-  Atualizado 08/01/2019

Vale Europeu Catarinense | Guia prático para percorrer o roteiro mais charmoso do Brasil

Publicado por: Silvia Oliveira Blumenau, Brusque, Nova Trento, Pomerode, Vale Europeu

Quando a gente fala em Santa Catarina logo vem à cabeça as badaladas praias do estado. Mas nem todo mundo sabe que o interior abriga uma das rotas mais incríveis do Brasil, o Vale Europeu Catarinense. Vai da arquitetura típica às festas tradicionais, do ecoturismo aos roteiros de compras da indústria têxtil, do turismo rural às celebrações religiosas.

O Vale Europeu Catarinense fica no Vale do Itajaí. Para efeitos de geolocalização, Blumenau (famosa no mundo inteiro pela Oktoberfest) e Pomerode (considerada a cidade mais alemã do país) são alguns dos municípios mais conhecidos do roteiro.

Herança germânica em Blumenau

Decidimos percorrer a região num feriado prolongado de verão e ficamos surpresos com a tranquilidade que encontramos pelo caminho. Nessa época, todo mundo corre para o litoral. Ficamos com o silêncio, estradas vazias, nada de muvuca, preços honestos e atrativos inteiros só para nós em pleno… carnaval!

QUAIS CIDADES FORMAM O VALE EUROPEU CATARINENSE

A rota turística do Vale Europeu Catarinense é formada por 19 municípios que estampam a identidade histórica e cultural do trajeto. São eles: Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Blumenau, Botuverá, Brusque, Canelinha, Doutor Pedrinho, Gaspar, Guabiruba, Indaial, Luiz Alves, Major Gercino, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio, São João Batista, Nova Trento e Timbó.

São cidades colonizadas por alemães, italianos, poloneses e austríacos que imprimiram na arquitetura e na gastronomia a forma de viver dos imigrantes. A diversidade étnica do Vale Europeu preservou as afinidades de suas origens como a história, religião e idioma – criando uma união cultural muito própria.

O QUE TEM NO VALE EUROPEU CATARINENSE

Por se tratar de uma rota que percorre várias cidades próximas é um passeio essencialmente terrestre. As estradas que interligam os destinos do Vale Europeu revelam paisagens belíssimas com casinhas enxaimel, construções centenárias, capelas, engenhos, plantações de arroz, morros, pinheiros, araucárias e até cavernas.

Rota Enxaimel em Pomerode

A região – entrecortada por rios, riachos e cachoeiras – é uma das áreas com maior número de nascentes do Brasil.  Os fissurados pela prática de esportes como rapel, canyoning e trekking encontram terreno fértil por aqui. Muitas fazendas abrem as porteiras para atividades de lazer como trilhas, cavalgadas e pescaria, além de oferecer mesa farta com café colonial e comida típica.

Fazer o percurso de carro faz toda a diferença. Já os adeptos do ciclismo também encontram 300 quilômetros de vias secundárias que formam o Circuito de Cicloturismo do Vale Europeu. O trajeto – que tem início em Timbó – passa por nove cidades e forma o primeiro circuito ciclístico intermunicipal do Brasil.

O Vale Europeu é um destino que contempla ainda diversas igrejas luteranas, católicas, capelas e oratórios.

Vila Germânica em Blumenau

Blumenau, Pomerode, Brusque e Gaspar se destacam pela herança alemã. Já São João Batista, Rodeio e Nova Trento tiveram colonização italiana, por exemplo.

COMO PERCORRER O VALE EUROPEU CATARINENSE

Nosso roteiro foi feito em seis dias inteiros de carro. As cidades chaves, na minha opinião, são Blumenau, Timbó, Pomerode e Nova Trento. A partir delas você consegue visitar as outras da região.

As distâncias entre um destino e outro variam de 20 a 60 quilômetros. Embora existam muitas estradinhas de terra no percurso não é preciso veículos com tração. O Matraca-Móvel é um carro sedan e se comportou perfeitamente durante a viagem!

Montamos nossa base em Blumenau para visitar Benedito Novo, Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros, Rodeio e Timbó. No quinto dia, fizemos check-out na pousada de Blumenau e descemos até Botuverá para visitar a maior caverna do Sul do Brasil.

Construções enxaimel em Pomerode

De lá seguimos para Nova Trento para dormir. Passamo a manhã do sexto dia em Nova Trento (apenas fomos à missa pois já conhecemos a cidade de cabo a rabo) e depois demos uma esticada a Brusque e São João Batista para compras de peças de cama, mesa e calçados. No fim da tarde voltamos a Curitiba.

Você pode se hospedar cada dia em uma cidade diferente para não ficar nesse vai e vem diário a Blumenau como nós fizemos. O detalhe é que, entre o vai e vem e ter que abrir e fechar mala todo dia para mudar de pouso, preferimos ficar no vai e vem uma vez que as distâncias entre um destino e outro são relativamente curtas! 🙂

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QUAL A MELHOR ÉPOCA PARA PERCORRER O VALE EUROPEU

O Vale Europeu pode ser visitado o ano inteiro. Importante destacar, porém, que no outono – entre abril e meados de junho – chove menos, informação relevante principalmente para quem vai fazer cicloturismo (ou até mesmo para quem vai de carro).

Os passeios são essencialmente externos e envolvem muitas paisagens e natureza. Uma chuvinha de leve não atrapalha, mas se o aguaceiro for diário e torrencial pode impossibilitar, sim, o programa.

No verão (quando eu fui) faz MUITO calor. O vale é uma pequena estufa, que fiquem os calorentos avisados. Não à toa a região estava vazia. É um período em que todo mundo prefere a praia.

Mas as cidades estão cheias de rios e cachoeiras para um refresco. Sem contar que você tem a opção de visitar o Parque Aquático Cascanéia (a 15 quilômetros de Blumenau), considerado um dos melhores do sul do Brasil.

Já a primavera pode ser considerada o período mais bonito para viajar pelo Vale Europeu Catarinense. A temperatura é amena e as hortênsias (mas é muuuita hortênsia!) deixam os caminhos e estradas mais encantadores ainda!

CALENDÁRIO DAS FESTAS TÍPICAS DO VALE EUROPEU

O calendário de festas do Vale Europeu é extenso. Todos os municípios do circuito turístico do Vale Europeu Catarinense têm um evento típico durante o ano.  Você também pode escolher o período da sua viagem para cá de acordo com a festança de cada lugar!

Em janeiro acontece a Festa Pomerana, em Pomerode. A cidade também promove a Osterfest, um evento belíssimo de páscoa que ocorre em março ou abril. Junho recebe a Anima Italia (Rio do Sul) e a Festitália (Blumenau). Em agosto, o município de Rodeio promove a La Sagra, que relembra os costumes dos imigrantes italianos.

A Festa Trentina de Rio dos Cedros acontece em setembro. Em outubro a região ferve. Temos a Oktoberfest (Blumenau), a Fenarreco (Brusque), a Festa do Imigrante (Timbó) e a Kegelfest (Rio do Sul).

QUAIS CIDADES VISITAR NO VALE EUROPEU CATARINENSE

Isso vai depender do seu tempo disponível e estilo de viagem. Mesmo vindo para cá no verão, nós não optamos por visitar cachoeiras, trilhas ou fazer esportes de aventura, mesmo passando por algumas cidades com estes atrativos. Foi decisão pessoal e critério particular. Na próxima prometo preencher essa lacuna no meu currículo! 🙂

Abaixo, segue um resumo dos destinos que visitamos na nossa viagem de seis dias pelo Vale Europeu Catarinense. REFORÇANDO | Trata-se de um resumo de cada lugar. Não tive a pretensão de esgotar todas as possibilidades dos destinos. Com certeza, muita coisa ficou de fora, atrativos que provavelmente agradariam a você. Ao todo, andamos uns 500 quilômetros dentro do estado (sem contar a ida e a volta de Curitiba).

BLUMENAU

A cidade que abriga o Oktoberfest, a maior festa alemã das Américas (veja aqui a programação), é um dos principais polos econômicos e turísticos do Vale do Itajaí. Os traços da cultura germânica estão por todos os lados, dos prédios públicos ao comércio local.

Museu Hering em Blumenau

Nossa base para percorrer parte do Vale Europeu foi montada aqui porque encontramos a Pousada do Galdino, hospedagem familiar simples e econômica com cozinha equipada e preços excelentes em pleno carnaval.

Vista do vale a partir da nossa pousada

Quando chegamos e encontramos tudo vazio (todo mundo estava nas praias, lembra?) entendemos o porquê da tarifa acessível. =D

Glass Park – Cristais di Murano em Blumenau

Em Blumenau andamos pelo centro, visitamos o Museu da Cerveja, o Museu Hering, a Vila Germânica (o complexo temático onde acontece a Oktoberfest), fomos assistir à demonstração de como se fazem peças de vidro e cristal no Glass Park – Cristais di Murano (a produção de cristais são um clássico em Blumenau) e conhecemos a Vila Itoupava, uma comunidade nos arredores da cidade.

A Vila Itoupava, formada por belas paisagens bucólicas e construções enxaimel, é considerada o distrito mais alemão de Blumenau. Muitas casas são tombadas pelo IPHAN – Patrimônio Histórico Nacional – e recebem até plaquinha de identificação.

Para um momento extravagância na Vila Itoupava, recomendo o Abendbrothaus, o único restaurante de Blumenau que recebia uma estrela no falecido Guia Quatro Rodas. O local pertence à família Jensen.

É conhecido por servir o melhor marreco da região com diversos acompanhamentos tradicionais como chucrute e purê de maçã.  Mas, atenção, funciona somente aos domingos na hora do almoço (11h30 às 15h30) e só atende com reservas. Rua Henrique Conrad, 1194 – Tel. (47) 3378-1157.

INDAIAL

Passamos por Indaial indo para Timbó e conhecemos o básico da cidade. Só depois de quase assar ao tentar sair do carro para conhecer a Casa Duwe é que descobri que Indaial é considerada a cidade mais quente de Santa Catarina.

Casa Duwe em Indaial

A Casa Duwe, construída na década de 40, é uma edificação enxaimel tombada pelo IPHAN. Fica na Rua Augusto Maas, 5.700 – beeeem afastada do centro da cidade. Como ainda está habitada pela família, a observação e fotos só podem ser feitas pelo lado de fora. Não achei que valeu a pena andar quilômetros e quilômetros de estrada de chão para ver a casinha, assim de longe e no meio do nada. (Até porque, meu filho, casa enxaimel é o que não falta neste roteiro.)

Se eu soubesse ia direto para o bairro Warnow. Está a 10 quilômetros do centro e preserva as primeiras casas enxaimel do povoado. Nesta pequena comunidade estão dois monumentos tombados pelo Patrimônio Histórico: a ponte pênsil e a ponte de madeira coberta sobre o Ribeirão Warnow.

A fofíssima Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro também faz parte do patrimônio tombado pelo IPHAN. Já a Ponte dos Arcos, construída em 1926, é o cartão postal da cidade. Foi a primeira ponte de concreto armado erguida sobre o Rio Itajaí-Açu.

Distância de Blumenau a Indaial: 23 km

TIMBÓ

Timbó também é uma ótima cidade para montar sua base e só não ficamos aqui porque a hospedagem na época estava mais cara do que em Blumenau. A localização é estratégica para percorrer diversos atrativos do Vale Europeu Catarinense. Está numa região montanhosa de vegetação belíssima.

O município tem diversas construções tombadas pelo IPHAN como a Casa Zimath, Casa Radoll e Casa Reinecke. O Morro Azul com 758 metros de altura é excelente para a prática do voo livre. Timbó também é ponto de partida do Circuito de Cicloturismo do Brasil.

No centro está o Complexo Turístico Jardim do Imigrante com restaurante, ponte e cachoeira com roda d’água sobre o Rio Benedito. Caso esteja percorrendo o vale de bike, aqui você pode carimbar seu passaporte oferecido para quem faz a rota.

O Jardim Botânico de Timbó foi uma linda surpresa. O local tem área verde ampla com lagos, trilhas, churrasqueiras e casinhas típicas.

Jardim Botânico de Timbó

Distância de Indaial a Timbó: 15 km

Distância Blumenau a Timbó: 33 km

Divas modelando em Timbó 

BENEDITO NOVO

Município de colonização alemã, Benedito Novo tem diversas cachoeiras. Uma das mais famosas é a do Zinco com 75 metros de queda. A cidade abriga a única igreja em estilo enxaimel do Brasil.

Distância Timbó a Benedito Novo:  19 km

Distância Blumenau a Benedito Novo: 47 km

RIO DOS CEDROS

Eu tive a impressão de que Rio dos Cedros merecia pelo menos um dia inteiro ou até mesmo um fim de semana só para ela. O lugar é tão bucólico e apaziguador que parecia que estávamos num universo paralelo em pleno carnaval brasileiro.

Assim como a maioria das cidades do roteiro, o município tem colonização italiana e alemã. Boa parte apresenta ainda ruas de chão batido ladeadas por construções coloniais centenárias.

Plantações de arroz no Vale Europeu Catarinense

A Cachoeira Formosa e a Gruta do Índio são as opções para os mais aventureiros. Já o Parque Aquático Águas de São Bernardo tem toda a estrutura para quem quer sombra e água fresca sem muito esforço.

O que me interessava aqui era conhecer a Cultura do Vime. São mais de 100 famílias trabalhando na fabricação artesanal de peças utilitárias e de decoração feitas em vime. É uma tradição passada de pai para filho.  A comunidade onde está concentrada a produção chama-se Rio Milanês. Fica a 25 quilômetros do centro por estrada de terra em boas condições.

Distância Timbó a Rio dos Cedros:  13 km

Distância Blumenau a Rio dos Cedros: 40 km

RODEIO

O dialeto trentino dos imigrantes italianos ainda é falado em Rodeio. Algumas das principais atrações do município ficam no centro como o Museu de Usos e Costumes da Gente Trentina (colonos que vieram da região de Trento, na Itália) e a vinícola San Michelle.

A cascata O Salto, uma queda d’água com 80 metros de altura, é um dos atrativos para quem gosta de ecoturismo. O Vale das Trutas, considerado um dos melhores restaurantes do Vale Europeu, oferece uma sequência de trutas sensacional de terça a domingo.

Mas meu interesse aqui era o Picol Paradis que no dialeto trentino significa Pequeno Paraíso. É uma estrada de chão conhecida como “Caminho das Hortênsias”, um trecho florido de oito quilômetros e cercado por 64 anjos com dois metros de altura cada. A construção das imagens é obra do Sr. Paulo Notari que começou a produzir as esculturas como pagamento de uma promessa.

As setas amarelas indicam o percurso do cicloturismo

Já conhecido como “bairro celestial” de Rodeio, o Picol Paradis também tem uma enorme estátua do Cristo Redentor com nove metros de altura compondo a paisagem com os anjos, todos brancos segurando uma hortênsia na mão. É muito lindo, parece mesmo que estamos num pequeno pedaço do paraíso.

Distância de Timbó a Rodeio: 23 km

Distância de Blumenau a Rodeio: 44 km

POMERODE

Pomerode, a cidade mais alemã do Brasil, é uma das estrelas do Vale Europeu Catarinense. Esta pequena relíquia fica a 30 quilômetros de Blumenau.

Com pouco mais de 28 mil habitantes, o município abriga uma das mais incríveis heranças coloniais europeias: o maior acervo de construções no estilo enxaimel fora da Alemanha.

São mais de 300 casas distribuídas por todo o município. Boa parte delas, cerca de 50, está concentrada ao longo de 16 quilômetros no bairro Testo Alto, formando a chamada Rota do Enxaimel.

Ao todo, são mais de 100 construções tombadas pelo Patrimônio Histórico municipal, estadual e federal. Durante todo o percurso você encontrará diversas edificações genuínas, um presente dos antigos colonizadores.

Não tem muito segredo. É só pegar o carro (ou a bicicleta) e parar onde achar bacana para tirar foto ou conhecer de perto. A maioria das casas só pode ser apreciada por fora. Mas existem alguns pontos de parada para descanso e compritchas de bolachas e doces típicos como a Casa Siewert. Veja meu post completo sobre a Rota Enxaimel aqui.

Um dos locais mais fotogênicos de Pomerode está na Pousada Rural Mundo Antigo. Os chalés foram construídos na arquitetura enxaimel em meio a um vale verdejante. A hospedagem oferece restaurante com comida típica alemã aberto ao público nos finais de semana.

Quem come lá (nossa opção) tem direito a visitar as áreas externas da pousada e garantir algumas das mais belas fotos do roteiro. Achamos a comida apenas média, cara (R$ 58 por pessoa, criança até 11 anos paga metade) e o ambiente não tinha ar condicionado num dia em que a sensação térmica chegava a 40 graus. Mas valeu muito pelas fotos que fizemos do local, realmente lindo!

Ah, a Pousada Rural Mundo Antigo não está no Booking.com (sistema de reserva que não cobra taxa de serviço e tem cancelamento gratuito para a maioria dos quartos), mas caso queira se hospedar lá dê uma olhadinha antes nas avaliações do TripAdvisor para ver se atende as suas expectativas.

Além de participar dos tradicionais eventos como a Festa Pomerana (janeiro) e a Osterfest (março e abril), você pode conhecer a Casa do Imigrante Carl Weege e o Restaurante Colonial Wunderwald que oferece os tradicionais joelho de porco, marreco recheado e uma maravilhosa bisteca de porco defumada.

Uma opção de lazer na cidade que agrada muito a criançada é o parque temático Vila Encantada. O local promove, através de atividades lúdicas, uma mistura de piratas, dinossauros e insetos gigantes. O espaço tem museu com fósseis originais e infraestrutura completa para a família como banheiros e lanchonete. Fica ao lado do Zoo Pomerode.

Parque Vila Encantada em Pomerode

Distância de Blumenau a Pomerode: 30 km

BOTUVERÁ

No quinto dia de viagem fizemos o check-out cedinho na Pousada do Galdino em Blumenau e fomos em direção a Botuverá, cidade que abriga, paaaara tudo, a maior e mais ornamentada caverna do sul do Brasil.

As Grutas de Botuverá ficam numa localidade chamada Ourinho, a 15 quilômetros do centro da cidade. Algumas partes da caverna estão abertas à visitação. Encravado numa montanha, o interior tem nove salões de até 20 metros de altura cobertos por esculturas naturais formadas durante milhões de anos. Milhões!

O passeio guiado de 45 minutos já é suficiente para admirar e ficar fascinado com as formações incríveis como estalactites, estalagmites e grandes colunas de sustentação. É i.m.p.r.e.s.s.i.o.n.a.n.t.e.!

A infraestrutura do parque que dá acesso à caverna dispõe de churrasqueiras, restaurante e estacionamento para carros e ônibus. Uma pequena trilha leva até uma bonita queda d’água. Não é permitido fotografar ou filmar dentro da caverna. Essas imagens do interior foram retiradas do site oficial. Veja aqui os valores do ingresso e horários de visitação.

GASPAR

Só para constar, no caminho para Botuverá passamos por Gaspar para visitar a imponente Igreja Matriz São Pedro Apóstolo da cidade e seguimos viagem.

Mas é aqui que fica o Parque Aquático Cascanéia (ingresso adulto a R$ 65 e criança de 04 a 11 anos paga R$ 30). Como está bem perto de Blumenau, no segundo ou terceiro dia de viagem – não me lembro ao certo agora – passamos a tarde no parque para fugir do calor intenso da região!

Igreja Matriz São Pedro Apóstolo em Gaspar

Gaspar merece bem mais do que uma passadinha rápida. Se eu tivesse conseguido visualizar e entender o roteiro um pouco melhor antes de testá-lo in loco talvez tivesse trocado nossa visita a Indaial por Gaspar.

A cidade tem diversos passeios rurais (como o Roteiro Vila d’Itália na localidade de Gasparinho), alambiques de cachaça, cervejaria artesanal, vários parques aquáticos e estâncias rurais como o Fazzenda Park Hotel e o Eco Hotel Arraial do Ouro (hospedagens com preço e padrão de resort a quem interessar possa).

Parque Aquático Cascanéia em Gaspar

Distância de Blumenau a Gaspar: 15 km

Distância de Gaspar a Botuverá: 50 km

Distância de Blumenau a Botuverá: 65 km

Distância de Botuverá a Nova Trento: 50 km

NOVA TRENTO

Saímos de Botuverá no final da tarde em direção a Nova Trento, onde dormimos a última noite da viagem na Pousada Portal do Vígolo. Como Nova Trento é velha conhecida nossa também já ficamos em outras oportunidades na Pousada Cantina Italiana e na Pousada Villa Trentina. (Clique nos links para ver mais fotos e fazer a reserva!)

Santuário Santa Paulina em Nova Trento

Passamos por Nova Trento pelo menos a cada três meses para visitar o Santuário Santa Paulina (veja meu post completo aqui), erguido em homenagem à primeira Santa do Brasil.

A cidade foi colonizada por italianos vindos de Trento, Itália. Por conta do santuário, é o segundo destino de peregrinação religiosa que mais recebe fiéis do Brasil (ficando atrás apenas de Aparecida, em São Paulo). São mais de 30 capelas e oratórios espalhados pelo município.

No topo do Morro da Cruz (525 metros) fica o Santuário Nossa Senhora do Bom Socorro. Do alto é possível avistar o Rio Tijucas desembocando no mar. Na véspera da Sexta-Feira Santa, os fiéis sobem este morro passando pelas 14 estações que representam a Via Sacra de Jesus.

Mirante e Santuário Nossa Senhora do Bom Socorro

No bairro Vígolo, próximo ao Santuário Santa Paulina, ficam diversas vinícolas e cafés coloniais. É o lugar ideal para degustar (e levar para casa) queijos, vinhos, salames e massas artesanais.

O Vinhos Girola tem uma cave subterrânea aberta à visitação. Oferece degustação gratuita de queijos. Um café colonial (pago) é servido aos finais de semana e feriados. Já o Vinhos São Luiz, além de também oferecer um café colonial generoso,tem loja completa com produtos coloniais. Ambos ficam na estrada que dá acesso ao Santuário Santa Paulina.

A melhor sobremesa da vida está em Nova Trento. A Confeitaria Martha Frehner fica a 13 quilômetros do centro, já na estrada que leva a Brusque. A arquitetura do lugar lembra um autêntico chalé alpino. É conhecida por ter o melhor apfelstrudel (de maçã ou banana) da região.

Mas a popularidade do lugar se deve mesmo às tortas: morango, nozes, Martha Rocha, chocolate, limão, alemã, entre outras. O pedaço custa, em média, R$ 10 e mal cabe num pratinho de sobremesa. Veja meu post completo sobre a confeitaria aqui.

Distância de Botuverá a Nova Trento: 50 km

Distância de Blumenau a Nova Trento: 78 km

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BRUSQUE E SÃO JOÃO BATISTA

A partir de Nova Trento nós visitamos Brusque e São João Batista. Na verdade, são destinos que já conhecíamos de passagem por conta das nossas idas e vindas a Nova Trento.

A cidade de Brusque, por exemplo, é um dos principais polos têxteis do país com artigos de cama, mesa, banho e vestuário. Para quem quiser ir além das compras, Brusque abriga o belíssimo Santuário Nossa Senhora de Azambuja e a famosa Fenarreco – Festa Nacional do Marreco.

Já São João Batista se destaca no ramo calçadista com vendas diretas pelas mais de 200 fábricas e lojas instaladas na cidade. Em janeiro e fevereiro, acontece aqui a Feira do Calçado Catarinense, movimentando os pavilhões de venda ao longo da rodovia SC 411. Em outubro, o agito fica por conta da Festa do Sapateiro com uma programação variada. A Praça dos Sapateiros recebeu este nome em homenagem a Nazário de Oliveira, calçadista pioneiro do município.

OUTRAS CIDADES DO VALE EUROPEU

Quando eu estava montando o roteiro, algumas cidades me chamaram a atenção. Mas em seis dias não dava para percorrer o vale inteiro. Então alguns municípios não entraram na nossa viagem. É que ou não se encaixavam na nossa logística (alguns ficavam fora de mão para quem ia e voltava de Blumenau todos os dias) ou porque não atendia nossa (minha) proposta de fugir de trilhas e cachoeiras (gosto pessoal).

Mas quando você for montar seu roteiro pelo Vale Europeu Catarinense considere pesquisar as cidades de Apiúna (bom para rafting), Doutor Pedrinho (lindas cachoeiras) e Luiz Alves (tradição na produção de cachaça com vários alambiques na cidade). Para saber mais sobre passeios de ecoturismo na região veja os posts do blog Os Caminhantes – especialista em trilhas, cachoeiras e montanhas! 🙂

PROJETO ACOLHIDA NA COLÔNIA

O projeto Acolhida na Colônia é uma associação de agricultores que promove experiências em propriedades rurais de Santa Catarina. Eles agendam visitas nestas propriedades em doze municípios do Vale Europeu. Clique aqui para saber mais!

COMO CHEGAR AO VALE EUROPEU CATARINENSE

Depende de onde você vem e para qual cidade vai. Mas basicamente essas são as opções:

Avião

O aeroporto mais próximo de Blumenau (só para ter uma cidade referência) é o de Navegantes, a 55 quilômetros. Apenas as cidades de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Porto Alegre oferecem voos diretos para ele. Mas existem outras alternativas (mais distantes) como os aeroportos de Florianópolis (153 km), Joinville (95 km) e Curitiba (215 km). A partir do aeroporto você pode seguir com um carro alugado (faça sua cotação aqui) ou de ônibus.

Ônibus

Há ônibus partindo de várias cidades do Paraná e Santa Catarina para os municípios do Vale Europeu. A empresa Viação Catarinense opera diversas rotas.

Carro

Quem vem de outros estados como Paraná e São Paulo a porta de entrada é a BR 101. A BR 470 é a principal artéria do Vale do Itajaí e corta o vale de um lado ao outro. Também é uma das principais vias de acesso ao Porto de Itajaí e ao Aeroporto de Navegantes.

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Fotos: Sílvia Oliveira e Raul Mattar | Todos os direitos reservados ©



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4 comentários

  1. Karina
    Comentário do dia 08/1/2019 às 09:53

    Isso tudo é muito lindo! Vou fazer esse roteiro!!!! Como está a conservação das estradas nos trechos que você rodou? Você partiu de carro de Curitiba, correto?!

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Sim, Karina, saímos de Curitiba! Em algum momento do post eu até comento que as estradas de chão são bem conservadas e que não é necessário um carro tipo 4×4, por exemplo! O Matraca-Móvel é um veículo tipo sedan e se comportou perfeitamente! 🙂

    (Responder)

  2. Alcilene
    Comentário do dia 09/1/2019 às 17:52

    Incrível este roteiro! Fotos maravilhosas e um conteúdo super completo. O vale europeu é sensacional! Parabéns por este trabalho lindo.

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Obrigada, Alcilene! 🙂

    (Responder)

  3. Luiz Henrique
    Comentário do dia 12/1/2019 às 13:17

    Obrigado Silvia. Vi a chamada no seu instagram (que acompanho e gosto muito). Guia completo mesmo. Pensando seriamente em percorre-lo em abril com minha família. Você teria indicações de hotel em Timbó? Obrigado

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Oi, Luiz! Temos esse aqui:

    Blue Hill Hotel

    Timbó Park Hotel

    Pousada Tiroler Dorf

    Abraço e boa viagem! 🙂

    (Responder)

  4. Comentário do dia 15/1/2019 às 09:10

    Oi, Silvia. Tudo bem? 🙂

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia – Natalie

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Valeu, muito obrigada! 🙂

    (Responder)

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