Silvia Oliveira

Na categoria Veneza

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Veneza, a saudade do dia


Veneza: a única cidade com cotidiano anfíbio plantada sobre um oceano há mais de 16 séculos. (Foto: Raul Mattar)

Ando com o coração apertado.

Ao rever fotos, trabalhar na nossa série Europa Barata, conversar com amigos que acabaram de chegar de lá (culpa sua, Alessandra!), organizar tickets, guardanapos usados, rir com os vídeos pessoais…

Lembrei-me do blog da Luisa, o fascinante Arquivo de Viagens. No texto introdutório ela destaca: a ordem dos posts será completamente aleatória, posso falar de uma viagem que fiz ontem, ou há 3 anos: o critério utilizado será tão-somente a minha “saudade do dia”.

É isso. Veneza é hoje minha saudade do dia.

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sexta-feira, 03 de outubro de 2008

As balinhas de Murano

Quando você estiver indo ou voltando de Florença, provavelmente passará por Veneza – aquela cidade anfíbia plantada sobre um oceano sobre a qual já falamos aqui e aqui.

Do ladinho de Veneza, a 25 minutos de vaporetto, está a ilha de Murano, famosésima por sua arte em vidro. Vai dar vontade de levar tudo para casa: espelhos, abajures, vasos ou bijuterias.

Mas contente-se com as famosas balinhas de Murano. Delicadas, coloridas, combinam com qualquer ambiente. Como não tomam muito espaço na mala, são uma ótima ideia para trazer como souvenir.

Além de se livrar da cafonice das máscaras da vizinha Veneza, você vai fazer parte daquele seleto grupo que possui um cristal murano – legítimo! – em casa. Por 10 euros, a dúzia.

Foto: Raul Mattar

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terça-feira, 31 de julho de 2007

Veneza: nem Julio Verne daria conta

Se o tal concurso para escolher as novas maravilhas do mundo fosse para nomear as cidades mais incríveis do planeta, Veneza seria hour concour.
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De tão extraordinária foi o destino escolhido para abrir meus posts internacionais do Matraqueando, há mais de um ano.
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Estive lá pela primeira vez em 1997. Voltei 10 anos depois e continuo achando a mesma coisa: nem Júlio Verne teria tanta imaginação para tirar do fundo do mar uma cidade plantada sobre um oceano, totalmente anfíbia, onde táxi, viatura, ônibus e até carro de boy são modestas embarcações.
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É um vai e vem de balsa, gôndola, barco e lancha e um sobe e desce de pontes e canais, passando pelas mesmas construções que um dia inspiraram Vivaldi a compor As Quatro Estações.
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quinta-feira, 11 de maio de 2006

Veneza: cotidiano anfíbio

Acredite, fora o mar Adriático que insiste em dar um passeio de vez em quando pela Piazza San Marco, Veneza não mudou um só preguinho de lugar desde sua fundação.

Sabe-se lá o que é uma cidade rodeada por 118 minúsculas ilhas, todas alinhavadas por mais de 400 pontes e canais, onde não existem carros e os ônibus são curiosas embarcações, que lembram mais uma chalana mato-grossense?Arf! São mais de 1600 anos de história e a fotografia, a geografia, as construções (!), TODAS, são as mesmas!

Decidi abrir meus posts internacionais com Veneza porque essa é a cidade mais surreal que já conheci. Não é nem a minha preferida de todas, mas a mais surpreendente.Entre todos os estereótipos criados para os casais apaixonados que elegem esta cidade para passar a lua de mel, andar de gôndola (uma espécie de canoa sofisticada), é o maior deles.

Os gondoleiros, cantarolando músicas venezianas, atravessam a Ponte de Rialto, levando gente apaixonada e turista curioso. Perder-se nas ruas estreitas e quase sempre encharcadas é o programaço desta inconcebível paragem italiana: ficar andando, atravessando pontes, pulando poças, imaginando a Veneza que motivou Vivaldi a compor As Quatro Estações.Não se preocupe, todos os caminhos dão na água e levam sempre de volta à Piazza San Marco.

Depois de uma manhã circulando em Veneza passei pelos mesmos canais, vi as mesmas obras, senti os mesmo cheiros e, provavelmente, até toquei as mesmas construções que inspiraram as pinturas de Rafael e Giotto.

A cidade, em si, é seu principal monumento. Lembra da Ponte dos Suspiros?Fica em Veneza. E do conquistador Casanova? Nasceu aqui.

Não sei se nem mesmo o lunático e criativo Júlio Verne teria tanta imaginação para tirar do fundo do mar uma cidade como esta, única no mundo, plantada sobre um oceano, com um cotidiano anfíbio, absolutamente intocada há mais de 16 séculos.

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