Santiago do Chile: bairro a bairro – 3º dia

Largas avenidas com a cordilheira ao fundo: paisagem frequente. (Foto: Raul Mattar)
Muita gente dá a cidade de Santiago por vista em apenas dois dias. Se há um terceiro dia disponível, geralmente o turista parte para Viña del Mar ou Valparaíso, no litoral, a uma hora capital. Também tive essa dúvida. Vou ou não vou para a praia. Preferi ficar por aqui para tentar esmiuçar melhor o destino da moda para os brasileiros.

Colegiais: uniforme comportado. (Foto: Raul Mattar)
Olha, acho que me arrependi. Na verdade, esse terceiro dia, já era o meu quarto! (Lembra que no primeiro eu dei umas voltinhas e voltei ao hotel para dormir!) Bem feito para mim. Se tivesse feito a lição de casa, teria sobrado hoje para Valparaíso, por exemplo. Não tendo alternativa segui minha saga por outros bairros de Santiago.
BAIRRO PROVIDÊNCIA

Providência: o bairro executivo da cidade. (Foto: Raul Mattar)
Acabei chegando aqui em busca do Sernatur, o centro de informações turísticas nacional. Queria tirar algumas dúvida sobre o Deserto do Atacama, para onde íamos no dia seguinte. A estação do metrô Manuel Montt está quase em frente ao Sernatur. (Na Plaza de Armas tem um escritório de informações turísticas, mas é específico do município de Santiago). O bairro é empresarial, com prédios altos, comércio e restaurantes. Sem charme, na minha opinião. Há quem recomende hospedagem aqui. Não estaria de todo mal, mas eu ainda prefiro o centro. Depois de caminhar pelas largas avenidas da região conheça o Parque de Las Esculturas. Está às margens do Rio Mapocho. Tem 30 esculturas de artistas chilenos. Entrada grátis. Funciona todos os dias das 10h às 14 e das 15h às 20h. Fica entre as pontes Pedro de Valdivia e Nueva de Lyon.
BAIRRO LASTARRIA


Lastarria: ponto de encontro dos artistas descolados. (Fotos: Raul Mattar)
Fica ao lado do bairro Bellavista, que a gente já visitou. Se der tempo é melhor emendar o Lastarria lá no segundo dia. Mas eu não consegui dar conta. Por aqui vale circular para conhecer uma nova geração de designers, suas lojinhas criativas e o Museo de Artes Visuales, o Mavi . É minúsculo e uma deliciosa supresa. Abriga ainda o simpático Museo Arqueológico de Santiago. São quase 1500 obras – vídeos, esculturas, pinturas e fotografias – de artistas chilenos. Entrada a 1000 pesos (US$ 2,00), grátis aos domingos. Metrô: Bellas Artes ou Universidad Católica.

Mote con Huesillos: bebida chilena tão popular quanto nosso caldo de cana. (Foto: Raul Mattar)
Já estou quase indo embora da cidade e não havia experimentado ainda o Mote com Huesillos, o caldo de cana chileno (nada similar na aparência ou gosto), mas tão popular quanto. Em cada esquina há um carrinho vendendo a bebida: um suco caramelado com pedaços de pêssego em conserva e cheio de bolinhas de trigo desidratadas – os huesillos. Toma-se primeiro o suco e com a colher que vem junto, você saca el mote… e come os trocinhos também. Um copo de 200 ml custa em média 400 pesos (US$ 1,00). Comer em Santiago não é tão caro, mas nem de longe espere as pechinchas de Buenos Aires.

BARRIO BRASIL
Não fui. Dava para ter ido, tranquilo. Mas não fui. Antes do entardecer voltamos ao hotel. Eu estava morta de cansaço (o Raul nem se fala, coitado!) e não queria me esgotar, afinal, no dia seguinte começava outra parte da viagem – que ia exigir bastante do nosso ritmo.
O detalhe é que quando você está muito esgotada já não consegue raciocinar direito. Acredito que este bairro – histórico – ia ser uma das minhas melhores lembranças de Santiago. O que eu li por aí: está cheio de mansões, com fachadas que vão do neoclássico à art dèco. Ruas de paralelepípedos e um casario antigo iluminado por arandelas de luz amarela. No quarteirão Concha y Toro, aqui no Barrio Brasil, viveu o irmão de Don Melchor, o fundador da famosa vinícola. Para passear sem rumo. Metrô: La República.
BAIRRO LAS CONDES | Para compras e vitrines
Não visitei nenhum shopping. Mas os principais são o Parque Arauco , o maior da cidade e o Mall Alto Las Condes, tão grande quanto, mas – dizem – frequentado pelos mais endinheirados. Nenhum dos dois é servido pelo metrô e ficam beeem longe do centro. Fiquei com preguiça de ir. Para lojas de grifes carérrimas siga para o bairro Vitacura e marque presença nas avenidas Alonso de Córdova e Nueva Costanera.
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