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Alemanha a 50 euros por dia – Parte 3

ONDE FICAR NA ALEMANHA

Importante: antes de escolher sua hospedagem analise e considere o que é realmente significativo para você na hora de decidir onde ficar. Você faz questão de quartos amplos? Banheiro privativo é imprescindível? A localização é essencial? A rede wi-fi (grátis, de preferência) é necessária? No meu caso, todos os requisitos acima – de uma forma ou de outra – são importantes para mim hoje em dia, por questões óbvias. O detalhe é que, quanto mais benefícios, geralmente mais caro vai ficar. Portanto, entenda: hospedagem boa e barata deve ser aquela que apresente o maior número de “regalias” que seu bolso pode pagar.

HOSPEDAGEM ECONÔMICA NA ALEMANHA

Você vai perceber que, apesar de ter uma economia muito forte, a Alemanha não é um país caríssimo para viajar. Proporciona boa oferta de hospedagem barata e bem localizada. Em Berlim, a rede AO Hostel tem três albergues na cidade. Um deles, o AO Mitte Hostel & Hotel (perto da estação Ostbahnhof) oferece – além dos quartos coletivos a partir de 10 euros – quartos para casal com banheiro a partir de 34 euros (o valor é pelo quarto, portanto, 17 euros por pessoa). O café da manhã não está incluído.

Na Berlim Oriental temos o Pegasus Hostel – antigo colégio judaico para meninas – com diárias a partir de 10 euros por pessoa em quarto coletivo e 40 euros para casal (com pia dentro do quarto, mas banheiro e ducha no corredor). O café da manhã não está incluído, só que tem cozinha para hóspede e internet gratuita.


Foto: Por onde passava o Muro de Berlim. (Attilio Ivan)

Para fazer uma incursão sócio-política-antropológica aposte no nostálgico Ostel. Fica em apartamentos da era comunista e foi totalmente decorado com peças daquela época. Até o site é só em alemão (acho que deve ser de propósito, não é possível!), mas entra lá que você se acha. Para reservar clique em “buchung”. Diárias a partir de 9 euros nos dormitórios, sem café da manhã. Saindo da linha dos albergues o hotel Jugendhotel Haus Vier Jahreszeiten pode ser uma ótima opção na região central. O quarto de casal – bem simples, mas com banheiro – está a 40 euros por dia, com café da manhã incluído.

Em Munique não é muito fácil encontrar uma hospedagem econômica para casal, mas em albergues há diversas opções. O bem recomendado 4 you München cobra a partir de 13 euros por pessoa em quartos coletivos com café da manhã incluído, uma raridade entre os albergues da cidade.

Passando por Colônia aposte no Station Backpacker´s Hostel, próximo da estação central. Diárias nos dormitórios estão a 17 euros por pessoa e o quarto de casal fica a partir de 45 euros (22,50 por pessoa). O café da manhã é a parte, mas tem cozinha para hóspede e internet gratuita. Já em Nuremberg fique no Lette’ m Sleep pertinho do muro medieval. Está a partir de 16 euros por pessoa nos dormitórios e 49 euros pelo quarto de casal (25,50 por pessoa). Cozinha disponível para hóspede e internet gratuita.

Ficando mais de uma semana (ou em alguns casos até menos) consulte o site de aluguel de apartamento por temporada All Berlin Apartments. Você vai achar alguns estúdios a partir de 50 euros para duas pessoas. Vem com cozinha equipada para seu momento Ofélia international.

ONDE COMER NA ALEMANHA

O supermercado deve ser sua casa. Mais luxo do que isso, impossível. Onde você poderá comprar ovas de salmão por 4 euros o potinho? Queijos brie por 3 euros, um pedação? Latinhas com mexilhões temperados por 1,50 euros? Além de deliciosos cremes e sopas por 1 euro que – quando adicionados em água quente – formam o mais reconfortante caldinho para fechar a sua noite. Além de garantir seus lanches no fim de tarde, você poderá abusar da cozinha disponível para hóspede em alguns hostels.

Compre comidas fáceis de fazer: macarrão espaguete e um molho pronto (existem vários, de tomate, bechamel – tudo em porções individuais) ou dois bifinhos para comer com um delicioso pão fresquinho ou ovos, salsichão e uma cebolinha pequena – que rendem saborosos e frescos omeletes (substantivo de dois gêneros), acompanhados pela melhor wurst que você podia encontrar, a original.

No site da rede alemã de supermercados Aldi Markt , hoje, estava lá: pacote de macarrão (500g) por 0,99 euros, caixa com 4 hambúrgueres empanados recheado com camembert por 1,89 euros e um potão de sorvete de tiramisu (dá para umas cinco pessoas) por 1,59. Não se esqueça de comprar água. Nos mercados, a garrafinha de 500 ml custa em média 0,50 de euros. Nos bares, esse mesmo produto pode chegar a 3 euros ou mais. Ah, todo os supermercados da Europa vendem pizzas semi prontas por 3 a 4 euros (tamanho médio). Se seu hotel-hostel disponibilizar forno, em cinco minutinhos você tem um delicioso jantar.


Foto: Eisben e wurst – joelho de porco e salsichão, respectivamente. (Matraca’s Image Bank)

No almoço, dê-se ao direito: coma bem e fartamente. Não é preciso gastar muito para isso. Sempre você vai encontrar os restaurantes com os menus turísticos que – por preços que variam de 7 a 15 euros – oferecem entrada, prato principal e sobremesa. Em Berlim tente o Zum Schusterjungen (Danziger Str, 9. Tel.: 30-44 27654 ). Restaurante com comida alemã, ótimas cervejas e enorme variedade de pratos típicos.

Ainda na capital há o escondido Tiergartenguelle. Está debaixo da linha do S-Bahn e parece um pub mal encarado. Mas ao entrar você se depara com enormes mesas coletivas com comida alemã servida em porções gigantes. Há ainda o Zum Nussbaum (Am Nussbaum, 3. Tel.: 30-2423095), uma taverna com cozinha tradicional berlinense. Oferece o típico joelho de porco com guarnições por 9 euros e peixe ao molho branco com batatas a partir de 6,50 euros.

SESSÃO MÃO-DE-VACA-MUQUIRANA

Por todos os lugares você vai encontrar a “bratwurst”, o cachorro-quente alemão, vendido em diferentes versões. Nunca custa muito mais que dois euros. Para dormir quase de graça, aposte num camping, se essa for sua praia, digo, barraca. São quase 2500 espalhados pelo país. Diárias a parir de 5 euros. Consulte este site para o caminho das pedras, literalmente.

MOMENTO EXTRAVAGÂNCIA

Vá para os Alpes Bávaros. Será seu momento Caras. A região – quase na fronteira da Áustria – é a estação de inverno da Alemanha. Atrai turistas e alemães, ambos com muito dinheiro para gastar nos hotéis chiques das redondezas. Aqui está o ponto mais alto da Alemanha – o Zugspite, com quase 3 mil metros de altitude. Para esquiar ou patinar circule pelas cidades irmãs de Garmisch-Partenkirchen, a 100 quilômetros de Munique. Encravada aos pés dos picos gelados dos Alpes Bávaros está Fussen, com castelos da Rota Romântica de fazer inveja a qualquer Cinderela.

Ó QUE CURIOSO:

O hambúrguer – este, do jeito que você conhece – nasceu na Alemanha. Tudo começou, na verdade, com povos nômades da Ásia que faziam um bife de carne crua e picada. Mas foram os alemães que resolveram fritá-los e dar a forma que vocês conhecem hoje. Foi a partir do porto de Hamburgo que aquelas carninhas redondas ganharam o mundo. Daí o nome “hambúrguer”.

UM FILME PARA INSPIRAR:

Adeus Lênin (2003).

ALEMANHA LEMBRA…

Pomerode, salsicha, Oktoberfest em Blumenau, Volks, cerveja, festival de cinema e superação.

MELHOR ÉPOCA PARA IR

Em janeiro e fevereiro faz muito frio, neva e anoitece cedo. Bom para quem quer esquiar. Já em abril a temperatura está mais amena e começam vários eventos ao ar livre. Junho,julho e agosto é verão, alta temporada. Mais quente, mas também mais caro. Em setembro começa a Oktoberfest de Munique e já estão espalhadas pelo país diversas feiras de Natal.

Site do país – www.deutschland.de
Embaixada brasileira – Chancelaria – Wallstrasse 57 – Berlim. Fone (30) 726.280, www.brasilianische-botschaft.de

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Alemanha a 50 euros por dia – Parte 2

+ 15 DICAS DA ALEMANHA

1. O Memorial das Vítimas do Holocausto, em Berlim, é um labirinto de lápides sem nome. Já foi criticado por homenagear apenas judeus. Mas ninguém sai do local incólume. Perto dali, o Portão de Brandemburgo – erguido para celebrar vitórias bélicas – hoje abriga a Sala do Silêncio (administrada pelas Nações Unidas) para que os visitantes façam reflexões sobre a Paz. Ambos gratuitos.


Foto: Memorial das Vítimas do Holocausto, em Berlim. (Igor Badalassi)

2. Para os cinéfilos, deixe agendado: o Festival de Cinema de Berlim acontece sempre em fevereiro. A capital também oferece outro evento importante: a Berliner Weisse – uma mistura de cerveja com xarope de framboesa, marca registrada da cidade.

3. No verão andar de bicicleta pode ser uma opção muito agradável – mas nem sempre a mais barata. A Faahrradstation é uma das maiores empresas em Berlim. O aluguel custa 5 euros por hora ou 10 euros por dia.

4. Adidas, Hugo Boss e JOOP! são algumas das marcas legitimamente alemãs. Aproveite para garimpar alguma oferta. Mas lembre-se: mesmo em liquidação, compras devem ser consideradas seu momento extravagância.

5. Eu não recomendo carona em nenhum lugar do mundo, mas a quem interessar possa, a Alemanha é um dos países mais organizados no quesito viagem-dedão. As centrais de carona se chamam Mitfahrzentrale. Se for seu estilo, faça a reserva pelo site, onde eles cruzam dados de interesse entre motoristas e passageiros.

5. A Alemanha tem passes de trem próprios como os Bahn Card e o German Rail Pass. São válidos por um ano e dão descontos. Caso interesse, consulte o site oficial do sistema ferroviário alemão.

6. Martinho Lutero nasceu em Eisleben, perto de Wittenberg, ambas berço do protestantismo. Vale se seu objetivo for turismo religioso ou estiver passando um mês no país.

7. A companhia aérea alemã Lufthansa tem um dos melhores serviços da Europa e oferece barbadas em passagens compradas com antecedência. Mas não deixe de verificar trechos internos nas low costs Air Berlin e Germanwings.

8. Para visitar os principais museus de Berlim compre um passe no Smb.museum por 19 euros. Vale por três dias e dá acesso gratuito a 70 lugares. Outra opção é o Berlin Welcome Card – passe para dois ou três dias. Inclui transporte nas zonas ABC e descontos que variam de 25% a 50% em atrativos e restaurantes. Custa 16 euros por dois dias e 22 euros para três dias.

9. Comida barata e fresquinha você encontra no Fischmarkt, o tradicionalíssimo mercado de peixes de Hamburgo. São muitas as variedades oferecidas nas barraquinhas, tudo acompanhada por música ao vivo aos sábados. Não paga nada pra entrar.

10. Os irmãos Grimm – famosos por suas fábulas infantis – nasceram aqui. A Rota dos Contos de Fada – 600 quilômetros com mais de 50 pontos de visitação que lembram as doidices da Chapeuzinho Vermelho,o sono profundo da Bela Adormecida e até as travessuras do Sete Anões e sua Branca de Neve. Vai de Hanau (cidade natal dos irmãos) até Bremen.

11. Em qualquer cidade peça o bretzel (o nosso pretzel, aquele pãozinho trançado), ideal para beliscar acompanhado de uma bier (cerveja). Melhor ainda se for servido com uma wurst (salsicha), que tem de vários tipos, cores e tamanhos.

12. Se Hannover estiver no seu roteiro não perca o Flohmarkt, o Mercado das Pulgas, realizado aos sábados das 7h às 16h, às margens do rio Leine, que dá um ar peculiar à paisagem. Acesso grátis.

13. Caso sua preferência seja arte contemporânea, arquitetura e design vá para Düsseldorf. Apesar de ser uma cidade antiga pouco restou da sua história após os bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Düsseldorf está repleta de museus de arte vanguarda. E a típica cerveja preta Atlbier é fabricada aqui.

14. Em Munique circule pelo Virtualienmarkt – um mercado ao ar livre perto da praça Marienplatz – cheio daquelas barraquinhas com comidinhas típicas e baratas. É fácil encontrar caixas de framboesa por 1 euro ou salsichão por 2 euros. Experimente a ceva típica deles, a Münchener. Aberto ao público.

15. A 2 horas de trem da capital da Baviera (Munique) está Stuttgart, sede da Bosch e da Porsche. Não é uma cidade obrigatória, mas o Porsche Museum vale uma visitinha para os apaixonados pela marca. Entrada gratuita.

MUITO BOM: os quiosques Imbiss. Estão espalhados em vários pontos, por todo o país, e oferecem sanduíche e salsichão bons e baratos.

MUITO CHATO: alguns centros de informações turísticas – o de Berlim, por exemplo, cobram pelos mapas.

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Alemanha a 50 euros por dia – Parte 1


Foto: Portão de Brandemburgo. (Kriss Szkurlatowski)

Na minha visão ressentida com a língua portuguesa, eu diria que o maior patrimônio alemão na atualidade é o trema.
Os dois pontinhos em cima das palavras dão leveza ao que, a princípio, parece impronunciável. Certo, nem só de schwäbisch, chucrute e salsicha ou Mercedes-Benz, Audi e BMW – a reconhecida indústria automotiva alemã – vive o país.

Aos olhos da história contemporânea a Alemanha deveria ser considerada o território mais importante do século 20. Foi arena de duas grandes guerras e, parece mentira, mas há tão somente duas décadas era dividida por uma enorme parede de concreto que envergonhava o mundo.

O Muro de Berlim, que separou o país em Oriental e Ocidental, foi um dos maiores golpes ao direito sagrado de ir e vir das pessoas. Passado superado, a tristeza do entorno do muro deu lugar a uma praça futurista com prédios de arquitetura quase retorcida – ponto de encontro de 10 entre 10 visitantes que aportam à capital do país.

Hoje a Alemanha – terra natal de Beethoven, um dos maiores compositores clássicos que a humanidade conheceu, tem uma narrativa moderna. É sede de um importante festival de cinema e produz as melhores cervejas do planeta, como a Kölsch, a que nunca esquenta – produzida na cidade de Colônia. Prost!

O FIM DOS ESTEREÓTIPOS

Nem todo mundo inclui a Alemanha numa primeira viagem à Europa. Aliás, nem na segunda ou terceira pisada por aqui. O país não tem o apelo das praias mediterrâneas, fala um idioma difícil (uma vogal a cada cinco consoantes!) e os alemães não são, assim, tão espontâneos como um italiano, por exemplo.

Palermices do nosso preconceito turistóide. Não nego, a Itália parece ser mais candente. Em Portugal o idioma também tem lá suas excentricidades, mas é bem mais fácil do que tentar decifrar as placas de Nurembergue.

O que você precisa saber é que as diferenças entre a Alemanha e seus vizinhos estão justamente no seu modo de perceber o país. Os germânicos celebram a história mantendo os melhores museus e memoriais do continente. Lagos e montanhas revelam paisagens únicas e rotas consagradas para passeios bucólicos e pastoris. De grandes centros a paragens provincianas sempre há uma ampla infraestrutura especialmente preparada para receber você.

O BARATO DA ALEMANHA

BERLIM – O mais atraente da cidade é a Berlim Oriental, reconstruída, renovada e na moda. Bater perna neste lado da cidade é grátis e você vai (re) viver boa parte dos acontecimentos que mudaram os rumos da História. Depois de babar na Sony Center – a praça futurista (com cafés, lojas e cinema) que deu brilho à apagada região do muro visite a cúpula de vidro do Reichstag, o Parlamento Alemão. O edifício oferece uma vista perfeita da cidade, mas como tem entrada gratuita, a fila é sempre enorme. Chegue cedo. O Centro de Documentação do Muro de Berlim (Dokumentationszentrum Berliner Mauer) retrata a história pura. São fotos e vídeos que contam a separação de famílias e a política repressiva. Entrada gratuita, fecha às segundas-feiras. Perca-se pela Unter den Linden, a rua mais famosa da cidade, construída há quase 400 anos. A capital da Alemanha está esparramada. Você vai precisar do transporte público que cobre bem toda a cidade. O bilhete diário para a zona Tageskarte AB custa 6,10 euros. Para Postdam – a Versalhes alemã nos arredores de Berlim, onde é possível conhecer o imperial Palácio de Sansoucci, compre o ABC que sai por 6,50 euros. Site da cidade: www.berlin-tourist-information.de

COLÔNIA – A cidade está a 4h30 de Berlim por trem e abriga a Dom, uma das maiores catedrais góticas do mundo e a principal da Alemanha. Além da arquitetura espetacular, os restos mortais dos três reis magos – Baltazar, Melchior e Gaspar – descansam, supostamente, num relicário de ouro guardado no interior da construção. Entrada gratuita. Para subir na torre são módicos 2, 50 euros. Site da cidade: www.koeln.de

FRANKFURT – Sempre foi a cidade da conexão. Muitos turistas fazem dela uma escala para outras cidades europeias. Não sabem o que estão perdendo. A Goethe Haus (Casa Museu de Goethe) , por exemplo, preserva boa parte da construção original onde viveu o mais famoso escritor alemão – Johann Wolfgang Goethe. Entrada a 5 euros. Gratuito às quartas-feiras. Sem contar que a cidade é sede da maior Feira Internacional do Livro do mundo – que este ano acontece de 14 a 18 de outubro. Está 3h40 de trem de Berlim. Site da cidade: www.frankfurt-tourismus.de

HAMBURGO – A tradição de Hamburgo, a 2h30 da capital do país de trem, está na força econômica. É o principal porto do norte da Europa. A cidade é bem espalhada, por isso andar a pé pode cansar, uma vez que os atrativos não estão muito próximos um do outro. Para resolver essa questão compre o Hamburg Card que dá diversos descontos nas atrações e acesso livre ao transporte público. Custa 8 euros por um dia ou 18 euros por três dias. (Mas só se você estiver fazendo uma viagem específica pela Alemanha compensa ficar mais do que 48 horas por aqui). Não deixe de visitar a Hauptkirche – a igreja luterana no centrinho da cidade. Teto com arcos, abóbodas e entrada gratuita. Site da cidade: www.hamburg-tourism.de

MUNIQUE – A capital da Baviera é o segundo destino preferido dos viajantes que vêm à Alemanha, depois de Berlim. Promove a maior Oktoberfest do mundo. A praça Marienplatz deve ser o ponto de partida para conhecer, a pé, os atrativos da cidade. Todos os dias na torre de 85 metros do Rathaus – enorme prédio neogótico da prefeituta, é encenada a dança do Glockenspiel. São 32 bonequinhos contando as batalhas e o folclore de Munique. Grátis. Ali na praça mesmo, no centro de informações turísticas compre a revista Munich City Guide por 1 euro. Nela é sempre possível descobrir algum evento, exposição ou show gratuitos. Está a 6h50 de trem de Berlim. Site da cidade: www.muenchen.de

NUREMBERGUE – Famosa pelo tribunal que julgou os criminosos de guerra nazistas, Nurembergue revolucionou a justiça internacional. Mas você não deve lembrá-la apenas por ter sido picadeiro para as imorais manifestações hitlerianas. A cidade é uma mistura de castelos medievais, muralhas, torres e igrejas. Abriga o maior museu de arte e cultura da Alemanha e os principais pontos de visitação estão em Altstadt, a cidade antiga. Os centros de informações turísticas fornecem gratuitamente um livrinho com a programação local e vendem o Nürnberg Card por 19 euros que dá direito – por dois dias – a usar todo o transporte público e entrada grátis em todos os museus. No entanto, estando em Altstadt você só precisará de transporte para conhecer o Tribunal de Nurembergue e o Centro de Documentação Nazista (entrada a 5 euros) – o maior sobre a guerra e o Holocausto e parada imperdível. Pode compensar o passe para um dia que custa 3,80 euros. Site da cidade: www.tourismos.nuernberg.de

PARA FUGIR DO ÓBVIO

Um dos roteiros mais belos do mundo para se fazer de carro está na Alemanha. A Rota Romântica é um trajeto de 350 quilômetros ao longo da Baviera. Começa em Würzburg, uma cidade forrada de vinhedos e com palácios reconhecidos como patrimônios da humanidade. Depois serão mais 27 lugarejos de cinema. Ou melhor, de conto de fadas. Castelos, monastérios, bosques, vilas, lagos emolduram todo o percurso que vai terminar em Füssen, já nos Alpes – ao sul. Para os megadispostos a rota pode ser feita de bicicleta. O caminho tem excelente sinalização e via ciclística apropriada. E durante todo o fluxo há albergues e pensões para o pouso de cada dia.


Foto: Sony Center, Berlim. (William Ramon)

SEM MARCAR TOUCA

O bom é levar euros. Mas caso chegue à Alemanha com dólares, o câmbio poderá ser feito em muitos lugares como estações de trem, ônibus e lojas especializadas. Só procure a frase Ohne Gebühr – sem taxa – escrita em algum lugar (ou tente pronunciá-la ao atendente). Verifique a cotação. Pode ser a melhor saída (ou entrada) para o seu dinheiro.

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