Recife

Onde comer bem e barato no Recife

Bem… barato, baraaaaato mesmo são as comidinhas – nem sempre confiáveis, é verdade – ali do centro da cidade. Mas para fazer uma refeição típica, o destino deve ser o restaurante Parraxaxá . Com duas unidades, uma em Boa Viagem e outra no bairro Casa Forte, o cardápio reúne o fino da gastronomia nordestina: carne de sol, escondidinho de charque, paçoca, baião de dois, bode guisado, feijão verde, macaxeira frita e farofa.

De sobremesa – pra rebater – pamonha, munguzá, tapioca ensopada, arroz doce, fatias de banana douradas e o afamado bolo de rolo.  Nos fins de semana, a casa abre a partir das 6h da manhã para quem quiser começar o dia arretado: tapioca fresquinha com ovo de capoeira e pão assado na brasa com manteiga de garrafa, acompanhado de um cafezinho com leite que, dizem, veio da fazenda. 

 

O ambiente é fofo, decorado com esmero. O pessoal do atendimento se apresenta, digamos, caracterizado. O Parraxaxá funciona em formato buffet. Custa R$ 32,90 o quilo. Eu comi bem, repeti, pedi um suco regional (acho que foi de cajá, não me lembro agora) e a conta saiu por R$ 19,80.

 

Surpresa mesmo tive no aeroporto do Recife. Comi o melhor feijão de corda com queijo coalho da minha curta biografia. Ainda veio acompanhando com dois bifinhos suculentos. O Restaurante Romar (81 – 3464-4050/3464-4820) – com garçons e garçonetes também vestidos à caráter – serve vários pratos regionais e é famoso também pelos cafés que oferece. Meu prato (quase uma tigela!) custou  R$ 15,50 na promoção do dia e eu ainda ganhei o refri! Rá!

Fotos: Matraca’s Image Bank

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Recife: centro histórico

É uma questão de gosto. Se você tivesse apenas quatro horas para desbravar algum ponto do Recife, provavelmente ia se embrenhar lá pela praia de Boa Viagem – a melhor da cidade: tem calçadão, ciclovia, um monte de quiosque e sempre está cheia de gente bronzeada. Mas meu GPS interno não permite esses desvios de conduta. O sistema de informação eletrônico do Matraqueando é um disco arranhado: centro histórico, centro histórico, centro histórico.

O que fiz foi caminhar, andar a esmo, perambular pelas ruas da capital de Pernambuco. Vindo do aeroporto de metrô, desça na estação final. Ela está ao lado da Casa da Cultura (que vai ganhar post próprio), onde as lojas de artesanato funcionam dentro do antigo presídio da cidade. Passando por camelôs – gente vendendo de aquários a chaveiros –  e desvendando inúmeras barracas de comidinhas, encontrei o Acarajezinho por R$ 0,20 a unidade. Vinte centavos, você não leu errado. Mais adiante, ele – o afamado queijo coalho por um realzinho. Fissura para os olhos, coloridos e cheirosos carrinhos lotados de cajá e umbu, frutas típicas. Uma porção por R$ 2,00. Essa eu levei. Ah, e tomei uma água de coco m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a por apenas R$ 0,70! Pensei, isso é a antecâmara do céu para nenhum muquirana botar defeito.

Tirei a foto clássica do conjunto de casario da Rua Aurora em frente ao rio Capibaribe – aquele que deu o título de Veneza Brasileira a Recife. (Adoooro estes slogans cafonas, tipassim, Curitiba – Capital Ecológica ou Paris – Cidade Luz!). Em direção ao Recife Antigo – caminho onde todo mundo me alertava para tomar cuidado com a máquina fotográfica – conheci lindos prédios e casarões antigos. Sem contar que o trajeto da estação central ao bairro histórico faz você passar pelo Palácio da Justiça e pelo antigo Liceu de Artes e Ofícios, preservadas edificações do século 19.

Quando os invasores holandeses chegaram ao Brasil, no século 17, houve um período de liberdade religiosa no Recife. Muitos judeus se estabeleceram bem nessa região e deram origem ao bairro mais tradicional da cidade. A atual Rua do Bom Jesus (abaixo)  abriga a Torre Malakoff, o Centro Cultural Judaico e a Embaixada dos Bonecos Gigantes – inaugurada no ano passado. São diversas pontes emoldurando a cidade. Alguns trechos estão bem fedidinhos, é verdade… (lembra, aqui é a Veneza do Brasil!). Mas é uma paisagem muito diferente dos cenários que existem na maioria dos grandes centros urbanos. Fiquei absolutamente vidrada por este lugar!

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O frevo é declarado patrimônio imaterial

A notícia é da semana passada. Mas vai ficar para sempre. No mês em que os pernambucanos comemoram 100 anos de seu ritmo mais típico, o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional – declara o frevo como Patrimônio Imaterial do Brasil. Entende-se por patrimônio imaterial o modo cultural de ver e pensar o mundo, as cerimônias e ritos, músicas, danças, algumas brincadeiras, contos e histórias.

O nome da dança nasceu do tagarelar simples do povo. Vem de “ferver”, mas as pessoas diziam “frevê”. Como o próprio nome diz expressa ebulição, fervor, agitação. É uma composição popular em que a música nasce com a orquestra. Os passos rápidos são uma mistura das danças européias com passos de balé e a ginga tupiniquim. Segundo a UNESCO, essa porção intangível da herança cultural dos povos é pura fonte de identidade.

O que era só de Pernambuco, agora é de todos os BRASILEIROS.
Imagem: Prefeitura do Recife
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