Silvia Oliveira

Na categoria Maceió

domingo, 29 de julho de 2012

Feira de Artesanato da Pajuçara, em Maceió: amo!

Não dá para resistir. São quase 200 barracas à beira mar com produtos típicos da região. Aquele universo regional da palha, da cerâmica, da fibra de coqueiro, da madeira e do barro. Foi meu bat-ponto diário em Maceió.

A Feira da Pajuçara não chega a ser gigante, mas tem tamanho suficiente para você passar um par de horas por ali fuçando nas barraquinhas. Pechinchas não são muitas, mas os preços, competitivos.

Tem toalha de rendinha, peças de filé de labirinto (uma renda artesanal tipicamente alagoana), rendas de bilro e um arsenal de coisinhas que lembram o cangaço como imãs de geladeira, camisetas e porta-copos.

Logo em frente, alguns vendedores ambulantes oferecem caju in natura. Se você der sorte vai ver que nem todo caju é marrento! :-)

SERVIÇO

Feirinha de Artesanato da Pajuçara
Local: Av. Doutor Antonio Gouveia, 1447
Tel: (82) 3231-3901
Funcionamento: diariamente, 9h às 23h.

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domingo, 18 de abril de 2010

Passeio à foz do Rio São Francisco | Parte 2

Mais do que compreender questões históricas, os momentos mais importantes nas minhas viagens são os pontos geográficos. Talvez por ser uma pessoa sem absoluta orientação mapística – confundo até hoje a ordem dos estados do nordeste, nunca sei quem vem antes de baixo para cima, se Pernambuco ou Paraíba – tenho absoluto fascínio por verificar in loco tudo aquilo que a tia da escola me ensinava… e parecia tão longe. Ou inatingível.

Estou segura de que muita gente sabe onde ficam os Lençois Maranhenses, mas nunca havia escutado falar neste passeio ao Delta do Rio São Francisco. Eu, ao contrário, descobri os tais lençois lendo alguma destas revistas especializadas há poucos anos. Já o Chicão, é meu amigo do peito, meu irmão camarada desde 1983, quando cursei a quarta série do primário. Um encontro esperado há quase 27 anos, imagine só!

Então, para ficar fácil de entender: o passeio à foz do Rio São Francisco é uma espécie de Lençois Maranhenses… das Alagoas! Em dias de sol, as águas do rio ficam verdinhas, o que faz um contra-ponto perfeito com as dunas que aparecem no meio do caminho, pouco antes do encontro com o mar. Antes disso, o Velho Chico atravessa serras e cânions, banha cidades históricas e gera riqueza às comunidades ribeirinhas. (Tô louca para chamar de “Nilo Brasileiro”, mas acho que minha cota de chavão e clichê da semana já se esgotou.)

Quando a escuna começa a entrar naquela imensidão, explicam que em caso de despressurização da cabine devemos usar o colete salva-vida e… tampar o nariz. Na embarcação – com capacidade para 80 pessoas – há água, refrigerante e cerveja à venda. Durante o trajeto são servidas frutas frescas (de grátis!) aos passageiros. Ah, havia 68 pessoas a bordo. Contei, por via das dúvidas.

O condutor do barco, Seo Manoel – assim como todas as embarcações que percorrem o trajeto – faz uma parada estratégica nos bancos de areia, as dunas do São Francisco. Mesmo com tempo nublado, chuvoso e com as águas do rio escuras por conta do aguaceiro que caia na região nos últimos dias, descobre-se uma das mais lindas paisagens do Brasil. Piscinas naturais se formam entre as dunas, recheadas de coqueiros e… turistas. Eu, feliz e privilegiada entre eles, claro!

A parada dura 1h30. Existem vários vendedores a postos com suas cocadas (uma por R$ 3, duas por R$ 5), bolo de aipim (idem!) e artesanato representando a imagem do santo que deu nome ao rio. Até arrisquei molhar os pés no Chicão (já contei aqui meu momento-superação) e percorri sem parar aquele areião sem fim. Lugar tão singular que só aqui você encontra imagens inusitadas como um siri… à beira do rio.

Mais adiante, o encontro: o rio deságua no Oceano Atlântico e é engolido pelo mar. A escuna não se aproxima muito por motivos de segurança. O zoom da camerazinha tômatica também não ajuda. Então, agilizei umas três, quatro fotos e, de sobra, fiquei observando aquele fenômeno, lembrando-me – eternamente agradecida  – da tia da escola. Na caixa de som do barco começa propositalmente aquela música principal do filme “1492”. (Desculpe, não deu para não rir!) Eu teria preferido ouvir o hino nacional, com todas as restrições a sua letra e música. Mas valeu. A trilha sonora foi o momento-ronald-golias do passeio.

A volta foi silenciosa. Já não sei se era a fome, o encanto ou o cansaço. Chegamos por volta das 14h em Piaçabuçu, onde um buffet de comidas regionais esperava os turistas que compraram o pacote completo (traslado + barco + almoço). Provei o bobó de camarão e um revirado de carne seca, que lá eles chamam de carne de sol. Regressamos para Maceió às 15h30. Com a certeza de que vou voltar!

SERVIÇO:

Quando ir
Melhor no verão. De abril a julho chove mais.

Como chegar
Várias agências oferecem pacotes saindo de Maceió e cobram entre R$ 60 e R$ 70. Inclui o traslado, o passeio de barco até a foz e o almoço. Bebidas à parte. Algumas fazem só o traslado por R$ 35,00.  Caso queira alugar um carro, o acesso até Piaçabuçu – a 130 quilômetros – se dá pela AL -101. Comprado à parte, o tour de barco sai a partir de R$ 20,00. Do cais até a foz são 50 minutos, mas o passeio todo dura umas três horas. A viagem de Maceió até Piaçabuçu dura cerca de 1h40.

Recomendação
Leve água, protetor solar e traje de banho.

Fotos: Matraca’s Image Bank

Passeio à Foz do Rio São Francisco | Parte 1
Passeio à Foz do Rio São Francisco | Parte 2

O passeio à foz do Rio São Francisco  faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto.

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domingo, 18 de abril de 2010

Passeio à foz do Rio São Francisco | Parte 1

Quando divulguei no Twitter que estava em Maceió pela Expedição Brasil Express choveram sugestões de praias. Gunga, Carro Quebrado e Ipioca foram algumas delas. Já havia escutado falar (bem!) de todas e sabia que, sim, poderia perder algumas das melhores fotos da viagem ao deixá-las em segundo plano. Para quem está chegando agora: fiquei apenas 48 horas na capital alagoana, o máximo de tempo fora de casa que meu sinhozinho autorizou na carta de alforria para fazer a expedição. Portanto: algumas prioridades eu tinha!

Mas ninguém me disse: faça o passeio ao Delta do São Francisco, onde as águas do maior rio 100% nacional encontram-se com o mar. Eu sonho com este passeio há anos. Mas não sei por que sempre associava o trajeto com o estado de Sergipe – de onde também saem embarcações para a foz. Para o meu deleite, entre os muitos bate-e-volta que você pode fazer desde Maceió lá está ele, o Velho Chico – apelido carinhoso do rio.

É uma jornada de dia inteiro. Os barcos que chegam até à foz saem do vilarejo de Piaçabuçu – a quase 130 quilômetros ao sul de Maceió, quase na divisa com o Sergipe. Uma curiosidade: dizem os nativos que o nome do povoado é a única palavra da língua portuguesa com dois “ç”. Piaçabuçu tem 18 mil habitantes. Cidade antiga com grande importância histórica, mas descuidada. (A 30 quilômetros daqui está Penedo – esta sim – tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional.) Ao ser cenário para as filmagens do longa Deus é Brasileiro (com Antônio Fagundes e Wagner Moura), dirigido pelo alagoano Cacá Diegues, Piaçabuçu ficou, assim, mais metida e viu aumentar o número de interessados no passeio.

O dia estava nublado e escuro. Choveu e minha camerazinha tômatica não permite fotos sensacionais quando se exige profundidade de campo, principalmente quando o dia parece noite! Então, tratei de relaxar e observar. O que me fez mergulhar totalmente na experiência. Talvez, por isso, até agora não tenha me recuperado totalmente do passeio. Desde que voltei,  sonho (no sentido de sonhar dormindo) todos os dias com aquelas imagens. Lavadeiras à beira do rio, as margens cheias de barquinhos, aquela imensidão relembrando a toda hora como somos tão pequenos… (Essa última é frase feita, mas não resisti).

Fotos: Matraca’s Image Bank

Passeio à Foz do Rio São Francisco | Parte 1
Passeio à Foz do Rio São Francisco | Parte 2

O passeio à foz do Rio São Francisco  faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto.

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Fecho os olhos…

… e só vejo coqueiros!

Se  você perdeu as tuítadas com fotos, veja abaixo como foi parte do Matraca’s Day, clicando nos links no Tweet Photo.

Visitei a Feirinha da Pajuçara, antecâmara do céu para quem gosta de bom artesanato regional. #maceió http://tweetphoto.com/18308068

Esperando meu almoço, vendo a orla. #maceió http://tweetphoto.com/18308161

Lagosta ao Molho de Coco. Acompanha arroz branco e pirão. R$ 21,00 – prato executivo. http://tweetphoto.com/18308639

@LuMalheiros Mas num é que eu fui ao Akuaba, SIM! Foi lá que tomei o caldinho de sururu! =) http://tweetphoto.com/18344885

@maricampos Minha barriga tá enorme de tanto comer. A calça ñ fecha. Mas quem resiste a isso? #tapiocão http://tweetphoto.com/18347339

O caju é uma fruta/o tão linda/o, como pode ser tããõ marrenta/o! #nãoacerto http://tweetphoto.com/18349328

Demorei muito para encontrar o centro de info turística e acabei comprando um mapa. Caro! http://tweetphoto.com/18351446

Foto: Matraca’s Image Bank

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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