Família Matraca
sexta-feira, 01 de julho de 2011

Como podem ver, a holding Sílvia Oliveira – Eventos Criativos (ou Matraca’s Party Designer) não para de crescer. Nosso último – e trabalhosíssimo evento – foi o aniversário de três anos da Matraquinha. Tudo começou quando eu decidi que a festinha ia ser com o tema da abelhinha. Num súbito rompante de rebeldia precoce, a minha “nenê” tascou: eu quero uma festa da Barrrbie – assim, com o “r” bem norte-americano.
Foi um choque. Eu nunca nem sequer havia comprado Barbies para a Mariana. E ela também não tinha nada (roupas ou acessórios) da famosa boneca. Além do que, não sou fã daquelas festas cheias de painéis e balões, muito menos com esses personagens tradicionais, quando não, cafonas! Para mim, esse tipo de decoração polui um pouco o visual – além de atrapalhar o fundo das fotos na hora do Parabéns! (Ai, sou chatíssima, eu sei!)

Para não dar o braço a torcer, fiz a tal festa da abelhinha na escolinha dela aqui em Curitiba. Já a festa da Barrrbie (que na verdade foi transformada em um delicado encontro cheio de princesas) foi na casa da minha mãe, em Londrina. Penei um monte para tentar montar o “projeto” da festa. Mas o primeiro passo foi definir as cores. A Mariana só falava em “rosa” e eu só pensava em “lilás”.

Como eu ainda tenho algum domínio sobre a minha filha de três anos decidi que ia ser lilás, com alguns toques de rosa (para agradar à pequena) e violeta. Modéstia às favas, achei a escolha acertadíssima, porque o resultado final ficou exatamente como imaginei. Concentrei meu trabalho na montagem das mesas dos convidados e na mesa de doces. Mandei fazer bases de sousplat em MDF no Pradela Móveis & Design (de Curitiba) e pedi para o Ateliê Julia Maria (de Londrina) confeccionar capas para os suportes de pratos nos tons lilás puro e lilás com delicadas florzinhas brancas. A ideia de fazer os guardanapos em forma de laço – bem apropriado para uma festa infantil – também veio do ateliê e eu aprovei na hora.


Já minha mãe – juntamente com suas 262 irmãs – vestiram, no melhor estilo Victor Valentim, mais de 20 bonecas Barbies, com um modelo de vestido mais deslumbrante do que o outro. Elas criaram, costuraram e colocaram as bonecas em ação. Elaboraram pequenas jóias (brincos e colares) e fizeram penteados especiais. Não satisfeitas com a produção, minhas tias também vestiram mais umas 30 bonequinhas, uma espécie de microbarbie, para a felicidade absoluta da aniversariante que estava radiante! Na verdade, quando minha mãe me falou que ia vestir algumas bonecas eu fiquei contrariada, não sabia se aquilo ia dar certo, se ficaria bonito ou trash. Mas quando vi o resultado, quase caí dura. Ficou simplesmente lindo! Até a Mariana ganhou uma Barbie-Sósia, uma das bonecas estava com uma roupa (feita pela vovó também) igualzinha a da aniversariante.


Um mês antes do evento preparei os convites (que levavam um delicado vestidinho lilás feito em sracpbook e decorado com strass) e já comecei a confeccionar os itens que iam compor a mesa de doces. Tudo, incluindo o cardápio que ficou sobre as mesas, seguia a linha do convite – além de manter o monograma com a letra “M” que também acompanhou vários elementos na decoração das guloseimas. Uma das coisas que eu mais queria fazer eram as garrafinhas de água decoradas. Apostei num tom violeta para contrastar. São super fáceis de montar e achei que ficou bem bacana.


Utilizando técnicas e ferramentas de scrapbook produzi algumas latinhas que levavam balinhas dentro. Preste atenção no detalhe do strass colado na latinha. Fofo!!! Aproveitando a mesma linha de cores e papéis aproveitei para embalar deliciosas barras de chocolate que havia recém trazido de Gramado. Sem contar que – sei que você não vai acreditar – TODOS os doces especiais também foram feitos por mim. POR MIM! Pronto, falei mais alto para você não pensar que estava tendo alucinações ao ler este blog!



De Brigadeiro de Copinho a Cupcakes, passando por delicados Petit Verres de Chocolate Noir a Cestinhas de Chocolate com Physalis, a mamãe Silvinha (como carinhosamente sou chamada pela Mariana) quase teve um siricotico de tanta correria… mas deu conta do recado. Até meu pai botou a mão na massa e cuidou das bebidas e tratou de providenciar na última hora o bolo – o BOLO! – que eu havia esquecido de encomendar! Claro que jurei por tudo e por todos que nuuuunca mais ia fazer uma festa na vida… até começar a pensar na próxima. Hohohoho!

O clã da Família Oliveira.


Já as comidinhas do evento foram inseridas num regado café colonial. Um cardápio simples, sem muita complicação. Até queria ter enfeitado mais a mesa dos salgados, mas sem chance. Às duas da tarde (a festa já estava praticamente começando) eu ainda estava tostando – no sentido mais literal da palavra – algumas receitas de cupcake. Mas as minhas queridas garçonetes Margareth e Rose deram conta do recado e montaram uma charmosa mesa com frios, pães, geléias, café, sucos e todos os etcs que convém a esse tipo de menu. A festa, apesar de todos os detalhes, foi um encontro familiar. Reunimos pessoas queridas, minhas amigas que conheci há 20 anos na universidade (e até hoje fazem parte da minha vida) e até um casal de amigos curitibano percorreu 400 km para prestigiar a herdeira.
O clã da Família Mattar veio especialmente de Maringá.

Os arranjos de flores também foram montados por nós, quer dizer, pela minha mãe – para ser mais exata. Comprei estes baldinhos de alumínio na loja Tok e Stok. As flores – que mesclavam vários tons de lilás, rosa e branco – nós adquirimos em maços fechados na Floricultura Shangri-lá de Londrina. Fica quase três vezes mais barato você comprar o ramalhete e montar do que pedir para a floricultura fazer este trabalho.



Família Matraca, ativar!
Mas o tranchã mesmo da festa foi a lembrancinha oficial, um sachê em forma de vestidinho que vinha pendurado num micro cabide. Um fascínio! Também produção e execução do Ateliê Julia Maria – com apoio e finalização das 262 irmãs da minha mãe, claro! Além disso, tivemos todas aquelas atividades inerentes a um evento com este público: cama elástica, bolha de sabão, pintura, massinha e outra mesa (além da oficial) com quitutes disponíveis para a molecada como gelatina, pipoca, marshmalow e docinhos tradicionais. A Mariana, em êxtase com sua “Festa de Barbie”, realizou o sonho dela… e eu, com certeza, também alcancei o meu! Rá!

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Fotos: Raul Mattar, Alessandro Pradela e Matraca’s Image Bank
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tudo bem que a festinha já foi há quase um mês. Mas para quem faz do blog um livro de memórias como eu, nunca é tarde para registrar esses momentos. Como sabem, não tenho muito o que fazer na vida. Então, resolvi preparar um encontro com poucos e bons amigos – não mais do que 15 pessoas – para o aniversário do marido. Já aviso: as fotos são só para lembrança… uma vez que o fotógrafo oficial do brogue estava de folga nesse dia.

O detalhe é que eu não sei “só” chamar o pessoal, comprar cerveja e assar uma carninha… eu preciso “inventar moda” ou “arrumar sarna para me coçar” – como muito bem define o Raul.

Primeiro, escolhi os tons preto e branco para o aniversário. Comprei uns cachepôs pretos e pedi que uma floricultura fizesse um arranjinho não muito caro com flores brancas, tipo lisianto e boca de leão. Uma belezura. O destaque ficou por conta dos quitutes. Decidi que o menu seria baseado em comida de boteco: carne de onça, mandioquinha e polenta fritas, charque acebolado, alcatra em tiras e torresminho. Não, não cozinhei nada disso. Comprei tudo pronto na Casa di Bel, um lugar delicioso para almoçar, jantar ou petiscar em Curitiba. Falando em menu, elaborei um cardápio em scrapbook para que os convidados pudessem acompanhar a comilança.


Por minha conta, ficaram algumas entradinhas: verrine de salada tropical (a receita a gente já deu aqui) e sushis. Sim, aprendi a fazer sushis!!! Tudo bem que sushi não tem nada a ver com comida de boteco. Mas eu precisava treinar – e exibir – os dotes do meu curso de sushi-woman recém concluído… hohohoho!

Nas mesas deixei um mix de castanhas que preparei com pistache, castanha de caju, amendoim, semente de abóbora e uva passa. Distribuí os nuts em copinhos pretos e brancos – desses que a gente compra em casas de embalagem. Em travessinhas de porcelana montei um clássico patê de azeitona preta de um lado e berinjela escabeche do outro – tudo acompanhado de torradinhas, fatias de wrap e grissinis. Ah, os grissinis coloquei em taças. Uma graça!!!

Já na bancada maior aproveitei meus recipientes de porcelana próprios para finger food (comidinhas que a gente come com as mãos) para montar o cenário. Essas colherzinhas chinesas comprei na loja Tok Stok. Elas foram perfeitas para acomodar os pãezinhos com carne de onça.


De sobremesa havia bombons variados, brigadeiro de colher, tortinha de limão no copo e… frutinhas - rá rá rá - para ajudar na digestão. Foi um momento muito especial para o maridex: os irmãos vieram de Maringá com a sobrinhada e a sogrinha querida (dele!) – leia-se: minha mãe! – também veio prestigiar o “evento”!
Fotos: Raul Mattar, Alessandro Pradela e Matraca’s Image Bank
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segunda-feira, 04 de outubro de 2010

Quem tira foto jacu é mais feliz!
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quarta-feira, 04 de agosto de 2010
Na dinastia dos Matracas Bourbon eu sou a segunda. A Matraca I, claro, é minha mãe. Viajante, mochileira e farofeira-chic de mão cheia, ela não poderia deixar de inventar uma moda – que não fosse deste tamanho – para comemorar os seus (dela!) 55 anos.
Aliás, não foi a primeira vez. Quando ela completou 50, a festa foi japonesa. Todo mundo de quimono e samurai… e dá-lhe sushi e sashimi! Agora, mesmo passado o boom “Raj & Maya”, a Matraca-mor apostou no tema indiano.
A comemoração era dupla: além de celebrar o aniversário, meus pais inauguravam um sonho: a super-mega-top-plus casa recém construída, onde foi realizada a festa – íntima, não mais que 70 pessoas – somente para familiares e amigos muito próximos.
Tudo isso tem um significado: sabe-se lá o que é se casar com 16 anos (minha mãe) ou aos 19 (meu pai) – atualmente ambos contadores – ter três filhos, tudo carreadinho, e trabalhar uma vida toooooda, dar tuuuudo pros filhos e ainda conseguir tirar da planta (depois de 38 anos juntos!) um casarão lindo para chamar de seu?
Foi uma noite memorável. Convites e lembrancinhas foram todos feitos pela minha mãe e suas 282 irmãs. No cardápio, frango ao curry, carneiro, bebidas e doces típicos. Contratamos uma bailarina e um músico indianos – levados daqui de Curitiba para Londrina – que deram um showzão à parte. Segue o fotolog do “evento”.

Detalhe da pintura nos pés da bailarina Sri Rhade, contratada para a festa.

Sri Rhade em ação.

Tudo tem um significado religioso para os indianos.

A querida Sri Rhade ficou duas horas (duas!) ajudando a vestir o sari de todo mundo.

Toda a decoração, até o arranjo de mesa, foi idealizada pela aniversariante.

Minha mãe – de vermelho – com suas 282 irmãs.

Acredite, depois do jantar elas também apresentaram uma dança “indiana”. Rá!

O que a gente mais fez nesta festa foi pose.

Familia Matraca: tentando salvar o que sobrou do sari da Mariana, já toda descabelada.

Meu irmão caçula, Rodrigo, meu pai (Pedro), minha mãe (Sílvia) e minha cunhada Flávia.

Meu irmão do meio (sim, sou a mais velha!) e minha cunhada Lúcia.

Vovó Maguéla e os netinhos Arthur e Pedrinho.

Os convidados entraram no clima e foram todos à carater.

Lembrancinhas: uma caixinha com incenso e um álbum feito em scrapbook com fotos da familia.

Não sei como a Glória Perez não me descobriu para interpretar a Maya de “Caminho das Índias”.

Eu tentando filmar a apresentação de dança indiana e a Mariana – já sem o sari – no colo da vovó.

O cantinho das fotos foi disputadíssimo.

Todo mundo queria aprender as posições dos dedinhos indianos.

Minha mãe colocou um aplique nos cabelos. Os adornos foram comprados em Curitiba.

Are baba total!
Fotos: arquivo pessoal
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Foi há 14 anos para ser mais exata. (Impressão minha ou o Raul estava mais magro?) A gente se conheceu no SBT, em Maringá, no meu primeiro emprego como jornalista. Ele já trabalhava lá há tempos e foi designado para ajudar a foca de madeixas longas que nem sabia direito segurar o microfone. Casamos no dia 23 de fevereiro de 2006, no mesmo dia em que completávamos 10 anos de… namoro! Sim, eu sou persistente. O final da história você já conhece.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quanto tempo falta?

Oi, falta muito?

Já chegôUôôuôu?

Onde fica esse reino?
Fotos: Matraca’s Image Bank
sábado, 30 de maio de 2009
Não, não fui direto me entupir de chocolate. Descarregamos as malas primeiro. Já eram quase três da tarde quando desembocamos na cidade. Demos a atenção necessária para Mariana – trocar fralda, esquentar papinha, fruta de sobremesa.

Encapotamos nossa pequena – estava 7 °C graus, com previsão de fazer 2 °C na madrugada – e desembestamos pela Av. Borges de Medeiros, uma mistura da chiquete Oscar Freire de São Paulo com a cheia-de-gente-descolada Vila Capivari de Campos do Jordão.

Primeira parada: chocolate quente no café/restaurante da empresa Caracol, tradicionalíssima no ramo. Pedi o Latte Submarino, uma taça de leite espumante com uma barra de chocolate preto mergulhada, por R$ 6,00. O Raul pediu o Chocolate Quente Cremoso com Chatilly. Dos deuses, parecia brigadeiro derretido. Achei mais gostoso do que o meu. A xícara saiu por R$ 7,50.

Aproveitamos para zanzar pelas lojinhas da avenida, priorizando as casas-tentação. Entramos também no Chocolate Planalto. Não tem o glamour da Caracol, mas o produto é delicioso e bem mais em conta.

Depois (tudo ali mesmo, na Av. Borges de Medeiros) entre dezenas de portinhas, você também encontra a Lugano que – como todas as outras – tem grande preocupação com a qualidade da matéria-prima e acabamento do chocolate.

Jantamos e voltamos cedo para a calefação do hotel. Porque o fim de semana promete. Brrrrrr. Sigam-me os bons!
Fotos: Raul Mattar