Silvia Oliveira

São Paulo

quinta-feira, 09 de fevereiro de 2017

Arautos do Evangelho: a impressionante basílica neogótica em Cotia

Igreja Arautos do Evangelho Cotia - Geral

Ao voltar de uma peregrinação a Aparecida na semana passada dormimos uma noite na região de Embu das Artes, conhecida mundialmente pelas galerias e feira de artesanato.

Percorremos o fofo casario histórico e suas lojinhas coloridas, mas foi nos arredores da cidade que tivemos a experiência estética mais deslumbrante da viagem.

A 10 quilômetros do centro de Embu das Artes, já no município de Cotia, fica a Basílica Nossa Senhora do Rosário de Fátima, também chamada de Igreja dos Arautos do Evangelho.

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sábado, 04 de agosto de 2012

Rua Oscar Freire: muquiranas também têm vez na rua mais luxuosa do Brasil

Quem curte a sovaqueira  da 25 de Março (como eu) e vai passar algumas horinhas na Rua Oscar Freire, em São Paulo — mesmo sem gastar um tostão — é quase como chegar à antecâmara do céu.  A rua está entre as 10  mais luxuosas do mundo e reúne lojas próprias de algumas das grandes grifes do planeta.

Há seis anos, a Oscar Freire — localizada na região dos Jardins, mas tecnicamente está no bairro Cerqueira César — passou por uma enorme revitalização. As calçadas foram reformadas e os fios elétricos, aterrados!  Bancos de madeira e lixeirinhas de aço compõem agora o novo design da área. Se você pensar numa grande marca, ela provavelmente está aqui. Uma das minhas lojas preferidas (só para passear) é a Galeria Melissa.  Tem desde os modelos clássicos da nossa infância até os moderníssimos. Mas o preço… não dá!

Tommy Hilfiger, H. Stern, Le Lis Blanc, Fórum, Diesel, La Perla, Osklen são algumas das marcas conhecidas e reconhecidas ali. Outra tantas ficam nas vicinais (na Rua Haddock Lobo, por exemplo) como Christian Dior, Louis Vitton, Carlos Miele, Armani, Cartier, Versace, Montblanc — sem contar os vááários restaurantes, cafés e docerias. Veja todos os estabelecimentos da região aqui.

Para a gente não sair desacorçoada da vida, um refresco para os mão-de-vaca: aqui ficam a loja-conceito da Havaianas — com  todos os tipos e modelos da sandália  a preços de supermercado — e uma loja da Nespresso. Ou seja, com qualquer vintão , em uma ou outra, você sai com uma sacolinha na mão!

Como chegar: ainda não há metrô próximo, mas a estação Oscar Freire (linha amarela) já está em obras com previsão de abertura no ano que vem. Enquanto não é inaugurada, você pode descer na estação Consolação que fica a sete quadras da Rua Oscar Freire. Dali você pode pegar um táxi, ônibus ou ir caminhando. Se você quiser ir caminhando por uma rua mais tranquila e chiquetosa opte pela Haddock Lobo.  Se quiser mais muvuca e lojas populares desça pela Rua Augusta. Ambas são paralelas e cruzam com a Oscar Freire.

Dica de onde comer: se você se recusa a pagar R$ 8 numa empadinha minúscula ou R$ 6 num café espresso nos bistrôs da região, vá ao Subway da Rua Augusta, nº 2784 – quase esquina com a Oscar Freire. Pelo menos aqui você faz um delicioso lanche (com bebida e sobremesa) por R$ 15 pilas!

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Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira

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sábado, 28 de julho de 2012

Memorial 17 de Julho: o local onde ocorreu o maior acidente aéreo da aviação brasileira celebra a vida

Qualquer acidente — seja de carro, ônibus ou trem — com vítimas fatais é sempre uma tragédia. Já a notícia de um acidente de avião costuma causar um impacto ainda maior porque morrem centenas de pessoas de uma só vez. Foi assim em 2007 quando recebemos, estarrecidos, a informação de que um voo da TAM teria derrapado na pista e se chocado com um prédio na cabeceira do aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

199 pessoas morreram. Foi a maior tragédia da aviação civil brasileira. Até hoje ninguém foi responsabilizado. Na semana passada, um alento para os familiares. O local da tragédia ganhou um memorial em homenagem às vítimas do voo 3054. Uma praça bonita emoldura a única coisa que sobrou do incêndio que se seguiu ao acidente: uma árvore! Ninguém sabe dizer como a amoreira sobreviveu a um fogo de 1000ºC.

A inauguração do Memorial 17 de Julho (a data se refere ao dia do acidente) foi uma vitória da AFAVITAM – Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 3054. A entidade nasceu praticamente no dia do acidente, enquanto os parentes esperavam pelo reconhecimento dos corpos de seus filhos, pais, avós, maridos e esposas.

O memorial se transformou num local tranquilo para descanso ou passeios com as crianças. Quem está de passagem por Congonhas pode visitá-lo facilmente, já que está a umas quatro quadras do aeroporto. No centro da praça, um enorme espelho d’água com bordas de concreto leva gravado no cimento os nomes das vítimas. À noite, 199 luzes se acendem, iluminando a árvore. Poderia ser triste. Mas o Memorial 17 de Julho e sua árvore-mascote celebram a vida.

Fotos: Raul Mattar

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Lá da Venda: mistura de empório com mercearia na Vila Madalena, em São Paulo

O que me levou ao Lá da Venda não foi a cozinha da reconhecida Chef Helô Bacellar — dona do lugar. Mas aquelas coisinhas fofas que a gente só encontra — ou encontrava — nos armazéns da década de 70 e 80 (você já era nascido?). São bacias de pão, toalhinhas mimosas para bandejas, toda a linha de canecas e bules esmaltados, sabonete decorado, caminhos de crochê e objetos diversos para casa e cozinha na linha ai-que-saudade-da-aurora-da-minha-vida. Até vassoura — vassoura! — feita à mão você encontra aqui.

O espaço tem oficina própria em São Paulo com costureira, bordadeira, crocheteira e muitas mercadorias vêm de Lagoinha e de São Luis do Pairatinga, no vale do Paraíba.

O Lá da Venda não é exatamente um centro de artesanato, embora tudo ali seja feito de forma artesanal. Olhe só o que eu encontrei fuçando as prateleiras: aquelas tigelinhas de vidro bege da época da nossa avó (que eu já estreei com uma deliciosa canjica !).

O Lá da Venda também aposta na cozinha afetiva, com um cardápio recheado de pratos conhecidos da gente, como o velho e bom strogonoffe. O problema é o preço. Achei os valores por lá — no quesito comida — um pouco fora de padrão. Uma pessoa, para comer o prato executivo do dia, com bebida, gasta em torno de R$ 50. Não era exatamente o que meu bolso queria pagar num almoço descompromissado. (Nota: a duas quadras daqui está a Casa da Li, da premiada Chef Eliane Li. Comemos por lá e a conta saiu R$ 68 para três pessoas, incluindo bebida e sobremesa).

De qualquer maneira, ao passar por aqui vale provar os bolos caseiros da casa ou o tradicional pão de queijo, eleito pela Revista Veja SP com o o melhor da cidade.

SERVIÇO

Lá da Venda
Local: Rua Harmonia, 161 | VIla Madalena | São Paulo
Tel: (11) 3037-7702
Funcionamento: de terça a sexta, das 11h-21h; sábados, das 10h-21h e domingos, das 10h-17h30.
Como chegar: Pegue o metrô e desça na estação Vila Madalena. Ao sair da estação já tem uma parada de ônibus que deixa próximo do local. Se você quiser ir andando, o Lá da Venda está a 1,5 km do metrô.

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Fotos: Sílvia Oliveira (menos as dos potinhos bege – com e sem canjica – que são do Raul Mattar).

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

As comidinhas de São Paulo

É certo que o circuito gastronômico das grandes cidades não tem fim. São tantas e variadas opções que mesmo quem mora em São Paulo não consegue conhecer todos os bons restaurantes, lanchonetes e padarias listados nos mais diversos guias.

Mas existe uma categoria gastronômica que sempre embala uma história feliz: as comidinhas. Elas estão em qualquer lugar. Nem precisa ser uma metrópole para colecionar vários endereços com “aquele” sanduíche ou “aquela” empada.

No caso de São Paulo, especificamente, eu teria que nascer umas três vezes para dar conta de conhecer todos estes cantinhos especiais da cidade. E fico com a impressão de que cada vez que tico um da minha lista aparecem mais dois para conhecer e provar.

O Tempurá do mercadinho Kaisen | Olha só o tamanho da criança. Vale como uma refeição. Vem com camarão, legumes fininhos e é megacrocante. Aqui são feitos também o Takoyaki, bolinhos de polvo (seis unidades por R$ 6). Fica na Rua Galvão Buenos, 276, Liberdade.

Doce de feijão | No mesmo bairro, sempre compro o Mandiu (duas unidades por R$ 4). Não tenho um endereço certo para provar este acecipe. Mas por ali, em qualquer lodjinha que vender um, valerá à pena garantir o seu.

O Bauru de Rosbife do Ponto Chic | É maravilhosamente preparado da mesma forma há décadas. Pão francês, rosbife, tomate pepino em conserva e vários queijos fundidos (R$ 17,90). Existem 3 filiais na cidade. Eu fui à unidade que fica no bairro Paraíso.

O Sanduíche de Mortadela | É quase um imortal. Vários pontos da cidade já colocaram o sandubão com 300 g de mortadela no cardápio. Mas o do Bar do Mané, no Mercado Municipal, é o mais tradicional.

Pastel de Bacalhau | Outro clássico. Está por todos os lados, mas é no Hocca Bar que você prova o autêntico.

O Torresmo do Mocotó | Feito artesanalmente. Sedutor por dentro, malandro por fora. Perfeito. (R$ 3,90 um torresmo, porção acima).

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Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira

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segunda-feira, 09 de abril de 2012

Casa da Li: o restaurante na Vila Madalena que guarda um pedaço da história da gente

[ATUALIZAÇÃO | O restaurante fechou. O post é mantido apenas para memória do blog e das minhas experiências.]

Essa coisa de espuma de abacate, nitrogênio líquido ou caviar de sagu não me convence. São itens que devem ter lá seu valor na cozinha contemporânea ou molecular. Mas eu, particularmente, preciso de certo conforto no paladar. Ou de qualquer receita que tenha uma memória afetiva relevante na minha história.

A Casa da Li é assim. Você abre o cardápio e diz: quero tudo! A fachada vermelha é um convite ao bom apetite. Dentro, o ambiente é íntimo com doses pensadas de cor. A cozinha é quase uma extensão da sua mesa. Não há sequer vidro que separe você do território gastronômico do restaurante-rotisserie.

Conheci a Eliane André, dona e chef-cozinheira da Casa da Li, no curso Teacher & Dinner que fiz com a chef Roberta Sudbrack, no Rio de Janeiro, há dois anos. Quer dizer, eu a conheci. Mas ela nem se deu conta de que eu estava lá! Rá rá rá! Éramos um grupo grande e a Li praticamente comandou a cozinha naquele dia. Pouco tempo depois soube que ela havia aberto uma casa na Vila Madalena, em São Paulo – uma consequência natural do trabalho que a Li desenvolvia há mais de 10 anos na capital paulista . Não demorou muito para que chovessem elogios e prêmios, consagrando uma vida inteira dedicada à sua maior paixão: a cozinha.

Ao chegar fomos recebidos com torradinhas finíssimas acompanhadas com um molho-geleia de pimenta impronunciável. Um dos pratos clássicos da Casa da Li é a Porchetta (R$ 35), uma tradicional receita italiana (porco desossado, recheado e suculento) que nas mãos da Li virou obra-prima e referência na cozinha paulistana.

Eu pedi a não menos famosa Berinjela Recheada com Carne (R$ 14). Um prato que dá para duas pessoas comerem sem dó. Acompanha arroz. Tudo tem toque caseiro, cozimento demorado, fogo brando. Aquela paciência de jó que só existe no perfil dos melhores cozinheiros do mundo!

Já o Raul pediu o Brasileirinho (R$ 29,50 no fim de semana ou R$ 26,50 de terça a sexta) que tem entrada (sopa ou salada), prato principal (pernil em lascas, frango assado, massa ou uma opção vegetariana) e sobremesa. Acompanha arroz, feijão com cachaça, farofa, pastéis de queijo e vinagrete de banana. Meus sais! Tudo o que você pode imaginar de bom nesse vinagrete de banana… ele tem!

Ainda tem Bruschetta Clássica com Tomate Basílico (R$ 6), Degustação de Antepasto (R$ 9) e todas aquelas sobremesas que vão lembrar a casa da sua avó, como o melhor Pudim de Pão (R$ 8) que já provei. Se o que a Casa da Li queria era trazer um pouco da história de cada um para a biografia do restaurante… conseguiu!

[ATUALIZAÇÃO | O restaurante fechou. O post é mantido apenas para memória do blog e das minhas experiências.]

SERVIÇO

Casa da Li
Local: Rua Aspicuelta, 23 | Vila Madalena | São Paulo
Tel. (11) 3871-1002
Funcionamento: Rotisserie (de segunda a sábado – 11h às 18h e domingo – 11h às 16h). Almoço: de segunda a segunda – 12h às 15h30, sábado até 17h00 e domingo até às 16h.
Como chegar: pegue o metrô (linha verde) e desça na estação Vila Madalena.  De lá ou pegue um táxi (R$ 15) ou o ônibus Parque Edu Chaves e peça para descer o mais próximo da Rua Aspicuelta.

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Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados.

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quarta-feira, 04 de abril de 2012

Guerra e Paz: exposição leva ao grande público os dois últimos e maiores trabalhos de Cândido Portinari

Costumo enrolar horrores para escrever sobre as exposições de arte que visito. Principalmente quando eu gosto muuuito delas. Fico sem saber como começar, como me expressar, não sei exatamente o que dizer. São experiências que transcendem a palavra ou a escrita. Quase sempre me afasto dos dados técnicos e corro para o que me interessa de fato: qual a importância disso para a nossa memória? Peguei o metrô e, sozinha, fui descobrir.

A mostra Guerra e Paz traz ao Brasil – e ao brasileiro – os dois últimos e maiores murais feitos pelo artista Cândido Portinari. A obra foi encomendada pelo governo brasileiro para ser presenteada à ONU (Organização das Nações Unidas) de Nova York, em 1957. Os painéis gigantes (14 metros de altura por 10 metros de largura) ficavam no hall de entrada da Assembleia Geral e, por questões de segurança, tinham acesso restrito.

Como a ONU ia passar por uma reforma que duraria anos, nasceu o projeto Guerra e Paz, uma iniciativa do Projeto Portinari para levar este trabalho ao grande público. Foram alguns meses de articulações. Com o apoio e patrocínio de várias empresas, incluindo a intermediação do Itamaraty junto à ONU – o que parecia impossível virou… um conto de fadas. Sim, porque ver de perto esse que é considerado o mais perfeito e magistral trabalho de Portinari é algo que foge ao entendimento comum, não pode ser realidade.

A mostra está em dois pavilhões do Memorial da América Latina, em São Paulo. Na Galeria Marta Traba, há um filme que mostra o processo de desmontagem na ONU, montagem no Rio de Janeiro (por onde passou primeiro) e a restauração do painel – que durou 4 meses e foi aberta ao público. Outro dado perturbador é que quando foi convidado para fazer este trabalho Portinari estava proibido de pintar pelos médicos. Era uma tentativa de frear o processo de envenenamento pelas tintas, problema que há tempos vinha debilitando o artista.

Mas o paulista de Brodwski, cidade do interior de São Paulo, não cedeu e concluiu sua obra-prima. Outro dado curioso é que quando os painéis já estavam no Brasil, a equipe de restauradores percebeu que o painel Guerra estava praticamente intacto enquanto que o da Paz estava completamente desbotado. Mas antes que qualquer um metido a Nostradamus viesse com alguma profecia, os restauradores trataram de explicar: no painel Paz, Portinari usou muito a cor branca que, sob luz intensa – caso da entrada da ONU onde estava exposto – acaba tendo esse desgaste natural.

No Salão de Atos Tiradentes estão expostos os dois painéis. Portinari retratou a guerra sem colocar um único soldado ou arma. Ele foi direto às vítimas, e criou, entre outras figuras geniais, uma espécie de Pietá ao traduzir a dor da mãe que perde o filho. Já no painel da Paz um cavalo branco e crianças brincando de “pula carniça” mostram o que todos buscam, sempre: serenidade. Acredite, a entrada é franca!

SERVIÇO

Guerra e Paz | Projeto Portinari
Local: Memorial da América Latina | Barra Funda
Horário: terça a domingo, 9h às 18h.
Duração: até 21 de abril de 2012
Entrada: franca
Como chegar: pegue o metrô e desça na estação Barra Funda. Dentro da estação já há placas indicativas para o Memorial da América Latina. É só atravessar a rua.

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Fotos: Sílvia Oliveira

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segunda-feira, 02 de abril de 2012

Mocotó: o estrelado restaurante de comida nordestina com o melhor custo-benefício de São Paulo

Esqueça a sofisticação que acompanha muitos dos restaurantes estrelados. O Mocotó preserva a tradição cultural, mantém a simplicidade como aliada e une alta gastronomia com regionalismo. O restaurante fica na Vila Medeiros, numa quadra singela e longe do burburinho gastronômico paulistano. Há quase 40 anos era um empório que vendia carne seca, rapadura, farinha e um caldinho de mocotó que ficou famoso na vizinhança e acabou dando nome ao estabelecimento.

Mas a fase gorda e áurea do Mocotó começou há 8 anos quando o chef-gato-lindo-de-morrer, Rodrigo Oliveira, assumiu o restaurante. Colocou em prática tudo o que aprendeu com os pais – nordestinos e fundadores da casa. Levou para a cozinha do restaurante aquilo que faz a diferença: técnica, estudo e paixão.

Fomo numa sexta-feira, na hora do almoço. Não havia filas, mas nos fins de semana os clientes costumam se aglomerar na porta para disputar uma mesa. O cardápio tem uma receita mais salivante do que a outra: sarapatel, favada, feijão de corda, dobradinha, atolado de bode, lingüiça de pernil artesanal, carne de sol assada, pirarucu, entre outra delícias. Os dadinhos de tapioca – R$ 16,90 – (cubinhos de tapioca com queijo coalho servido com molho de pimenta agridoce) estão entre os petiscos mais solicitados.

Pedimos uma porção de torresmo (R$ 3,90). Olhe para a cara disso. Nunca vi igual. Uma carne macia por dentro e uma casca crocantinha por fora. O melhor torresmo que já provamos!

O Escondidinho de Carne Seca (R$ 18,90) é feito com purê de mandioca cremoso, com recheio de – muita – carne seca e requeijão e gratinado com queijo coalho. Quando chega, a cumbuquinha parece pequena, mas nós três comemos à vontade.

O famoso Baião-de-Dois (feijão com arroz incrementado com queijo coalho, linguiça, bacon e carne seca) é servido em vários tamanhos, desde o mini (R$ 8,50) ao grande (R$ 25,90). No pedimos a porção média (R$ 17,90) que deu e sobrou. Não resisti ao ovo caipira frito (R$ 2,90) e pedi logo dois!

A carta de doces é um capítulo à parte: pudim de tapioca, cocada cremosa, jaca em calda, sorvete de rapadura e muitas outras alternativas para seu paladar. Para agradar a Mariana fomos de Bolo de Chocolate com Cupuaçu e Castanha do Pará (R$ 11,90). É um bolo cremoso de chocolate meio-amargo, servido quentinho com uma bola de sorvete artesanal de nata.

O restaurante é todo decorado com ícones originais do nordeste como quadros, esculturas e uma seleção fenomenal de cachaças. Uma das paredes está repleta dos prêmios que o Mocotó ganhou nos últimos anos, inclusive como o melhor “Bom e Barato” de São Paulo. O atendimento foi impecável, muito amável e solícito. O sous-chef Clayton Mendes se ofereceu para nos acompanhar pelo restaurante e nos apresentou até a cozinha experimental, que fica na casa ao lado. Isso sem perguntar quem éramos e o que estávamos fazendo ali. O Mocotó é aquele tipo de experiência gastronômica feliz do começo ao fim!

SERVIÇO

Mocotó Restaurante e Cachaçaria
Local: Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100 | Vila Medeiros | São Paulo-SP
Tel. (11) 2951-3056
Como chegar: pegue o metrô linha Azul e desça na estação Tucuruvi. De lá, vá até à Rua Paranabi (em frente ao metrô) e pegue o ônibus 121G-10 (Parque Novo Mundo), que para na esquina do Mocotó. Se for à noite, em vez de pegar o ônibus recomendo ir de táxi.

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segunda-feira, 12 de março de 2012

Catavento Cultural: mude sua concepção de museu

Museus costumam ser ponto alto nas minhas viagens. Mas ando cansada de mais do mesmo. Quem já fez algumas viagens para a Europa como nós talvez saiba o que isso signifique. O trio Picasso-Monet-Rembrandt, encontrado em to-dos os museus do mundo, terá sempre seu valor. Mas museus de arte, para uma tremenda ignorante no tema como eu, começam a ficar repetitivos com o passar dos anos. Por isso que eu até simpatizo com a arte contemporânea. Ela é tão sem pé nem cabeça que me faz, no mínimo, pensar!

Já os museus de história – os meus preferidos – pareciam uma fonte inesgotável de prazer para mim. Só que depois de algumas visitas ao Louvre (que traz uma seção arqueológica inteira sobre Egito e Grécia), o British Museum (em Londres) e até o atrapalhado Museu do Cairo (no Egito), estou muito impaciente com caquinhos de cerâmica descobertos ao lado de fósseis indígenas.

Somado a tudo isso agora tenho uma filha de três anos. E quanto mais curioso, interativo e lúdico o museu, mais bem-sucedida será nossa visita. Foi assim no Museu Catavento Cultural, que conhecemos na nossa última viagem a São Paulo, no ano passado. O local oferece uma das mais interessantes propostas sócio-educativas da América Latina para crianças e adultos. O complexo é dividido em quatro grandes áreas do saber: Universo, Vida, Sociedade e Engenho.

Em todas as seções é possível interagir com o conhecimento. Aprende-se sobre o sistema solar, formação de galáxias e cavernas. Até um meteorito – que caiu há 6 mil anos na Terra – está em exposição para você tocar e sentir textura e formato.

A sala do Engenho foi onde o Raul mais se divertiu: são várias atrações que explicam teorias sobre o som, luz, ótica, magnetismo e até como são produzidas algumas forças invisíveis da natureza. Uma bola eletromagnética é famosa por deixar os cabelos em pé de quem põe as mãos nelas. Sou tão energética que meus cabelos quase não saíram do lugar. Rá rá!

A bolha de sabão gigante é divertidíssima. A ala que fala sobre a Vida foi mais interessante para a Mariana. É o setor dos peixinhos, da borboletinha, dos bichinhos em geral! Existe uma área dedicada à Nanotecnologia e até um roteiro interativo sobre prevenção da gravidez na adolescência – para maiores de 13 anos!

O prédio onde está o museu é um lindo capítulo à parte. A inauguração foi em 1924. Levou 13 anos para ficar pronto. Já foi delegacia, claustro e até sede da Prefeitura de São Paulo. Sua visita já começa do lado de fora, cheio de placas informativas e com o reconhecimento técnico de uma Maria Fumaça e de um avião modelo DC3, largamente usado na 2ª Guerra Mundial. Percebeu? Com ou sem filhos o Catavento Cultural não pode mais ficar fora do seu roteiro paulista. Depois você vai até poder dizer que virou fã de museu! :-)

SERVIÇO

Catavento Cultural
Local: Palácio das Indústrias | Parque Dom Pedro II (A estação de metrô mais perto é a Dom Pedro II (linha vermelha) que fica a uns 10 minutos de caminhada do museu. Do Mercado Municipal são dois quarteirões.)
Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 17h – entrada até às 16h.
Ingresso: R$ 6. Aposentados, idosos e crianças de 4 a12 anos pagam meia.
Estrutura: tem lanchonete e estacionamento – pago à parte.

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Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Cinco atrações grátis e estreladas em São Paulo

Talvez São Paulo seja a capital mais cara do Brasil. Hospedagem e comida custam os tubos. Mas com certeza é uma das cidades brasileiras que mais oferecem programas gratuitos por metro quadrado. Selecionei apenas cinco que podem estar – ou não – entre seus preferidos. De qualquer maneira, todos merecem sua visita!

1. Theatro Municipal | O belíssimo edifício de 1911 passou por três anos de restauração. Ganhou tapetes, poltronas novas e até um restaurante-café, projetado pelos designers (e irmãos) Campana. O mobiliário e a decoração do Café viraram notícia no jornal norte-americano The New York Times. As visitas guiadas (grátis!) devem ser agendadas pelo e-mail: tmeducativo@prefeitura.sp.gov.br. Não há visitação livre, ou seja, aquela em que você pode fazer o tour sozinho. www.teatromunicipal.sp.gov.br

2. Mosteiro de São Bento | A igreja em si tem pouco mais de 90 anos, mas o mosteiro já passa dos 400! Além da linda arquitetura interna, o visitante tem uma experiência única caso possa participar de alguma missa acompanhada de canto gregoriano. No domingo, as apresentações começam às 10h. Ao lado da sacristia funciona a lojinha dos monges beneditinos, onde são vendidos pães, bolos, geléias, biscoitos e outras guloseimas abençoadas! www.mosteiro.org.br

3. Memorial da América Latina | Com fácil acesso pelo metrô, o memorial – projetado por Oscar Niemeyer – reúne diversos pavilhões com amostras artísticas e culturais de várias regiões do continente que acabou dando nome ao complexo. Espetáculo são pagos à parte. www.memorial.sp.gov.br

4. Museu de Arte Contemporânea | São dois edifícios: um no Parque Ibirapuera e dois na Cidade Universitária. O acervo possui 10 mil obras com destaque para o… modernismo! Embora leve o adjetivo “contemporâneo” no nome, o museu acabou se tornando uma referência do movimento artístico que consagrou Tarsila do Amaral e Anita Mafaltti. O acervo, considerado um dos melhores e maiores do Brasil, reúne também Picasso, Matisse, Miró, Kandinsky, Modigliani, entre outros. www.mac.usp.br

5. Parque do Ibirapuera | É um dos mais importantes parques urbanos do país. Com uma infra-estrutura invejável e bem cuidada, o Ibirapuera é espaço democrático para turistas e paulistanos. Cheio de atrações, o parque abriga auditórios, museus, chafarizes, pavilhão temático e uma enorme área de lazer ao ar livre. www.parqueibirapuera.org

Em tempo: o Museu da Língua Portuguesa, do Futebol, a Pinacoteca e o MASP são atrações pagas. Mas todas reservam um dia da semana com entrada grátis!

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Foto: Raul Mattar

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segunda-feira, 03 de outubro de 2011

Compras em São Paulo: pechinchas e lojinhas legais

É uma das minhas capitais preferidas no Brasil. Não chega a ser meu destino de sonhos para passar 15 dias de férias. Mas para aquele fim de semana em busca de boa comida, compritchas descompromissadas e uma boa agenda cultural, São Paulo é o melhor lugar do mundo. Principalmente porque está a 45 minutos de avião da minha casa. Rá!

Elaborei uma listinha – que está longe de ser completa ou definitiva – de lugares interessantes para compras na capital paulista. Os endereços abaixo servem para quem gosta de investir em badulaques ou roupas bacanas. As sugestões podem ser, também, uma opção para os apaixonados pelas coisinhas domésticas que vão de cafeteiras charmosas a simplórios jogos de tuppewares.

Doural
Minha paixão em utilidades domésticas e utensílios para cozinha. Consigo passar uma manhã inteira só aqui. Vende de facas do dia a dia a equipamentos gourmets no estilo sonho-meu. A Doural oferece, também, itens de cama, mesa, banho, cortinas e objetos de decoração. São mais de 150 marcas como Tramontina, Silit, Karsten, Bugatti, Casamiga, Oster, Cuisinart, entre outras. => Rua 25 de Março, 595.

Camicado Atacadista
Esqueça a sofisticação das lojas Camicado dos shoppings. Aqui você encontra utilidades domésticas, brinquedos, papelaria e artigos para festas. Copos de acrílico (300ml) nas mais variadas cores, a partir de R$ 4,80 – pacote com 10 unidades. Vende no atacado e no varejo. => Rua Barão de Duprat, 133/145. (região da 25 de Março)

Gladys Bijoux
Bem na ladeira de Porto Geral, já na saída do metrô São Bento – na região da 25 de Março – estão várias lojinhas de bijuterias, daquelas que você sai com a sacolinha cheia gastando menos de R$ 20. Uma delas é a Gladys que, na verdade, é mais específica para quem gosta de montar as próprias bijus. Vende também on-line pelo site. => Ladeira Porto Geral 52, 1°andar, sl.14. (No 2º andar ficam as vendas por atacado).

Depósito de Meias São Jorge
Além de meias, a enorme loja – fundada em 1955 – vende pijamas, lingeries, cuecas e moda fitness de boas marcas (Lupo, Darling, Trifil, UpMan, Valisere, Scala, etc) a preços bem atrativos. => Rua 25 de Marco, 485.

Armarinhos Fernando
Apesar de ser um gigante ali na região da 25 de Março eu nunca dei muita bola para essa loja. Até que tive uma filha e enlouqueci com a opção de presentes para a molecada. Mas o armarinho também vende muita coisa para quem gosta de artesanato,  além de rendinhas, bordados inglês, etc. O local é imenso e vive lotado. Exige disposição para garimpar boas ofertas. Abre também aos domingos (9h às 14h). => Rua 25 de Março, 864/872.

Casa das Flores Secas
É uma das mais completas lojas de produtos secos e flores desidratadas do país. Atende desde a dona de casa ao decorador mais requintado. Vende lindos vasos e chachepôs. Aqui você encontra bolas decorativas, folhagens, frutos secos, palhas e vimes. => Rua da Cantareira, 1125 | Bom Retiro. (Próximo à Feirinha da Madrugada do Brás)

Zelo
A novidade desta loja – que fica num suntuoso casarão da década de 30 na região do Brás – são os grandes saldos. Aqui, aquele mesmo edredom que você estava namorando na unidade do shopping pode sair pela metade do preço. Trabalha com grandes marcas como Duoflex, Buddemeyer, Artex, etc. => Rua Ministro Firmino Whitaker, 95 | Brás.

Lojão do Brás
Com mais de 10 endereços (com filiais na cidade e no interior do estado), o Lojão do Brás – a loja da família – vende de tudo. Cama, mesa, moda feminina, infantil, fitness, enxoval – entre outras áreas. Algumas vendedoras estão bem preparadas e sabem dar dicas bacanas de como escolher o melhor lençol ou travesseiro para você. Preços atrativos. Evite ir aos sábados porque o local fica intransitável. => Largo da Concórdia, 88 | Brás. (Metrô Brás)

Espaço Havaianas
É a loja-conceito das tradicionais sandálias que não têm cheiro, não deformam e… o resto você já sabe! O modelo que leva a bandeirinha do Brasil na tira (lançado na Copa de 98) é disputado a tapa no exterior e lá fora pode custar até € 40 o par. Mas o Espaço Havaianas (<– clique para ver nossa matéria lá) é democrático. Mesmo localizado no coração dos Jardins – em plena rua Oscar Freire – a loja oferece toda a coleção (eu disse t-o-d-a!) por preços normais e, quando não, você encontra novidades mais em conta do que nos supermercados. Mas o legal aqui não é caçar pechinchas e, sim, encontrar modelos diferentes por preços justos. => Rua Oscar Freire, 1116.

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sábado, 30 de abril de 2011

Tradicional sanduíche de mortadela do mercadão de São Paulo ganha novos ingredientes

Nós já falamos aqui da principal vedete do Mercado Municipal de São Paulo: o Sanduíche de Mortadela. É a comidinha mais inebriante da cidade. São quase 200 g de mortadela dentro de um pão francês fininho e crocante.

De uns tempos para cá, o sanduíche original ganhou outros recheios associados: salame, queijo e até carne seca. Assim como o Pastel de Bacalhau, o sandubão é oferecido em quase todos os boxes. Mas o original é o do Bar do Mané, que está lá desde a inauguração do mercado municipal.

Ah, se preferir, é possível pedir mortadela light. O sanduíche mais “simples”, apenas com o ingrediente principal, custa R$ 9,00. Inclua um pacotinho de Estomazil® na conta final. Rá!

SERVIÇO

Bar do Mané
Rua da Cantareira, nº 306 | E-14 | Mercado Municipal de São Paulo
Tel. (11) 3228.2141
Horário de atendimento: diariamente, das 4h às 17h.

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pastel de Bacalhau do Hocca Bar: o clássico do mercadão de São Paulo

[Post atualizado em setembro de 2016] Ele está em quase todos os quiosques do Mercado Municipal de São Paulo. Mas o pastel de bacalhau do Hocca Bar é o mais tradicional. O estabelecimento é uma espécie de grife do pitéu. A qualquer hora do dia você vê uma fila enorme de gente salivando à espera da célebre iguaria. Não é para menos: estamos falando de uma receita que nasceu há 30 anos!

O recheio, molhadinho e muito bem temperado, leva 150 g do legítimo Gadus Morhua. A massa do pastel é levinha e crocante. Ótimo se acompanhado com um delicioso suco de acerola. O Pastel de Bacalhau do Hocca Bar já foi premiado várias vezes e, inclusive, teve destaque em jornais internacionais como o The New York Times.  Custa R$ 22,75 (valores de setembro de 2016) e vale por uma refeição. Inclua na sua próxima visita!

SERVIÇO

Hocca Bar
Rua da Cantareira, nº 306 | Mercado Municipal de São Paulo
Loja Mezanino (Box 5), Rua G  (Box 7) e Rua G (Box 21)
Tel. (11) 3327.6938
Horário de atendimento: segunda a sábado, das 7h30 às 18h; domingo e feriados, 7h30 às 16h.

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Torre du Kebab: beirute gigante no mercadão municipal de São Paulo

O box do Torre du Kebab está escondinho, mas é só perguntar onde fica o melhor beirute do Mercado Municipal de São Paulo que vai ser fácil encontrar. O local oferece uma variedade enorme do sanduíche que, de tão grande, pode ser dividido por dois.  Esse da foto já está cortado ao meio e mal cabe no prato. Acompanha porção de batatas fritas. A novidade é o Beirute de Bacalhau – uma homenagem ao próprio mercadão que é famoso por vender vários quitutes com o “peixe”. 

Nós pedimos um beirute tradicional, daqueles que acompanham carne fininha, ovo, saladinha e o cheddar derretido. Custa, em média, R$ 15. E um único lanche-beirute alimenta facilmente duas pessoas. Se para você as  comidinhas do mercadão se resumem a pastel de bacalhau e sanduíche de mortadela… é melhor começar a rever seus conceitos! :-)

SERVIÇO

Torre du Kebab
Rua da Cantareira, n. 306  Linha K – Box 2 | Torre B | Mercado Municipal de São Paulo
Tel. (11) 3229.2485
Atendimento: de segunda a sábado, 9h às 18h. Domingo,das 10h às 16h.

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Foto: Matraca’s Image Bank

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Galeria Melissa: fachada vira obra de arte feita de post-it

Quando eu era pequena ganhava todos os modelos da Melissa – a marca de sapatos plásticos mais conhecida do Brasil. Naquela época, há quase 30 anos, os modelos eram bem menos fashion e muito mais acessíveis. Hoje, algumas sandalinhas chegam a R$ 300, pequenas obras de arte criadas por estilistas como Jean Paul Gaultier, Alexandre Herchcovitch, Marcelo Sommer, Vivienne Westwood, entre outros.

Mas obra de arte mesmo está na fachada da loja-conceito da Melissa (a poucas quadras do charmoso Espaço Havaianas), na rua Oscar Freire, em São Paulo. O pessoal do marketing da empresa teve uma ideia genial: usar aqueles pequenos papéis adesivos de notas – tipo post-it – para criar imagens gigantescas. É como se cada post-it  fosse um pixel de imagem. De longe, você vê os desenhos. De perto, os recadinhos de quem passou por ali, e assim como eu, ficou boquiaberto com tanta originalidade.  

 

São usados cerca de 35 mil folhas de post-it em cada lay-out – que está sendo trocado a cada 15 dias. Aproveite, porque a última fachada-papelzinho da galeria será montada no fim de abril e são só duas semanas em exposição. Já do lado de dentro, a loja é bonita, com ambientação escura e poucos (e caros!) pares à mostra. Para os aficionados pela marca vale entrar. Se não for o seu caso, o legal mesmo fica do lado de fora.

SERVIÇO

Galeria Melissa
Rua Oscar Freire, n. 827 | Jardins |  São Paulo – SP
Tel. (11) 3083.3612
Horário de atendimento: de segunda a sexta, das 10h às 19h. Sábado, das 10h às 17h.

Fotos: Matraca’s Image Bank

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Matraqueando - Blog de viagem | Por Sílvia Oliveira

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