Silvia Oliveira

Na categoria Antonina

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Carnaval de Antonina | 2010

Ao trocar um e-mail com uma amiga que mora em Minas Gerais disse a ela que iria para Antonina ver o carnaval mais famoso do Paraná. Quando me respondeu – surpresa – disse que sabia quase nada de lá e nem imaginava que nosso estado tinha tradição carnavalesca.

De fato, as cidades históricas do Paraná não têm o apelo das mineiras e a tradição carnavalesca não é bem nossa vocação. Mas o baile de carnaval de Antonina é um clássico. Atualmente, cinco agremiações vão para a avenida da minúscula cidade, que já foi um dos principais portos do Paraná.

São elas: Batuqueiros do Samba, Brinca Pra Não Chorar, Escola de Samba do Batel, Filhos da Capela e Leões de Ouro. Desde 2000 não há mais concurso oficial de escolas de samba na cidade O desfile local tem caráter folclórico e não prevê competição.

A folia é completa no Carnaval de Antonina: além dos desfiles de escola de samba, há bailes públicos e blocos carnavalescos. A Rua Carlos Gomes da Costa, que se transforma no sambódromo, fica coalhada de foliões. É recomendável chegar cedo para conseguir um bom lugar para assistir ao evento.

Não sou assim, uma foliona da gema, mas queria ver de perto a festa paranaense que atrai milhares de turistas todos os anos. É o evento mais soft que já vi. Sim, você vai encontrar alguns bebuns caídos na calçada, mas, de maneira geral, a plateia (assim como a passarela do samba) é formada por famílias de todas as gerações.

Tenho a impressão de que o dia mais legal para ir é segunda-feira de carnaval (fui no domingo). Neste dia acontece, há 20 anos, o desfile das Escandalosas – homens vestidos de mulher com fantasias caprichadas e criativas.

Do desfile das escolas, não espere carros alegóricos à la Marquês de Sapucaí. A tônica do Carnaval de Antonina não é o luxo, nem o desbunde das rainhas de bateria. É o encontro marcado com pessoas dispostas a se divertir – gastando pouco – num ambiente histórico que vai entrar para a sua biografia.

Fotos: Raul Mattar

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quinta-feira, 26 de março de 2009

Cidades históricas, Serra do Mar e Estrada da Graciosa: quando ir?

Depois da nossa microssérie viajando de trem, passando pelas cidades históricas e descendo a Estrada da Graciosa muitos deixaram comentários perguntando qual a melhor época para ir. E tem gente que já decidiu: a Priscila vem no feriado do dia 21 de abril e a Nair pensa em fazer a rota, quiçá, no primeiro de maio.

A única recomendação é: antes da viagem confira os sites de meteorologia. É que se chover ou a previsão for de neblina boa parte do passeio se perde. No caso da chuva, fica impossível transitar pelas cidades históricas e o bonito do casario vai rio Nhudiaquara abaixo.

Se a opção for conhecer a Serra do Mar de trem redobre a atenção. A viagem de ida acontece pela manhã, horário predileto dos nevoeiros. Portanto se o tempo não ajudar fica difícil ver qualquer coisa através das janelinhas dos vagões. O que significa que a paisagem – um dos pontos altos do passeio – fica para a próxima.

Alguns sites para consultar sobre o tempo – que vai ajudar, inclusive, em outras viagens:

Weather Brasil
É meu preferido. Ele dá a previsão (entenda, falei PREVISÃO…sempre pode haver surpresinhas, mas quase sempre acerta) com até 10 dias de antecedência.

ClimaTempo
Gosto deste também. Além de fazer as previsões é uma espécie de portal de notícias sobre o tempo.

Simepar
É o site de meteorologia do Paraná. Traz previsões de todas as cidades do estado inclusive as pequenininhas como Antonina e Morretes. O que não acontece nos outros.

Foto: Raul Mattar

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domingo, 22 de março de 2009

Hospedagem em Antonina

Antonina sobrevive do turismo e dos grandes eventos realizados na cidade. Mesmo assim as opções de hospedagem são poucas. Caso queira passar uma noite aqui, anote:

Hospedagem muquirana

Hotel Capelista
Fica a 3 quilômetros do centro, tem estilo pousada. É simples, mas tem qualidade no atendimento (os donos moram lá), internet banda larga e estacionamento. A partir de R$ 65,00 – quarto de casal.

Hospedagem classe média

Pousada Laranjeiras
Uma graça! Localizada no centro histórico (em frente à Igreja de São Benedito), tem jardins floridos e quartos com decoração temática. A partir de R$ 120,00 o casal, com delicioso café da manhã.

Momento extravagância

Hotel Camboa
Fica num prédio histórico do século 18. Tem piscina, sauna, lareira e laguinho de peixes. Em um pedaço do complexo estão as paredes de ruínas de antigas construções da cidade. Tem diárias a partir de R$ 170,00 o casal. Mas a extravagância está na suíte com vista para o mar: R$ 350,00 para dois, com café da manhã.

Foto: detalhe do Hotel Camboa, que tem um anexo formado por paredes de ruínas. (Raul Mattar)

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quinta-feira, 19 de março de 2009

As balas de banana de Antonina

Não minta. Nem negue o passado. A bala de banana de Antonina  já fez parte da sua vida e, consideravelmente, do seu estômago.  É um espécie de 7 Belo do Paraná. Só que infinitamente melhor. Quem come uma… quase sempre acaba com o pacote. Elas têm fama por aqui, mas já chegaram a vários estados brasileiros por meio da Indústria Soter, que fabrica o docinho há quase 35 anos.

No meu tempo eram vendidas na cantina do colégio estadual Hugo Simas em Londrina, onde cursei todo o ensino fundamental. Da última vez comprei um pacote – em Morretes! – de meio quilo por R$ 5,00. (Em Antonina é possível encontrar na loja de artesanato do mercado municipal.) Ali, rodeando as barraquinhas, escutei uma moça falando: “essas balas de banana são do tempo da minha vó”.

E pensei: será que ela está falando de mim? Hã!

Fotos: Raul Mattar

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Antonina: cidade histórica do Paraná

Não dá para entender. A 14 quilômetros de Morretes temos Antonina – que já foi uma das maiores sedes portuárias do Brasil. Ela tem o melhor carnaval do Paraná, um Festival de Inverno descolado, casario de cores fortes, ruínas seculares e também serve o Barreado, tradicional na gastronomia do estado.



   

Mesmo assim, é bem mais acanhada no quesito número de visitantes. Enquanto Morretes ferve aos domingos, Antonina se mostra pacata em meio a 300 anos de história e construções coloniais. Nos fins de semana (quando não há eventos), a maioria das lojas fecha e nem a reforma no Mercadão Municipal alavancou o turismo local.

Para começar a Estação Ferroviária de Antonina está desativada. Quem fizer o passeio de trem até Morretes deve pegar lá um ônibus metropolitano da Viação Graciosa para chegar até aqui. São 40 minutos de viagem. O bilhete custa R$ 3,20.  O prédio da estação foi erguido em 1916 e passou por uma grande restauração. Hoje abriga um espaço cultural e Centro de Apoio do Turismo e Esporte.

A cidade viveu seu tempo áureo no Ciclo da Erva-Mate, no século 19. Ruínas de um antigo depósito da erva oferecem uma vista charmosa da Baía de Antonina. Ah, e mais essa: por aqui tem mar! Pena que o trapiche, próximo à Praça Feira-mar, esteja interditado há quase dois anos e embora uma placa do governo instalada no local prometesse o fim da obra para fevereiro, o acesso continua bloqueado.

   

Com calçadas de pedra, Antonina tem patrimônio tombado, uma tentativa de preservar – além da história – a memória do lugar. O pequeno município de 20 mil habitantes é também berço de diversas manifestações populares e folclóricas como o Fandango.

    
   
Aproveite para gastar todos os gigas do seu cartão da máquina fotográfica aqui. Se você pegar um fim de tarde ensolarado vai presenciar a cidade paranaense mais fotogênica do litoral. É o típico caso em que os detalhes fazem a diferença.

Conheça a igreja matriz, vislumbre o colorido sem precedentes dos casarões. Mas não se anime muito com o mercadão municipal. Parece pegadinha. O mercado – que como qualquer outro do gênero deveria ter frutas, legumes, lojinhas e iguarias – tem apenas UMA loja de artesanato, UMA mercearia, UM restaurante e… só! Todos os outros espaços estão disponíveis para locação. Desde 2007!

O que recomendo é passar pelo mercado, no único restaurante do local – o Cantinho de Antonina – para comer o pastel de siri. Custa R$ 3,00 e a vista para a baía sai de graça!

Fotos: Raul Mattar – menos as do mercadão e do pastel que pertencem ao Matraca´s Image Bank.

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MATRAQUEANDO - Viagens e Comidinhas | Por Sílvia Oliveira | Jornalista | Curitiba, BR

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