Comidinhas
quinta-feira, 03 de novembro de 2011

O cuscuz paulista é uma das receitas mais versáteis do cardápio brasileiro. Pode ser servido como prato principal, acompanhamento e, com a onda do finger food, já virou entradinha e petisco de uma bocada só.

Há tempos esta receita em tamanho mini tem sido carro-chefe nos meus almoços e happy hours lá em casa. Coloco em forminhas de empada e depois em recipientes próprios para este tipo de comidinha. Veja como é facílimo preparar!
Ingredientes
2 latas de sardinha
½ lata de ervilha
½ xícara (chá) de azeitona picada
2 ovos cozidos picados
½ vidro de palmito (opcional)
Uma cebola pequena bem picadinha
1 dente de alho amassado
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 copos de água quente (400 ml)
3 copos de farinha de milho amarela em flocos
2 colheres (sopa) de salsinha e cebolinha
Sal e pimenta a gosto
Ovo de codorna para decorar


Modo de Preparo
Numa panela média, refogue o alho e a cebola no azeite. Cuidado para não deixar queimar. Em seguida acrescente a sardinha, a ervilha, a azeitona, o palmito e a pimenta a gosto. Mexa devagar em fogo baixo. Coloque a água e, se necessário, ajuste o sal. Vá despejando a farinha aos poucos. Algumas marcas de farinha exigem três copos para esta receita. Com outras, dois são suficientes. Assim que a massa do cuscuz tomar consistência (nem muito seca nem muito molhada) acrescente os ovos picadinhos, a salsinha e a cebolinha e mexe suavemente.

Quando começar a desgrudar da panela (é rápido, menos de cinco minutos depois de acrescentar a farinha) desligue o fogo. Coloque nas forminhas, pressionando com uma colher. Não é necessário untar. Deixe esfriar e desenforme na hora de servir. Corte delicadamente os ovinhos de codorna em rodelas e colque por cima do mini cuscuz. Você pode comer o cuscuz frio, mas eu prefiro quentinho. Se for o seu caso é só levar 30 segundos ao micro-ondas. Essa entradinha pode ser feita um dia antes do seu evento. Deixe na geladeira coberta com plástico filme para não ressecar.


Dica da Matraca
Você pode substituir sardinha por atum ou camarão. Caso queira um cuscuz vegetariano tire os ingredientes de origem animal e acrescentar 1 tomate grande picado e 1 cenoura ralada. Em vez do ovo de codorna você pode usar pimenta biquinho para decorar os cuscuzinhos!
No SilviaOliveira.com.br você encontra
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Fotos: Sílvia Oliveira | Matraca’s Image Bank
quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sempre tenho pão de queijo congelado no freezer da geladeira. É o tira-gosto mais rápido e eficiente no café da manhã de domingo ou quando você recebe aquela visita inesperada. É só colocar no forno e em 20 minutos está pronto. Quentinho e saboroso.

Mas desta vez fui pega de supresa. Uma querida amiga passou lá em casa num sábado desses para dar um oi e meu estoque de pãezinhos de queijo havia acabado. Improvisei um patê com bolachinhas de sal e para adocicar nosso rápido encontro servi torradinhas com geleia de frutas vermelhas que estava pedindo para ser aberta na minha despensa.

Achei que ficou um colorido tão bonito – o vermelho da geleia contrastando com o branco da porcelana – que resolvi registrar. A colherzinha design você encontra na Tok & Stok. Ah, e sempre tenha à mão esses guardanapos com padronagens diversas. Eles podem dar um ar festivo e acolhedor à sua mesa ou bandeja.
No SilviaOliveira.com.br você encontra:
Como montar um criativo e econômico chá da tarde
Fotos: Sílvia Oliveira | Matraca’s Image Bank
sexta-feira, 30 de setembro de 2011


Tucumã in natura: matéria prima para o famoso X-Caboclinho.
Algo absolutamente inusitado na minha viagem a Manaus foi conhecer – e experimentar – o sanduíche de tucumã, chamado de X-Caboclinho. O tucumã é uma fruta de polpa alaranjada e fibrosa que me lembrou um pouco a cenoura, embora sejam de famílias completamente distintas. Já o X-Caboclinho trata-se de um crocante pão francês recheado com lascas de tucumã e queijo coalho derretido. Muito comum no café da manhã manauara. Adorei!
Onde comer: Café Regional Joelza | Estrada Torquato Tapajós, km 10 (próximo ao trevo da Estrada do Tarumã) Tel.: (92) 3654-5487.


Açaí: iguaria exótica em muitos países.
Outro clássico da cidade (assim como de toda a região amazônica) é o Açaí. Mas taí um troço que não me desce. Pode vir com granola, banana, leite condensado, seja lá o que for. Não sou fã. Quando comentei via Twitter que não conseguia me apaixonar pelo fruto do açaizeiro choveram mensagens entusiastas dizendo que eu, na verdade, não havia comido o verdadeiro açaí. Talvez. Embora seja oferecido em qualquer boteco de Manaus, o Pará – estado vizinho – é o maior produtor mundial do açaí, considerado em muitos países uma iguaria exótica.
Onde comer: Empório do Açaí | A. Rio Negro, 49 – Conj. Eldorado. Tel.: (92) 3236.8083.

Já o Tacacá me agrada em cheio. Uma combinação improvável de ingredientes resulta num dos pratos mais brasileiros de que se tem notícia. As cuias são montadas precisamente: uma porção de tucupi temperado, um pouco de goma, folhas de jambu (que amortecem os lábios, bem doido!) e um punhado de camarões secos. O mais famoso é o Tacacá da Gisela, nome em homenagem à primeira tacacazeira da cidade. Já a Banca da Adalgisa é tocada pela própria há quase 60 anos no mesmo lugar.
Onde comer: Banca da Adalgisa | Praça Heliodoro Balbi (antiga praça da polícia). Tel.: (92) 9128.7901 e Tacacá da Gisela | Largo São Sebastião (ao lado do Teatro Amazonas)

Bombom de araça-boi: acepipe típico da região.
Os bombons recheados com frutas regionais – como açaí, cubiu e araçá-boi – são sensacionais. Assim como as geleias de buriti e balas de cupuaçu. Há várias lojas na cidade. Além de ser um deleite, é uma ótima opção de lembrancinha tipicamente regional.
Onde comer/comprar: Bombons Finos da Amazônia | Amazonas Shopping – Av. Djalma Batista, 482, 2º piso. Tel.: (92) 8419.0005

Arremate tudo com o Guaraná Real, uma instituição no Amazonas. Primo-irmão do Planet Cola – um dos refrigerantes mais vendidos do estado – o guaraná lembra a tubaína de infância. Seria a bebida perfeita para harmonizar com a alta gastronomia local, o sanduíche de tucumã, por exemplo!
Leia também
O Encontro das Águas, Manaus | Parte 1
O Encontro das Águas, Manaus | Parte 2
Fotos: Sílvia Oliveira | Matraca’s Image Bank
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Minha visita a Manaus faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto. Para ver todas as reportagens da expedição, clique aqui.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Quando você estiver quase convencido de que a Calle Florida – no agitado centro de Buenos Aires – é um pedaço do inferno na terra, eis que surge a antecâmara do céu: o quiosco Ivan Express! Todo decorado com pôsteres vintage e plaquinhas indicativas com hermosos fileteados (técnica artística portenha), o local é uma mistura de lanchonete com padaria.


Apesar do floreado da decoração, o Ivan Express chega a ser clean se comparado com seus similares na mesma região. Exibe num enorme balcão de vidro os mais diversos tipos de frios e pães, além de oferecer o que quase todo quiosquinho argentino tem: pencas de alfajores.


É possível fazer um lanchinho apetitoso, tomar sucos, café ou levar uma comidinha leve para a casa. Além de ser um lugar decente para comer algo rápido – como empanadas – o ambiente é super portenho, no melhor bom-gosto-tradição-regional.

Diquinha extra: o Ivan Express fica no coração de Buenos Aires. A uma quadra daqui estão a Catedral, a Casa de la Cultura e o Palacio del Gobierno. Já a 300 metros você tem a Plaza de Mayo e a Casa Rosada!
SERVIÇO
Ivan Express
Local: Calle Florida, 138 – entre as calles Bartolomé Mitre e Perón | Centro | Buenos Aires
Fotos: Sílvia Oliveira | Matraca’s Image Bank
sábado, 23 de outubro de 2010

Qualquer doce no copinho fica um luxo. Mas se for de brigadeiro… fica perfeito! A receita é praticamente a mesma que você usaria para fazer o doce em formato bolinha. O detalhe é que o Brigadeiro de Copinho deve ter uma consistência mais cremosa, já que vai ser comido de colher. Veja como fazer:
Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1/2 caixinha de creme de leite
3 colheres de sopa de chocolate em pó
1 colher de sopa de margarina
Modo de preparo
Misture delicadamente todos os ingredientes em uma panela. Leve ao fogo brando mexendo sem parar. Deixe ferver e abaixe o fogo. Cozinhe por mais uns 5 ou 8 minutos. Mexa sempre para não formar grumos. Quando começar a soltar do fundo da panela pode desligar o fogo. O brigadeiro vai estar com uma aparência mais para cremosa do que para firme. É assim mesmo. Depois que ele esfriar fica mais consistente. Coloque nos copinhos e decore com granulados ou bolinhas de confeitar.
Dica da Matraca: estes copinhos podem ser encontrados em casas de embalagens ou até em supermercados. O pacotinho (com 10 unidades) geralmente não custa mais do que R$ 2,00. Você pode substituir o brigadeiro pelo doce Beijinho. No lugar do chocolate, acrescente 50 g de coco ralado (ou 1/2 xícara) e decore com lascas de coco fresco.
Foto: Raul Mattar
quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Frito, cozido, mexido, quente, pochet ou travestido de omelete – o ovo, por muito tempo, esteve condenado à morte. E junto com ele, execrado igualmente, estaria quem abusasse das gemas amarelo-ouro, aquelas que adoramos romper – suculentas – sobre um punhado de arroz fumegante.
É o meu prato preferido. Meu acompanhamento do pão fresco. Injustamente, de médicos a modelos, foi taxado de vilão. Receitas incrementadas com ovos de mais… significavam saúde de menos. Ficou relegado ao rol de comidas simples, sem glamour. Coisa de pobre… de espírito, eu diria!
Tremenda falta de sensibilidade. Já reinventaram o chuchu, investiram na espuma de abacate e enalteceram o aipim. Vamos dar uma chance ao ovo e suas formas perfeitas. Levemente tostadinho embaixo, saia branca suavemente enrijecida e o miolo-sol nem tão mole que chegue a espatifar – mas nem tão duro que não possa escorrer.
De tabu culinário a patrimônio imaterial da humanidade. Uma chance ao ovo!
Foto: Matraca’s Image Bank
quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Nem sei se o nome é esse. Poderia ser simplesmente… misto-quente. O detalhe é que o pão francês tem a casquinha mais crocante que a do pão de forma. Daí você coloca o montadito numa frigideira em fogo baixo. Tosta de um lado, tosta do outro… e fica essa belezura.
Foto: Matraca’s Image Bank