Silvia Oliveira

Chile

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O dia em que um caminhão me levou de volta ao Deserto do Atacama | Por Raul Mattar

Você que me acompanha já sabe: sou presidenta do fã clube da Sula Miranda, o Matraqueando é especializado em Fórmula Truck e o Raul nunca perdeu um único episódio da série Carga Pesada. (Valeu, Bino!)

Graças a esse histórico brilhante não me surpreendeu nada o convite da Ford Brasil para que participássemos da coletiva de imprensa que lançou os novos caminhões extrapesados da empresa… no Deserto do Atacama. Rá! A montadora levou mais de 40 jornalistas ao Chile, entre eles blogueiros de diversos nichos — como tecnologia, música e viagem.

Como de praxe, convoquei nosso colaborador máster, Raul Mattar — agora promovido a correspondente internacional — para fazer a cobertura do lançamento.  (Alguém, por favor, diga “menos” ao rapaz!).

Já havíamos estado no Atacama há 3 anos o que nos rendeu algumas das mais belas reportagens do Matraca News. Neste post você poderá não só conhecer os caminhões,  nossa especialidade :mrgreen: — como revisitar todos os passeios que fizemos por lá.

Nosso enviado especial conta como foi!

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Texto, fotos e vídeo | Raul Mattar

Deserto Atacama Coletiva Imprensa Ford

Subi na vida. De redator (in)voluntário da Bagaça News fui alçado a correspondente internacional em apenas dois meses de trabalho… forçado. Ao ser convocado para cobrir a coletiva de imprensa que lançaria os novos caminhões extrapesados da Ford fiquei meio assim, na dúvida. O meu entendimento sobre caminhões é proporcional ao que sei sobre física quântica.

Deserto Atacama Chile - Valle

Deserto Atacama Chile - Valle de la Luna

Mas a Matraca explicou: trata-se de uma estratégia da Ford. Eles não querem tão somente especialistas, mas blogueiros referências em seus respectivos nichos repassando suas impressões, tipo momento-marisa… um relato de leitor para leitor. (As mídias sociais têm dessas coisas, razões que a própria razão desconhece!)

Deserto Atacama San pedro de Atacama como chegar

Eu já havia visitado a região. Há 3 anos destrinchamos Santiago e o Atacama, até hoje uma das séries mais acessadas do Matraqueando (dados da redação). A porta de entrada para o deserto é a cidade de San Pedro de Atacama, um vilarejo feito com casas de barro e seus telhados de palha. Apesar de estar localizada no deserto mais árido do mundo não dá para dizer que não chove nunca. Recentemente nevou na cidade e no ano passado uma tormenta causou estragos na região.

– Como chegar a San Pedro de Atacama, no Chile

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Deserto Atacama Caminhoes valles

Deserto Atacama Chile - Salar Flamingos

Todo e qualquer tour que você faça por aqui vai resultar em um “óóóóhhh”. As paisagens são lunares, você está cercado por vulcões — ativos — e os passeios, alguns chegam a mais de 4 mil metros de altitude, são insólitos de tão extraordinários. Mas desbravar a região tem seu preço: a pele resseca, os lábios racham, os olhos ficam secos e a garganta coça.

Faz muito calor durante o dia e muito frio durante à noite. No inverno, as temperaturas caem facilmente a abaixo de zero. Você tem que estar prevenido e levar como kit-básico um protetor solar, hidratante labial e colírio que imita lágrima.

– Manual de sobrevivência: o que levar ao Atacama?

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Deserto do Atacama Chile

Toda essa introdução para dizer que não à toa a Ford escolheu esse destino, em meio à Cordilheira dos Andes, para ser o cenário de lançamento dos novos caminhões extrapesados, o Cargo 2042 e o Cargo 2842. Trata-se de um projeto global da marca desenvolvido em parceria entre o Brasil e a Europa. A ideia era repassar essa noção de robustez e resistência proposta pela marca.

Deserto Atacama Chile - Tres Marias

– A paisagem extraterrestre do Valle de la Luna 

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Para deixar a experiência mais autêntica todos os jornalistas e blogueiros que participavam da coletiva de imprensa foram convidados a fazer um teste-drive com os novos caminhões. (Obviamente a maioria não pegou na boleia, só os que eram habilitados a dirigir caminhões — sim, havia alguns! —  o resto foi de de co-piloto.)

Deserto Atacama Caminhoes Ford Comboio

Deserto Atacama Chile - Salar Atacama

Deserto Atacama Chile - Salar

Saímos em comboio em direção ao Salar do Atacama, o segundo maior deserto de sal do mundo. (O primeiro fica em Uyuni na Bolívia. Nosso amigo blogueiro Tiago dos Reis, do Rotas Capixabas  esteve no Salar de Uyuni  e conta tudo – com fotos sensacionais – neste post aqui).

Deserto Atacama Caminhoes Ford Comboio Chile

Um dado que me impressionou bastante foi que este segmento de caminhões é o que mais cresce no mercado brasileiro de veículos pesados. As grandes obras de infraestrutura e o próprio setor agrícola demandam cada vez mais caminhões com este peso e motorização. Os extrapesados chegaram a movimentar no ano passado a bagatela de R$ 10,8 bilhões! B-i-l-h-õ-e-s, minha gente!

Deserto Atacama Caminhoes Ford Geral

Deserto Atacama Caminhoes Ford Chile

– Conheça o Salar de Tara, o passeio mais completo do Atacama 

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Trocando em miúdos, os novos caminhões extrapesados da Ford são para rotas rodoviárias de longa distância com baixo custo operacional (consome menos combustível) e de manutenção, o que favorece a alta produtividade.  A cabine é praticamente toda automática, por dentro parece até o interior de um carro.

Achei o volante pequeno – levando em consideração a estrutura potente do veículo. Não desmerecendo meus amigos caminhoneiros, mas é tanta tecnologia que até a Matraca conseguiria dar partida. (Ou não. Posso estar superestimando a moça.) 😀

Deserto Atacama Caminhoes Ford Painel

Deserto Atacama Caminhoes Ford Extrapesado cargos

Deserto Atacama Chile - Vulcao

Ao contrário da minha última viagem ao Atacama, dessa vez fiquei apenas dois dias. Sempre quis voltar, mas não esperava que em tão pouco tempo estaria pisando de novo em solo atacamenho. Foi ótimo revisitar San Pedro com calma (sim, apesar de ter sido pouco tempo, agora não havia a “obrigação” de fazer todos os tours). Se bem que se eu pudesse, teria ido novamente as Lagunas Altiplânicas  (meu passeio preferido lá).  Para finalizar fique com esse videozinho com a nossa experiência!

Texto, fotos e vídeo: Raul Mattar | Siga no instagram: @raulmattar
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O Raul participou da coletiva de imprensa a convite da Ford Brasil.
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Leia também:

Salão do Automóvel de Buenos Aires | Por Raul Mattar

Templo Budista de Foz do Iguaçu | Por Raul Mattar

Nota | Você sabe, mas não custa lembrar: o Matraqueando não aceita convites nem participa de viagens patrocinadas para divulgar destinos, hotéis ou companhias aéreas. Toda informação que você encontra aqui para planejar sua viagem é isenta e resultado da nossa visão como turista comum sem intervenção comercial de ninguém.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

70 dicas de programas grátis no Chile

Publiquei essa série no Twitter há uns dois anos. Foi um sucesso. Todo mundo me pedia — e pede até hoje — para enviar o material por e-mail. É que os tuítes acabam se perdendo no bolsão da web e ninguém consegue mais encontrar as dicas.

Para não desperdiçar um serviço que me deu muuuito trabalho, resolvi colocar a série  aqui. As dicas estão exatamente como foram redatadas no Twitter – com uma ou outra atualização. Aproveitem! =)

Matraqueando Instagram

1ª dica | Iglesia de San Francisco, de 1586, no centro de Santiago. É a construção mais antiga da capital.

2ª dica | Passeio pelo Mercado Central, em Santiago. Para quem é fã de frutos do mar e mariscos que só aparecem por lá!

3ª dica | Parque de las Esculturas, às margens do Rio Mapocho, em Santiago. 30 obras de artistas chilenos.

4ª dica | Museo Chileno de Arte Precolombino, em Santiago. Visitas guiadas grátis de ter/sex, às 17h. No domingo, entrada livre.

5ª dica | Passear pelo bairro Paris-Londres, o mais charmoso da capital chilena. Ruas de pedras com mansões do século 19.

6ª dica | Passear pelo Parque Metropolitano, em Santiago. Aqui fica o Museu de História Natural – fechado, no momento – com entrada grátis aos domingos.

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7ª dica | Passar o tempo no Muelle Vergara, o píer de Viña del Mar. Tem uma linda vista e é ponto de encontro.

8ª dica  | Casa Diego Rivera, em Puerto Montt. Obras de artistas chilenos e estrangeiros.

9ª dica | Conferir o agito da Playa Rosa, em Puerto Varas. Está à beira do Lago Llanquihue.

10ª dica | Centro Cultural Palacio La Moneda, com lojas de artesanato e uma filial do Torres, o café mais antigo de Santiago.

11ª dica | Iglesia Santo Domingo, em La Serena, norte do país. Estilo italiano renascentista, com torre de sinos.

12ª dica | Ruínas de Huanchaca, em Antofagasta. Antiga refinaria. É a contrução mais antiga da cidade.

13 ª dica | Observar, à noite, o céu sempre limpo e estreladíssimo de San Pedro de Atacama, desde qualquer ponto da cidade.

14ª dica | Beijar o pé da estátua do índio que fica na Plaza de Armas, em Punta Arenas. Dizem que dá sorte e felicidade! =)

15ª dica | Descansar na praia de Anakena, a mais conhecida de Rapa Nui, Ilha de Páscoa. Por ali há sete moais escavados!

16ª dica | Centro Cultural El Austral, em Valdivia. Museu com móveis do séc 19. Ao lado, está a fortaleza Torreón Los Canelos.

17ª dica | Feira livre, no bairro Rahue, em Osorno. Barraquinhas e comidinhas legais! seg/sáb 7h-19h e dom/feriados 9h-15h.

18ª dica | Reconhecer a arquitetura dos anos 20 caminhando pelo Paseo Ahumada e Paseo Huérfanos, os calçadões de Santiago.

19ª dica | O que mais tem no Chile é “Plaza de Armas”. Não perca a de Santiago, marco zero da cidade. A fofa catedral está aqui.

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20ª dica | Ir ao hermoso Barrio Concha y Toro (não confundir com a vinícola), em Santiago. Paralelepípedos e casarios coloniais.

21ª dica | Visitar o fofo Museu de Artes Visuales, em Santiago. 1500 obras de artistas contemporâneos chilenos. Grátis domingo.

22ª dica | Tirar uma foto em frente aos coloridos murais, no alto do Cerro Bellavista, em Valparaíso.

23ª dica | Aos domingos circular pela praia de Pelluco, em Puerto Montt. Balneário famoso entre os moradores da cidade.

24ª dica | Subir o Cerro Calvario, em Puerto Varas. Maravilhosa vista da cidade, com Lago Llanquihue e Vulcão Osorno de fundo.

25ª dica | Parque Vicente Pérez Rosales, em Petrohué, 1º parque nacional do Chile. Trilhas, bosques, aves e esportes radicais.

26ª dica | Passear pelo Centro Histórico de Antofagasta. Na Plaza Colón está a Torre del Reloj, imitação do Big Ben.

27ª dica | O Museu Regional da cidade de Iquique conta a importância da extração do salitre para a região. Free!

28ª dica | Praias de Arica, norte do país: El Laucho, Las Machas, La Lisera, Chinchorro e Playa Brava. Calor e águas claras.

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29ª dica | Bater perna pela avenida O’Higgins, a principal de Pucón. Burburinho e restaurantinhos legais.

30ª dica | Nas estações de metrô em Santiago há várias exposições permanentes. O projeto é chamado de Metrô Arte. ¡Disfrútalo!

31ª dica | Praia de Reñaca, em Viña del Mar. Uma alternativa mais tranquila às lotadíssimas praias urbanas da cidade.

32ª dica | Plaza Brasil, no bairro Concha y Toro, em Santiago. Abriga 22 esculturas da artista Federica Matta.

33ª dica | Visitar a Plaza Sotomayor, em Valparaíso. Abriga o charmoso prédio da Alfândega.

34ª dica | Circular pela Plaza Principal, em Puerto Octay. Tem uma igrejinha de madeira de 1911 e um antigo convento.

35ª dica | Igrejinha de San Pedro de Atacama (1641). O teto é feito de barro e palha e a parede tem quase 1 metro de largura.

36ª dica | Visitar o Pueblito de Melipulli, um povoado na Av. Costanera, Puerto Montt. Tem feira de artesanato. Diário 10h-20h.

37ª dica | Parque Florestal, em Santiago. Onde Pablo Neruda e Matilde Urrutia (La Chascona) se conheceram. Metrô: Baquedano.

38ª dica | Feria de Antiguedad La Merced, em Valparaíso. Cacarecos e coisinhas vintage.  Serve como um passeio antropológico. Todos sábádo e domingo 10h-20h.

39ª dica | Apreciar as charmosinhas casas típicas de madeira que foram declaradas Monumento Nacional, em Osorno.

40ª dica | Praia de Mejillones, uma pequena vila de pescadores, a 60 km de Antofagasta. Cheia de pelicanos e lobos-marinhos.

41ª dica | Pegar o antigo bondinho (gratuito!) que percorre em 30 minutos a fofa Calle Baquedano, o calçadão de Iquique.

42ª dica | Iglesia de San Marco, em Arica. Estilo gótico, projetada pelo francês Gustavo Eiffel. Sim, o mesmo da torre de Paris.

43ª dica | Deleitar-se com o vai e vem da Calle Caracoles, na nunca imaginada San Pedro de Atacama. Comece pela Plaza de Armas.

44ª dica | Feria de Artesanías, em Punta Arenas. Plaza de Armas, todos os dias 11h-20h. Contente-se com o imã de geladeira!

45ª dica | Percorrer as 16 igrejas declaradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, em Chiloé.

46ª dica | Passear pela chiquérrima Av. Isidora Goyenechea, em Santiago. Pelo menos serve para apurar o gosto! =)

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47ª dica | Observatorio Interamericano Cerro Tololo, em Vicuña, 60 km de La Serena. Reserve com antecedência.

48ª dica | Passeio descompromissado pela Plaza Prat, em Iquique. Fica em frente ao monumental Teatro Municipal.

49ª dica | Vila de Toconao, a 40 km de San Pedro de Atacama. Porque o fim do mundo tá um pouquinho pra frente de San Pedro…

50ª dica | Momento mão-de-vaca-muquirana: aproveitar as degustações gratuitas de chocolate na Ruta del Chocolate, em Valdivia.

51ª dica | Praia Cavancha, em Iquique – a preferida da “galera”. Cheia de palmeiras e grande faixa de areia.

52ª dica | El Morro de Arica, a cidade da “eterna primavera”. O morro é cartão-postal da cidade. Dá para subir a pé ou de carro.

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53ª dica | Mercado artesanal – ao lado da Iglesia Santa Cruz, também grátis – na Ilha de Páscoa. “Artesanía” típica rapa nui.

54ª dica | Catedral de Valdívia. Antes, 15 diferentes igrejas ocupraram o mesmo local – destruídas por incêndios ou tsunamis.

55ª dica | Boulervard del Parque Arauco, Santiago. Área de lazer ao ar livre que fica pinhocada de gente aos domingos!

56ª dica | Museo Histórico Nacional, Santiago. Mostra o país desde o período pre-colombiano até o golpe de 73. Gratuito domingo.

57ª dica | Museo de La Merced, em Santiago. Enorme coleção com objetos referentes à Ilha de Páscoa. Gratuito aos domingos.

58ª dica | Museo Nacional de Historia Natural, em Santiago. Não perca o enorme esqueleto de baleia na entrada. Gratis domingo. (Atualização: acho que o museu está fechado, no momento. Não consegui confirmar.)

59ª dica | Passeio Plaza de Armas, onde está a Iglesia San Vicente Ferrer, monumento histórico, em Ovalle, 90 km de La Serena.

60ª dica | Casa Incaica, do lado da Plaza de Armas, em San Pedro de Atacama. De 1540, é a construção mais antiga da cidade.

61ª dica | Museo Casa Colorada, em Santiago. Construção colonial. Mostra a evolução histórica da capital. Gratuito aos domingos.

62ª dica | Feria Persa Biobío, uma espécie de mercado de pulgas. Passeio de sáb. e dom. (10h-19h) em Santiago. Metrô: Franklin.

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63ª dica | Museo Arqueológico, em Viña del Mar. O museu é pago, mas sua maior atração, um moai original, está do lado de fora.

64ª dica | Feira Artesanal em San Pedro de Atacama. Fica ao lado da Plaza de Armas. Oportunidade para conhecer a arte indígena.

65ª dica | Pinacoteca de la Universidad de Concepción, conhecida como Casa del Arte. Entrada e visita guiada gratuitas.

66ª dica | Apreciar a inusitada cidadezinha de Caulín, Ilha de Chiloé. Show de flamingos e cisnes de pescoço negro.

67ª dica | Tirar fotos do Vulcão Villarrica (ou de você com ele ao fundo), em Pucón. É o clássico dos clássicos na região.

68ª dica | Mercado Fluvial, em Valdivia. Leões-marinhos aparecem para abocanhar restos de peixes descartados pelos feirantes.

69ª dica |  Mirador de Rahue, em Osorno. Vista panorâmica da cidade com rio e vulcões ao fundo. O passeio é melhor se fizer sol.

70ª dica |  Museo de la Solidaridad Salvador Allende, em Santiago. Grátis aos domingos.

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Veja o post-índice com todos os nossos relatos sobre o Chile.

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Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados.

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Chile: dicas e informações essenciais

Aqui estão as dicas e as informações essencias para você planejar sua viagem ao Chile. Leia tudim. Caso tenha voltado de lá há pouco tempo e queira acrescentar algo, fique à vontade na caixa de comentários.

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INFORMAÇÕES ESSENCIAIS

DDI: (56)
Informações turísticas do país: www.visit-chile.org
Informações turísticas da capital: www.santiago.cl
Embaixada do Brasil em Santiago: Alonso Ovalle, 1665; tel.: (56-2) 876-3400
Fuso horário local: -1h
Para ligar a cobrar para o Brasil: Via Embratel, 800-360-220. Via Telefônica, válido somente para São Paulo, 800-211-515.
Melhor época para viajar: No verão o céu fica azulíssimo e fica mais fácil visualizar a cordilheira. Nessa época, a temperatura varia de 20ºC a 32ºC. Já de maio a agosto chove mais e as temperaturas despencam, ficando entre 5ºC e 10 ºC. A temporada de esqui vai de junho a setembro, podendo, raramente,  chegar a outubro.
Transporte na capital: Santiago tem quase seis milhões de habitantes. Como toda cidade grande que se preze o trânsito pode ser caótico em boa parte do dia. Evite alugar carro. Muitas das atrações turísticas estão na área central e podem ser visitadas a pé. O metrô funciona bem e leva aos pontos de interesse mais distantes.

COMO CHEGAR

Existem voos diretos de São Paulo pela TAM (4002.5700) e Lan (0800.7610.056). A GOL (4003.7000). A Aerolíneas Argentinas (0800.707.3313) e a Pluna (11 3711.9158) voam para Santiago com escalas em Buenos Aires (Gol e Aerolíneas) e Montevidéu (Pluna). Empresas aéreas regionais para voar dentro do Chile: PAL Airlines e Sky Airline.

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COMO SE LOCOMOVER EM SANTIAGO DO CHILE

No aeroporto é possível contratar uma van na empresa Transfer Vip por 5.500 pesos (US$ 11,00) por pessoa. Essa tarifa é para hotéis centrais. Se você for ficar na Providência (um bairro mais executivo), por exemplo, a passagem sobe para seis mil pesos. Consulte o tarifário no site. A van deixa na porta do hotel. Funciona 24h.

Há duas empresas de ônibus operando o trajeto aeroporto-centro. A  TurBus  funciona das 5h30 às 0h. A passagem de ida custa 1700 pesos (US$ 3,50) ou 2900 pesos (US$ 5,80) – ida e volta. Pontos de paradas: Moneda Esquina San Martín, Metrô Estación Los Héroes, Metrô Estación Universidad de Santiago, Metrô Estación Las Rejas, Metrô Estación Pajaritos. Já o ônibus Centropuerto funciona das 6h às 23h30. A linha passa pelo centro e para em algumas estações de metrô, como a Estación Los Héroes, Estación Central, Estación Universidad de Santiago, Metrô Estación Las Rejas, Metrô Estación Pajaritos. A passagem custa 1.400 pesos (US$ 3,00) ou 2.500 pesos (US$ 5,00) se comprar ida e volta.

Os pontos de táxis oficiais estão ao lado dos balcões onde ficam as empresas de transfer. Funcionam todos os dias do ano, 24 horas. De táxi até o centro custa 13 mil pesos (US$ 26,00), preço tabelado. Mas do centro para o aeroporto, pegando qualquer táxi na rua, este valor pode variar – dependendo do horário. Site: Táxi Oficial | Tel. +56 (02) 601 9880.

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Aeroporto Comodoro Arturo Merino Benítez

Av. Américo Vespúcio, s/nº
Telefone: +56 (02) 690 1900
Site: www.aeropuertosantiago.cl  | Distância do centro de Santiago: 13 km aproximadamente.

DOCUMENTOS

Não é necessário visto nem passaporte. É possível viajar com a carteira de identidade atualizada. Não valem carteira de motorista nem a funcional. Mas é muito recomendado viajar com seu passaporte já que é o único documento que os hotéis aceitam para dar a isenção do IVA, imposto de 19% embutido nas diárias.

QUANTO TEMPO

Em Santiago, quatro dias inteiros sem contar os de chegada e saída. Caso suba para o Atacama ou vá aos Lagos Andinos, ao sul, conte —  pelo menos — mais cinco dias para cada região.

IDIOMA

O espanhol é o idioma oficial do Chile. Trata-se de um país aberto ao turismo, portanto os prestadores de serviços sempre falam um pouquinho do português (ou pelo menos tentam!).

SEGURANÇA

Batedor de carteira tem em qualquer lugar do mundo. E turistas são alvos fáceis, porque geralmente estão distraídos, embasbacados com as novidades de cada lugar. Regra nº 01: não saia com muito dinheiro vivo. Leve apenas o que pretende gastar no dia. Regra nº 2: coloque as notas maiores e todos os documentos importantes – passaporte e cartões de crédito – em um money port, aquelas pochetes/bolsinhas que são feitas para usar debaixo da roupa.

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SAÚDE

Uma viagem ao Chile – que não leve a grandes altitudes, caso do Deserto do Atacama – não exige muito do viajante. Embora existam focos de dengue na capital, não chega ser nada alarmante. Recomendo levar um kit-saúde com protetor solar e labial (venta muito), chapéu, óculos de sol, analgésicos, antitérmicos e antiácidos. Não é necessário tomar nenhuma vacina especial para entrar no Chile.

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DINHEIRO

O ideal é que você faça uma pesquisa em diversas casas de câmbio e compre pesos no melhor preço aqui no Brasil.  Algumas casas de câmbio do Paseo Ahumada, em Santiago, têm cotação melhor para trocar Real por Pesos. É muito recomendável levar um cartão de crédito internacional.

O TravelMoney, da Visa, é uma opção interessante – talvez  a melhor – para não ter que carregar muito dinheiro vivo. Você pode adquirir um em qualquer casa de câmbio e carregá-lo com uma determinada quantia de dinheiro – dólares americanos, euros ou libras. Ele funciona como um cartão de débito pré-pago. Você poderá pagar contas ou sacar dinheiro nos caixas eletrônicos associados à rede Visa, que estão por todos os lados no Chile. (Atualização: o cartão de débito pré pago passou a cobrar IOF de 6,38%)

Para débito, não há taxa alguma. É bem prático: você carrega em dólar, mas saca na moeda local. Caso o dinheiro do cartão acabe durante a viagem é possível recarregá-lo nos postos autorizados – geralmente, casas de câmbio. Para saques, é cobrada uma taxa de US$ 2,50 por retirada.

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COMPRAS

Quem viaja de avião pode voltar com até US$ 500,00 de mercadorias e mais US$ 500,00 de compras no free-shop do aeroporto.

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INFORMAÇÕES TURÍSTICAS EM SANTIAGO

A Oficina de Turismo de Santiago fica na Plaza de Armas. Metrô: Plaza de Armas. Abre de seg/sex, 9h às 18h e sáb/dom, 10h às 16h. Oferece tours gratuitos – Santiago Paso a Paso – às segundas, quartas e sextas. Saídas às 12h, em frente da oficina de turismo. Não é necessário reservar.

DICA DE CÂMBIO

Para fazer a conversão do peso chileno para o real – com valores aproximados – é tirar três zeros do valor em peso e multiplicar por três. Exemplo: se a garrafa de vinho custa 5.000 pesos, use só o número 5 e multiplique por 4:  são 2o reais! Para chegar ao valor em dólares é só multiplicar por 2.

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Procurando hospedagem com ótimo custo/benefício em Santiago? Pesquise no Booking.com (parceiro comercial do Matraqueando) — onde sempre faço minhas reservas. O sistema não cobra qualquer taxa e tem cancelamento grátis para a maioria dos quartos! 😀

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Leia também

Santiago e Atacama: post-índice (o que fazer, onde ficar, onde comer)

Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados.

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Disclaimer | Pagamos todas as nossas contas de viagem. Não aceitamos convites nem cortesias. Este post contém links para programas de afiliados, parceiros comerciais do blog, inseridos espontaneamente pela autora. O Matraqueando não faz post patrocinado. Por questão de transparência, comunicamos que se você optar por comprar por meio destes links nós recebemos uma pequena comissão. Assim, você ajuda  a manter o blog com dicas fresquinhas e gratuitas, além de não pagar nada mais por isso. Desde já agradeço a preferência! 😉
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Manual de sobrevivência: o que levar ao Atacama

Há tempos concluí nossa série sobre o Chile, mas me esqueci de acrescentar esse tópico importante: o que levar na mala numa viagem ao Deserto do Atacama?  Por certo, o tipo de bagagem já é um bom começo. O único ser vivo que desembarcou em San Pedro de Atacama com uma mala de rodinhas foi a moça que vos fala. O lugar combina muito mais com mochilões ou alguma mala que você não tenha que arrastar pelas ruas empoeiradas da região.

Quem seguiu a gente acompanhou nosso périplo por lagoas salgadas e gêiseres. Passamos por lagunas altiplânicas, conhecemos o segundo maior deserto de sal do mundo, visitamos paisagens absolutamente fantásticas. Vestígios históricos e ruínas ainda conservadas completam a minha melhor viagem dos últimos três anos.

O sucesso desse passeio depende – e muito – de alguns cuidados que você deve tomar. O Atacama é o deserto mais seco e mais alto do mundo. E mesmo que você viva em alguma cidade com baixa umidade do ar vai sentir olhos, bocas e garganta ressecarem já nas primeiras horas de passeio por lá.

Como em qualquer deserto, as temperaturas são altas durante o dia (entre 28ºC e 35ºC) e caem drasticamente à noite (entre 2ºC e 10ºC). Se você for no inverno, os dias permanecem quentes, mas as noites serão gélidas com temperaturas caindo facilmente abaixo de zero. A listinha de itens essenciais não é grande, mas fundamental para evitar aborrecimentos.

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Deserto do Atacama: o que levar na mala?

1. Roupas: leve agasalhos para as noites frias do deserto. Roupas leves também são importantes, afinal quase todos os passeios são feitos de dia. Eu usei quase o tempo todo uma camiseta branca de algodão, manga longa, sob o sol escaldante. Para os passeios que saem de madrugada como o que leva aos gêiseres, coloque muito agasalho, blusa de lã, meia de lã, gorro, luvas, calça corta-vento por debaixo da roupa… e ainda assim, desculpe, você vai passar frio! É absolutamente cortante.

2. Calçados: um par de tênis ou bota de caminhadas. Não é necessário nenhum tênis especial. Eu fui com meu All Star véio de guerra. A não ser que você faça fazer algum passeio que envolva trekking. Mas de uma maneira geral não existe nenhum tour pesado no Atacama.

3. Acessórios: chapéu (imprescindível!) ou boné, óculos de sol e garrafinhas de água. Em alguns passeios, caso você queira tomar banho nas termas ou na lagoa salgada, lembre-se de levar toalhas e traje de banho.

4. Kit-sobrevivência: carregue o tempo todo com você protetor labial, protetor solar e colírio que imita a lágrima (à venda nas farmácias). Algo muuuuito bem lembrado pela Ana Carolina na caixa de comentários é o soro fisiológico para hidratar o nariz.  Passe todos esses itens várias vezes ao dia, mesmo quando não sentir necessidade.Não se esqueça do creme hidratante para depois do banho. Acredite, se você NÃO seguir essas recomendações provavelmente terá problemas. A pele fica tão ressecada que chega a rachar. Os lábios serão os primeiros a sentir caso não sejam hidratados constantemente.

Orientações gerais: beba muita água e evite comida pesada e bebida alcoólica nas noites que antecedem os passeios de grande altitude como o Salar de Tara e o Gêiseres El Tatio. O chá de coca (que eu não tomei!) ajuda a diminuir os sintomas do Soroche – o mal das alturas.

Importante: não há hospital nem pronto socorro em San Pedro de Atacama. Apenas um ambulatório que funciona de dia. Atendimento médico com mais estrutura você encontra a 100 km dali, em Calama.

Foto: Raul Mattar

Leia também:

INTRODUÇÃO
Chile, para começar… (introdução)
Da janelinha do avião, a Cordilheira dos Andes

SANTIAGO
Em Santiago do Chile, como ir do aeroporto ao centro
Santiago: bairro a bairro – 1º dia

Santiago: bairro a bairro – 2º dia
Santiago: bairro a bairro – 3º dia
Como ir por conta à vinícola Concha y Toro
Metrô Arte em Santiago do Chile
Hospedagem em Santiago do Chile
Galeria de imagem: Mercado Central de Santiago
Galeria de imagem: Museo de Arte Precolombino

ATACAMA
Como chegar a San Pedro do Atacama, no Chile
San Pedro de Atacama
Atacama: 1º dia | Valle de la Luna e Valle de la Muerte
Atacama: 2º dia | Salar de Tara
Atacama: 3º dia| Manhã: Tour Arqueológico
Atacama: 3º dia | Tarde: Lagunas Cejar e Tebinquiche
Atacama: 4º dia | Lagunas Altiplânicas
Atacama: 5º dia | Gêiseres El Tatio
Hospedagem em San Pedro de Atacama
Onde comer em San Pedro de Atacama
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quinta-feira, 07 de outubro de 2010

Chile: Santiago e Atacama | Post-índice

Aqui você encontra nossa série completa sobre Santiago do Chile e Deserto do Atacama. ¡Disfrútalo!

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INTRODUÇÃO
Chile, para começar… (introdução)
Da janelinha do avião, a Cordilheira dos Andes
Viagem ao Chile: dicas e informações essenciais

SANTIAGO

Em Santiago do Chile, como ir do aeroporto ao centro
Santiago: bairro a bairro – 1º dia
Santiago: bairro a bairro – 2º dia
Santiago: bairro a bairro – 3º dia

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Hospedagem em San Pedro de Atacama
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Manual de sobrevivência: o que levar ao Atacama
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Foto: Raul Mattar

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Santiago: como ir do aeroporto ao centro

TRANSFER

No aeroporto é possível contratar uma van na empresa Transfer Vip por 5.500 pesos (US$ 11,00) por pessoa. Essa tarifa é para hotéis centrais. Se você for ficar na Providência (um bairro mais executivo), por exemplo, a passagem sobe para 6 mil pesos. Consulte o tarifário aqui. A van deixa na porta do hotel. Funciona 24h.

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ÔNIBUS

Há duas empresas operando o trajeto. A  TurBus funciona das 5h30 às 0h. A passagem de ida custa 1700 pesos (US$ 3,50) ou 2900 pesos (US$ 5,80) – ida e volta. Pontos de paradas: Moneda Esquina San Martín, Metrô Estación Los Héroes, Metrô Estación Universidad de Santiago, Metrô Estación Las Rejas, Metrô Estación Pajaritos.

Já o ônibus Centropuerto  funciona das 6h às 23h30. A linha passa pelo centro e pára em algumas estações de metrô, como a Estación Los Héroes, Estación Central, Estación Universidad de Santiago, Metrô Estación Las Rejas, Metrô Estación Pajaritos. A passagem custa 1.400 pesos (US$ 3,00) ou 2.500 pesos (US$ 5,00) se comprar ida e volta.

+ Leitor do Matraqueando tem 15% de desconto no seguro de viagem da Mondiale ainda dá para dividir em 6 vezes!

TÁXI

Os pontos de táxis oficiais estão ao lado dos balcões onde ficam as empresas de transfer. Funciona todos os dias do ano, 24 horas. De táxi até o centro custa 13 mil pesos (US$ 26,00), preço tabelado. Mas do centro para o aeroporto, pegando qualquer táxi na rua, este valor pode variar – dependendo do horário. Site: www.taxioficial.cl | Tel. +56 (02) 601 9880.

+ Alugue seu carro aqui com segurança e percorra o Chile com mais economia

AEROPORTO COMODORO ARTURO MERINO BENÍTEZ | SANTIAGO DE CHILE

Av. Américo Vespúcio, s/nº
Telefone: +56 (02) 690 1900
Site: www.aeropuertosantiago.cl | Distância do centro de Santiago: 13 km aproximadamente.

+ Dicas de hospedagem boa e barata em Santiago no Booking.com. (O sistema não cobra taxa de reserva e tem cancelamento grátis para a maioria dos quartos.)

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

70 dicas de programas grátis no Chile

Depois do sucesso da nossa série “100 dicas de programas grátis na Europa”, publicada exclusivamente no Twitter, agora a gente volta com as atrações gratuitas do Chile. Todas as sugestões de passeios também serão divulgadas na nossa página da rede social. Serão 70 dicas de programas free, do Atacama ao Lagos Andinos, passando por Santiago e Arredores. Acompanhe-nos: @matraqueando

Caso você ainda não tenha uma conta no Twitter, entre aqui e cadastre-se agora mesmo. Em seguida, entre em “Find People” e busque por matraqueando. Então, é só dar clique em “Follow Matraqueando”.  Não vai doer nada. Se até eu aprendi (quer dizer, estou aprendendo), você também pode. Coragem! :-)

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Onde comer em San Pedro de Atacama

Ao ficar num apart-hotel – como nós fizemos no Atacama – faz supor que alguém quer (ou precisa) usar a cozinha. (Ah, sim, voltei a falar do Chile. Sei que você já não aguenta mais essa ladainha de neruda-santiago-psico-sour-concha-y-toro-atacama-gêiseres-de-el-tatio. Calma, já estamos nos posts-finalmente da série.)

Então, como eu ia dizendo, nosso foco não era exatamente conhecer todos os restaurantes do lugar. Até porque, já sabíamos, tudo era muito caro para os nossos padrões mão-de-vaca-muquirana. Como visitamos os mercadinhos e compramos frango assado com batata frita vááárias vezes na única asaduría de pollos da cidade (Calle Toconao, nº 424-B. Tel.: 55/851914) até não gastamos muito no quesito comida. Lembrando que nosso apart tinha um delicioso café da manhã e muitos dos passeios ou incluem o café ou o almoço ou ambos.

.

No dia anterior ao tour que levava aos Gêiseres El Tatio, o recomendado era comer pouco, não tomar álcool e dormir cedo. Decidimos pelo simpático restaurante Milagro e pedimos o menú del día: tagliatelle ao pesto com queijo de cabra. A entrada era uma salada e a sobremesa, crepe com sorvete de creme. Incluía uma bebida não alcoólica. O banquete custava 7 mil pesos ou US$ 14,00 – por pessoa. Mas nós pedimos somente um e comemos os dois juntos para não encher muito a pança. Ainda assim, ficamos extremamente satisfeitos.

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Do que eu não gostei neste lugar, mas só percebi quando estava lá dentro, é que a área de fumantes invade a de não fumantes porque o espaço é todo aberto. O cheiro de cigarro me incomodou um pouco. Mas a decoração era fofa. Tudo à meia-luz, havia uma lareira no meio (para aquecer as noites frias do deserto) e alguns lustres traziam poemas do poeta chileno Pablo Neruda.

Já no restaurante mais famoso de San Pedro de Atacama, o Café Adobe, fomos apenas petiscar. Caríssimo e lotado. Ou seja, o problema provavelmente não era deles e, sim, nosso – que não ganhamos em euros como a maioria dos clientes refestelados às mesas. Aqui, um risoto de quinoa (um grão super nutritivo típico dos Andes)  custava, em média, US$ 18 dólares! Lá eu provei uma quesadilla de queijo de cabra e tomate (eu estava fissurada no tal queijo de cabra) e o Raul investiu na Tabla Carnívora (lombo de porco, frango, batata e champignon).

Os dois pratinhos (as porções são modestas) para “beliscar” custaram quase 10 mil pesos, algo em torno de US$ 20,00. Não são valores absurdos se você está na… Europa, digamos. Mas o lugar é muito agradável, com decoração típica atacamenha e não tem o cheirim de tabaco do outro. :mrgreen:

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sábado, 06 de fevereiro de 2010

Hospedagem em San Pedro de Atacama

Acredito que há poucos lugares no mundo com uma oferta tão democrática de hospedagem numa área tão pequena e inóspita como San Pedro de Atacama. Ao longo da calle Caracoles — a principal da cidade — há algumas dezenas de albergues e pousadinhas que cobram a partir de US$ 10,00 por um quarto coletivo. Não muito longe dali aparecem os hotéis que variam de meia-boca a categoria luxo.

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Optamos pelo Parina Atacama, o primeiro apart-hotel de San Pedro, inaugurado há pouco mais de um ano. Está a 10 minutos caminhado do centrinho. As acomodações são duplex. Na parte de baixo, cozinha equipada, sala e banheiro com toalhas felpudas. Em cima, uma espaçosa e confortável cama.

Tem televisão, wi-fi grátis e uma bicama, portanto acomoda até quatro pessoas, que são cobradas à parte. Diárias para casal a partir de US$ 120,00.  O café da manhã — servido no quarto — está incluído. Tudo novinho e atendimento absolutamente personalizado. Quando chegamos fomos recepcionados com bolo típico e suco. Fofo!

Para o meu padrão mão-de-vaca-muquirana pagar mais do que US$ 100,00 na hospedagem é quase um acinte a minha inteligência. Mas como se tratava de um deserto no fim do mundo — na minha concepção urbanóide — eu é que não ia ficar num pardieiro qualquer.

Entenda: uma espelunca em Paris pode ser chamada de “casarão do século 16”. Já um muquifo no meio do deserto só pode ser chamado de… muquifo! Ficar hospedada num local padrão quatro estrelas contou muitos pontos para o êxito da minha viagem.

Outras opções de hospedagem em San Pedro de Atacama

Hospedagem Muquirana
Hostelling San Pedro
Albergue filiado à rede Hostelling International. Oferece camas em quartos coletivos a partir de US$ 10,00. Quartos duplos com banheiro compartilhado ficam em torno de US$ 36,00. Preços para associados à rede internacional de albergues. Café da manhã e lencóis incluídos. Só tenho coragem de indicar este porque foi o único albergue que visitei. A recepção é assustadora de tão feia. Mas os quartos são ajeitadinhos. Para conhecer outros hostales em San Pedro de Atacama, clique aqui.

Hospedagem Classe Média
Além do apart-hotel Parina Atacama (onde nos hospedamos) achei uma graça o Hotel Kimal ou Hotel Kunza. Bem próximo da rua principal, oferece um certo luxo sem cobrar valores de resort. O hotel, com café da manhã estilo buffet , recria a arquitetura atacamenha. Tem restaurante e piscina. Quarto duplo a partir de US$ 185,00.

Momento extravagância
Hotel Explora
Um luxuosíssimo complexo para deixar qualquer fresco/a deslumbrado/a. (Alguém chamou?) Três noites em quarto duplo saem por US$ 1920,00. Obviamente, tudo incluído — desde café da manhã, wi-fi e os principais passeios. No Brasil, eles disponibilizam um telefone para tirar dúvidas e maiores informações: (11) 8266 8110

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Ainda não encontrou o que queria? Pesquise hospedagem em San Pedro de Atacama com ótimo custo/benefício no Booking.com (parceiro comercial do Matraqueando), onde sempre faço minhas reservas. O sistema não cobra taxa alguma e tem cancelamento grátis para a maioria dos quartos! :)

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Fotos: Sílvia Oliveira

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quarta-feira, 03 de fevereiro de 2010

Atacama: 5º dia | Gêiseres El Tatio

O que uma pessoa do meu naipe – que só conhece o bom humor acima dos 22 graus – vai fazer em um passeio que começa de madrugada, chega a muitos graus abaixo de zero e, ainda por cima, a 4.300 metros de altitude? Fiquei tensa desde a noite anterior. Escutei mil recomendações. Faça um jantar leve, não beba, durma cedo.

O tour ao Gêiseres El Tatio é considerado o mais cruel pela maioria dos visitantes. A estrada que leva até o campo geotérmico é perigosa, cheia de curvas e sem sinalização. Além de sentir o mal das alturas (também chamado de soroche), alguns turistas ficam enjoados com a descompostura da van, que chacoalha sem parar.

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Pois então… não senti nada (além de frio, claro!) O guia passou para nos pegar às 4h da madrugada. Entrei no veículo e dormi até o destino final. Os gêiseres do Atacama estão localizados na cordilheira andina, a 100 quilômetros de San Pedro – cidade base para explorar toda a região. São quase duas horas de viagem até lá.

O fenômeno começa bem cedinho, mais ou menos às 6h da manhã. Enormes fumarolas escapam através de buracos e fendas no solo. Lençóis subterrâneos de água entram em contato com rochas quentes, provocando pequenas explosões. Alguns jatos chegam a 10 metros de altura, a quase 80ºC.

Na entrada do campo geotérmico – onde você compra o ingresso – há um termômetro. No dia em que fomos marcava 8 graus abaixo de zero. Uma espécie de “veranico”, digamos assim. No inverno pode chegar a 30 graus negativos. Obviamente que ao ver a temperatura já fui afetada psicologicamente e quase me atrevo a não sair do carro.

Mas ao me aproximar da área, uma extensão de três quilômetros, com aquela visão que a gente tem só quando vê filmes do tipo Avatar entendi porque é considerado “o” principal passeio pela maioria.

É uma experiência sensorial. Você desce da van, encaranga devido ao frio, respira com dificuldade por causa da altura. Cinco passos são suficientes para observar a fotografia que o lugar proporciona. Começa tudo cinza.  As primeiras fotos do post não estão em preto e branco. Essa é a luz do local pouco antes do amanhecer.

A composição é gerenciada pelo sol. Quando ele começa a aparecer, os gêiseres entram em ação com mais força. Há várias placas indicativas alertando para não se aproximar muito do fenômeno. Em menos de 20 minutos, o quadro ganha cores. O céu azulíssimo em contraste com as montanhas douradas. Ao redor desmedidas fumarolas brancas. (Aliás, tudo no Deserto do Atacama é enorme, colossal, gigantesco, imenso … desculpe-me se sou repetitiva).

Quarenta minutos após a nossa chegada os guias começam a preparar o café da manhã, servido ali mesmo. Em seguida, todos partem para uma piscina termal que fica no próprio campo geotérmico. Não há nenhuma infra-estrutura.

Os interessados em dar um mergulhinho num bacião a 40ºC (lembrando que estamos abaixo de zero!) devem ir com o traje de banho por baixo da roupa. Eu? Se ainda houvesse exame médico no local para atestar que ninguém tem micose, frieira, pereba ou chulé… nem morrrrrta, santa!

Nosso último passeio, supostamente, acabava ali – no Piscinão de Ramos do Atacama. Mas como tudo no deserto reserva uma surpresinha no final, ao regressar dos gêiseres El Tatio conhecemos Machuca – um pueblo atacameño praticamente desabitado. Na única rua do vilarejo, o clássico da região: casas de barro, teto de palha e uma igrejinha ao fundo.

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A meia dúzia de moradores dali espera ansiosa pelos visitantes diários que vão abocanhar os (carésimos) espetinhos de carne de lhama (2.500 pesos cada, cerca de US$ 5,00) e as empanadas de queijo de cabra (700 pesos ou US$ 1.50). Comi dois churrasquinhos e uma empanada – que era imensa – sozinha. O Raul não arriscou nem um, nem o outro. (Depois eu é que sou a fresca, né!)

Fotos: Raul Mattar (menos as do espetinho de lhama e a da empanada de queijo de cabra que pertencem ao Matraca’s Image Bank)

SERVIÇO:

Contratamos todos os passeios na agência Lickan Antay.
Fica na c/ Caracoles, 419 – Tel.: (+56) 55 591799 e 55 591800.
Valor do tour: 15 mil pesos (US$ 30,00)- por pessoa. Inclui café da manhã.
Valor da entrada: 3.500 pesos (US$ 7,00).

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Atacama: 4º dia | Lagunas Altiplânicas

Já disse aqui que o Salar de Tara é um dos passeios mais completos, mas o que leva às Lagunas Altiplânicas foi o meu preferido. Vamos percorrer pequenos povoados altiplânicos, ingressar no Salar de Atacama e conhecer as lagunas Miscanti e Meñiques, as mais chocantes de todo o deserto. Era para ter dado errado.

Neste dia – nosso penúltimo aqui – a van contratada não apareceu para nos pegar no hotel. Um erro interno da agência. Sorte que eu tinha o telefone celular do dono da Lickan Antay, o amável Señor Jesús. Para resumir minha uma hora e meia de espera: acabaram enviando um motorista particular para o nosso passeio. (Você acha que eu gostei ou não?) :-)

A apenas 39 quilômetros de San Pedro está Toconao, a primeira parada. O vilarejo é quase um desatino na região mais seca do mundo. Rodeado por água doce – sem arsênico – se transformou num grande produtor de frutas e hortaliças.

Os moradores de Toconao têm origem pré-hispânica, como quase todo mundo por essas bandas. Na arquitetura da cidade – que mais parece uma aldeia – é típica a liparita, uma pedra vulcânica branca, extraída de uma pedreira que fica a dois quilômetros dali. Na pracinha, uma igreja com o campanário do século 18 em frente, alguns cactos e lojinhas de artesanato.

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Em quase todos os passeios você encontrará enormes regiões com salares. Mas existe o específico Salar de Atacama, onde fica a Laguna Chaxa – nosso segundo stop. Ao redor, uma abissal crosta de cristais de sal produzidos pela evaporação de águas salinas subterrâneas.

É o segundo maior salar da Terra. Só perde para o Uyuni, o salar boliviano. Aqui é o lugar perfeito para observar flamingos – quase o tempo inteiro com o bico dentro da água procurando comida – e as gaivotas andinas.

Subindo mais um pouco, a quase 3.000 metros de altitude, está Socaire – outro povoado atacameño. Já foi uma cidade importante por causa das enormes minas de oro. Hoje tem apenas 380 habitantes e uma igreja feita de barro e argila, tombada pelo patrimônio nacional. Esta conhecido na região por oferecer comida típica.

No meio do caminho encontramos com o Zorro Culpeo, uma raposinha em extinção. Na volta do passeio, nosso almoço foi aqui: cazuela de vacuno. Trocando em miúdos: sopa de carne com legumes. Sopa? No deserto? Meu filho, às duas horas da tarde você come até os dedos. Inclusive o Raul – que é bem chato em relação à comida – a-d-o-r-o-u!

Bem, depois de quatro dias já não tenho mais adjetivos nem criatividade para descrever o despautério que é esse lugar. Mas a 4.000 metros de altitude e a 18 quilômetros de Socaire, o encontro com elas – as lagunas Miscanti e Meñiques.

Até o Raul deixou a máquina de lado e se sentou para observar o que parecia mais um delírio da natureza. Simples assim: uma erupção vulcânica do Meñiques, há um milhão de anos, provocou o estancamento das águas criando essas lagunas de intenso azul e margens brancas. Toda a região, para ajudar, é cercada por um matinho dourado (conhecido como paja brava), vicunhas e patos endêmicos. A descrição fica por sua conta.

Fotos: Raul Mattar (menos a última em que ele aparece fotografando que pertence ao Matraca’s Image Bank).

SERVIÇO:

Contratamos todos os passeios na agência Lickan Antay.
Fica na c/ Caracoles, 419 – Tel.: (+56) 55 591799 e 55 591800.
Valor do tour: 27 mil pesos (US$ 54,00)- por pessoa. Inclui café da manhã e almoço.
Valor da entrada na Laguna Chaxa (Salar de Atacama): 2 mil pesos (US$ 4,00)
Valor da entrada nas Lagunas Altiplânicas: 2 mil pesos (US$ 4,00)

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domingo, 17 de janeiro de 2010

Atacama: 3º dia | Tarde: Lagunas Cejar e Tebinquiche

Toda e qualquer vaidade vão areia abaixo no terceiro dia no Deserto do Atacama. Não dá nem mais para pentear o cabelo. O chapéu toma conta. No rosto, camadas brancas de protetor solar. Nem o esmalte consegue esconder mais o encardido das unhas.

Eu, que levo pouquíssima roupa na bagagem, tive que apelar para as lavanderias locais (depois entendi porque há tantas espalhadas por San Pedro de Atacama) para ter o que usar no resto da semana. Era a Cascuda em pessoa.

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Depois do Tour Arqueológico na parte da manhã, nosso terceiro dia foi brindado com as Lagunas Cejar e Tebinquiche na parte da tarde. Quem diria, mas há lagoas (aos montes) no meio do deserto mais árido do mundo. A maioria é formada pela água de degelo das montanhas ou por lençóis subterrâneos.

A Laguna Cejar é prima-irmã do Mar Morto em Israel – onde estive há 10 anos. De tão salgada, o corpo não afunda. As margens estão cristalizadas pelo sal e a água é verdinha, cercada por matinhos dourados e com o vulcão Licancabur ao fundo. (Aliás, ele sempre está emoldurando as paisagens aonde quer que você vá.)

Os mais atrevidos, despojados, intrépidos e corajosos arriscaram boiar na Laguna Cejar. Eu? Não, obrigada. Já tive essa experiência no Mar Morto. Ademais, uso lentes de contato. Qualquer gota daquela água salgada nos olhos seria um desastre para mim. Ah, tá bom. Arranjei uma desculpa. Foi preguiça mesmo.

Como pude boiar em Israel, sei que é uma delícia. O efeito da gravidade provocado pelo excesso de sal causa um enorme relaxamento. Mas verifique se a agência contratada vai levar litros de água doce para você se enxaguar depois. O sal gruda no corpo e fica pinicando se não for retirado totalmente.

A parada na Laguna Cejar dura quase uma hora e meia. É recomendável não andar descalço nas margens. As crestas de sal são afiadas e podem cortar os pés. Avançamos mais um pouco e chegamos aos Ojos del Salar ou Ojos de Tebinquiche. Duas crateras enormes de água doce.

Ninguém sabe ao certo como elas se formaram. Há os que arriscam que meteoros teriam caído ali há milhões de anos. (Adooro teoria conspiratória, sem pé nem cabeça). Quem não conseguiu retirar todo o sal do corpo com os galõezinhos de água levados pelos guias, tem uma nova oportunidade aqui.

Em seguida vamos à Laguna Tebinquiche, onde está previsto mais um por-do-sol acompanhado de snacks e pisco sour (bebida típica chilena que lembra nossa caipirinha) – oferecidos pelas agências.

Como quase todos os lagos da região, o Tebinquiche depende do degelo das montanhas. O grande diferencial é que sua borda de sal é absurdamente grande e ao cair o sol um tom amarelado toma conta da paisagem. Com o Licancabur fazendo pose, ali atrás, claro.

Fotos: Raul Mattar (menos a penúltima em que ele aparece fotografando, que pertence ao Matraca’s Image Bank).

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Valor do tour: 10 mil pesos (US$ 20,00). Inclui snacks, com refrigerante, suco e pisco sour.
Valor da entrada: 2 mil pesos (US$ 4,00)

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Atacama: 3º dia | Manhã: Tour Arqueológico

Se eu tivesse que dar uma sugestão diria para você fazer primeiro, assim que chegasse a San Pedro, o tour arqueológico. E só depois se embrenhasse pelos passeios-paisagem. História e arqueologia me fascinam e a Aldea Tulor e Pukará de Quitor – sítios arqueológicos – faziam parte das prioridades absolutas para mim.

O detalhe é que não se deve esperar por cenários extraordinários – como os que vimos nos dias anteriores. Se você fizer primeiro este recorrido seguramente vai se impressionar mais do que se vier depois de um Salar de Tara, por exemplo.

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Contratamos um motorista particular (indicado pela agência) para esse passeio. Queríamos fazer algo em, no máximo três horas, no período da manhã, porque à tarde seguiríamos para a Laguna Cejar. Antes de encontrar o tal motorista, começamos – por conta – pela igreja de San Pedro de Atacama, construída no século 18 em adobe com teto de madeira.

Declarada patrimônio nacional, a igrejinha fica na praça da cidade, rodeada de bares, restaurantes e lojinhas. A poucos metros dali está o Museu Gustavo Le Paige com uma coleção interessante de cerâmica, tecidos, arpões e vestimentas da cultura regional. Estão expostos vestígios desde a Idade da Pedra Lascada (e não é força de expressão) até marcas da civilização Inca. É bem organizado, mas pequenininho. Não espere um Louvre Atacamenho.

Já no Toyota do motorista Tatá, um velhinho simpático e falante, fomos em seguida a Pukará de Quitor, um sítio arqueológico a apenas três quilômetros do centro de San Pedro. Quitor foi uma antiga fortaleza pré-Inca, construída no século 12 – hoje em ruínas.

Foi erguida sobre um “morro” que faz parte da Cordilheira de Sal. A princípio, parece um amontoado de pedras. Mas ao subir (sedentários, preparem-se para botar os bofes para fora) o visitante vai desvendando a realidade dos antigos habitantes do lugar.

É uma edificação espantosa. São pedras grandes e pequenas entrelaçadas com uma massa de barro. Tinha caráter estratégico e defensivo. No século 16 foi invadida e parcialmente destruída pelos espanhóis. Aqui encontrei  um casal de ingleses que passeavam com um bebê de dois (DOIS!) meses e um menino de três anos.

Na foto aí de cima você vê o pai carregando o menino nas costas. Já a mãe – carregando o bebê num canguru – foi aconselhada a esperar lá embaixo, na sombra.

Dali fomos para a Aldea Tulor, a 10 quilômetros de San Pedro de Atacama. Está no mesmo caminho que leva ao Valle de la Luna. É o vestígio habitacional mais antigo do Salar, uma aldeia tipicamente pré-colombiana. Acredita-se que a Aldea Tulor tenha quase 3 mil anos. O curioso são as construções de argila, em forma circular, antigas casas geminadas.

Em algum momento esta aldeia foi sepultada pela areia. Hoje o que se vê ali são duas casinhas reproduzidas (não originais) e uma passarela com um pequeno mirante que permitem observar do alto as formações do lugar. Daqui se tem uma ótima visão do vulcão Licancabur. A descoberta arqueológica permitiu avanços nas pesquisas históricas da região.

Então, pois é… para a história e a arqueologia são informações e descobertas sensacionais. Para uma experiência turístico-sensorial deixa a desejar. Mas a culpa é minha, não do lugar. Eu que já conheci as pirâmides do Egito, as ruínas de Teothiucán no México, e a reconstituição de uma povoação Guanche em Tenerife, nas Ilhas Canárias fiquei assim… “já acabou?”

Mas em nenhum momento desaconselharia a visita. Acho uma obrigação (se é que existem obrigações numa viagem) passar por aqui. Só contenha suas expectativas. Coisa que eu não fiz.

SERVIÇO:

Valor do Tour Arqueológico: 15 mil pesos (US$ 30,00) – para os dois. Foi o único tour que eu paguei diretamente para o motorista, indicado pela agência Linckan Antay. Geralmente as agências cobram este valor por pessoa e o tour dura 5 horas. O nosso foi feito em três e já tá bom demais.

O celular do motorista Tata é (+56) 55 9302-1521.
Valor da entrada em Pukará de Quitor: 2 mil pesos (US$ 5,00)
Valor da entrada na Aldea Tulor: 2 mil pesos (US$ 5,00)

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Atacama: 2º dia | Salar de Tara

A recomendação é: faça primeiro os passeios de altitudes mais baixas para seu corpo se acostumar. Mas o tour que percorre o Salar de Tara — a quase 4.400 metros — calhou de ser organizado no nosso segundo dia no Atacama. Poucas agências levam até lá.

E é praticamente impossível fazer a rota sozinho. Nem pensamos duas vezes. Depois do arrebatamento no Valle de la Luna fizemos um jantar leve no apart-hotel e fomos dormir cedo para enfrentar no dia seguinte um possível soroche, também chamado de mal das alturas.

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O sacolejo começa às 8h. É um passeio de dia inteiro. A viagem passa por uma das paisagens mais impressionantes do Altiplano. É o tour mais completo na minha opinião: tem salar, vulcão, flamingos, formações rochosas inexplicáveis. Mas é pouco conhecido ainda. Talvez porque seja muito longe, ou muito caro. Não importa: vá!

O Salar de Tara pertence a Reserva Nacional dos Flamingos e está a 140 quilômetros de San Pedro de Atacama, 50 deles derrapando num areião sem fim. Juan Carlos – nosso motorista e guia – é especializado na rota. Dado momento só se vê deserto, sem nenhuma referência, não há sinalização, nem estradinhas demarcadas.

Pode ser considerada uma região excêntrica, daquelas donas de si, que zombam do visitante. A majestade diante dos súditos, nós – a plebe pasmada e constrangida com tamanha força natural.

São várias paradas para (tentar!) respirar, fotografar, admirar. Na nossa van, dois espanhóis e uma chilena. Um grupo entrosado e extrovertido. Ninguém foi pego pelo soroche. (E eu nem cheguei a tomar o famoso chá de coca).

Toda a reserva está cheia de estruturas vulcânicas, declives e formas modeladas pelo vento. Os Monges de Pacana são verdadeiros moais atacamenhos. Enormes rochas verticais de 30 metros de altura, solitárias no meio do nada. Durante o percurso aparecem as primeiras vicunhas, rápidas e desconfiadas. Essa espécie de camelídio andino está em extinção e sua caça, totalmente proibida.

Difícil fotografar as danadinhas. Quando percebem qualquer aproximação, disparam pelo vale. Da nossa parte, não há afobação. O deserto – principalmente a uma altitude dessas – pede calma, passos lentos. Para mim, que ando rápido, falo rápido e gesticulo muito, foi exercício de paciência e introversão.

Quando a gente acha que já está bom, que já valeu a pena… encontra um paredão gigante – as Catedrais de Tara – colossais esculturas de pedra que se assemelham a um grande castelo. Uma experiência exótica, absoluta.

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Próximo dali o salar, propriamente dito. Cheio de flamingos. Fizemos uma parada para o almoço, preparado pelo guia: arroz, frango, salada de tomate e abacate apimentado. Acompanhava vinho, suco e refrigerante. Era quase uma da tarde e eu estava morrrrta de fome. Degustei como se fosse meu melhor manjar chileno, no restaurante mais inusitado do planeta.

Fotos: Raul Mattar (menos a que ele aparece fotografando e a do prato de comida, que pertencem ao Matraca’s Image Bank. Nossa foto comendo foi tirada pelo Juan Carlos, o guia-motorista)

SERVIÇO:
Contratamos todos os passeios na agência Lickan Antay.
Fica na c/ Caracoles, 419 – Tel.: (+56) 55 591799 e 591800.
Valor do tour avulso: 35 mil pesos (US$ 70,00) – por pessoa. Se comprar com outros passeios há desconto.

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