Silvia Oliveira

Atacama

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

70 dicas de programas grátis no Chile

Publiquei essa série no Twitter há uns dois anos. Foi um sucesso. Todo mundo me pedia – e pede até hoje – para enviar o material por e-mail. É que os tuítes acabam se perdendo no bolsão da web e ninguém consegue mais encontrar as dicas. Para não desperdiçar um serviço que me deu muuuito trabalho, resolvi colocar a série  aqui. As dicas estão exatamente como foram redatadas no Twitter – com uma ou outra atualização. Aproveitem! =)

1ª dica | Iglesia de San Francisco, de 1586, no centro de Santiago. É a construção mais antiga da capital.

2ª dica | Passeio pelo Mercado Central, em Santiago. Para quem é fã de frutos do mar e mariscos que só aparecem por lá!

3ª dica | Parque de las Esculturas, às margens do Rio Mapocho, em Santiago. 30 obras de artistas chilenos.

4ª dica | Museo Chileno de Arte Precolombino, em Santiago. Visitas guiadas grátis de ter/sex, às 17h. No domingo, entrada livre. (Atualização: este ano, o museu está fechado para reforma.)

5ª dica | Passear pelo bairro Paris-Londres, o mais charmoso da capital chilena. Ruas de pedras com mansões do século 19.

6ª dica | Passear pelo Parque Metropolitano, em Santiago. Aqui fica o Museu de História Natural – fechado, no momento – com entrada grátis aos domingos.

7ª dica | Passar o tempo no Muelle Vergara, o píer de Viña del Mar. Tem uma linda vista e é ponto de encontro.

8ª dica  | Casa Diego Rivera, em Puerto Montt. Obras de artistas chilenos e estrangeiros.

9ª dica | Conferir o agito da Playa Rosa, em Puerto Varas. Está à beira do Lago Llanquihue.

10ª dica | Centro Cultural Palacio La Moneda, com lojas de artesanato e uma filial do Torres, o café mais antigo de Santiago.

11ª dica | Iglesia Santo Domingo, em La Serena, norte do país. Estilo italiano renascentista, com torre de sinos.

12ª dica | Ruínas de Huanchaca, em Antofagasta. Antiga refinaria. É a contrução mais antiga da cidade.

13 ª dica | Observar, à noite, o céu sempre limpo e estreladíssimo de San Pedro de Atacama, desde qualquer ponto da cidade.

14ª dica | Beijar o pé da estátua do índio que fica na Plaza de Armas, em Punta Arenas. Dizem que dá sorte e felicidade! =)

15ª dica | Descansar na praia de Anakena, a mais conhecida de Rapa Nui, Ilha de Páscoa. Por ali há sete moais escavados!

16ª dica | Centro Cultural El Austral, em Valdivia. Museu com móveis do séc 19. Ao lado, está a fortaleza Torreón Los Canelos.

17ª dica | Feira livre, no bairro Rahue, em Osorno. Barraquinhas e comidinhas legais! seg/sáb 7h-19h e dom/feriados 9h-15h.

18ª dica | Reconhecer a arquitetura dos anos 20 caminhando pelo Paseo Ahumada e Paseo Huérfanos, os calçadões de Santiago.

19ª dica | O que mais tem no Chile é “Plaza de Armas”. Não perca a de Santiago, marco zero da cidade. A fofa catedral está aqui.

20ª dica | Ir ao hermoso Barrio Concha y Toro (não confundir com a vinícola), em Santiago. Paralelepípedos e casarios coloniais.

21ª dica | Visitar o fofo Museu de Artes Visuales, em Santiago. 1500 obras de artistas contemporâneos chilenos. Grátis domingo.

22ª dica | Tirar uma foto em frente aos coloridos murais, no alto do Cerro Bellavista, em Valparaíso.

23ª dica | Aos domingos circular pela praia de Pelluco, em Puerto Montt. Balneário famoso entre os moradores da cidade.

24ª dica | Subir o Cerro Calvario, em Puerto Varas. Maravilhosa vista da cidade, com Lago Llanquihue e Vulcão Osorno de fundo.

25ª dica | Parque Vicente Pérez Rosales, em Petrohué, 1º parque nacional do Chile. Trilhas, bosques, aves e esportes radicais.

26ª dica | Passear pelo Centro Histórico de Antofagasta. Na Plaza Colón está a Torre del Reloj, imitação do Big Ben.

27ª dica | O Museu Regional da cidade de Iquique conta a importância da extração do salitre para a região. Free!

28ª dica | Praias de Arica, norte do país: El Laucho, Las Machas, La Lisera, Chinchorro e Playa Brava. Calor e águas claras.

29ª dica | Bater perna pela avenida O’Higgins, a principal de Pucón. Burburinho e restaurantinhos legais.

30ª dica | Nas estações de metrô em Santiago há várias exposições permanentes. O projeto é chamado de Metrô Arte. ¡Disfrútalo!

31ª dica | Praia de Reñaca, em Viña del Mar. Uma alternativa mais tranquila às lotadíssimas praias urbanas da cidade.

32ª dica | Plaza Brasil, no bairro Concha y Toro, em Santiago. Abriga 22 esculturas da artista Federica Matta.

33ª dica | Visitar a Plaza Sotomayor, em Valparaíso. Abriga o charmoso prédio da Alfândega.

34ª dica | Circular pela Plaza Principal, em Puerto Octay. Tem uma igrejinha de madeira de 1911 e um antigo convento.

35ª dica | Igrejinha de San Pedro de Atacama (1641). O teto é feito de barro e palha e a parede tem quase 1 metro de largura.

36ª dica | Visitar o Pueblito de Melipulli, um povoado na Av. Costanera, Puerto Montt. Tem feira de artesanato. Diário 10h-20h.

37ª dica | Parque Florestal, em Santiago. Onde Pablo Neruda e Matilde Urrutia (La Chascona) se conheceram. Metrô: Baquedano.

38ª dica | Feria de Antiguedad La Merced, em Valparaíso. Cacarecos e coisinhas vintage.  Serve como um passeio antropológico. Todos sábádo e domingo 10h-20h.

39ª dica | Apreciar as charmosinhas casas típicas de madeira que foram declaradas Monumento Nacional, em Osorno.

40ª dica | Praia de Mejillones, uma pequena vila de pescadores, a 60 km de Antofagasta. Cheia de pelicanos e lobos-marinhos.

41ª dica | Pegar o antigo bondinho (gratuito!) que percorre em 30 minutos a fofa Calle Baquedano, o calçadão de Iquique.

42ª dica | Iglesia de San Marco, em Arica. Estilo gótico, projetada pelo francês Gustavo Eiffel. Sim, o mesmo da torre de Paris.

43ª dica | Deleitar-se com o vai e vem da Calle Caracoles, na nunca imaginada San Pedro de Atacama. Comece pela Plaza de Armas.

44ª dica | Feria de Artesanías, em Punta Arenas. Plaza de Armas, todos os dias 11h-20h. Contente-se com o imã de geladeira!

45ª dica | Percorrer as 16 igrejas declaradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, em Chiloé.

46ª dica | Passear pela chiquérrima Av. Isidora Goyenechea, em Santiago. Pelo menos serve para apurar o gosto! =)

47ª dica | Observatorio Interamericano Cerro Tololo, em Vicuña, 60 km de La Serena. Reserve com antecedência.

48ª dica | Passeio descompromissado pela Plaza Prat, em Iquique. Fica em frente ao monumental Teatro Municipal.

49ª dica | Vila de Toconao, a 40 km de San Pedro de Atacama. Porque o fim do mundo tá um pouquinho pra frente de San Pedro…

50ª dica | Momento mão-de-vaca-muquirana: aproveitar as degustações gratuitas de chocolate na Ruta del Chocolate, em Valdivia.

51ª dica | Praia Cavancha, em Iquique – a preferida da “galera”. Cheia de palmeiras e grande faixa de areia.

52ª dica | El Morro de Arica, a cidade da “eterna primavera”. O morro é cartão-postal da cidade. Dá para subir a pé ou de carro.

53ª dica | Mercado artesanal – ao lado da Iglesia Santa Cruz, também grátis – na Ilha de Páscoa. “Artesanía” típica rapa nui.

54ª dica | Catedral de Valdívia. Antes, 15 diferentes igrejas ocupraram o mesmo local – destruídas por incêndios ou tsunamis.

55ª dica | Boulervard del Parque Arauco, Santiago. Área de lazer ao ar livre que fica pinhocada de gente aos domingos!

56ª dica | Museo Histórico Nacional, Santiago. Mostra o país desde o período pre-colombiano até o golpe de 73. Gratuito domingo.

57ª dica | Museo de La Merced, em Santiago. Enorme coleção com objetos referentes à Ilha de Páscoa. Gratuito aos domingos.

58ª dica | Museo Nacional de Historia Natural, em Santiago. Não perca o enorme esqueleto de baleia na entrada. Gratis domingo. (Atualização: acho que o museu está fechado, no momento. Não consegui confirmar.)

59ª dica | Passeio Plaza de Armas, onde está a Iglesia San Vicente Ferrer, monumento histórico, em Ovalle, 90 km de La Serena.

60ª dica | Casa Incaica, do lado da Plaza de Armas, em San Pedro de Atacama. De 1540, é a construção mais antiga da cidade.

61ª dica | Museo Casa Colorada, em Santiago. Construção colonial. Mostra a evolução histórica da capital. Gratuito aos domingos.

62ª dica | Feria Persa Biobío, uma espécie de mercado de pulgas. Passeio de sáb. e dom. (10h-19h) em Santiago. Metrô: Franklin.

63ª dica | Museo Arqueológico, em Viña del Mar. O museu é pago, mas sua maior atração, um moai original, está do lado de fora.

64ª dica | Feira Artesanal em San Pedro de Atacama. Fica ao lado da Plaza de Armas. Oportunidade para conhecer a arte indígena.

65ª dica | Pinacoteca de la Universidad de Concepción, conhecida como Casa del Arte. Entrada e visita guiada gratuitas.

66ª dica | Apreciar a inusitada cidadezinha de Caulín, Ilha de Chiloé. Show de flamingos e cisnes de pescoço negro.

67ª dica | Tirar fotos do Vulcão Villarrica (ou de você com ele ao fundo), em Pucón. É o clássico dos clássicos na região.

68ª dica | Mercado Fluvial, em Valdivia. Leões-marinhos aparecem para abocanhar restos de peixes descartados pelos feirantes.

69ª dica |  Mirador de Rahue, em Osorno. Vista panorâmica da cidade com rio e vulcões ao fundo. O passeio é melhor se fizer sol.

70ª dica |  Museo de la Solidaridad Salvador Allende, em Santiago. Grátis aos domingos.

Fotos: Raul Mattar

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Veja o post-índice com todos os nossos relatos sobre o Chile.

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Chile: dicas e informações essenciais

Aqui estão as dicas e as informações essencias para você planejar sua viagem ao Chile. Leia tudim. Caso tenha voltado de lá há pouco tempo e queira acrescentar algo, fique à vontade na caixa de comentários.

INFORMAÇÕES ESSENCIAIS

DDI: (56)
Informações turísticas do país: www.visit-chile.org
Informações turísticas da capital: www.santiago.cl
Embaixada do Brasil em Santiago: Alonso Ovalle, 1665; tel.: (56-2) 876-3400
Fuso horário local: -1h
Para ligar a cobrar para o Brasil: Via Embratel, 800-360-220. Via Telefônica, válido somente para São Paulo, 800-211-515.
Melhor época para viajar: No verão o céu fica azulíssimo e fica mais fácil visualizar a cordilheira. Nessa época, a temperatura varia de 20ºC a 32ºC. Já de maio a agosto chove mais e as temperaturas despencam, ficando entre 5ºC e 10 ºC. A temporada de esqui vai de junho a setembro, podendo, raramente,  chegar a outubro.
Transporte na capital: Santiago tem quase seis milhões de habitantes. Como toda cidade grande que se preze o trânsito pode ser caótico em boa parte do dia. Evite alugar carro. Muitas das atrações turísticas estão na área central e podem ser visitadas a pé. O metrô funciona bem e leva aos pontos de interesse mais distantes.

COMO CHEGAR

Existem voos diretos de São Paulo pela TAM (4002.5700) e Lan (0800.7610.056). A GOL (4003.7000). A Aerolíneas Argentinas (0800.707.3313) e a Pluna (11 3711.9158) voam para Santiago com escalas em Buenos Aires (Gol e Aerolíneas) e Montevidéu (Pluna). Empresas aéreas regionais para voar dentro do Chile: PAL Airlines e Sky Airline.

COMO SE LOCOMOVER EM SANTIAGO DO CHILE

No aeroporto é possível contratar uma van na empresa Transfer Vip por 5.500 pesos (US$ 11,00) por pessoa. Essa tarifa é para hotéis centrais. Se você for ficar na Providência (um bairro mais executivo), por exemplo, a passagem sobe para seis mil pesos. Consulte o tarifário no site. A van deixa na porta do hotel. Funciona 24h.

Há duas empresas de ônibus operando o trajeto aeroporto-centro. A  TurBus  funciona das 5h30 às 0h. A passagem de ida custa 1700 pesos (US$ 3,50) ou 2900 pesos (US$ 5,80) – ida e volta. Pontos de paradas: Moneda Esquina San Martín, Metrô Estación Los Héroes, Metrô Estación Universidad de Santiago, Metrô Estación Las Rejas, Metrô Estación Pajaritos. Já o ônibus Centropuerto funciona das 6h às 23h30. A linha passa pelo centro e para em algumas estações de metrô, como a Estación Los Héroes, Estación Central, Estación Universidad de Santiago, Metrô Estación Las Rejas, Metrô Estación Pajaritos. A passagem custa 1.400 pesos (US$ 3,00) ou 2.500 pesos (US$ 5,00) se comprar ida e volta.

Os pontos de táxis oficiais estão ao lado dos balcões onde ficam as empresas de transfer. Funcionam todos os dias do ano, 24 horas. De táxi até o centro custa 13 mil pesos (US$ 26,00), preço tabelado. Mas do centro para o aeroporto, pegando qualquer táxi na rua, este valor pode variar – dependendo do horário. Site: Táxi Oficial | Tel. +56 (02) 601 9880.

Aeroporto Comodoro Arturo Merino Benítez

Av. Américo Vespúcio, s/nº
Telefone: +56 (02) 690 1900
Site: www.aeropuertosantiago.cl  | Distância do centro de Santiago: 13 km aproximadamente.

DOCUMENTOS

Não é necessário visto nem passaporte. É possível viajar com a carteira de identidade atualizada. Não valem carteira de motorista nem a funcional. Mas é muito recomendado viajar com seu passaporte já que é o único documento que os hotéis aceitam para dar a isenção do IVA, imposto de 19% embutido nas diárias.

QUANTO TEMPO

Em Santiago, quatro dias inteiros sem contar os de chegada e saída. Caso suba para o Atacama ou vá aos Lagos Andinos, ao sul, conte – pelo menos -mais cinco dias para cada região.

IDIOMA

O espanhol é o idioma oficial do Chile. Trata-se de um país aberto ao turismo, portanto os prestadores de serviços sempre falam um pouquinho do português (ou pelo menos tentam!).

SEGURANÇA

Batedor de carteira tem em qualquer lugar do mundo. E turistas são alvos fáceis, porque geralmente estão distraídos, embasbacados com as novidades de cada lugar. Regra nº 01: não saia com muito dinheiro vivo. Leve apenas o que pretende gastar no dia. Regra nº 2: coloque as notas maiores e todos os documentos importantes – passaporte e cartões de crédito – em um money port, aquelas pochetes/bolsinhas que são feitas para usar debaixo da roupa.

SAÚDE

Uma viagem ao Chile – que não leve a grandes altitudes, caso do Deserto do Atacama – não exige muito do viajante. Embora existam focos de dengue na capital, não chega ser nada alarmante. Recomendo levar um kit-saúde com protetor solar e labial (venta muito), chapéu, óculos de sol, analgésicos, antitérmicos e antiácidos. Não é necessário tomar nenhuma vacina especial para entrar no Chile.

DINHEIRO

O ideal é que você faça uma pesquisa em diversas casas de câmbio e compre pesos no melhor preço aqui no Brasil.  Algumas casas de câmbio do Paseo Ahumada, em Santiago, têm cotação melhor para trocar Real por Pesos. É muito recomendável levar um cartão de crédito internacional. O TravelMoney, da Visa, é uma opção interessante – talvez  a melhor - para não ter que carregar muito dinheiro vivo. Você pode adquirir um em qualquer casa de câmbio e carregá-lo com uma determinada quantia de dinheiro – dólares americanos, euros ou libras. Ele funciona como um cartão de débito pré-pago. Você poderá pagar contas ou sacar dinheiro nos caixas eletrônicos associados à rede Visa, que estão por todos os lados no Chile. Para débito, não há taxa alguma. É bem prático: você carrega em dólar, mas saca na moeda local. Caso o dinheiro do cartão acabe durante a viagem é possível recarregá-lo nos postos autorizados – geralmente, casas de câmbio. Para saques, é cobrada uma taxa de US$ 2,50 por retirada.

COMPRAS

Quem viaja de avião pode voltar com até US$ 500,00 de mercadorias e mais US$ 500,00 de compras no free-shop do aeroporto.

INFORMAÇÕES TURÍSTICAS EM SANTIAGO

A Oficina de Turismo de Santiago fica na Plaza de Armas. Metrô: Plaza de Armas. Abre de seg/sex, 9h às 18h e sáb/dom, 10h às 16h. Oferece tours gratuitos – Santiago Paso a Paso - às segundas, quartas e sextas. Saídas às 12h, em frente da oficina de turismo. Não é necessário reservar.

DICA DE CÂMBIO

Para fazer a conversão do peso chileno para o real – com valores aproximados – é tirar três zeros do valor em peso e multiplicar por três. Exemplo: se a garrafa de vinho custa 5.000 pesos, use só o número 5 e multiplique por 4:  são 2o reais! Para chegar ao valor em dólares é só multiplicar por 2.

Leia também

Santiago e Atacama: post-índice (o que fazer, onde ficar, onde comer)

Foto: Raul Mattar

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Manual de sobrevivência: o que levar ao Atacama

Há tempos concluí nossa série sobre o Chile, mas me esqueci de acrescentar esse tópico importante: o que levar na mala numa viagem ao Deserto do Atacama?  Por certo, o tipo de bagagem já é um bom começo. O único ser vivo que desembarcou em San Pedro de Atacama com uma mala de rodinhas foi a moça que vos fala. O lugar combina muito mais com mochilões ou alguma mala que você não tenha que arrastar pelas ruas empoeiradas da região.

Quem seguiu a gente acompanhou nosso périplo por lagoas salgadas e gêiseres. Passamos por lagunas altiplânicas, conhecemos o segundo maior deserto de sal do mundo, visitamos paisagens absolutamente fantásticas. Vestígios históricos e ruínas ainda conservadas completam a minha melhor viagem dos últimos três anos.

O sucesso desse passeio depende – e muito – de alguns cuidados que você deve tomar. O Atacama é o deserto mais seco e mais alto do mundo. E mesmo que você viva em alguma cidade com baixa umidade do ar vai sentir olhos, bocas e garganta ressecarem já nas primeiras horas de passeio por lá. 

Como em qualquer deserto, as temperaturas são altas durante o dia (entre 28ºC e 35ºC) e caem drasticamente à noite (entre 2ºC e 10ºC). Se você for no inverno, os dias permanecem quentes, mas as noites serão gélidas com temperaturas caindo facilmente abaixo de zero. A listinha de itens essenciais não é grande, mas fundamental para evitar aborrecimentos.

Deserto do Atacama: o que levar na mala?

1. Roupas: leve agasalhos para as noites frias do deserto. Roupas leves também são importantes, afinal quase todos os passeios são feitos de dia. Eu usei quase o tempo todo uma camiseta branca de algodão, manga longa, sob o sol escaldante. Para os passeios que saem de madrugada como o que leva aos gêiseres, coloque muito agasalho, blusa de lã, meia de lã, gorro, luvas, calça corta-vento por debaixo da roupa… e ainda assim, desculpe, você vai passar frio! É absolutamente cortante.

2. Calçados: um par de tênis ou bota de caminhadas. Não é necessário nenhum tênis especial. Eu fui com meu All Star véio de guerra. A não ser que você faça fazer algum passeio que envolva trekking. Mas de uma maneira geral não existe nenhum tour pesado no Atacama.

3. Acessórios: chapéu (imprescindível!) ou boné, óculos de sol e garrafinhas de água. Em alguns passeios, caso você queira tomar banho nas termas ou na lagoa salgada, lembre-se de levar toalhas e traje de banho.

4. Kit-sobrevivência: carregue o tempo todo com você protetor labial, protetor solar e colírio que imita a lágrima (à venda nas farmácias). Algo muuuuito bem lembrado pela Ana Carolina na caixa de comentários é o soro fisiológico para hidratar o nariz.  Passe todos esses itens várias vezes ao dia, mesmo quando não sentir necessidade.Não se esqueça do creme hidratante para depois do banho. Acredite, se você NÃO seguir essas recomendações provavelmente terá problemas. A pele fica tão ressecada que chega a rachar. Os lábios serão os primeiros a sentir caso não sejam hidratados constantemente.

Orientações gerais: beba muita água e evite comida pesada e bebida alcoólica nas noites que antecedem os passeios de grande altitude como o Salar de Tara e o Gêiseres El Tatio. O chá de coca (que eu não tomei!) ajuda a diminuir os sintomas do Soroche - o mal das alturas.

Importante: não há hospital nem pronto socorro em San Pedro de Atacama. Apenas um ambulatório que funciona de dia. Atendimento médico com mais estrutura você encontra a 100 km dali, em Calama.

Foto: Raul Mattar

Leia também:

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Atacama: 5º dia | Gêiseres El Tatio
Hospedagem em San Pedro de Atacama
Onde comer em San Pedro de Atacama
No Atacama fique atento ao solmáforo

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quinta-feira, 07 de outubro de 2010

Chile: Santiago e Atacama | Post-índice

Aqui você encontra nossa série completa sobre Santiago do Chile e Deserto do Atacama. ¡Disfrútalo!

INTRODUÇÃO
Chile, para começar… (introdução)
Da janelinha do avião, a Cordilheira dos Andes
Viagem ao Chile: dicas e informações essenciais

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Em Santiago do Chile, como ir do aeroporto ao centro
Santiago: bairro a bairro – 1º dia
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Atacama: 4º dia | Lagunas Altiplânicas
Atacama: 5º dia | Gêiseres El Tatio
Hospedagem em San Pedro de Atacama
Onde comer em San Pedro de Atacama
Manual de sobrevivência: o que levar ao Atacama
No Atacama fique atento ao solmáforo

Foto: Raul Mattar

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Onde comer em San Pedro de Atacama

Ao ficar num apart-hotel – como nós fizemos no Atacama – faz supor que alguém quer (ou precisa) usar a cozinha. (Ah, sim, voltei a falar do Chile. Sei que você já não aguenta mais essa ladainha de neruda-santiago-psico-sour-concha-y-toro-atacama-gêiseres-de-el-tatio. Calma, já estamos nos posts-finalmente da série.)

Então, como eu ia dizendo, nosso foco não era exatamente conhecer todos os restaurantes do lugar. Até porque, já sabíamos, tudo era muito caro para os nossos padrões mão-de-vaca-muquirana. Como visitamos os mercadinhos e compramos frango assado com batata frita vááárias vezes na única asaduría de pollos da cidade (Calle Toconao, nº 424-B. Tel.: 55/851914) até não gastamos muito no quesito comida. Lembrando que nosso apart tinha um delicioso café da manhã e muitos dos passeios ou incluem o café ou o almoço ou ambos.

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No dia anterior ao tour que levava aos Gêiseres El Tatio, o recomendado era comer pouco, não tomar álcool e dormir cedo. Decidimos pelo simpático restaurante Milagro e pedimos o menú del día: tagliatelle ao pesto com queijo de cabra. A entrada era uma salada e a sobremesa, crepe com sorvete de creme. Incluía uma bebida não alcoólica. O banquete custava 7 mil pesos ou US$ 14,00 – por pessoa. Mas nós pedimos somente um e comemos os dois juntos para não encher muito a pança. Ainda assim, ficamos extremamente satisfeitos.

Do que eu não gostei neste lugar, mas só percebi quando estava lá dentro, é que a área de fumantes invade a de não fumantes porque o espaço é todo aberto. O cheiro de cigarro me incomodou um pouco. Mas a decoração era fofa. Tudo à meia-luz, havia uma lareira no meio (para aquecer as noites frias do deserto) e alguns lustres traziam poemas do poeta chileno Pablo Neruda.

Já no restaurante mais famoso de San Pedro de Atacama, o Café Adobe, fomos apenas petiscar. Caríssimo e lotado. Ou seja, o problema provavelmente não era deles e, sim, nosso – que não ganhamos em euros como a maioria dos clientes refestelados às mesas. Aqui, um risoto de quinoa (um grão super nutritivo típico dos Andes)  custava, em média, US$ 18 dólares! Lá eu provei uma quesadilla de queijo de cabra e tomate (eu estava fissurada no tal queijo de cabra) e o Raul investiu na Tabla Carnívora (lombo de porco, frango, batata e champignon).

Os dois pratinhos (as porções são modestas) para “beliscar” custaram quase 10 mil pesos, algo em torno de US$ 20,00. Não são valores absurdos se você está na… Europa, digamos. Mas o lugar é muito agradável, com decoração típica atacamenha e não tem o cheirim de tabaco do outro. :mrgreen:

Fotos: Raul Mattar

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sábado, 06 de fevereiro de 2010

Hospedagem em San Pedro de Atacama

Acredito que há poucos lugares no mundo com uma oferta tão democrática de hospedagem numa área tão pequena e inóspita como San Pedro de Atacama. Ao longo da calle Caracoles – a principal da cidade – há algumas dezenas de albergues e pousadinhas que cobram a partir de US$ 10,00 por um quarto coletivo. Não muito longe dali aparecem os hotéis que variam de meia-boca à categoria luxo.

Optamos pelo Parina Atacama, o primeiro apart-hotel de San Pedro, inaugurado há pouco mais de um ano. Está a 10 minutos caminhado do centrinho. As acomodações são duplex. Na parte de baixo, cozinha equipada, sala e banheiro com toalhas felpudas. Em cima, uma espaçosa e confortável cama. Tem televisão, wi-fi grátis e uma bicama, portanto acomoda até quatro pessoas, que são cobradas à parte. Diárias para casal a partir de US$ 120,00.  O café da manhã – servido no quarto – está incluído. Tudo novinho e atendimento absolutamente personalizado. Quando chegamos fomos recepcionados com bolo típico e suco. Fofo!

Para o meu padrão mão-de-vaca-muquirana pagar mais do que US$ 100,00 na hospedagem é quase um acinte a minha inteligência. Mas como se tratava de um deserto no fim do mundo – na minha concepção urbanóide – eu é que não ia ficar num pardieiro qualquer. Entenda: uma espelunca em Paris pode ser chamada de “casarão do século 16”. Já um muquifo no meio do deserto só pode ser chamado de… muquifo! Ficar hospedada num local padrão quatro estrelas contou muitos pontos para o êxito da minha viagem.

Outras opções de hospedagem em San Pedro de Atacama

Hospedagem Muquirana
Hostelling San Pedro
Albergue filiado à rede Hostelling International. Oferece camas em quartos coletivos a partir de US$ 10,00. Quartos duplos com banheiro compartilhado ficam em torno de US$ 36,00. Preços para associados à rede internacional de albergues. Café da manhã e lencóis incluídos. Só tenho coragem de indicar este porque foi o único albergue que visitei. A recepção é assustadora de tão feia. Mas os quartos são ajeitadinhos. Para conhecer outros hostales em San Pedro de Atacama, clique aqui.

Hospedagem Classe Média
Além do apart-hotel Parina Atacama (onde nos hospedamos) achei uma graça o Hotel Kimal. Bem próximo da rua principal, oferece um certo luxo sem cobrar valores de resort. O hotel, com café da manhã estilo buffet , recria a arquitetura atacamenha. Tem restaurante e piscina. Quarto duplo a partir de US$ 185,00.

Momento extravagância
Hotel Explora
Um luxuosíssimo complexo para deixar qualquer fresco/a deslumbrado/a. (Alguém chamou?) Três noites em quarto duplo saem por US$ 1920,00. Obviamente, tudo incluído – desde café da manhã, wi-fi e os principais passeios. No Brasil, eles disponibilizam um telefone para tirar dúvidas e maiores informações: (11) 8266 8110

Fotos: Matraca’s Image Bank

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Hospedagem em San Pedro de Atacama
No Atacama fique atento ao solmáforo

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista & Blogueira | Curitiba, BR

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