-  Atualizado 19/03/2018

Concha y Toro: como ir por conta própria à vinícola preferida dos brasileiros no Chile

Publicado por: Silvia Oliveira Santiago

cocnha sombra

*Post atualizado em março de 2018

Não tenho um bom senso suficientemente aguçado para saber se este é – ou não – um passeio pega-turista. Mas já saí do Brasil com ele na pauta. E não me arrependi nem um pouco. Amei, para ser pouco exagerada.

Mesmo não conhecendo nada de vinhos, para mim era quase uma obrigação visitar alguma vinícola decente no Chile. Mais do que isso: me interesso pela história, acho interessante os processos de produção e acredito que deve ser bem bacana saber apreciar um bom vinho. (Até tento, mas ainda não alcancei esse grau do Nirvana).

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Optamos pela vinícola Concha y Toro, no Valle del Maipo – nos arredores de Santiago. Não é a maior, mas uma das mais antigas e conhecidas do país. Os brasileiros adoram passear por lá. O Valle del Maipo é uma região modelo para toda a produção de vinho no Chile.

Há muitas outras vinícolas por ali que, numa viagem específica para isso, você faz a festa sem se afastar mais do que duas horas da capital. Foi aqui a redescoberta da uva Carménère, considerada extinta nos parreirais franceses.

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Concha flores

COMO SÃO OS TOURS NA CONCHA Y TORO

Na Concha y Toro – localizada na cidadezinha de Pirque, a 30 quilômetros de Santiago – existem dois tours guiados, o Tradicional (16 mil pesos ou R$ 85) que dura 50 minutos e inclui a degustação de dois vinhos e o Marques De Casa Concha (24 mil pesos ou R$ 130) que dura 1h10 e inclui a degustação de quatro vinhos, mais mesa de queijos e frutos secos. Atualizado em março de 2018.

Ambos fazem o mesmo passeio pela vinícola. A diferença está mesmo na quantidade de “copas” que vamos entornar no final. O tour pode ser em português, espanhol ou inglês. Você escolhe.

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O lugar é lindo, frondoso, cheio de flores. Para chegar ao casarão onde viveu o fundador, Don Melchor, há um túnel de folhagens que se entrelaçam formando uma suave sombra pelo caminho. Em seguida, o grupo conhece um dos vinhedos. Aprende sobre cepas, tipos de colheitas e importância das uvas.

Fundamental: tudo numa linguagem de humanos. Não saiu nenhum devaneio do tipo “esse vinho lembra a brisa suave do amanhecer em Paris no século 19”. Deve ter sido algo bem mastigadinho, pedagógico. Porque até eu, com todas minhas limitações, entendi tudo. Melhor, aprendi muito.

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A próxima parada era a mais esperada — pelo menos para mim: as bodegas onde estão armazenados os vinhos que chegam à sua mesa. Na parte dos barris antigos é onde você vai conhecer a historieta da bebida mais célebre da Concha y Toro e um dos vinhos chilenos mais conhecidos no mundo, o Casillero del Diablo.

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O guia apaga as luzes e uma voz começa a contar a lenda: para proteger a produção — que estava sendo surrupiada por algum empregado — Don Melchor inventou que o diabo vivia ali.

O povo, supersticioso, amarelou e os furtos acabaram. Quando termina o “show”, o guia nos leva a um cantinho com luzes vermelhas, o verdadeiro Casillero del Diablo: tem até o tal coisa ruim projetado na parede. Mas eu não tirei foto, não. Mêda!

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Por último conhecemos as bodegas atuais, cheias de tonéis de carvalho – vindos de várias partes do mundo. Dica importante: leve um agasalho para entrar aqui.

A temperatura média é de 12º. Uma exigência para manter a qualidade dos vinhos. Quase morri congelada. Lá fora estavam uns 28º e eu… com roupa de verão!

Um senhor até se retirou do tour porque considerou frio demais para ele. (Mas voltou no final para bebericar.) 🙂

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Nesta etapa recebemos mais um monte de informações sobre formas de armazenagem dos vinhos e, enfim, a degustação. Claro que eu não tenho a menor possibilidade de descrever a dita cuja.

Apenas dei uma bicadinha, e para meu paladar estava amargo e seco demais. (Sim, eu sou uma daquelas — excomungadas da confraria dos enochatos — que gosta de sangria ou, no máximo, um vinho docinho.) Ah, a taça grafada com o nome da vinícola é brinde, você leva para a casa.

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Concluído o passeio oficial você pode ficar à vontade por ali. Tem um restaurante (Wine Bar) bem bonito com pratos que variam entre US$ 12 e US$ 25. Também é possível beliscar algo, comer queijos e azeitonas. Tudo, por supuesto, regado por algum vinho da Concha y Toro.

Não é preciso fazer nenhum tour para comer aqui. Na saída, como não poderia deixar de ser, há uma lojinha. A Tienda de Vinos (Wine Shop) é maravilhosa. Bonita para quem não entende nada. Completa para quem entende tudo. Aqui você encontrará todas as marcas Premium e Ultrapremium da Concha y Toro por preços bem menos proibitivos que no Brasil.

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Para os aficionados, essa parada será a mais importante. Na loja, encontram-se todas as cepas e formas de cada marca. Há uma enorme oferta de literatura vitivinícola e especializada em gastronomia. Um sommelier acompanha os compradores.

Sem falar nos acessórios, desde um elaborado saca-rolhas até termômetros digitais que verificam precisamente a temperatura do vinho. Foi tão bom e tão gostoso esse passeio que saí daqui achando ” já ganhei a viagem”. E estávamos apenas no primeiro dia!

IMPORTANTE | O Brasil não tem acordo com a rede pública de saúde do Chile. Se você precisar de uma consulta ou simplesmente tomar um sorinho terá que pagar pelo caríssimo atendimento particular. Por isso, é muito recomendado fazer um seguro de viagem internacional. A boa notícia é que leitor do Matraqueando tem até 30% de desconto no seguro internacional da Mondial/Allianz. Pegue o seu cupom aqui e viaje tranquilo! Vale para mochileiro, viajante solo, luxo, aventureiro e família. E ainda dá para dividir em até 6 vezes! Corre, que a promoção é por tempo limitado.

COMO CHEGAR À VINÍCOLA CONCHA Y TORO

Pegue o metrô na linha 1 (azul) em direção à Plaza de Puente Alto e desça na estação Las Mercedes. Na saída da estação você pode pegar um táxi por uns 3 mil pesos (R$ 16). O trajeto dura cinco minutos.

Se preferir pode pegar os ônibus nº 73, 80, 81 (somente estes deixam na porta da vinícola). A passagem custa 680 pesos (R$ 3,60). Em 15 minutos você está lá a partir da estação Las Mercedes.

IMPORTANTE | A passagem do ônibus precisa ser paga em dinheiro, uma vez que a Tarjeta Bip (uma espécie de bilhete único de Santiago que você usa para pagar metrô e ônibus) não é aceita neste trajeto porque a Concha y Toro está em outro município.

Fique atento: do centro até à estação Las Mercedes leva quase 1h15m de viagem. Por isso, saia com, no mínimo, duas horas de antecedência em relação ao horário agendado na vinícola. Calcule o tempo do percurso no planificador de viagem do metrô de Santiago.

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SERVIÇO

VINÍCOLA CONCHA Y TORO 

LOCAL | Av. Virginia Subercaseaux, nº 210 – Pirque | Santiago. VEJA NO MAPA

HORÁRIOS | Aberto todos os dias, das 10h às 17h10. Importante: a vinícola não abre no dia 1º de janeiro, sexta-feira santa, 1º de maio, 18 e 19 de setembro e 25 de dezembro. No dia 17 de setembro funciona até às 12h e no dias  24 e 31 de dezembro só abre até às 14h.

RESERVA | Obrigatório reservar com pelo menos 24 horas de antecedência. Veja formulário no site. Para reservas no mesmo dia ligue para (+56-2) 24765269, 24765334 ou 24765680.

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Um comentário

  1. evelen
    Comentário do dia 06/1/2019 às 17:06

    nossa que delicia de dica, tudo mastigadinho, adorei, obrigada msm, estou organizando minha viagem e alguns chatos me desanimaram a conhecer uma vinicula, voltei a ideia com força total agora, vc descreveu exatamente como eu penso que vai ser o passeio =)

    (Responder)

    Resposta de Silvia Oliveira

    Oxente, mas quem foi o passado que disse que não valia a pena visitar vinícola em Santiago? Socorro! =D Não só deve como é muito fácil conhecer uma. Além deste também fiz um post ensinando como conhecer a Cousiño Macul, ainda mais perto do que a Concha y Toro. Aqui, ó:https://www.matraqueando.com.br/vinicola-cousino-macul-santiago Abraço e boa viagem! 🙂

    (Responder)

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