Silvia Oliveira

Na categoria Estrada da Graciosa

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Estrada da Graciosa num domingo de carnaval

Uma vez jaguara, jaguara até morrer. Qualquer pessoa normal sabe que a Estrada da Graciosa – um trecho charmoso de 33 quilômetros que liga Curitiba a Morretes – ia ficar pinhocada de gente num feriadão desses.

Mas eu, muito esperta, resolvi fazer esse trajeto preservadíssimo da Mata Atlântica no fim da tarde, achando que já não ia pegar movimento por lá! Rá, rá rá!

A ideia era assistir ao carnaval de Antonina, o mais famoso e animado do Paraná. Sim, nós chegamos a tempo de ver o desfile de algumas das escolas de samba.

Para meu consolo, nós – que descíamos – até que não ficamos muito tempo parados. Mas quem estava voltando das cidades históricas, subindo a serra… esperou bastante.

É isso aí minha gente… “na tela da TV no meio desse PôÔôvo…”

Foto: Matraca’s Image Bank

Para ver nosso passeio pela Estrada da Graciosa quando ela está normal, clique aqui.

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quinta-feira, 26 de março de 2009

Cidades históricas, Serra do Mar e Estrada da Graciosa: quando ir?

Depois da nossa microssérie viajando de trem, passando pelas cidades históricas e descendo a Estrada da Graciosa muitos deixaram comentários perguntando qual a melhor época para ir. E tem gente que já decidiu: a Priscila vem no feriado do dia 21 de abril e a Nair pensa em fazer a rota, quiçá, no primeiro de maio.

A única recomendação é: antes da viagem confira os sites de meteorologia. É que se chover ou a previsão for de neblina boa parte do passeio se perde. No caso da chuva, fica impossível transitar pelas cidades históricas e o bonito do casario vai rio Nhudiaquara abaixo.

Se a opção for conhecer a Serra do Mar de trem redobre a atenção. A viagem de ida acontece pela manhã, horário predileto dos nevoeiros. Portanto se o tempo não ajudar fica difícil ver qualquer coisa através das janelinhas dos vagões. O que significa que a paisagem – um dos pontos altos do passeio – fica para a próxima.

Alguns sites para consultar sobre o tempo – que vai ajudar, inclusive, em outras viagens:

Weather Brasil
É meu preferido. Ele dá a previsão (entenda, falei PREVISÃO…sempre pode haver surpresinhas, mas quase sempre acerta) com até 10 dias de antecedência.

ClimaTempo
Gosto deste também. Além de fazer as previsões é uma espécie de portal de notícias sobre o tempo.

Simepar
É o site de meteorologia do Paraná. Traz previsões de todas as cidades do estado inclusive as pequenininhas como Antonina e Morretes. O que não acontece nos outros.

Foto: Raul Mattar

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segunda-feira, 23 de março de 2009

Estrada da Graciosa

O matraca-móvel não perde nenhuma oportunidade. Aparece uma via diferente, uma rua inusitada ou um beco sem saída… e lá vai ele. Imagine, então, ter a poucos quilômetros de casa a Estrada da Graciosa, uma antiga trilha traçada pelos tropeiros para abrir um caminho entre planalto e litoral.

Isso quer dizer que para chegar às cidades históricas do Paraná não é preciso pegar o trem, necessariamente. Nem descer pela BR 277 – pagando R$ 12,50 de pedágio. A melhor opção é usufruir desse pequeno e fofo trajeto.

A estrada passa por um trecho preservadíssimo da Mata Atlântica. É cheia de riachos, cachoeiras, bichinhos e flores. É tão importante para a biodiversidade que parte dela foi declarada pela UNESCO como Reserva da Biosfera.

A Estrada da Graciosa começou a ser construída no século 17 e durante muito tempo permaneceu como importante rota de escoamento da produção agrícola do Paraná em direção ao porto de Paranaguá. Ao longo da rodovia (sim, tecnicamente é chamada de Rodovia PR 410) existem sete recantos, com boa estrutura de lazer.

Há churrasqueiras, mirantes, banheiros e barraquinhas de comes e bebes. Mesmo assim, alguns preferem trazer o almoço de casa. (Eu mesma, confesso, já vim uma vez com marmita para cá!). Apesar do alvoroço que se forma aos domingos – todo mundo tem a mesma idéia que você – o passeio é sossegado.

Quem quiser aproveitar as churrasqueiras deve ir cedo. Antes das 9h da manhã já está tudo lotado nos fins de semana. E não precisa nem ser alta temporada.

Faça a primeira parada no Recanto Engenheiro Lacerda. Em dia de céu limpo é possível ver a baía de Paranaguá. O matraca-móvel, por exemplo, sofre da síndrome do parodrómo. Ele vê uma plaquinha, com uma vendinha e um quiosquinho e… já é motivo para desligar o motor e apreciar.

Há muitos trechos com curvas fechadas e um bom pedaço é de paralelepípedo. O antigo traçado da estrada serviu de caminho para índios, mineradores e jesuítas. Mais tarde os tropeiros substituíram  a estrada pelo Caminho de Itupava (que merece um post só para ele) – que eu já fiz a pé!  Foram 22 quilômetros de Quatro Barras a Morretes subindo e descendo morro. Mas eu ainda não era moça séria.

No último recanto está o Parque Mãe Catira, onde ficam concentrados os visitantes que querem tomar banho no rio.

Mesmo com muitas paradas o passeio é rápido. No fim do caminho aparece o município de São João da Graciosa, que está a 13 quilômetros de Morretes. É o melhor lugar para comprar pimenta artesanal e comer pamonha da terra. Mais adiante, já sabe, tem Morretes e Antonina. Na verdade, quando você pensa que a viagem acabou ela só está começando.

Fotos: Raul Matar

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sábado, 27 de janeiro de 2007

Para o fim de semana: Serra da Graciosa

O que mais recebo é e-mail de gente pedindo dicas de roteiros econômicos para o fim de semana. Isso é a nossa cara: pouco tempo e necas de dinheiro. (Quando digo nossa cara, me refiro a nós brasileiros, a nós trabalhadores, a nós gente interessada em conhecer, passear, descansar, sem ter que gastar o 13º de 2007 já no primeiro mês do ano). Para sorte de todos os navegantes e matraqueadores sempre há uma rota pertinho de casa. Já perdi as contas das vezes que desci a Serra da Graciosa, uma estradinha histórica a 37 km de Curitiba.
O caminho era uma antiga trilha utilizada pelos índios para levar pinhão até o planalto e atravessa o trecho mais preservado de Mata Atlântica do país. Hoje, é uma das rotas mais conhecidas dos turistas que vêm à capital paranaense.

Ao longo do trajeto – que dura mais ou menos 1 hora – existem vários quiosques para descanso, banheiros, churrasqueiras, cascatinhas e algumas lanchonetes. Sabe aquilo tudo que engorda? Tem lá. Pamonha, pastel, caldo de cana, cachaça e – no fim do percurso – desembocando em Morretes, o famigerado Barreado.

Para mim é a viagem perfeita para um fim de semana. Além da Graciosa (que por si só já valeria o passeio), as cidades históricas do Paraná vêm de brinde no pacote: Morretes e Antonina (foto abaixo). No fim da estrada, andando mais alguns quilômetros aparece aquele quarteto infalível para fotos e lembranças deliciosas: casinhas coloridas, comida típica, ruínas históricas, artesanato e gente tranqüila.

Fotos: Matraca´s Image Bank

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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