terça-feira, 16 de março de 2010

Algumas coisas mudaram: nem tudo para melhor, mas o padrão de qualidade permanece, de uma maneira geral, muito bom. No trecho Campinas-Recife – três horas de voo – tanto na ida quanto na volta não havia a televisão individual. Já o de Curitiba-Campinas, que são só 45 minutos, lá estava ela: assisti àquela marravilha do Claude Troisgros, do programa Menu Confiança do GNT, fazendo uma deliciosa receita de leitão à pururuca. Além disso, sortearam novamente o kit L’Occitane.


Já o serviço de bordo na viagem mais longa se amplia. São oferecidos cinco tipos de snacks – e você pode pegar todos, se quiser – contra dois dos voos mais curtos. Fui de batatinha, amendoim e minigoiabinha (sim, ela existe aqui também!). Quase chegando ao Recife eles ainda oferecem um cafezinho e cookies. Acho de uma delicadeza esses pormenores.

Pela primeira vez entrei nos banheiros da companhia, claustrofóbico como qualquer outro que habite um avião. Na ida para o Nordeste, estava fedido, muito fedido. Alguém fez um serviço daqueles e acho que as comissárias não deram conta de aliviar o fedô com nenhum Bom Ar spray! Na volta, estava ótimo, cheirosim.

Um detalhe interessante é que eles não usam no serviço de bordo aqueles carrinhos que saem trombando nos nossos joelhos e ombros. Primeiro, a comissária passa entregando um guardanapo e anotando o seu pedido da bebida. Em seguida, serve tudo em uma bandeja. “Não pode tirar fotos, senhora!” Ops, desculpaê, é uma lembrança para os meus matraquetes!
Fotos: Matraca’s Image Bank
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Meu primeiro voo na Azul
quinta-feira, 04 de março de 2010

Azul: aviões novos, 100% brasileiros.
Estou certa de que quando você vai pesquisar alguma passagem aérea nacional nem sempre se lembra de fazer a cotação com a Azul. Estamos acostumados a acumular milhas na laranjinha ou na vermelhinha. É que, para onde quer que vá, a Azul faz uma parada no Aeroporto de Viracopos, em Campinas – QG da empresa. O que pode realmente desestimular a compra de uma passagem Curitiba-Florianópolis, por exemplo. Nesse caso, sai de Curitiba, voa para Campinas e só depois volta para Floripa. Um périplo, apesar da low-cost quase sempre oferecer as tarifas mais em conta.

Para amenizar estes “detalhes” a Azul está empenhada em oferecer não só os melhores preços e facilidades no pagamento, mas um serviço de primeira. A novidade para mim (desde o ano passado) foi o Passaporte Azul, um voucher que custa R$ 899,00 e permite viagens ilimitadas durante um período de dois meses. Se você realmente conseguir viajar umas quatro ou cinco vezes durante 60 dias, já vai valer à pena. Aliás, dependendo do seu destino (Manaus?), ir e voltar uma única vez já paga o passaporte.

Tripulação, preparar para a decolagem: bancos de couro com televisão individual.
Mas – mais do que isso – o Passaporte Azul mexe com o imaginário do viajante. É aquela sensação de que posso ir e vir na hora em que quiser, quando quiser e para onde quiser. Os gerentes de marketing da empresa sabem que “encantar” é o que faz a diferença. E trabalham incessantemente nesse quesito. Só acho estranho que eu, acostumada a cair em todas as pegadinhas da mídia, tenha demorado tanto para ceder aos apelos marketeiros da azulzinha.

No voo de estreia – lembrando que uma vez jacu sempre jacu – já fiquei babando no avião, todos 100% brasileiros, como gosta de destacar a tripulação. Bancos de couro, tudo cheirando a novo e com… televisão individual nas poltronas. E ainda conectada ao GNT, meu canal de entretenimento preferido em português. (A última vez que viajei com televisão individual foi em 2007 num voo transatlântico da Air France).

O serviço de bordo também superou minhas expectativas. Nada de lanchinho quente, é verdade (o vôo Curitiba-Campina dura 45 minutos). Mas você escolhe entre bolachinhas doces ou salgadas e as bebidas não vêm num copo cheio de gelo – que pode ser solicitado à parte. Eu pedi suco de pêssego e me ofereceram um suco de caixinha, fechado. Quem pediu refrigerante, ganhou a lata inteira. E nada da Bauducco… tudo personalizado ao melhor estilo Azul.

Voltando para casa.
Quando eu achava que mais nada pudesse superar a minha ótima impressão da empresa, um pouco antes de aterrissar em Campinas, a comissária líder (assim que eles chamam o/a “chefe de cabine”) sorteou um kit da marca L’Occitane entre os passageiros. Parecia uma quermesse: adooooro! Pouco menos de uma hora depois de levantar voo, a tripulação despede-se com: “Que tenham um dia azul”. Na volta, chegando a Curitiba: “Que tenham uma noite azul”. Coisa mais gracinha, gente!
Fotos: Matraca’s Image Bank
Meu primeiro voo na Azul faz parte do projeto Expedição Brasil Express do Matraqueando.