Silvia Oliveira

Na categoria Belém

terça-feira, 06 de dezembro de 2016

Novo voo comercial inaugura a rota Belém-Soure, na Ilha de Marajó

fazenda-sao-jeronimo-ilha-de-marajo-trilha-tour

Está cada vez mais fácil conhecer o maior arquipélago fluviomarinho do mundo. Antigamente, para chegar de avião à Ilha de Marajó, no Pará, só contratando empresas de táxi aéreo.

Agora, uma aeronave monomotor turboélice da empresa TWO, com capacidade para nove pessoas, opera a linha comercial Belém-Soure desde outubro de 2016.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Ilha de Marajó | Onde ficar: Soure ou Salvaterra?

Ilha de Marajo Barra Velha Soure

Praia de Barra Velha, Soure

As duas principais cidades da Ilha de Marajó são Soure (conhecida como a “capital”) e Salvaterra, onde chegam os barcos e as balsas que vêm de Belém e do porto de Icoaraci. Veja aqui como chegar à Ilha de Marajó.

As duas têm atrativos, mas Soure abriga a maior parte deles, além de ter restaurantes e hotéis mais estruturados. Em Salvaterra você tem basicamente duas praias famosas, Joanes (com ruínas jesuíticas) e Praia Grande — a mais frequentada pelos turistas.

Ilha de Marajo Praia do Pesqueiro

Praia do Pesqueiro, Soure

Já em Soure, além das praias de Barra Velha e do Pesqueiro, você pode fazer alguns dos principais passeios da Ilha de Marajó como a visita à Fazenda São Jerônimo (veja nosso relato completo aqui), à Fazenda Bom Jesus, ao laticínio Mironga para ver a produção do queijo de búfala, comprar cerâmicas marajoara, participar de apresentações de carimbó (ritmo que nasceu na ilha) e almoçar (ou jantar) no  tradicional  restaurante Delícias da Nalva.

Ilha de Marajo vista da pousada

Vista do amanhecer na Pousada Bosque dos Aruãs, Salvaterra

Mas indo na contramão do que a maioria recomenda, eu fiquei em Salvaterra — o lado menos muvucado da ilha. Minha escolha foi monetária. Ao pesquisar hospedagem, a pousada que tinha o menor preço e a maior nota na avaliação do Booking.com era a Bosque dos Aruãs justamente em Salvaterra.

Minha preocupação, então, foi descobrir se era fácil chegar a Soure partindo de Salvaterra. As duas cidades estão divididas pelo rio Paracauari. Para ir de Salvaterra a Soure (ou vice-versa) é necessário pegar uma balsa (gratuita para passageiros, carros pagam uma taxa) que cruza o rio de hora em hora. A travessia é bem rápida, cerca de 10 minutos. (Dou mais detalhes aqui.)

Ilha de Marajo Pousada Bosque dos Aruas 2

Pousada Bosque dos Aruãs: hospedagem simples em Salvaterra

A Pousada Bosque dos Aruãs, onde nos hospedamos, fica a 5 minutos caminhando da Praça da Igreja, local de onde saem os barcos para Soure. Os chalés são de madeira com quartos beeeeem simples precisando de uma mão de tinta urgente. :mrgreen:

O luxo: ficam de frente para a Baía de Marajó com um nascer do sol espetacular. Para ajudar quem não quer fazer a travessia para tomar sol em Soure, a pousada fica a 800 metros da Praia Grande, a mais famosa de Salvaterra.

Apesar da simplicidade, os chalés da Bosque dos Aruãs têm ar condicionado e estão equipados com TV via satélite e frigobar vazio (você coloca o que quiser). Wi-fi ruim, mas isso é um problema na ilha em geral. Para compensar a falta de opção de onde comer à noite em Salvaterra, a pousada tem restaurante que serve carnes, frutos do mar e massas.

Ilha de Marajo Ruinas Joanes

Ruínas jesuíticas do século 17 em Joanes, Salvaterra

A comida é ótima, mas sempre demorava mais de uma hora para ficar pronta. Ou seja, peça algo para beliscar antes se estiver com muita fome. A melhor parte, no entanto, era escutar os causos do Seo Jurandir — dono da pousada — que sempre estava por ali contando histórias e dando dicas da região.

A diária está a partir de R$ 100 o casal ou R$ 115 quarto triplo (nossa opção). Café da manhã  — com tapioca e queijo de búfala — incluído! Vale a pena para quem quer muito sossego, pagar bem pouco e não está preocupado em encontrar hotel padrão.

Caso eu estivesse disposta a pagar um pouco mais minhas opções talvez seriam o Hotel Casarão da Amazônia (mais caro e sem café da manhã), o hotel Canto do Francês (valor médio e boa estrutura) ou a Pousada Aruanã (econômica e bem localizada, mas que não estava disponível quando fui)  — todas em Soure. (Clique nos links para ver a avaliação dos hóspedes.)

Ilha de Marajo travessia Soure Salvaterra

Travessia de Salvaterra para Soure

Gostei de ter ficado em Salvaterra, mas reconheço que é bem mais prático se hospedar em Soure. O problema não foi ter que fazer a travessia todos os dias (isso era a parte mais legal, um passeio à parte), mas a pequena estrutura turística fica na “capital” da ilha.

No quesito comida, principalmente à noite, só tínhamos o restaurante da pousada que apesar de ser bom, não era barato e nem todos os dias queríamos jantar banquete. Um lanche resolveria, por exemplo.

Em Salvaterra também há um pequeno centro comercial, mas fica mais afastado da pousada e nós estávamos sem carro, dificultando esse vai e vem. Se você estiver motorizado deve ponderar o que terá melhor custo-benefício para o sucesso da sua viagem.

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Pagamos todas as nossas despesas de viagem. Não aceitamos convites nem cortesias. Sempre nos hospedamos anonimamente nos hotéis indicados. A proposta é mostrar para você uma resenha íntegra e isenta do lugar. Aqui, você pode confiar!

Disclaimer | Este post contém links para o Booking.com, parceiro comercial do blog, inseridos espontaneamente pela autora.
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Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados. ©

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Ilha de Marajó | Fazenda São Jerônimo: um resumo do Soure, a “capital” da ilha

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Bufalo

*Post atualizado em janeiro de 2016. Viagem esboçada. Roteiro concluído. Seriam cinco dias em Belém conhecendo o melhor da história, cultura e gastronomia paraenses. Mas tive um mal súbito ao ver as fotos do Instagram do Ricardo Freire que passava uns dias na Ilha de Marajó.

Tudo fotogênico e inspirador. Com paisagens únicas, a ilha era uma trama perfeita, um conluio entre natureza, boa comida e vida marajoara. Aquele velho e bom turismo de experiência — momento de vivência e traquejo local — que sempre busco quando viajo.

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Frutas

Dois telefonemas e aumentei mais quatro dias nas nossas férias ao Pará. Não sabia nem como chegar à Ilha de Marajó, muito menos para qual lado do mapa ficava. E foi uma das poucas viagens que fiz em que a internet pouco me ajudou com a questão prática da coisa.

Ilha de Marajo Fazenda Guara

Os principais atrativos da ilha não têm site (e quando têm são confusos e nada esclarecedores), telefones não atendem e os poucos relatos convincentes sobre o lugar falam basicamente de… praia.

Eu sabia que Marajó era mais do que isso. Os búfalos, o queijo, a arte marajoara, mangues, igarapés e os índios que viveram aqui há milhares de anos. Praticamente cheguei à ilha só com o hotel reservado.

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Dona Jeronima

Dona Jerônima preparando nosso almoço

Descobri que boa parte das fotos do Riq era de um passeio na Fazenda São Jerônimo, localizada no município de Soure, a “capital” da ilha. Se eu conseguisse fazer somente este tour já ficaria feliz.

Mas só tive certeza de que iria conhecer os causos do Seu Brito e a boa comida da Dona Jerônima — donos da fazenda — quando cheguei ao Marajó.

Os telefones de contato da propriedade, por problemas na operadora, não atendiam e só depois de muita insistência consegui falar com eles e agendar nossa visita.

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Cozinha Marajoara Peixe

Filhote com abacaxi: prato com peixe típico amazônico

Chegamos para almoçar antes do passeio. (Importante: só fazem almoço com reserva. Mas pelo que me avisaram na caixa de comentários, nem isso mais. Confirme antes de ir!) Dona Jerônima é chef reconhecida no Pará. Recentemente, inclusive, foi uma das atrações do ciclo de palestras do 13º Festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense, em Belém  — que este ano homenageou a Ilha de Marajó. Não é um restaurante tradicional, daqueles que funcionam em horários regulares. Quer comer aqui? Assim como o passeio, tem que agendar.

Matraqueando Instagram

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Cozinha Marajoara

Filé marajoara com queijo de búfala derretido

Pedimos dois pratos tradicionais, o filhote (peixe típico da região) e o filé marajoara, medalhões de carne com queijo de búfala derretido. Sim, é tudo isso dibão que você está imaginando.

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Seo Brito

Seu Brito contando a história da fazenda

Por ali estava Seu Brito, simpaticíssimo, boa conversa, muita história, respondeu às minhas — diversas — perguntas (meu marido diz que eu não converso, entrevisto!) e só coçou a cabeça quando questionei: tem wi-fi? Rá! :mrgreen:

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Passeio bufalo

Após a comilança, já chamando Gezuis de Genésio, partimos para o passeio. Havia umas oito pessoas, a maioria turista estrangeiro. Na primeira parte fizemos um tour de mais ou menos 20 minutos montados em búfalos.

A Mariana mal podia acreditar que ela poderia ir sozinha em cima de um deles! (É a parte da qual ela mais se lembra quando falamos da nossa viagem ao Pará.)

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Trilha Tour

Em seguida, uma trilha tranquila em meio a um enorme manguezal com raízes expostas e entrelaçadas, o que acabou se transformando na minha imagem preferida e inusitada de Marajó.

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Trilha

A gente caminha sobre uma longa e frágil ponte de madeira — o guia avisa, cuidado para não cair — de onde eu me esborrachei no mangue. Ou você caminha olhando por onde pisa ou para e observa a mata. As duas coisas ao mesmo tempo não dá, néam, Matraca!

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Mangueiros abracados

No meio do caminho aparecem os “Mangueiros Apaixonados” que representam a história de dois jovens índios — Nira e Mururé — de tribos inimigas que se apaixonaram perdidamente.

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Trilha Mangue

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Mangue

O enrosco é bem ao estilo Romeu e Julieta que todo mundo sabe como termina. Reza a lenda que o casal que se sentar nos mangueiros jamais se separará. Owww!

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Goiabal

O final da trilha desemboca na Praia do Goiabal, uma praia salobra que mistura água do Rio Pará com a do Oceano Atlântico, deserta e com árvores de raízes expostas espalhadas por toda a “orla”. Não há tempo para banho. É só contemplar.

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Cozinha Marajoara Raizes arvores

Foi justamente este pequeno éden que acabou virando cenário do programa No Limite da Rede Globo, em 2001. O sucesso foi tão grande que no ano seguinte, a Fazenda São Jerônimo abriu a porteira para o turismo ecológico.

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Praia do Goiabal

Antes, ela era dedicada exclusivamente ao extrativismo de frutas, à pesca, à pecuária e à agricultura familiar — conforme explicou Seu Brito. Em 2012, foi a vez da novela Amor Eterno Amor (também da Globo) garantir suas cenas românticas dentro da fazenda.

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Canoa

A volta é feita em canoa. Um percurso tranquilo onde, com um pouco de sorte, você vê a famosa revoada de guarás. (A gente viu o guará, não a revoada!)

Ilha de Marajo Fazenda Guara vermelho

O le grand finale é uma mistura de floresta amazônica, mangue, igarapé e animais silvestres como pássaros e macaquinhos.

Ao chegar à sede da fazenda — que está incluída na Reserva Extrativista Marinha de Soure, uma unidade de conservação federal — são oferecidos sucos típicos.

Passeio com princípio, meio, fim… e o melhor resumo do Soure.

Fazenda Sao Jeronimo Ilha de Marajo Passaros

SERVIÇO

Fazenda São Jerônimo

Local: Rodovia Soure – Pesqueiro, km 3 – Bairro Tucumanduba  | Soure – Pará (Fica longe do centrinho de Soure. Se você não estiver de carro, há táxi e moto-táxi na cidade que fazem o trajeto.)

Tel.: (91) 3741-2093, (91) 99331-0726 e (91) 98103-4903. O melhor horário para falar segundo os proprietários é das 20h às 23h.

E-mail: fazenda.saojeronimo@hotmail.com

Preço: R$ 100 (crianças até 7 anos não pagam, mas é bom confirmar antes de ir porque preços e regras podem mudar). Valores de janeiro de 2016.

Duração: o passeio todo dura em torno de 2 horas. Mas existe, à parte, cavalgada na praia e travessia de rio sobre os búfalos. Caso você inclua um ou outro, o tour pode chegar a quatro horas.

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Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados. ©

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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Pará | Como chegar à Ilha de Marajó

Ilha de Marajo Fazenda Sao Jeronimo Passeio Bufalo

Passeio de búfalo na Fazenda São Jerônimo, Ilha de Marajó

*Post atualizado em dezembro de 2016.

Nossa viagem ao Pará incluiu uma esticada oportuna à belíssima Ilha de Marajó, o maior arquipélago fluviomarinho do mundo. Para chegar a este reduto de búfalos — o maior rebanho do país — e igarapés você tem que fazer uma travessia de catamarã, navio ou balsa (ferryboat) a partir de Belém.

Existem dois terminais hidroviários, um na região portuária de Belém (para quem está sem carro) e outro em Icoaraci (para quem está com carro), distrito a 20 quilômetros da capital. Em qualquer um dos casos você desce no Porto de Camará, município de Salvaterra — já na Ilha de Marajó. Você só desce direto em Soure (a “capital” da ilha) se optar pelo Catamarã Tapajós Expresso que faz o trajeto em duas horas, saindo de Belém.

Caso vá sem carro e opte pelo barco mais lento (nosso caso, já que quando fomos ainda não havia o catamarã expresso), ao chegar a Salvaterra você verá diversos ônibus, vans e táxis que levam ao centrinho de Salvaterra (25 km a partir do porto), Soure (30 km a partir do porto) e Cachoeira do Arari – cidadezinha minúscula que abriga o Museu Histórico do Marajó (70 km de Soure e mais duas horas de viagem por estrada de chão).

Como ir a Ilha de Marajo

Como ir de Belém à Ilha de Marajó

– DE BALSA E NAVIO

Saindo do Terminal Hidroviário de Belém (para quem está sem carro)

Quem opera | Arapari Navegação (91) 3242-1870 | 3242-1570

Destino | Belém –> Salvaterra (Porto de Camará)

Horário | Segunda a sábado, 06h30 e 14h30. Domingo, 10h.

Destino | Salvaterra (Porto de Camará) –> Belém

Horário | Segunda a sábado, 6h30 e 15h. Domingo, 15h.

Duração | Mais ou menos três horas e meia de travessia e mais 30 minutos de van/ônibus até o centro da cidade.

Quanto custa | A partir de R$ 20 sem ar condicionado e R$ 35 com ar condicionado. (Nós escolhemos a mais cara, mas o ar era tão gelado que eu desci para a classe econômica e fui de ventinho natural.) 😀

IMPORTANTE | Eu comprei as passagens na hora, um pouco antes de embarcar, mas se for alta temporada ou fins de semana recomendo comprar com antecedência e confirmar os horários de saída dos barcos que, eventualmente, sofrem pequenas alterações.

Ilha de Marajo Fazenda Sao Jeronimo

Saindo do Terminal Hidroviário de Icoaraci (para quem está com carro)

Quem opera | Henvil Navegação | (91) 3246-7472 (Guichê no Terminal Rodoviário para venda de passagens) e (91) 98114-9054

Destino | Belém (Porto de Icoaraci) –> Salvaterra (Porto de Camará)

Horário | Segunda a domingo, às 6h e às 7h. Em algumas quartas-feiras não sai às 6h, mas às 7h e às 8h.

Destino | Salvaterra (Porto de Camará) –> Belém (Porto de Icoaraci)

Horário | Segunda a sábado, 15h e 16h e domingo, 16h e 17h.

Duração | Três horas de travessia e mais 30 minutos de van/ônibus até o centro da cidade.

Quanto custa | R$ 108,10 por carro incluindo o motorista. R$ 15,50 por passageiro extra. Crianças abaixo de seis anos não pagam.

ATENÇÃO | Os horários de saída do Porto de Icoaraci mudaram recentemente (este post contém dados atualizados em dezembro de 2016), mas confirme antes de ir, ligando no guichê da Henvil na rodoviária de Belém: (91) 3246-7472. Se for alta temporada recomendo comprar a passagem com antecedência.

Ilha de Marajo Fazenda Sao Jeronimo Igarapes

Maguezal inacreditável na Ilha de Marajó

— DE CATAMARÃ

Desde o fim de 2015 ficou muuuito mais fácil chegar à Ilha de Marajó. \0/ Agora, o catamarã Tapajós Expresso faz a travessia em apenas duas horas. Ele sai do terminal hidroviário de Belém e desce diretamente em Soure. Ou seja, se sua hospedagem é em Soure, compensa muito mais você pegar o catamarã (mesmo que custe um pouquinho mais caro) em vez do barco que atraca em Salvaterra (e daí passar por toda aquela baldeação de ter que pegar van e barquinho para, enfim, chegar a Soure.)

E quem estiver hospedado em Salvaterra também pode pegar o catamarã. Depois de Soure, ele segue até Salvaterra — aumentando em meia horinha a viagem.

A passagem custa R$ 50 e — maravilha das maravilhas — o tíquete pode ser comprado on-line. (Valores de janeiro de 2016.) Na ida, o Tapajós Expresso tem saídas  de Belém todos os dias, às 8h (chega às 10h). E na volta, sai de Soure de segunda a sexta, às 14h30 (chega às 16h30) e aos sábados e domingos, às 16h (chega às 18h). De qualquer maneira, antes de ir confirme os horários aqui ou pelo telefone (93) 3523-0788.

Como é a viagem de barco de Belém a Ilha de Marajó

Nós fizemos a travessia partindo do Terminal Hidroviário de Belém. (Quando eu fui ainda não havia o catamarã rápido!) O local não tem pinta nem muita estrutura turística. Por certo, o sistema é todo voltado para os moradores da região. Os turistas vão de gaiato. Mas recentemente o terminal foi reformado e está com uma apresentação bacana.

Como ir a Ilha de Marajo Para

O setor de embarque fica lotado, mas não há tumulto. Na hora de entrar no navio há fila preferencial para idosos e gestantes. A viagem dura 3 horas e meia e foi bem tranquila. É recomendável chegar, pelo menos, com 30 minutos de antecedência para evitar imprevistos.

Como ir a Ilha de Marajo Soure

Quem opta pela classe “econômica” viaja na parte de baixo do navio em bancos de plástico. Na “Sala Vip” (poizé!) os bancos são iguais aos de um ônibus executivo e tem ar condicionado.

Mas o ar estava tããão gelado que eu tive que sair de lá e voltar para a econômica de onde, aliás, a viagem é muito mais agradável para ver a paisagem. Importante: nem toda embarcação tem a opção de Sala Vip com ar condicionado.

Como ir a Ilha de Marajo Salvaterra

O “serviço de bordo” é bem informal. Há vendedores ambulantes oferecendo de um tudo! Você consegue comprar salgadinhos, sorvete, água e refrigerante. Tudo com preços acima da média. Sugiro levar uma matulinha com sanduichinhos e frutas para comer bem sem gastar muito.

Belem Ilha de Marajo Paisagem 1

Chegando à Ilha de Marajó

Como já disse acima, se você optar pelo Tapajós Expresso,  o catamarã vai descer diretamente em Soure (e depois faz uma paradinha em Salvaterra). Mas se você vier de navio/balsa, só resta atracar no Porto de Camará. Os ônibus e vans que fazem o traslado para Salvaterra, Soure ou Cachoeira do Arari só ficam ali no Porto de Camará na hora do desembarque das balsas e navios, portanto não enrole muito para sair da embarcação.

Nós demoramos para descer a fim de evitar tumultos (estávamos com uma criança e o barco, lotado) — e quando chegamos ao ponto do transporte (em frente ao porto) já não havia mais uma só vanzinha. #pânico

Foi um desespero porque, em tese, só no próximo desembarque (mais umas três horas de espera) apareceriam novos fretes de turistas. Mas como havia muuuita gente (entre visitantes e locais) que ainda não haviam pegado a condução, nos disseram que era só esperar mais um pouquinho.

E, de fato, depois de 10 minutos de espera embarcamos rumo ao centro de Salvaterra onde ficamos hospedados. Não me lembro ao certo, mas acho que o ônibus custou R$ 10 por pessoa.

Como ir de Salvaterra a Soure (e vice-versa)

Soure e Salvaterra, as duas principais cidades da Ilha de Marajó, estão separadas pelo Rio Paracauari. Nós ficamos hospedados em Salvaterra, mas o município de Soure — chamado de “capital” da ilha — é mais agitado e tem centrinho comercial e restaurantes mais robustos.

Como ir de Salvaterra a Soure

Travessia entre Salvaterra e Soure

Para ir de Salvaterra a Soure (ou vice-versa) é necessário pegar uma balsa (gratuita para passageiros, carros pagam uma taxa) que cruza o rio de hora em hora. A travessia é bem rápida, cerca de 10 minutos. Funciona de segunda a sábado até às 19h e no domingo até às 18h.

Como ir de Salvaterra a Soure rabeta

Se você estiver de carro fique atento a estes horários. Mas se estiver a pé ou de moto, existem pequenos barcos, as tradicionais rabetas (foto acima), que fazem a travessia 24 horas, mas o serviço custa R$ 2,70 por pessoa/trecho (valores de janeiro de 2016). É só chegar ao ponto de embarque que sempre aparece alguém para te levar.

– DE AVIÃO

Uma aeronave monomotor turboélice da empresa TWO, com capacidade para nove pessoas, opera a linha comercial Belém-Soure desde outubro de 2016. A TWO é uma das companhias áreas credenciadas ao programa “Voe Pará”, uma iniciativa do governo do estado para melhorar a acessibilidade às ilhas.

Os voos acontecem às segundas e sextas-feiras, às 11h (chega 11h20). No retorno, a decolagem será às 11h40 (chega em Belém às 12h). São apenas 20 minutinhos de viagem. A passagem custa R$ 165 cada trecho. Se comprar ida e volta sai por R$ 285.

Os voos partem do aeroporto de Belém, setor dos hangares. Informações e compra pelos telefones (91) 32466691, 32469301 e 30863964 ou pelo e-mail vendas2@bonnaviagens.com.br. O pagamento é feito por transferência bancária e o voucher é enviado por e-mail.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Mercado Ver-o-Peso, Belém: turismo de experiência

Mercado Ver o Peso Belem 11

Mercados populares com pedigree costumam ser uma mistura emblemática de antropologia, gastronomia e linhagem familiar. O Ver-o-Peso não foge à tradição. Além de ponto turístico de Belém, a feira é uma alegórica representação cultural da cidade.

Mercado Ver o Peso Belem 13

Mercado Ver o Peso Belem 20

Fica às margens da baía do Guajará. Falamos de uma gigante feira ao ar livre — considerada a maior da América Latina. O local reúne toda a sorte de paladares paraenses. São centenas de barracas. Você vai encontrar todos os ingredientes necessários para preparar seu tacacá, açaí ou pato no tucupi.

Mercado Ver o Peso Belem 18

Mercado Ver o Peso Belem 16

Matraqueando Instagram

O mercado Ver-o-Peso abastece a cidade e região. Além de frutas típicas (ou exóticas para uma jacu como eu) há uma infinidade de peixes amazônicos, temperos, ervas medicinais e as famosas garrafadas. Sabe aqueles vidrinhos com poções mágicas que prometem desde acabar com mau olhado, espinhela caída a até trazer o amado em três dias? Zifio, dá para encher a mala.

Mercado Ver o Peso Belem 22

Mercado Ver o Peso Belem Castanhas 05

O nome do local tem uma origem curiosa. Quando foi inaugurado, no início do século 17, o mercado era uma espécie de entreposto fiscal. Ali faziam a verificação do peso exato das mercadorias para obter o valor dos impostos repassados à coroa portuguesa. Daí ficou… Ver-o-Peso. :mrgreen:

Mercado Ver o Peso Belem 04

Mercado Ver o Peso Belem 07

É o tipo de lugar onde o detalhe converte o todo. Cada barraca, um flash! O amarelo do tucupi. O rosadinho do camarão. O verde forte do jambu. O marrom rústico da castanha. O colorido das garrafinhas.

Mercado Ver o Peso Belem 08

Mercado Ver o Peso Belem 09

A movimentação no mercado Ver-o-Peso começa na madrugada — especificamente às 3h30 — junto com a Feira do Açaí, (outro passeio respeitável de Belém e ú.n.i.c.o. no Brasil. Veja nosso relato aqui). Com as toneladas da frutinha chegam os pescadores descarregando quilos e quilos de tucunaré, pirarucu, filhote, entre outros tipos de peixes.

Mercado Ver o Peso Belem 12

O pirarucu, por exemplo, é um dos maiores peixes de água doce. No mercado Ver-o-Peso é fácil ver o Pirarucu vendido em mantas secas e salgadas. De tão saboroso também ficou conhecido como o Bacalhau da Amazônia.

Mercado Ver o Peso Belem 14

Mercado Ver o Peso Belem 19

A construção do Ver-o-Peso que marca o imaginário do turista é o Mercado de Ferro. Com estrutura metálica e torres azuis, o prédio foi todo forjado em Londres e Nova York, depois transportado e montado no local. Século 19, Ciclo da Borracha. Explica? Aqueles delírios psico-espirituais dos tempos áureos do tem-dinheiro-sobrando-então-vamu-gastá! No interior são mais de 60 boxes que comercializam peixes, camarões e caranguejos.

Mercado Ver o Peso Belem 01

Juntamente com o Mercado do Ferro, outras construções históricas como o Mercado da Carne, a Praça do Relógio (ali pertinho) e a própria Feira do Açaí formam um conjunto de inestimável valor, tanto que toda a área foi tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional) em 1997.

Mercado Ver o Peso Belem 03

Mercado Ver o Peso Belem 02

Mas o Ver-o-Peso não é só pavê, não. É pacumê, também! Várias barracas oferecem açaí, peixinho frito na hora, tapioca, maniçoba e pratos à base de tucupi. É o passeio redondo: você desvenda uma cultura, prova o melhor da  comida regional e ainda leva para casa a experiência pessoal que nenhum livro de história poderá contar.

SERVIÇO

Mercado Ver-o-Peso

Local: Boulevard Castilho França, s/n. Cidade Velha

Horário: o mercado de peixe funciona das 6h às 14h e a feira livre no lado de fora, o dia todo.

Dica: o Ver-o-Peso está perto da Estação das Docas e combina perfeitamente com um passeio ao Forte do Presépio, de onde você tem uma vista panorâmica do mercado com a baía do Guajará ao fundo.

Mercado Ver o Peso Belem 25

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Fotos: Sílvia Oliveira

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sexta-feira, 01 de novembro de 2013

Por trás da Portinha de Belém

Portinha Belem Salgados

Não é apelido. Portinha é o nome — perfeito —  da… seria lanchonete? Bar? Boteco? Não há definição que possa fazer jus ao que você vai encontrar atrás daquela, literalmente, portinha.

O local não tem placa. Fica numa apertada ruela da cidade velha. Apenas uma mesa e três cadeiras. E mais dois bancos para os menos exigentes.  Só abre às sextas, sábados e domingos — o que reforça o mito. Sempre a partir das cinco da tarde.

Portinha Belem Esfiha de Pato Tucupi Jambu 01

Dito isso, programe-se para que sua viagem a Belém caia num fim de semana. Só aqui, na Portinha, você poderá provar os salgados mais incríveis da cidade. E não estamos falando de coxinha de frango com catupiry. A Portinha conseguiu transformar quitutes cotidianos em alta gastronomia paraense.

Portinha Belem Esfiha de Pato Tucupi Jambu

Faço referência à perfeita Esfiha de Pato com Jambu e Tucupi (meu pedido), Embrulhadinho de Pirarucu com Jambu e Queijo Cuia, Folhado Recheado com Pupunha e o famoso Pão da Portinha, um acecipe com recheio de peito de peru, jambu e palmito.

O jambu, para quem não sabe, é uma erva típica da Amazônia, geralmente preparada como uma couve refogada e que tem o poder sensacional de amortecer a língua e os lábios.

Portinha Belem Bolo Chocolate Cupuacu Castanha do Para

A Portinha também serve algumas comidas típicas como maniçoba, arroz com jambu, tacacá e pedaços estratosféricos de bolo com frutas regionais. Caímos de boca na torta de chocolate com cupuaçu e castanha-do-pará. Tudo pode ser acompanhado por sucos de frutas regionais ou o tradicional guaraná Cerpa.

Não pense que a Portinha é um supersegredo da capital paraense. Todo mundo conhece, indica e quer ir à Portinha. Filas são comuns em frente do estabelecimento.

Portinha Belem Como chegar Localizacao

Nós fomos num sexta-feira. Às dez para cinco já fazíamos plantão no local. Para nossa sorte, o dono abriu um pouquinho mais cedo naquele dia e fomos um dos primeiros a ser atendidos. Comemos por ali mesmo porque conseguimos nos acomodar na única mesa disponível no estabelecimento.

Mas prepare-se para comer em pé e do lado de fora da Portinha, porque ali dentro não cabem mais do que cinco pessoas.  Ou compre para levar e comer no hotel ou tranquilamente na praça em frente a Catedral da Sé, a 500 metros dali!

SERVIÇO

Portinha

Local: Rua Doutor Malcher, 434 | Cidade Velha | Belém – PA

Funcionamento: de sexta a domingo, das 17h às 22h.

Tel.: (91) 3223-0922

Dica da Matraca: tente chegar à Portinha de táxi, principalmente se você for à noite. Caminhar pela área não me pareceu muito amigável. Caso prefira ir andando proteja seus pertences e redobre a atenção, como faria em qualquer região central das grandes cidades.


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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Feira do Açaí, Belém: a essência da identidade paraense

Feira do Acai Belem Para 04

Às cinco da matina saltamos do táxi na Praça do Relógio. Estava escuro e a região portuária não parecia muito amigável. Eu carregava uma Mariana sonolenta no colo enquanto o Raul abria caminho para a gente passar pela calçada apinhada de gente. Chegamos na hora do rush.

— Vamu rápido, Damião! – gritava apressado um carregador com três cestos de açaí na cabeça. (Cada um pesa 15 quilos.)

Feira do Acai Belem Para 09

A movimentação ao lado do Mercado Ver o Peso começa cedo. Por volta da 1h da manhã chegam os primeiros barcos abastecidos com toneladas de açaí recém-colhidas da floresta e ilhas da região.

Feira do Acai Belem Para 01

Durante a madrugada, o enorme pátio — emoldurado pelo Forte do Castelo e pela Baia do Guajará — se transforma numa das cenas mais singulares do Brasil. Alguns milhares de cestos, chamados de paneiros, tomam conta do local e proporcionam aquela experiência antropológica, autêntica e única que todo turista gostaria de ter.

A Feira do Açaí de Belém é puro turismo de contemplação. Não se faz nada muito diferente senão observar o vai e vem dos carregadores, a pintura naïf formada pelos barquinhos ancorados, a história que passa de geração em geração, a formação da economia popular e a preservação da identidade.

Feira do Acai Belem Para 02

É a memória de uma região, onde o consumo de açaí em litros chega a ser o dobro do consumo de leite. (Pai d’égua! – pensei.)

— Dá licença, moça bonita! – pede outro carregador, esbaforido. (A moça bonita era eu, em transe atrapalhando o trabalho da rapaziada. Paixonei, claro!)

Como o açaí é muito perecível a negociação após o descarregamento é rápida. Os vendedores, aos berros, tentam oferecer o melhor preço — que varia de acordo com o grau de maturação, tamanho e variedade.

Feira do Acai Belem Para 03

Vai pagar mais caro quem quiser levar o famoso Açaí Branco que, na verdade, é verde. Embora não pareça, esta espécie mais exótica da fruta já alcançou seu grau máximo de maturação, mas não mudou de cor. Como chega em menor quantidade, o Açaí Branco é vendido como se fosse uma iguaria, quase uma trufa paraense. Tem sabor diferenciado, dizem.

— Simbora, menina, olha o passo! (A menina era eu, ainda em transe atrapalhando o trabalho da rapaziada. Largada de amor!)

Feira do Acai Belem Para 08

Comprador é o que não falta. O Pará é o maior produtor nacional da frutinha, o que corresponde a 85% do total produzido no Brasil. Sem contar que o próprio paraense é um consumidor compulsivo do açaí. Mas esqueça a granola e a banana.

Por aqui, o açaí acompanha peixe, farinha e camarão. Também vira mingau, suco ou sorvete. Muita gente come sem açúcar durante as refeições. Já quem adoça está com a sobremesa garantida.

Feira do Acai Belem Para 05

O sol nasce e o descarregamento diminui. Lá pelas 7h da manhã você só vê os cestos vazios, empilhados de cabeça para baixo. A esta hora, bares, restaurantes, sorveterias e lanchonetes  — não só da capital, mas de toda a região — já estão abastecidos com o fruto negro-arroxeado. O açaí passará por uma despolpadeira até se transformar naquele caldo grosso (ou mais fino, depende do freguês) chamado “vinho do açaí”.

Feira do Acai Belem Para 07

Também já havia chegado minha hora de partir. (Valeu, Riq Freire, se não fosse esse seu post eu não teria vindo até aqui!) O Mercado do Peixe, logo ao lado, me esperava. Mas tive uma espécie de delirium tremens, aquela psicose causada pela ausência de algo que eu não poderia voltar a experimentar tão cedo. Feira do Açaí você só encontra em um único lugar do mundo: Belém.

Não queria abandonar aquela dança sincronizada, os frutos simetricamente organizados, o moça bonita, a coreografia perfeita do tira o cesto do barco, descarrega no pátio, volta para o barco, tira do barco

“— Simbora, menina, olha o passo!”

Feira do Acai Belem Para  06

SERVIÇO

Feira do Açaí
Local: ao lado do Mercado Ver o Peso, entre a Praça do Relógio e o Forte do Castelo.
Horário: madrugada adentro, com horário de pico entre 5h e 6h.

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Fotos: Raul Mattar

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