Silvia Oliveira

Dicas de viagem

domingo, 06 de julho de 2008

Museu de graça!

Em todo primeiro domingo do mês o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, sai de graça! E não é só ele. Em qualquer parte do mundo, alguma instituição do gênero abrirá as portas hoje, gratuitamente. Isso é regra: para incentivar a arte e a cultura quase todos os museus reservam algum dia na semana para oferecer, na faixa, seu acervo ao público.
Muitas cidades brasileiras têm aquele museu imperdível, que reúne obras dos artistas locais, conta a história da região e faz você entrar no universo típico do lugar. Por isso, nunca, nunquinha deixe de conhecer a Pinacoteca do Estado, em São Paulo. O ingresso já é baratinho (R$ 4,00), mas aos sábados você entra sem pagar um tostão!
O Museu do Vaticano, na Itália, por exemplo, também faz caridade. A visitação aberta acontece no último domingo do mês. Mas é bom saber que – assim como eu – todo mundo tem a mesma idéia: elaborar o roteiro para que a viagem coincida com o ingresso-mão-de-vaca-muquirana. O que resulta em filas enormes para pegar o ticket e mais outro renque gigante para entrar. No entanto, a economia é de € 14,00 – o que equivale a quase R$ 35,00.
Já o Ministério da Cultura da França resolveu liberar a entrada em museus do país, incluindo o Louvre, em Paris, até o final de julho! O mesmo acontece na Inglaterra desde 2001. A medida gerou um aumento de 62% (quase 3 milhões de pessoas) no número de visitantes, segundo o Ministério de Turismo inglês.
Na América do Sul, o imperdível Museu Nacional de Bellas Artes, em Buenos Aires, é gratuito todos os dias. Tem um acervo com exibição fotográfica permanente e uma coleção internacional que vai desde a Idade Média até o século 20

O maior museu do Canadá, o Royal Ontario Museum, em Toronto, abre todas as sextas-feiras, das 16:30 às 21:30 ao público sem cobrar ingresso. E veja só a boa ação do Museu Metropolitan de Nova York: aqui não se paga entrada, mas o Metropolitan sugere uma “doação” de US$ 20,00 por adulto. Para quem não quer esperar na fila, a “ato de amor” se torna obrigatório.
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Foto: Raul Mattar
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sexta-feira, 13 de junho de 2008

O que é preciso para viajar de graça?

Falar (ou ler muito bem) inglês! Revirando minhas revistas de viagens antigas (Viagem e Turismo – Dezembro/2006) encontrei umas dicas bem interessantes de sites que promovem intercâmbio de “sofá”. Gente que você nunca viu oferecendo a própria casa para gente que eles nunca viram. Para quem gosta de certa aventura, tem disposição, busca conhecimento (ou até trabalho) e troca de informação isso é o melhor que a web pode fazer por você. O detalhe está na primeira frase do post. Todos os links levam você ao mais puro inglês, sem nenhuma bandeirinha de versão em espanhol, muito menos em português.

www.homeexchange.com – São quase 15 mil casas catalogadas pelo planeta. Vai desde castelo na França até apartamento em alguma praia brasileira. A inscrição custa US$ 99,95 (atenção para os noventa e cinco cents, ou seja, dá cenhão de dólar) por ano, mas caso não faça nenhuma troca de casa nesse período o segundo ano é de graça.

www.anyworkanywhere.com – O nome já diz tudo: qualquer trabalho em qualquer lugar. É uma espécie de classificados. As ofertas de emprego costumam ser na área de turismo (hotéis, resorts, restaurantes, etc.)

www.globalfreeloaders.com – É simples: preencha uma ficha, ofereça uma cama na sua casa e procure uma para você no lugar desejado. O mecanismo de busca tenta achar alguém que possa hospedar você no destino e período escolhidos.

www.couchsurfing.com – Esse é bem famoso. Já facilitou mais de 60 mil viagens. Mais ou menos a mesma regra: você faz sua inscrição, buscando hospedagem numa lista de países que vai desde Londres, passando por lugares como Tonga e até Afeganistão.

www.housecarers.com – Nesse daqui você entra se estiver disposto a não só se hospedar de graça, mas também a cuidar da casa. Os membros são divididos em house owners (donos) e house sitters (os que tomam conta). Funciona assim: você pode conseguir se hospedar durante dois meses em alguma praia paradisíaca do Caribe, mas terá a difícil tarefa de dar comidinha aos passarinhos do dono da casa todos os dias durante sua estadia. A inscrição anual é de US$ 45,00.

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terça-feira, 18 de março de 2008

Aproveitando os próximos feriados

O primeiro feriadão depois do carnaval começa na próxima quinta. Já sabemos, a quinta-feira santa ainda não é feriado oficial. Mas quem viaja nessa época do ano (eu, por exemplo) quase sempre se organiza para deixar a cidade um dia antes da sexta-feira da paixão: o dial mundial da bacalhoada.

Depois disso teremos um chocho 21 de abril (Tiradentes) que cai numa segunda-feira. Tá, dá até para emendar. Mas como ele vem depois de um sábado normal de trabalho, muitas empresas optam por não dar folga no fim de semana. Em seguida vêm os dias 1º (dia do trabalho) e 22 (corpus christi) de maio – ambos feriados mundiais – que acertam em cheio outra quinta-feira. Dois feriadões que não são de se jogar fora. É possível ir para a casa dos pais (ou vice-versa! hehehe) ou ainda dar aquelas escapadelas pelos arredores.

E só. Aproveite bem, porque após essa fanfarronada de dias livres a gente só vai poder pensar em esticar as pernas no Natal. Os feriados de 7 de setembro, 12 de outubro e 02 de novembro – nossos bálsamos pós férias de julho – caem, sem dó nem piedade, num domingo! D-o-m-i-n-g-o! Baita desperdício.

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Foto: Matraca´s Image Bank
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quinta-feira, 06 de março de 2008

O que fazer para evitar a deportação?

 
 
Os agentes de imigração das aduanas internacionais partem do princípio de que todos os visitantes são culpados até que se prove o contrário. Principalmente, se o turista faz parte de algum país considerado suspeito, entre eles, o Brasil. Hoje, novamente a notícia de que 30 brasileiros foram deportados da Espanha, incluindo universitários e pós-graduandos do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ). Estavam a caminho de um congresso científico em Lisboa, mas – de acordo com as informações dos policiais – não tinham comprovantes de estadia na capital portuguesa nem da participação no tal congresso. Também foi alegado que os brasileiros levavam uma média de 250 euros, quando se exige um mínimo de 50 euros por dia de viagem.
  
Quem pensa que esse post é para falar mal dos agentes espanhóis ou para dizer que fico horrorizada com o atendimento precário dado aos deportados ou, ainda, para esbravejar contra o Itamaraty que não faz nada ou que é abominável que o pessoal da alfândega não esteja preparado para distinguir um clandestino de um turista… pode tirar o cavalinho da chuva ou mudar de blog. A questão aqui é: o que fazer para evitar que isso aconteça na sua próxima viagem.
 
As regras variam de nação para nação, por isso, entre em contato com a embaixada ou consulado do país para saber o que é necessário para entrar sem problemas. No caso da Europa, os brasileiros não precisam de visto para entrar em qualquer um dos países europeus integrantes do espaço Schengen (território sem fronteiras internas que inclui Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Itália, Islândia, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal e Suécia), mas existem algumas formalidades válidas para todos os destinos e outras mais específicas que o turista deve saber.
 
Além do passaporte com validade superior a seis meses, o passageiro deve ter bilhete aéreo de ida e volta, com permanência máxima de 90 dias. Muitos que tentam entrar, clandestinamente, compram um bilhete de um ano – proporcionalmente mais barato – mas se esquecem de comprovar o que vão fazer lá durante os 12 meses. É volta para a casa, na certa! Alguns países exigem os vouchers de hospedagem, seguro saúde e demonstração de que possui recursos financeiros para a permanência no país durante o período desejado.
 
Veja: são formalidade EXIGIDAS pela Comissão Européia de Turismo. Lei! Alguns países, incluindo a Espanha, podem não pedir absolutamente nada disso na entrada para a maioria dos turistas. Para mim, por exemplo, nunca me perguntaram quanto estava levando em dinheiro. (Só passei por isso em Israel!). Então, se você não leva os valores mínimos recomendados, não tem comprovante de estadia, nem o seguro saúde obrigatório com cobertura de 30 mil euros (valor exigido para entrada na França, por exemplo) – e o policial aduaneiro pedir tudo isso – pode se preparar para voltar no mesmo avião em que embarcou.
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Parece-me que foi exatamente isso que aconteceu com este grupo de brasileiros e com a pós-graduanda em física pela Universidade de São Paulo, Patrícia Camargo Magalhães, que há um mês deveria só fazer uma conexão na Espanha. Ficou três dias presa no aeroporto de Madri. Sem um comprovante de estadia em Portugal e de sua inscrição na conferência, Patrícia foi impedida pela imigração espanhola de entrar no país. E mais: nos Estados Unidos se você for participar de um congresso tem de tirar visto específico de negócio para conseguir entrar, não servem só os comprovantes e o visto de turista.
 
Sim, há casos de arbitrariedade. Conheço pessoas – até uma prima – que foi com tudo certinho e acabou sendo deportada da Inglaterra. Mas isso, asseguro, é raro se você cumprir as exigências mínimas. Eu diria que, no caso dela, foi uma tremenda falta de sorte. Agora, o governo considera a possibilidade de começar a negar a entrada de espanhóis, depois desse endurecimento na liberação de brasileiros. Rá rá rá rá… Ou seja, em vez de criar condições decentes de trabalho para os brasileiros aqui no Brasil (e evitar a imigração clandestina – o que acaba gerando este preconceito) eles ainda querem afugentar os últimos turistas sobreviventes que ainda têm coragem de visitar nosso país.
 
O viajante profissional Ricardo Freire escreveu na sua coluna do jornal O Estado de São Paulo, na semana passada: “o turista estrangeiro que desembarca no Brasil é um herói. Ele resolveu ignorar, deliberadamente, tudo o que sai escrito sobre o Brasil na imprensa internacional. Ele assumiu como ficção tudo que viu nos últimos filmes brasileiros de sucesso. Ele desobedeceu o conselho da maioria de seus amigos. Ele resistiu ao mar transparente do Caribe e da Tailândia, ao colorido do México e às pechinchas da Argentina. (…) Para mim está claro que esse cara merece tapete vermelho, flores e fitinha do Bonfim – e não ameaça de deportação.”
Ei, Senhor Itamaraty, se liga, véio!
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Foto: Visto norte-americano. Caso vá participar de um congresso nos Estados Unidos é necessário tirar o visto de negócios. Se você for só com o de turista vai voltar para casa, mesmo que apresente todos os comprovantes como estadia e participação no evento. (Matraca´s Image Bank)
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sexta-feira, 09 de março de 2007

Viajando (quase) de graça!

Sou do tempo do biquíni asa delta, da blusa manga morcego, da saia balonê, da falecida pasta Kolynos e do inesquecível chocolate Lolo. Espero um dia dizer também que era da época em que um passeio de avião dentro do Brasil – como de São Paulo a Manaus – por exemplo, era mais caro do que uma viagem pelo Caribe. E que hoje (daqui uns 30 anos) vou de Curitiba a Londrina por apenas R$ 5,00. (Sem que este trecho esteja vinculado à passagem de volta). Ou seja, no Brasil não existem companhias aéreas verdadeiramente low cost – as chamadas de baixo custo, baixa tarifa.
Vez ou outra a GOL – que se diz low cost – apresenta algumas promoções relâmpagos. Já chegou a oferecer passagens por R$ 1,00. Mas com um segredinho: éramos obrigados a comprar o trecho de volta, que custava pelo menos 100 vezes mais para compensar a merreca da ida. Um belo truque e eu – revelo – caí em quase todos. Por isso, digo: low cost low fare que se preze são as européias. Aquele monte de país amontoado um do lado do outro transformou o velho continente em uma referência de vôos baratos e eficientes. Como a gente viu nesse post aqui, algumas empresas oferecem passagens a 1 € ou até de GRAÇA! Sem truque ou pegadinha. Claro, tem de pagar a taxa de embarque, mas os valores são honestos e você percorre inacreditáveis distâncias por valores jamais imaginados.
Em 1997 fiz minha primeira viagem à Europa. Mochilão. 30 dias entre ônibus, metrô, McDonald´s e trem. Na verdade, a palavra de ordem era TREM. Não se pensava em comprar os trechos internos de avião porque era falência na certa. Pois hoje, a palavra riscada do meu vocabulário europês é TREM. (Óbvio que não vou tratar aqui da questão cultural. Trens têm seu lado sagrado: estão para a Europa assim como a siesta está para a Espanha. É certo.) Ocorre que estamos falando neste exato momento de dim dim, bufunfa, cascalho, tutu, money! Alguns trechos de trem estão até cinco vezes mais caros do que uma passagem de avião.
Portanto, nós, servos da seção mão-de-vaca-muquirana, devemos ficar atentos aos seguintes detalhes se quisermos garantir bons preços nas low cost européias: a) é necessário comprar com antecedência para garantir as melhores tarifas; b) algumas companhias limitam bastante o peso da bagagem (mas para que bagagem, todo mundo sabe que malas são uma maldição!); c) invariavelmente os aeroportos operados por estas empresas são mais afastados do centro ou em cidades vizinhas. Acredite, ainda assim, compensa. Faça você mesmo uma pesquisa rapidinha. Os sites dessas companhias oferecem as opções português ou espanhol como idioma de navegação.

Gosto mais da VUELING, CLICK AIR, EASYJET e RYANAIR . Na verdade, cada país europeu tem sua low cost. Você ainda pode tentar outras: OPEN JET, BMI, GERMAN WINGS, AIR BERLIN, CHEAP FLIGHTS, SKY EUROPE. Mas existe um único site que concentra todas essas companhias: o SKYSCANNER. Você escolhe o trecho e ele vai fazer uma busca em todas as companhias, apresentando a que oferece melhor preço. De qualquer maneira, para mim, a melhor é a RYANAIR. Cobre muitos trechos e apresenta preços espetaculares. Entre lá e comprove: Madri (Espanha) a Porto (Portugal), no dia 08 de maio sai a 0,01 €. Mais 4,99 € de taxa de embarque, o vôo sai por módicos 5,00 €! Cotação de hoje.
Bom, mas como eu ia dizendo, sou do tempo da pomada Minancora, da fita K7, do programa do Bozo, do chaveiro do Greg, dos adesivos starfix e da coleção de figurinhas da Moranguinho. Enquanto os novos tempos não chegam vou ter de me conformar em já ter conhecido Zurique, na Suíça, ao passo que não sei nem a cor do aeroporto de Belém do Pará. Para quem mora no sul fica mais caro participar do Círio de Nazaré do que atravessar a europa. De avião.
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quinta-feira, 01 de junho de 2006

ESPANHA: venha para cá se…

… você gosta de presunto com marca, selo de origem e divisão por estrelas;

… você tem fascínio pelos pintores cubistas, surrealistas e pela arquitetura moderna;

… você gosta de Goya e Velásquez e de arquitetura antiga;

… você gosta dos filmes de Pedro Alomodóvar;

… você não gosta dos filmes de Pedro Almodóvar, porque tem outros tipos de loucos por aqui também. De um deles você tem que gostar. Salvador Dalí, por exemplo;

… você gosta de praias de cartão postal com mar azul-turquesa-esverdeado-quase-transparente;

… você gosta de praias com areias negras formadas pela lava dos vulcões e que prometem fazer milagres pela sua pele;

… você gosta de história, de tradição e festa popular;

… você gosta de eco-turismo – o país tem 13 parques nacionais;

… você gosta de caminhar… muito. O Caminho de Santiago de Compostela oferece uns 800 km para isso;

… você ama sangria, tinto verano (indicação da minha amiga Pati) e, sobretudo, vinho de primeira;

… você admira a historia de Dom Quixote de La Mancha (e aquela gracinha do Sancho Pança), a obra de Miguel de Cervantes que inaugurou a literatura moderna;

… o seu coração dispara ao escutar o barulho das castanholas;

… você adora uma tourada;

… você odeia uma tourada. Invariavelmente tem sempre alguém torcendo pelo touro;

… você é apaixonado pelo simples fato de viajar e encontrar gente feliz!

Posts relacionados:

ESPANHA: la siestra nuestra

ESPANHA: o idioma do ¡poquito!

ESPANHA: doutorado em Sevilha

SEVILHA: nem todos são toureiros

Espanha combina com:

PORTUGAL

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista & Blogueira | Curitiba, BR

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