Mercados municipais
quarta-feira, 27 de abril de 2011

O box do Torre du Kebab está escondinho, mas é só perguntar onde fica o melhor beirute do Mercado Municipal de São Paulo que vai ser fácil encontrar. O local oferece uma variedade enorme do sanduíche que, de tão grande, pode ser dividido por dois. Esse da foto já está cortado ao meio e mal cabe no prato. Acompanha porção de batatas fritas. A novidade é o Beirute de Bacalhau – uma homenagem ao próprio mercadão que é famoso por vender vários quitutes com o “peixe”.

Nós pedimos um beirute tradicional, daqueles que acompanham carne fininha, ovo, saladinha e o cheddar derretido. Custa, em média, R$ 15. E um único lanche-beirute alimenta facilmente duas pessoas. Se para você as comidinhas do mercadão se resumem a pastel de bacalhau e sanduíche de mortadela… é melhor começar a rever seus conceitos!
SERVIÇO
Torre du Kebab
Rua da Cantareira, n. 306 Linha K – Box 2 | Torre B | Mercado Municipal de São Paulo
Tel. (11) 3229.2485
Atendimento: de segunda a sábado, 9h às 18h. Domingo,das 10h às 16h.
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Pastel de Bacalhau do Hocca Bar: o clássico do mercadão de São Paulo
Foto: Matraca’s Image Bank
segunda-feira, 22 de março de 2010

Todo mercadão tem uma boa estória para contar. Apesar de não ser mais um local de pechincha como antigamente, geralmente a arquitetura já vale a visita. Quase sempre instalados em construções antigas, os mercadões acabaram virando grifes nas cidades. Até existem alguns mais fajutos, jecas, muquifos ou fuleiros do que outros. Mas eles, assim como as feiras, deveriam ser o ponto de partida da sua incursão aonde quer que vá. É que eles oferecem um desfile único de cheiros, sabores, roupas e pessoas – incluindo aí gente egocêntrica e esquisita – num inusitado tour sócio-antropológico.
No Mercadão de Curitiba, por exemplo, um olhar desavisado não vai achar nada diferente. Já uma vista disposta perceberá o mercadão da capital paranaense como único. Em vez de ficar babando nas bancas bem montadas dê uma olhadinha para cima. Lá estão elas. Placas enormes penduradas no teto com poesias de Paulo Lemenski, Helena Kolody, Alice Ruiz – entre outros poetas e escritores do estado.
Já o Mercado Municipal Adolpho Lisboa de Manaus – que atualmente passa por reformas – foi construído nos tempos áureos do Ciclo da Borracha. É todo em art nouveau, bem rococó. Foi inspirado no extinto mercado Les Halles, de Paris. Um produto vendido a rodo por aqui é o tucupi: um molho amarelo extraído da mandioca brava usado em diversos pratos da Amazônia. O armazenamento é bem informal (nesse caso, vou resmungar: informal demais para o meu gosto). O líquido fica exposto em tonéis – para você levar a granel quanto desejar ou já vem em embalagens “próprias” de garrafas pet.
Tradição, cultura popular e religião fazem do Mercado Central de Belo Horizonte um dos lugares mais agradáveis da cidade. Desde comida mineira passando por ingredientes típicos e artesanato regional, é aquele tipo de lugar onde a gente acha que encontra de tudo – ou quase tudo. O Mercado Municipal Antônio Valente de Campo Grande tem origem numa feira livre que até os anos 50 ocupou uma grande área margeando os trilhos da Noroeste entre a Avenida Afonso Pena e a Rua 7 de Setembro. É um marco na capital sul-mato-grossense e principal ponto de encontro aos domingos de manhã.
O tradicionalésimo sanduíche de mortadela do Bar do Mané – no Mercado Municipal de São Paulo custa R$ 9,00. A “iguaria” é a paixão dos paulistanos. Está para São Paulo assim como o pierogui (um tipo de pastel polonês) para os curitibanos. Mulheres de salto e homens de gravata ali, paradinhos, em pé, comendo o sandubão na hora do almoço. Vem com 300 gramas de mortadela e pão fresquinho. Quando pedi o meu, não aguentei comer o “tira-gosto” inteiro – por isso – dividido por dois, fica R$ 4,50 para cada. O pacotinho de Estomazil efervescente custa R$ 0,80. Você ainda sai no lucro.
Foto: Mercado Municipal de Curitiba (Raul Mattar)
Texto originalmente publicado na minha coluna “Viagens Econômicas e Inteligentes”, que sai toda semana no portal Descubra Brasil.
sexta-feira, 19 de março de 2010

Não consegui confirmar (se alguém souber, me diz) – mas acho que o Mercadão de São Paulo é o único do gênero a oferecer visitas guiadas. São três roteiros diferentes realizados durante a semana.
O tour dura duas horas e passa pela história e curiosidades do mercado mais famoso do Brasil. Conduzido por duas estagiárias de nutrição da USP, o passeio começa na sala vip, no mezanino – onde os turistas conhecem as opções de restaurantes do lugar.

Depois, seguem pelas bancas de frutas, verduras, temperos, queijos, embutidos, pescados e conhecem os boxes mais tradicionais, como o Bar do Mané – aquele que prepara o gigante sanduíche de mortadela, e o Hocca Bar, afamado pelo delicioso pastel de bacalhau.
Além da miniexcursão pelos corredores do mercado municipal, as nutricionistas vão falar dos produtos comercializados ali, valor nutricional de cada um e dar dicas de alimentação. De graça. Legal, né?
Fotos: Raul Mattar
SERVIÇO:
Mercado Municipal de São Paulo
Local: Rua da Cantareita, 306 | Aberto todos os dias das| seg/sáb 9h-16h | Próximo à Rua 25 de Março e ao Metrô São Bento
Dia e horário das visitas: terças, quartas e quintas-feiras, às 10h.
Inscrições: 11/3313.2444 ramal 231 |
Valor: gratuito
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Segundo dia em Manaus e meu tempo estava acabando. Deixei para passar por último no Mercado Municipal Adolpho Lisboa e quando cheguei faltava pouco para fechar. Fiquei uns 45 minutos lá dentro. Pena, pena… não consegui tirar fotos que pudessem retratar a arquitetura inusitada do lugar. O prédio, também construído nos tempos áureos do Ciclo da Borracha, é todo em art nouveau, bem rococó. Foi inspirado no extinto mercado Les Halles, de Paris.


O edifício é totalmente singular, uma antítese do que você vai encontrar nos boxes com produtos regionais e artesanato indígena. Localizado às margens do Rio Negro, boa parte do mercadão é dedicada aos peixes. Tambaqui, tucunaré e tantos outros típicos da Amazônia estão distribuídos por enormes bancadas. Eu, como sabem, doutora em biologia, não tenho a menor idéia de qual é a espécie da foto acima. Mas experimentei costela de tambaqui em um dos restaurantes da cidade. O peixe tem espinhas tão grandes que pareciam pequenas costelinhas de leitão.

Outro produto vendido a rodo por ali é o tucupi: um molho amarelo extraído da mandioca brava usado em diversos pratos da Amazônia.
O armazenamento é bem informal (nesse caso, vou resmungar: informal demais para o meu gosto). O líquido fica exposto em tonéis – para você levar à granel quanto desejar ou já vem em embalagens “próprias” de garrafas pet.

O mercado municipal manauara é excelente também para os regalitos de viagem. Eu (isso foi há oito anos, hoje estou curada) – trouxe um tucano de madeira, miniaturas de arco e flecha e um cocar! Um c-o-c-a-r! Vou começar já a campanha: Prêmio Nobel do Artesanato aos inventores dos imãs de geladeira, já!
Fotos: Matraca´s Image Bank
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quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Enquanto isso, na sala de justiça (até quando vocês decidirem onde vou passar minha lua de mel) fico por aqui, indo vez ou outra ao Mercado Municipal de Curitiba: a rota mais apropriada para aplicar a diversidade antropológica de uma viagem.
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Engana-se completamente quem pensa que mercadão é tudo igual. É verdade, invariavelmente, há frutas, legumes e verduras. Especiarias, aos montes. Quase sempre é o melhor lugar para comprar produtos árabes ou japoneses. Aqui, no Egito ou em Porto Alegre.
Até existem mercadões fajutos, jecas, muquifos ou fuleiros. Mas eles, assim como as feiras, deveriam ser o ponto de partida de qualquer excursão. O da capitar do meu Paranã é até bem sofisticado. Grande, bem arrumado e traz aquele colorido comum ao gênero.
Nos 10 primeiros minutos de passeio, um olhar desavisado não vai achar nada diferente. Já uma vista disposta perceberá o mercadão de Curitiba como único. Em vez de ficar só babando nas bancas bem montadas dê uma olhadinha para cima. Lá estão elas. Placas enormes penduradas no teto com poesias de Paulo Lemenski, Helena Kolody, Alice Ruiz – entre outros poetas e escritores paranaenses.
Mas não é só isso!!!, como diriam meus amigos apresentadores do Polishop. Só aqui e somente aqui você encontra as mini abobrinhas brasileiras importadas. Repito: mini-abobrinhas-brasileiras-IMPORTADAS! Assim me explicou o feirante – que deve ter estudado marketing na mesma escola do Jaime Lerner. É ou não é único?
Fotos: Raul Mattar
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
Há 22 dias disse “amanhã tem mercado municipal no matraqueando”. Pois eu tentei postar. Verdade. As fotos não subiam. A publicação só dava erro. Tentei dois dias. Não consegui. Aí, como manda a tradição natalina matraqueana fui viajar e só voltei no domingo. Hoje, tcharam, eis o mercadão de São Paulo.


O Mercado Municipal Paulistano é um dos melhores do mundo. O prédio – com acabamentos requintadíssimos – é da década de 30. Por todos os lados vitrais góticos do artista russo Conrado Sorgenicht Filho retratam a produção agrícola e pecuária do interior. São cheiros, aromas e cores pincelados em 12 mil metros quadrados e quase 300 boxes.



Assim como o Teatro da Lapa serviu de hospital para as tropas federalistas durante o Cerco da Lapa, o mercadão foi depósito de armas e munição durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Só depois de findada a muvuca revolucionária é que o lugar recebeu suas primeiras frutas, verduras e sementes exóticas, consolidando a riqueza promovida pelo ciclo do café.


Para ver ou comprar o lugar oferece de tudo para por na panela ou na pança: frutos do mar, queijos, massas, empórios, açougues, peixarias, embutidos, mercearia, temperos, especiarias e quitandas cheias de frutas. Tudo tão simples que é um luxo! São 20 mil visitantes por dia.




Em 2004 passou por uma enorme reforma, ganhou um mezanino com vários restaurantes e se tornou um dos principais pontos de encontro dos paulistanos. Para mim, o melhor da cidade para conhecer a alma de São Paulo está aqui.
Seção mão-de-vaca-muquirana

Olha, nem é tão mão-de-vaca assim. O tradicionalésimo sanduíche de mortadela do Bar do Mané custa R$ 6,00. (Há muitos buffet-self-service-à-vontade na cidade que cobram pouco mais do que isso.) Mas a “iguaria” é a paixão dos paulistanos. Está para São Paulo assim como o pierogui (um tipo de pastel polonês) para os curitibanos. Mulheres de salto e homens de gravata ali, paradinhos, em pé, comendo o sandubão na hora do almoço. Vem com 300 gramas de mortadela e pão fresquinho. Não agüentei comer o “tira-gosto” inteiro – por isso – dividido por dois, fica R$ 3,00 para cada. O pacotinho de Estomazil efervescente custa R$ 0,80. Você ainda sai no lucro.
SERVIÇO:
Mercado Municipal Paulistano
Local: Rua da Cantareira, nº 306 – Parque Dom Pedro II – Próximo à Rua 25 de março e ao Metrô São Bento
Horário: Segunda à Sábado: 06h às 18h – Domingo: 06h às 16h – Feriado: 06h às 16h
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Fotos: Raul Mattar