quinta-feira, 24 de março de 2011

O aeroporto internacional de Roma – também chamado de Fiumicino – é o maior da Itália. O nome oficial é Leonardo da Vinci, homenagem ao artista renascentista que teria projetado o primeiro helicóptero. Recebe por ano em torno de 36 milhões de passageiros. Está a 35 quilômetros do centro. Veja como chegar:
Metrô – O metrô romano não chega ao aeroporto Fiumicino.
Trem – A maneira mais prática e econômica de sair do aeroporto internacional Leonardo da Vinci (Fiumicino) é por trem. O Leonardo Express vai até a estação central Termini – de onde saem outros trens e está conectada ao metrô. O trajeto dura 30 minutos, sem paradas, e custa € 14. Também é possível utilizar a linha Fara Sabina – Fiumicino (trem comum) para chegar ao centro. Custa apenas € 8, mas faz várias paradas pelas principais estações de Roma como Tiburtina, Tuscolana, Ostiense, Trastevere. O trajeto dura 1 hora. Mais informações na Trenitalia.com.
Ônibus – É possível chegar ou sair do aeroporto de Roma com várias linhas de ônibus. A empresa Cotral faz o trajeto que liga o aeroporto ao terminal Tiburtino. Para quem vai descer no centro deve parar na Piazza dei Cinquecento – que fica em frente à Estação Termini. A passagem custa € 4,50 e funciona de madrugada. O bilhete é comprado diretamente com o motorista. Outra opção seria o Bus Shuttle (mais confortável e com espaço para bagagem) que deixa na Via Marsala (também central). Bilhete a € 10.
Shuttle – A empresa Airport Shuttle pega no aeroporto e deixa na porta do seu hotel. Tarifa a partir de € 25 por pessoa. Já a Rome Airport Shuttle cobra € 29 euros por pessoa. Mas se van sair com 5 pessoas fica € 13,60 cada uma. Valores de 7h às 19h. Após este horário tem que pagar um suplemento de € 3 por passageiro.
Táxi – Do aeroporto ao centro são € 40 – tabelado. Já se for do centro ao aeroporto espere pagar entre € 50/60 pela corrida, já incluindo as bagagens. E torça para não pegar o infernal trânsito de Roma. Carros médios acomodam até 4 passageiros.
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Foto: Detalhe do Coliseu, a atração turística mais visitada em Roma. (Raul Mattar)
segunda-feira, 06 de outubro de 2008
O primeiro idioma que escolhi para aprender de verdade (depois de anos, em vão, tentando assimilar o inglês) foi o italiano. Era um daqueles desejos pessoais, uma espécie de investimento a fundo perdido, porque é o tipo de língua que você não fala em nenhum outro lugar a não ser na Itália.
Estudei à beça para descobrir que – sem passar um longo período no país – quando você chega a Roma o máximo que sai é ciao e prego. Mas de todos os países europeus que conheço (ainda faltam muitos, è vero) a Itália é onde nos sentimos mais em casa.
É bem provável que na sua primeira viagem para cá, Roma esteja no roteiro. Aliás, Roma, Grécia e Egito estão entre aqueles lugares que povoam nossa imaginação desde as aulas de história do ginásio. E é tudo daquele jeitinho que você imagina e vê nas fotos.
Assim como Paris, Roma é muito mais bonita à noite. Mas somente em um único dia conseguimos superar o cansaço diurno do nosso vai e vem frenético. Foi quando resolvemos sair para conhecer a Fontana de Trevi iluminada. Certamente não fomos os únicos a ter essa idéia. O local fica coalhado de turista, quase não dá para tirar uma foto decente. Até os próprios italianos passam por lá para imortalizar momentos importantes da vida deles.
Mas acho que é de dia que o roteiro na cidade funciona melhor, além de ser menos perigoso. Comece pelo Coliseu (o verdadeiro nome é Anfiteatro Flávio), o mais famoso e antigo monumento de Roma.
Ali aconteciam as brutais lutas de gladiadores. Lá de dentro é possível apreciar por inteiro o Arco de Constantino, construído no século 4, depois de Cristo.
Ao contrário da bobona que vos fala, quando estiver nessa região da cidade não pegue nenhum ônibus turístico. Nem mesmo táxi. Aproveite para gastar a sola do sapato. O arrebatador de Roma está em qualquer esquina, em cima de qualquer calçada. A cada meio passo você se depara com algum sítio arqueológico. O Fórum Romano é um deles.
No momento Ben-Hur da viagem vá ao Circo Maximo, onde os romanos organizavam as espetaculares corridas de bigas e quadrigas, fortemente retratadas no filme protagonizado por Charlton Heston.
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Seguindo, percorra a Via Apia Antiga para chegar às catacumbas, antigos cemitérios subterrâneos. As Catacumbas retratam a fé dos primeiros caras que aderiram ao cristianismo, cuja crença se baseava (e ainda se baseia) na esperança de vida eterna após a morte.
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É bom que saiba: por onde quer que você vá os monumentos estarão como a foto acima: apinhados de gente. E depois desse roteiro turistóide-obrigatório – passeie sem rumo pelas praças e cafés da cidade. Resta pouca coisa do que as aulas do colégio ensinavam, mas é o resquício da história e o que sobrou do império romano que fazem do destino um marco na sua trajetória mochilística.
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Quando se deparar com a Piazza di Spagna, suba a escadaria. Você conhecerá a Villa Borghese que – num clichê bem típico – é uma espécie de oásis urbano, com acolhedores jardins. Mas que quase nenhum guia de viagem comenta ou indica. É a melhor ocasião para cumprir o ditado: em Roma faça como os romanos.
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Fotos: Raul Mattar
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