Silvia Oliveira

Na categoria Buenos Aires

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Buenos Aires: qual o melhor bairro para se hospedar

Onde ficar em Buenos Aires

Pela minha experiência com o guia O Barato de Buenos Aires, a capital portenha continua sendo o primeiro destino internacional da maioria dos brasileiros. E assim como Londres, Paris, Lisboa, Madri e Nova York, a cidade tem bairros bem definidos com características próprias.

Onde ficar em Buenos Aires vai depender de muitas variáveis como estilo e objetivo da viagem. Preparei um apanhado bem completo bairro a bairro com vantagens e desvantagens de cada um. Fique à vontade para escolher aquele que combina mais com você ou aquele que você considerar o melhor bairro para se hospedar aqui!

Continue lendo o texto…

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terça-feira, 25 de junho de 2013

Salão do Automóvel de Buenos Aires | Por Raul Mattar

Enfim, o Raul — nosso fotógrafo oficial — estreia como redator aqui no Matraqueando. Bão, segundo ele, não é para eu me acostumar. Rá! Na verdade, eu estava com um pé na Zoropa quando chegou o convite da Ford Brasil para fazermos a cobertura do Salão de Automóveis de Buenos Aires.

Como você sabe, o Matraqueando não participa de viagens patrocinadas para divulgar destinos, fazer reviews de hotéis ou resenhas de companhias aéreas. Por isso mesmo achamos bacana este convite: uma oportunidade jornalística de dar um pulinho na capital portenha para mostrar para vocês o evento em si.

Nosso enviado especial conta como foi!

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Raul Mattar | Texto e fotos

Geral_Salao_03

Tô nervoso. Sei que sou suspeito para falar, mas acho os textos da Matraca imbatíveis na blogosfera e escrever para vocês é um desafio enorme para mim.

edicao especial comemorativa dos 50 anos do Porsche 911 Carrera S 1963

Edição comemorativa dos 50 anos do Porsche 911

Eu queria mesmo era só publicar um post com fotos (meu ofício), mas a dona da bagaça aqui me obrigou a fazer um texto completinho sobre o 6º Salão do Automóvel de Buenos Aires.

Bonito_Tambem_Pordentro

Kuga

Novo Kuga: modelo global da Ford que será vendido na Argentina em 2013

Conversivel

Nada mais justo. O evento é muito bacana e até quem não entende muito do assunto vai gostar de dar uma passada por lá. Sabemos que o Salão do Automóvel do Brasil é o maior da América Latina, mas o nosso amigo portenho também impressiona nos números: são quase 370 carros de 27 marcas expostos numa área de 45 mil metros quadrados. Este ano o parque de exposições La Rural ganhou mais um pavilhão, diga-se.

Grade_Audi_Det

Para quem não sabe, o Salão do Automóvel de Buenos Aires é bienal e se alterna com o do Brasil. Por lá você verá modelos como o Citroën C4 Aircross e o Fiat Panda 4×4, que não chegarão em terras tupiniquins tão cedo.

Uma prova de que os argentinos gostam de velocidade era a quantidade de modelos de competição expostos no salão (por lá eles adoram o Turismo de Carretera, uma espécie de Stock Car).

Carros_Rally

Um dos lançamentos esperados do salão era o novo Focus da Ford, nas versões Hatch e Sedã, que chega ao Brasil no segundo semestre.

Focus_Frente_1

Focus_Traseira_sedan_

O design foi todo renovado e traz alguns itens com tecnologia avançada como o sistema de multimídia MyFordTouch com tela de oito polegadas, controle de estabilidade, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, partida sem chave, seis airbags e faróis de xenônio, conhecido como xenon. (A Sílvia, ao ler o texto, pergunta o que é “xenônio”). Abrimos para os universitários? :)

Focus_Hatch_Traseira_Detalhe

Foto_Com_Tablet

Realmente o design do carro ficou lindo. Eu já tive um Ford Fiesta e todas as alterações nestes carros da montadora nos últimos anos, não deixam nada a desejar para muito carro importado.

Carro_Conceito_01

Evos Concept: evolução do Design Kinetic

focus_Eletric

Focus Eletric: de olho na sustentabilidade

O estande da Ford, chamado de Design Hall, também abriga o Kuga, o Focus Eletric, o Ford GT e o sensacional Evos Concept, que inspirou a evolução do Design Kinetic, um conceito desenvolvido pela Ford que permite a “visualização dinâmica de condução através de elementos externos e internos de design.”

Ford_GT

 Ford GT: esportivo de edição limitada

Mustang - Salao do Automovel Buenos Aires 2013

Mustang Shelby GT500 Cabrio: o motor mais potente do mundo

Sem contar que o Mustang Shelby GT500 Cabrio, o veículo de produção com o motor V8 mais potente do mundo e última parceria de Carroll Shelby com a Ford, foi um destaque a parte.

Focus_Lancamento_Imprensa

Salao do Automovel de Buenos Aires 2013

Claro que não poderia deixar de mencionar que havia máquinas de todos os tipos, como nossas hermanas recepcionistas. (Caso você tenha lido esta frase é porque eu não fui censurado, mas talvez tenha que dormir na sala hoje!) Ho! Ah, leitoras feministas, é só uma brincadeira clássica e infantil. Não precisam colocar fogo no blog. 😀

Honda_Civic

Pista off-road para testes_01

Outro detalhe interessante do salão foi a pista off road do lado de fora do pavilhão para testar os veículos utilitários e carros de passeio.

Fiat_Mio

 Fiat Mio: carro conceito

Pedaco_Carro

Carro_Conceito_BB

Revolte da Citroën: carro conceito focado nas mulheres

Carro eletrico

Há uma sequencia de carros/protótipos conceitos (concept car) para fazer qualquer um sonhar. Mas não faltou também uma bela exposição de carros antigos pra quem gosta da história da evolução do setor. 😀

Carro_Antigo_02

Carro_Antigo_Det

É isso. Espero que tenham gostado!

SERVIÇO

6º Salão de Automóvel de Buenos Aires

Local: Centro de Exposição La Rura | Av. Santa Fé, 4201 | Palermo (A estação de metrô mais próxima é Estación Plaza Itália).

Quando: até 30 de junho de 2013.

Horário: 12h às 22h.

Entrada: 50 pesos

mapa la rural

Leia também:

O dia em que um caminhão me levou de volta ao Deserto do Atacama | Por Raul Mattar

Templo Budista de Foz do Iguaçu | Por Raul Mattar
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O Raul fez a cobertura do Salão do Automóvel de Buenos Aires a convite da Ford Brasil. Siga o Raul no Instagram: @raulmattar
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Nota | Você sabe, mas não custa lembrar: o Matraqueando não aceita convites nem participa de viagens patrocinadas para divulgar destinos. Toda informação que você encontra aqui para planejar sua viagem é isenta e resultado da nossa visão como turista comum sem intervenção comercial de ninguém.
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Atualização |  Quando este post foi publicado recebeu diversos comentários. Mas por causa de um bug no blog o artigo foi excluído sem querer e perdemos todas as mensagens deixadas aqui. Conseguimos republicá-lo, mas infelizmente não foi possível recuperar os comentários. Obrigada a todos pela compreensão!

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quinta-feira, 07 de fevereiro de 2013

Buenos Aires | Post-índice

Aqui está nossa série sobre Buenos Aires. Novos posts sobre este destino serão sempre acrescentados a esse índice. Preços e horários podem sofrer alterações. Restaurantes fecham e hotéis mudam de dono. Para evitar aborrecimentos informe-se antes de ir!

Introdução e dicas gerais

Buenos Aires: dicas e informações essenciais

Buenos Aires: qual o melhor bairro para se hospedar

40 dicas de atrações grátis em Buenos Aires

Supermercados em Buenos Aires:  onde é melhor comprar

Buenos Aires: qual a sua dica imperdível? (+ de 50 dicas de leitores na caixa de comentários)

Buenos Aires: 10 motivos para ir

Guia gay de Buenos Aires

Buenos Aires bairro a bairro

(Clique sobre o nome do bairro para saber como chegar, o que fazer, onde comer e onde comprar em cada um deles)

La Boca

San Telmo

Centro e Monserrat

Puerto Madero

Recoleta

Palermo

Abasto

Villa Crespo

Onde comer em Buenos Aires

Chá da tarde no clássico Hotel Alvear

Brunch do Hotel Fierro: ensaio gastronômico no Hernán Gipponi Restaurante

Al-Zein: restaurante árabe autêntico no bairro Las Cañitas

Crizia: cozinha contemporânea singular em Palermo SoHo

El Sanjuanino: ponto certo para excelentes empanadas caseiras

La Querência: cozinha regional trancham na Recoleta

La Biela: tradicional e histórico café na Recoleta

Vasalissa: muito além do alfajor e do doce de leite

El Obrero:  o bodegón mais cultuado de Buenos Aires

Gran Parrilla del Plata: o nome já entrega onde comer a melhor carne de San Telmo

Ivan Express: o quiosque mais ajeitado da Calle Florida

Onde ficar em Buenos

Como alugar apartamento de temporada em Buenos Aires

SoHo Point: apartamento clean em Palermo SoHo

Onde comprar em Buenos Aires

Região dos Outlets

Passeios clássicos e inusitados em Buenos Aires

Farmácia de la Estrella: a mais antiga botica de Buenos Aires

Feria de San Telmo:  antiguidades, badulaques e os melhores personagens de Buenos Aires

Buenos Aires Design:  primeiro shopping temático da Argentina dedicado à casa e à decoração

Fundación Proa:  centro de arte contemporânea renova o ponto mais turístico de Buenos Aires

Papelera Palermo: show de criatividade no bairro mais descolado de Buenos Aires

Milongas

Cinco milongas em Buenos Aires: escolha a sua!

Buenos Aires com crianças

O museu onde é proibido NÃO tocar!

A primeira loja do mundo da Barbie está em Buenos Aires: veja como visitar!

Museo de los niños: onde adulto só entra acompanhado!

Buenos Aires combina com:

Colonia del Sacramento (Uruguai) (Veja como chegar, onde comer e o que fazer no bate e volta mais famoso desde Buenos Aires.)

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Soho Point: apartamento clean em Palermo SoHo, Buenos Aires

[Post atualizado em março de 2015] O Soho Point é mais um entre tantos apartamentos para alugar em Buenos Aires. A diferença é que você pode fazer a reserva com direito a cancelamento grátis até a data estipulada pelo proprietário.

E mais: não é necessário caução nem adiantamento. Para quem não sabe, ao reservar um apartamento em Buenos Aires (como em todo o mundo) é necessário — além de pagar uma taxa de adiantamento — deixar uma caução (em torno de US$ 400 para uma semana).

Mas o que me fez mesmo optar por esta hospedagem foi a localização (no coração de Palermo Soho, o bairro descoladinho da cidade) e a avaliação dos hóspedes no TripAdvisor (beirava os 100% de satisfação) e no Booking.com (com a surpreendente nota 9,2).

Como fui a Buenos Aires só com o Raul (filhota ficou com a avó) e só por 3 dias, não abri mão de uma hospedagem que não me agradasse do princpío ao fim!

O resultado foi excelente! Acompanhe:

Reserva: pode ser feita no Booking.com. O site não cobra taxa de reserva e tem cancelamento grátis para a maioria dos quartos, inclusive este.

O apartamento: quarto, sala, banheiro e cozinha equipada com fogão, micro-ondas e frigobar. Tem ar-condicionado, calefação e wi-fi grátis. O quarto é para duas pessoas, mas acomoda uma terceira pessoa pelo mesmo valor da diária. Nesse caso, tem que pedir uma cama suplementar. Portanto, o custo-benefício melhora significativamente para quem viaja em 3 pessoas ou família com um filho, por exemplo. Não há berço.

Localização: na calle Malabia, esquina com Honduras. A três quadras da Plaza Serrano ou da Plaza Armenia. O aeroporto Aeroparque está a 20 minutos de carro. Está rodeado de lojas, restaurantes e cafés. Há supermercado a 100 metros e uma Le Pain Quotidien a  duas quadras.

Check-in: o proprietário Mariano acompanha seu voo e estará lá na hora da chegada para dar as chaves para você.

Pagamento: o pagamento deve ser feito em dinheiro (pesos argentinos), integralmente, no check-in. Não aceita cartão de crédito.

Check-out: caso seu horário de partida não coincida com o do proprietário é só deixar as chaves dentro do apartamento e…adios.

Vantagem: se der algum problema no apartamento (nossa calefação não desligava, por exemplo) o proprietário, o jovem e simpaticíssimo Mariano, mora ao lado. É só tocar a campainha dele.

Preço: US$ 110 (diária), US$ 550 (semana) e US$ 910 (quinzena). A pegadinha é que sobre este valor incide 21% de imposto. Mas durante toda a reserva isso fica muito claro. Portanto, o preço final da diária  — para quem fica menos de uma semana — é de US$ 133. Tratando-se de Buenos Aires, não é nenhuma bagatela. Eu também não estava a procura de uma hospedagem muquirana. Levando em consideração o que eu estava disposta a pagar pela minha micro lua de mel saí extremamente satisfeita. No entanto, na tarifa semanal este valor cai para US$ 95 a diária, já com os impostos incluídos.

SERVIÇO:

Soho Point

Local: Calle Malabia, 1577 | Palermo Soho | Buenos Aires

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Buenos Aires bairro a bairro

La Boca

San Telmo

Centro e Monserrat

Puerto Madero

Recoleta

Palermo

Abasto

Villa Crespo

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Pagamos todas as nossas despesas de viagem. Não aceitamos convites nem cortesias. Sempre nos hospedamos anonimamente nos hotéis indicados. A proposta é mostrar para você uma resenha íntegra e isenta do lugar. Aqui, você pode confiar!

Disclaimer | Este post contém links para o Booking.com (parceiro comercial do blog) inseridos espontaneamente pela autora. O Matraqueando não faz post patrocinado.
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Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados. 

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Brunch do Hotel Fierro: ensaio gastronômico no Hernán Gipponi Restaurante, em Buenos Aires

Não sei exatamente o que você espera de um brunch — mas se pensa que vai encontrar aqui uma mesa abarrotada de medialunas, bolo nega maluca, empadinhas, mortadela e pão francês ao lado de pratinhos-sirva-se-à-vontade — pode tirar o cavalinho da chuva. O brunch do Hernán Gipponi — chef argentino que dá nome ao lugar — é uma experiência poética, vai muito além do ato simples e puro de comer.

Quem deu a dica foi a Sylvia Lemos que há meses tentava fazer uma reserva na casa. Ela chegou a ficar em lista de espera e só na semana em que desembarcou em Buenos Aires é que acabou conseguindo confirmar nossos lugares. O Hernán Gipponi Restaurant fica dentro do Hotel Fierro, em Palermo Hollywood. O chef argentino tem fama internacional e já trabalhou em restaurantes 3 estrelas na Espanha.

Desconhecido da maioria dos brasileiros, o brunch do Hotel Fierro tem um passo a passo milimétrico, coordenado pelo garçom que acompanha sua mesa. O cardápio é extenso e todos os itens do menu vão chegando na hora certa e no momento adequado. A Sylvia, o Mario, o Raul e eu nos sentamos comodamente no acanhado restaurante (por isso é tão difícil conseguir uma reserva, o lugar acomoda menos de 30 pessoas) e logo recebemos uma salada de frutas, suco de laranja e um shot de suco de frutas e beterreba.

Pães, geleias e dulce de leche acompanham o café ou chás variados, à sua escolha. Mas o delírio começou com o primeiro prato propriamente dito: ovos bendeditinos. Taí uma receita muito difícil de fazer. Deixar a gema molinha sem o cheiro ou sabor forte característico do ovo não é para qualquer cozinheiro. Eu coloquei um pouquinho mais de sal e… quase lambi o prato. Sabe quando dá vontade de pegar uma casquinha de pão e raspar a tigela?

Em seguida, chega o Langostino con panceta — nada original, mas perfeito! Camarão cozido, enrolado no bacon e temperado no ponto. Folhinhas verdes para suavizar a textura do prato. E mais, olha que apresentação gentil. Simples, mas harmônica.

Iscas de berinjela acompanhadas por uma pasta de tomate e orégano surpreenderam. Sequinhas e crocantes, pareciam até peixinho frito. Uma cumbuquinha de guisado de Lentilhas com Matambre de Porco foi o momento sustância do brunch.

Depois dos ovos beneditinos o que mais me agradou foi o Bife Angosto Curado e Ahumado, uma espécie de contra-filé defumado e cortado em lascas finas. Estava perfeitamente escoltado por puré de papas e vinagrete de huacatay — uma erva muito comum na cozinha peruana. Em algum momento, eles servem um shot com álcool, como Bloody Mary.

As sobremesas seguem a linha estrelada do brunch. Sorbet de tangerina com pão de especiarias e peras ao vinho tinto e mousse de ricota. Por fim, são 3 horas comendo e quando é servido o último prato do menu você faz cara de quero mais, tipo, como assim, já acabou? Não que o menu seja insuficiente, pelo contrário, todo muito sai satisfeito. Mas fica no ar aquele desejo de seguir descobrindo as peripécias gastronômicas de Hernán Gipponi, principalmente quando você se lembra de quanto está pagando por esta experiência: 120 pesos ou R$ 53 por pessoa. É muito provável, que atualmente, seja o melhor custo benefício de Buenos Aires!

Dica: não vá sem reserva. Caso tenha dificuldade em fazer a sua, tente se hospedar no Hotel Fierro. Os hóspedes tem lugar garantido, desde que confirmem interesse, no brunch do restaurante. Suítes a partir de US$ 170.

SERVIÇO

Hernán Gipponi Restaurant
Local: Hotel Fierro Boutique | Calle Soler, 5862 | Palermo Hollywood | Buenos Aires
Tel. 3220-6800
Quando: somente aos domingos, das 12h às 15h.

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sexta-feira, 04 de maio de 2012

Al-Zein: restaurante árabe autêntico em Las Cañitas

Esta foi minha primeira vez em Las Cañitas, um microbairro próximo a Palermo. Há uns 5 anos o que parecia ser o novo point para turista ver e comer virou um corredor de restaurantes e bares bacanas.

Não são exatamente os melhores de Buenos Aires, mas ficam fora do circuito carne-de-vaca (sem trocadilho e com trocadilho) da cidade.

Por aqui encontrei o Al-Zein, um restaurante árabe autêntico e apegado às tradições. O Shawarma (kebab ou churrasquinho grego) da casa foi considerado pela revista Planeta Joy como o melhor da capital.

O ambiente é simples e o local é frequentado, principalmente, pelos conterrâneos do dono do restaurante, seu Munzer Tarbichi.

Enquanto degusta o Babaganush (18 pesos) – Puré de Berenjena em espanhol – você ouve música oriental. O pão de folha (4 pesos) chega quentinho para acompanhar.

A porção de Charutinho (Hojas de Parras por 20 pesos), com 12 unidades, derretia na boca. Mas a especialidade do Al-Zein é o Shawarma de Ternera (20 pesos). Recheio abundante, iogurte suave, cubos de tomate, um pouco de alface e um tempero que beira à perfeição.

Uma curiosidade é que a casa não oferece bebida alcoólica. Somente água, refrigerante e té de menta! O cardápio traz, entre outras especialidades, Arroz Persa, Falafel, Coalhada e doces árabes.

Na nossa moeda, um casal gasta – em média – R$ 50 pilas. O sangue libanês do Raul já decretou: pra bater cartão sempre!

SERVIÇO

Al-Zein – Comida Árabe
Local: Calle Arce, 488 (quase esquina com Ortega y Gasset) | Las Cañitas | Buenos Aires
Tel.: 4775-1402
Funcionamento: de terça a domingo, das 12h à meia-noite.

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quinta-feira, 03 de maio de 2012

Cinco milongas em Buenos Aires: escolha a sua!

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Já até perdi as contas de quantos shows de tango assisti em Buenos Aires. Fui dos mais intimistas aos hollywoodianos. Dos clássicos aos moderninhos. Eu gosto. E sempre que puder vou assistir a alguma novidade. Mas são as milongas, uma espécie de salão de baile, a grande atração para quem quer ver de perto o que é que o portenho tem!

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Esqueça a sofisticação – ou a cafonice – das casas de shows. Enquanto algumas apresentações de tango lembram aqueles espetáculos desconcertantes de mulatas para gringo ver, as milongas se aproximam mais das nossas rodinhas de samba. São espaços modestos que reúnem gente de verdade, igual a mim e a você. Gente que quer aprender ou praticar o ritmo célebre da Argentina.

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No ano passado percorri algumas delas. Me apaixonei por todas. Mas como meu interesse era bloguístico fiquei só na observação, não arrisquei qualquer rodopio. No fim de semana – passamos o último feriadão em Buenos Aires – conhecemos a milonga Bien de Abajo que acontece na La Glorieta, no bairro de Belgrano.

O local, um coreto, é praticamente ao ar livre e tem entrada grátis. É só chegar e participar. Partimos para lá com um grupo de viajantes brasileiros. Foi o encontro #Vibaníadas2012. Para quem não sabe, Vibana® – Viciados em Buenos Aires Não-Anônimos – é um termo patenteado pela Mô Gribel e acabou entrando para o Dicionário da Boia.

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Não demorou muito – eu zanzando para um lado, o Raul fotografando para o outro… – e um senhorzinho me tirou para dançar. Eu fui, né! :mrgreen: Nunca havia bailado aquilo na vida, mas o Seu Silvio (meu xará) me puxou e mandou ver! Foi muito divertido. Até levei umas broncas dele: meu cérebro não acompanhava aquele cruce de pernas. Rá Rá Rá!

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A lista de milongas em Buenos Aires é interminável. Segundo a Asociación de Organizadores de Milonga são mais de 500 endereços! Este post não pretende esgotar o assunto, muito menos indicar as melhores ou as maiores. É apenas um pontapé para que você possa escolher da próxima vez a que mais combina com você.

1- Bien de Abajo – La Glorieta | Há 16 anos um grupo de aficionados por tango comanda esta milonga, uma das poucas ao ar livre e com entrada grátis. As aulas acontecem aos sábados e domingos a partir das 17h. Já a milonga começa às 20h, bem mais cedo do que as concorrentes. Entrada: grátis. Fica nas Barrancas de Belgrano, próximo ao Barrio Chino.

2- Confitería Ideal | É uma das milongas mais tradicionais de Buenos Aires. Funciona desde 1912 e foi um dos cenários do filme Evita. O ambiente faz a linha charmoso-antigo. A média de idade dos dançarinos é de… 90 anos. Amei! De terça a sábado, 22h30 a 3h. O baile é com orquestra ao vivo. Oferece aulas e matinês todos os dias. Entrada: 35 pesos. Calle Suipacha, 380 – Centro.

3- La Viruta | É tanta gente num mesmo lugar que nem dá tempo de ficar tímido. Com o lema “Entrás caminando, salís bailando”, esta milonga é das mais animadas e turísticas da cidade. Entrada: 30 pesos (inclui as aulas, a milonga e o show ao vivo). Calle Armenia, 1366 – Palermo SoHo.

4- Maldita Milonga | O ritmo tangueiro bate forte com a Orquestra Típica El Afronte.  São 11 instrumentistas, ao vivo, sempre às segundas e quartas-feiras, a partir das 22h30. Para quem quiser ensaiar uns pasitos, as aulas acontecem a partir das 21h. Entrada: 25 pesos. Calle Perú, 571 – San Telmo.

5- Salón Canning – Parakultural | O local foi fundado pela comunidade grega de Buenos Aires no início do século 20. Das que visitei foi a milonga mais avançada no quesito técnico. Os dançarinos são de intermediário para cima. As aulas – para principiantes, inclusive – acontecem de segunda a quinta, em horários variados. As milongas são às segundas, terças e sextas, a partir das 23h. Mas o bicho pega mesmo a partir da 1h da manhã! Entrada: 30 pesos. Calle Scalabrini Ortiz, 1331 – Palermo SoHo.

Dica: visite o blog Aquí me Quedo, da Gisele Teixeira. Ela sabe tuuudo de milongas! Acompanhe também o Buenos Aires Milongas que traz programação completa com dia e horário da maioria delas.

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Buenos Aires: dicas e informações essenciais

Aqui estão as dicas e as informações essenciais para você planejar sua viagem a Buenos Aires. Caso tenha voltado de lá há pouco tempo e queira acrescentar algo fique à vontade na caixa de comentários.

+ E-book | O Barato de Buenos Aires –> baixe o seu agora mesmo!

INFORMAÇÕES ESSENCIAIS

DDI: +(54)11

Informações turísticas da Argentina: www.info.gov.ar

Informações turísticas de Buenos Aires: www.bue.gov.ar

Embaixada do Brasil em Buenos Aires: Calle Cerrito, 1350. Tel. +(54) 11 4515.2400. Segunda a sexta, 9h às 18h. www.brasil.org.ar

Atendimento ao turista: 0800-999-2838

Fuso horário local: igual ao de Brasília. Nos últimos anos, a Argentina não adotou o horário de verão, o que faz o país ficar 1 hora a menos nesse período.

Para ligar a cobrar para o Brasil: Via Embratel, 0800-999-5503 ou 0800-999-5500.

Melhor época para viajar: a cidade acontece o ano inteiro. Mas no verão o calor pode ser infernal. A temperatura bate fácil os 35ºC. O inverno costuma ser rigoroso para quem não está acostumado com temperaturas muito baixas. Na primavera e outono o clima fica mais agradável.

+ Buenos Aires: qual o melhor bairro para se hospedar

Transporte na capital: Buenos Aires e região metropolitana somam quase 13 milhões de habitantes. Como na maioria das grandes capitais latino-americanas, o trânsito portenho costuma ser caótico. Não é recomendável alugar carro para circular na cidade. A vantagem para o turista é que a cidade é plana, o que possibilita longas caminhadas.

Táxi é uma ótima opção para circular pela capital. São baratos e tem aos montes. Todos são pretos e amarelos, mas prefira os que pertencem a empresas (o nome vem pintado na porta). Cuidado para não cair no golpe das notas falsas devolvidas como troco. Tenha dinheiro miúdo para pagar as corridas. Os Remises são táxis especiais, geralmente mais caros e cobram um valor fechado pelo trajeto.

O Metrô – conhecido como Subte, de “subterráneo” – é bem eficiente e cobre boa parte da cidade por uma tarifa que não chega a R$ 0,50. O ônibus (chamado de micro ou colectivo) também é uma alternativa interessante fora do horário de pico. A passagem deve ser paga em moeda diretamente ao motorista e o valor varia de acordo com o trajeto. O Bus Turístico percorre a cidade em 3h e 15 minutos com 20 paradas pelos principais pontos turísticos de Buenos Aires. O ticket custa 70 pesos (R$ 28). Crianças de 4 a 12 anos pagam a metade. Grátis para menores de 3 anos e portadores de necessidades especiais.

COMO CHEGAR

Existem voos diretos de São Paulo pela TAM (11/4002.5700), Lan (0300.788.0045), GOL (0300.115.2121), Aerolíneas Argentinas (0800.707.3313). A Pluna (11 3711.9158) voa para Buenos Aires com escala em Montevidéu. A capital portenha está a 2h30 da capital paulista.

COMO IR DO AEROPORTO AO CENTRO DE BUENOS AIRES

Existem dois aeroportos na cidade. A maioria dos voos brasileiros desce no Aeroporto Ezeiza, a 45 minutos do centro. A corrida para o centro, comprando no guichê oficial que fica dentro do saguão de desembarque, fica em torno de 160 pesos (mais ou menos R$ 64). Já quem desce no Aeroparque Jorge Newbery está a 15 minutos e 30 pesos (de táxi) dos principais pontos turísticos da cidade.

O shuttle da empresa Manuel Tienda León leva você do Ezeiza até o centro por 60 pesos (R$ 25). Se estiver acompanhado compensa dividir um táxi. A linha 8 do ônibus colectivo faz o mesmo percurso e custa tão somente 3 pesos. Mas o trajeto demora 2 horas e funciona só até às 23h.

Aeropuerto Internacional de Ezeiza
Autopista Tte. Gral. Ricchieri Km 33,5
Telefone: +(54) 11 5480 2500
Site: www.aa2000.com.ar | Distância do centro de Buenos Aires: 22 km aproximadamente.

Aeroparque Internacional Jorge Newbery
Av. Rafael Obligado s/n°
Telefone: +(54) 11 5480.6111
Site: www.aa2000.com.ar | Distância do centro de Buenos Aires: 3 km aproximadamente.

DOCUMENTOS

Não é necessário visto nem passaporte. É possível viajar com a carteira de identidade atualizada. Não valem carteira de motorista nem a funcional.

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QUANTO TEMPO

Em Buenos Aires, quatro dias inteiros – sem contar os de chegada e saída – são suficientes para o básico da turistagem, o que inclui umas comprinhas planejadas. Querendo aproveitar melhor a cadência da cidade fique, pelo menos, uma semana. Já fui três vezes e ainda acho que não vi tudo.

IDIOMA

O espanhol é o idioma oficial da Argentina. Como os brasileiros são a bola da vez por lá, qualquer prestador de serviço já arranha muito bem o patropi.

SEGURANÇA

Batedor de carteira tem em qualquer lugar do mundo. E turistas são alvos fáceis, porque geralmente estão distraídos, embasbacados com as novidades de cada lugar. Regra nº 01: não saia com muito dinheiro vivo. Leve apenas o que pretende gastar no dia. Regra nº 2: coloque as notas maiores e todos os documentos importantes – passaporte e cartões de crédito – em um money port, aquelas pochetes/bolsinhas que são feitas para usar debaixo da roupa.

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Carregue seu equipamento fotográfico pendurado no pescoço. Cuidado com os golpes dados pelos taxistas. Tenha sempre dinheiro trocado para pagar as corridas. Evite andar nas ruas centrais à noite. Ou seja, todas aquelas medidas de segurança que você tomaria em qualquer grande cidade brasileira.

SAÚDE

Superada a epidemia da Gripe A, que afugentou os turistas da cidade, Buenos Aires não oferece riscos ao viajante como enormes altitudes ou clima extremamente seco. Mas é sempre bom levar, como em qualquer viagem, um kit-saúde com protetor solar e labial (venta muito), chapéu, óculos de sol, analgésicos, antitérmicos e antiácidos. Não é necessário tomar nenhuma vacina especial para entrar na Argentina.

DINHEIRO

A moeda argentina é o Peso (AR$). Portanto só leve dólar se você tiver guardado em casa. O ideal é fazer uma pesquisa em diversas casas de câmbio e comprar uma parte em Pesos no melhor preço no Brasil. De qualquer maneira, é possível trocar Reais lá em Buenos Aires, muitas vezes, com cotação melhor do que aqui. Quem desce no Aeroporto Ezeiza tem a oportunidade de fazer o câmbio no banco La Nación (aberto 24 horas), no saguão principal. A cotação é bastante favorável, mas as filas costumam desanimar até o mais mão-de-vaca-muquirana.

O VTM (Travel Money da Visa) – uma espécie de cartão de débito pré-pago – é uma opção interessante, principalmente porque agora pode ser carregado em Pesos na Confidence Cambio. Você poderá pagar contas ou sacar dinheiro nos caixas eletrônicos associados à rede Visa, que estão por todos os lados na Argentina. Para débito, não há taxa alguma. É bem prático. Caso você carregue o cartão em dólar, vai sacar na moeda local. Se o dinheiro do cartão acabar durante a viagem é possível recarregá-lo nos postos autorizados – geralmente, casas de câmbio ou por telefone autorizando um débito da sua conta corrente. Para saques é cobrada uma taxa de US$ 2,50 por retirada.

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Outra opção é fazer retiradas diretamente da sua conta corrente. Verifique com seu gerente se seu cartão está habilitado a fazer saques no exterior e quais são as tarifas. Banco do Brasil, HSBC, Citibank, Santander e Itaú têm agências próprias na cidade. Já o cartão de crédito pode ser interessante para gastos maiores. A desvantagem é o IOF – o imposto sobre operações financeiras que incide no valor total da fatura – e na flutuação do dólar. Ou seja, nem sempre a cotação do fechamento da fatura será a mesma do dia da compra.

COMPRAS

Quem viaja de avião pode voltar com até US$ 500,00 de mercadorias e mais US$ 500,00 de compras no free-shop do aeroporto.

INFORMAÇÕES TURÍSTICAS EM BUENOS AIRES

A Oficina de Turismo de Buenos Aires fica no centro, na Calle Florida, nº 100. Há outros postos de informação nos aeroportos, em Puerto Madero (Av. Alicia Moreau de Justo, 200 – dique 4), San Telmo (Calle Defensa, nº 1250) e Recoleta (Calle Quintana, nº 596).

DICA DE CÂMBIO

Para fazer a conversão do peso argentino para o real – com valores aproximados – você deve dividir o valor em pesos por R$ 2,50. Por exemplo, se seu jantar ficou 180 pesos, pegue este valor e divida por R$ 2,50. O valor em Real é  de R$ 72.

Buenos Aires bairro a bairro

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Buenos Aires combina com

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Fotos: Raul Mattar | Todos os direitos reservados.

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sábado, 21 de janeiro de 2012

Buenos Aires bairro a bairro: Villa Crespo, a região dos outlets

Não se iluda. Para os mão-de-vaca-muquiranas como eu, Buenos Aires já não é mais a pechincha de bons anos atrás. Há inflação no país e – mesmo com o peso ainda muito desvalorizado – os produtos e serviços subiram de forma surpreendente por lá. Sim, tem muita coisa acessível que, seguramente, apresenta valores mais interessantes do que no Brasil. E isso vai de bons restaurantes a roupas bacanas. Mas nada que valha uma viagem única e exclusiva à capital argentina somente para encher as sacolas. Para isso, prefira Miami!

Por outro lado, se você quer aproveitar sua estada aqui para vasculhar os outlets da cidade, seu destino é Villa Crespo – bairro vizinho a Palermo. A região está pinhocada de lojinhas de grifes nacionais e internacionais. Minha mãe e eu percorremos diversas ruas, encontramos muitos lugares legais, provamos algumas peças e calçados, mas não levamos… nada! Juro, nem um único par de meia!

Mas isso se deve mais à nossa falta de paciência no entra-e-sai das lojas do que falta de opção. Se você tiver mais disposição do que a gente, talvez faça boas compras. A maioria das lojas fica na Avenida Córdoba e na Calles Aguirre e Gurruchaga. Muitas delas, principalmente as de marcas grã-finas, têm lojas nos principais shoppings da cidade – onde oferecem a coleção nova. Já nos outlets, geralmente, estão peças de coleções passadas ou que apresentam mínimos defeitos ou que não passaram pelo teste de qualidade da empresa. Os descontos reais chegam a 60%.

O QUE FAZER

Não é um bairro com pontos turísticos dos mais conhecidos. O barato aqui é justamente fuçar nas lojinhas. São muitas e muitas opções e todos os outlets estão bem próximos um do outro. Para quem quiser se hospedar na região e aproveitar melhor o bairro, uma boa opção é o hotel Querido, da brasileira Mariana Pereira que mantém o blog My Villa Crespo, um site supimpa cheio de dicas atualizadas.

ONDE COMER

Café Crispin | Lugar simples e despretensioso, como todo o bairro. Oferece bolos fresquinhos, sanduichinhos, diversas sobremesas e café de primeira.

Sarkis | Mesmo que você não se interesse por outlets, em Villa Crespo você encontra um dos melhores restaurantes de Buenos Aires. O armênio Sarkis tem uma decoração sem muito charme, mas isso é absolutamente insignificante se comparado com as generosas porções de comida árabe, como o quibe assado e kafta de cordeiro. E ainda por cima é barato!

ONDE COMPRAR

Saiba: as lojas não costumam abrir no mesmo horário. Chegue depois das 10h30 que não tem erro. Muitas ficam abertas até às 20h, mas a maioria fecha às 19h. No domingo, as principais lojas da Av. Córdoba não abrem. Para comprar, Villa Crespo é muito melhor durante a semana. Abaixo, listo alguns dos outlets mais famosos. Mas a região está coalhada de outras opções!

Outlets em Buenos Aires | Calle Aguirre

Daniel Hechter (nº 700), Rapsodia (nº 729), Cheeky (nº 827), Timberland (nº 840), Vitamina e Uma (nº 864), Cacharel (nº 865), Christian Dior (nº 949) e Brooksfield (nº 966).

Outlets em Buenos Aires | Calle Gurruchaga

Etiqueta negra (nº 770), Akiabara (nº 772), Wrangler (nº 783), Christian Lacroix e Yves Saint Laurent (nº 787), Puma (nº 806), Prune (nº 861), Cardon (nº 888) e Clona Shoes (nº 890).

Outlets em Buenos Aires | Av. Córdoba
Adidas (nº 4602), Levi´s (nº 4654), Nike (nº 4660), Chocolate (nº 4856) e Kevingston (nº 4870).

COMO CHEGAR

Metrô: Estação Malabia (Linha C). Ao sair da estação ande três quadras até a calle Aguirre e comece sua festa!

Buenos Aires bairro a bairro

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Fotos: Sílvia Oliveira

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Buenos Aires bairro a bairro: Abasto

O Abasto é uma espécie de bairro temático. Talvez não tenha tantas atrações como Palermo e Recoleta, mas é referência para quem gosta de tango e sua história. Carlos Gardel era figurinha fácil no Mercado Abasto, hoje transformado no maior shopping da cidade. Dentro do centro comercial estão o Museo de los Niños e algumas das principais lojas da capital portenha. Já a casa onde viveu o maior cantor de tango da Argentina virou um charmoso museu.

É um bairro modesto, sem grandes corredores comerciais. Com incentivo da prefeitura muitas viviendas, na altura da Calle Zelaya, passaram a pintar suas fachadas com letras de música, caricaturas ou usaram o fileteado, técnica artística portenha. Ainda acho San Telmo o bairro genuinamente tangueiro de Buenos Aires. Mas o Abasto fica como opção para um passeio agradável e cheio de bossa. Digo, de tango.

O QUE FAZER

Museo de los Niños | Uma proposta criativa para introduzir as crianças de forma lúdica no mundo profissional dos adultos. É uma cidade em escala reduzida. Aqui, os niños podem ser professores, médicos e até sacar dinheiro de um banco de mentirinha.

Pasaje Zelaya | Entre as calles (ruas) Anchorena e Jean Jaurés está um dos pedaços mais sedutores do Abasto. Quase todas as casas receberam alguma intervenção artística que lembra o tango. São fileteados, trechos de tango e desenhos estilizados de Gardel – o grande homenageado e embaixador do bairro.

Paseo del Tango | Um pequeno calçadão na rua Carlos Gardel cheio de árvores e faróis antigos. Tem alguns bares temáticos com referências ao tango, incluindo a luxuosa casa Esquina de Gardel. Nos finais de semana há feirinha temática e shows de rua.

Museo Carlos Gardel | A casa onde Carlos Gardel viveu foi transformada num pequeno e instrutivo museu. Abriga fotos, documentos e objetos pessoais do cantor, incluindo a cama de bronze onde dormia. A arquitetura da casa – chamada de chorizo (salsicha) – é típica portenha: comprida e com frente estreita.

ONDE COMER

Siceramente, não sei indicar um local bacana. Nas duas vezes em que estive aqui acabei caindo na Praça de Alimentação do Shopping Abasto. Tem vários restaurantes lá, incluindo comida chinesa e paella a partir de 30 pesos (R$ 12) o prato. Ao lado do shopping tem uma enorme filial do supermercado Coto.

ONDE COMPRAR

Shopping Abasto | O antigo mercado municipal de Buenos Aires se transformou num shopping gigante. São quase 240 marcas – nacionais e importadas.

COMO CHEGAR

Ônibus: 12, 29, 34, 41, 64, 111, 118, 152, 194. Metrô: Estação Carlos Gardel (Linha B). Táxi do centro até aqui: 30 pesos ou R$ 12,00.

Buenos Aires bairro a bairro 

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Palermo

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Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira 

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quinta-feira, 08 de dezembro de 2011

Buenos Aires bairro a bairro: Palermo

Onde ficar em Buenos Aires Palermo SoHo

Há pouco mais de 100 anos, Palermo era uma espécie de zona rural de Buenos Aires. Tudo era chamado de Palermo Viejo. Ainda há um pedaço da região que se intitula assim. Mas com uma tacada marketeira-turística de mestre acabaram dividindo o bairro em dois: o que vem antes e o que fica depois da linha de trem. Agora o must da cidade está em algum destes Palermos, denominados Soho e Hollywood.

Há ainda o Palermo Chico, por onde não me embrenhei muito — e a área que forma o Parque Tres de Febrero, chamado também de Bosques de Palermo. É uma enorme área verde com pracinhas e atrações pra toda a família. Por ali você encontra o Jardim Zoológico, o Jardim Japonês, o Hipódromo, o fofo Jardim Botânico e um imenso Rosedal.

+ Buenos Aires: qual o melhor bairro para se hospedar

Na minha primeira vez em Buenos Aires, há quase seis anos, fiquei em Palermo Hollywood, que recebeu este nome porque abriga alguns canais de televisão e muitas produtoras de comerciais e filmes. Nossa opção foi o Solar Soler, um dos Bed & Breakfast mais charmosos da região, instalado num casarão do século 19 totalmente reformado. A hospedagem em si foi ótima.

O detalhe é que Palermo Hollywood, na minha concepção, fica no fim do mundo. E eu só me dei conta disso quando cheguei lá. Estava longe de tudo o que eu queria ver na minha estreia na cidade e a palavra “táxi” — mesmo já sendo barato naquela época — estava banida do meu caderninho mão-de-vaca-muquirana. Sem contar que, apesar de ter bons lugares para comer, achei o local meio morto tanto de dia quanto à noite.

Já no SoHo portenho é onde Palermo “acontece”. Nesta porção do bairro estão as lojas moderninhas, os estilistas de vanguarda, os designers da hora, pubs temáticos, cafés literários, os descolados dos descolados e alguns dos melhores restaurantes da cidade.

O afamado escritor argentino Jorge Luís Borges viveu alguns anos por aqui, na Calle Serrano, 2135. Eu gosto do clima festivo e modernex de Palermo Soho, mas circulando por ali me sinto,às vezes, num filme da década de 70 – tudo muito hippie, coloridinho e despojado demais para meu gosto. Rá!

O bairro todo é gigante. Aliás, Palermo é o maior da cidade. Merece mais do que um dia inteiro de visita. No ano que vem pretendo me hospedar pela primeira vez no Soho para poder esmiuçar mais essa região. É que nas três vezes em que estive aqui ainda não consegui descobrir a “minha Palermo”.

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O QUE FAZER

Plaza Julio Cortazar (chamada também de Plaza Serrano) | É ponto de referência para quem quer circular pela região. Aos sábados e domingos há uma ferinha de artesanato com shows musicais. No meio da praça tem um parquinho infantil daqueles que as crianças adoram com escorregador, gangorra e balanço.

MALBA | Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires. Com arquitetura moderna, o prédio do Malba é uma atração em si. O museu abriga a obra-prima Abaporu, da brasileira Tarsila do Amaral. Sim, a expressão máxima do modernismo brasileiro está na Argentina!

Museo Evita | Para quem admira a personalidade feminina mais influente que a Argentina já teve, o museu é um passeio bacana. Está num belo casarão de 1906 e traz objetos pessoais, fotos, documentos, sapatos e bolsas que Evita usou. Oferece visitas guiadas.

Parque Tres de Febrero | Também conhecido como Bosques de Palermos, o parque é uma deliciosa área verde cheia de lagos. Um lindo Rosedal com milhares de espécies de rosas é atração. Se fosse para usar um clichê eu diria que é o “pulmão” da cidade.

Onde ficar em Buenos Aires Palermo

Zoológico | Ótimo para quem gosta de bichos. Bacana para quem tem crianças. Promove visitas noturnas (é necessário reservar) de quarta a sexta.

Jardín Japonés | Lindo e bem preservado. Abriga mais de 300 espécies de plantas nativas japonesas, um carpário e uma ponte típica das paisagens orientais.

Barbie Store | A única loja temática da boneca mais famosa do mundo está em Buenos Aires. Para mães com meninas na fase meu-mundo-é-rosa. Tem casa de chá, área de brinquedos, cabeleireiro e manicure para as crianças. A entrada é gratuita, mas os serviços são pagos à parte. Veja aqui meu post detalhado sobre o lugar!

ONDE COMER

Crizia | Restaurante contemporâneo, requintado e com excelente custo-benefício. Pelo que cobra e pelo que oferece acabou sendo uma das nossas melhores experiências gastronômicas da cidade. (Palermo SoHo) Veja aqui meu post detalhado do lugar.

Don Julio | Bodegón típico com atendimento familiar. Você pode escolher sua carne antes dela ir para a parilla. (Palermo SoHo)

Chori & Wine | Ambiente informal e aconchegante. O dono — e parrillero — já morou vários anos em Porto Seguro (Bahia) e fala muito bem o português. Se você não quer gastar muito e busca algo típico, talvez seja uma opção. (Palermo SoHo)

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ONDE COMPRAR

Papelera Palermo | Uma papelaria super agradável, cheia de novidades e caderninhos de enlouquecer os apaixonados pelo paper-design. (Atualização: a papelaria fechou em outubro de 2015. Chuif!)

Isadora | Loja de acessórios com mais de 20 endereços na cidade. São dezenas de opções em bolsas, colares, flores para o cabelo (adorei!), brincos e echarpes. Uma das poucas lojas realmente baratas de Buenos Aires. Esta filial é bem charmosinha e fica na Calle Armenia, 1789, Palermo SoHo.

Milagros | Uma recanto super delicado que vende de móveis a taças, passando por almofadas e caixas decoradas. Tudo com nuances florais e muito estilo. Fabricação própria da estilista e designer Milagros Resta. Preços amigáveis.

Tienda Malba | As lojas de museus geralmente deixam a gente babando, né? Mas a lojinha do Museo Malba é um luxo à parte. Além de ter um acervo de quase 10 mil livros de arte, ainda oferece lindos cartões-postais, cadernos e coisinhas fofas que a gente adora levar pra casa como pimenteiros e vasinhos design.

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COMO CHEGAR

Linhas de ônibus: 12, 15, 29, 36, 37, 39, 41, 55, 57, 59, 60, 64, 67, 68, 93, 95, 102, 108, 111, 118, 124, 128, 130, 152, 160, 161, 166, 188.
Metrô: Estação Plaza Itália, Estação Palermo e Estação Scalabrini Ortiz (linha D). Táxi do centro até Palermo SoHo: 25 pesos ou R$ 10,00 (valores aproximados)

Buenos Aires bairro a bairro

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Buenos Aires bairro a bairro: Recoleta

Quando estive em Buenos Aires pela primeira vez eu achava que Centro e Recoleta estavam mais ou menos tudo junto. Mesmo com as discrepantes diferenças visuais entre os dois bairros, a minha desordem cerebral se deu ao fato de que a região mais aristocrática da cidade está numa área central, a pouco mais de 30 minutos de caminhada da Casa Rosada.

A Recoleta traduz na íntegra os clichês que aproximam a capital portenha da Europa. Com construções no estilo belle époque, avenidas arborizadas e um conglomerado de lojas de grifes internacionais, acabou se transformando num dos bairros mais agradáveis para caminhar sem nenhuma obrigação turística.

De qualquer maneira, aqui estão alguns dos principais atrativos de Buenos Aires como o cemitério que leva o nome do bairro e alguns dos melhores museus da cidade.

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Na minha última incursão na cidade fiquei hospedada aqui, num apartamento de aluguel de temporada, a três quadras do Hotel Alvear (o Copacabana Palace deles), onde tomamos o célebre chá da tarde. Apesar de ser um bairro sofisticado, está longe de ser arrogante.

A Recoleta oferece opções de restaurantes que vão dos estrelados aos bodegões que servem simplórias empanadas. Até a pracinha mais famosa do bairro se transforma em um encontro patropi-sei-lá-entende com a feira de artesanato nos fins de semana.

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O QUE FAZER

Cementerio de la Recoleta  | O mais famoso cemitério da cidade abriga os mausoléus da aristocracia argentina, incluindo o túmulo da ex-primeira dama Evita Perón.

Centro Cultural Recoleta | Oferece diversas exposições de artes – grátis. Está num prédio do século 18, ao lado cemitério.

Museo Participativo de Ciencias – Prohibido No Tocar |  Fica dentro do Centro Cultural Recoleta. A proposta é levar diversas áreas do saber a crianças e adultos de forma lúdica e interativa. Veja aqui meu post detalhado sobre o museu!

Museo Nacional de Bellas Artes | Agrega a maior coleção de arte do país. Passa por esculturas de Rodin, obras de Picasso e Rembrandt, além de dedicar um andar inteiro aos artistas argentinos.

Av. Alvear | Poderia ser comparada à Via Montenapoleone, de Milão, ou à Champs-Élysées, em Paris. São sete quarteirões que reúnem grifes de luxo, diversas embaixadas e residências neoclássicas. No comecinho da Alvear (na Calle Arroyo, 1130), você encontra o Palácio Pereda, a residência do embaixador brasileiro – lindíssima – totalmente inspirada no castelo de Fontainebleau.

El Ateneo Grand Splendid | A livraria que já foi teatro e cinema oferece um dos ambientes mais agradáveis da cidade para tomar um café (montado no antigo palco) folheando os clássicos argentinos. Veja aqui meu post detalhado sobre a livraria!

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ONDE COMER

El Sanjuanino | O pequeno restaurante passa longe da sofisticação do bairro. Com decoração simples e poucas mesas, oferece cozinha regional argentina – com destaque para as empanadas. Veja aqui meu post detalhado sobre o lugar!

La Querência | Outro local focado na cozinha regional, com ambiente bem agradável e atendimento bacana. A panqueca com dulce de leche é quase uma janta! Veja aqui meu post detalhado sobre o lugar!

La Biela | Entre os vários cafés do bairro, o La Biela é um dos mais tradicionais. Fundado no século 20 por apaixonados por carros, o local tem exposição de fotos de antigos corredores. Veja aqui meu post detalhado sobre o lugar!

Chá da Tarde do Hotel Alvear | O luxo acessível. Atendimento impecável, num salão belíssimo. Uma deliciosa experiência gastronômica que cabe no seu bolso. Veja aqui meu post detalhado sobre o lugar!

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Onde ficar em Buenos Aires

ONDE COMPRAR

Morph  | A loja de decoração e design mais descolada de Buenos Aires tem várias filiais espalhadas pela cidade. Mas no shopping Buenos Aires Design  — que fica ao lado do Centro Cultural Recoleta — você encontra a maior delas. É uma mistura de Tok & Stok e Imaginarium, só que 30% mais em conta!

Vasalissa Chocolatier  | Um primor de loja especializada em chocolates finos e artesanais. São mais de 30 sabores de trufas. A embalagem para presente deixa o produto mais bonito e saboroso. Veja aqui meu post detalhado sobre o lugar!

Tealosophy | A loja da argentina Inés Berton é uma perdição para os apaixonados por chá. Inés tem o que os especialistas consideram “olfato absoluto”, uma incrível capacidade de memorizar e reproduzir aromas. É a única mulher entre os 11 teanoses — especialistas em chá — do mundo.  A loja, que fica ao lado do Hotel Alvear, é pequena e está bem escondidinha. Lá você poderá provar e levar qualquer um dos mais de 300 aromas criados por Bertón. A latinha de 160 g sai a partir de R$ 35. (Há uma filial em Palermo).

Patio Bullrich | Para os fashionistas e/ou endinheirados. O moderno shopping está num casarão reformado do século 19 e abriga diversas grifes como Diesel, Calvin Klein, Carolina Herrera, Cheeky, Etiqueta Negra, Hugo Boss, Lancôme, Lacoste, Salvatore Ferragamo, Zara, entre outras. Tem praça de alimentação. Com McDonald’s.  :-)

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MOMENTO EXTRAVAGÂNCIA

Na Recoleta você pode fazer uni-duni-tê, tantas são as opções. Mas, para uma noite memorável, me hospedaria no tradicionalíssimo Hotel Alvear. Com diárias a partir de US$ 400 você terá um mordomo para desfazer sua mala e encontrará no banheiro notáveis amenities da podre de chique marca Hermès.

COMO CHEGAR

Ônibus: 5, 10, 17, 37, 38, 39, 41, 59, 60, 61, 62, 67, 75, 92, 93, 95, 101, 102, 106, 108, 110, 124, 130, 152. A Recoleta está longe metrô. A Linha Verde (D) é a que mais se aproxima, com as Estações Callao e Tribunales. Mas se você estiver no miolinho do bairro (saindo do cemitério, por exemplo) é necessário caminhar um bocado, umas 10 quadras, para chegar ao metrô. Táxi do centro até aqui: 20 pesos (R$ 8).

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quarta-feira, 02 de novembro de 2011

Livraria El Ateneo: se existir outra mais bonita na Argentina, avisem-me!

Já foi teatro. Virou cinema. Desvirou e encontrou sua verdadeira vocação como livraria. Mais do que isso, o El Ataneo Grand Esplendid é, também, ponto turístico. Um dos mais visitados em Buenos Aires.

O antigo palco do teatro, construído em 1919 pelo austríaco Max Glücksmann, se transformou em café. As poltronas cederam lugar a enormes prateleiras de livros e os camarotes, a cômodas salas de leitura. Não sei avaliar se essa seria a melhor livraria de Buenos Aires, mas seguramente é a mais aconchegante.

O local foi adaptado, mas manteve a estrutura do teatro fiel à original. E é justamente a preservação dessa arquitetura que confere à livraria El Ateneo o título de mais bonita da Argentina (segundo o Matraca’s Ibope) e uma das mais belas do mundo.

Na opinião do jornal inglês The Guardian ela é a segunda mais magnífica do planeta (perdendo apenas para a também lindíssima Boekhandel Selexyz Dominicanen, em Maastricht, na Holanda).

São cinco andares. Além do térreo, três galerias – com exposição de arte e apresentação de músicas clássicas – e o subsolo com a seção infantil. O afresco da cúpula foi pintado pelo artista italiano Nazareno Orlandi. Você poderá encontrar livros de grandes autores hispânicos, CDs e DVDs.

Se você gosta de passar uma tarde na livraria da sua cidade, prepare-se, porque aqui dá para ficar o dia todo entre uma taça de chá gelado e duas medialunas.

SERVIÇO

El Ateneo Grand Esplendid
Local: Av. Santa Fe, 1860 | A matriz (fundada em 1912) fica na Calle Florida, 340. | Buenos Aires
Funcionamento: segunda a quinta, 9h às 22h; sábado, 9h às 0h e domingo, 12h às 22h.

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Fotos: Raul Mattar

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terça-feira, 01 de novembro de 2011

La Biela: tradicional e histórico café na Recoleta

Entre os clássicos e tradicionais de Buenos Aires está o café La Biela. Na década de 20, aficionados por automóveis e corridas deram o nome de La Biela Fundida ao lugar. Mais tarde passou a ser chamado só de La Biela.

Nas paredes, uma coleção de fotos de corredores – incluindo as do pentacampeão argentino Juan Manuel Fangio – dá o tom nostálgico ao lugar. Por todos os lados você verá faróis, buzinas antigas, bielas e radiadores vintage.

O La Biela já foi frequentado por célebres escritores como Jorge Luís Borges e Julio Cortázar. O salão com capacidade para 300 pessoas não deixa ninguém em lista de espera. É chegar, sentar e comer. Como está num quadrilátero altamente turístico (em frente ao Cementerio de la Recoleta) é bastante frequentado por estrangeiros.

O café com tostadas sai por 18 pesos (R$ 7). O La Biela também funciona como restaurante e oferece o famoso “Lomito a la Biela”– lombo com presunto, cogumelos, aspargos e batatinhas. Não sei se chega a ser o lugar ideal para fazer uma refeição inesquecível em Buenos Aires, mas para mim foi interessante no quesito cafés históricos.

SERVIÇO

La Biela
Local: Av. Quintana, 596 | Recoleta (quase em frente ao Cemitério da Recoleta)
Funcionamento: diariamente, 7h às 2h.

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Fotos: Sílvia Oliveira | Matraca’s Image Bank

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Buenos Aires com crianças: o museu onde é proibido NÃO tocar


Centro Cultural Recoleta: sede do museu Prohibido No Tocar.

Quem conhece o enorme Museu Catavento, em São Paulo (onde crianças e adultos podem mexer em tudo e participam das mais diversas experiências) não vai se impressionar muito com o Museo Participativo de Ciencias – Prohibido No Tocar de Buenos Aires. A versão portenha é menor, mas não deixa de ser um refresco para pais e filhos.

São dois andares com exposições interativas nas áreas de percepção visual, sons, música, arte, mecânica, física, eletricidade e natureza. É possível, por exemplo, simular um tornado e descobrir de forma lúdica como se forma um relâmpago.

A sala da Matemática convida o visitante a conhecer as aplicações cotidianas da matéria mais temida pela maioria dos estudantes. O museu apresenta diversas atividades na área de ilusão de ótica, questões práticas de mecânica, explica como digerimos o alimento e, inclusive, como se produz… o arroto!

Para a Mariana a sala mais interessante foi a de Música, Ondas e Sons. Acho que pela idade da pequena os ruídos foram mais atrativos. Há uma seção específica sobre arte, onde são retratadas todas as grandes correntes artísticas do mundo.

Diquinha extra: o museo Prohibido No Tocar está no Centro Cultural Recoleta, que oferece diversas atividades culturais como exposições e concertos. Ao lado fica o Cementerio de la Recoleta e a Basílica Nuestra Señora del Pilar com claustros intocados há três séculos.

SERVIÇO

MPC – Prohibido No Tocar
Local: Calle Junín, 1930 (Centro Cultural Recoleta) | Buenos Aires
Funcionamento: terça a sexta, 10h às 17h; sábados e domingos, 15h30 às 19h.
Ingresso: 20 pesos (R$ 8). Valores aproximados. Consulte antes de ir. (Crianças menores de 4 anos não pagam)

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Fotos: Raul Mattar e Sílvia Oliveira

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Matraqueando - Blog de viagem | Por Sílvia Oliveira

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