) me puxou e mandou ver! Foi muito divertido. Até levei umas broncas dele: meu cérebro não acompanhava aquele cruce de pernas. Rá Rá Rá!

milonga-la-glorieta-buenos-aires-pontos-turisticos-matraqueando-4

A lista de milongas em Buenos Aires é interminável. Segundo a Asociación de Organizadores de Milonga são mais de 500 endereços! Este post não pretende esgotar o assunto, muito menos indicar as melhores ou as maiores. É apenas um pontapé para que você possa escolher da próxima vez a que mais combina com você.

1- Bien de Abajo – La Glorieta | Há 16 anos um grupo de aficionados por tango comanda esta milonga, uma das poucas ao ar livre e com entrada grátis. As aulas acontecem aos sábados e domingos a partir das 17h. Já a milonga começa às 20h, bem mais cedo do que as concorrentes. Entrada: grátis. Fica nas Barrancas de Belgrano, próximo ao Barrio Chino.

2- Confitería Ideal | É uma das milongas mais tradicionais de Buenos Aires. Funciona desde 1912 e foi um dos cenários do filme Evita. O ambiente faz a linha charmoso-antigo. A média de idade dos dançarinos é de… 90 anos. Amei! De terça a sábado, 22h30 a 3h. O baile é com orquestra ao vivo. Oferece aulas e matinês todos os dias. Entrada: 35 pesos. Calle Suipacha, 380 – Centro.

3- La Viruta | É tanta gente num mesmo lugar que nem dá tempo de ficar tímido. Com o lema “Entrás caminando, salís bailando”, esta milonga é das mais animadas e turísticas da cidade. Entrada: 30 pesos (inclui as aulas, a milonga e o show ao vivo). Calle Armenia, 1366 – Palermo SoHo.

4- Maldita Milonga | O ritmo tangueiro bate forte com a Orquestra Típica El Afronte.  São 11 instrumentistas, ao vivo, sempre às segundas e quartas-feiras, a partir das 22h30. Para quem quiser ensaiar uns pasitos, as aulas acontecem a partir das 21h. Entrada: 25 pesos. Calle Perú, 571 – San Telmo.

5- Salón Canning – Parakultural | O local foi fundado pela comunidade grega de Buenos Aires no início do século 20. Das que visitei foi a milonga mais avançada no quesito técnico. Os dançarinos são de intermediário para cima. As aulas – para principiantes, inclusive – acontecem de segunda a quinta, em horários variados. As milongas são às segundas, terças e sextas, a partir das 23h. Mas o bicho pega mesmo a partir da 1h da manhã! Entrada: 30 pesos. Calle Scalabrini Ortiz, 1331 – Palermo SoHo.

Dica: visite o blog Aquí me Quedo, da Gisele Teixeira. Ela sabe tuuudo de milongas! Acompanhe também o Buenos Aires Milongas que traz programação completa com dia e horário da maioria delas.

Posts relacionados

Buenos Aires: dicas e informações essenciais
40 sensacionais atrações grátis em Buenos Aires

Leia também

Post-índice com tudo o que já falamos de Buenos Aires

Fotos: Raul Mattar

———————–

Siga o Matraqueando no Twitter | @matraqueando

Curta nossa página no Facebook | Matraqueando

Assine nossa Newsletter | Matraca News por e-mail

banner-venda-buenos-aires

Share
segunda-feira, 23 de abril de 2012

As comidinhas de São Paulo

É certo que o circuito gastronômico das grandes cidades não tem fim. São tantas e variadas opções que mesmo quem mora em São Paulo não consegue conhecer todos os bons restaurantes, lanchonetes e padarias listados nos mais diversos guias.

Mas existe uma categoria gastronômica que sempre embala uma história feliz: as comidinhas. Elas estão em qualquer lugar. Nem precisa ser uma metrópole para colecionar vários endereços com “aquele” sanduíche ou “aquela” empada.

No caso de São Paulo, especificamente, eu teria que nascer umas três vezes para dar conta de conhecer todos estes cantinhos especiais da cidade. E fico com a impressão de que cada vez que tico um da minha lista aparecem mais dois para conhecer e provar.

O Tempurá do mercadinho Kaisen | Olha só o tamanho da criança. Vale como uma refeição. Vem com camarão, legumes fininhos e é megacrocante. Aqui são feitos também o Takoyaki, bolinhos de polvo (seis unidades por R$ 6). Fica na Rua Galvão Buenos, 276, Liberdade.

Doce de feijão | No mesmo bairro, sempre compro o Mandiu (duas unidades por R$ 4). Não tenho um endereço certo para provar este acecipe. Mas por ali, em qualquer lodjinha que vender um, valerá à pena garantir o seu.

O Bauru de Rosbife do Ponto Chic | É maravilhosamente preparado da mesma forma há décadas. Pão francês, rosbife, tomate pepino em conserva e vários queijos fundidos (R$ 17,90). Existem 3 filiais na cidade. Eu fui à unidade que fica no bairro Paraíso.

O Sanduíche de Mortadela | É quase um imortal. Vários pontos da cidade já colocaram o sandubão com 300 g de mortadela no cardápio. Mas o do Bar do Mané, no Mercado Municipal, é o mais tradicional.

Pastel de Bacalhau | Outro clássico. Está por todos os lados, mas é no Hocca Bar que você prova o autêntico.

O Torresmo do Mocotó | Feito artesanalmente. Sedutor por dentro, malandro por fora. Perfeito. (R$ 3,90 um torresmo, porção acima).

Posts relacionados

Mocotó: o estrelado restaurante de comida nordestina com o melhor custo-benefício de Sâo Paulo
Casa da Li: restaurante na Vila Madalena que guarda um pedaço da história da gente

Leia também

As comidinhas de Manaus

Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira

———————–

Siga o Matraqueando no Twitter | @matraqueando

Curta nossa página no Facebook | Matraqueando

Assine nossa Newsletter | Matraca News por e-mail

Share
quinta-feira, 12 de abril de 2012

Rio de Janeiro | Café da manhã na Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana

[Post atualizado em junho de 2015]

Acho que já faz, pelo menos, uns 5 anos que tento conhecer a Confeitaria Colombo que fica no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. Nas últimas vezes em que estive na cidade ou choveu ou a programação estava corrida ou minha desorganização não deixou espaço para esse momento-patrão.

Nesta semana fiz um bate-e-volta ao Rio para participar de um evento (junto com os queridos Elisa, Riq e Alison) que promovia os roteiros turísticos do Mato Grosso do Sul.

Por sorte – meu anjo da guarda é mochileiro, lembra? – no dia em que fui embora o céu amanheceu azulíssimo. Não tive dúvidas: abandonei o café da manhã do hotel e corri para o Forte de Copacabana.

Rio de Janeiro Turismo Forte de Copacabana Confeitaria Colombo Matraqueando Blog de Viagem 01

Aqui está uma filial da célebre Confeitaria Colombo. O local é famoso não necessariamente pela cozinha, mas pela vista que oferece. Como se não bastasse, o próprio forte é um daqueles lugares emblemáticos da história brasileira: serviu de arena para a Revolução dos 18 (em 1922), um movimento tenentista que pedia o fim da oligarquias do poder.

Você pode vir aqui só para provar o espresso ou degustar o pastel de belém. Ou, ainda, tomar um café da manhã completo como eu fiz. Reforço, não é um cardápio gritante.

O próprio café da manhã não tem extravagância alguma, levando em conta o preço do dito cujo – R$ 36 individual e R$ 64 para duas pessoas (preço de junho de 2015). Mais R$ 6 para entrar no Forte. Vem com pães, frios, manteiga, geleia, café com leite (ou chocolate quente ou chá), biscoitinhos, bolo e cereais.

Mas você vai encontrar um item que não é qualquer menu que oferece: a vista mais linda do mundo. Estão aos seus pés toda a orla da praia de Copacabana com a silhueta do Pão de Açúcar no fundo.

Mais do que isso: não parece que você está numa megalópole. Lá dentro do forte venta gostoso, faz silêncio, é possível ouvir os passarinhos. O Forte de Copacabana abre somente às 10h.

Se você achar tarde para o desjejum, a Confeitaria Colombo também oferece almoço e chá da tarde. De qualquer maneira, espere encontrar as mesinhas do lado de fora sempre cheias.

SERVIÇO

Confeitaria Colombo | Forte de Copacabana

Local: Praça Cel Eugênio Franco nº1 | Copacabana | Rio de Janeiro

Tel: (21) 3201-4049 e (21) 2247-6168

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 20h. De terça a sexta há um menu especial de almoço a la carte das 12h às 16h.

Importante | Como a Confeitaria Colombo está dentro do Forte de Copacabana é necessário pagar para entrar: R$ 6. O ingresso dá direito a conhecer Museu, Fortificação, Salões de Exposições Temporárias e Galeria de Arte.  Estas atrações abrem e fecham em horários diferentes. Consulte antes de ir. (Valores de junho de 2015)

Posts relacionados

Confeitaria Colombo: parada clássica com almoço executivo para muquirana

Feira de São Cristóvão: o repente da saudade

Aconchego carioca: boteco gastronômico

O curso Teacher & Dinner com a chef Roberta Sudbrack: eu fiz!

Rio de Janeiro | Roteiro para quem vai pela primeira vez

Fotos: Sílvia Oliveira | Todos os direitos reservados.

Share
segunda-feira, 09 de abril de 2012

Casa da Li: o restaurante na Vila Madalena que guarda um pedaço da história da gente

[ATUALIZAÇÃO | O restaurante fechou. O post é mantido apenas para memória do blog e das minhas experiências.]

Essa coisa de espuma de abacate, nitrogênio líquido ou caviar de sagu não me convence. São itens que devem ter lá seu valor na cozinha contemporânea ou molecular. Mas eu, particularmente, preciso de certo conforto no paladar. Ou de qualquer receita que tenha uma memória afetiva relevante na minha história.

A Casa da Li é assim. Você abre o cardápio e diz: quero tudo! A fachada vermelha é um convite ao bom apetite. Dentro, o ambiente é íntimo com doses pensadas de cor. A cozinha é quase uma extensão da sua mesa. Não há sequer vidro que separe você do território gastronômico do restaurante-rotisserie.

Conheci a Eliane André, dona e chef-cozinheira da Casa da Li, no curso Teacher & Dinner que fiz com a chef Roberta Sudbrack, no Rio de Janeiro, há dois anos. Quer dizer, eu a conheci. Mas ela nem se deu conta de que eu estava lá! Rá rá rá! Éramos um grupo grande e a Li praticamente comandou a cozinha naquele dia. Pouco tempo depois soube que ela havia aberto uma casa na Vila Madalena, em São Paulo – uma consequência natural do trabalho que a Li desenvolvia há mais de 10 anos na capital paulista . Não demorou muito para que chovessem elogios e prêmios, consagrando uma vida inteira dedicada à sua maior paixão: a cozinha.

Ao chegar fomos recebidos com torradinhas finíssimas acompanhadas com um molho-geleia de pimenta impronunciável. Um dos pratos clássicos da Casa da Li é a Porchetta (R$ 35), uma tradicional receita italiana (porco desossado, recheado e suculento) que nas mãos da Li virou obra-prima e referência na cozinha paulistana.

Eu pedi a não menos famosa Berinjela Recheada com Carne (R$ 14). Um prato que dá para duas pessoas comerem sem dó. Acompanha arroz. Tudo tem toque caseiro, cozimento demorado, fogo brando. Aquela paciência de jó que só existe no perfil dos melhores cozinheiros do mundo!

Já o Raul pediu o Brasileirinho (R$ 29,50 no fim de semana ou R$ 26,50 de terça a sexta) que tem entrada (sopa ou salada), prato principal (pernil em lascas, frango assado, massa ou uma opção vegetariana) e sobremesa. Acompanha arroz, feijão com cachaça, farofa, pastéis de queijo e vinagrete de banana. Meus sais! Tudo o que você pode imaginar de bom nesse vinagrete de banana… ele tem!

Ainda tem Bruschetta Clássica com Tomate Basílico (R$ 6), Degustação de Antepasto (R$ 9) e todas aquelas sobremesas que vão lembrar a casa da sua avó, como o melhor Pudim de Pão (R$ 8) que já provei. Se o que a Casa da Li queria era trazer um pouco da história de cada um para a biografia do restaurante… conseguiu!

[ATUALIZAÇÃO | O restaurante fechou. O post é mantido apenas para memória do blog e das minhas experiências.]

SERVIÇO

Casa da Li
Local: Rua Aspicuelta, 23 | Vila Madalena | São Paulo
Tel. (11) 3871-1002
Funcionamento: Rotisserie (de segunda a sábado – 11h às 18h e domingo – 11h às 16h). Almoço: de segunda a segunda – 12h às 15h30, sábado até 17h00 e domingo até às 16h.
Como chegar: pegue o metrô (linha verde) e desça na estação Vila Madalena.  De lá ou pegue um táxi (R$ 15) ou o ônibus Parque Edu Chaves e peça para descer o mais próximo da Rua Aspicuelta.

Posts relacionados

Mocotó: estrelado restaurante nordestino com o melhor custo-benefício de São Paulo
Onde comer no bairro da Liberdade

Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados.

Share
quarta-feira, 04 de abril de 2012

Guerra e Paz: exposição leva ao grande público os dois últimos e maiores trabalhos de Cândido Portinari

Costumo enrolar horrores para escrever sobre as exposições de arte que visito. Principalmente quando eu gosto muuuito delas. Fico sem saber como começar, como me expressar, não sei exatamente o que dizer. São experiências que transcendem a palavra ou a escrita. Quase sempre me afasto dos dados técnicos e corro para o que me interessa de fato: qual a importância disso para a nossa memória? Peguei o metrô e, sozinha, fui descobrir.

A mostra Guerra e Paz traz ao Brasil – e ao brasileiro – os dois últimos e maiores murais feitos pelo artista Cândido Portinari. A obra foi encomendada pelo governo brasileiro para ser presenteada à ONU (Organização das Nações Unidas) de Nova York, em 1957. Os painéis gigantes (14 metros de altura por 10 metros de largura) ficavam no hall de entrada da Assembleia Geral e, por questões de segurança, tinham acesso restrito.

Como a ONU ia passar por uma reforma que duraria anos, nasceu o projeto Guerra e Paz, uma iniciativa do Projeto Portinari para levar este trabalho ao grande público. Foram alguns meses de articulações. Com o apoio e patrocínio de várias empresas, incluindo a intermediação do Itamaraty junto à ONU – o que parecia impossível virou… um conto de fadas. Sim, porque ver de perto esse que é considerado o mais perfeito e magistral trabalho de Portinari é algo que foge ao entendimento comum, não pode ser realidade.

A mostra está em dois pavilhões do Memorial da América Latina, em São Paulo. Na Galeria Marta Traba, há um filme que mostra o processo de desmontagem na ONU, montagem no Rio de Janeiro (por onde passou primeiro) e a restauração do painel – que durou 4 meses e foi aberta ao público. Outro dado perturbador é que quando foi convidado para fazer este trabalho Portinari estava proibido de pintar pelos médicos. Era uma tentativa de frear o processo de envenenamento pelas tintas, problema que há tempos vinha debilitando o artista.

Mas o paulista de Brodwski, cidade do interior de São Paulo, não cedeu e concluiu sua obra-prima. Outro dado curioso é que quando os painéis já estavam no Brasil, a equipe de restauradores percebeu que o painel Guerra estava praticamente intacto enquanto que o da Paz estava completamente desbotado. Mas antes que qualquer um metido a Nostradamus viesse com alguma profecia, os restauradores trataram de explicar: no painel Paz, Portinari usou muito a cor branca que, sob luz intensa – caso da entrada da ONU onde estava exposto – acaba tendo esse desgaste natural.

No Salão de Atos Tiradentes estão expostos os dois painéis. Portinari retratou a guerra sem colocar um único soldado ou arma. Ele foi direto às vítimas, e criou, entre outras figuras geniais, uma espécie de Pietá ao traduzir a dor da mãe que perde o filho. Já no painel da Paz um cavalo branco e crianças brincando de “pula carniça” mostram o que todos buscam, sempre: serenidade. Acredite, a entrada é franca!

SERVIÇO

Guerra e Paz | Projeto Portinari
Local: Memorial da América Latina | Barra Funda
Horário: terça a domingo, 9h às 18h.
Duração: até 21 de abril de 2012
Entrada: franca
Como chegar: pegue o metrô e desça na estação Barra Funda. Dentro da estação já há placas indicativas para o Memorial da América Latina. É só atravessar a rua.

Posts relacionados

Museu da Língua Portuguesa
Pinacoteca do Estado
Memorial da América Latina

Fotos: Sílvia Oliveira

Share
segunda-feira, 02 de abril de 2012

Mocotó: o estrelado restaurante de comida nordestina com o melhor custo-benefício de São Paulo

Esqueça a sofisticação que acompanha muitos dos restaurantes estrelados. O Mocotó preserva a tradição cultural, mantém a simplicidade como aliada e une alta gastronomia com regionalismo. O restaurante fica na Vila Medeiros, numa quadra singela e longe do burburinho gastronômico paulistano. Há quase 40 anos era um empório que vendia carne seca, rapadura, farinha e um caldinho de mocotó que ficou famoso na vizinhança e acabou dando nome ao estabelecimento.

Mas a fase gorda e áurea do Mocotó começou há 8 anos quando o chef-gato-lindo-de-morrer, Rodrigo Oliveira, assumiu o restaurante. Colocou em prática tudo o que aprendeu com os pais – nordestinos e fundadores da casa. Levou para a cozinha do restaurante aquilo que faz a diferença: técnica, estudo e paixão.

Fomo numa sexta-feira, na hora do almoço. Não havia filas, mas nos fins de semana os clientes costumam se aglomerar na porta para disputar uma mesa. O cardápio tem uma receita mais salivante do que a outra: sarapatel, favada, feijão de corda, dobradinha, atolado de bode, lingüiça de pernil artesanal, carne de sol assada, pirarucu, entre outra delícias. Os dadinhos de tapioca – R$ 16,90 – (cubinhos de tapioca com queijo coalho servido com molho de pimenta agridoce) estão entre os petiscos mais solicitados.

Pedimos uma porção de torresmo (R$ 3,90). Olhe para a cara disso. Nunca vi igual. Uma carne macia por dentro e uma casca crocantinha por fora. O melhor torresmo que já provamos!

O Escondidinho de Carne Seca (R$ 18,90) é feito com purê de mandioca cremoso, com recheio de – muita – carne seca e requeijão e gratinado com queijo coalho. Quando chega, a cumbuquinha parece pequena, mas nós três comemos à vontade.

O famoso Baião-de-Dois (feijão com arroz incrementado com queijo coalho, linguiça, bacon e carne seca) é servido em vários tamanhos, desde o mini (R$ 8,50) ao grande (R$ 25,90). No pedimos a porção média (R$ 17,90) que deu e sobrou. Não resisti ao ovo caipira frito (R$ 2,90) e pedi logo dois!

A carta de doces é um capítulo à parte: pudim de tapioca, cocada cremosa, jaca em calda, sorvete de rapadura e muitas outras alternativas para seu paladar. Para agradar a Mariana fomos de Bolo de Chocolate com Cupuaçu e Castanha do Pará (R$ 11,90). É um bolo cremoso de chocolate meio-amargo, servido quentinho com uma bola de sorvete artesanal de nata.

O restaurante é todo decorado com ícones originais do nordeste como quadros, esculturas e uma seleção fenomenal de cachaças. Uma das paredes está repleta dos prêmios que o Mocotó ganhou nos últimos anos, inclusive como o melhor “Bom e Barato” de São Paulo. O atendimento foi impecável, muito amável e solícito. O sous-chef Clayton Mendes se ofereceu para nos acompanhar pelo restaurante e nos apresentou até a cozinha experimental, que fica na casa ao lado. Isso sem perguntar quem éramos e o que estávamos fazendo ali. O Mocotó é aquele tipo de experiência gastronômica feliz do começo ao fim!

SERVIÇO

Mocotó Restaurante e Cachaçaria
Local: Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100 | Vila Medeiros | São Paulo-SP
Tel. (11) 2951-3056
Como chegar: pegue o metrô linha Azul e desça na estação Tucuruvi. De lá, vá até à Rua Paranabi (em frente ao metrô) e pegue o ônibus 121G-10 (Parque Novo Mundo), que para na esquina do Mocotó. Se for à noite, em vez de pegar o ônibus recomendo ir de táxi.

Posts relacionados

Onde comer no bairro Liberdade
Tradicional sanduíche de mortadela do mercadão de São Paulo ganha novos ingredientes

Leia também

Espaço Havaianas: o único lugar do mundo onde você encontra qualquer modelo das legítimas

Fotos: Raul Mattar

Share
terça-feira, 27 de março de 2012

Cinco atrações grátis e estreladas em Curitiba

Curitiba tem uma vantagem inegável: a cidade é feita de parques e todos eles são gratuitos e dispõem de uma infraestrutura bacana para toda a família. Selecionei alguns dos meus preferidos, além de outras opções na faixa para você. Mas a ideia nunca é esgotar as possibilidades!

1. Ópera de Arame | Era uma pedreira que acabou transformada num inusitado teatro. Com estrutura tubular de aço e teto transparente, a ópera é rodeada parcialmente por um lindo lago artificial. O acesso ao auditório é sobre uma passarela de “arames” entremeados. A arquitetura do lugar é uma das mais inovadoras do mundo. De terça a domingo, das 8h às 22h.

2. Memorial Ucraniano | Fica no Parque Tingui. O memorial é um dos mais fotogênicos da cidade. Toda a estrutura da construção é feita de madeira encaixada, ao melhor estilo ucraniano. Ao lado está a réplica da Igreja São Miguel Arcanjo, onde funciona um museu com objetos da igreja ortodoxa, coleção de pêssankas e artesanato típico. Todos os dias, das 8h às 18h.

3. Centro Histórico | É uma fofura. Bem cuidado, colorido e pequeno. Por ali estão o Museu Paranaense, o Palácio Garibaldi, o Relógio das Flores, a Casa Romario Martins e a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Chagas. Sem contar que é nesta região que, aos domingos, acontece a Feirinha do Lago da Ordem, uma das maiores do Brasil.

4. Jardim Botânico | O cartão postal de Curitiba não é óbvio. O local reúne jardim francês e uma estufa com as principais espécies da Mata Atlântica. O Jardim das Sensações (terça a domingo, 9h às 17h) estimula o olfato e a percepção de texturas. O turista é convidado a conhecer essa ala do jardim botânico de olhos vendados para descobrir através do toque a essência das plantas. Diariamente, das 6h às 20h.

5. Batel Soho | Acabou virando o contraponto do centro histórico. É a parte moderninha e pra frentex da cidade. Fica no quadrilátero da Praça da Espanha, uma região cheia de bons restaurantes, cafés, galerias de arte e decoração. Ferve mesmo aos sábados quando acontece na praça uma feira de antiguidades e desfile de carros antigos!

____________________

Procurando hospedagem em Curitiba? Pesquise no nosso parceiro Booking.com — onde sempre faço minhas reservas. Não cobra taxa alguma e tem cancelamento grátis! É rápido e prático! 😀

Booking.com é uma das ferramentas mais completas para reserva de hotéis, pousadas e apartamentos. E sempre que você fizer sua reserva clicando nos links acima nós ganhamos uma pequena comissão, o que ajuda a manter o Matraqueando cheio de dicas quentíssimas, atualizadas e GRATUITAS para você! Então já sabe, né? Vai viajar? Busque aqui sua hospedagem e depois conte pra gente como foi sua experiência! 🙂

____________________

Posts relacionados

Cinco atrações grátis e estreladas em São Paulo

Cinco atrações grátis e estreladas em Manaus

Cinco atrações grátis e estreladas de Gramado

Leia também

Curitiba: faça da cidade seu melhor destino de inverno

Como ir do aeroporto de Curitiba ao centro da cidade

Como ir da rodoviária de Curitiba ao centro da cidade

Linha Turismo Curitiba: como aproveitar o city tour oficial da cidade

23 motivos para você conhecer e se apaixonar por Curitiba

Para entender Curitiba

Aeroporto de Curitiba ganha a primeira lanchonete popular do Brasil

Curitiba em fotos

______________________

Foto: Raul Mattar | Todos os direitos reservados.

Share
quinta-feira, 22 de março de 2012

Clube Matraqueando: faça parte da nossa rede de viagem e informação

Meu trabalho, do lado de cá do computador, é quase sempre solitário. Apesar disso, desde 2006, o Matraqueando constroi uma trajetória limpa, imparcial e com objetivos muito claros: levar conteúdo honesto, com informação detalhada, texto leve e imagem de qualidade ao leitor.

Somos um blog de viagens profissional que não aceita convites nem cortesia, muito menos fazemos post-propaganda em troca de chaveiro ou dois dias de hospedagem. Acredito, inclusive, que somos o único da área com esta proposta editorial nítida para o anunciante e inconfundível para você. É um raciocínio simples: isso gera transparência e credibilidade!

Se eu falar que é fácil, estaria mentindo. Para que a gente possa continuar crescendo e levando informação gratuita e relevante para você, faça parte do Clube Matraqueando e ajude a divulgar nosso trabalho. Para ser um Matraquete de carteirinha é bem fácil:

Curta nossa Fan Page no Facebook | Aqui  você fica sabendo em tempo real de todas as novidades dos meus dois blogs. Ao clicar em curtir você ganha 10% de desconto na compra de qualquer guia da Lojinha Matraqueando! Curtiu, ganhou!

Siga o Matraqueando no Twitter | É a rede social com a qual mais me identifico. É aqui que divulgo nossas matérias, meus devaneios e dou voz aos colegas que trabalham bem!

Estamos no Instagram | Acompanhe aqui as peripécias da Matraca através de fotos das nossas viagens e festinhas!

Visite nosso Pinterest | Apareça no nosso mural e compartilhe suas preferências!

Cadastre-se para receber nossa Newsletter | Não demora dois segundos. É só digitar seu e-mail na caixa da barra lateral do blog e passar a receber, em primeira mão, tudo o que a gente publica aqui.

Seja ativo nas caixas de comentários | Deixe sua opinião sempre que gostar do post ou faça sua crítica construtiva para que a gente possa melhorar cada vez mais.

Indique o Matraqueando | Se você gostou do que viu aqui, já foi beneficiado e viajou melhor com a gente, espalhe! Nosso nome é bem fácil de guardar: Matraqueando.com.br e eu sou Silvia Oliveira, a Matraca – sempre a seu dispor! 😀

Share
segunda-feira, 19 de março de 2012

Casa de Sucos da rodoviária de Londrina: parada até para quem não vai embarcar

Neste fim de semana fiz um carreto bate-e-volta para Londrina. Fui levar algumas encomendas de Curitiba para minha mãe. Viajei com o Matraca-Móvel. Mas mesmo assim bati ponto na rodoviária da cidade. Toda vez que vou para lá a Casa de Sucos e Vitaminas do Renato entra no nosso cronograma infância-remember.

Antigamente, o quiosque ficava ao lado da antiga rodoviária de Londrina (ali na Rua Sergipe) e vendia somente frutas. Com o aumento da demanda passaram a fazer sucos variados com as mais diferentes combinações de frutas. Hoje, a casa está instalada na nova rodoviária da cidade e oferece mais de 60 tipos diferentes de sucos. Só neste endereço já se vão mais de 20 anos!

O Raul pediu uma vitamina tradicional: abacate, mamãe, banana e maçã (R$ 7). Eu quis provar um dos sucos de frutas vermelhas mais pedidos: morango, framboesa, uva e goiaba. (R$ 7,50). O detalhe é que você pede um copo… e vem dois! A espécie de “chorinho” é tradição! Dá para pedir também em jarra, que rende uns seis copos, e sai a partir de R$ 19.

É realmente fantástica. Só usam frutas in natura (as polpas são incluídas nas combinações mais exóticas como cupuaçu) e qualquer suco vem supercremoso. O ambiente é simples, lembre-se, estamos numa… rodoviária! Mas o cheiro da quitanda e o atendimento simpático fazem toda a diferença na gélida arquitetura da rodoviária (projetada por Oscar Niemeyer) de Londrina. 🙂

SERVIÇO

Renato Casa de Sucos e Vitaminas (ou Casa de Sucos da Rodoviária)
Local: Av 10 de Dezembro, 1830 | Box 22 | Londrina – PR
Fone: (43) 3323-6466
Dica: quem consome acima de R$ 15 ganha duas horas no estacionamento da rodô.

Posts relacionados

Restaurante Vó Tatau: comida da roça, música caipira e família reunida

Rota do Café resgata vocação do Norte do Paraná

Rota do Café | Principais atrativos

Rota do Café | Fazenda Monte Bello: encontro com a história

Rota do Café | Fazenda Palmeira: roteiro percorre processo da cafeicultura atual

Rota do Café | Vinícola Casa Müller: vinhos com terroir único no mundo

Rota do Café | Sítio Scandolo: hospedagem divertida

_______________________

Texto e fotos: Sílvia Oliveira | Todos os direitos reservados. ©

Share
segunda-feira, 12 de março de 2012

Catavento Cultural: mude sua concepção de museu

Museus costumam ser ponto alto nas minhas viagens. Mas ando cansada de mais do mesmo. Quem já fez algumas viagens para a Europa como nós talvez saiba o que isso signifique. O trio Picasso-Monet-Rembrandt, encontrado em to-dos os museus do mundo, terá sempre seu valor. Mas museus de arte, para uma tremenda ignorante no tema como eu, começam a ficar repetitivos com o passar dos anos. Por isso que eu até simpatizo com a arte contemporânea. Ela é tão sem pé nem cabeça que me faz, no mínimo, pensar!

Já os museus de história – os meus preferidos – pareciam uma fonte inesgotável de prazer para mim. Só que depois de algumas visitas ao Louvre (que traz uma seção arqueológica inteira sobre Egito e Grécia), o British Museum (em Londres) e até o atrapalhado Museu do Cairo (no Egito), estou muito impaciente com caquinhos de cerâmica descobertos ao lado de fósseis indígenas.

Somado a tudo isso agora tenho uma filha de três anos. E quanto mais curioso, interativo e lúdico o museu, mais bem-sucedida será nossa visita. Foi assim no Museu Catavento Cultural, que conhecemos na nossa última viagem a São Paulo, no ano passado. O local oferece uma das mais interessantes propostas sócio-educativas da América Latina para crianças e adultos. O complexo é dividido em quatro grandes áreas do saber: Universo, Vida, Sociedade e Engenho.

Em todas as seções é possível interagir com o conhecimento. Aprende-se sobre o sistema solar, formação de galáxias e cavernas. Até um meteorito – que caiu há 6 mil anos na Terra – está em exposição para você tocar e sentir textura e formato.

A sala do Engenho foi onde o Raul mais se divertiu: são várias atrações que explicam teorias sobre o som, luz, ótica, magnetismo e até como são produzidas algumas forças invisíveis da natureza. Uma bola eletromagnética é famosa por deixar os cabelos em pé de quem põe as mãos nelas. Sou tão energética que meus cabelos quase não saíram do lugar. Rá rá!

A bolha de sabão gigante é divertidíssima. A ala que fala sobre a Vida foi mais interessante para a Mariana. É o setor dos peixinhos, da borboletinha, dos bichinhos em geral! Existe uma área dedicada à Nanotecnologia e até um roteiro interativo sobre prevenção da gravidez na adolescência – para maiores de 13 anos!

O prédio onde está o museu é um lindo capítulo à parte. A inauguração foi em 1924. Levou 13 anos para ficar pronto. Já foi delegacia, claustro e até sede da Prefeitura de São Paulo. Sua visita já começa do lado de fora, cheio de placas informativas e com o reconhecimento técnico de uma Maria Fumaça e de um avião modelo DC3, largamente usado na 2ª Guerra Mundial. Percebeu? Com ou sem filhos o Catavento Cultural não pode mais ficar fora do seu roteiro paulista. Depois você vai até poder dizer que virou fã de museu! 🙂

SERVIÇO

Catavento Cultural
Local: Palácio das Indústrias | Parque Dom Pedro II (A estação de metrô mais perto é a Dom Pedro II (linha vermelha) que fica a uns 10 minutos de caminhada do museu. Do Mercado Municipal são dois quarteirões.)
Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 17h – entrada até às 16h.
Ingresso: R$ 6. Aposentados, idosos e crianças de 4 a12 anos pagam meia.
Estrutura: tem lanchonete e estacionamento – pago à parte.

Posts relacionados

Buenos Aires com crianças: o museu onde é proibido NÃO tocar
Cinco atrações grátis e estreladas em São Paulo

Leia também

Compras em São Paulo: pechinchas e lojinhas legais

——————————–

Veja aqui tudo o que a gente já falou sobre São Paulo

Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira

Share
quarta-feira, 07 de março de 2012

Novo layout do Matraqueando destaca nossa marca e dinamiza o conteúdo do blog

Eu sou uma mulher de coragem. Certo, não desço rio em cima de boia, não converso com mosquito, fujo de nevasca e morro de medo de vulcão. Mas em dois anos investi algumas vezes na mudança do nosso layout e programação. E isso é coisa pra cabra macho, convenhamos! O objetivo sempre foi o mesmo: incluir novas funcionalidades e deixar a leitura mais agradável.

Acontece que quem não tem blog talvez não saiba o frio na barriga que dá na gente quando se faz uma mudança desse porte: amassa e joga fora o antigo e implanta o novo! A primeira alteração significativa no Matraqueando, em 2009, foi bem mais traumática. Migramos do Blogspot para a plataforma WordPress. Comentários – todos – sumiram, páginas ficaram de cabeça para baixo (literalmente!) e até conteúdo foi pro beleléu. Mas conseguimos recuperar e arrumar a casa com o tempo.  Na época jurei de pé junto que nunca mais ia investir um tostão aqui. Rá!

Então, mas blog é igual a filho nascido de parto de normal. Seis meses depois a gente esquece tudo e já quer ter outro! Como não sou adepta dos layouts que colocam um pedaço do post e, em seguida, um “leia mais”, decidi manter a página vertical – com artigos inteiros – e incluir um slider logo abaixo do cabeçalho para dinamizar o conteúdo do blog. Pretendo destacar ali posts mais antigos, que já não estão mais na página principal do Matraqueando.

Quem cuidou do novo layout do site e instalação do slider foi o designer Alexandre Gamieiro, da Dint Studio, de São Paulo. O Alexandre é mais um daqueles seres que vão para o céu em corpo e alma por te passado dois meses escutando algumas das minhas matracadas… “mas não dá para você tirar aquele pontinho de 1 pixel que fica abaixo do cabeçalho?”, “poderia ajustar o balãozinho da logo dois milímetros pra cá?”, “seria possível clarear um tom (e meio) do laranja?”. 🙄

Bem, o resultado final é esse: mudamos tipografia, criamos uma barra lateral mais uniforme e desenhada e ampliamos o cabeçalho incluindo novos elementos (a Matraca). Mantivemos a nossa fofa plaquinha de destinos fictícios. O Alexandre também fez uma pequena releitura na minha logo. Incluímos um balãozinho que lembra aquelas conversinhas matraqueiras de “histórias em quadrinhos”. E como  matraquear não é exatamente  o meu forte… hohohoho!

Matraquetes,  sejam bem-vindos à nova casa. Atualize seu bronwser, dê F5  e vamu que vamu. A mobília mudou, mas os anfitriões continuam os mesmos!

Share
sexta-feira, 02 de março de 2012

Petit Verre: bombom de morango no copinho

Esse delicado copinho – na foto não parece, mas ele é bem pequeno – foi a sobremesa que fiz no Natal. Verre em francês significa “copo”. Por isso, petit verre!

É mais uma daquelas tendências da cozinha internacional na linha do finger-food: alimentos pequenos acomodados em microrrecipientes. Uma união entre sabor e beleza, um conceito antigo da alta gastronomia – que sempre aliou o paladar ao visual do prato.

Mas esta receita não tem n-a-d-a de alta gastronomia. Trata-se de um simples bombom de travessa, só que no copo! Poderia ser até numa taça, caso quisesse fazer em porções maiores. Mão à obra, então:

+ Leitor do Matraqueando tem 15% de desconto no seguro de viagem da Mondial e ainda dá para dividir em até 6 vezes! 

Ingredientes

2 caixas de morango
2 latas de leite condensado
1 lata de creme de leite
2 gemas de ovo
2 barras de chocolate meio amargo
1 xícara de leite
1 colher (sopa) de amido de milho (Maizena)

Modo de Preparo

Lave bem os morangos e corte-os em rodelas ou em pedaços pequenos. Reserve. Misture o leite condensado com o leite (deixe um pouco do leite para dissolver a Maizena) e as gemas e leve ao fogo brando, mexendo sempre. Quando começar a ferver acrescente o amido de milho dissolvido no leite. Abaixe o fogo e continue mexendo até engrossar. Desligue o fogo e reserve o creme.

Para fazer o (ou “a” ganahche, nunca sei) ganache derreta as barras de chocolate em banho maria ou no micro-ondas. (Eu derreti no micro. Coloco de 30 em 30 segundos e vou mexendo até derreter tudo.) Acrescente o creme de leite e mexa bem até ficar homogêneo. Reserve. Quando o creme e o chocolate estiverem mornos comece a montar os copinhos. Coloque um pouco do creme branco, acrescente os morangos picados e finalize com o chocolate. Leve à geladeira por, no mínimo, 4 horas – coberto com filme plástico. Pouco antes de servir decore com fatias de morango. Chelept!

+ Hotel bom e barato? Clique aqui! Sem taxa de reserva e com cancelamento grátis! 😉

Posts relacionados

Brigadeiro de copinho: luxo de chocolate 

Pavê de morango e suspiro

Verrine de cheesecake com goiabada

Leia também

Escondidinho de camarão com queijo coalho

Bobó de camarão na mini moranga 

Salada de frutos do mar

Picadinho de carne ao molho de cerveja preta

Minicuscuz paulista: entradinha chic

Espetinho gourmet com tomate cereja e manjericão

Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados.

Share
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

70 dicas de programas grátis no Chile

Publiquei essa série no Twitter há uns dois anos. Foi um sucesso. Todo mundo me pedia — e pede até hoje — para enviar o material por e-mail. É que os tuítes acabam se perdendo no bolsão da web e ninguém consegue mais encontrar as dicas.

Para não desperdiçar um serviço que me deu muuuito trabalho, resolvi colocar a série  aqui. As dicas estão exatamente como foram redatadas no Twitter – com uma ou outra atualização. Aproveitem! =)

Matraqueando Instagram

1ª dica | Iglesia de San Francisco, de 1586, no centro de Santiago. É a construção mais antiga da capital.

2ª dica | Passeio pelo Mercado Central, em Santiago. Para quem é fã de frutos do mar e mariscos que só aparecem por lá!

3ª dica | Parque de las Esculturas, às margens do Rio Mapocho, em Santiago. 30 obras de artistas chilenos.

4ª dica | Museo Chileno de Arte Precolombino, em Santiago. Visitas guiadas grátis de ter/sex, às 17h. No domingo, entrada livre.

5ª dica | Passear pelo bairro Paris-Londres, o mais charmoso da capital chilena. Ruas de pedras com mansões do século 19.

6ª dica | Passear pelo Parque Metropolitano, em Santiago. Aqui fica o Museu de História Natural – fechado, no momento – com entrada grátis aos domingos.

E-book | O Barato de Santiago  —> baixe agora mesmo o seu! 🙂

7ª dica | Passar o tempo no Muelle Vergara, o píer de Viña del Mar. Tem uma linda vista e é ponto de encontro.

8ª dica  | Casa Diego Rivera, em Puerto Montt. Obras de artistas chilenos e estrangeiros.

9ª dica | Conferir o agito da Playa Rosa, em Puerto Varas. Está à beira do Lago Llanquihue.

10ª dica | Centro Cultural Palacio La Moneda, com lojas de artesanato e uma filial do Torres, o café mais antigo de Santiago.

11ª dica | Iglesia Santo Domingo, em La Serena, norte do país. Estilo italiano renascentista, com torre de sinos.

12ª dica | Ruínas de Huanchaca, em Antofagasta. Antiga refinaria. É a contrução mais antiga da cidade.

13 ª dica | Observar, à noite, o céu sempre limpo e estreladíssimo de San Pedro de Atacama, desde qualquer ponto da cidade.

14ª dica | Beijar o pé da estátua do índio que fica na Plaza de Armas, em Punta Arenas. Dizem que dá sorte e felicidade! =)

15ª dica | Descansar na praia de Anakena, a mais conhecida de Rapa Nui, Ilha de Páscoa. Por ali há sete moais escavados!

16ª dica | Centro Cultural El Austral, em Valdivia. Museu com móveis do séc 19. Ao lado, está a fortaleza Torreón Los Canelos.

17ª dica | Feira livre, no bairro Rahue, em Osorno. Barraquinhas e comidinhas legais! seg/sáb 7h-19h e dom/feriados 9h-15h.

18ª dica | Reconhecer a arquitetura dos anos 20 caminhando pelo Paseo Ahumada e Paseo Huérfanos, os calçadões de Santiago.

19ª dica | O que mais tem no Chile é “Plaza de Armas”. Não perca a de Santiago, marco zero da cidade. A fofa catedral está aqui.

+ Leitor do Matraqueando tem 15% de desconto no seguro viagem da Mondial. Pegue seu cupom aqui!

20ª dica | Ir ao hermoso Barrio Concha y Toro (não confundir com a vinícola), em Santiago. Paralelepípedos e casarios coloniais.

21ª dica | Visitar o fofo Museu de Artes Visuales, em Santiago. 1500 obras de artistas contemporâneos chilenos. Grátis domingo.

22ª dica | Tirar uma foto em frente aos coloridos murais, no alto do Cerro Bellavista, em Valparaíso.

23ª dica | Aos domingos circular pela praia de Pelluco, em Puerto Montt. Balneário famoso entre os moradores da cidade.

24ª dica | Subir o Cerro Calvario, em Puerto Varas. Maravilhosa vista da cidade, com Lago Llanquihue e Vulcão Osorno de fundo.

25ª dica | Parque Vicente Pérez Rosales, em Petrohué, 1º parque nacional do Chile. Trilhas, bosques, aves e esportes radicais.

26ª dica | Passear pelo Centro Histórico de Antofagasta. Na Plaza Colón está a Torre del Reloj, imitação do Big Ben.

27ª dica | O Museu Regional da cidade de Iquique conta a importância da extração do salitre para a região. Free!

28ª dica | Praias de Arica, norte do país: El Laucho, Las Machas, La Lisera, Chinchorro e Playa Brava. Calor e águas claras.

– E-book | O Barato de Santiago  —> baixe agora mesmo o seu! 🙂

29ª dica | Bater perna pela avenida O’Higgins, a principal de Pucón. Burburinho e restaurantinhos legais.

30ª dica | Nas estações de metrô em Santiago há várias exposições permanentes. O projeto é chamado de Metrô Arte. ¡Disfrútalo!

31ª dica | Praia de Reñaca, em Viña del Mar. Uma alternativa mais tranquila às lotadíssimas praias urbanas da cidade.

32ª dica | Plaza Brasil, no bairro Concha y Toro, em Santiago. Abriga 22 esculturas da artista Federica Matta.

33ª dica | Visitar a Plaza Sotomayor, em Valparaíso. Abriga o charmoso prédio da Alfândega.

34ª dica | Circular pela Plaza Principal, em Puerto Octay. Tem uma igrejinha de madeira de 1911 e um antigo convento.

35ª dica | Igrejinha de San Pedro de Atacama (1641). O teto é feito de barro e palha e a parede tem quase 1 metro de largura.

36ª dica | Visitar o Pueblito de Melipulli, um povoado na Av. Costanera, Puerto Montt. Tem feira de artesanato. Diário 10h-20h.

37ª dica | Parque Florestal, em Santiago. Onde Pablo Neruda e Matilde Urrutia (La Chascona) se conheceram. Metrô: Baquedano.

38ª dica | Feria de Antiguedad La Merced, em Valparaíso. Cacarecos e coisinhas vintage.  Serve como um passeio antropológico. Todos sábádo e domingo 10h-20h.

39ª dica | Apreciar as charmosinhas casas típicas de madeira que foram declaradas Monumento Nacional, em Osorno.

40ª dica | Praia de Mejillones, uma pequena vila de pescadores, a 60 km de Antofagasta. Cheia de pelicanos e lobos-marinhos.

41ª dica | Pegar o antigo bondinho (gratuito!) que percorre em 30 minutos a fofa Calle Baquedano, o calçadão de Iquique.

42ª dica | Iglesia de San Marco, em Arica. Estilo gótico, projetada pelo francês Gustavo Eiffel. Sim, o mesmo da torre de Paris.

43ª dica | Deleitar-se com o vai e vem da Calle Caracoles, na nunca imaginada San Pedro de Atacama. Comece pela Plaza de Armas.

44ª dica | Feria de Artesanías, em Punta Arenas. Plaza de Armas, todos os dias 11h-20h. Contente-se com o imã de geladeira!

45ª dica | Percorrer as 16 igrejas declaradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, em Chiloé.

46ª dica | Passear pela chiquérrima Av. Isidora Goyenechea, em Santiago. Pelo menos serve para apurar o gosto! =)

+ Alugue seu carro com segurança e aproveite as estradas do Chile com mais economia

47ª dica | Observatorio Interamericano Cerro Tololo, em Vicuña, 60 km de La Serena. Reserve com antecedência.

48ª dica | Passeio descompromissado pela Plaza Prat, em Iquique. Fica em frente ao monumental Teatro Municipal.

49ª dica | Vila de Toconao, a 40 km de San Pedro de Atacama. Porque o fim do mundo tá um pouquinho pra frente de San Pedro…

50ª dica | Momento mão-de-vaca-muquirana: aproveitar as degustações gratuitas de chocolate na Ruta del Chocolate, em Valdivia.

51ª dica | Praia Cavancha, em Iquique – a preferida da “galera”. Cheia de palmeiras e grande faixa de areia.

52ª dica | El Morro de Arica, a cidade da “eterna primavera”. O morro é cartão-postal da cidade. Dá para subir a pé ou de carro.

– E-book | O Barato de Santiago  —> baixe agora mesmo o seu! 🙂

53ª dica | Mercado artesanal – ao lado da Iglesia Santa Cruz, também grátis – na Ilha de Páscoa. “Artesanía” típica rapa nui.

54ª dica | Catedral de Valdívia. Antes, 15 diferentes igrejas ocupraram o mesmo local – destruídas por incêndios ou tsunamis.

55ª dica | Boulervard del Parque Arauco, Santiago. Área de lazer ao ar livre que fica pinhocada de gente aos domingos!

56ª dica | Museo Histórico Nacional, Santiago. Mostra o país desde o período pre-colombiano até o golpe de 73. Gratuito domingo.

57ª dica | Museo de La Merced, em Santiago. Enorme coleção com objetos referentes à Ilha de Páscoa. Gratuito aos domingos.

58ª dica | Museo Nacional de Historia Natural, em Santiago. Não perca o enorme esqueleto de baleia na entrada. Gratis domingo. (Atualização: acho que o museu está fechado, no momento. Não consegui confirmar.)

59ª dica | Passeio Plaza de Armas, onde está a Iglesia San Vicente Ferrer, monumento histórico, em Ovalle, 90 km de La Serena.

60ª dica | Casa Incaica, do lado da Plaza de Armas, em San Pedro de Atacama. De 1540, é a construção mais antiga da cidade.

61ª dica | Museo Casa Colorada, em Santiago. Construção colonial. Mostra a evolução histórica da capital. Gratuito aos domingos.

62ª dica | Feria Persa Biobío, uma espécie de mercado de pulgas. Passeio de sáb. e dom. (10h-19h) em Santiago. Metrô: Franklin.

+ Hospedagem boa e barata no Chile

63ª dica | Museo Arqueológico, em Viña del Mar. O museu é pago, mas sua maior atração, um moai original, está do lado de fora.

64ª dica | Feira Artesanal em San Pedro de Atacama. Fica ao lado da Plaza de Armas. Oportunidade para conhecer a arte indígena.

65ª dica | Pinacoteca de la Universidad de Concepción, conhecida como Casa del Arte. Entrada e visita guiada gratuitas.

66ª dica | Apreciar a inusitada cidadezinha de Caulín, Ilha de Chiloé. Show de flamingos e cisnes de pescoço negro.

67ª dica | Tirar fotos do Vulcão Villarrica (ou de você com ele ao fundo), em Pucón. É o clássico dos clássicos na região.

68ª dica | Mercado Fluvial, em Valdivia. Leões-marinhos aparecem para abocanhar restos de peixes descartados pelos feirantes.

69ª dica |  Mirador de Rahue, em Osorno. Vista panorâmica da cidade com rio e vulcões ao fundo. O passeio é melhor se fizer sol.

70ª dica |  Museo de la Solidaridad Salvador Allende, em Santiago. Grátis aos domingos.

________________

Veja o post-índice com todos os nossos relatos sobre o Chile.

__________________

Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados.

Banner-venda-Santiago

Share
sábado, 25 de fevereiro de 2012

Buenos Aires: dicas e informações essenciais

Aqui estão as dicas e as informações essenciais para você planejar sua viagem a Buenos Aires. Caso tenha voltado de lá há pouco tempo e queira acrescentar algo fique à vontade na caixa de comentários.

+ E-book | O Barato de Buenos Aires –> baixe o seu agora mesmo!

INFORMAÇÕES ESSENCIAIS

DDI: +(54)11

Informações turísticas da Argentina: www.info.gov.ar

Informações turísticas de Buenos Aires: www.bue.gov.ar

Embaixada do Brasil em Buenos Aires: Calle Cerrito, 1350. Tel. +(54) 11 4515.2400. Segunda a sexta, 9h às 18h. www.brasil.org.ar

Atendimento ao turista: 0800-999-2838

Fuso horário local: igual ao de Brasília. Nos últimos anos, a Argentina não adotou o horário de verão, o que faz o país ficar 1 hora a menos nesse período.

Para ligar a cobrar para o Brasil: Via Embratel, 0800-999-5503 ou 0800-999-5500.

Melhor época para viajar: a cidade acontece o ano inteiro. Mas no verão o calor pode ser infernal. A temperatura bate fácil os 35ºC. O inverno costuma ser rigoroso para quem não está acostumado com temperaturas muito baixas. Na primavera e outono o clima fica mais agradável.

+ Buenos Aires: qual o melhor bairro para se hospedar

Transporte na capital: Buenos Aires e região metropolitana somam quase 13 milhões de habitantes. Como na maioria das grandes capitais latino-americanas, o trânsito portenho costuma ser caótico. Não é recomendável alugar carro para circular na cidade. A vantagem para o turista é que a cidade é plana, o que possibilita longas caminhadas.

Táxi é uma ótima opção para circular pela capital. São baratos e tem aos montes. Todos são pretos e amarelos, mas prefira os que pertencem a empresas (o nome vem pintado na porta). Cuidado para não cair no golpe das notas falsas devolvidas como troco. Tenha dinheiro miúdo para pagar as corridas. Os Remises são táxis especiais, geralmente mais caros e cobram um valor fechado pelo trajeto.

O Metrô – conhecido como Subte, de “subterráneo” – é bem eficiente e cobre boa parte da cidade por uma tarifa que não chega a R$ 0,50. O ônibus (chamado de micro ou colectivo) também é uma alternativa interessante fora do horário de pico. A passagem deve ser paga em moeda diretamente ao motorista e o valor varia de acordo com o trajeto. O Bus Turístico percorre a cidade em 3h e 15 minutos com 20 paradas pelos principais pontos turísticos de Buenos Aires. O ticket custa 70 pesos (R$ 28). Crianças de 4 a 12 anos pagam a metade. Grátis para menores de 3 anos e portadores de necessidades especiais.

COMO CHEGAR

Existem voos diretos de São Paulo pela TAM (11/4002.5700), Lan (0300.788.0045), GOL (0300.115.2121), Aerolíneas Argentinas (0800.707.3313). A Pluna (11 3711.9158) voa para Buenos Aires com escala em Montevidéu. A capital portenha está a 2h30 da capital paulista.

COMO IR DO AEROPORTO AO CENTRO DE BUENOS AIRES

Existem dois aeroportos na cidade. A maioria dos voos brasileiros desce no Aeroporto Ezeiza, a 45 minutos do centro. A corrida para o centro, comprando no guichê oficial que fica dentro do saguão de desembarque, fica em torno de 160 pesos (mais ou menos R$ 64). Já quem desce no Aeroparque Jorge Newbery está a 15 minutos e 30 pesos (de táxi) dos principais pontos turísticos da cidade.

O shuttle da empresa Manuel Tienda León leva você do Ezeiza até o centro por 60 pesos (R$ 25). Se estiver acompanhado compensa dividir um táxi. A linha 8 do ônibus colectivo faz o mesmo percurso e custa tão somente 3 pesos. Mas o trajeto demora 2 horas e funciona só até às 23h.

Aeropuerto Internacional de Ezeiza
Autopista Tte. Gral. Ricchieri Km 33,5
Telefone: +(54) 11 5480 2500
Site: www.aa2000.com.ar | Distância do centro de Buenos Aires: 22 km aproximadamente.

Aeroparque Internacional Jorge Newbery
Av. Rafael Obligado s/n°
Telefone: +(54) 11 5480.6111
Site: www.aa2000.com.ar | Distância do centro de Buenos Aires: 3 km aproximadamente.

DOCUMENTOS

Não é necessário visto nem passaporte. É possível viajar com a carteira de identidade atualizada. Não valem carteira de motorista nem a funcional.

+ E-book | O Barato de Buenos Aires –> baixe o seu agora mesmo!

QUANTO TEMPO

Em Buenos Aires, quatro dias inteiros – sem contar os de chegada e saída – são suficientes para o básico da turistagem, o que inclui umas comprinhas planejadas. Querendo aproveitar melhor a cadência da cidade fique, pelo menos, uma semana. Já fui três vezes e ainda acho que não vi tudo.

IDIOMA

O espanhol é o idioma oficial da Argentina. Como os brasileiros são a bola da vez por lá, qualquer prestador de serviço já arranha muito bem o patropi.

SEGURANÇA

Batedor de carteira tem em qualquer lugar do mundo. E turistas são alvos fáceis, porque geralmente estão distraídos, embasbacados com as novidades de cada lugar. Regra nº 01: não saia com muito dinheiro vivo. Leve apenas o que pretende gastar no dia. Regra nº 2: coloque as notas maiores e todos os documentos importantes – passaporte e cartões de crédito – em um money port, aquelas pochetes/bolsinhas que são feitas para usar debaixo da roupa.

+ Leitor do Matraqueando tem 15% de desconto no seguro de viagem da Mondial. Pegue seu cupom aqui!

Carregue seu equipamento fotográfico pendurado no pescoço. Cuidado com os golpes dados pelos taxistas. Tenha sempre dinheiro trocado para pagar as corridas. Evite andar nas ruas centrais à noite. Ou seja, todas aquelas medidas de segurança que você tomaria em qualquer grande cidade brasileira.

SAÚDE

Superada a epidemia da Gripe A, que afugentou os turistas da cidade, Buenos Aires não oferece riscos ao viajante como enormes altitudes ou clima extremamente seco. Mas é sempre bom levar, como em qualquer viagem, um kit-saúde com protetor solar e labial (venta muito), chapéu, óculos de sol, analgésicos, antitérmicos e antiácidos. Não é necessário tomar nenhuma vacina especial para entrar na Argentina.

DINHEIRO

A moeda argentina é o Peso (AR$). Portanto só leve dólar se você tiver guardado em casa. O ideal é fazer uma pesquisa em diversas casas de câmbio e comprar uma parte em Pesos no melhor preço no Brasil. De qualquer maneira, é possível trocar Reais lá em Buenos Aires, muitas vezes, com cotação melhor do que aqui. Quem desce no Aeroporto Ezeiza tem a oportunidade de fazer o câmbio no banco La Nación (aberto 24 horas), no saguão principal. A cotação é bastante favorável, mas as filas costumam desanimar até o mais mão-de-vaca-muquirana.

O VTM (Travel Money da Visa) – uma espécie de cartão de débito pré-pago – é uma opção interessante, principalmente porque agora pode ser carregado em Pesos na Confidence Cambio. Você poderá pagar contas ou sacar dinheiro nos caixas eletrônicos associados à rede Visa, que estão por todos os lados na Argentina. Para débito, não há taxa alguma. É bem prático. Caso você carregue o cartão em dólar, vai sacar na moeda local. Se o dinheiro do cartão acabar durante a viagem é possível recarregá-lo nos postos autorizados – geralmente, casas de câmbio ou por telefone autorizando um débito da sua conta corrente. Para saques é cobrada uma taxa de US$ 2,50 por retirada.

+ E-book | O Barato de Buenos Aires –> baixe o seu agora mesmo!

Outra opção é fazer retiradas diretamente da sua conta corrente. Verifique com seu gerente se seu cartão está habilitado a fazer saques no exterior e quais são as tarifas. Banco do Brasil, HSBC, Citibank, Santander e Itaú têm agências próprias na cidade. Já o cartão de crédito pode ser interessante para gastos maiores. A desvantagem é o IOF – o imposto sobre operações financeiras que incide no valor total da fatura – e na flutuação do dólar. Ou seja, nem sempre a cotação do fechamento da fatura será a mesma do dia da compra.

COMPRAS

Quem viaja de avião pode voltar com até US$ 500,00 de mercadorias e mais US$ 500,00 de compras no free-shop do aeroporto.

INFORMAÇÕES TURÍSTICAS EM BUENOS AIRES

A Oficina de Turismo de Buenos Aires fica no centro, na Calle Florida, nº 100. Há outros postos de informação nos aeroportos, em Puerto Madero (Av. Alicia Moreau de Justo, 200 – dique 4), San Telmo (Calle Defensa, nº 1250) e Recoleta (Calle Quintana, nº 596).

DICA DE CÂMBIO

Para fazer a conversão do peso argentino para o real – com valores aproximados – você deve dividir o valor em pesos por R$ 2,50. Por exemplo, se seu jantar ficou 180 pesos, pegue este valor e divida por R$ 2,50. O valor em Real é  de R$ 72.

Buenos Aires bairro a bairro

La Boca

San Telmo

Centro e Monserrat

Puerto Madero

Recoleta

Palermo

Abasto

Villa Crespo

Buenos Aires combina com

Colonia del Sacramento (Uruguai)

Leia também

Chile: dicas e informações essenciais

+ Leitor do Matraqueando tem 15% de desconto no seguro de viagem da Mondial. Pegue seu cupom aqui!

Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados.

Banner Guia Buenos Aires 2014

Share
Matraqueando - Blog de viagem | Por Sílvia Oliveira

Todos os direitos reservados. 2006-2017 © VoucherPress | Agência de Notícias.
Está proibida a reprodução, sem limitações, de textos, fotos ou qualquer outro material contido neste site, mesmo que citada a fonte.
Caso queira adquirir nossas reportagens, entre em contato.

Desenvolvido por Dintstudio