Silvia Oliveira

Na categoria Alagoas

terça-feira, 05 de outubro de 2010

Rota Ecológica, em Alagoas | Por CarlaZ

Extra! Extra! Momento histórico. Eis que apresento a seguir um relato exclusivo para o Matraqueando da querida CarlaZ, uma das trips mais atuantes da holding VnVética. A Carlinha é viajante apaixonada e sempre compartilha suas dicas no Twitter. Super tímida e discreta, acabou me mandando este texto de um fôlego só, numa noite inspirada e ainda ressaltou “tô enviando logo antes de que eu me arrependa”! :-)   Babem nesse material bacanérrimo. CarlaZ, agora é com você zifia!

——————-
Texto e fotos: CarlaZ

Depois de tanto ouvir maravilhas da Rota Ecológica pelo Ricardo Freire no Viaje na Viagem… é claro que tinha que ir pra lá. Quando apareceu a promoção de 4 mil milhas por trecho na Gol… pronto… decidido, feriado de 7 de setembro seria em Alagoas! E não ficaria em Maceió, que aliás eu não conheço e, sim, iria para São Miguel dos Milagres.

Realmente foi difícil escolher a pousada… Nesse post o Riq descreve a região e principalmente as pousadas com tanto entusiasmo que dá vontade de ir a todas! Será que um dia consigo! Ele, como embaixador da região, tem até uma homenagem num restaurante ;) ! E todos o conhecem ou pelo menos sabe quem é.

A pousada escolhida foi a Pousada Côté Sud não sei porquê, mas no momento foi a que me agradou…e foi uma excelente escolha!!! A pousada é uma graça! Ficamos em chalés individuais no meio de um jardinzão…uma piscina delícia com vista pro mar…e na praia! Pé na areia mesmo! (Ah, para as mamães blogueiras…lá não aceitam crianças)


Pousada Côte Sud: café da manhã de frente para a piscina.

Como na região não tem restaurantes (realmente não tem, não é papo isso não) o jantar está incluído na diária, alem do café da manhã… e a comida é muito boa mesmo! Tudo bem que fiquei um pouco decepcionada quando no primeiro dia de café da manhã não teve tapioca, mas tinha tanta coisa deliciosa! O café é servido no mesmo restaurante do jantar, mas também é possível pedir do lado de fora, no jardim em frente a piscina e foi isso que fiz! A comida também é muito boa…bem baseada nos frutos do mar da região. Durante o dia fazemos o pedido do jantar… que acaba sendo aquela maravilha, você chega pra jantar e já sabem seu prato!


Rota Ecológica: piscinas naturais.

E os donos da pousada (Corinne e Roger) são uns amores! Todos os dias passam, conversam e deixam todos os hóspedes se sentirem especiais! Aliás, todo o serviço da pousada é show! A própria Corinne é quem faz o cardápio, que está em constante mutação e seleciona os ingredientes.

Pelo que tinha visto a cidade de São Miguel dos Milagres ficava a pouco mais de 100 km de Maceió, achei que seria uma viagenzinha fácil, mas não, tem uma parte que a estrada está muito ruim! E como não conhecíamos e não sabíamos direito onde entrava para a cidade ou para a pousada fomos com mais cautela e essa viagem acabou durando muito mais do que imaginava. Então para quem vai alugar carro programe um tempinho maior. Alugamos um carro em Maceió, assim não apenas teríamos carro para chega r a pousada, mas também para fazer alguns passeios por lá. A verdade é que não queria ficar presa e com um carro teria mais opções. Foi uma boa escolha.

E a Rota => O que tem de bom pra fazer lá: bom, quem vai pra lá é quem quer praia… praia e sossego! E é isso que se encontra. É uma praiona com quase ninguém. Você consegue andar um tempo sozinho… aí encontra um ou outro turista (na maioria casais) passeando ou dando um mergulho… ou andando de bicicleta. Eu adorei andar de bicicleta na praia. A pousada tinha algumas pra emprestar, muito bom!

E é aquela praia de água clarinha…difícil de achar no Brasil e a variação grande da maré…que eu acho incrível afinal aqui no Rio não tem isso…Quando acordo de manhã…cadê a praia: Lá longe…e vc sai andando andando até encontrar as piscinas naturais!!! Isso mesmo dá pra ir a pé pras piscinas. Ou se preferir de jangadinha…que também é um passeio bem legal andar de jangada!  A minha pousada tem uma jangada e creio que todas da região também… e equipadas com máscaras e snorkel para dar um mergulhinho, mas logo no dia em que fiz esse passeio o tempo não estava tão bom… o mar bravo e a água bem mexida, sem visibilidade… uma pena!

Outro passeio gostosinho é o pelo rio Tatuamunha pra ver o peixe-boi. Também é de jangada, mas dessa vez pelo rio e manguezal atrás dos bichões! O passeio custa R$30,00 por pessoa e tem número limitado de pessoas por dia, para não perturbar os bichos. Os guias são todos credenciados pelo IBAMA e é tudo cheio de regrinhas… eles explicam tudo sobre a espécie, a região, etc… e parece que é quase certo ver algum. No meu passeio ainda botou a pata (ou seria nadadeira) no barquinho e tal.


Praia do Patacho

Como estava de carro alugado fui conhecer outras praias…mas a conclusão foi que a nossa era a melhor! Fomos a uma praia que éramos os únicos! Sério! Praia só pra mim! Fomos de carro até o vilarejo de Barra de Camaragibe, uns 5 km antes de São Miguel dos Milagres onde pega uma balsa (R$4,00) pra levar até a Praia do Morro. Se no feriado só tinha a gente… nem consigo imaginar como seria nos outros dias. Também passei por coqueiro atrás de coqueiro pelas praias de Laje e do Patacho.


Embaixador da Rota Ecológica, Riq Freire do site Viaje na Viagem, é homenageado em restaurante.

Agora não espere nada dos vilarejos ao redor. A impressão é de que a vida parou no tempo. Os únicos poucos restaurantes de praia são bem perto da pousada que ficamos, e como o Enildo aceitava cartão era pra lá que íamos não apenas tomar aquela cervejinha no final do dia mas também comer alguma coisa. E quando entrei dei logo de cara com um painel enorme com o livro de praias do Riq! E o Enildo sempre por perto puxando papo etc. E foi ele que indicou a tapioqueira do vilarejo (lá é Porto da Rua, um vilarejo de São Miguel dos Milagres). Eu estava louca atrás de uma tapioca… imagina ir pro Nordeste e não comer tapioca! Pena que não tenho fotos :(

Aliás, falando em fotos… desculpa mudar tanto a qualidade de fotos aqui – é que realmente não é meu forte. [Nota da redação: é seu forte, sim, Carlinha. Ficaram lindas!]

Não é uma viagem barata afinal as pousadas não são baratas, tem o aluguel de carro e passagens (o bom é mesmo aproveitar essas promoções) mas foi tão boa que pretendo voltar com certeza!

————————-
O Matraqueando agradece mais uma vez a participação especialíssima da super disposta CarlaZ. Tenho certeza de que muita gente vai se inspirar neste belo relato para explorar mais um cantinho maravilhoso do Brasil.

Share
domingo, 18 de abril de 2010

Passeio à foz do Rio São Francisco | Parte 2

Mais do que compreender questões históricas, os momentos mais importantes nas minhas viagens são os pontos geográficos. Talvez por ser uma pessoa sem absoluta orientação mapística – confundo até hoje a ordem dos estados do nordeste, nunca sei quem vem antes de baixo para cima, se Pernambuco ou Paraíba – tenho absoluto fascínio por verificar in loco tudo aquilo que a tia da escola me ensinava… e parecia tão longe. Ou inatingível.

Estou segura de que muita gente sabe onde ficam os Lençois Maranhenses, mas nunca havia escutado falar neste passeio ao Delta do Rio São Francisco. Eu, ao contrário, descobri os tais lençois lendo alguma destas revistas especializadas há poucos anos. Já o Chicão, é meu amigo do peito, meu irmão camarada desde 1983, quando cursei a quarta série do primário. Um encontro esperado há quase 27 anos, imagine só!

Então, para ficar fácil de entender: o passeio à foz do Rio São Francisco é uma espécie de Lençois Maranhenses… das Alagoas! Em dias de sol, as águas do rio ficam verdinhas, o que faz um contra-ponto perfeito com as dunas que aparecem no meio do caminho, pouco antes do encontro com o mar. Antes disso, o Velho Chico atravessa serras e cânions, banha cidades históricas e gera riqueza às comunidades ribeirinhas. (Tô louca para chamar de “Nilo Brasileiro”, mas acho que minha cota de chavão e clichê da semana já se esgotou.)

Quando a escuna começa a entrar naquela imensidão, explicam que em caso de despressurização da cabine devemos usar o colete salva-vida e… tampar o nariz. Na embarcação – com capacidade para 80 pessoas – há água, refrigerante e cerveja à venda. Durante o trajeto são servidas frutas frescas (de grátis!) aos passageiros. Ah, havia 68 pessoas a bordo. Contei, por via das dúvidas.

O condutor do barco, Seo Manoel – assim como todas as embarcações que percorrem o trajeto – faz uma parada estratégica nos bancos de areia, as dunas do São Francisco. Mesmo com tempo nublado, chuvoso e com as águas do rio escuras por conta do aguaceiro que caia na região nos últimos dias, descobre-se uma das mais lindas paisagens do Brasil. Piscinas naturais se formam entre as dunas, recheadas de coqueiros e… turistas. Eu, feliz e privilegiada entre eles, claro!

A parada dura 1h30. Existem vários vendedores a postos com suas cocadas (uma por R$ 3, duas por R$ 5), bolo de aipim (idem!) e artesanato representando a imagem do santo que deu nome ao rio. Até arrisquei molhar os pés no Chicão (já contei aqui meu momento-superação) e percorri sem parar aquele areião sem fim. Lugar tão singular que só aqui você encontra imagens inusitadas como um siri… à beira do rio.

Mais adiante, o encontro: o rio deságua no Oceano Atlântico e é engolido pelo mar. A escuna não se aproxima muito por motivos de segurança. O zoom da camerazinha tômatica também não ajuda. Então, agilizei umas três, quatro fotos e, de sobra, fiquei observando aquele fenômeno, lembrando-me – eternamente agradecida  – da tia da escola. Na caixa de som do barco começa propositalmente aquela música principal do filme “1492”. (Desculpe, não deu para não rir!) Eu teria preferido ouvir o hino nacional, com todas as restrições a sua letra e música. Mas valeu. A trilha sonora foi o momento-ronald-golias do passeio.

A volta foi silenciosa. Já não sei se era a fome, o encanto ou o cansaço. Chegamos por volta das 14h em Piaçabuçu, onde um buffet de comidas regionais esperava os turistas que compraram o pacote completo (traslado + barco + almoço). Provei o bobó de camarão e um revirado de carne seca, que lá eles chamam de carne de sol. Regressamos para Maceió às 15h30. Com a certeza de que vou voltar!

SERVIÇO:

Quando ir
Melhor no verão. De abril a julho chove mais.

Como chegar
Várias agências oferecem pacotes saindo de Maceió e cobram entre R$ 60 e R$ 70. Inclui o traslado, o passeio de barco até a foz e o almoço. Bebidas à parte. Algumas fazem só o traslado por R$ 35,00.  Caso queira alugar um carro, o acesso até Piaçabuçu – a 130 quilômetros – se dá pela AL -101. Comprado à parte, o tour de barco sai a partir de R$ 20,00. Do cais até a foz são 50 minutos, mas o passeio todo dura umas três horas. A viagem de Maceió até Piaçabuçu dura cerca de 1h40.

Recomendação
Leve água, protetor solar e traje de banho.

Fotos: Matraca’s Image Bank

Passeio à Foz do Rio São Francisco | Parte 1
Passeio à Foz do Rio São Francisco | Parte 2

O passeio à foz do Rio São Francisco  faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto.

Share
domingo, 18 de abril de 2010

Passeio à foz do Rio São Francisco | Parte 1

Quando divulguei no Twitter que estava em Maceió pela Expedição Brasil Express choveram sugestões de praias. Gunga, Carro Quebrado e Ipioca foram algumas delas. Já havia escutado falar (bem!) de todas e sabia que, sim, poderia perder algumas das melhores fotos da viagem ao deixá-las em segundo plano. Para quem está chegando agora: fiquei apenas 48 horas na capital alagoana, o máximo de tempo fora de casa que meu sinhozinho autorizou na carta de alforria para fazer a expedição. Portanto: algumas prioridades eu tinha!

Mas ninguém me disse: faça o passeio ao Delta do São Francisco, onde as águas do maior rio 100% nacional encontram-se com o mar. Eu sonho com este passeio há anos. Mas não sei por que sempre associava o trajeto com o estado de Sergipe – de onde também saem embarcações para a foz. Para o meu deleite, entre os muitos bate-e-volta que você pode fazer desde Maceió lá está ele, o Velho Chico – apelido carinhoso do rio.

É uma jornada de dia inteiro. Os barcos que chegam até à foz saem do vilarejo de Piaçabuçu – a quase 130 quilômetros ao sul de Maceió, quase na divisa com o Sergipe. Uma curiosidade: dizem os nativos que o nome do povoado é a única palavra da língua portuguesa com dois “ç”. Piaçabuçu tem 18 mil habitantes. Cidade antiga com grande importância histórica, mas descuidada. (A 30 quilômetros daqui está Penedo – esta sim – tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional.) Ao ser cenário para as filmagens do longa Deus é Brasileiro (com Antônio Fagundes e Wagner Moura), dirigido pelo alagoano Cacá Diegues, Piaçabuçu ficou, assim, mais metida e viu aumentar o número de interessados no passeio.

O dia estava nublado e escuro. Choveu e minha camerazinha tômatica não permite fotos sensacionais quando se exige profundidade de campo, principalmente quando o dia parece noite! Então, tratei de relaxar e observar. O que me fez mergulhar totalmente na experiência. Talvez, por isso, até agora não tenha me recuperado totalmente do passeio. Desde que voltei,  sonho (no sentido de sonhar dormindo) todos os dias com aquelas imagens. Lavadeiras à beira do rio, as margens cheias de barquinhos, aquela imensidão relembrando a toda hora como somos tão pequenos… (Essa última é frase feita, mas não resisti).

Fotos: Matraca’s Image Bank

Passeio à Foz do Rio São Francisco | Parte 1
Passeio à Foz do Rio São Francisco | Parte 2

O passeio à foz do Rio São Francisco  faz parte da Expedição Brasil Express, by Matraqueando. Entenda o projeto.

Share
terça-feira, 13 de abril de 2010

Fecho os olhos…

… e só vejo coqueiros!

Se  você perdeu as tuítadas com fotos, veja abaixo como foi parte do Matraca’s Day, clicando nos links no Tweet Photo.

Visitei a Feirinha da Pajuçara, antecâmara do céu para quem gosta de bom artesanato regional. #maceió http://tweetphoto.com/18308068

Esperando meu almoço, vendo a orla. #maceió http://tweetphoto.com/18308161

Lagosta ao Molho de Coco. Acompanha arroz branco e pirão. R$ 21,00 – prato executivo. http://tweetphoto.com/18308639

@LuMalheiros Mas num é que eu fui ao Akuaba, SIM! Foi lá que tomei o caldinho de sururu! =) http://tweetphoto.com/18344885

@maricampos Minha barriga tá enorme de tanto comer. A calça ñ fecha. Mas quem resiste a isso? #tapiocão http://tweetphoto.com/18347339

O caju é uma fruta/o tão linda/o, como pode ser tããõ marrenta/o! #nãoacerto http://tweetphoto.com/18349328

Demorei muito para encontrar o centro de info turística e acabei comprando um mapa. Caro! http://tweetphoto.com/18351446

Foto: Matraca’s Image Bank

Share
MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

Todos os direitos reservados. 2006-2012 © VoucherPress | Agência de Notícias.
Está proibida a reprodução, sem limitações, de textos, fotos ou qualquer outro material contido neste site, mesmo que citada a fonte.
Caso queira adquirir nossas reportagens, entre em contato.

Desenvolvido por Dintstudio
Content Protected Using Blog Protector By: PcDrome.