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Holanda a 50 euros por dia – Parte 3

HOSPEDAGEM ECONÔMICA NA HOLANDA


Entendeu? (Foto: Chris Gander)

O site Bed & Breakfast Holland traz opções interessantes, com quarto para casal saindo a 50 euros. Ressalva: quanto mais barato, mais simples (que pode ser traduzido também como feio, claustrofóbico ou mal localizado). Querendo mais conforto, beleza e comodidade espere gastar uns 90 euros por um quarto duplo.

Caso você faça a linha independente, mas conservadora opte pelo The Shelter Jordan, um albergue cristão, olhe só, em plena Amsterdam. Diárias por pessoa a partir de 16 euros. Café da manhã incluído. Orações todas as noites também. Com geladeira e microondas à disposição do hóspede.

Como é possível comer decentemente com pouco dinheiro na Holanda, você pode  fazer um up grade na hospedagem, optando por um hotel mais caro. Mesmo assim, vai passar um pouco da média dos nossos 50 euros diários que incluem hospedagem e alimentação. Mas se você está disposto… vamos lá: o Hotel Prinsenhof cobra 69 euros o casal com café da manhã, banheiro no corredor. Com banheiro privativo o quarto duplo sai por 89 euros. Está a três quadras da praça Rembrandt. O Hotel Van Onna tem um preço único: 45 euros por pessoa ou 90 euros pelo quarto duplo com café da manhã incluído. Está no centro do bairro Jordaan, a região descolada da cidade. Um dos prédios do hotel está numa construção de 1644. O site está em vários idiomas, inclusive em português.

ONDE COMER BARATO NA HOLANDA

A gastronomia holandesa não é, assim, uma maravilha. O que não quer dizer que você não vá comer bem. É que o país recebeu tanta influência estrangeira que acabou não tendo uma culinária tão típica como as massas italianas ou o bacalhau português.

Batatas fritas servidas em cones com maionese é o churrasquinho grego de lá. Está por toda a parte, esquina, bar e custa bem pouco, algo em torno de 2 ou 3 euros. O peixe, como na Inglaterra, é frequente nos cardápios. Experimente o arenque cru. Há muitos restaurantes de comida asiática. Destaque para a rede de comida chinesa Wok to Walk. Está espalhada por várias capitais europeias, inclusive Amsterdã, com quatro endereços na cidade. Os pratos vêm naquelas caixinhas estilo “china in box” e custam a partir de 4,90 euros. Por 2 euros a mais inclua tiras de carne. Qualquer bebida sai a 1,70 euros. Confira o cardápio com preços aqui.


Dias de sol em Amsterdam: primavera é a melhor época. (Foto: Michel Meynsbrughen)

Para aquela fominha no meio da tarde experimente os famosos croquetes – a partir de 1,20 euros – da rede de lanchonetes FEBO. Tem de carne, frango e legumes. O local parece uma pastelaria, é concorrido, popular e tem fila. Você compra uma moedinha, põe na máquina e aparece seu croquetinho. Eles também vendem hambúrguer (a partir de 1,80 euros), asinha de frango (três por 2 euros), porção de batata frita (1,50 euros) e sorvete de casquinha (0,80 centavos). Há mais de 60 unidades do FEBO na Holanda, 22 somente em Amsterdã.

Nas ruas próximas da Dam há várias pizzarias que vendem pedaços saborosos por 3,50 euros. Para as comprinhas de supermercado visite o Albert Heijn  ou o Spar. Dá para comprar lanche completo – com pão, frios, patê, suco e sorvete – gastando em média 7 euros (sete!) para duas pessoas.

Para uma refeição exótica e saborosa prove um indonesian rijsttafel, um bufê de diversos pratos indonésios. Há vários no país. No restaurante Bojo, em Amsterdam, custa a partir de 8,75 (mais simples) a 18,50, completo – quase um menu degustação. Por pessoa. Confira preços e cardápio aqui. Saborosas e recheadas panquecas você encontra na Pancakes, em Amsterdã. A partir de 5 euros sem muita firula ou 9,50 euros uma mais reforçada. Há entradinhas, saladas, iogurte e frutas a partir de 1 euro. Aprecie cardápio e preços aqui.

SESSÃO MÃO-DE-VACA-MUQUIRANA

Arrisque uma refeição alternativa nos restaurantes chamados squat, em Amsterdam. São cozinhas comunitárias  instaladas dentro de prédios abandonados. Comida saudável, orgânica quase sempre.  Acompanha cerveja e, muitas vezes, música ao vivo. Fogão comandado por voluntários. Um almoço completo sai por 6 euros. Aposte nos mais conhecidos: De Peper

MOMENTO EXTRAVAGÊNCIA

Alugue um holandês. A extravagância não é pelo preço, mas pela experiência. Na agência Like-A-Local você poderá “alugar” um nativo para conviver por um (ou mais, se quiser) dia com ele. Você almoça e/ou janta na casa de um morador. E depois sai para passear. Oportunidade de conhecer e vivenciar o que nenhum guia ou revista consegue mostrar. Os tours ficam em torno de 30 euros e as refeições saem por 20 euros. Preços por pessoa. Na Holanda, o serviço está disponível somente em Amsterdã e Utrecht.


Amsterdam: paisagem rodeada de pontes e canais. (Foto: Lindsey Lein)

Ó QUE CURIOSO

A lei europeia que proíbe o fumo em ambientes fechados entrou em vigor no ano passado na Holanda. Por outro lado, cigarros considerados ilícitos em outros países do continente, aqui seguem liberado. O que significa que na Holanda você pode fumar haxixe em lugares fechados, mas não um cigarro comum.

UM FILME PARA INSPIRAR

Moça com Brinco de Pérola, de Peter Webber (2003).

HOLANDA LEMBRA

Liberdade, tolerância, tamanquinho pontudo, jardim florido e Big Brother – inventado aqui.

MELHOR ÉPOCA PARA IR

O show de flores começa na primavera, a partir de março – período ideal para visitar os parques, moinhos e fazer rotas de bicicleta. No verão a temperatura é agradável, mas chove mais.

Site do país: www.holland.com
Embaixada brasileira: Mauritskade 19, Den Haag (Haia) Tel.: 70 302.3959.

NA SEMANA QUE VEM DESEMBARCAMOS NA INGLATERRA BARATA. É POSSÍVEL? NÃO PERCA!

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Holanda a 50 euros por dia – Parte 2

 
+ 15 DICAS DA HOLANDA
 
1. A Holanda é menor que o estado da Paraíba. Em poucas horas você cruza o país de norte a sul, o que facilita viagens do tipo bate-volta. Comprar a passagem de ida e volta com retorno para o mesmo dia costuma sair mais barato do que adquirir os bilhetes separados. No site do sistema ferroviário holandês, o Nederlandse Spoorwegen (Dutch Railways)  é possível consultar horários, trajetos e preços da passagem. De Amsterdam para Delft, por exemplo, o trecho sai por 11,40 euros na segunda classe e a viagem dura uma hora. 

2. O moderno aeroporto Schiphol de Amsterdam fica a 18 quilômetros do centro. Para chegar à Centraal Station pegue o trem (ticket a 3,80 euros). São 15 minutos. Da estação há transporte para todos os cantos da cidade.   

3. Amsterdam é uma cidade compacta e plana. Andar a pé é gratuito. Querendo fazer como os holandeses, alugue uma magrela. Além da MacBike, citada no post anterior há outras opções como a Orange Bike (perto da praça Dam) que cobra 6 euros por 3 horas ou a partir de 8,50 euros por dia. Já na Bike City  quatro horas sai por 10 euros ou a partir de 12,50 por dia. Importante: para alugar uma bicicleta a maioria da empresas pede uma fiança de 50 euros ou um cartão de crédito, além de fotocópia do passaporte. A fiança, claro, é reembolsada na devolução da bike.  


O bicycle-taxi, uma espécie de riquixá holandês. (Foto: Brian – Ski e Epic)  

4. Se sua ideia – seja lá qual for o motivo – é utilizar muito o transporte público em pouco tempo vale adquirir os passes de um dia (7,50 euros), 2 dias (11,50 euros) e três dias (14,50 euros). Lembrando que o I Amsterdam Card, além de permitir entrada free nos principais museus, dá acesso gratuito ao transporte da cidade. Mas se você pretende andar muito talvez compense comprar os tickets avulsos. Para entrar no clima use quando puder os bicycle-taxis, o riquixá holandês. A partir de 5 euros para distâncias de curtas a médias.   

5. Se você busca a Amsterdã dos olhares curiosos, do risadinha contida e dos aficionados do gênero conheça o Museu da Cannabis que conta tudo sobre a erva como a origem, benefícios, malefícios e inclusive seus ilustres contrabandistas. Entrada a 9 euros. Crianças até 13 anos não pagam, mas só entram acompanhadas por um adulto responsável. Com tempo visite o Museu Erótico (5 euros) e o Museu do Sexo (3 euros). Este último conta a evolução do tema ao longo dos séculos.  

6. A 16 quilômetros da capital está Zaanse Schaans, uma vila do século 18 com cinco moinhos funcionando. Entrada a 4,50. Já Haarlem – a 18 quilômetros – tem um lindo centro antigo. Para os mais dispostos dá para ir de bicicleta. Os Jardins de Keukenhof,  em Lisse, tem mais de seis milhões de flores e plantações enormes de tulipas. A 26 quilômetros. Só abre em um determinado período no ano. Em 2010, será de 18 de março a 16 de maio. Entrada a 13,50 euros. Para chegar aos Jardins de Keukenhof não é necessário comprar excursões. Pegue um trem até Leiden e da estação da cidade o ônibus 54 para Lisse. O bilhete de trem está a partir de 8 euros e o do ônibus sai a 3,20 euros. 


Souvenir a 1 euro:
os famosos tamanquinhos holandeses. (Foto: Marcel Herber) 

7. O passeio de barco pelos canais não é coisa de “turista”. Você deve fazer um para se localizar melhor em Amsterdã, uma espécie de introdução à cidade. Geralmente duram em torno de uma hora e custa a partir de 12 euros. Caso prefira, alugue um pedalinho a 8 euros por hora e tenha seu momento Amyr Klink. As empresas Lovers  e Canal Company  oferecem vários tipos de passeios, alguns incluem jantar e/ou bebida e ainda parada em museus à sua escolha.  

8. Para conhecer um perfeito castelo de contos de fada com direito a fosso, torre e muralha, vá ao Muiderslot, a 13 quilômetros de Amsterdam. Entrada a 7 euros.  

9. Célebres em todo o país, especialmente em Amsterdam, os coffee-shops não são, assim, tão inofensivos como sugere o nome do estabelecimento. São neles que você pode comprar legalmente uma matulinha de maconha – para consumo próprio. (Se a polícia pegar você com mais de cinco gramas no bolso, vai dar um bafafá daqueles e provavelmente você vai ver o sol nascer quadrado). A rede Bulldog é a mais conhecida, totalmente turística. Se você fica deslocado que nem eu num lugar desses, mas gostaria de conhecer algo do gênero (digo, um coffe-shop – não a matulinha) tente o Tertulia , que parece mais uma casa de chá.  

10. Não fotografe as meninas das vitrines do Red Light District, o bairro da Luz Vermelha, em Amsterdam. O local está cheio de policial à paisana. É uma regra tão sagrada por ali que, caso desobedeça, vai ficar sem a máquina.  

11. Chove o ano inteiro no país, com mais freqüência no verão – junho, julho e agosto. Leve capa de chuva na mala.   

12. Caso vá na primavera-verão não perca o trecho entre Leiden (perto de Haia) e Haarlem, do lado de Amsterdam. São quilômetros de estrada cercada de tulipas, formando um colorido tapete gigante.  


As bicicletas são o principal meio de transporte nas cidades holandesas. (Foto: Eva Serna) 
 

13. Em Amsterdam, esqueça o metrô. Alem das bicicletas, pegue o bonde nº 20 – que faz um city tour pela cidade. Ticket a 1,60 euros.  

14. Nas bibliotecas públicas de Amsterdam (Openbare Bibliotheek)  e Rotterdam (Centrale Bibloteek) é possível acessar gratuitamente a internet por 30 minutos. Com um cadastro rápido feito na hora você também pode desfrutar da rede wi-fi do prédio, caso tenha levado seu laptop.  

15. Experimente o Walking Tour Gratuito – uma passeio a pé guiado pela cidade. Começa às 11h da manhã perto do centro de informação turística da Centraal Station. Você vai percorrer praças, canais, pontes, conhecer mais detalhes de monumentos históricos e descobrirá detalhes inusitados do Red District Ligth. Dura de três a quatro horas e pode ser muito válido para seu primeiro dia na cidade. No final, provavelmente vão pedir uma “contribuição”, que você vai acabar dando, dentro de suas possibilidades, com gosto. Não é necessário agendar.  

MUITO BOM – O país é plano. Por onde quer que vá, uma bicicleta vai esperar você. Resumo: passeios baratos garantidos.
MUITO CHATO – Com raras exceções, todas as atrações significativas são cobradas na Holanda – desde mapas a museus.  

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Holanda a 50 euros por dia – Parte 1


Nos canais de Amsterdam um passeio de barco sai a partir de 12 euros. (Foto: Lars Brinkman)
 
Se eu perguntasse a você qual o principal cartão postal da França ou da Grécia com certeza algo muito típico e célebre viria a sua cabeça. Torre Eiffel na primeira. Quiçá a Acrópole na segunda. Já a Holanda não pode ser descortinada através de imagens consagradas. Num exercício de construção do imaginário poderíamos destacar alguns ícones como tulipas, tamancos, moinhos e bicicletas. O detalhe é que, aqui, os atributos quase sempre superam as características. O maior valor do país nem sempre sai na fotografia. Desprovida de preconceitos e altamente tolerante com as diferenças, na Holanda os direitos humanos não são motivo de discussão, mas – sim – de orgulho.  

Amsterdam, porta de entrada para a maioria dos turistas que vem ao país, foi a cidade escolhida para o famoso protesto de John Lennon e Yoko Ono, em 1962, quando passaram uma semana na cama. No quarto 902 do Hotel Hilton, para ser mais exata. No entanto, a cidade do tudo pode já foi mais liberal. Drogas e prostituição são permitidas, com restrições é bom advertir. Liberdade de expressão é algo incontestável. Mas seu direito sempre vai terminar quando o do outro começar.   

DE CASAS CUBISTAS A VACAS MALHADAS   

O holandês já nasce poliglota. O país de onde brotaram gênios como Van Gogh e Rembrandt tem um idioma impenetrável. Até um descompromissado “por favor” (algo como alstublieft) dá nó na língua. Não há com que se preocupar: a maioria fala inglês ou alemão. Eles reconhecem que a língua nativa é complexa e farão todo o esforço do mundo para ajudar você.   


Tulipa, a flor típica do país. (Foto: Cyan Li)   

Tecnicamente a Holanda tem duas capitais, o que pouca gente sabe. Amsterdam é a nominal, a que aparece nos guias de turismo e revistas de viagem como a cidade mais liberal do mundo. Mas Haia (Den Haag) é a sede do governo, portanto a capital político-administrativa do país. Mas isso você vai encontrar, provavelmente, em apostila de preparatório para vestibular só para confundir a gente.   

Metade do território holandês está abaixo do nível do mar. Aliás, se não fosse o mar, a Holanda não estaria hoje aqui para contar história, já que surrupiou boa parte da sua área do oceano Atlântico. Um inteligente sistema de diques e drenagem transformou a região numa espécie de Veneza progressista.   

O país é plano, um adorável convite a pedaladas. Só em Amsterdam são quase 600 mil bicicletas para pouco menos de um milhão de habitantes. De Rotterdam – um dos maiores portos do mundo – ao caminho entre Leiden e Haarlem, na primavera – passando por riquezas medievais como Delft, a Holanda só reserva surpresas do início ao fim do passeio.   

O BARATO DA HOLANDA   

AMSTERDAM – A primeira coisa que você deve saber ao chegar a Amsterdam é que straat significa “rua” ou “estrada” e gracht, “canal”. Não se esqueça de plein que quer dizer “praça”. Pronto, você está preparado para entender os mapas que, lamento informar, nunca saem de graça nos quiosques de informação turística. Perto da estação central (Centraal Station), a uns 400 metros, está a essência histórica da cidade onde fica a Dam – praça com a catedral Nieuwe Kerk. Caminhe pela inquieta rua Damrak – entre a Dam e a Centraal Station. Bater perna ao redor dos canais também é aquela velha sugestão para decifrar a cidade sem gastar nenhum tostão. Justamente nessas andanças você deve encontrar duas tradicionais praças, a Leidseplein e Rembrandtplein. Passeio gratuito. Ambas oferecem uma variedade enorme de bares e restaurantes. Para conhecer um bairro típico de Amsterdam circule pelo Jordaan. Cheio de casinhas, ruazinhas, lojinhas, mercadinhos e todos os “inhos” que fazem das regiões tradicionais uma delícia de passeio. Os cafés e ateliês mais descolados estão aqui. No Bairro da Luz Vermelha (Red Light District) sua porção conservadora vai por canal abaixo. Aqui, prostitutas – profissão legalizada e pagadora de impostos na Holanda – ficam expostas em vitrines. Sim, estão ali a trabalho. Não é só para turista ver. Mesmo assim, o bairro está longe de ser uma região degradada ou perigosa. Há policiais disfarçados e cabe a você estar atento para não ser incomodado por algum chato vendendo haxixe ou maconha. Além de caminhar, você pode optar pelo aluguel de uma bicicleta. Não, não é uma sugestão alternativa. A bicicleta está para a Holanda como riquixá para a Índia: todo mundo tem que dar pelo menos uma voltinha. Alugue a sua na MacBike  (perto da estação de trem). Normalmente custa entre 4 e 6 euros por três horas. Ou, em média, 10 euros por um dia. Os principais museus da cidade são pagos e quase nenhum tem dias de entrada gratuita para adultos. Se você for fanático pelo tema e com muita organização talvez compense comprar o caro I Amsterdam Card . Custa 38 euros (um dia), 48 euros (dois dias) e 58 euros (três dias). O cartão dá direito à entrada gratuita em todos os museus da cidade (menos a Casa de Anne Frank, que é particular), um passeio de barco e 25% de descontos em outras atrações, aluguel de bicicleta e alguns restaurantes. Caso opte apenas pelos museus essenciais fique com o emocionante Museu Van Gogh (12,50 euros), Museu Casa de Rembrandt (8 euros), no ateliê onde o pintor trabalhava, Museu Rijksmuseum (11 euros)  com a maior coleção de arte do país e, claro, a Casa de Anne Frank (8,50 euros) – lugar onde a menina viveu escondida e escreveu seu famoso diário durante a ocupação nazista. A maioria é gratuita para crianças até 9 ou 12 anos. Estudantes têm descontos vantajosos. Próximo ao Van Gogh Museum está o Vondelpark, o parque mais popular de Amsterdã – para seu obrigatório piquenique da tarde. Site da cidade: www.visitamsterdam.com   

ROTTERDAM – A cidade que abriga o maior porto da Europa foi uma das mais atingidas durante a Segunda Guerra mundial. A reconstrução foi resultado dos intensos bombardeios. Nasceram prédios arrojados, arquitetura progressista e fachadas inusitadas como as casas cubistas. Assim como Amsterdam, as principais atrações de Rotterdam são seus bairros: Centrum – centrinho agitado com variado comércio, entre a estação de trem e a avenida Blaak; Waterfront – ao lado do rio Mass com suas pontes contemporâneas e o Museumpark – região dos museus. Mas ao contrário do capital holandesa, o centro de informações turísticas oferece mapas gratuitos e o Use-it  (na rua Schaatsbaan 41- 45) é especialista em turismo para mochileiros. Visite a igreja Laurenskerk de 1525. Foi muito danificada na segunda guerra e reinaugurada em 1968 após uma longa e demorada reforma. Entrada gratuita. Na mesma praça da igreja está a estátua do filósofo Erasmus, nascido na cidade. Para navegar pelo porto contrate tours organizados: passeios de barco a partir de 9 euros. A 20 quilômetros daqui está Gouda, famosíssima pelo queijo de mesmo nome. No verão, especialmente às quintas-feiras, há um enorme mercado de queijos de lamber os beiços. Rotterdam está uma hora de Amsterdam. Site da cidade:  

www.holland.com/rotterdam

   


Mercado de queijos na cidade de Gouda, a 20 quilômetros de Rotterdam. (Foto: Paulo Santos) 

  

DEN HAAG (HAIA) - A cidade é menor que Amsterdam e Rotterdam, mas parece mais cosmopolita. Lembrando que Den Haag é o nome em holandês, The Hague em inglês, e Haia em português. A capital político-administrativa do país tem avenidas largas, prédios modernos e é sede da Corte Internacional de Justiça, que fica no Vredespaleis (Palácio da Paz), visitas guiadas das 10h às 16h por 5 euros. No famoso Tribunal de Haia foi julgado e condenado à morte Slobodan Milosevic – acusado de crimes de guerra na antiga Iugoslávia. Para mim, vale como um bate-volta (está a uma hora de trem de Amsterdam), aproveitando metade do seu dia para o Mauritshuis Museum  que ganhou fama depois do filme Garota com o Brinco de Pérola. Neste museu encontra-se – além das famosas telas de autoretrato de Rembrandt – o quadro de Vermeer Girl with a Pearl Earring que deu nome à película estrelada por Scarlet Johansson. Entrada a 10,50 euros. Gratuito para menores de 18 anos. Site da cidade: www.denhaag.com    

PARA FUGIR DO ÓBVIO   

Se bem que eu acho um pouco óbvio, mas nem todo turista dá a devida atenção a Delft quando vem à Holanda, principalmente se for a primeira viagem para cá. É a típica cidade holandesa com vacas malhadas, moinhos e tulipas. Está a 15 minutos de Den Haag (Haia) e serve para um dos passeios mais agradáveis do país. A praça principal, Markt, está rodeada por canais. Abriga um delicioso mercado toda quinta-feira, dia ideal para conhecer Delft. Claro que você pode visitar algum museu e a catedral anglicana, mas dedique-se a seguir os passos de Vermeer e sua “Garota com o Brinco de Peróla”. O filme, inspirado no pintor, foi rodado aqui. Site da cidade: www.delft.nl    

SEM MARCAR TOUCA   

Decida quantos dias quer passar na Holanda. Agora acrescente mais dois e visite calmamente o parque de Kinderdijk, uma aérea com 19 moinhos de vento – Patrimônio da Humanidade.  Há três cidades de onde saem ônibus até o parque: Utrecht, Rotterdam e Dordrecht.  De Rotterdam são 45 minutos. Para saber os horários dos ônibus consulte o site da Arriva, empresa que opera esta linha. Partindo de Rotterdam fica fácil de colocar os moinhos num dia e a medieval Delft no outro. Essas 48 horas a mais no seu roteiro vão fazer toda a diferença no seu scrapbooking de viagem.  

 

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