Silvia Oliveira

Gramado turismo

quinta-feira, 02 de fevereiro de 2017

Casa do Colono em Gramado: queijos, vinhos, cucas e o melhor pão com linguiça da vida

Casa do Colono Gramado - cucas

Gramado tem muita sofisticação. Casas de chá em estilo europeu, restaurantes suíços, chocolates de alta qualidade, shows hollywoodianos no Natal Luz e paisagem internacional o ano inteiro.

Casa do Colono Gramado - geleias

Mas o que faz a cidade ser altamente acolhedora e simpática é o morador de raiz, aquele aldeão da terra que mantém a tradição da boa culinária e afeto, ambos trazidos pelos imigrantes que povoaram a região.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Ravanello: a primeira vinícola boutique de Gramado

Vinicola Ravanello Gramado - Fachada

Mesmo para quem não entende nada de uvas, cepas ou polifenóis como eu, um tour por vinícolas é sempre um passeio agradável. Há sempre uma história familiar por trás, um tanino diferente para dominar ou um terroir inusitado por descobrir.

Vinicola Ravanello Gramado - uvas

Até bem pouco tempo, Gramado não tinha tradição nessa área. Quem visitava a cidade dos fondues e chocolates em plena Serra Gaúcha tinha que se deslocar 120 quilômetros até Bento Gonçalves para conhecer alguns dos principais parreirais do país.

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sábado, 30 de abril de 2016

Gramado: dicas para uma viagem econômica

Parque-de-Lavandas-Gramado

Caro e barato são termos subjetivos e podem ter significados distintos para mim e para você. Tem gente, por exemplo, que não abre mão de um hotel classudo, mas não se importa em comer numa espelunca legal.

Há os que precisam de prato enfeitado com espuma de abacate e sommelier ao lado dando dica de vinho, mas não estão nem aí se a hospedagem é padrão pelourinho.

Outros buscam a melhor cerveja, o lugar mais romântico, a atração mais divertida, a loja mais atraente e alguns já ficam bem satisfeitos se o restaurante tiver um módico fraldário família.

matraqueando-instagram1

O detalhe é: como fazer uma viagem econômica para Gramado sem perder a dignidade? Se você andou pesquisando por aí, já deve ter percebido que a cidade está trabalhando em “euros”. E isso não é só força de expressão, não.

Para organizar uma viagem redondinha e sem gastar os tubos escrevi o completíssimo e interativo e-book O Barato de Gramado e Canela, cheio de sugestões certeiras — inclui hotéis e restaurantes — com dicas de economia inteligente (algumas delas estão aqui).

As atrações são descritas detalhadamente (o que ajuda a decidir o que fazer e visitar) e todos os atrativos têm links para o Google Maps. Mais informações aqui!

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A Mina de Gramado e Museu de Pedras Preciosas

A Mina de Gramado - horarios

Rapaiiiz, nem parece que sou autora de um guia de viagem sobre Gramado. Só no finzinho do ano passado é que descobri este atrativo na cidade e fiquei alucinada para conhecer: uma réplica de uma mina com direito a museu no fim do tour com mais de 800 exemplares de pedras preciosas do Brasil e do mundo.

A Mina de Gramado fica dentro do Parque Tomasini, uma enorme área verde com vários atrativos pagos à parte como pedalinho, pesca esportiva, kartódromo — além do Restaurante Carazal que serve almoço colonial.

A Mina de Gramado - citrino

Logo na entrada d’A Mina você já vê um lindo jardim com flores, pedras e uma pequena cascata. Mas caiu um toró bem na hora em que chegávamos ao lugar. Acabou que não consegui garantir nenhuma foto externa. Mas o que interessa mesmo está lá dentro.  (Aliás, falando em foto, já aviso que o lugar é superescuro e maquininhas tômaticas como a minha não dão conta de fazer nenhuma imagem decente do lugar!)

A Mina de Gramado - tunel

O passeio reproduz uma das minas da cidade de Ametista do Sul (450 km de Gramado), conhecida como a capital mundial da ametista. São 80 metros em galerias subterrâneas com dezenas de pedras preciosas em estado bruto cravejadas nas rochas.

A Mina de Gramado - como chegar

Você pode fazer o passeio sozinho ou acompanhado por um monitor que dá várias explicações, incluindo a finalidade terapêutica de algumas pedras. Passamos por uma cascatinha e por vários exemplares de citrino, ágata, quartzo e, claro, muita ametista — todas em forma de geodo, uma espécie de “ovo” oco que tem o interior parcialmente revestido de cristais ou outros minerais.

A Mina de Gramado fotos

Em determinado momento, capacetes disponíveis e equipamentos de mineração formam o cenário perfeito para sua memorável foto jacu. Aquela lembrança genial de viagem que todo mundo gosta de ter, mas que ninguém tem coragem de assumir. Rá!

A Mina de Gramado localizacao

Eu jamais havia visto sequer uma imagem de como são as minas de pedras preciosas, para mim foi uma novidade incrível. O máximo que visitei foi a Minas de Passagem em Mariana, a maior mina de ouro do mundo aberta à visitação, mas a proposta é bem diferente. Até porque a mina de Mariana é de verdade, a de Gramado é uma réplica temática e lúdica. O que agrada em cheio às crianças. 😀

A Mina de Gramado - Museu de Pedras Preciosas como chegar

Assim que a gente sai da galeria começa o museu, uma parte interessantíssima do passeio. São mais de 800 exemplares, repito, de pedras preciosas do Brasil e de países como Peru, Bolívia, Colômbia, México, Índia, Estados Unidos, entre outros. Algumas pedras são gigantes, quase 3 metros de altura e outras chegam a pesar 3 toneladas.

A Mina de Gramado - Museu de Pedras Preciosas

Terminado o pequeno tour (não dura mais do que 30 minutos, a não ser que você se demore muuuuito no museu) é hora de conhecer a loja d’A Mina. São diversas peças e objetos de decoração, joias e bijuterias (colares e brincos a partir de R$ 35). Junto à loja está o Ágata Café, uma área para tomar e comer alguma coisa, mas no dia em que fomos só havia bebidas, nada para beliscar.

A Mina de Gramado loja matriz

O passeio d’A Mina de Gramado é bem específico e vai agradar às crianças e a quem gosta do tema e de ver peças lindas (mesmo que não vá comprar!) feitas com pedras preciosas.

Como fica mais distante do centro talvez combine com o passeio à Vinícola Ravanello e/ou ao Snowland (o parque de neve indoor), já que estão todos na mesma direção!

A Mina de Gramado presentes compras

SERVIÇO

A Mina de Gramado

Local: RS 235 – KM 31 | Gramado (está a dois quilômetros do pórtico de Gramado, sentido Nova Petrópolis)

Horário: todos os dias, 9h30 às 17h40.

Ingresso: R$ 20. Estudantes, crianças de 6 a 12 anos e pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 10. (Valores de janeiro de 2016.)

Dicas da Matraca

– Você pode somente visitar a loja (entrada grátis, obviamente) sem necessariamente fazer o tour. Mas se seu objetivo for só conhecer ou comprar não é necessário vir até ao parque. A Mina (este é o nome do estabelecimento, “A Mina”) tem uma filial (somente loja) na Av. Borges de Medeiros, 2727 – loja 09, no centro de Gramado. E outra dentro do Parque Terra Mágica Florybal (RS 466 – KM 05), em Canela.

– No site Tchê Ofertas você encontra algumas promoções que incluem almoço no restaurante do parque + visitação à mina por preços bem atrativos.

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Fotos: Sílvia Oliveira | Todos os direitos reservados. ©

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Galeria de imagem | Serra Gaúcha: Gramado, Canela e Bento Gonçalves

Para fechar em alta resolução nossa série pela Serra Gaúcha – que inclui as cidades de Gramado, Canela e Bento Gonçalves – seguem imagens deste roteiro charmoso, romântico, histórico, familiar e gastronômico.

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Lago Negro: ponto de visitação clássico em Gramado.


Caminhos de Pedra: roteiro revela a toscana nacional.


Arquitetura preservada mostra como viviam os antigos imigrantes.


Jardineira: veículo pitoresco faz diversas rotas de turismo rural em Gramado.


Zoo de Gramado: fauna 100% brasileira.


Castelos em miniatura no parque Mini Mundo em Gramado.


Pinhão cozido nas estradinhas da região.


Castelinho Caracol: museu e casa de chá em Canela.


Museu Mundo a Vapor, em Canela: história do sistema ferroviário.


Le Jardin: o primeiro parque de lavandas do Brasil está em Gramado.


Gastronomia internacional: toda a Serra Gaúcha oferece uma culinária sofisticada.


Templo Budista de Três Coroas: um pedaço do Tibet a 30 km de Gramado.


Na Serra Gaúcha o outono se manifesta em cores vibrantes.


A Serra Gaúcha está entre os maiores produtores de vinhos e frisantes do Brasil.


Vinícola Salton: visita guiada e degustação grátis.


Galeto al Primo Canto: tradição gastronômica.


Um dos melhores doces caseiros do país está na Serra Gaúcha.


Impossível não levar algumas barrinhas para casa.


Roteiro perfeito para casais enamorados.

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Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados. ©

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mini Mundo de Gramado: réplicas em miniaturas

[Post atualizado em julho de 2015]

Nada é obrigatório numa viagem. Nem mesmo aquelas atrações que todo mundo fala que você tem de ir. Mas fica difícil não visitar um lugar que a maioria do guias recomenda – mesmo sabendo que cobrar ingresso de uma criança com menos de 3 anos (com pais pagantes) não pega bem.

Desta vez teria que bater ponto por aqui, já que tinha engambelado o atrativo na minha última visita  a Gramado, em 2009. O Mini Mundo é um pequeno parque temático.

O  empreendimento abriga réplicas arquitetônicas reais de castelos, estradas, barcos, cascatas, moinhos e ferrovias de vários lugares do mundo, principalmente da Europa… tudo 24 vezes menor.

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Recentemente incorporaram atrações nacionais, como uma linda miniatura da Igreja de São Francisco de Ouro Preto. O Mini Mundo é uma iniciativa da Família Höppner – dona do hotel que fica em frente ao parque. A pequena cidade foi inspirada na Legoland da Dinamarca.

Além dos castelos – que predominam na paisagem do lugar – há réplicas de construções modernas como a do Aeroporto de Bariloche. Um micro-incêndio sendo apagado por um bombeiro (com água de verdade) me chamou a atenção pelos detalhes.

O Mini Mundo tem área de diversão, lanchonete, banheiros e uma lojinha que vende um punhado de coisas para você levar de lembrança. É um trabalho bonito e criativo.  Cabe a você decidir suas prioridades na cidade e decidir o que vale ou não a pena para seu gosto e orçamento.

SERVIÇO

Mini Mundo

Local: Rua Horácio Cardoso, 291 |  Gramado-RS

Tel. (54) 3286.4055

Funcionamento: diariamente das 10h até às 17h.

Tempo de visita: 40 minutos

Ingresso: R$ 24 (adulto), R$ 15 (criança até 1,20 m) e R$ 12 (pessoas acima de 60 anos). Menores de dois anos não pagam. Valores atualizados em julho de 2015. Atenção: na bilheteria do parque só aceitam dinheiro. Você pode comprar com cartão pelo site.

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Fotos: Raul Mattar | Todos direitos reservados. ©

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terça-feira, 28 de junho de 2011

GramadoZoo: programa família

[Post atualizado em julho de 2015]

Apesar de não ter nenhuma afinidade com bichos — e de sempre confundir a ema com o avestruz — eu até gosto de visitar zoológicos. Desde que sejam organizados, auto-explicativos e que tenham algum diferencial, como “humanizar” o tratamento no cativeiro.

Pelo que havia lido e ouvido falar, o GramadoZoo atenderia esses pré-requisitos. Não existem jaulas ou gaiolas. Há uma preocupação (tendência mundial) em tentar reproduzir ao máximo o habitat dos animais.

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No caso das aves, existe uma tela protetora no alto e apenas animais mais perigosos como cobras, jacarés e a onça pintada ficam em recintos fechados, mas com amplo espaço. E o que separa você deles é um vidro blindado e não grades.

Vá lá, o GramadoZoo não é  exatamente uma parada obrigatória (a menos que você nunca tenha visitado um zoológico na vida), mas não deixa de ser um atrativo a mais dentro do seu roteiro na cidade, principalmente para quem está com crianças. Ver aquela bicharada toda de perto é um programa fascinante para qualquer bacuri.

Uma das características deste zoológico é apresentar animais exclusivamente da fauna brasileira como pacas, capivaras e macacos genuinamente nacionais. O parque abriga quase 1500 animais, entre eles a Ararajuba – que foi sugerida pelo GramadoZoo como mascote da Copa 2014.

A Ararajuba foi recomendada por possuir as cores do Brasil (verde e amarelo), viver organizada em grupos (como as torcidas de futebol), por estar altamente ameaçada de extinção e porque só existe em terra tupiniquim.

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Para conhecer o zoológico é necessário percorrer um caminho – facílimo – de 1200 metros. Todo o trajeto possui placas explicativas e, embora a visita não precise ser guiada,  sempre há  educadores ambientais disponíveis para dar informações.

Um restaurante temático – em forma de oca indígena – oferece refeições rápidas. Há sanitários e, claro, uma lojinha (sempre no final do caminho há uma lojinha!)  vendendo tudo quanto é tipo de pelúcia – de tucano a onça pintada.  Veja algumas imagens do passeio:

SERVIÇO

GramadoZoo

Local: RS 115 – a 700 metros depois do pórtico (para quem vem de Porto Alegre sentido Gramado)

Visitação: diariamente, das 9h às 17h.

Ingresso: R$ 54 (adulto), R$ 27 (crianças de 3 a 15 anos e pessoas a partir de 60 anos) e gratuito para crianças até 2 anos. O ingresso do GramadoZoo mais R$ 1 vale também para o Parque do Gaúcho que fica ao lado. Valores de julho de 2015.

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Outras opções de hospedagens em Gramado com ótimo custo/benefício

Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados. ©

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sábado, 04 de junho de 2011

Parque de Lavandas: a Provence chega a Gramado

* Post atualizado em novembro de 2016

Quando cheguei a Gramado parecia um disco arranhado. Só pensava em “parque de lavandas… parque de lavandas… parque de lavandas”. Já nem me preocupava com chocolates ou sequências de foundes. Queria conhecer o Le Jardin, considerado o primeiro Parque de Lavandas do Brasil.

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Como todos os empreendimentos turísticos de Gramado, é uma atração da iniciativa privada. Trata-se, na verdade, de uma loja temática (linda, linda!) que comercializa diversos produtos com o óleo essencial de lavanda, conhecido e reconhecido por suas diversas propriedades terapêuticas. De brinde vem uma gigante área verde com mais de 10 mil pés de lavanda.

Eu já sabia que não era época da floração e dificilmente encontraria aquela belezura lilás que remete aos enormes campos de lavanda da Provence, região da França famosa pelo cultivo da planta. Mas fomos lá conferir a proposta.

De fato, os pés de lavanda estavam verdinhos. Mas na entrada da loja, há alguns vasos com diferentes tipos da flor e seus cheirinhos característicos.

Existe também um pequeno jardim com flores exóticas que apresentam diversos tipos de fragrância, entre eles a de café e … pipoca! Dentro da loja, uma decoração primorosa.

São dezenas de produtos, de bombons de lavanda à cosméticos – aliás,  o carro chefe da empresa. Pouca gente sabe, mas a lavanda é uma flor comestível. O bombom é uma espécie de trufa e o sabor lembra o suave aroma da lavanda.

Inaugurado há pouco mais de um ano, o Le Jardin foi inspirado em grandes parques do gênero que existem nos Estados Unidos e Europa.

Gramado, com sua imensa capacidade de se reinventar, ganhou nos últimos dois anos – além do primeiro parque de lavandas nacional –  um Museu de Cera (ao melhor estilo londrino) e um Zoológico com animais exclusivamente da fauna brasileira.

Só que diferentemente do zoo e do novo museu (ambos beeem caros!) o Le Jardin tem acesso gratuito. Rá!

SERVIÇO

Le Jardin – Parque de Lavandas

Onde: RS 115 – KM, nº 37700 (via Taquara a 3 quilômetros do centro de Gramado-RS)

Telefone: (54) 3286-4280 | E-mail: contato@lavandas.com.br

Visitação: terça a domingo, 9h30 às 17h30. Fecha às segundas.

Melhor época: de setembro a novembro, quando chega o ápice da floração.

Quanto: acesso gratuito. O Parque também oferece estacionamento grátis aos visitantes.

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Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados.

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sábado, 09 de abril de 2011

Serra Gaúcha: Gramado, Canela e Bento Gonçalves | Post-índice

Reúno aqui posts  sobre Gramado, Canela e Bento Gonçalves – das duas viagens que fizemos à região – em 2009 e 2011. Talvez algum deles possa ajudar você a montar seu roteiro para o destino de inverno mais procurado do Brasil. Novos posts sobre o destino serão sempre acrescentados a este índice. Preços e horários podem sofrer alterações. Restaurantes fecham e hotéis mudam de dono. Para evitar aborrecimentos informe-se antes de ir!

PLANEJAMENTO DA VIAGEM

Gramado: roteiro de três dias

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Gramado: dicas para uma viagem econômica

Hospedagem em Gramado: onde ficar

Hotel Via Serena:  atendimento, conforto e chá de laranja em Gramado

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O QUE FAZER EM GRAMADO

Lago Negro

O Reino do Chocolate

Parque de Lavandas

Templo Budista de Três Coroas

Mini Mundo: réplicas em miniaturas

Zoológico: programa família

O QUE FAZER EM CANELA

Museu do Automóvel

Castelinho Caracol

Parque do Caracol

Museu Mundo a Vapor

Opções de hospedagem em Canela com ótimo custo/benefício

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ONDE COMER EM  GRAMADO

Mignon e Sequência de Fondue no La Famille de Gazon

Galeto e massas no Restaurante Mamma Mia

Truta e Picanha no Petit Maison Restaurante

Opção econômica: chuleta com fritas no Sabor de Frutas

Opção econômica: comidinhas no Pasteleiro

Chocolates de Gramado: onde é melhor comprar

O QUE FAZER, ONDE FICAR E ONDE COMER EM BENTO GONÇALVES

Caminhos de Pedra: um pedaço da Toscana no Brasil

Casa Vanni: experiência gastronômica

Vinícola Salton

Pousada do Chalé: hospedagem com ótimo custo-benefício em Bento Gonçalves

Outras opções de hospedagem em Bento Gonçalves com ótimo custo/benefício

Galeria de Imagem

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Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados. 

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quarta-feira, 03 de junho de 2009

Gramado: roteiro de três dias

  

* Post atualizado em março de 2016

Sim, é tudo isso que você viu na TV, nas revistas especializadas e nos panfletos de divulgação: chocolates, fondue, folhas de plátano, gente chique, vitrines caras, comida de primeira, café colonial, muito frio, casinhas enxaimel. Todos os estereótipos de Gramado são confirmados num passeio rápido pela Av. Borges de Medeiros, no centrinho.

Lembra muito, mas muito mesmo um pedacinho da Europa. Com apenas 32 mil habitantes, a cidade consegue ferver o ano inteiro por conta das festas típicas, dos casais em lua-de-mel, da paisagem, do Festival de Cinema, do Natal Luz e da boa gastronomia que oferece.

A pouco mais de uma hora de Porto Alegre, Gramado é destino de fim de semana para muitos gaúchos e turistas de outros estados. Faz parte da Rota Romântica e está a 110 quilômetros de Bento Gonçalves, de onde saem os tours pelo Vale dos Vinhedos. Sem falar que apenas uma rua separa Gramado da cidade de Canela, onde está localizado o Parque do Caracol.

Ponto importante: a hospitalidade dos gramadenses. Uma coisa é você ser bem tratado no hotel, no restaurante, nas lojas. Outra coisa é você ser muuuito bem tratado por onde quer que vá. Todos são muito solícitos, generosos e atentos.

Se você tem um fim de semana em Gramado é melhor dividir o roteiro em três partes: gastronômico, museus temáticos e parques. Ou apenas eleger um deles. Caso prefira o gastronômico, prepare-se para enfiar o pé na jaca (de tanto comer) e a mão no bolso. A cidade tem diversos lugares para todos os gostos: comida italiana, suíça, por quilo, contemporânea e galeterias.

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+ Hotel bom e barato em Gramado: sem taxa de reserva e cancelamento grátis

Quase sempre os restaurantes badalados são os mais caros, mas há opções que ajudam a evitar que você use o penhor da Caixa para pagar as contas na volta.

Sem carro a coisa complica. Mas não é impossível. Afinal a gente percorre tantos lugares no mundo a pé, de ônibus, de metrô e sempre chega. Caso você vá desmotorizado pegue a charmosinha Jardineira das Hortênsias ou o Ônibus Hop On Hop Off – ambos percorrem diversos pontos turísticos da cidade.

A vantagem é que fazendo esses passeios você terá noção das distâncias entre alguns cartões-postais como o Lago Negro e a o centro, onde está a Rua Coberta, o centrinho nevrálgico de Gramado. Depois você pode voltar aos pontos que mais interessaram com os coletivos municipais ou de táxi.

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Então, como sugestão, divida seu tempo assim:

O QUE FAZER EM GRAMADO | 1º dia

– Faça uma caminhada pela Av. Borges de Medeiros. É a melhor maneira para introduzir Gramado. Você decifra um pouco o estilo da cidade. É só ir e vir. As principais lojas de chocolates, roupas, galerias, restaurantes e bistrôs (como a Casa da Velha Bruxa do chocolate Prawer) estão aqui. Está cheia de árvores com folhas de plátanos que durante o outono ficam alaranjadas.

– Ainda na Borges de Medeiros visite a Igreja de São Pedro, que está ao lado do palácio do Festival de Cinema de Gramado – que por sua vez fica em frente à Rua Coberta, uma espécie de espaço gastronômico ao ar livre, mas com um teto de folhagens como proteção. Você mata um monte de coelho em um quarteirão só.

– Caso esteja sem carro, dê uma geralzão no lugar com a Jardineira das Hortênsias. Custa R$ 19,00 por pessoa. Saídas às 10h, 12h, 14h e 16h. O passeio dura uma hora e meia.  Já o Hop On Hop Off de Gramado são ônibus vermelhos panorâmicos de dois andares que circulam entre 28 atrações de Gramado e Canela, parando em todas elas. No sistema Hop On/Hop Off  o embarque e desembarque são livres, você sobe e desce quantas vezes quiser. Custa a partir de R$ 60 (um dia) e R$ 90 (dois dias).

– Dê uma esticada ao Le Jardin: o primeiro parque de lavandas do Brasil. A florada acontece de setembro a novembro, mas mesmo fora de época é um agradável passeio.

– Para economizar almoce no Ita Brasil (Rua São Pedro, nº 1004. Tel. 54 328633). O restaurante oferece buffet a quilo (R$ 41,90) ou livre (R$ 19 durante a semana e R$ 23 nos fins de semana) Para o jantar, o clássico da cidade: sequencia de fondue no Carlito’s, a partir de R$ 34,90 por pessoa.

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O QUE FAZER EM GRAMADO | 2º dia

– Conheça o Lago Negro, que oferece margens decoradas com árvores importadas da Floresta Negra da Alemanha. No verão existe o contraste com o azul das hortênsias. O passeio clássico ali dentro é andar nos pedalinhos (pagos à parte). Funciona das 8h30 às 19h. Passe uma manhã sossegada aqui. Entrada grátis.

– Quase em frente ao Lago Negro, está a Alemanha Encantada, construção temática que imita uma pequena vila medieval alemã inspirada nos contos dos irmãos Grimm. Toda a ambientação — arquitetura, decoração, música — lembra uma perfeita vila germânica e leva o visitante a este universo lúdico dos clássicos infantis. A principal atração é a Torre da Princesa com 20 metros de altura. O nome faz uma referência a uma das fábulas dos Irmãos Grimm: Rapunzel e suas tranças. Você pode subir ao topo (R$ 8) por meio de um elevador panorâmico. O local tem um restaurante típico com cervejas artesanais.

– Depois do almoço no restaurante Trattoria del Corso – que serve um prático buffet a quilo com comida caseira – vá conhecer o Mini Mundo. É um universo imaginário e criativo, onde mostra réplicas de castelos, ferrovias, moinhos, praças, igrejas, estaleiros, teleféricos, torres, lagos, cascatas e casas típicas.

– Se você quiser investir num café colonial aposte no Otto Bar. Um delicioso e requintado chá da tarde é servido no restaurante do Hotel Ritta Höppner, um cinco estrelas dos mesmos donos do Mini Mundo. A sequência de guloseimas inclui tortas (prove o clássico apfelstrudel), bolos, salgados, pãezinhos, pastinhas e bebidas quentes. Os quitutes são servidos na mesa em suportes de três andares e repostos quantas vezes você quiser. Custa R$ 45 por pessoa.

– Termine seu dia no Parque Knorr, que abriga a Aldeia do Papai Noel. Um local para crianças, mas os adultos também vão adorar. Tem a Árvore dos Desejos, o Chalé dos Ursos, Fábrica de Brinquedos, além da primeira casa da região em estilo bávaro, datada de 1940, toda decorada com motivos natalinos – onde, claro, hoje mora o Papai Noel. A aldeia esta aberta o ano inteiro.

– Tá podendo? Vá jantar no Belle du Valais – considerado um dos melhores restaurantes suíços do Brasil. Nós não fomos, mas o Diego dos Destemperados esteve lá e conta tudo aqui. Um casal, tomando vinho, gasta – em média – R$ 300,00. Ou invista no tradicional galeto no restaurante Mamma Mia. Nós fomos e adoramos!

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O QUE FAZER EM GRAMADO | 3º dia

– De carro vá pela Av. das Hortênsias (também chamada de Estrada Gramado-Canela) e visite O Reino do Chocolate, um espaço temático da fábrica Caracol que conta a história do cacau e tem um café com uma vista maravilhosa para o Vale do Quilombo. Funciona todos os dias das 8h às 22h. O ingresso custa R$ 10.

– Na mesma avenida estão os museus do Automóvel, do Perfume ou Museu de Cera. O primeiro traz uma linda exposição de carros antigos. Já o segundo exibe, entre outras curiosidades, 450 frascos – como o Violeta di Parma – criado especialmente para Maria Luigia, esposa de Napoleão Bonaparte. O Museu de Cera traz réplicas de artistas internacionais. Achei meio brega, mas não deixa de ser divertido!

– Dali parta para o Parque do Caracol, em Canela — cidade a 7 quilômetros de Gramado. Lá você encontra a Cascata do Caracol que despenca 131 metros em queda livre. Há ainda trilhas ecológicas, lojinhas de artesanato, um mirante e uma escadaria com 927 degraus que leva à base da cascata. Adultos pagam R$ 18,00. Não aceita cartões, somente dinheiro. Funciona das 8h30 às 17h30. Na volta, coma o melhor Apfelstrudel do Brasil no Castelinho Caracol, um mistura de museu e casa de chá.

– Depois de ter deixado até a ceroula no Belle du Valais coma um delicioso Tagliatelle a Quatro Queijos com Iscas de Mignon por R$ 25,00 por pessoa no Sabor de Frutas – café e restaurante que fica na Rua Coberta (Rua Madre Verônica, nº 47, loja 125. Telefone: 54 3286.4714). Ou desfrute um saboroso pastel no Pasteleiro, lanchonete temática onde tudo faz referência ao cinema, uma alusão a um dos maiores festivais do gênero que acontece na cidade.

Caso você tenha mais do que três dias:

– Conheça o deslumbrante Templo Budista de Três Coroas, a 30 quilômetros de Gramado.

– Estando com crianças, dê uma passadinha no novo zoológico da cidade, onde a fauna é 100% brasileira.

– Visite a Mina de Gramado e Museu de Pedras Preciosas, uma réplica de uma mina com direito a museu no fim do tour com mais de 800 exemplares de pedras preciosas do Brasil e do mundo.

Acredite: mesmo com este roteiro apertado fica muita coisa para trás. Mas Gramado é cidade para voltar. Venha. Faça tudo do seu jeito e no seu ritmo. O gostinho de quero mais sempre vai ficar.

*Todos os valores foram atualizados em março de 2016.

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