Silvia Oliveira

Foz do Iguaçu

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Puerto Iguazu | La Aripuca: espaço verde e preservação ambiental criativa em Misiones, Argentina

la aripuca puerto iguazu como llegar

O lado argentino das Cataratas me surpreende toda vez. Além dos restaurantes recomendadíssimos em Puerto Iguazu (que faz divisa com Foz), a cidade tem diversos lugares para visitar que vão além das quedas da Garganta do Diabo.

la aripuca puerto iguazu

Na minha última viagem para lá conheci o La Aripuca, um pequeno parque eco-turístico de gigantes construções. São quatro áreas de visitação: La Aripuca, Tacurú,  El Yateí e Cucurucho. A principal obra é justamente a “La Aripuca” (a arapuca em português), uma réplica monumental dessa típica “armadilha” de caça dos povos guaranis.

la aripuca puerto iguazu turismo

Troncos de 30 espécies nativas da região resgatados do desmatamento ilegal dão forma à construção de 17 metros de altura e 500 toneladas. O local abriga aulas ambientais, exposições e shows típicos.

la aripuca puerto iguazu como chegar

O projeto nasceu do sonho do casal argentino Otto Waidelich e Irma Sommerfeld. Com as três filhas ainda pequenas, eles começaram a imaginar um local que pudesse criar maior consciência sobre os recursos naturais, preservar o meio ambiente e divulgar as tradições indígenas da província de Misiones, onde fica Puerto Iguazu.

la aripuca puerto iguazu artesanato indigena

la aripuca puerto iguazu moveis

O empreendimento também conta com outras áreas de visitação e compras. Há um espaço para venda de artesanías indígenas e outro, o Tacurú, totalmente dedicados aos móveis de madeira (raízes de cedro resgatadas) e artesanato de diferentes lugares da argentina como artigos em lã, couro e pedras preciosas.

la aripuca puerto iguazu artesanato

la aripuca puerto iguazu  souvenir

O El Yateí é uma loja de artesanato de pequenos produtores locais. O nome faz uma referência à abelha jataí (yateí em espanhol), uma abelhinha típica da selva missioneira que produz mel com altas propriedades terapêuticas.

O local retrata uma antiga casa de colonos da região com detalhes arquitetônicos interessantes como a distância do solo para evitar a umidade. Existem várias opções de souvenir. São peças de folha de palmeira, sementes, linhas e pequenas “aripucas” para decoração.

la aripuca puerto iguazu sorvete erva mate

O Cucurucho (casquinha de sorvete em português) é um quiosque feito com madeira de Ibirá Pita e teto de palha. Vende sucos, lanches, empanadas e sorvetes. Prove o de erva-mate com pétalas de Rosella, uma flor que lembra o hibisco. É forte e de sabor marcante. Não lembro exatamente quanto paguei, mas acho que foi em torno de R$ 5.

la aripuca puerto iguazu abundancia medicinales

O La Aripuca tem, ainda, uma farmacinha com produtos feitos à base de ervas medicinais, um restaurante (que funciona na hora do almoço) e uma capelinha todinha feita em madeira. O passeio começa assim: você compra a entrada e logo é conduzido por um guia (em espanhol) até à La Aripuca.

la aripuca puerto iguazu igrejinha capilla

la aripuca puerto iguazu como visitar

São cinco minutos de informações e depois a gente está livre para percorrer a área sozinha. A visita dura em torno de uma hora. O combo área-verde-história-com-sorvete costuma agradar em cheio às famílias com crianças. 😀

SERVIÇO

La Aripuca | www.aripuca.com.ar

Local: Ruta 12 Km 4 1/2 | Puerto Iguazu | Misiones

Tel. +54 (03757) 423-488

Horário: todo os dias, 9h às 18h

Entrada: 70 pesos (ou R$ 20). Em todos os lugares do empreendimento aceitam dólares e reais. Mas é melhor pagar em pesos argentino, para evitar defasagem no troco (quase sempre em pesos).

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Fotos: Sílvia Oliveira | Todos os direitos reservados. ©

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Iguassu Resort: hospedagem luxo em Foz do Iguaçu (sem ir à bancarrota)!

Iguassu Resort  Hospedagem perto das Cataratas Foz

Silvia Oliveira e sua incrível capacidade de repetir destinos. Essa sou eu. No mês passado revisitei Foz do Iguaçu pela quarta vez. Eu poderia até colocar a culpa no blog: “fui a trabalho”. Mas a proposta era descansar e fazer passeios básicos (meus pais, que foram juntos, ainda não conheciam a cidade) num dos destinos mais incríveis do Brasil.

Iguassu Resort  Apartamentos com Piscina

Depois de me hospedar nos ótimos hotéis Nadai e Bella Itália e no econômico e simpRão Villa Canoas (todos no centro de Foz), desta vez optamos por uma hospedagem mais chiquetê, cheia de lero-lero. Sabe aquele seu momento emergente? Então, era o nosso.

Ficamos no Iguassu Resort, da rede GJP. Entre os hotéis de alto nível de Foz, o Iguassu Resort é o mais novo, com nota mais alta no Booking.com (9,1) e o que apresentava melhor custo-benefício para nós.

Iguassu Resort  Foz do Iguacu Como chegar

Reserva | Pelo Booking.com. O sistema não cobra taxa de reserva e tem cancelamento grátis para a maioria dos quartos. Inclusive este! Você coloca um cartão para garantir a reserva, mas o pagamento, no caso desta hospedagem, é no local. Você também pode fazer a reserva diretamente com o resort, mas o valor da diária é o mesmo. Prefiro a praticidade do Booking

Matraqueando Instagram

Iguassu Resort  Quartos

O quarto | Ficamos no Quarto Duplo Premium, indicado para um casal com filhos. Vem com duas camas de casal. O quarto é novo, amplo e apresenta decoração sofisticada. Oferece todas as comodidades esperadas num resort deste padrão como ar-condicionado, secador de cabelo, amenities fofíssimos, TV de tela plana com canais a cabo e frigobar. Veja mais fotos dos quartos aqui.

Wi-fi | Excelente e está incluído no valor da diária.

Iguassu Resort Meia Pensao Foz do Iguacu

Localização | Está a cinco quilômetros do Parque Nacional do Iguaçu e a quatro de Puerto Iguazu (cidade porta de entrada para o lado argentino das cataratas). Fica entre o centro da cidade e o aeroporto, localizado a 15 minutos do resort. Não existe nada no entorno, a não ser outros hotéis, mas quase tudo de que você precisa estará dentro do complexo.

Igussu Resort Restaurantes

Check-in | Rápido e gentil.

Check-out | Permitiram o check-out later (a diária vencia às 12h e nos deixaram sair às 15h). Aceita todos os cartões.

Atendimento | Ultrassimpático. (Sacumé, resorts são lugares que o-b-r-i-g-a-m você a se socializar!) 🙂

Iguassu Resort  Hospedagem perto das Cataratas Foz  Restaurante

Vantagem | O resort tem piscina, campo de golfe, quadra de tênis, pesca (meu pai e o Raul foram ao lago, até a vara e a isca o hotel providencia), salão de jogos, jacuzzis particulares em frente aos apartamentos e um Club Kids com atividades o dia inteiro para as crianças. São três restaurantes, incluindo um japonês. Você pode optar por diária com café da manhã (ma-ra-vi-lho-so!) ou meia-pensão (café da manhã e jantar). O complexo é muito grande e alguns apartamentos podem ficar longe da recepção. Para evitar qualquer desconforto oferecem vans e carrinhos de golf que podem levar você para cima e para baixo.

Iguassu Resort  Hospedagem Hall

Desvantagem | O resort em si não apresenta desvantagem alguma. Mas se for sua primeira vez em Foz do Iguaçu talvez compense um hotel mais barato (ou no centro da cidade) porque você passará boa parte do dia nos passeios e atrativos de Foz e, portanto, não aproveitará toda a infraestrutura (ponto alto da hospedagem) que o lugar oferece.

Iguassu Resort  Foz do Iguacu Localizacao

Preço | Quarto Duplo Superior (uma cama de casal) a partir de R$ 368 com café da manhã. O Quarto Duplo Premium (com duas camas de casal, indicado para quem vai com crianças) está a partir de R$ 423 com café da manhã. A diária com meia-pensão custa em torno de R$ 120 a mais. Nós escolhemos a meia-pensão. #MomentoExtravagância :mrgreen:

Serviço

Iguassu Resort

Local: Avenida das Cataratas, 6845 | Foz do Iguaçu

Tel. 0800 600 80 88

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Veja tudo o que já falamos de Foz aqui.

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Pagamos todas as nossas despesas de viagem. Sempre nos hospedamos anonimamente nos hotéis indicados. A proposta é mostrar para você uma resenha íntegra e isenta do lugar . Aqui, você pode confiar!

Disclaimer | Este post contém links para o Booking.com (parceiro comercial do blog) inseridos espontaneamente pela autora.
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Fotos: Sílvia Oliveira | Todos os direitos reservados.©

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sexta-feira, 28 de março de 2014

Roteiro árabe em Foz do Iguaçu

Mesquita Foz do Iguacu Como chegar

Diz aí: quem vai para Foz do Iguaçu e só pensa nos doces árabes feitos por um libanês radicado na cidade? Sim, eu! Sei que é inevitável falar de Foz e não associar o destino às fenomenais cataratas, à colossal Itaipu ou às queridíssimas muambas paraguaias.

Mas agora (voltei pela quarta vez na semana passada) estava curiosa para decifrar o universo salim-habib-fouad. Embora em números gerais Foz do Iguaçu abrigue a segunda maior colônia árabe do Brasil (só perde para São Paulo), a cidade tem, proporcionalmente, a maior comunidade islâmica do país. Facilmente você encontra pelas ruas mulheres usando o Hijab, aquele véu que cobre os cabelos e o colo, típico entre as muçulmanas.

Almanara Doces Arabes Foz do Iguacu como ir

A trajetória da comunidade árabe se confunde tanto com a história de Foz do Iguaçu que no ano passado foi aprovado projeto de lei que instituiu  no município o dia 12 de maio como o Dia Municipal do Povo Muçulmano.

Como não poderia deixar de ser, um dos resultados mais visíveis da influência deste processo migratório se deu na gastronomia. A cidade está cheia de lugares para provar uma autêntica esfiha ou um legítimo sharwarma. Alguns restaurantes oferecem buffet completo com todas aquelas maravilhas da comida árabe.

MESQUITA

Comece o reconhecimento de área pela Mesquita. Trata-se de uma linda construção de 15 metros de altura, toda branca e rodeada de arcos abobados. Internamente tem decoração espartana com várias referências arábicas.

Mesquita Foz do Iguacu

O templo está aberto à visitação pública, mas para conhecer o local é necessário seguir as regras da casa como deixar os sapatos na porta e usar o véu islâmico (neste caso, só as mulheres). O véu é oferecido lá mesmo. A pessoa que nos recebeu foi agradabilíssima e em 30 minutos nos passou várias informações sobre a religião e seus significados.

Mesquita Centro Cultural Islamico Foz do Iguacu

Abre de segunda a sexta, 9h às 11h30 e 14h às 17h30; sábado, 9h às 11h30. Grátis.  É necessário agendar. Rua Meca, 599. Tel. (45) 3573.1123 e (45) 3025.1123.

ALMANARA DOCERIA ÁRABE

Lembra dos doces que eu mencionei lá no primeiro parágrafo? Estão aqui. Quando o Raul esteve em Foz no ano passado a trabalho (e produziu aquele ótimo post do Templo Budista para nós) ele também foi à Mesquita e acabou conhecendo, sem querer, a Almanara. Os elogios foram tantos (o Raul também é descendente de árabe) que eu não pensava em outra coisa senão provar os tais acepipes do brimo.

Almanara Doces Arabes Foz do Iguacu precos

A doceria fica bem em frente à mesquita, é só atravessar a rua. O libanês Bayan Abdulbaki, dono do local, já virou celebridade em Foz do Iguaçu, tudo por conta do tal quitute que derrete na boca, feitos diariamente.

São folhados (chamados de baklavas) com castanha de caju, amêndoa, tâmara, pistache e — pAra tudo — um bolo de açafrão que me faz chorar de saudades todos o dias.

Almanara Doces Arabes Foz do Iguacu

A produção dos doces começou com o bisavô de Bayan que há mais de 100 anos construiu um forno onde vivia no Líbano. A receita secreta foi passada de geração em geração. A doceria Almanara é um local simples, sem decoração ou móveis design.

Almanara Doces Arabes Foz do Iguacu Localizacao

O luxo aqui está na vitrine e na simpatia do Bayan (no caixa atendendo os clientes), que acompanha de perto a produção e até hoje coloca a mão da massa. Os doces são vendidos por quilo e o preço varia de acordo com o sabor escolhido (R$ 45 a R$ 75 o quilo).

Mas como são doces leves você enche a bandeja gastando pouco. Nós compramos 14 docinhos para levar (incluindo os bolos) e a conta ficou em módicos R$ 15.

Rua Meca, 642. Tel. (45) 3522.3043. Funciona todos os dias, 7h30 às 20h. Quando os doces acabam, a doceria pode fechar mais cedo. Ligue antes de ir. (Há outra unidade bem no centro, na Rua Bartolomeu Gusmão, 615. Mas está em reforma, no momento).

CASTELO LIBANÊS

A três quadras da Mesquista tivemos uma das nossas melhores experiências gastronômicas na cidade. (Obrigada pela dica, Garon!) Não é difícil a gente amar a comida árabe, é uma das nossas preferidas. Mas o Castelo Libanês nos ofereceu um ambiente acolhedor e um prato mais delicioso que o outro.

Castelo Libanes Foz do Iguacu

O local conta ainda com açougue e um forno para assar os pães. Todas as carnes servidas no restaurante são preparadas conforme orienta a religião islâmica: todo o sangue do animal é retirado após o abate.

Castelo Libanes Localizacao

No almoço o serviço é à la carte. E os preços são muito atrativos: pasta de homos (R$ 12), pasta de berinjela (R$ 12), charuto com folha de uva (R$ 14 – 12 unidades), kibe frito (R$ 12 – 6 unidades), prato mix com dois espetinhos de kafta, dois de carne e dois de frango (R$ 30) e shawarma (R$ 16 – enorme, dá para duas pessoas). O cardápio é extenso.

Castelo Libanes Comida arabe Foz do Iguacu

Nos estávamos em cinco pessoas (quatro adultos e uma criança – viajei com meus pais) e nossa conta não chegou a R$ 100 (para os cinco!), incluindo bebida e taxa de serviço!!! Já no jantar o sistema é self-service e o valor é de R$ 50 por pessoa para comer à vontade.

Rua Vinícius de Morais, 520 – Jardim Central. Tel. (45) 3526-1218. Funciona de terça a domingo, 12h às 22h.

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Fotos: Sílvia Oliveira

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domingo, 11 de agosto de 2013

Templo Budista de Foz do Iguaçu | Por Raul Mattar

Ele voltou, Matraquetes! Depois do ótimo relato sobre o Salão do Automóvel de Buenos Aires, nosso fotógrafis oficial traz mais uma belo artigo para o brogue. Aaah, mas vocês precisam ver o parto que foi para que o rapaz me fizesse uma mísera pauta em Foz do Iguaçu. Já está impondo condições (virou estrela), acha? Mas como lá em casa a última palavra é sempre a dele — sim, querida! — eis que vocês podem saborear mais este post da linda Foz do Iguaçu.

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Texto e fotos | Raul Mattar

Templo Budista Foz do Iguacu Como ir

Eu disse. Avisei lá no primeiro capítulo. A gente, na maior boa vontade, oferece um dedo e a pessoa já quer o braço inteiro. Foi só dar uma pequena contribuição ao blog que a dona da bagaça não pensou duas vezes em me transformar no primeiro (in)voluntário do Matraqueando. #QueroMeuCachê

No mês passado fui a trabalho a Foz do Iguaçu. Fiquei três dias. Mas saí de casa com tantas sugestões de pauta que nem se eu ficasse um mês daria conta. “Ah, sedertempo visitetrêsrestaurantes váaotemplobudista façaomacucosafari  tirefotosdamesquita queroreviewhotel prometoquedoucréditosnofinal.” o.O

Templo Budista Foz do Iguacu Guardioes

Com uma coisa tenho que concordar, dificilmente a Sílvia mete a gente em fria quando se trata de lugares para conhecer. As viagens que estamos fazendo pelo Brasil, por exemplo, têm sido fantásticas.

E eu não teria conhecido um terço de algumas maravilhas nacionais como João Pessoa e o Cânion do Xingó — só para citar alguns destinos — se não fossem pelas indicações dela. [Nota da redação: #ParágrafoNãoPatrocinado]

Templo Budista Foz do Iguacu Fotos

Bom, aceitei fazer o Templo Budista. O Matraqueando tem uma série bem completa sobre Foz do Iguaçu, mas ainda não conhecíamos este lugar, considerado o segundo maior templo budista da América Latina. (O maior é o Templo Zulai, em Cotia, no estado de São Paulo. O blog Turismo Backpacker esteve lá, veja o relato aqui.)

Templo Budista Foz do Iguacu Buda 1

Como era de se esperar, o lugar é calmo, ordenado e cheio de ângulos para fotógrafo algum botar defeito. O que bem descreve o Templo Budista de Foz do Iguaçu é “um lugar mágico”.

Templo Budista Foz do Iguacu Buda  Mi la Pu-San

Esta foi a primeira expressão que me veio à cabeça, mas fui cortado pela editora. “É muito clichê, Raul!” (Ainda tem isso, a humilhação de ter que submeter TRÊS vezes o texto para a moça revisar.) #QueroMeuCachê2

Mas veja se eu não estou certo. O templo fica na parte alta da cidade,  com vista privilegiada do centro de Foz do Iguaçu (e de parte de Ciudad del Este). São 120 estátuas espalhadas pelo local, 108 delas com 2,5 metros de altura milimetricamente distribuídas e alinhadas em direção ao pôr do sol.

Templo Budista Foz do Iguacu 108 estatuas budas 02

Templo Budista Foz do Iguacu 108 estatuas budas 01

Templo Budista Foz do Iguacu 108 estatuas

Cada uma representa um buda, um monge que alcançou a iluminação. (Olha, vou ficar devendo a explicação tim tim por tim tim de todos os significados do budismo ali dentro, mas cada estátua tem uma história para contar).

Templo Budista Foz do Iguacu Mi la Pu San 2

O famoso “buda sentado”, aquele que a gente tem vontade de passar a mão na barriga para trazer dinheiro (nem sei se isso é da tradição deles ou se é só uma heresia da nossa parte), tem lugar de destaque no templo.

Templo Budista Foz do Iguacu Jardins

Uma enorme réplica dourada de sete metros de altura de Mi La Pu-San traz um confortável sorriso ao lugar. Historicamente falando o templo é novo. Foi inaugurado em 1996 por comunidades chinesas que vivem naquela região de fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Templo Budista Foz do Iguacu Buda detalhe

Templo Budista Foz do Iguacu Buda Deitado

Templo Budista Foz do Iguacu Buda Deitado Dupla

Além do Mi La Pu-San o templo abriga outras estátuas colossais, cada uma representando uma virtude. O Boddhisattva Manjushri representa a sabedoria enquanto o Buda Shakyamuni — um personagem histórico que abandonou a riqueza em busca da iluminação — aparece refestelado (a postura deitada reflete a paz de espírito após a ascensão) em frente ao templo.

DSC04795

Templo Budista Foz do Iguacu Casa do Mestre

Já a Casa do Mestre, o templo em si, é o local principal de orações. Tem mais de 2 mil metros quadrados. Lá dentro não é permitido fotografar. (Mas depois de tudo o que a gente vê lá fora, não dá nem para reclamar!)

Templo Budista Foz do Iguacu Trio 2

O lugar é silencioso e harmônico. Não combina com afobação. Mesmo sendo um passeio de uma hora, uma hora e meia no máximo, o ideal é ir com tempo. É para relaxar, meditar e interiorizar um pouco.

Templo Budista Foz do Iguacu Budas Por do Sol

Acho que quem é budista aproveita profundamente o local, já quem está ali com interesse turístico, como eu, sai — mesmo assim — sentindo-se abençoado.

Templo Budista Foz do Iguacu Como chegar 01

SERVIÇO

Templo Budista de Foz do Iguaçu
Local: Rua Dr. Josivalter Vila Nova, 99 (esquina com a rua Antonio Cezar Cabral) – Jardim Califórnia
Tel.: (45) 3524-5566
Horário: terça a sábado, 9h às 17h e domingo, 10h às 15h.
Entrada: gratuita
Como chegar: pegue o ônibus nº 103 no terminal do centro. O coletivo passa, mais ou menos, de 40 em 40 minutos e leva uns 35 minutos para chegar ao templo. O ponto onde você vai descer fica a uns 200 metros da entrada. A passagem custa R$ 2,85. Quem for de carro deve pegar sentido Itaipu. Depois é só ler as placas. Há estacionamento gratuito.

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Texto e fotos: Raul Mattar | Instagram –> @raulmattar

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Itaipu: special visitation tour | Foz do Iguaçu

By Sílvia Oliveira

Call me crazy, but when I return to Foz do Iguassu I don’t plan to visit the Falls again. I’ve already visited both sides, I’ve spent a long time there, I’ve made the panoramic helicopter flight and, everything I wanted to see, I’ve seen. I want to go back to Itaipu to take a few tours that I was unable to take last time, such as the Ecomuseum, the Bella Vista Biological Reserve and the 10-kilometre Spawning Channel.

I know, the Falls are Nature’s gift to us and Macuco Safari is, by all accounts, not to be missed (maybe in my next incarnation). It’s just that I have a genetic defect: great feats of engineering – whether it be for the size, creativity or historic value – cause me great awe and fascination. The Iguassu Falls are inexplicable; but as they are the work of God, I can understand that there is no explanation for them. God is perfect and adores playing these geographical games – just think of what He has already got up to in Patagonia, in the Grand Canyon or in Fernando de Noronha, to name but just a few.

Now, get up close to a construction so millimetrically thought and carried out by beings considered incomplete, needy, unsatisfied and that – so it is said – use only one percent of their own brain… Scary, or what? Imagine, if you will, when they get round to using all the potential the scientists predict they have! In order to understand what the hydroelectric power station once was and is today there are three official tours: the panoramic tour, the special tour and the monumental illumination tour (as well as the institutional tour for research centres and universities).

On the panoramic tour, which lasts an hour and a half, you cover the route by coach, with a bilingual  guide, and see the dam externally. A documentary is shown before the tour starts, then the visitor is taken to privileged spots that offer beautiful views and excellent photo opportunities. On the way back, the coach passes over the top of the dam, revealing a different angle of the spillway: on one side the Parana River, on the other the immense Itaipu reservoir which supplies the power station) and in the background, the city of Foz do Iguassu.

The special tour – which I took – takes you inside the dam. The coach also has a bilingual guide and water onboard. There are seven stops. At the first, you have a panoramic view of the dam and the spillway, as well as the chance to gaze appreciatingly at the ceramic-tiled panel by the Parana artist Poty Lazzarotto that depicts scenes from the construction of Itaipu. Once inside the construction, you are very close to the  conduits – ENORMOUS white tubes – through which pass up to 700 thousand litres of water per minute (half the entire flow of the Falls in each of them!).

At the fourth stop, you come to the equipment that keeps the power station operating. You are not  allowed to stay here for more than three minutes because of the extremely high noise levels. The visit is so quick it seems surreal. Feeling Itaipu’s uninterrupted pulsation below your feet gives you the sensation that you are in a science fiction film. As you approach the central control room – where technicians  control everything via computers and electronic panels – you seem to be at NASA. I’ve never been to NASA, but I’ve seen plenty of films and I know exactly what it looks like. You may take as many photographs as you please.

At the end of the tour, you come to the kilometre-long galleries. Here you can see the gigantic covers of the 20 turbines. Each turbine is sufficient to supply a city of 2.5 million inhabitants. As you stand there, you remember the story from the documentary that was shown at the beginning of the tour. Construction of Itaipu – which is Tupi for “rock that sings” – started in 1973. At the height of the works, five years later, more than seven thousand cubic metres of concrete, the equivalent of a ten-storey building, were poured per hour. At the peak of the dam’s construction, more than 40 thousand workers were mobilised. When the sluice gates of the channel that diverted the Parana River were closed, the engineers believed that it would take three months to fill the reservoir.

However, torrential rains meant that in 14 days the world’s largest hydroelectric dam, in both size and generating capacity, was ready to be activated. In 1982, the spillway’s floodgates were opened, liberating the Parana River’s backed-up waters. There were those who didn’t like it. The city of Guaira lamented the disappearance of the  Sete Quedas falls, flooded by the reservoir. Even today, the city receives royalties from Itaipu for the obliteration of one of the region’s greatest attractions. However, let’s forget the bickering – after all, it’s already been forgotten! Don’t go thinking that when you come here you are going to see the magnificent sight of the spillway’s floodgates open. This only happens once or twice a year, and then only to release all the water not used for generating electricity. Nevertheless, be prepared, for if you are lucky enough to see it, you will witness a flow 40 times superior to that of the Iguassu Falls.

INFORMATION:

Itaipu Binacional | www.turismoitaipu.com.br (site in Portuguese only)

Panoramic Tour
Times:
Daily, with departures at: 8:00 a.m., 9:00 a.m., 10:00 a.m.,1:30 p.m., 2:00 p.m., 3:30 p.m.and 4:00 p.m..
Admission: R$19.00. Students, children between7 and 16 years old and OAPs areeligible for discounts. The tourthat departs from the Paraguayan side is free.

Special Tour
Times:
Daily, with departuresat: 8:00 a.m., 8:30 a.m., 10:00 a.m., 10:30 a.m., 11:00 a.m., 2:00 p.m., 14:30 p.m., 4:00 p.m. and 4:30 p.m.. (The minimum age for this visit is 14 years)
Admission: R$ 50.00. Students and OAPs are eligible for discounts.

Photo: Raul Mattar

Leia este texto em português:
Itaipu: circuito especial

Read more about Foz do Iguaçu:
Tourism: Foz do Iguaçu (by Sílvia Oliveira)
Bird Park (by Sílvia Oliveira)

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Reportagem publicada originalmente na 26º edição do jornal Curitiba In English. Para entender o projeto de internacionalização do Matraqueando, clique aqui.

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Como comprar ingresso on-line para visitar a Itaipu

Cheguei ao site  Itaipu Turismo  quando buscava informações para atualizar um texto sobre Foz do Iguaçu. Antes todos os dados de como fazer turismo na maior hidrelétrica do mundo em geração de energia estavam concentrados no site oficial: www.itaipu.gov.br

Não sei se faz tempo que lançaram o Itaipu Turismo  (nem se ele existia quando estive lá, no ano passado, só fui conhecer o rapaz agora) mas o novo canal de comunicação com o público é excelente e muito fácil de navegar. Traz na capa os principais passeios e permite a compra de ingresso on-line! As atrações estão descritas de forma detalhada.

O site também traz um guia de serviços, com indicações de hospedagem, restaurantes, transporte e agências e possibilita que você monte um roteiro personalizado de acordo com sua disponibilidade na cidade – de 1 a 3 dias. Mais informações: www.turismoitaipu.com.br

Foto: Raul Mattar

Leia também:

 
Read more about Foz do Iguaçu:
 
Foz Do Iguaçu Tourism (by Sílvia Oliveira)
Foz do Iguaçu: Bird Park (by Sílvia Oliveira)
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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Bird Park | Foz do Iguaçu

By Silvia Oliveira

I don’t know about you, but I have the greatest difficulty in telling the difference between a parrot and a macaw, a parakeet and a budgerigar. If I’m not careful, I confuse a swan with a heron! But I’m not as hopeless as I sound. I can recognise a big-beaked toucan or a discrete peacock. I would never have visited Foz do Iguaçu’s Bird Park if it wasn’t in front of the Iguaçu National Park’s Visitors’ Centre. As it is very close to the city’s major attraction, it ends up on the afternoon itinerary – as the majority of people visit the Falls in the morning.

The tour takes, on average, from one to two hours, depending on your pace. Admission is not cheap. But the organisation that administers the attraction points out as soon as you arrive: “we are a private company and we need your help to keep the park open”. Anyway, I have to say that that the project is well-executed. It really seems that you are lost in the depths of some native forest.

You are instructed to neither feed the birds, nor shout, nor talk loudly, nor to run. The trail is very easy to follow – you don’t need a guide, everything is well-signposted – and brings the visitor into very close contact with the animals. In some parts of the  trajectory you enter vast aviaries where you share space with the toucans and macaws that live there… as free as a bird, so to speak! They apear to be docile and like to play with tourists’ belongings, such as necklaces, keys, glasses and hats!

The idea of the aviaries is to try to reproduce some of the natural Brazilian habitats, such as the Pantanal.  There are more than a thousand animals, for the most part birds, of both indigenous and exotic species. But you will also find caiman, butterflies, tamarins and even an iguana. Something caught my attention in the area dedicated to flamingos: several mirrors scattered around them.

Flamingos are used to living and reproducing in bands of hundreds or thousands. As there are only 20 or so in the park, the mirrors were put into place so that the thin-legged darlings would feel more protected. Freudian philosophy if ever I saw it! The Bird Park is as colourful as “Carnaval”, but at a slower, more romantic pace. It is beautiful and tranquil. It has captive breeding programmes and visits guided by biologists. Each species is identified by an explanatory sign with its scientific name and its native region. Endangered species are also given prominence.

The Golden Parakeet (also known as the Golden Conure or Queen of Bavaria Conure), for example, reproduced for the first time in captivity at the Bird Park. To finish up, avoid the use of flash photography as much as possible and do not stray from the trail. At the end of the visit there is a gift-shop in case you feel the need to buy DVDs, books or T-shirts that portray the place. I left there happy and content… even though it still seems almost impossible to me to distinguish a rhea from an ostrich! But that’s just nit-picking…

Photo: Raul Mattar

INFORMATION

Av. das Cataratas, KM 17 (in front of the Iguaçu National Park’s Visitors’ Centre)

Tel.: (45) 3529-8282

Opening hours: Daily, from 8:30 a.m. to 5:30 p.m.

Admission: R$ 18.00

Site: www.parquedasaves.com.br

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Reportagem publicada originalmente na 21º edição do jornal Curitiba In English. Para entender o projeto de internacionalização do Matraqueando, clique aqui.

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quarta-feira, 31 de março de 2010

Tourism: Foz do Iguaçu

by Sílvia Oliveira

I confess… I sinned. A Mortal sin in the heavenly order of daring backpackers, fancy-free foreigners and Brazilians who know the value of their own country. The crime? I went to Niagara Falls in 2004 – when I visited Toronto – but never even thought of the possibility of experiencing Foz do Iguaçu, which is 650 kilometres from my house and, moreover, is the second most visited destination in Brazil, after Rio de Janeiro.

The idea of visiting Foz do Iguaçu, a democratic destination – that blends ecology, engineering and shopping – was full of expectations. Once there, everything was much more, much better and much larger than expected. The arrival at the Visitors’ Centre of the Iguaçu National Park immediately impresses. The structure is of the great European parks and it seems that there are more foreigners than Brazilians there. The Centre’s entrance hall is beautiful, clean and well signposted. It has a souvenir shop and information desk.

We bought our admission tickets – which are priced differently for Brazilians and foreigners – and embarked on one of the colourful buses (decorated with local fauna) which take tourists to the trail closest to the Falls. It is an 11-kilometre, 15-minute ride. When you get off the bus you find out that there are another 1,200 metres and 500 steps until you get there! Onwards you hike down the winding path and the first, not-so-impressive, waterfalls appear. But it does not take long to get very close to the Devil’s Throat, the largest of all the falls and the best known of the city’s views.

Foz do Iguaçu is also home to the world’s biggest hydroelectric dam in terms of energy production, Itaipu. Three thousand years from now, when a new civilisation has taken our place, Itaipu will be to them what the Pyramids of Egypt or the ruins of Machu Picchu are to us today. Without understanding the process or even any idea as to what end such a structure would serve, they will wonder if this perfect, creative and gigantic monument was the result of extraterrestrial intervention or slave labour.

They will surely believe that extraordinary minds and evolved spirits participated in the construction of what would have been one of the largest engineering works of mankind. Because, in fact, only highly-intelligent people charged with a very special mission could have carried out such a monstrous feat. Foz do Iguaçu is perhaps one of the few cities in the world that can unite – in a relatively small demographic area – one of the greatest natural spectacles on Earth with the genius of human creativity. Well worth a visit!

Photo: Raul Mattar

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Reportagem publicada originalmente na 19º edição do jornal Curitiba In English. Para entender o projeto de internacionalização do Matraqueando, clique aqui.

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Foz do Iguaçu | Post-índice

sobrevoo cataratas

Para facilitar o acesso à informação vou, dentro do possível, organizar os destinos mais procurados com uma espécie de post-auto-ajuda.

Para visitar Foz do Iguaçu, leia aqui:

PASSEIOS EM FOZ DO IGUAÇU

Cataratas do Iguaçu

Sobrevoando as Cataratas do Iguaçu
 
Itaipu: circuito especial
Itaipu: iluminação monumental da barragem
Itaipu:mentes brilhantes
Parque das Aves 

COMO ECONOMIZAR NOS PASSEIOS

Passaporte Iguassu

ONDE COMER (OU NÃO)  NO PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU

Restaurante Porto Canoas

COMPRAS NO PARAGUAI

Imigrando para o Paraguai
Estando em Foz, como chegar à Ciudad del Este
Compras no Paraguai: lojas, imposto e chipa

COMPRAS NA ARGENTINA

Compras na Argentina: Duty Free Shop

ONDE FICAR EM FOZ DO IGUAÇU

Hospedagem em Foz do Iguaçu

CURIOSIDADES

Imagens das Cataratas em documentário de 1920

FOZ DO IGUAÇU IN ENGLISH

Tourism: Foz do Iguaçu (by Sílvia Oliveira)
Bird Park (by Sílvia Oliveira)
Itaipu: special visitation tour (by Sílvia Oliveira)

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sábado, 26 de setembro de 2009

Itaipu abre vertedouro após intensas chuvas em Foz

Quando fui à Itaipu em abril não tive a sorte de ver os vertedouros abertos. Geralmente isso acontece entre dezembro e fevereiro – período de chuvas – sem data certa. Tudo depende do nível do lago.Escrevi, então, para a Itaipu e pedi que eles me avisassem quando os vertedouros fossem abertos porque eu gostaria de visitar novamente a hidrelétrica nessa condição. Na semana passada, recebi um e-mail do Cláudio Dalla Benetta, gerente de divisão de imprensa, alertando que o espetáculo começou – como vocês devem ter visto na televisão. Os vertedouros, segundo os técnicos, devem ficar abertos até o dia 30 de setembro.

Buááááá. Pensei que isso fosse acontecer mais para o fim do ano e me programava para um fim de semana em janeiro por lá. Justo agora, atolada de trabalho, não existe a menor chance da gente sair de Curitiba.  Se você não tem noção do que são os vertedouros abertos dá uma olhadinha nesse vídeo. A vazão é 40 (quarenta!) vezes maior do que a das Cataratas do Iguaçu.

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Compras na Argentina: Duty Free Shop
Hospedagem em Foz do Iguaçu
Imagens das Catarats em documentário de 1920
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terça-feira, 30 de junho de 2009

Imperdível: imagens das Cataratas do Iguaçu em documentário de 1920

Por isso que eu a-d-o-r-o o Guilherme  Wojciechowski, correspondente em Foz da rádio Band News e dono do blog Sopa Brasiguaia. Só ele para encontrar este vídeo do cineasta norte-americano Burton Holmes, considerado um dos pioneiros dos documentários. Nas palavras de Wojciechowski:

” … Holmes esteve nas Cataratas do Iguaçu no início da década de 1920, captando imagens que, por sua qualidade e valor histórico, constituem um tesouro para o patrimônio da região.

Em pouco mais de três minutos, o cineasta revela ângulos das quedas d’água em seu estado mais natural, sem que qualquer intervenção humana, como a construção de passarelas, tivesse sido realizada para facilitar a contemplação da paisagem.

Para chegar à Garganta do Diabo, citada no filme como “Punta Imposible”, Holmes e sua equipe utilizaram-se de rústicas e perigosas canoas. O aventureiro percorreu, ainda, os íngremes paredões da margem argentina do rio Iguaçu e chegou à ilha San Martín, registrando imagens das quedas situadas no Brasil. “

 

 

 

Para ver o texto completo no Sopa Brasiguaia, entre aqui.
 
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Hospedagem em Foz do Iguaçu
Imagens das Catarats em documentário de 1920
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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Hospedagem em Foz do Iguaçu

 
 
Se você quer visitar tudo com uma certa mobilidade (a Itaipu está para um lado e as Cataratas para o outro) fique no centro, onde está a maioria dos hotéis 3 e 4 estrelas. Anote:

Hospedagem mão-de-vaca-muquirana

Villa Canoas
É o melhor custo benefício da cidade. Está a duas quadras do terminal de ônibus. E na baixa temporada, quarto de casal sai por R$ 70,00. Apesar de muito econômico, tem pinta de três estrelas ajeitado. A cidade abriga ainda um super hostel, o Paudimar Falls. Tem piscina e cozinha para os hóspedes. Detalhe: fica próximo das cataratas, mas longe de tudo. E o quarto duplo tem o mesmo preço que o Villa Canoas. Nos dormitórios coletivos,  R$ 20,00 por pessoa.

Hospedagem classe-média

Hotel Nadai Confort
Ficamos aqui. Um três estrelas relativamente novo, no centro, ótimo atendimento, quarto amplo e com um café da manhã delicioso. Nós pagamos R$ 110,00 a diária, mas a tarifa balcão pode chegar a R$ 170,00 para casal. Pechinche na baixa temporada.

Momento extravagância chique no úrtimo sonho de consumo

Hotel Cataratas
Fica dentro do Parque Nacional do Iguaçu, em frente a trilha que dá acesso às cataratas a pouco mais de mil metros da Gargante do Diabo. Passou por reforma  e hoje é administrado pelo grupo Orient-Express. O apartamento duplo superior  está a partir de R$ 815,00 – na promoção. Já a suíte cataratas sai a bagatela de R$ 2.135,00. Com café da manhã. hehe.

Foto: Raul Mattar

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Compras na Argentina: Duty Free Shop


Meu espírito até que evoluiu bem nas últimas duas semanas. Fiz trilha ecológica, caminhei ao lado de quatis, tomei banho de catarata, entrei em viveiros cheios de pássaros e fui de ônibus a Ciudad del Este… nesse caso, um calvário digno de ascensão aos céus – em corpo e alma. Mesmo assim, para qualquer mão-de-vaca-muquirana o Paraguai nem chega a ser uma penitência.
 
Ao contrário do Duty Free, em Puerto Iguazu. (Aqui, acredito que desci dois degraus no altar da purificação). Um shoppinzão que entrou na rota de compras para quem vai a Foz. Bonito, limpo, climatizado, banheiros, casa de câmbio e traslado gratuito desde os hotéis centrais do lado brasileiro. Não tem ambulante. E no lugar da chipa paraguaia, empanada argentina. Por R$ 4,00 cada, no único quiosque do lugar. Socorro! Começou o chilique. Quatro reais por uma empanada menor que um pão de queijo?
 
Voltando, sem siricotico, porque eu sou fina. Continuamos passeando por ali. Chocolates, alfajores, azeites, bebidas, óculos, roupas e eletrônicos. Tudo de marca. Com preço de grife. Talvez porque não esteja acostumada a comprar frequentemente esse tipo de coisa no Brasil, me senti na Daslu argentina. E entendemos qual a função do Duty Free: oferecer a comodidade jamais pensada em Ciudad del Este, cobrando muito caro por isso. Como foi construído em uma área entre as aduanas do Brasil e da Argentina, é uma região considerada neutra. Brasileiros possuem livre acesso e são isentos de impostos.

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Rota de compras no Paraguai: lojas, imposto e chipa

Paraguai é Chaco. É Assunção. É Augusto Roa Bastos. É chipa. Tetã Paraguái em guarani. Mas a gente insiste em resumir o país ao nosso perfume importado de cada dia. O que pode ter seu valor. Circular por Ciudad del Este é uma experiencia para poucos viajantes. Uma espécie de expedição científica em que a antropologia seria nossa linha de pesquisa. Antes de prosseguir, clique no video abaixo. Este post merece ser sonorizado. Com vocês… nuestra Perla, hermosa! 

Lugar exótico, história conturbada, com gente simples. Considerado paraíso de compras. Só por isso o Paraguai deveria receber mais turistas do que o Brasil – outro lugar exótico, com história conturbada e gente simples. Mas aqui, lojinha de R$ 1,99 é fichinha se comparada ao universo muambístico da fronteira. Já passou a fase da camisinha musical e do video-cassete. Agora, o carros-chefes são as meias de cano curto da Nike (tem da Puma e da Adidas também) e os aparelhos de DVD. Progresso.

Quem vier a Foz deve reservar uma manhã para passear por aqui. Fuja dos sábados e feriadões. E esteja consciente: camelô é igual em qualquer lugar do mundo. Vende tudo baratinho, mas a garantia é zero. Você pode até dar sorte, mas é bem provável que um produto sem certificação de origem cause problema. Quer comprar um eletrônico? Um tênis de marca? Brinquedos para a Mariana – ops, digo, para seu filho? Procure uma das grandes lojas. E assim mesmo pesquise, é possível fazer isso, antes de sair de casa, pela Internet. Veja:

Eletrônicos
Discovery Import
Madrid Center
Casa Escocia

Informática
Master 10
Icompy
Nave

Roupas, mochilas, óculos, perfumes e bolsas
Chenson
Revelata
Charme Perfumaria
Carol Montenegro

Câmera e fotografia
Mundo das câmeras
Monte Carlo
Audio Phone SRL

E as grandes lojas ou shoppings que vendem de tudo um pouco:
Monalisa
Americana
Casa China

Forma de pagamento: o dólar é a moeda corrente, mas o real também é aceito. Cuidado ao usar cartão de crédito (só aceitam o internacional). Geralmente cobram uma taxa que varia de 8 a 12% em cima do valor da compra.

A cota autorizada: US$ 300,00 para quem atravessa a fronteira por terra e US$ 500,00 para quem chega de avião.

Produtos proibidos: cigarros, bebidas com produção no Brasil e qualquer coisa que esteja em quantidade que caracterize a compra para revenda, mesmo que não ultrapasse o valor da cota. Ou seja, se você trouxer 15 pen drives de 2 gigas, o valor total será mais ou menos de 170 dólares. Não ultrapassa a cota, mas a quantidade é exagerada aos olhos da aduana. Se pegarem, você perde tudo.

Pagando imposto: para regularizar suas compras no Paraguai – caso gaste mais do que a cota e esteja trazendo produtos autorizados – é só pagar o imposto excedente. Simples: gastou US$ 380,00? Quando estiver saindo de Ciudad del Este pare na aduana brasileira. Lá você vai ter que pagar 50% em cima dos US$ 80,00 a mais, por exemplo. E atenção: uma vez que você declare, só podera fazer compras novamente (pagando imposto) depois de 30 dias.

Quer só comprar badulaque e balangandã? Então aproveite para experimentar a chipa, o tradicional biscoito da culinária paraguaia – algo como o nosso pão de queijo, só que com maior consistência e sabor típico. Leva queijo ralado, polvilho, azeite, ovos e sal. Tem forma de ferradura. E custa R$ 0,50 a unidade.

Fotos: Raul Mattar – menos a que ele aparece olhando uma camisa “orirrinal” do São Paulo – que pertence ao Matraca´s Image Bank.

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Estando em Foz, como ir a Ciudad del Este?

Na classe pau-de-arara: ônibus da Línea Internacional. Onde: pegue em frente ao terminal de transporte urbano. Quanto: R$ 3,10 por pessoa. Bônus: ficar parado uma hora na Ponte da Amizade – apreciando a paisagem – por causa do engarrafamento.



Na classe sócio-antropológica: táxi paraguaio. Onde: ligue para o Ever Romero, celular (0973) 161 531 e fixo (061) 518 525. Quanto: R$ 30,00 (ida OU volta). Bônus: levar um lero com um produto autêntico, cheio de dicas, em que a garantía soy yo.

Fotos: Raul Mattar

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Páginas:12
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