Inhotim
terça-feira, 08 de junho de 2010

O acesso ao Inhotim não é dos mais fáceis para o turista independente. Não existe uma linha regular de ônibus que opera o trajeto saindo de Belo Horizonte, por exemplo, até o instituto. Caso você não esteja motorizado a saída é alugar um carro. É só seguir a BR 381 em direção a Betim. São 60 quilômetros a partir de Belo Horizonte. Veja mapa e direções completas aqui.
Se sua opção for o ônibus terá que visitar o instituto somente nos fins de semana. É que essa opção de transporte até o Inhotim só funciona aos sábados e domingos, com saída da Rodoviária de Belo Horizonte (plataforma F2), às 9h e retorno às 16h. A passagem custa R$ 12,90 e a viagem dura 1h30. Informações na Viação Saritur: 31 3419.1800.
Onde comer no Inhotim?
Certo, você está num parque. Mas não num parque tradicional como já deve ter percebido. Portanto, não há áreas para piqueniques dentro do Inhotim. Seu momento-farofagem vai ter de ficar para a próxima! Existem lanchonetes, cachorro-quente, cafés, bares e até uma omeleteria que eu adoraria ter conhecido. Só que no dia em que fui estava fechada.

Acabei comendo no restaurante internacional (momento-extravagância!) porque era o único que poderia me oferecer uma comida típica, um dos quesitos da Expedição Brasil Express. Experimentei um maravilhoso tutu de feijão à mineira, acompanhado de lombo de porco, couve e … ovo frito! Amo! Pelo prato e uma garrafa de água foram R$ 45,00. Tudo bem, foi o tutu mais caro da minha vida.
Dica: leve sua garrafinha de água. Como em qualquer museu, tudo aqui dentro é mais caro.
Algumas regras de visitação
De novo, lembrando: estamos numa imensa área verde, mas você não poderá trazer seu Totó para passear junto. É proibida a entrada de animais domésticos.
Você poderá tirar fotos e filmar – para uso pessoal – somente o que estiver nas áreas externas. Não é permitido fazer imagens dentro das galerias. Algumas das minhas fotos internas foram autorizadas e ainda assim porque eu estava ali “jornalisticamente” falando.

Há coisas que parecem óbvias, mas não custa destacar: não dê alimentos aos animais, preserve o acervo botânico e jogo lixo no lixo.
Se você chegar com seu mochilão, não se preocupe. Na recepção há guarda-volumes.
Dica: destrinche o novo site do Inhotim. Está completíssimo, com texto agradável e muito informativo. Para um contato direto, siga o instituto no Twitter: @inhotim
SERVIÇO
Instituto Inhotim | Como chegar ao Inhotim?
Local: Rua B, 20 | Brumadinho, Minas Gerais – a 60 km de Belo Horizonte.
Horário: quarta a sexta das 9h30 às 16h30 e sábado, domingo e feriado das 9h30 às 17h30.
Entrada: R$ 16,00 (maiores de 60 anos e estudantes pagam meia). Entrada gratuita para menores de seis anos.
Fotos: Matraca’s Image Bank
Leia também:
INHOTIM | Parte 1 – O complexo
INHOTIM | Parte 2 – Jardim Botânico
INHOTIM | Parte 3 – Cidadania e educação
INHOTIM | Parte 4 – Arte contemporânea
Como chegar ao Inhotim?
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Minha visita ao Instituto Inhotim faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto.
segunda-feira, 07 de junho de 2010

Penetrável Magic Square, de Hélio Oiticica: invenção da cor.
Não precisa entender. Nem espere deste post um tratado sobre arte contemporânea, muito menos a descrição das obras distribuídas pelo complexo. Basta entregar os sentidos. Quando você fizer sua visita aqui – sim, você não pode morrer sem antes conhecer o Inhotim – acabará degustando o acervo à sua maneira.

Celacanto Provoca Maremoto, de Adriana Varejão: desconstrução da azulejaria portuguesa.
Embora eu não me atreva a definir o Inhotim, o próprio instituto estabeleceu que aquela imensa área verde é um complexo museológico, constituído por uma sequência não linear de pavilhões em meio a um parque ambiental. Dito isso, muitos guias de turismo o classificam simplesmente de museu. Um museu ao ar livre, é verdade. Sem as dimensões tradicionais dos abrigos de arte, um modelo totalmente inédito para expor a produção contemporânea.

Através, de Cildo Meireles: materiais que revelam o ver “por meio de”.
Não consigo me lembrar qual foi a primeira obra que vi, entrei ou prensenciei quando comecei meu périplo pelo Inhotim. Mas fica absolutamente clara a estratégia do complexo em oferecer aos artistas a oportunidade de criar obras específicas com as características do lugar. Sem contar que não existe uma rota obrigatória de visitação. Você fica livre para ir e vir entre exposições a céu aberto e galerias.

Folly, de Valeska Soares: videoinstalação com imagens refletidas infinitamente no interior.

Troca-troca, de Jarbas Lopes: os fusquinhas coloridos andam pelo complexo.
Alguns pavilhões foram construídos especialmente para acolher determinados trabalhos. Há muita coisa espalhada pelos jardins, peças e esculturas embrenhadas na mata ou ao redor das trilhas. A área é tão grande que existem carrinhos motorizados para levar o visitante até as obras com acesso mais difícil. Não se assuste se você vir três fusquinhas coloridos passeando por lá. A obra de Jarbas Lopes é “móvel” e durante um mesmo dia pode mudar de lugar.

Carrinhos motorizados levam o visitante às obras mais distantes.

Glove Trotter, de Cildo Meireles: volume, peso e gravidade. Uma das bolinhas é uma pérola.
A curadoria do museu está a cargo de Allan Schwartzman, Jochen Volz e Rodrigo Moura, com assistência de Júlia Rebouças. São mais de 100 artistas de 30 países diferentes. Mencionar apenas alguns deles (e não todos) poderia até deixar alguém magoado, mas como referência você vai encontrar, conhecer ou reconhecer nomes como Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Iran do Espírito Santo, Adriane Varejão, Tunga, Valeska Soares, Janet Cardiff, Zhang Huan, entre muitos e muitos outros.

Beam Drop Inhotim, de Chris Burden: 71 vigas de construção jogadas por um guindaste de uma altura de 45 metros em cima de uma laje de cimento fresco.
Importante: reserve um dia inteiro para o Inhotim. Mesmo assim, provavelmente, você não vai dar conta. Se possível, agende uma visita orientada – que poderá ser temática ou panorâmica. Vá com um calçado confortável e use protetor solar. No mais, agende o dia, principalmente, para ser feliz!

Caleidoscópio gigante: interação de obra com natureza.

SERVIÇO
Instituto Inhotim | Como chegar ao Inhotim?
Local: Rua B, 20 | Brumadinho, Minas Gerais – a 60 km de Belo Horizonte.
Horário: quarta a sexta das 9h30 às 16h30 e sábado, domingo e feriado das 9h30 às 17h30.
Entrada: R$ 16,00 (maiores de 60 anos e estudantes pagam meia). Entrada gratuita para menores de seis anos.
Fotos: Matraca’s Image Bank
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INHOTIM | Parte 2 – Jardim Botânico
INHOTIM | Parte 3 – Cidadania e educação
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Como chegar ao Inhotim?
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Minha visita ao Instituto Inhotim faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto.
quinta-feira, 03 de junho de 2010

Você chega pensando que vai encontrar arte contemporânea – aquela corrente artística que muita gente costuma chamar de sem-pé-nem-cabeça – e acaba descobrindo um universo questionador que propõe o estranhamento seguido pela aceitação. Percebe mais adiante que sem-eira-nem-beira… é sua própria falta de conhecimento!

Em algum momento pensei que pudesse não aproveitar muito a visita. Meu nível de compreensão quando se fala em arte varia do sofrível ao muito ruim. Antes do Inhotim, uma obra bacana para mim era aquela que eu poderia ou gostaria de colocar na minha casa. Depois do Inhotim, também.

A diferença é que eu jamais conseguiria assentar na minha sala uma instalação cheia de alto-falantes que reproduzem um ambiente sonoro com marchas, canções de ninar, textos falados e composições musicais. Nem eu nem estas crianças. Assim como elas, estamos acostumados – nós, os leigos – a pensar na arte de forma linear e tradicional: um quadro de natureza morta emoldurado na parede.

O Programa Educativo do Inhotim quebra este tipo de paradigma e abre as portas a grupos de crianças de escolas públicas e privadas. Oferece a possibilidade de trabalhar diversos eixos temáticos. Promove de forma lúdica e interativa um diálogo sincronizado entre arte e natureza.

Como fundadora do Instituto Sol Miró – escola de espanhol com foco na capacitação através da economia solidária – fiquei absolutamente tocada com a preocupação do Inhotim em valorizar o patrimônio local. Há incentivos que promovem a cidadania e a participação da população em conjunto com poder público. Existe uma aposta concentrada no desenvolvimento regional. O Inhotim acredita na arte, no meio ambiente e, principalmente, nas pessoas.
Fotos: Matraca’s Image Bank
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INHOTIM | Parte 3 – Cidadania e educação
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Como chegar ao Inhotim?
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quarta-feira, 02 de junho de 2010

Ao caminhar pelo Instituto Inhotim – entre uma galeria e outra – você será levado a uma linguagem paisagística singular. Lagos, árvores, plantas rasteiras, flores e espécies pouco conhecidas em jardins tradicionais buscam oferecer uma nova forma ao visitante de encarar a biodiversidade. Acredita-se que a maior coleção de palmeiras do mundo esteja aqui, com cerca de 1500 unidades – entre espécies, híbridos e variedades.

Muita gente pensa – inclusive eu pensava – que todas as formas dos jardins tinham sido concebidas por Burle Marx. Na verdade, o famoso arquiteto e paisagista deu as primeiras sugestões ao amigo e empresário Bernardo Paz, idealizador do Instituto Inhotim.

Hoje, o complexo conta com uma equipe completa na área e desde janeiro de 2009 a curadoria botânica está sob a responsabilidade do paisagista Dr. Eduardo G. Gonçalves.

Enormes bancos esculpidos diretamente em troncos de árvores são deliciosas paradas de descanso. O complexo museológico encontra-se nos domínios da mata atlântica e toda área de visitação – que compreende galerias, jardins, construções e cinco lagos ornamentais – possuem quase 100 hectares.

Em algum momento você vai trombar com o Tamboril, árvore de grande porte e longevidade, com aproximadamente 90 anos. É um marco dentro do Inhotim.

Por mais que você leia ou veja vídeos sobre o Inhotim, dificilmente terá uma noção precisa do mergulho artístico que o instituto proporciona. Não falo apenas das obras de arte em si, mas incluo aí toda a disposição do acervo botânico dentro do… tá, pode chamar de parque. Talvez o parque mais inteligente e criativo do mundo. Sem paixões ou exagero.

Fotos: Matraca’s Image Bank
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INHOTIM | Parte 1 – O complexo
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Como chegar ao Inhotim?
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quarta-feira, 02 de junho de 2010

Não tente definir o Inhotim. O instituto nasceu para ser interpretado. Não existem acepções ou significados concretos por aqui. Tudo o que você vai trazer dessa experiência será transcrito de acordo com seus interesses e expectativas pessoais.

Há quem chame o complexo de museu de arte contemporânea. Para outros, trata-se de uma criativa reserva ecológica. Seriam pavilhões distribuídos em um parque ambiental? Talvez um imenso Jardim Botânico com espécies raras e uma grande variedade de plantas tropicais. Quem sabe, um inusitado centro de inclusão e cidadania.

Antes de seguir lendo, saiba: nada do que for relatado neste microssérie, nem uma coleção inteira de fotos poderá retratar o estado de espírito do Inhotim. A única certeza: ele é único. Ideia do genial empresário Bernardo Paz, o projeto nasceu nos anos 80. Bernardo era amigão do paisagista Burle Marx que acabou dando diversas sugestões na criação dos jardins – hoje, uma concepção paisagística de proporções gigantescas na cidade de Brumadinho, a 60 quilômetros de Belo Horizonte.

Cheguei ao Inhotim com medo, confesso. Todos os caminhos remetiam à perfeita conexão entre arte e acervo botânico – dois temas que passam longe do meu universo intelectual. Estava ali movida pela curiosidade, pelo inusitado da proposta. Mais do que isso: havia escutado falar do Inhotim há pouco mais de dois anos, lendo alguma matéria num jornal de domingo.

Fiquei boquiaberta, aquilo estava no Brasil. Pesquisando mais um pouco, fiquei foi assombrada com minha incrível iNgnoranÇa: há muito tempo o Inhotim estava entre as atrações cinco estrelas do Guia Quatro Rodas.

Nota merecida para o acervo que compreende quase 500 obras contemporâneas de mais de 100 artistas de 30 diferentes nacionalidades. São esculturas, fotografia, instalações, vídeos e pinturas – tudo criteriosamente espalhado por aquilo que, para os íntimos, chama-se fazenda do Nhô Tim. Inhotim.

Fotos: Matraca’s Image Bank
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sexta-feira, 26 de março de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010
