O que fazer em Mariana | Minas Gerais
Cidade histórica, barroca, tem obra do Aleijadinho e Mestre Ataíde, boa comida mineira e a maior mina de ouro aberta à visitação. Mariana só não é Ouro Preto porque a segunda cresceu mais e soube preservar seu centro histórico – tombado como Patrimônio Mundial. Mas Ouro Preto não tem um concerto de órgão imperdível na Catedral da Sé. Ponto para Mariana… que já foi a primeira capital de Minas Gerais.
Ouro Preto tem um dos maiores conjuntos arquitetônicos do barroco fora da Europa, mas só em Mariana você consegue aplicar o mais importante verbo da gramática mineiresa: o verbo “toco”. Enquanto a vizinha e mais famosa Ouro Preto está tomada de turistas e empreendimentos administrados por paulistas, cariocas e capixabas e seus sotaques regionais; Mariana consegue preservar a essência da gestão familiar, passada de pai para filho há gerações. Assim, fica mais fácil se comunicar quando alguém perguntar “cê taco fome?”… É só responder: “sim, toco fome”.
Não cheguei a destrinchar Mariana. Nosso objetivo na cidade era a apresentação do Órgão da Sé e uma voltinha descompromissada pelo centrinho. Sem contar que as boas fotos que o Raul tirou da cidade ficaram num cartão perdido que deve ter caído em algum paralelepípedo de lá.
Se você tem uma manhã ou tarde:
Apresentação do Órgão da Sé na Catedral | É uma igreja de alto valor histórico, ricamente adornada com ouro e lustres de cristal. Abriga um órgão alemão de 1701 – que virou o queridinho dos turistas que visitam a cidade.
Igreja de São Francisco de Assis | Tem obras atribuídas a Aleijadinho e as pinturas da nave e da sacristia (que tem uma caveira – símbolo da morte – que parece se mexer por ilusão de ótica) são de Mestre Ataíde – nascido em Mariana.
Igreja de Nossa Senhora do Carmo | Fica na mesma praça da Igreja de São Francisco de Assis. Um incêndio destruiu boa parte das obras e pinturas. Restaurada em 1999, a capela-mor foi a única parte da igreja que não foi atingida pelo fogo.
Casa de Câmara e Cadeia | Está em frente às igrejas São Francisco de Assis e do Carmo, na Praça Minas Gerais. Atualmente é a sede da Câmara de Vereadores e apenas duas salas estão abertas à visitação. No térreo funcionava a cadeia e é possível ver toda a estrutura do cárcere através das grades.
Se você tem um dia inteiro:
Além dos passeios citados acima inclua uma visita à Mina da Passagem – a maior mina de ouro aberta à visitação do mundo – desativada desde 1985. Se você é aficionado por igrejas e afins adicione à sua inspeção barroquística a Basílica de São Pedro dos Clérigos. Está um pouco afastada do centro. Tem uma fachada oval, um altar inacabado e, curiosamente, todo em madeira.. e não ouro.
Dicas da Matraca:
A hospedagem em Mariana costuma sair bem mais em conta do que em Ouro Preto. O trajeto entre as duas pode ser feito de ônibus (há várias saídas diárias) e dura, em média, 15 minutos.
Você pode fazer o passeio de Maria Fumaça até Ouro Preto (ou vice-versa). Saindo de Mariana, sente nos bancos do lado esquerdo. É melhor para apreciar a paisagem, que inclui cachoeiras e cânions. O passeio completo (ida e volta) custa R$ 30,00. De sexta a domingo, saídas às 9h e 14h. Com retorno às 11 e às 16h. Informações: (31) 3557.3844.
Foto: Matraca’s Image Bank
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