Gramado

Galeria de imagem | Serra Gaúcha: Gramado, Canela e Bento Gonçalves

Para fechar em alta resolução nossa série pela Serra Gaúcha – que inclui as cidades de Gramado, Canela e Bento Gonçalves – seguem imagens deste roteiro charmoso, romântico, histórico, familiar e gastronômico.


Lago Negro: ponto de visitação clássico em Gramado.


Caminhos de Pedra: roteiro revela a toscana nacional.


Arquitetura preservada mostra como viviam os antigos imigrantes.


Jardineira: veículo pitoresco faz diversas rotas de turismo rural em Gramado.


Zoo de Gramado: fauna 100% brasileira.


Castelos em miniatura no parque Mini Mundo em Gramado.


Pinhão cozido nas estradinhas da região.


Castelinho Caracol: museu e casa de chá em Canela.


Museu Mundo a Vapor, em Canela: história do sistema ferroviário.


Le Jardin: o primeiro parque de lavandas do Brasil está em Gramado.


Gastronomia internacional: toda a Serra Gaúcha oferece uma culinária sofisticada.


Templo Budista de Três Coroas: um pedaço do Tibet a 30 km de Gramado.


Na Serra Gaúcha o outono se manifesta em cores vibrantes.


A Serra Gaúcha está entre os maiores produtores de vinhos e frisantes do Brasil.


Vinícola Salton: visita guiada e degustação grátis.


Galeto al Primo Canto: tradição gastronômica.


Um dos melhores doces caseiros do país está na Serra Gaúcha.


A cultura do mate está preservada em toda a região.


Impossível não levar algumas barrinhas para casa.


Roteiro perfeito para casais enamorados.

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Serra Gaúcha:  Gramado, Canela e Bento Gonçalves | Post-Índice

Fotos: Raul Mattar

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Castelinho Caracol: a melhor torta de maçã do Brasil, o famoso Apfelstrudel, está em Canela

É um passeio completo, mas nada conveniente para um mão-de-vaca-muquirana. Mistura arquitetura (a residência foi construída em madeira de araucária no início do século 20), história (virou museu), gastronomia (tem o melhor Apfelstrudel do país) e paisagem (o local parece um bairro da Suíça).

O detalhe é que a brincadeira não sai barata. Para visitar o Castelinho Caracol, (onde fica a casa de chá e o museu) custa R$ 8. Ali dentro você pede a famosa torta de maçã (o Apfelstrudel) e paga mais R$ 17 pelo acecipe. E mesmo quem consome algo no café do castelinho não está livre da taxa de visitação. Ou seja, entrou na residência, pagou as oito pilas! Assim, em 40 minutos, um casal gasta R$ 50 para comer uma sobremesa – sem bebida.

Os cômodos abrigam louças, mobiliários e objetos que pertenceram à Família Franzen, fundadora do local. Na Casa de Chá, que funciona na antiga sala você pode provar geléias caseiras, waffel feito na hora e, claro, a vedete do lugar, o Apfelstrudel – servido com nata ou com sorvete de creme. É muito, muito bom mesmo. Mas caso seu fascínio por doces não seja tão grande você pode dividir uma única torta por dois, o que já diminiu os custos do passeio! Rá!

A boa notícia é que, caso não queira entrar na residência, a visitação externa é gratuita. O Castelinho Caracol está rodeado por um belo jardim, com várias casas em estilo enxaimel – herança dos antigos imigrantes. Rende um passeio gostoso com boas fotos para levar de lembrança!!

SERVIÇO

Castelinho Caracol
Local: Estrada do Caracol, Km 03 | Canela-RS (está a 3 quilômetros de centro da cidade)
Tel. (54) 3278.3208
Visitação: diariamente, das 9h às 13h e das 14h20 às 17h40.
Ingresso: R$ 8 (adulto). R$ 4 (pessoas acima de 60 anos). Crianças até 10 anos não pagam.

Fotos: Raul Mattar

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Chocolates de Gramado: onde é melhor comprar

Não vai ser difícil encontrar em Gramado uma lojinha temática para você degustar ou comprar deliciosos bombons, trufas ou barras do mais apaixonante dos doces: o chocolate. Tanto na Av. Borges de Medeiros quanto na Av. das Hortênsias – as duas principais da cidade – há dezenas de lugares que já se transformaram em pontos turísticos para chocólatras, desesperados e simpatizantes. São todas lojas charmosas e, além de apetitosas, estão muito bem decoradas.

A maioria destes espaços oferece um ambiente atrativo para adultos e crianças. O Reino do Chocolate, por exemplo, é uma espécie de museu interativo onde você acompanha a elaboração do chocolate, conhece a história do cacau e termina numa cafeteria bem bacana – que fica ao lado de uma lojinha cheia de opções de cobertura, bombons, licores… para você enfiar o pé na jaca!

De uma maneira geral, os preços são competitivos e quase que tabelados. Não existe muita diferença de uma empresa para outra, tratando-se dos produtos tradicionais da região, como as barrinhas retangulares. A novidade é a promoção da Chocolataria Gramado (na Av. das Hortênsias) que estava vendendo as tais barrinhas por R$ 1,00 cada. (Geralmente custam entre R$ 2 e R$ 3 nas outras lojinhas!) O espaço da Chocolateria é bem fofo, com uma linda vista para o vale que cerca a cidade.

As lojas mais tradicionais são a Caracol (dona do Reino do Chocolate) – onde tomei um maravilhoso chocolate quente com creme, a Lugano – com diversas opções de chocolatinhos para presente, a Prawer – com seu disputado café, a Florybal e sua divertida loja temática  e a Planalto – onde, além de chocolate, você pode experimentar o verdadeiro sorvete italiano .

Todas as fábricas prometem a mesma coisa: matéria-prima de qualidade e produto artesanal. Como não sou nenhuma choconóloga – nome que acabei de inventar para um especialista na arte de degustar essa iguaria – não sei se há enormes diferenças  entre um e outro. Para mim, são todos requintados e saborosos. Além do que, os chocolates de Gramado quase sempre chegam a ser a melhor, mais econômica e inesquecível lembrancinha que você pode levar para os amigos!

Fotos: Raul Mattar

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Mini Mundo de Gramado: réplicas em miniaturas

Nada é obrigatório numa viagem. Nem mesmo aquelas atrações que todo mundo fala que você tem de ir. Mas fica difícil não visitar um lugar que a maioria do guias recomenda – mesmo sabendo que cobrar ingresso de uma criança com menos de 3 anos (com pais pagantes) não pega bem.

Desta vez teria que bater ponto por aqui, já que tinha engambelado o atrativo na minha última visita  a Gramado, em 2009. O Mini Mundo é um pequeno parque temático. O  empreendimento abriga réplicas arquitetônicas reais de castelos, estradas, barcos, cascatas, moinhos e ferrovias de vários lugares do mundo, principalmente da Europa… tudo 24 vezes menor.

Recentemente incorporaram atrações nacionais, como uma linda miniatura da Igreja de São Francisco de Ouro Preto. O Mini Mundo é uma iniciativa da Família Höppner – dona do hotel que fica em frente ao parque. A pequena cidade foi inspirada na Legoland da Dinamarca.

Além dos castelos – que predominam na paisagem do lugar – há réplicas de construções modernas como a do Aeroporto de Bariloche. Um micro-incêndio sendo apagado por um bombeiro – com água de verdade – me chamou a atenção pelos detalhes.

O Mini Mundo tem área de diversão, lanchonete, banheiros e uma lojinha que vende um punhado de coisas para você levar de lembrança. É um trabalho bonito e criativo.  Cabe a você decidir suas prioridades na cidade e decidir o que vale ou não à pena para seu gosto e orçamento.

SERVIÇO

Mini Mundo
Local: Rua Horácio Cardoso, 291 |  Gramado-RS
Tel. (54) 3286.4055
Funcionamento: diariamente das 10h até às 17h.
Tempo de visita: 40 minutos
Ingresso: R$ 14 (adulto), R$ 7 (criança até 1,20m e pessoas acima de 60 anos)

Fotos: Raul Mattar

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Zoológico de Gramado: programa família

Apesar de não ter nenhuma afinidade com bichos – e de sempre confundir a ema com o avestruz – eu até gosto de visitar zoológicos. Desde que sejam organizados, auto-explicativos e que tenham algum diferencial, como “humanizar” o tratamento no cativeiro. Pelo que havia lido e ouvido falar, o GramadoZoo atenderia esses pré-requisitos. Não existem jaulas ou gaiolas. Há uma preocupação (tendência mundial) em tentar reproduzir ao máximo o habitat dos animais.

No caso das aves, existe uma tela protetora no alto e apenas animais mais perigosos como cobras, jacarés e a onça pintada ficam em recintos fechados, mas com amplo espaço. E o que separa você deles é um vidro blindado e não grades. Vá lá, o GramadoZoo não é  exatamente uma parada obrigatória (a menos que você nunca tenha visitado um zoológico na vida), mas não deixa de ser um atrativo a mais dentro do seu roteiro na cidade, principalmente para quem está com crianças. Ver aquela bicharada toda de perto é um programa fascinante para qualquer bacuri.

Uma das características deste zoológico é apresentar animais exclusivamente da fauna brasileira como pacas, capivaras e macacos genuinamente nacionais. O parque abriga quase 1500 animais, entre eles a Ararajuba – sugerida pelo GramadoZoo como mascote da Copa 2014. O anteprojeto deve ser encaminhado à CBF. A Ararajuba foi recomendada por possuir as cores do Brasil (verde e amarelo), viver organizada em grupos (como as torcidas de futebol), por estar altamente ameaçada de extinção e porque só existe em terra tupiniquim.

Para conhecer o zoológico é necessário percorrer um caminho – facílimo – de 1200 metros. Todo o trajeto possui placas explicativas e, embora a visita não precise ser guiada,  sempre há  educadores ambientais disponíveis para dar informações. Um restaurante temático – em forma de oca indígena – oferece refeições rápidas. Há sanitários e, claro, uma lojinha (sempre no final do caminho há uma lojinha!)  vendendo tudo quanto é tipo de pelúcia – de tucano a onça pintada.  Veja algumas imagens do passeio:

SERVIÇO

GramadoZoo

Local: RS 115 – a 700 metros depois do pórtico (para quem vem de Porto Alegre sentido Gramado)
Visitação: diariamente, das 9h às 17h.
Ingresso: R$ 18 (adulto), R$ 15 (crianças de 3 a 12 anos), R$ 9 (a partir de 60 anos) e gratuito para crianças até 2 anos.

Fotos: Raul Mattar

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Restaurante Mamma Mia: onde comer massas e um galeto irrepreensível em Gramado

Não sei qual nasceu primeiro, se a sequência de fondue ou o galeto. Mas estando em Gramado, ou um ou outro você terá que experimentar. Assim como o (ou “a”) fondue, muitos restaurantes oferecem o franguinho al primo canto. O Restaurante Mamma Mia, há 25 anos atuando na região, é um dos mais tradicionais da cidade.

O ambiente é elegante, sem ser presunçoso ou ameaçador aos jacus como eu. Um lareira deixa o lugar ainda mais acolhedor. O atendimento é rápido e solícito. Além do galeto, a casa apresenta como entrada uma irresistível sopa de capeletti. Só a sopa já teria valido a pena estar ali.

O galeto acompanha, ainda, um vasto cardápio com massas e molhos para escolher. Espagueti, torteil, nhoque, polenta frita ou brustolada, lasanha e saladas. Prove a perfeita aliança do radicci com bacon. Tudo é servido à vontade, quantas vezes você quiser.

Nem tiramos foto de todos os pratos – também somos filhos de Deus e estávamos ali para comer, rá! – mas provei praticamente tudo, do espagueti à polenta, passando, claro, pelo macio e delicadamente temperado galeto. Não dá para dizer do que eu gostei mais. Estava tudo 100%. Foi uma experiência tão boa que todo dia a gente queria voltar ao Mamma Mia.

Uma das vantagens do Mamma Mia é que ele abre de segunda a segunda. Quando chegamos a Gramado, justo numa segunda-feria, queríamos conhecer outro galeto super indicado, o Casa di Paolo, com uma estrela no Guia 4 Rodas. Mas a casa fecha neste dia. Sorte nossa e do Mamma Mia! Valores:  R$ 41 por pessoa. Crianças até 5 anos não pagam. A conta ficou em R$ 102 – com refrigerante, água e suco.  Ah, deliciosas opções de sobremesa estão incluídas.

SERVIÇO

Mamma Mia
Local: Av. das Hortênsias, 3400 | Gramado-RS
Tel. (54) 3286.1991
Atendimento: diariamente, das 11h30 às 15h e das 19h30 às 0h.
Dicas: se você estiver sem carro, o restaurante oferece transporte gratuito – ida e volta – do seu hotel.

Fotos: Raul Mattar

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Pasteleiro: comidinhas em Gramado

Clássico dos clássicos, o pastel está entre minhas comidinhas preferidas. Seja na feira, na praia ou no botequim. Se o ambiente for criativo e aconchegante, então… eu compro cadeira cativa.  Foi mais ou menos por isso que praticamente virei sócia do Pasteleiro, ponto de encontro para saborear uma massa crocante e deliciosamente recheada em Gramado.

A lanchonete é temática. Tudo lembra o cinema, uma alusão a um dos principais festivais da cidade. Até as opções de tamanho dos pastéis são classificadas em Curta (pequeno), Super 8 (médio) e Longa (grande). E qualquer sabor recebe o nome de um película como, por exemplo, “Central do Brasil”, que leva brócoli, ervilha, milho, palmito e queijo catupiry.

O Raul pediu o “Atração Fatal” – carne, azeitona e ovo. Nome mais do que apropriado, este é o  mais irresistível dos recheios de pastel. Eu comi o “Ou Tudo Ou Nada”, com o tradicional sabor pizza: presunto, mussarela, orégano, cebola, palmito e pimentão. Finalizamos com uma porçãozinha de minipastéis doce, o King Kong – com banana, canela, açúcar e mussarela. Para a Mariana pedimos um sopa de ervilha no pão (R$ 14) – que eu acabei tomando a metade. Muito, muito boa – mas achei a quantidade pequena. (hohohoho!) O preço médio dos pastéis varia de R$ 4 a R$ 8.

Ao todo são quase 50 opções de pastéis – entre salgados e doces. Sem falar do “Proposta Indecente”, com quatro tipos de recheios à sua escolha. Além da sopa no pão, o Pasteleiro oferece também lasanhas e saladas. Nossa conta ficou em R$ 38,00 – com bebidas (refri e suco). Acredite, para o padrão gramadense isso é o menos que você vai pagar num lanchinho da tarde reforçado.

SERVIÇO

Pasteleiro
Local: Rua Pedro Benetti, 32 – Centro | Gramado – RS
Tel. (54) 3286-3862

Fotos:  Raul Mattar

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