Silvia Oliveira

Na categoria Mariana

domingo, 05 de dezembro de 2010

O que fazer em Mariana | Minas Gerais

Igrejas de Mariana - Minas Gerais

A Praça Minas Gerais, em Mariana, abriga duas das principais igrejas da cidade.

 

Cidade histórica, barroca, tem obra do Aleijadinho e Mestre Ataíde, boa comida mineira e a maior mina de ouro aberta à visitação. Mariana só não é Ouro Preto porque a segunda cresceu mais e soube preservar seu centro histórico – tombado como Patrimônio Mundial. Mas Ouro Preto não tem um concerto de órgão imperdível na Catedral da Sé. Ponto para Mariana… que já foi a primeira capital de Minas Gerais.

Ouro Preto tem um dos maiores conjuntos arquitetônicos do barroco fora da Europa, mas só em Mariana você consegue aplicar o mais importante verbo da gramática mineiresa: o verbo “toco”. Enquanto a vizinha e mais famosa Ouro Preto está tomada de turistas e empreendimentos administrados por paulistas, cariocas e capixabas e seus sotaques regionais; Mariana consegue preservar a  essência da gestão familiar, passada de pai para filho há gerações. Assim, fica mais fácil se comunicar quando alguém perguntar “cê taco fome?”… É só responder: “sim, toco fome”.

Não cheguei a destrinchar Mariana. Nosso objetivo na cidade era a apresentação do Órgão da Sé e uma voltinha descompromissada pelo centrinho. Sem contar que as boas fotos que o Raul tirou da cidade ficaram num cartão perdido que deve ter caído em algum paralelepípedo de lá.

Se você tem uma manhã ou tarde:

Apresentação do Órgão da Sé na Catedral | É uma igreja de alto valor histórico, ricamente adornada com ouro e lustres de cristal. Abriga um órgão alemão de 1701 – que virou o queridinho dos turistas que visitam a cidade.

Igreja de São Francisco de Assis |  Tem obras atribuídas a Aleijadinho e as pinturas da nave e da sacristia (que tem uma caveira – símbolo da morte – que parece se mexer por ilusão de ótica) são de Mestre Ataíde – nascido em Mariana.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo | Fica na mesma praça da Igreja de São Francisco de Assis. Um incêndio destruiu boa parte das obras e pinturas. Restaurada em 1999, a capela-mor foi a única parte da igreja que não foi atingida pelo fogo.

Casa de Câmara e Cadeia | Está em frente às igrejas São Francisco de Assis e do Carmo, na Praça Minas Gerais. Atualmente é a sede da Câmara de Vereadores e apenas duas salas estão abertas à visitação. No térreo funcionava a cadeia e é possível ver toda a estrutura do cárcere através das grades.

Se você tem um dia inteiro:

Além dos passeios citados acima inclua uma visita à Mina da Passagem – a maior mina de ouro aberta à visitação do mundo – desativada desde 1985. Se você é aficionado por igrejas e afins adicione à sua inspeção barroquística a Basílica de São Pedro dos Clérigos. Está um pouco afastada do centro. Tem uma fachada oval,  um altar inacabado e, curiosamente, todo em madeira.. e não ouro.

Dicas da Matraca:

A hospedagem em Mariana costuma sair bem mais em conta do que em Ouro Preto. O trajeto entre as duas pode ser feito de ônibus (há várias saídas diárias) e dura, em média, 15 minutos.

Você pode fazer o passeio de Maria Fumaça até Ouro Preto (ou vice-versa). Saindo de Mariana, sente nos bancos do lado esquerdo. É melhor para apreciar a paisagem, que inclui cachoeiras e cânions. O passeio completo (ida e volta) custa R$ 30,00. De sexta a domingo, saídas às 9h e 14h. Com retorno às 11 e às 16h. Informações: (31) 3557.3844.

Foto: Matraca’s Image Bank

Leia também:

O Órgão da Sé | Mariana 
O passeio à Mina da Passagem | Mariana
Onde comer bem e barato em Mariana

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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Onde comer bem e barato em Mariana | Minas Gerais

Por uma questão de prioridade não planejei muita coisa em Mariana, a não ser assistir ao concerto do Órgão da Sé do qual a gente já falou aqui. A ideia era, após a apresentação na catedral, pegar a estrada de volta para Ouro Preto, parar na Mina da Passagem e almoçar no restaurante que fica ao lado…

Mas quando se viaja com crianças sabemos: quase sempre quem determina quando e onde comer são elas. A minha pequena deu sinal de alerta (tô cuuuum fome!) debaixo de um sol escaldante seguido de um choro enjoado. Entrei na primeira baiúca que apareceu. Era uma espécie de pizzaria misturada com empresa de fast food, sem nenhum charme na decoração, mas com aquele ambiente correto dos lugares decentes. Está bem na praça principal.

A surpresa não poderia ter sido melhor dado o excelente custo benefício. Pedimos um prato feito cada um. Fui de feijão tropeiro e o Raul investiu no clássico filé com fritas. A Mariana degustou um pouquinho de cada um. Preço individual: R$ 6,00. Re-pe-tin-do: seis reais opor um prato feito, saboroso e bem servido. E mais: suco de laranja a R$ 1,50. Todo o cardápio é uma pechincha, de pizzas e sanduíches. Vá lá e depois me conte!

SERVIÇO

KING’S BURGER – PIZZA
Praça Claúdio Manoel, s/nº – Centro
Tel.: (031) 3557.3777

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O Órgão da Sé | Mariana
O passeio à Mina da Passagem | Mariana

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Frango com quiabo na Casa do Ouvidor | Ouro Preto

Fotos: Matraca’s Image Bank

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sexta-feira, 05 de novembro de 2010

O curioso passeio à Mina da Passagem, em Mariana

Na estrada que liga Ouro Preto a Mariana – apenas 13 quilômetros separam as duas cidades – está a antiga companhia Minas da Passagem, que concentra a maior mina de ouro do mundo aberta à visitação. Passamos por lá em setembro, período em que os mineiros chilenos ainda estavam soterrados à espera de resgate.

Confesso que pensei neles antes de fazer o passeio. Já fiquei preocupada e com crise claustrofóbica. É que sou muito bunda-mole… para eu amarelar não precisa muito. Não desço rio em bóia, não gosto de roda gigante, tenho hor-ror a tobogã de parque aquático e pago caro para não ter que enfrentar um buggy cheio de emoção na praia.


Família Matraca, ativar!

Mas a Mina da Passagem, além de ser um passeio inusitado, pega no meu ponto fraco: tem história. Vesti meu uniforme, habilitei minhas proezas físicas, acionei minha visão de raio-X e me transformei na SuperMatraca – aquela que vai antes para você não se estrepar depois. Rá!

A descida é feita por galerias subterrâneas em cima de um trolley (o mesmo trenzinho que os trabalhadores usavam para se locomover dentro da mina) que vai a 120 metros de profundidade. Lá embaixo encontramos um cenário, no mínimo, impressionante. A temperatura é agradável, não passa de 20ºC. Um lago natural – formado por causa das perfurações no lençol freático – parece um espelho.


Lago natural formado após perfuração do lençol freático.

Um guia acompanha os visitantes durante todo o trajeto e dá informações bacanas de como era o processo de mineração não só da Mina da Passagem, mas de toda a região. Desde o século 18, por exemplo, foram retiradas quase 35 toneladas de ouro só desta “caverna”. Hoje, a exploração não compensa mais - já que são somente quatro gramas de ouro por tonelada de pedra.


A visita é obrigatoriamente guiada.

Ao lado da Mina da Passagem há um museu com um acervo pequeno, mas bem bonitinho - com peças do Ciclo de Ouro de Minas Gerais. Um restaurante no mesmo local serve comida mineira e doces típicos. Ponto importante: é um passeio genial para se fazer com crianças. Além de ser totalmente seguro envolve os bacuris numa atmosfera lúdica, parece coisa mesmo de desenho animado. A Mariana ficou encantada. Assim que ela desceu do trolley o carrinho voltou para buscar novos turistas. Muito magoada, soltou: “não leva embola meu tênzinho,não, tio!”

SERVIÇO:

Minas da Passagem
Visitação: segunda e terça, das 9h às 17h e quarta a domingo, das 9h às 17h30.
Valor: R$ 24,00 (adulto). Crianças de 6 a 12 anos pagam R$ 20,00.
Como chegar de carro: pegue a MG 262 – estrada que liga Ouro Preto a Mariana. Na rodovia você verá a placa indicando a entrada para a mina.
Como chegar de ônibus: saindo tanto de Ouro Preto quanto de Mariana o ônibus passa em frente à entrada da mina. Avise ao motorista/cobrador que quer descer lá.

Leia também:

O Órgão da Sé de Mariana

Fotos: Raul Mattar

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O Órgão da Sé de Mariana | Minas Gerais


Catedral da Sé, em Mariana: abriga o único órgão da linha Schnitger fora da Europa.

Aconteceu o improvável, mas hipoteticamente possível. Perdemos o cartão com as fotos da cidade de Mariana, a primeira capital do estado mineiro. Provavelmente foi na descida de trolley na Minas da Passagem (um passeio sensacional que vai ganhar post próprio!), onde o Raul fez a troca de um dos cartões. (Pelo menos as imagens da mina estão salvas!)

Ahá, mas eu e minha super-top-mega-plus maquininha tômática garantimos várias fotos. Apenas três se salvaram, é verdade. Mas vejamos pelo lado Poliana da coisa: nossa visita não era exatamente destrinchar a cidade. Numa viagem de nove dias e diversas paradas incluídas é fun-da-men-tal estabelecer prioridades. A nossa, em Mariana, era assistir ao concerto do Órgão da Catedral da Sé de Mariana e fotos não eram permitidas.

O órgão é um tesouro musical. Além de ser um instrumento colossal de grande importância artística foi foco de amplo trabalho de restauração. Foi projetado e desenvolvido pelo alemão Arp Schnitger, um dos maiores construtores de órgão do século 18. O instrumento que está na Catedral da Sé de Mariana é o único exemplar da linha Schnitger que se encontra fora da Europa.

Chegamos meia hora antes do concerto começar. Para nossa surpresa não é permitida a entrada de crianças menores de cinco anos! Que fique claro: acho a decisão muito certa. Crianças são seres que passam rapidamente de simpáticos pimpolhos a insuportáveis fedelhos, quando não, chegam a intolerantes pirralhos! A gente nunca sabe no que elas vão se transformar num evento como esse.

Só que esta informação, de que criança não entrava, não estava clara em nenhum lugar, nem no site. (Agora já incluíram!). Por isso, fomos pegos na contramão, sem um plano B imediato. Decisão: só eu entrei para assistir ao concerto enquanto o Raul, desenxabido, foi dar uma voltinha com a Mariana pela cidade.

O concerto dura 45 minutos e a programação musical é variada. Não é possível tirar fotos dentro da igreja, muito menos do órgão. É a primeira coisa que a organista pede e explica. Mesmo assim, quando ela começa a tocar, lá no alto e de costas para o público, um bando de mal educados aponta a maquininha para um clique de recordação. Até acho uma bobagem proibir fotos (desde que sem flash). Mas quando o local impõe isso como uma regra de visitação o mínimo que a gente pode fazer é respeitar! De todosmodo, a apresentação segue tranqüila. Num ambiente calmo. Para fechar os olhos e relaxar.

SERVIÇO:

Catedral da Sé de Mariana
Praça Cláudio Manoel, s/nº
Tel.: (31) 3558.2785

Concertos | Órgão da Sé
Quando: sextas-feiras, às 11h30 e domingos, às 12h15. Não é permitida a entrada após o início do concerto, mesmo que você já tenha comprado o ingresso.
Duração: 45 minutos
Ingressos: R$ 15,00 (simples), R$ 20,00 (apoio ao projeto) e R$ 30,00 (incentivo ao projeto). Ou seja, custa R$ 15 para entrar. Mas se você quiser contribuir com mais, fique à vontade.
Importante: não é permitida a entrada de crianças menores de cinco anos
Confira a programação aqui.

Foto: Matraca’s Image Bank

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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