Silvia Oliveira

João Pessoa Pontos Turísticos

segunda-feira, 15 de julho de 2013

João Pessoa | Post-índice

Aqui você encontra nossa série sobre João Pessoa. Novos posts sobre o destino serão acrescentados a este índice. Preços e horários podem sofrer alterações.  Restaurantes fecham e hotéis mudam de dono. Para evitar aborrecimentos informe-se antes de ir.

COMO SAIR DO AEROPORTO

João Pessoa: com o ir do aeroporto ao centro ou à orla da cidade

PASSEIOS DE PRAIA

Tambaú: a mais famosa praia urbana de João Pessoa

Corais, peixinhos coloridos e piscinas naturais de Picãozinho

As praias do Litoral Sul de João Pessoa

PASSEIO CLÁSSICO

Pôr do sol na Praia do Jacaré: passeio clássico do turista que vai a João Pessoa

PASSEIO HISTÓRICO

Centro Histórico de João Pessoa: modo de usar

PASSEIO CULTURAL

Estação Cabo Branco, projeto de Niemeyer: ciência, cultura e artes em João Pessoa

ONDE SE HOSPEDAR

Hotel Íbis em João pessoa; hospedagem econômica na praia de Cabo Branco
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Minha viagem a João Pessoa faz parte da Expedição Brasil Express II — projeto do Matraqueando que leva recortes do Brasil até você.
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Fotos: Raul Mattar

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Corais, peixinhos coloridos e águas transparentes nas piscinas naturais de Picãozinho, João Pessoa

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  12

Existem dois passeios náuticos em João Pessoa que fazem bastante sucesso entre os turistas: o que leva à ilha de Areia Vermelha (um gigante banco de areia em alto mar que se forma na maré baixa) e o tour de barco até Picãozinho — piscinas naturais a dois quilômetros da costa (saindo da Praia de Tambaú) que também surgem na maré baixa, revelando uma enorme concentração de corais.

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  1

Eu optei pelo segundo. A melhor época para fazer tanto um quanto o outro é na lua cheia ou na lua nova. O curioso é que estávamos em plena lua cheia — mas, mesmo assim, a maré marcava 0.5 (que significa 50 centímetros acima do joelho que, no meu caso, batia na goela!) Eu estava consciente disso (quando fui comprar o passeio o guia nos avisou que não ia dar pé para a criança). Mal sabia ele que quase não deu pé nem para a mãe da criança. Rá!

Picaozinho Joao Pessoa Piscinas Naturais Passeios  16

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  2

Picãozinho.. aí vamos nós! Acredite, nunca havia estado antes numa piscina natural na minha vida. Nem quando fui a Maceió tive coragem de subir naquelas jangadas. Não sou fã de praia (ok, podem começar as vaias), muito menos de alto mar. Tenho medo de água. O trajeto dura 15 minutos e a tripulação avisa que é proibido andar sobre o recife. O certo é que com os poderes da SuperMatraca eu até cheguei a descer do barco e dar três passos dentro da piscina, mas estava muita alta. Fiquei agoniada e voltei correndo para a embarcação.

Picaozinho Joao Pessoa Piscinas Naturais Passeios  4

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  8

Já o Raul e a Mariana que, pela primeira vez me acompanhavam num destino da Expedição Brasil Express, se esbaldaram naquelas águas mornas e clarinhas. O cenário é realmente lindo, com mar azul-esverdeado. Venta gostoso e peixinhos coloridos arrematam os mergulhos. O barco oferece aquelas boias tipo macarrão. Alguns fotógrafos se posicionam estrategicamente para garantir suas fotos com os peixinhos — por R$ 40.  Achei caro, mas vi fotos de quem comprou e achei a qualidade bacana! Então, fica a seu critério levar ou não esta lembrança para a casa!

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  9

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  7

INFORMAÇÕES PRÁTICAS

Onde comprar o passeio | Há diversas agências e/ou pessoas oferecendo o passeio na orla de Tambaú (principal praia urbana de João Pessoa), de onde saem os Catamarãs para Picãozinho.

Picaozinho Joao Pessoa Piscinas Naturais Passeios  13

Quanto custa | A partir de R$ 25. Negociando, conseguimos por R$ 20/pessoa no Barco Pirata que tem tobogã e trampolim. (Depois do mergulho nas piscinas, os barcos voltam para a costa. Este fica mais um pouco para o pessoal treinar as barrigadas na água!) Crianças até 5 anos não pagam.

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  15

Quando ir | Recomenda-se ir nos períodos de lua cheia ou nova, quando a maré — supostamente — está baixa. Fui no final de novembro de 2012/lua cheia e a maré marcava 0.5, que significa 50 centímetros acima do joelho. Beeem alta pro meu gosto! (Se estiver marcando 0.3, por exemplo, significa 30 centímetros acima do joelho). Consulte antes a Tábua de Marés. Entre os meses de dezembro a março as águas da região ficam mais transparentes.

Picaozinho Joao  Pessoa Piscinas Naturais Passeios  14

Comodidades | Os barcos oferecem banheiro, lanchonete (espetinho por R$ 5, porção de carne de sol com batata frita por R$ 18 e refrigerante por R$ 3) e aluguel de máscara e snorkel por R$ 10.

É proibido | Andar sobre os corais e alimentar os peixes.

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Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira

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Minha viagem a Paraíba faz parte da Expedição Brasil Express II, projeto do Matraqueando que leva recortes do nosso país até você.

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domingo, 09 de dezembro de 2012

Centro histórico de João Pessoa: modo de usar

Não tive a pretensão de esquadrinhar o centro histórico de João Pessoa como fiz em São Luís do Maranhão. O principal acervo arquitetônico da Paraíba até merecia uma visita detalhada, mas era uma questão de prioridade e tempo da nossa expedição que, aqui, estava focada  nas praias e arredores da cidade.

Como viajei com  marido e filha, a gente acabou se dividindo nesse dia. Enquanto fui subir ladeira sob um sol e calor escaldantes (o que teria sido desumano para uma criança de 4 anos),  o Raul aproveitou a praia de Cabo Branco com a Mariana. Rá!

Casario da Praça Antenor Navarro

Para conhecer onde João Pessoa — a 3ª capital mais antiga do país — praticamente nasceu peguei um ônibus em Tambaú (principal praia da cidade) e depois de 45 minutos desci perto da Praça Antenor Navarro (na Cidade Baixa). Ali, um delicado quadrilátero — cheio de casarões coloridinhos e bem conservados — já teria sido suficiente para me deixar deslumbrada.

Igreja de São Frei Pedro Gonçalves

Em 2007 o Centro Histórico de João Pessoa foi tombado pelo IPHAN como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O mais interessante é que as construções revelam não só o barroco colonial (comum em muitas de nossas cidades antigas), mas, também, detalhes de Rococó, Art-nouveau e Art-déco — destaques arquitetônicos destas casinhas fofas das décadas de 20 e 30.

O adro da Igreja de São Frei Pedro Gonçalves, de 1843, (com pintura novinha em folha) — bem ao lado da Praça Antenor Navarro — também foi revitalizado e abriga lojinhas, restaurantes e ateliês. No local, a pompa histórica fica por conta do Hotel Globo (de 1929), um dos primeiros hotéis de luxo da cidade, onde só se hospedava peixe graúdo da política e sociedade nacional.

Antigo Hotel Globo: local privilegiado para assistir ao pôr do sol.

Muita gente me recomendou assistir ao pôr do sol no antigo hotel (que hoje é centro de informações turísticas e museu) com o Rio Sanhauá ao fundo.

Mas ou eu assistia a mais este pôr do sol (já havíamos visto o mais emblemático deles na Praia do Jacaré) ou seguia para o principal e mais importante conjunto de arte barroca do estado: o Centro Cultural São Francisco.

Fiquei com a segunda opção e foi absolutamente deslumbrante descobrir que o entardecer lá na Cidade Alta (onde fica o centro cultural) realçaria ainda mais a fachada da igreja, proporcionando um final de tarde inesquecível. (Mas eu ainda volto para ver o do Hotel Globo, combinado?)

Ladeira de São Francisco, a rua mais antiga da cidade.

Para chegar ao Centro Cultural São Francisco — vindo da Praça Antenor Navarro — é bem fácil (no sentido geográfico da coisa). Você pega a Ladeira de São Francisco, considerada a primeira rua da cidade, e… prepare- se para colocar os bofes para fora. São uns 20 minutos de caminhada morro acima. Há quem prefira, inclusive, começar a visita pelo centro cultural e descer até à praça. Mas eu optei por finalizar meu passeio no monumento apoteótico da cidade.

No meio do caminho, outro atrativo (fechado para visitação) é a Casa da Pólvora. Nessa altura quando você olha para trás tem uma linda vista da cidade baixa, com a Igreja de São Frei Pedro Gonçalves lááá no fundo.

Já o Centro Cultural São Francisco é um dos mais notáveis exemplos do barroco brasileiro. A visita é obrigatoriamente guiada e custa R$ 4. O complexo reúne igreja, convento, capela, casa de oração, claustro e um enorme adro com o emblemático cruzeiro.

Você terá acesso a azulejos do século 16, a móveis de época e — ponto alto —  à Capela da Ordem Terceira de São Francisco com aquela enorme quantidade de ouro no altar, um “pormenor” das igrejas do período colonial.

Aos subir as escadas feitas com mármore de Carrara é possível conhecer dois pequenos museus — um de arte popular e outro de arte sacra — e o antigo coro feito de jacarandá. São muito detalhes, muitas histórias que vão do chão ao teto pintado com curiosa ilusão de ótica.

Minha visita terminou perto das cinco da tarde (horário de fechamento do centro cultural). Mas do lado de fora o presente continua até o sol cair por completo.

Dicas da Matraca

1. O melhor horário para fotografar as casinhas coloridas da Praça Antenor Navarro é cedinho. O sol bate direto nelas (quando cheguei lá, às 14h, já havia sombra). Para garantir as melhores imagens do Centro Cultural São Francisco você tem que ir depois das 16h, quando a luz do entardecer deixa a fachada da igreja muito mais bonita.

2. Eu fui por conta, usando transporte público, e me arrependi de não ter contratado um city-tour, passeio guiado oferecido pela maioria das agências da cidade. O centro histórico é espalhado e fica muito longe das praias (onde estávamos hospedados). Só entre ir e voltar com o transporte coletivo foram quase 2 horas de viagem. Sem contar que, ao chegar lá, fiquei meio perdida nos rococós e datas das construções.

3. Existem muitas outras edificações importantes no centro histórico da capital paraibana — que eu não visitei — mas que podem ser incluídas no seu roteiro como o prédio do Tribunal da Justiça (1865) e o Palácio da Redenção (1586), ambos na Praça João Pessoa; o Theatro Santa Roza (1889), na Praça Pedro Américo e a Igreja Nossa Senhora do Carmo (1592), na Praça Dom Adauto.

Como chegar ao centro Histórico de João Pessoa

Ônibus | Pegue o ônibus 507 e peça para o motorista deixar você o mais próximo da Praça Antenor Navarro. Da Praia de Tambaú até o centro são uns 45 minutos. É longe pra dedéu. Passagem a R$ 2,20.

Excursão | Várias agências da cidade oferecem um city-tour pelo centro histórico. Se eu soubesse que o trajeto de  ida e volta para o centro seria tão demorado e cansativo, teria contratado este tour. Pelo menos iria numa van com ar condicionado e teria alguém para me explicar melhor por onde passei. Cobram, em média, R$ 30 por pessoa. Apesar de parecer infinitamente mais caro do que o transporte público, o custo-benefício aqui vale a pena.

Táxi | A corrida da Praia de Tambaú até o centro histórico de João Pessoa fica em torno de R$ 25. Ou seja, uns R$ 50 — ida e volta. Portanto, mais uma vez, na minha opinião, vale a pena o city-tour.

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Fotos: Sílvia Oliveira

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Minha viagem à Paraíba faz parte da Expedição Brasil Express II — projeto do Matraqueando que leva recortes do nosso país até você.

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista & Blogueira | Curitiba, BR

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