Silvia Oliveira

Estrada Real

domingo, 18 de setembro de 2011

Cidades Históricas – MG | Post-índice

Aqui você encontra nossa série completa sobre as Cidades Históricas de Minas Gerais. Inclui nossas impressões sobre Ouro Preto, Mariana, Congonhas, São João del Rei, Tiradentes e parte da Estrada Real. Novos posts sobre estes destinos serão sempre acrescentados a este índice. Preços e horários podem sofrer alterações. Restaurantes fecham e hotéis mudam de dono. Para evitar aborrecimentos informe-se antes de ir.


Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto: obra emblemática de Aleijadinho

OURO PRETO

ESSENCIAL

Para entender Ouro Preto

O QUE FAZER EM OURO PRETO

As igrejas de Ouro Preto
Matriz de Nossa Senhora do Pilar
Igreja São Francisco de Assis
Igreja Nossa Senhora do Carmo
Igreja Nossa Senhora Rosário dos Pretos
Matriz Nossa Senhora da Conceição
O Teatro Municipal mais antigo do país

ONDE COMER EM OURO PRETO

Frango com Quiabo na Casa do Ouvidor
Feijão Tropeiro no Bené da Flauta

ONDE DORMIR EM OURO PRETO

39 opções de hospedagem em Ouro Preto 

MARIANA

O que fazer em Mariana se você tem uma manhã ou um dia inteiro
O curioso passeio à Mina de Passagem
O Orgão da Sé de Mariana
Onde comer bem e barato em Mariana

CONGONHAS

Basílica do Bom Jesus de Matosinhos: a obra-mestra de Aleijadinho

SÃO JOÃO DEL REI

São João del Rei: pontos de interesse na cidade

TIRADENTES

ESSENCIAL

Tiradentes: roteiro para uma viagem bem sucedida

O QUE FAZER EM TIRADENTES

Passeio de Jardineira: os causos de Tiradentes
Passeio de Maria Fumaça: de Tiradentes a São João del Rei
Chico Doceiro: a melhor guloseima de Tiradentes
Chafariz de São José: construção histórica enigmática
Matriz de Santo Antônio: a preferida
Os museus de Tiradentes

ONDE COMER EM TIRADENTES

Restaurante Pau de Angu: comida caipira estrelada
Bar do Celso: o tutu mais cremoso de Tiradentes
Restaurante Tragaluz: a sobremesa, por favor!
CasAzul Bistrô Latino: comidinhas alegres e divertidas
Tempero da Angela: buffet mineiro no fogão à lenha por R$ 14 por pessoa
Mandalum: para comer bem e barato em Tiradentes

ONDE COMPRAR EM TIRADENTES

Bichinho: o pedaço de chão mais inventivo de Minas
Flor de Lótus: a mais completa loja de doce de Tiradentes
Chico Doceiro: a melhor guloseima de Tiradentes

HOSPEDAGEM ECONÔMICA EM TIRADENTES

Pousada 21 de Abril: hospedagem bacana e econômica em Tiradentes

ESTRADA REAL

Estrada Real: como percorrer o caminho mais famoso do Brasil Colônia 
Lagoa Dourada: terra do legítimo rocambole
Café com Prosa: o melhor pão de queijo com linguiça da Estrada Real

Fotos: Raul Mattar

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domingo, 28 de agosto de 2011

Estrada Real: como percorrer o caminho mais famoso do Brasil Colônia

Quando você percorre as principais cidades históricas de Minas Gerais, a Estrada Real já vem de brinde. Estamos falando de um destino turístico com quase 1600 quilômetros de vias que refazem o caminho do ouro e do diamante, preservam o patrimônio, destacam a história do estado e ajudam a revitalizar pequenos vilarejos espalhados pela região. Toda e qualquer via terrestre aberta na época do Brasil Colônia era chamada assim, de Estrada Real. O objetivo era controlar o escoamento da produção do interior para o litoral, fiscalizando a circulação das riquezas.


Trecho original da Estrada Real ao lado da rodovia MG 443.

A ideia desde aquele tempo, veja você, era obrigar o pessoal a pagar impostos sobre as mercadorias transportadas. Portanto, a Estrada Real era o caminho oficial sugerido pela Coroa Portuguesa. Quem abrisse outros caminhos ou buscasse rotas alternativas tentando burlar a majestade cometia um crime, daí nasceu o termo “descaminho” – hoje o nosso contrabando. Rá!


Ouro Preto: a Estrada Real ligava a cidade ao porto de Paraty, no Rio de Janeiro.

Nós fizemos o trajeto todo de carro, mas a Estrada Real – atualmente um enorme projeto turístico – pode ser percorrida de bicicleta, a cavalo ou a pé. Existe até um roteiro detalhado feito pelo Instituto Estrada Real que ajuda você a montar todo o itinerário (com dicas de paradas, hospedagem e alimentação) de acordo com o interesse de cada um. Originalmente, o caminho ligava Ouro Preto (antiga Villa Rica) ao porto de Paraty, no Rio de Janeiro. Depois, outros canais de escoamento foram abertos, gerando quatro rotas oficiais: Caminho dos Diamantes, Caminho Velho, Caminho Novo e Caminho do Sabarabuçu.


Nosso roteiro: A- Ouro Preto, B- Ouro Branco, C- Congonhas, D- Entre Rios, E- Lagoa Dourada, F- Resende Costa, G- Coronel Xavier Chaves, H- Prados (Bichinho), I- Tiradentes e J- São João del Rei.


Ruínas de pontes do século 18: resquícios do Brasil Colônia na Estrada Real.

Optei por percorrer uma pequena parte do Caminho Velho – composto por 38 municípios. Como o próprio nome diz é o trecho mais antigo da estrada. Saindo de Ouro Preto – a cidade mais importante do barroco mineiro e carro-chefe da Estrada Real – em direção a São João del Rei você passa pelas principais cidadezinhas dessa via. Já no início da viagem – sentido Ouro Branco, pela MG 443 – uma estradinha sinuosa revela uma bonita vista da serra e do Pico Itacolomy. Neste acanhado pedaço do passeio já é possível visualizar parte da Estrada Real original, com pontes de pedras sobrepostas.

Fizemos um pequeno desvio para conhecer Congonhas (a 55 quilômetros de Ouro Preto), cidade que abriga uma das obras mestras de Aleijadinho – Os 12 Profetas, na Basílica do Bom Jesus de Matosinhos – trabalho considerado Patrimônio da Humanidade. Congonhas, além do enorme valor artístico, faz parte do circuito da Estrada Real por ser ponto de parada (com certa infraestrutura) principalmente para quem está a pé ou de bicicleta.


Café com Prosa, em Entre Rios: local de parada para degustar pão de queijo com linguiça.

De Congonhas pegamos a BR 383 e partimos em direção ao município de Entre Rios, para comer o melhor pão de queijo com lingüiça do Brasil. O local, chamado Café com Prosa, está na beira da estrada – bem fácil de localizar. O cafezinho é gratuito! Todo o trajeto está sinalizado com totens indicativos, uma espécie de Caminho de Santiago aos moldes tupiniquins.


Totens na Estrada Real: marcadores oficiais do caminho ajudam o viajante a se localizar.

Seguindo pela BR 383, a 30 quilômetros de Entre Rios, você chega à simpática Lagoa Dourada – cidade conhecida por ter criado o legítimo rocambole. A Estrada Real corta o município bem na área urbana. Não vai ser difícil encontrar uma padaria ou mercearia para provar esta iguaria. Muitos estabelecimentos, inclusive, oferecem embalagens para viagem. Aproveite para tirar foto desta fofa igrejinha azul, logo na saída da cidade.


Lagoa Dourada: o legítimo rocambole do Brasil está na Estrada Real.

Mais adiante, saindo um pouquinho da BR 383 (siga as placas) e por isso mesmo menos conhecida pelos turistas, está Resende Costa – vilarejo que antigamente era parada obrigatória dos tropeiros que percorriam os caminhos reais. A tradição do tear, técnica de tecelagem, foi mantida e hoje a cidade é referência na produção de tapetes, colchas e cortinas – o que a tornou referência no artesanato têxtil. Ao entrar em Resende Costa você já vai ver um colorido adorável nas janelas das casas e nas fachadas das lojas. Não espere por pechinchas, mas por preços justos com a melhor qualidade!


Tear em Resende Costa: tradição do século 18 mantida até hoje.

De volta à estrada principal, a 29 quilômetros de Resende Costa, está o município Cel. Xavier Chaves (que não consegui visitar), onde fica o mais antigo engenho de cachaça em atividade do Brasil. O Engenho Boa Vista – tocado por Rubens Chaves, bisneto do coronel que dá nome à cidade – produz a cachaça Século XVII, que só é vendida no local. Eventualmente, Seo Rubens promove uma degustação aos sábados, das 10h às 12h. As visitas devem ser agendadas pelo telefone (32) 3357.1238.


Bichinho: um improvável vilarejo na Estrada Real produz o melhor artesanato de Minas.

A Estrada Real é formada por 177 municípios (162 só em Minas Gerais, os outros estão entre Rio de Janeiro e São Paulo). É possível reunir, ao longo do caminho, todos os tipos de atrativos como construções coloniais, cachoeiras, boa culinária, igrejas, além de rico e bem elaborado artesanato. Aliás, um dos maiores polos do artesanato brasileiro está aqui, no município de Prados, onde fica o distrito de Vitoriano Veloso – conhecido popularmente como Bichinho. Trata-se do pedaço de chão mais inventivo do Brasil. Diversos artesãos que começaram produzindo e comercializando seus produtos na região já ganharam fama internacional. Foi uma das paradas mais vibrantes, na minha opinião.


Tiradentes: cidade vedete da Estrada Real.


Chico Doceiro: personagem de Tiradentes.

A oito quilômetros de Bichinho, está a atual vedete da Estrada Real: Tiradentes. De desbotada vila colonial a atual polo gastronômico não foi exatamente um pulo. Há anos Tiradentes vem construindo fama com seu casario preservado e atmosfera acolhedora. A cidade merece, pelo menos, uns três dias. Existem diversos passeios que incluem natureza, história e, principalmente, a boa comida mineira. A sobremesa está sempre garantida no Chico Doceiro, um querido personagem da cidade e seus canudinhos de doce de leite. A gente até elaborou um guia completo sobre Tiradentes para você aproveitar ao máximo sua passagem por aqui.


São João del Rei: descanso e arquitetura na Estrada Real.

Do ladinho de Tiradentes está São João del Rei, uma cidade que era para ser bem mais conhecida e visitada se não tivesse sido, de certa forma, ofuscada pela vizinha Tiradentes. Mas São João del Rei tem uma charme especial, chega a lembrar aquelas cidadezinhas do interior de Portugal, com várias construções coloniais, praças e igrejas – entre elas a de São Francisco de Assis, tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Sem contar que São João del Rei é a única da América Latina a produzir estanho. São mais de 10 fábricas de manufatura do metal.

Considero a Estrada Real um produto turístico perfeito: desenvolve parte importantíssima da história brasileira, promove experiências únicas e inesquecíveis para o viajante (onde mais você encontra este pão de queijo com lingüiça caseira?), ajuda a capacitar os profissionais envolvidos no projeto e cria novas oportunidades de negócios em cidadezinhas até então esquecidas. É o tipo de viagem que preenche todas as lacunas necessárias para um passeio risonho e bem produtivo.

Leia também:

Ouro Preto
Mariana
Tiradentes
Bichinho
Congonhas
Entre Rios
Lagoa Dourada
São João del Rei

Fotos: Raul Mattar

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Flor de Lótus: a mais completa loja de doces mineiros em Tiradentes

No caminho entre a pousada onde me hospedei e o centrinho de Tiradentes encontrei a mais completa loja de doces da cidade. Não posso dizer que é a melhor – porque a gente tem ainda o fabuloso Chico Doceiro por lá – mas, inegavelmente, deve ser uma das maiores do estado.

Na loja Flor de Lótus são dezenas de prateleiras forradas com compotas: figo, goiabada, doce de leite, nata, abóbora, laranja e mais uma infinidade de cachaças, biscoitinhos, queijos, geleias e licores. As opções são muitos e os preços, justos!

Evidente que quanto mais raro – ou artesanal – o produto, mais se cobra por isso. É o caso da cachaça Piragibana, eleita a melhor do Brasil. De produção limitada, essa cachaça é líder em tempo de envelhecimento: até 22 anos em tonéis de carvalho. O preço da garrafa de 600 ml? Módicos R$ 240 reais. Rá!

A lojinha, além de propiciar um agradável passeio entre os sabores de Minas, também serve como referência na hora de levar para casa essas delícias regionais elaboradas à perfeição.

SERVIÇO:

Flor de Lótus
Rua Min Gabriel Passos, nº 80 | Tiradentes-MG
Tel. (32) 3355-1445

Fotos: Raul Mattar

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Lagoa Dourada: terra do legítimo rocambole

Em Lagoa Dourada todo mundo passa o dia enrolando. Literalmente. A cidade mineira é conhecida como a capital mundial do rocambole. Nem é preciso procurar muito. Como a Estrada Real corta o município bem na área urbana vai ser fácil encontrar o doce pitéu. As lojas que vendem toda a sorte e tipos de rocambole estão uma ao lado da outra à margem da BR 383 – a principal avenida da cidade. Difícil mesmo é saber qual é o “legítimo” ou o “autêntico”. Todo mundo coloca uma plaquinha na porta chamando para “o verdadeiro” rocambole de Lagoa Dourada.

Lagoa Dourada faz parte do Circuito Trilha dos Inconfidentes – um dos inteligentes produtos turísticos oferecidos pelo estado de Minas Gerais. Fica a 30 quilômetros do município de Entre Rios, onde a gente fez uma paradinha no Café com Prosa para comer o melhor pão de queijo com linguiça caseira do Brasil. (Apesar de eu ser meio hiperbólica, não é exagero.)

Estávamos aqui, então, para a sobremesa. Fomos direto onde a história começou, na loja O Legítimo Rocambole. A receita é passada de pai para filho há gerações. Reza a lenda que a batedeira onde a massa é preparada é a mesma há mais de 100 anos! Não vi a engenhoca trabalhando, mas ela estava lá - porque eu pedi para ver e fotografar! Hohohoho!

Há várias recheios: nozes, brigadeiro, goiabada, doce de leite, entre outros. Experimentamos o de goiabada (muuuuito doce, mas com uma massa de derreter na boca) e o de doce de leite – mais equilibrado, adorei! Dica: caso não queira comer na hora, há embalagens para levar para casa. E se você estiver em Tiradentes não é necessário vir até aqui, porque há uma filial em São João del Rei, na BR 265, trevo do Elói. Mas como experiência de viagem a visita à matriz vai ser mais interessante!

Já me despedindo da cidade, ali mesmo ao lado dos rocamboles, uma linda igrejinha azul (Igreja de Nossa Senhora do Rosário) para consagrar minha feliz passagem por Lagoa Dourada – mais um bem resolvido trecho da Estrada Real.

SERVIÇO

O Legítmo Rocambole

Lagoa Dourada (matriz)
Rua Miguel Youssef, 38, Centro |  46 km de Tiradentes e 74 km de Congonhas
Tel. (32) 3363.1538

São João del Rei (filial)
BR 265, nº 245
Tel. (32) 3372.1925

Leia também

Café com Prosa: o melhor pão de queijo com linguiça da Estrada Real 

Lagoa Dourada combina com

Tiradentes

Ouro Preto

Mariana

Fotos: Raul Mattar

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Café com Prosa: o melhor pão de queijo com linguiça da Estrada Real

Quando você percorrer as Cidades Históricas de Minas Gerais provavelmente boa parte do seu roteiro se dará pelos caminhos da Estrada Real . Trata-se de um destino turístico com quase 1600 quilômetros de vias que refazem o caminho do ouro, preservam o patrimônio e destacam a história do estado.

Vínhamos de Ouro Preto em direção à Tiradentes, um dos principais trechos do complexo implantado pela Estrada Real. No meio do percurso, uma instituição: o Café com Prosa, um fofo restaurantinho de beira de estrada – no município de Entre Rios – super charmoso e com o melhor pão de queijo com linguiça do Brasil.

Pela foto você já dever ter percebido de que não se trata de um pãozinho de queijo qualquer. Na verdade é um pãozão! E a linguiça - caseira - é temperada com ervas finas desidratadas. O acepipe custa R$ 5,90. Cafezinho… gratuito!

O lugar tem ainda buffet de comida mineira feita no fogão à lenha (R$ 29,90 o quilo – negociável se estiver em grupo), vendinha com artesanato e doces típicos da região e um quintal que dá para uma enorme fazenda cheia de animais. A parada arrebata adultos e fascina crianças, ou seja, pacote completo.

SERVIÇO

Café com Prosa 
Local: BR-383 – KM 38,5 | Entre Rios – MG | 70 km de Tiradentes e 80 km de Ouro Preto.
Tel. (31) 3751-4010 ou  3751-4013

Leia tudo o que a gente já falou sobre:

Tiradentes

Ouro Preto

Mariana

Fotos: Raul Mattar

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terça-feira, 29 de março de 2011

Os museus de Tiradentes

Não era exatamente meu foco fazer visitas concentradas aos museus de Tiradentes. Mas tinha especial interesse no Museu Padre Toledo, sede de muitas reuniões da Inconfidência Mineira. O próprio Padre Toledo era um dos inconfidentes. O museu, que antigamente era também a casa do padre, é considerado a construção com maior número de pinturas de teto em Minas Gerais. Detalhe: quando fui, chuif, estava fechado para restauro e a reabertura está prevista para julho de 2011.  

Outros museus de interesse em Tiradentes

Museu de Arte Sacra | Localizado na antiga cadeia da cidade, em frente à Igreja N. S. do Rosário. Coleção pequena, com poucas peças. Visitas diárias, das 12h às 17h.
Museu do Automóvel | Reúne 48 automóveis antigos e restaurados. Fica na Estrada para Bichinho. Entrada: R$ 8.

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Tiradentes: roteiro para uma viagem bem sucedida  

Chafariz de São José: construção histórica enigmática 

Matriz de Santo Antônio: a preferida
 
Foto: Matraca’s Image Bank
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terça-feira, 22 de março de 2011

Passeio de Maria Fumaça: de Tiradentes a São João del Rei

Menos mal que você não é como eu que só gosta de turismo histórico. Se fosse assim, não haveria espaço para os rapels e tirolesas da vida. Por outro lado, ainda bem que eu não sou como você que adora uma praia. Se fosse assim, coitados dos museus e das igrejas.

Todo este preâmbulo para dizer que a famigerada frase gosto não se discute se aplica bem ao Passeio de Maria Fumaça de Tiradentes.  Veja, se você me perguntar se deve ou não fazê-lo, eu provavelmente diria que sim. É melhor experimentar e poder dizer o que achou, do que se lamentar por não ter ido. Posto isto, declaro: foi chato. Mas você não é obrigado a concordar comigo.

A princípio é tudo muito bonitinho: o embarque se dá numa pequena estação do século 19. Bem em frente à construção histórica fica a “rotunda”, onde um mecanismo permite que a locomotiva inverta sua posição na linha férrea para voltar a São João Del Rei. A tecnologia é bem interessante. Mas você não precisa pagar pelo passeio para assistir o procedimento. É só se aprochegar à estação nos horários de saída do trem.  


No mais, a paisagem é monótona (tá, eu peguei um dia nublado) e não tem guia a bordo (não que fosse necessário, mas ter alguém dando algumas informações históricas ou curiosas, sempre cai bem. Acho que fiquei mal acostumada com a viagem de trem pela Serra do Mar). Até porque não estamos falando de um passeio exatamente baratim, baratim. O trem percorre 14 quilômetros, distância entre Tiradentes e São João Del Rei, durante 40 minutos. Margeia a Serra São José e o Rio das Mortes. Mas boa parte do trajeto se dá em áreas urbanas.  

Vá se…

Nunca fez nenhum passeio de trem na vida.
Esteja acompanhado com crianças; elas certamente vão adorar.
Não tem problemas com aglomerações.  

Não vá se…

Já fez qualquer outro passeio de trem.
Sua expectativa é encontrar paisagens deslumbrantes.
Odeia muvuca.  

Dica úteis

1. Como os horários de retorno não ajudam muito, caso queira passar o dia em São João Del Rei volte de táxi. A corrida fica em torno de R$ 20,00.
2. Compre os tickets com antecedência. Fui num feriado e vi muita gente que não conseguiu fazer o percurso porque os tickets haviam se esgotado.  

SERVIÇO  

Local: Estação Ferroviária (Rua Hermílio Alves, 366) Tiradentes, MG
Tel.: (32) 3371.8485
Horário de saídas de Tiradentes: sexta, sábado, domingo e feriados nacionais – às 13h e às 17h.
Horário de saída de São João Del Rei: sexta, sábado, domingo e feriados nacionais – às 10h e às 15h
Valor: R$ 30 (ida e volta). Crianças de 6 a 10 anos pagam R$ 15.  

Fotos: Raul Mattar  

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Passeio de Jardineira: os causos de Tiradentes  

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Páginas:123
MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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